quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O governo da Guiné-Bissau garante o reforço da segurança de pessoas e bens no país

O Governo de transição da Guiné-Bissau advertiu esta quarta feira dia 31 de Outubro, que "agirá de forma implacável" contra quem ponha em perigo a vida e os bens de cidadãos estrangeiros residentes no país.
O governo garante que em todo o território nacional "estão criadas todas as condições para a continuidade da vivência quotidiana de paz e segurança que têm caracterizado a vigência social dos últimos tempos".
Num comunicado divulgado após uma reunião do Conselho de Ministros, o Governo de transição diz também que a segurança de pessoas e bens foi reforçada em todo o território nacional e acusa o primeiro-ministro deposto, Carlos Gomes Júnior, de estar a dirigir de fora do país "ações de desinformação, de desestabilização e da promoção da violência" na Guiné-Bissau.


Se “…nem toda a gente é do partido”
nem toda a gente pode ser Presidente do PAIGC
Só pelo número de candidatos ao seu próximo congresso, é possível constatar a desordem e atrofia em que se encontra o PAIGC. Em vez de “cada dia mais partido”, nas últimas três décadas tornou-se cada dia menos partido; mais um trampolim para (as)saltos a cargos do Estado. Tendo conhecido duas presidências autocráticas (Nino e Cadogo), que fizeram do terror e corrupção instrumentos essenciais de liderança, principalmente por isso, a direção do PAIGC é hoje um manto de retalhos onde gravitam 351 pessoas (formalmente) das quais, a maioria não cabe nos critérios Cabralistas que deveriam definir o militante do PAIGC e muitíssimo menos de seu dirigente. Num país com menos de dois milhões de habitantes e tão elevado nível de analfabetismo, ter uma direção partidária com mais de trezentas pessoas e não se fazer nada para mudar isso, antes pelo contrario, procurar fazer desse grupo de gente, incondicionais seguidores, graças à corrupção e terror, é assegurar a si mesmo o suicídio politico. Aliás, como o prova a história recente do PAIGC. A qualidade duma direção política está mais que longe de ser uma questão quantitativa, assim como o terror e a corrupção não constroem uma direção capaz, eficiente. Se a quantidade fosse essencial e a corrupção e terror fossem métodos próprios à democracia, o PAIGC, com 351 dirigentes, 67 Deputados (maioria qualificada!), um Governo exclusivamente seu, com os Presidente da Republica e da ANP originários da sua direção e com todos os dirigentes regionais por ele designados, não teria conhecido o desastre que conheceu neste último mandato, mais um inconclusivo. 
Será que mudar este estado de coisas dependerá essencialmente, para não dizer só, da eleição de um novo presidente do PAIGC e potencial Primeiro-ministro?
 O que faz com que, ainda a meio do campeonato, já tenhamos dez nomes à disputa do titulo presidencial, sem que o Partido, pelo seu Conselho Nacional de Jurisdição, tenha aferido a elegibilidade desses senhores a candidatos, conforme obriga o nº 2 do artigo 36º dos seus Estatutos? 
O nº 1 do mesmo Artigo diz que “ São considerados candidatos ao cargo de Presidente do PAIGC, os primeiros subscritores de Moções de estratégia a apresentar ao Congresso”. A aplicação desta norma nos Congressos anteriores revelou-se caricata e desastrosa para os interesses do Partido. Houve casos em que a maioria esmagadora de subscritores não sabia ler as moções e as subscreveram a troco de uns trocados. 
Para mim, o mais inquietante é constatar que dos dez potenciais “primeiros subscritores de Moções de Estratégia” a apresentar ao próximo congresso, nunca se conheceu posição escrita, formal, pública ou outra, que não fosse a de seguir quem estiver no poleiro em detrimento da defesa e coerente aplicação da essência do PAIGC, que é constituída pelos seus Estatutos, Programa e Doutrina. Isso acentua o meu ceticismo quanto a serem gente com ideias e métodos diferentes do Ex-presidente do PAIGC e ex-Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Jr.
