domingo, 30 de setembro de 2012

Dois navios coreanos detidos pela Guiné-Bissau

A ausência de fiscalização das águas territoriais guineenses tem dado muito trabalho à guarda costeira da Guiné-Bissau. Uma dezena de pirogas senegalesas tiveram de ser apresadas e dois navios coreanos foram detidos.
Os guardas costeiros guineenses têm tido um trabalho de maior dimensão estes últimos dias. Após terem apresados uma dezena de pirogas senegalesas em Cachéu, no Norte do país, perto da fronteira com Ziguinchôr, devido a questões ligadas ao tamanho das malhas das redes de pesca.
E no âmbito de uma fiscalização relâmpago houve a apreensão de dois navios coreanos em Cacine no sul, os navios estão atracados em Bissau a espera da decisão do governo.
Muitos problemas ainda têm de ser resolvidos em relação à fiscalização das águas guineenses.
Nós temos direitos de analisar e de opinar
Esta semana, neste espaço, devia fazer analise sobre as duas opostas presenças da Guiné-Bissau na 67ª Assembleia Geral da ONU. Mas como ainda não ouve discurso de nenhuma das delegações, nem decisão de já mais poderem usar de palavra. Prefiro estar atento, mas aguardar essa analise para o resultado que poderá der e vier.

Contudo, a semelhança do que já tinha feito nos finais de Julho, convido a opinião do leitores sobre as crescentes situações difíceis do país. O foco do mal estar e as divisões que a nossa Guiné se serve de referencia entre CEDEAO/CPLP, depois União Africana e agora nas Nações Unidas.

Até hoje, a Guiné-Bissau é uma conhecida república internacionalmente como um país de sublevações e crimes, cujo as demonstrações internas de coragem e as ações de força, acabou por nos tirar o espírito de competitividade em termos ideais, e as valorizações individuais por competência.


Durante toda a nossa vida "dita" em liberdade andamos só em passos teóricos e nulos, porque cada tempo tem as suas tensões e decisões. Se agora estamos patinar no seio de uma gigantesca concentração mundial, sem confiança nem certeza significa que estamos a ponto de partir para mais uma direcção incerta, 

É maravilhoso quando temos a experiência de arregaçar as mangas e dar-se ao trabalho para conseguir realizar o melhor de nós. Entre coragem e a falta de ódio, podemos materializar a nossa capacidade a partir de agora e sempre. Sem esquecermos de acrescentar Bondade e Alegria ao que está à nossa disposição. 


Se ainda existe dúvidas, é só quem queira que ela exista, mas é muito claro reparar na importância da nossa obrigação de entendermos... Pois o papel que estamos a fazer no campo do concerto das nações é o sinal que temos entre as mãos um desafio muito premente de fazer inversão da nossa história num livro cheio de cores e desenhos, a busca de um ponto de equilíbrio. 

Um ponto de equilíbrio onde não dedicamos repetidas vezes só a busca de optar pelo mal menor ou de buscar soluções de compromisso,.. Porque afinal, isso só pode ser útil para ganhar algum tempo, mas nunca é para resolver as questões de fundo. 

Quem não atea fogo, nunca se preocupa em fugir ou afugentar, nem agarrar as milagres feitas de propósito para a ocasião... Mas sim servir do seu poder e da sua competência para pôr os pés no chão, com determinação e transparência, com firmeza e convicção ainda com trabalho e demonstração pratica. 

Com esse espírito  será sempre possível instaurar maior equilíbrio preciso e ganhar cada vez mais a experiência de como é preciso coragem para estar no sítio certo e da maneira certa. Assim como conhecer mais o nosso mundo, sem estarmos preocupados de ter em conta o que parece ser.... Mas sim de ter um olhar bem tranquilo para ver e perceber tudo o que está a nossa volta ou que nos possa acontecer. 

Que ninguém duvide da sua capacidade e qualidade... Que ninguém se ponha de lado no problema que é de todos nós. Porque só com o concurso de ideias e debates aproximados é que poderemos achar a sintonia que nos leva ao entendimento preciso. 

Espero que já na próxima semana estaremos aqui de volta para uma analise do que este ano é, ser guineense na Assembleia Geral da ONU... Até lá

Samba Bari

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

As duas delegações de Bissau na ONU continuam sem falar
Assembleia Geral das Nações Unidas
Ainda não está resolvido o impasse de quem usa de palavras em nome da Guiné-Bissau... Tudo pelo facto de uma carta da Comunidade Económica para o Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental dirigida ao presidente de Assembleia Geral das Nações Unidas, interpondo a decisão do Comité Jurídica.

A carta retrata as inconveniências que o discurso de um presidente interino deposto representa para a República da Guiné-Bissau. Em jeito de ponderação, e ao que tudo indica, o conteúdo da missiva forçou um novo reexaminar do processo de acreditação da delegação guineense a usar de palavra.

Agora, tudo ficou para a próxima segunda feita dia 01 de Outubro, o soar da voz guineense perante a plenária da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Continuaremos a seguir...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Guiné-Bissau duas delegações... incertezas e esperança
Nova Iorque - Assembleia Geral das Nações Unidas
As duas delegações da Guiné-Bissau que se encontram em Nova Iorque para participar na 67ª Assembleia Geral da ONU, vivem de emoções fortes onde cada uma delas pretende representar a Guiné-Bissau .

Numa primeira fase, a Assessoria Jurídica de Credenciais da ONU escolheu o Raimundo Pereira como o representante a usar de palavras em nome da Guiné-Bissau.

Acontece que Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental opôs a decisão, abrindo uma nova vaga de intervenção do Comité de Credenciais. Um grupo de paises constituído por Angola, China, Peru, Rússia, Seychelles, Suécia, Tailândia, Trindade e Tobago e os Estados Unidos da América. 

Certo é que CPLP também na pessoa do novo secretario executivo Murade Murargy, deu a sua forte intervenção de apoio ao governo deposto mediante uma carta enviada para o Secretario-Geral das Nações Unidas defendendo o perigo que representa o dar aval de um governo saído de um golpe em detrimento de um  governo eleito e deposto por golpe.  

Só que, Uma intervenção na Assembleia-geral corresponderia na prática a um reconhecimento internacional do executivo saído de golpe... Nesta base será muito difícil que o uso de palavra esteja a favor do governo de transição.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012


O chefe de Estado Senegalês defende o governo de transição da Guiné-Bissau na Assembleia Geral
Macky Sall -Presidente do Senegal
O presidente do Senegal, Macky Sall, defendeu estas quarta-feira 26/09/12 na Assembleia Geral da Organização Nações Unidas (ONU)  os esforços do governo  de transição da Guiné-Bissau para realização de eleições e a retirada dos militares da arena política.   

Macky Sall falava no primeiro dia do debate anual da Assembleia Geral da ONU, e no dia em que responsáveis da CPLP e da comunidade da África Ocidental (CEDEAO) se reuniram em Nova Iorque, numa primeira tentativa para lançar um plano de acção conjunto para a Guiné-Bissau, que viveu um golpe de Estado em Abril, de que saiu o governo de transição. 

Como outros Estados membros da CEDEAO, o Senegal aprecia "os esforços feitos pelo governo de transição para a reconciliação nacional, restabelecimento das instituições do país, organização de eleições credíveis e retirada definitiva dos militares da arena política", afirmou. 

"Já perturbada por anos de instabilidade institucional e económica, a Guiné-Bissau enfrenta também a questão do tráfico de droga por estrangeiros fora da lei. O país merece o apoio e atenção da comunidade internacional", adiantou.   
Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU manifestou preocupação com o "contínuo impasse político" na Guiné-Bissau, fazendo eco de preocupações expressas pelo secretário geral Ban Ki-moon, e sublinhou a importância da realização de eleições 
que levem a uma transição no país.  
 
Os membros do Conselho de Segurança sublinharam ainda a necessidade de ultrapassar as divergências entre parceiros, num processo que tem sido marcado divisões entre atores nacionais e parceiros internacionais sobre a legitimidade do actual governo de transição.
No seu relatório sobre a situação guineense, Ban Ki-moon refere-se aos desentendimentos públicos entre a comunidade regional (CEDEAO), que vem trabalhando com o governo de transição, e a CPLP, que se recusa a reconhecê-lo, que está a contribuir para a "estagnação da crise política".  

Guiné-Bissau na Assembleia da ONU... Um país duas representações "opostas"
Delegação do governo Deposto
Presidente de Transição
Assembleia geral das Nações Unidas, um acto de grande envergadura que sempre o mundo espera com esperança dos  trabalhos políticos... Mas nós, estamos atentos no respeito diplomático,  nas disciplinas protocolares e nos protagonismos dos usos de palavra.

Tudo isso, é para o dissipar das dúvidas, em como e de que maneiras a república da Guiné-Bissau e o seu povo está colocado na arena internacional.

Não há duvidas que a Guiné-Bissau anda neste momento  com dois pesos e duas medidas... Com um governo eleito e deposto, a mais de cinco meses fora do país e de governação, mas que ainda reivindica a legitimidade  para estar a representar o país e o povo.
Por outro lado um governo  de transição carente de legitimidade expresso e formal pela maioria da Comunidade internacional, a frente do povo para gerir a transição, repor a legalidade mas que agora  goza de um convite especial para representar a republica da Guiné-Bissau.

Certo é que o governo deposto já lá está no dia 21 de Setembro e o governo de transição também lá chegou neste dia 26 do mesmo mês.

Perante esta representação dúbia  e contraditória, só nos resta ver a acção e o posicionamento internacional deste concerto das nações em Nova Iorque ...   Para que todos nós possamos ouvir o que devemos aceitar, ou de percebermos o que devemos creditar.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Serifo Nhamadjo disse estar confiante que o período da transição que preside vai bem
Manuel Serifo Nhamadjo afirmou que a transição que lidera no país, como Presidente da República, vai bem.
Essas palavras foram proferidas por ocasião das celebrações do 39º aniversário da independência do país, desmentiu as informações segundo as quais o período de transição pode estar comprometido.

«Contrariamente ao que tem vindo a ser veiculado, estamos no bom caminho porque estão agendadas as Eleições Gerais para os próximos anos, onde os guineenses vão poder votar no país, assim como na diáspora», disse o Presidente de transição.

Neste sentido, Serifo Nhamadjo informou que já se encontram na sua fase avançada os dossiês de avaliação das empresas que pretendem efectuar o recenseamento biométrico.