A essência do PAIGC, conforme a assumimos acima, é produto de elaboração intelectual pluridisciplinar, complexa e condicionada a evolução histórica da sociedade, marcada principalmente por câmbios conjunturais determinantes da sua sustentabilidade ou não. Sendo esta a natureza da essência do Partido, julgamos compreensível a orientação cabralista de se fazer do PAIGC “cada dia mais Partido”, por isso implicar um permanente investimento intelectual, no sentido de se assegurar o progressivo aprimoramento da essência, tanto no plano conceptual como pela sua praxis na luta política. Visando proteger o Partido de desvios, empobrecimento no plano de ideias e consequente fragilização da sua capacidade de luta, nomeadamente, impunha-se e se impõe a necessidade de criar critérios seletivos de acesso à sua direção superior, de forma a se evitar que seja dominada por gente que “está no Partido” mas que, segundo preceitos cabralistas “não são do Partido”. Infelizmente, hoje no PAIGC, para se ser candidato à cadeira que foi de um dos maiores intelectuais africanos do seculo XX, Amílcar Cabral, basta exibir um cartão de militante do Partido. Por outro lado, gente letrada, potencialmente capazes de formalizar ideias, expô-las e defende-las de forma coerente e consequente, priorizando os interesses do coletivo partidário e social em geral, avançam para o mesmo cargo, conscientes da sua falência de provas convincentes de que pensam, sentem o Partido e priorizam aos seus, a defesa dos interesses essenciais do PAIGC. Por consequência desta falta de definição de critérios, ou seja, por este populismo e o nivelar por baixo, estranhos à essência do PAIGC, registamos hoje com indignação e profunda inquietação, que, apesar de sermos centenas de membros da sua direção superior, de 12 de Abril a esta parte (para não falar do ante), confirma-se a dramática realidade de que o PAIGC passou de partido Libertador a Partido a libertar, desta terrível crise de liderança que ao longo das últimas décadas vem vivendo. A falência de ideias e a incoerência ante a defesa dos reais interesses do Partido, fez com que a sua direção saísse em defesa de um Presidente que estava a exercer com baixíssimo nível de competência e elevadíssimo grau de corrupção e terror a sua função no Partido e o mandato que o partido conquistou para governar o país; em vez de, com inteligência, defender os superiores interesses do PAIGC e sociedade guineense. Hoje, supostamente, quer-se a “inclusão” do PAIGC nos poderes de transição, de forma estranhamente concordante com discursos e sugestões externas. Será que se quer a Inclusão do PAIGC, ou a infiltração dos poderes transitórios por resquícios do regime deposto? A meu ver, esta questão merece resposta afirmativa, relativamente à segunda variável. Se não, vejamos: será justo se considerar a inclusão do PAIGC seja no que for, tendo dirigentes arbitrariamente em situação de excluídos? Se o Partido não é capaz ou se não tem vontade politica para recompor a sua direção, para não dizer reconciliar, que é um processo muito mais exigente, que inclusão será essa do PAIGC? De dirigentes desesperados por falta de tacho? De agentes desestabilizadores comandados do exterior, a exemplo do que já se presume ter acontecido a 21 de Outubro? Quem não é capaz de arrumar a sua casa, não pode ser levado a sério quando se diz capaz de arrumar a dos outros.
Inúmeras e extremamente complexas são as questões a tratar, com urgência, para que o próximo congresso não venha a prejudicar mais o partido, que ajuda-lo a solucionar os seus graves problemas. Só quem não é dotado de “inteligência contextual” acredita que o cadogo ainda é presidente de facto do PAIGC e potencial candidato à sua reeleição: “…o poder depende do contexto”. Só quem teme a verdade e subalterniza a essência do PAIGC aos seus interesses pessoais ou de grupo, julga dispensável a avaliação do mandato do cadogo no partido, para se manter o vazio real na cadeira presidencial do PAIGC e, à deriva se conduzir o partido a um Congresso vital para os seus interesses de mudança e da sociedade guineense. Isso só contribuirá para agravar a crise interna do PAIGC, eleja-se quem se eleger no congresso. 
Factualmente, sem o Presidente e dois Vice-presidentes, a presidência do Partido está decapitada. Como conduzir o partido neste estado a um Congresso que não seja a repetição da teatralização de Congresso que houve em Gabú? E, para cúmulo da desgraça, não há garantias financeiras de realização do Congresso, porque os cofres do partido estão sem um tostão e o “pagador” de Congressos está a purgar os seus males fora de portas, qual presidente falhado, para não dizer arruaceiro (promotor de arruaças, motins de rua, brigão). O cadogo é hoje “mais um símbolo do fracasso do que propriamente a sua causa.” Essa, ele a encontrou no PAIGC, não foi capaz de a resolver e acabou por sucumbir a ela.
Urge criar uma estrutura que assegure a transição também no PAIGC. Preparemos uma reunião do Comité Central (CC), a sério, onde possamos, livremente partilhar ideias para devolvermos o PAIGC a sí mesmo e mais à nação.
Corda de batata pudi cumprido ó cumprido, ma i ka bali tici padja.
Ernesto Dabo