Por outro lado, Manuel Serifo Nhamadjo disse que um dos vectores do seu período de transição é a inclusão de todos os guineenses, como foi dito por ele desde a primeira hora.

Na cerimónia não esteve presente o Presidente da República de nenhum país, apenas os em embaixadores do Senegal, África do Sul, Nigéria, Rússia e China, todos acreditados com residências na Guiné-Bissau.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Washington decidiu apoiar as eleições na Guiné-Bissau no inicio de 2013
 Hillary Clinton.- Secretária de Estado Norte Americana

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, congratulou  a Guiné-Bissau pelo aniversário de independência, salientando a importância de eleições livres e justas no início de 2013 para que o país regresse à democracia.

Numa mensagem enviada em nome do Presidente Barack Obama e do povo norte-americano, Clinton deseja aos guineenses "um ano de paz, reconciliação e prosperidade".
"Partilhamos o desejo do povo da Guiné-Bissau de reformas que levem à democracia, boa governação e desenvolvimento económico, incluindo eleições livres e justas no início do próximo ano", refere a mensagem de Hillary Clinton.
Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU manifestou preocupação com o "contínuo impasse político" na Guiné-Bissau, fazendo eco de preocupações expressas pelo secretário-geral Ban Ki-moon, e sublinhou a importância da realização de eleições que levem a uma transição no país, onde em abril os militares tomaram o poder.
Os membros do Conselho de Segurança sublinharam ainda a necessidade de ultrapassar as divergências entre parceiros, num processo que tem sido marcado divisões entre atores nacionais e parceiros internacionais, sobretudo CEDEAO e CPLP, sobre a legitimidade do atual Governo de transição.
No seu relatório sobre a situação guineense, Ban Ki-moon refere-se aos desentendimentos públicos entre a comunidade regional (CEDEAO), que vem trabalhando com o Governo de transição, e a CPLP, que se recusa a reconhecê-lo, que está a contribuir para a "estagnação da crise política".

sábado, 22 de setembro de 2012

  PAIGC, um congresso decisivo para renovar a confiança

Por: Samba Bari
Desde que o ser humano se preocupou em ter a vida de forma organizada, e leva-la de maneira orientada, despertou-se em luta para demonstrar que um povo e uma nação têm obrigatoriedade de entender que a politica é o método viável para esse efeito.

Essa política que levou tantas confusões e guerras nesse mundo, e que ainda está  presente na nossa geração do mundo democrático... Mas dá para perceber que uma nação e um povo é inseparável a política e as histórias políticas, onde os principais protagonistas são os partidos políticos...

A final, o interesse da nação e o povo, pela necessidade de existência da saúde entre os relacionamentos partidários e a sobrevivência harmoniosa intra-partidária, é muito grande... Já que todas as actividades partidárias (sucessos ou insucessos) reflectem no destino presente e futuro de uma nação e um povo.

Na Guiné-Bissau, não se pode falar da história política do país, sem pronunciar o nome do PAIGC, que é um  partido da maior força política do país. Estando no governo ou não, ele representa uma  importância no destino do povo e do o país, mesmo que seja só no seu carácter  do libertador...

Contudo não podemos descurar de atropelos e falhas de percurso, que fez desse partido em constantes divisões internas e em guerras de liderança... De qualquer maneiras, está prestes a mais um congresso marcado para Janeiro do próximo ano. Uma prova de fogo, da qual, aposta em nova dinâmica seria o ideal para revolucionar o partido.

Falar em nova dinâmica, subentende-se referir a nova geração de competência com ideias diferentes e regeneradoras, capaz de dar repto a mudança de mentalidade, romper com a velha tradição de guerras internas de liderança, que marcou a história do PAIGC desde os primórdios da luta para libertar a Guiné.

As tristes lembranças amedrontadoras  do partido único... A democracia de mortes, com crises e tensões internas continuas... A falta de cultura de lidar com divergência de ideias... As divisões  em alas depois de cada ato eleitoral devido a partilha das pastas... 

São tantas as batalhas internas que o partido tem para debater nesse congresso para moldar as franjas agudas e limar as partes cortantes.

Hoje como exemplo, acho que não há dúvidas sobre a desunião do partido, entre:

O PAIGC asilado em Portugal e outras partes... 
O PAIGC engrossado na Frenagolpe...
O PAIGC pro-governo... E o PAIGC indeciso... com palpites de onde poderá valer mais para se alinhar, etc...

São tantas as franjas e os factores que exigem desse congresso, e de PAIGC encontrar uma personalidade forte com capacidade invejável de liderança. E isso, só é possível encontrar na nova geração.

Queridos militantes do PAIGC, aceitem enfrentar esse congresso apostando em nova dinâmica imbuída de ideias renovadas...

Queridos jovens do PAIGC, apostem em vocês mesmos, na certeza de que constituem a maioria, e sem dúvidas que só a mentalidade nobre e a capacidade intelectual com olhos abertos a essa nova realidade universal, será capaz de estancar a caducidade e resgatar esse grande partido no buraco onde está metido.

Um homem se deixa enganar quando dedica alimentar os seus desejos na procura de privilégios pela dependencia ou pelos lucros e não se interessando pela honra... Acaba por  nunca trazer felicidade, e pelo contrário, promove muitos sofrimentos.

Não se deixem mais cair na tentação antiquada... Suportem  grande PAIGC de formas a poder valer mais o povo com ideias renovadas... Não será fácil a neutralização da velha tradição e mentalidade, mas nunca esqueçam que os grandes espíritos sempre tiveram que lutar contra a oposição feroz de mentes medíocres.


Há momentos em que é preciso abandonar as roupas usadas que ja tem a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos complicados, que nos levam sempre aos mesmos lugares. 

Se todos os jovens do partido e toda a classe intelectual com visão da actual conjuntura mundial  do partido se reunir em torno de uma candidatura, competente, moderado e culto... A dinâmica da força politica do PAIGC cresce com visão diferente... O partido renasce com saúde... O povo renova a sua esperança, e a república da Guiné-Bissau agradece.



Samba Bari


José Maria Naves disponível à facilitar o dialogo sobre a crise guineense

O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, disse que Cabo Verde está disponível para "facilitar o diálogo" entre os vários atores internacionais que tentam resolver o impasse na Guiné-Bissau, resultante do golpe de Estado de 12 de abri                               

Falando à imprensa após uma reunião, terça-feira (18), em Lisboa, com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, o chefe do Governo cabo-verdiano reiterou que Cabo Verde "não reconhece o governo de transição da Guiné-Bissau", mas "vai continuar a desempenhar naturalmente o seu papel, enquanto membro, simultaneamente, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)".

José Maria Neves, durante uma escala em Lisboa a caminho da Singapura, onde inicia quarta-feira uma visita oficial,  citado pela agência cabo-verdiana de notícias (Inforpress), sublinhou que o papel de Cabo Verde é o de "contribuir para que haja diálogo e encontro de posições entre a União Africana, a CEDEAO, a CPLP e as Nações Unidas, para encontrar uma saída para o impasse que se vive neste momento na Guiné-Bissau, com prejuízo para os cidadãos guineenses".

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Faustino Imbali reage às declarações do embaixador de Moçambique junto das Nações Unidas, António Gumende
Faustino Imbali

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de transição da Guiné-Bissau, Faustino Imbali, lembrou esta 5ª feira (20/09/12) que o país é membro fundador da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e disse que o país "vai continuar" na organização.

Faustimo Imbali, que falava em conferência de imprensa em Bissau, respondia assim às declarações do embaixador de Moçambique junto das Nações Unidas, António Gumende, que na quarta-feira (19/09/12) disse à Rádio ONU que a Guiné-Bissau pode ser suspensa da CPLP devido ao golpe de Estado de 12 de Abril passado.
Moçambique assumiu desde Julho a presidência rotativa da CPLP. "Está-se a trabalhar no sentido de se estabelecer as medidas sancionatórias mas prevejo que medidas de suspensão poderão ser acomodadas, como acontece noutras organizações", disse o responsável.
Questionado hoje pelos jornalistas, Faustino Imbali disse que, caso a CPLP tome a decisão de suspender a Guiné-Bissau devido ao golpe de Estado de 12 de Abril, o governo vai tirar como conclusão que "a CPLP não se interessa pelo povo da Guiné-Bissau, não se interessa pelos crimes de sangue que aconteceram nos últimos anos na Guiné-Bissau, nem se interessa pelos crimes económicos que aconteceram na Guiné-Bissau. A CPLP só se interessa por uma só pessoa e essa pessoa chama-se Carlos Gomes Júnior [primeiro-ministro deposto]".
Faustino Imbali frisou que a CPLP "nunca meteu os pés" na Guiné-Bissau desde o golpe de 12 de Abril e voltou a pedir a presença da organização.
"Nós assegurámos o país depois do golpe de Estado, não vejo porque diriam `não vou falar com aquela gente que são golpistas`. Não é uma posição responsável. Gostaríamos que viessem, que falássemos, talvez, se querem o interesse do povo, encontrássemos uma melhor solução para esse povo. Agora se estão interessados em pessoas e não num povo, a decisão de suspender a Guiné-Bissau compreende-se neste quadro, e só neste quadro", afirmou.
O ministro salientou que da parte da Guiné-Bissau não há dificuldades de relacionamento com a CPLP e que o governo está aberto ao diálogo, e disse que telefonou ao até agora secretário-executivo da organização, o guineense Domingos Simões Pereira, e que este lhe disse que iria a Bissau para falarem após a cimeira de Maputo (em Julho passado), o que não aconteceu.
O Governo de transição, assegurou, também está a "fazer o máximo" para incentivar o diálogo entre a CPLP e a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), e disse que as duas entidades se vão reunir em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU, que está a decorrer.
Sempre salientando que o governo de transição nada tem a ver com o golpe de Estado ocorrido a 12 de Abril o ministro concluiu: "A posição extrema de certos responsáveis da CPLP não ajuda à situação. Porque se ficamos aqui a dizer que temos de voltar a 11 de Abril, meus caros, não vale a pena, obrigado".

Presidente interino da Guiné-Bissau reuniu com o Presidente em exercício de CEDEAO
Alassan Ouattara e Serifo Nhamadjo
Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, pede reconhecimento internacional do governo do presidente interino da Guiné Bissau, Manuel Serifo Nhamadjo.