Diplomata americano outra vez em Bissau

A Administração Obama, deve ter leitura diferente aos outros países sobre a evolução politico-social guineense. Prova disso é a desdobrada visita que o Encarregado de Negícios dos Estados Unidos da América Rossel HANKS com residência em Dakar capital senegalesa, faz  com frequência à Bissau.
Ainda nesta manhã de quarta feira dia 31, o Diplomata americano se encontra em Bissau numa visita de contactos com as autoridades de transição, por onde esteve reunido durante largas horas com o Primeiro-ministro Rui Duarte Barros.
A saída do encontro, HANKS disse tratar-se de uma reunião de concertação com o executivo, realçando os aspectos de evolução sobre a transição, relativamente a preparação das eleições gerais e a situação político-militar que abala o país.  Prometendo como sempre colaborar com as autoridades na busca de alternativas para o futuro da Guiné-Bissau.
Por sua vez, Rui Duarte Barros, Chefe do Executivo de TRansição, ladeado dos Ministros Fernando Vaz Porta-voz do governo e o Ministro da Defesa respectivamente, limitou-se em agradecer solidariedade dos EUA para com o país. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Na Guiné-Bissau, Sector de Boé está isolado e ameaçado de fome


A população do setor de Boé, local da proclamação da independência da Guiné-Bissau, está a ser ameaçada pela fome e o administrador local, Augusto Banjai, apela à intervenção urgente do Governo central.

O administrador (máxima autoridade política local) adiantou que Boé, localidade situada no extremo leste da Guiné-Bissau, já isolada devido à ma condição das estradas, ficou ainda mais pior pela ação das chuvas que caíram naquela região.
Os transportes públicos deixaram de ir para Boé, contou o administrador, acrescentando que a jangada que fazia a ligação fluvial entre Boé e a zona de Gabu está estragada.
"A situação é muito difícil. Nos últimos dias o setor está completamente isolado do resto do país. Nenhuma viatura vai para lá ou sai de Boé para Gabu. A jangada ou o pequeno bote que havia na travessia do rio estão com problemas", disse Augusto Banjai.
"A população passa fome, o que é muito lamentável. Mesmo tendo dinheiro não há uma única loja no setor para comprar o arroz", afirmou o administrador de Boé. O arroz é a base da dieta alimentar dos guineenses.
"Mesmo tendo dinheiro é preciso ir de bicicleta até Beli ou Lugadjol, ou então ir à cidade de Gabu, que dista a 90 quilómetros, para comprar arroz", observou Augusto Banjai, lançando apelos às autoridades.
"Apelo às autoridades para prestarem mais atenção à população de Boé que passa fome. Para complicar ainda mais a vida daquela gente há a questão da inundação às suas `bolanhas` (campos de cultivo do arroz) ao ponto de não conseguirem produzir nada", disse o administrador.
"É uma situação lamentável. Convido ao governo regional e nacional para que visitem o setor de Boé para que possam constatar as dificuldades", acrescentou Banjai.
A 24 de setembro de 1973, ainda decorria a luta armada, o PAIGC proclamou, de forma unilateral, a independência da Guiné-Bissau justamente em Boé.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

 A destabilização
Victor Pereira - Jornalista
Eu acho que!
O plano internacional de destabilização do Estado guineense infelizmente não data de hoje, aliás, é nossa convicção, apoiada em factos, que a atual situação política de impasse que se vive perante a comunidade internacional obedece à lógica de um estratagema montado pela CPLP, com Portugal e Cabo Verde, no pelotão da frente.