O presidente interino da Guiné-Bissau, Manuel Serifo Nhamadjo, discutiu em Abidjan com o presidente ivoiriense (Costa do Marfim) e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), Alassane Ouattara, o apoio da organização regional para o êxito da transição na Guiné-Bissau.
Durante um briefing conjunto diante da imprensa, no termo de uma audiência à porta fechada, terça-feira (18), na capital ivoiriense, o presidente Ouattara indicou que, na próxima Assembleia Geral da ONU, vai defender o reconhecimento do Governo interino bissau-guineense.
"A mensagem que gostaria de lançar a todos os países membros da ONU é pedir que o governo do presidente interino seja aceite e reconhecido por todos", disse Ouattara.
"É um Governo saído de discussões no seio de uma maioria da classe política. As discussões estão em curso para que toda a classe política se associe a este Governo e apoie o presidente Nhamadjo para que as coisas possam avançar", acrescentou.
Agradecendo à Cedeao pelo seu apoio ao êxito da transição na Guiné-Bissau, o presidente Nhamadjo sublinhou estar a trabalhar com esta organização e todos os parceiros internacionais numa grande agenda de transição para eleições pacíficas, transparentes e para que a Guiné-Bissau encontre o caminho do desenvolvimento.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012


Carlos Gomes Júnior anuncia a sua recandidatura a liderança do PAIGC
O presidente do maior partido da Guiné-Bissau, PAIGC, Carlos Gomes Júnior, recandidata-se ao cargo no congresso marcado para janeiro de 2013, disse à Lusa fonte oficial.

Carlos Gomes Júnior, primeiro-ministro da Guiné-Bissau até 12 de abril, quando foi afastado por um golpe de Estado, está atualmente em Portugal, de onde enviou uma carta ao PAIGC a anunciar a candidatura, indicou a mesma fonte.

"Apresento-me como candidato" ao 8.º congresso do PAIGC, agendado para janeiro em Cacheu, disse Carlos Gomes Júnior na carta, onde se diz também disponível para fazer um debate público com os outros candidatos à liderança do partido.

CPLP analisa futuro da Guiné-Bissau e anuncia que uma das medidas é suspensão 
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, pode decidir a suspensão da Guiné Bissau, indicou o embaixador de Moçambique junto das Nações Unidas, António Gumende.
António Gumende
O Embaixador de Moçambique na ONU, que assume presidência do grupo de oito países, em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, disse que a medida pode ser considerada na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril. 
As declarações foram pronunciadas no âmbito da presidência moçambicana  da Cplp, assumida em Julho. Moçambique também preside  a Comunidade dos Países da África Austral, Sadc.
"Está-se a trabalhar no sentido de se estabelecer as medidas sancionatórias mas prevejo que medidas como suspensão poderão  ser acomodadas, como acontece noutras organizações.
Salientou ainda que  a  Sadc é um exemplo disso, acabamos de assumir a presidência do bloco mas,  no caso de Madagáscar, continua a ser um membro suspenso pelo facto de o governo ter assumido o poder pela via inconstitucional.
Na defesa desse princípio, a Sadc tem sido rigorosa na aplicação desta sanção e a Cplp poderá também emular este procedimento."
A situação da Guiné-Bissau foi discutida esta terça-feira no Conselho de Segurança. 
De acordo com Gumende, a Cimeira de Maputo emendou os estatutos para sancionar governos que assumam o poder pela via não-constitucional.
O início da 67ª. Assembleia Geral da ONU, a partir desta terça-feira, é tido por Gumende como  momento de consertação de posições com as várias partes com interesses na Guiné-Bissau.
A Cplp defende que o diálogo vai continuar "no sentido de satisfazer os desígnios da Guiné-Bissau e na busca de uma plataforma para trazer todas as partes"  para debater formas de ajudar o país a  ultrapassar a crise.

terça-feira, 18 de setembro de 2012


UEMOA apoia agricultura e pescas da Guiné-Bissau com 600 mil euros
A União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) vai apoiar a Guiné-Bissau com 393 milhões de francos CFA (600 mil euros) nos domínios da agricultura e pescas, de acordo com três protocolos  assinados nesta terça feira dia 18/09/2012 em Bissau.
Os documentos foram assinados no âmbito de uma visita de um dia à Guiné-Bissau do presidente da comissão da UEMOA, Cheikhe Hadjibou Soumare, que os rubricou com o ministro das Finanças do governo de transição, Abubacar Demba Dahaba.
Os documentos assinados incidem sobre o apoio a campanhas nacionais de vacinação contra a doença do carbúnculo (que afeta especialmente os animais herbívoros mas que pode atingir também o ser humano) e contra a doença de Newcastle (que afeta as aves), e no reforço da colheita de dados estatísticos sobre pesca artesanal e continental.



Comemoração de mais uma independência da Guiné-Bissau vais ser marcado por um colóquio sobre segurança e estabilidade
A segurança e a estabilidade na Guiné-Bissau vão juntar no sábado políticos, académicos e militares em Bissau, num colóquio organizado para assinalar os 39 anos da independência do país (24 de Setembro 1973)   
A data, feriado, será assinalada em Bissau com várias iniciativas, nomeadamente uma parada militar, e já no próximo sábado o colóquio junta elementos do governo de transição, o Presidente da República de Transição e académicos, de acordo com Bacar Camará, o promotor da iniciativa.   
Além de Serifo Nhamadjo, Presidente de transição, deverão participar, entre outros, Daba Na Walna, professor e o militar que foi porta-voz do comando que fez golpe de Estado na Guiné-Bissau a 12 de abril passado, Fernando Vaz, ministro da Presidência e porta-voz do Governo de transição, e Hermínio Joaquim de Matos, professor do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, de Lisboa.   

Os dirigentes dos principais partidos e a sociedade civil também estão convidados, disse Bacar Camará à Lusa, também ele licenciado pelo instituto lisboeta. "Não excluímos nenhuma formação política porque caso contrário não seria um colóquio nacional mas sim uma reunião partidária", salientou.    
Vão debater-se as dinâmicas migratórias, o impacto da comunicação social no processo de consolidação da paz e democracia na Guiné-Bissau, e a segurança nos dias de hoje "mas sempre a pensar na paz e estabilidade, rumo ao desenvolvimento",  explicou.  
"Precisamos de falar abertamente, não adiar soluções nem problemas e o colóquio faz parte disto, disse o responsável, explicando que a iniciativa já tinha estado agendada para Março passado, pelo que está em preparação "há quase um ano".      
De acordo com o programa, o colóquio destina-se a "provocar um debate nacional" que leve a um "pacto nacional de estabilidade para o desenvolvimento", criar condições para executar reformas vitais para o funcionamento regular das instituições, e promover o sentimento de segurança e cultura de paz, permitindo o investimento estrangeiro.     
Bacar Camará lembrou que o mês de Setembro "toca muito aos guineenses", porque é o mês da independência, mas também em que nasceu Amílcar Cabral, o fundador do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), partido que também foi criado em Setembro.    
Para assinalar a data da independência, devia realizar-se também uma conferência sobre a diáspora guineense, mas que foi adiada para Outubro. Uma conferência que tinha sido agendada para Janeiro passado, mas que acabou por não se realizar devido à morte do então Presidente da República, Malam Bacai Sanhá. 
Ban Ki-moon critica "falta de progressos" para repor constitucionalidade
Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, está "preocupado" com a "falta de progressos na reposição total da ordem constitucional" na Guiné-Bissau, dificultada pelas divergências em relação ao governo saído do golpe de Estado de abril.
A posição consta do relatório do secretário-geral ao Conselho de Segurança, a que a Lusa teve acesso, sobre a situação no país na sequência do golpe de Estado, e estará em cima da mesa dos países-membros na terça-feira, num "briefing" do Subsecretário-geral para os Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman, sobre a Guiné-Bissau.
A "falta de progressos", segundo Ban Ki-moon, "está a ser aprofundada pelas divisões entre atores nacionais e parceiros internacionais sobre a legitimidade do atual governo de transição".


segunda-feira, 17 de setembro de 2012


No sector da justiça o Sindicato reivindica direitos dos funcionários 
Ministério de justiça da Guiné-Bissau
O Presidente do Sindicato de Base do Ministério da Justiça afirmou que os direitos dos trabalhadores desta instituição do Estado foram gravemente lesados pelo Governo de Transição.
Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, 17 de Setembro, em Bissau, Isidro Teixeira sublinhou que alguns funcionários do Ministério da Justiça se encontram, há 9 meses, sem receber salários.

«Já existem perto de 9 meses de salários em atraso, de pessoal que recebe do chamado ´cofre´, por parte deste Governo», disse o sindicalista.

Perante esta situação, Isidro Teixeira disse que a organização vai levar a cabo acções legais, que passam por uma paralisação a ter lugar a partir do dia 18 de Setembro.

Entre outras revindicações, constam ainda, por parte dos sindicatos, a promoção, o reajuste e a subida de letras dos funcionários, o pagamento de subsídios aos arquivistas, aberturas de mais centros de produção de Bilhetes de Indexteridade nos bairros de Santa Luzia e Ajuda, assim como os meios de transporte para o pessoal.

Recorde-se que, num memorando sobre a situação laboral dos trabalhadores do Ministério da Justiça que o Sindicato de Base entregou ao Governo de Transição em Agosto, foram levantadas várias situações com que os funcionários se defrontaram, que passam pelo aumento do nível de pobreza, falta de segurança, constante conflito no local de trabalho e desrespeito pelo factor qualidade no seio dos funcionários.

domingo, 16 de setembro de 2012

  Milagre está nos detalhes do quotidiano

Por:  Samba Bari

Quem dispõe de vontade procura sempre disponibilidade, e quando ganha oportunidade concretiza o seu desejo...

Quem dispõe da oportunidade encontra o caminho aberto para traçar o seu futuro, mas ao acabar o seu tempo de vigência, usufrui de tudo quanto foi a sua conquista na altura com sabor ou com resignação.

Neste mundo um ser humano pode estar convicto da sua capacidade de influencia, ganancioso da sua inteligência, até forte na manobra estratégica de estar na vida, mas nunca poderá reverter a realidade dessa vida... E a realidade dessa vida, a divergência, o conflito e as guerras fazem parte da carácter inata do ser humano. Ou seja, os conflitos estão sempre no meio da nossa convivência diária.