O esquema de batalha geopolítica contra a CEDEAO, foi encetada pela CPLP em ordem a forçar um mal dissimulado diálogo inclusivo, como forma de servir objetivos inconfessos para incluir forças internacionais que lhes são afetas na monitorização do atual processo, para assim poderem intervir e forçar o regresso das suas marionetas, para a continuidade da manipulação do poder.
Da direita lusa fascista e saudosista que insiste em vergar a Guiné-Bissau da sua veleidade independentista, não se podia esperar outra coisa. O que na verdade, é novidade e não deixa de ser lamentável é a incursão leviana e grosseira do governo cabo-verdiano nesta matéria, e sobretudo, pela forma com que tenta substituir-se aos legítimos governantes nos assuntos internos guineenses.
E só se pode entender como mórbidos e falsos os desvarios do Primeiro-ministro cabo-verdiano, quando se refere à Guiné-Bissau, como sendo um narco-estado, porque eles se inserem na lógica da comunicação negativa a que já nos habituou, e que têm com finalidade diabolizar o Estado guineense. Numa situação de veracidade de factos, Cabo Verde não pode e nem tem moral para falar de tráfico de droga, porque é do conhecimento público os benefícios económicos que a transação ilícita de estupefacientes trouxe para aquele arquipélago nos últimos anos.
Se já não nos bastavam as intromissões abusivas e patéticas em forma de caixa-de-ressonância do primeiro-ministro José Maria Neves claramente alinhadas às teses do ministro luso Paulinho das Feiras, que a todo o custo tenta manter o seu posto no governo de Portugal, ao que tudo indica, a palavra de ordem agora em Cabo Verde, e é ilustrativa a última intervenção do Presidente Jorge Carlos Fonseca, insere-se também na lógica das pretensões de uma intervenção à CPLP.
De Cabo Verde estas posições são ainda mais lamentáveis, porque se trata de um País, cuja independência, como se sabe, foi forjada também com o sacrifício e sangue de milhares de guineenses tombados durante a luta de libertação. E mais lamentável ainda se torna quando sabemos que estas memórias estão a ser seletivamente apagadas por interesses obscuros à volta da manutenção de parcerias estratégicas especiais que apenas se quedam na obtenção de vistos para território europeu.
As declarações de Lisboa e Praia mostram claramente o grau de cumplicidade dos respetivos governos no apoio e quiçá no envolvimento nas movimentações de 21 de Outubro. Por isso não nos admira o somatório de alguma verve imprópria, a roçar a hostilidade por parte de governantes cabo-verdianos, porque o problema reside numa espécie de paternalismo intelectual a que o PAIGC os habituou.
De Bissau não levarão nada, disso podem estar certos,
Aliás esta azáfama em coartar as rédeas à CEDEAO no processo de transição guineense não faz sentido, e se a memória é curta, estamos aqui exatamente para lembrar, que se as tropas da CEDEAO se encontram hoje na Guiné-Bissau, foi graças à pressão internacional como pretexto de uma alegada proteção à retirada da MISSANG.
Quem não deve não teme. E as tropas angolanas teriam continuado se não tivessem extravasado o âmbito das suas competências, e se não estivessem alinhadas na estratégia golpista de Carlos Gomes Júnior de tentar aniquilar a liderança das forças armadas guineenses. Saliente-se que a chefia da MISSANG deixou cair a máscara, quando recusou entregar as armas destinadas ao treinamento das forças guineenses. Também curiosa ainda é a constatação de que o referido armamento só integrava viaturas com o volante no lado direito, contrariamente as usadas pelas forças armadas angolanas.
O que os países africanos de expressão portuguesa, incluindo Timor se esquecem, ou não querem lembrar, é que o fardo dos nossos antigos combatentes que agora pende sobre o nosso país, não é senão a consequência da internacionalização solidária e voluntária das nossas tropas nos seus teatros de guerra, para que hoje também fossem livres e independentes. Daí que também esta atitude amoral de incompreensão e até de agressão, não seja bem-vinda no nosso país.
Outro grande problema em torno desta questão é a repercussão interna desta tese conspirativa, agora concretizada na tentativa falhada do assalto ao aquartelamento dos para-comandos na base aérea de Bissalanca. Portugal, Cabo Verde e demais países, estão de tal modo cegos na estratégia diabólica de perturbar o processo guineense, que já não olham a meios para atingir os seus fins, o que infelizmente tem ajudado Carlos Gomes Júnior na sua saga de matanças.
A CPLP há muito que deixou de ter legitimidade e autoridade para, sequer falar, quanto mais arbitrar este problema. Portanto, não nos venham falar de missões de averiguação no terreno, porque não serão toleradas.   
A famigerada questão da inclusão
A questão da Frenagolpe que foi dissimuladamente privada do uso das instalações do PAIGC para depois surgir em força, depois desta tentativa falhada de golpe Estado do dia 21 de Outubro protagonizado pelo capitão Pansau Ntchamá, mostra claramente a pseudo vontade de diálogo da parte da atual direção dos independentistas.
É preciso que as pessoas entendam de uma vez por todas, que o PAIGC está, na realidade, representado neste governo até ao mais alto nível. Se existe um problema de representatividade, as alas em discórdia que se entendam dentro de instâncias próprias do partido, e não tentem escamotear a verdade com mentiras sobre a inclusão. É do domínio público que o PAIGC é um partido que não consegue sobreviver sem estar no poder. Daí a razão de todos estas intranquilidades.
Para finalizar, aproveitamos esta tribuna para denunciar atos incompatíveis com o exercício da democracia, e por isso condenamos veementemente todo e qualquer ato visando a destabilização do atual processo de transição, assim como condenamos atos violentos de ressabiamento concretizados em punições extrajudiciais contra todo e qualquer cidadão.
Obrigado           Até daqui a quinze dias
Bissau, 27 de Outubro de 2012
Victor Pereira
Jornalista
Suicídio no aquartelamento dos Para-comandos.
Júlio Cabi , Comandante da brigada de Pára-Comandos
Um militar suicidou-se ontem no aquartelamento de Elite dos Búfalos.  Trata-se do Baciro Ampa Sinabé, soldado sob-alterno, natural de Susana.
O falecido deixou uma viúva e dois filhos. Não se sabe as razões do suicídio, mas ao que apurou RISPITO, prende-se com cenários relacionados com o ataque a este estabelecimento militar. 
Reagindo ao acto, os familiares do malogrado, consideram o sucedido de uma perda irreparável.
Baciro Ampa Sinabe tinha cerca de 30 anos e era natural de Susana, Sector de São-Domingos, região de Cacheu, norte do país. Era casado e tinha dois filhos. 
Júlio Cabi, Comandante da brigada de Pára-Comandos (foto), lamentou o ocorrido e informou que se desconhece ainda o motivo que levou o jovem militar a cometer suicídio.
Baciro Ampa Sinabe fazia parte do grupo de etnia Felupe, acusado de pretender derrubar atuais chefias militares da Guiné-Bissau, alegadamente com o apoio do Capitão Pansau Ntchama.
Portanto as razões da morte de Baciro Ampa Sinabe podem estar relacionadas com as acusações de que a etnia Felupe vem sendo alvo nos últimos dias, sobre o alegado envolvimento na eliminação de militares Balantas das Forças Armadas.
Autoridades guineenses acusam Zamora Induta de ser o orquestrador do atentado de 21 de Outubro
 Daba Na Walna, porta-voz do Estado Maior
Daba Na Walna, porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas Guineenses acusou ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses Zamora Induta de ser o orquestrador do ataque comandado por Pansau N'Tchamá.