Contudo temos a consciência de que os problemas só se ultrapassam na boa, por intermédio do diálogo seja qual for a situação ou a natureza do conflito, da crise ou da guerra. Por isso, não nos ajuda em nada tirar conclusões precipitadas perante um desentendimento, até no ponto defender que uma parte tem toda a razão e a outra parte totalmente culpada e que nem merece ser ouvida.

Foi o que aconteceu com a Guiné-Bissau durante esse ultimo conflito no meio de tantos, que se calhar hoje estão a sentir com o peso na consciência e um estado não confortável... Agora, preferem dar mão a palmatória para corrigir os passos errados.

Eu nunca fui a favor do golpe... Mas sempre defendi o dialogo entre os oponentes ja que o pior aconteceu, porque o país não precisava de imposições nem de sanções muito menos de braço armado. Mas sim de pessoas com paciência para cativar consensos e de achar uma solução mais pacificada possível.

Porque a tentativa de penalizar uma pessoa ou grupo de pessoas determinados convictamente "ou a via, ou a morte", so arrasta o tempo do conflito e ainda promove a raiva... E não se deve esquecer de que a Guiné-Bissau, é um país que vive de traição, a raiva e processos mal resolvidos desde a morte de Amílcar Cabral.

Portanto, é sempre mais seguro reconciliar com um inimigo do que derrota-lo. Porque ao derrotar um inimigo só podes priva-lo de momento o seu veneno e a sua capacidade... Enquanto que, se reconciliar com ele, consegues priva-lo da sua própria vontade de envenenar e prejudicar.

Seja como for, estamos assistir uma conjuntura muito diferente que agora procura concurso de esforços a todos para gerir o momento da transição do país. O que significa reconhecimento tácito de que o regressar do momento politico vivido até 11 de Abril, não passa  de uma mera ilusão, e de empurrar o país numa guerra civil.

Se hoje a diplomacia Portuguesa fala de uma política inclusiva com a CPLP e CEDEAO, que devem procurar um acordo para a situação absolutamente indesejável na Guiné-Bissau sem mencionar o regresso do PR e PM ao poder... E se o Presidente da República de transição vai representar o país ao mais alto nível" na 67.ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, são provas de que o momento transitório que hoje é uma realidade, exige de todos nós, e a serenidade de assegurarmos esse momento político que temos de atravessar, de formas a que possamos acompanha-lo sem mais dramas e complicação. Sob pena de vermos a necessidade de dilatar esses dose meses, devido ao insuficiente preparo possível, resultante da nossa falta de conformismo e de aceitar a realidade desse grande presente que somos obrigados a enfrentar.


Uma autoridade que outrora não é reconhecido mas que ganha essa oportunidade de ser um dos convidados de honra do governo dos Estados Unidos...  Significa que o milagre está nos detalhes do quotidiano; é preciso viver cada momento de oportunidade, com ponderação e gerida de melhor maneira, porque so assim encontramos as saídas certas para os nossos desentendimentos, a alegria dos nossos bons momentos e a pista correcta para a decisão que devemos tomar.

Samba Bari

sábado, 15 de setembro de 2012

Presidente do PRS na jornada de reflexão dos jovens do partido
Koumba Yalá - Presidente do PRS
O presidente do partido da renovação social (PRS), maior partido da oposição guineense, reapareceu esta sexta feira  dia 14 de Setembro a comunicação social, chamando atenção aos jovens, para estarem bem concentrados com a evolução da situação política do país. De formas a não permitirem que algumas forças com manobras obscuras  lhes consiga empurrar para o desastre.

Pediu a coesão da camada juvenil porque só assim poderão resistir e de não recuar perante sabores mesquinhas que uns querem fazer vincar no seio do povo guineense.

Koumba Yalá que discursava numa jornada de reflexão organizada pelos jovens do PRS, referiu que o país está numa situação difícil de crise, em que a medida adoptada para colmatar a situação não foi da melhor. Mas isso não significa dizer que, se deve forçar o barco ao ponto de empurrar o país na mais uma guerra civil, tal como acontecera outrora.

É de recordar que, o Dr. Koumba Yalá manteve em silencio desde a ultima conferencia de imprensa na trade do dia 12 de Abril deste ano.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Manuel Serifo Nhamadjo estará presente  na 67.ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque
Serifo Nhamadjo - Presidente de transição
Conforme "Rispito" noticiou no passado dia 11 do corrente, aqui vem a confirmação... O Presidente da República de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, "representará o país ao mais alto nível" na 67.ª Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, segundo uma nota divulgada esta 6ª feira (14/09/12) em Bissau.   

A Assembleia Geral da ONU, este mês, é "uma ocasião a todos os títulos soberana para Manuel Serifo Nhamadjo informar o mundo sobre a evolução da transição na Guiné-Bissau, fundamentalmente no que diz respeito aos aspetos político-económico, social e segurança interna", diz também o comunicado do gabinete do Presidente de transição.   

Serifo Nhamadjo, ainda de acordo com o mesmo comunicado, "é um dos convidados de honra do governo dos Estados Unidos para participar numa receção que será oferecida nesta circunstância a mais de 100 personalidades".   

O convite a Serifo Nhamadjo foi endereçado pelo secretário de Estado-adjunto do governo norte-americano para os assuntos africanos, Johnnie Carson, tendo o Presidente de transição já confirmado a presença, diz o comunicado.   

No grupo de convidados, segundo a Presidência, estão nomes como a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.  

Serifo Nhamadjo parte para os Estados Unidos no próximo dia 26 e permanece em Nova Iorque até um de Outubro.    

Nos últimos tempos a imprensa guineense tem suscitado a dúvida sobre quem irá representar o país na Assembleia Geral da ONU. Em Bissau há um Presidente e um governo de transição que todavia não são reconhecidos pela maior parte da comunidade internacional mas é o governo que está a gerir uma república soberana e os destinos de um povo. 


quinta-feira, 13 de setembro de 2012


Polícia Guineense morreu em Angola
Pelo menos um dos 350 agentes da polícia da Guiné Bissau que recebeu treino em Angola acabou por morrer, segundo as autoridades daquele País.  

Os mesmos que regressam no final deste mês, deviam voltar à Bissau em Julho passado.

Entretanto, fontes em Luanda próximas do contingente policial da Guiné Bissau confirmaram o óbito afirmando que este tinha adoecido.
As fontes acrescentaram que ao contrário do que é habitual o agente não foi levado para o hospital militar apesar da sua situação se ter agravado.

O agente que morreu fazia parte do contingente de 350 agentes enviados para Angola para ali serem treinados.

O grupo de policias guineenses terminou há dois meses a sua formação em Angola mas desde então tem estado á espera que as autoridades guineenses lhes digam quando vão regressar.

Na Terça-feira um porta-voz do grupo tinha lançado um apelo publico para que se resolvesse a sua situação.

Hoje o Major Pedro Goi que chefia o destacamento da Guiné Bissau disse ter recebido garantias que os polícias guineenses vão em breve regressar ao seu país.

“Vamos regressar no fim do mês,” disse o Major acrescentando que a informação lhe tinha sido dada a partir de Bissau pela hierarquia policial guineense.

A mesma fonte informou ainda que os agentes guineenses recebem apoio das autoridades angolanas em termos de alimentação e acesso a cuidados médicos. Os agentes recebem também um subsídio mensal de 100 dólares das autoridades angolanas. 

Sindicatos dos professores da Guiné-Bissau entregaram um pré-aviso de greve de 60 dias

Os sindicatos do setor da educação da Guiné-Bissau entregaram ao Governo de transição um pré-aviso de greve de 60 dias, a começar na próxima segunda-feira e a terminar a 07 de dezembro, segundo fonte sindical.

Luís Nancassa
Luís Nancassa, presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), disse esta 5ª feira (13/09/12) à Agência Lusa que o pré-aviso de greve foi entregue quarta-feira ao Governo e vem na sequência de um caderno reivindicativo depositado no dia 06 no Ministério da Educação e que não teve resposta.
O Governo de transição marcou o início das aulas para o próximo dia 17, altura em que se iniciam também as aulas no ensino privado, mas caso se mantenha a greve a abertura das escolas públicas do ensino básico e secundário só deverá ocorrer em dezembro, perto das férias de Natal.
Em declarações à Lusa o sindicalista lembrou que há dívidas aos professores que já vêm do anterior Governo e que os professores estiveram em greve na altura mas que só voltaram a dar aulas para não colocar em perigo o ano letivo 2011-12, quando o golpe de Estado de abril fez encerrar os estabelecimentos públicos durante muito tempo.
"O Governo saído do golpe de Estado herdou as dívidas mas nós não olhámos para as dívidas porque entendemos que o país é que estava em causa. O Governo comprometeu-se em liquidar todas as dívidas até ao fim do ano letivo, como condição para um bom início do ano letivo 2012-13, o que não veio a acontecer", disse Luís Nancassa.
Em causa, esclareceu, estão quatro meses de salários em atraso dos professores contratados, reintegrados e novos ingressos, e 18 meses de salários em atraso dos professores efetivos.
Os sindicatos exigem também, de acordo com o caderno reivindicativo entregue ao governo, a efetivação da mudança de letra de mais de 10300 professores, a aplicação do estatuto da carreira docente, a redução do número de alunos por aula (por vezes são mais de 70, segundo o sindicalista) e a criação de subsídios de isolamento, de primeira colocação e de risco.
Luís Nancassa disse à Lusa que até agora ainda não obteve qualquer resposta do Ministério da Educação e frisou que a proposta de que as aulas começassem em setembro (e não em outubro) foi dos sindicatos e já tinha sido apresentada ao anterior governo.
"O ministro de então estava de acordo mas disse-nos que os diretores e inspetores estavam contra. Na altura o calendário que propúnhamos, de início das aulas a 05 de setembro, não foi posto em prática, mas este ano é que vai ser", afirmou.
Na prática, caso a greve se concretize, também não será este um início de ano letivo normal. No ano passado os professores também apresentaram um pré-aviso de uma greve que iria durar igualmente até às férias do natal.
O universo de professores abrangido pelo pré-aviso é de cerca de cinco mil. Os professores ganham em média, segundo o sindicalista, 50 mil francos CFA (76 euros).
Além do SINAPROF, a greve é convocada pelo outro sindicato do setor, o SINDEPROF.