Pansau N'Tchamá foi novamente apresentado à imprensa, porém não prestou qualquer declaração. Foi apresentado para ser fotografado e filmado, sendo depois reconduzido à cela.
Quem falou foi o tenente-coronel Daba Na Walna, em conferência de imprensa, referiu-se ao percurso do capitão Pansau N"Tchamá, salientando que o militar esteve entre Portugal e a Gâmbia. Segundo o porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, "Portugal não cuidou bem da vigilância ao Pansau", que apareceu em Bissau a liderar um ataque a um quartel militar.
Daba Na Walna disse que o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses Zamora Induta seria o orquestrador do ataque executado por Pansau N'Tchamá e que este contou com cúmplices internos, mas que a operação foi montada no exterior.
O porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas Guineenses revelou ainda que o plano era assassinar o general António Indjai, criar confusão no país para justificar o envio de uma força multinacional. Daba Na Walna concluiu que esta história será agora clarificada durante o julgamento do capitão Pansau N'Tchamá.

domingo, 28 de outubro de 2012

A guerra e os sobressaltos continuam a penalizar
Por: Samba Bari
Meus irmãos!... Da maneira como a falta do entendimento tem sido persistente, estamos confinados com uma luta incessante até ao fim de toda a geração dos que nasceram nas décadas de 60, 70 até princípios dos anos 80.
Infelizmente, somos nós dessa geração é que está destinado a sujeitar essa vida desgastante de sustos e de espanto... Mas com coragem e convicção para varrer o espaço nojento e limar as melhorias para uma boa chegada dos nossos netos.

Não esqueçamos que cada ferida deixada nas nossas brigas devido a falta do nosso entendimento, leva anos ou décadas para repormo-nos na fase em que estávamos antes da briga. Mas pelos vistos, os que conseguem promover  tumultos conducentes a esse retrocesso, ainda não estão arrependidos nem preocupados com tanta perca do tempo que cada vez nos assola.

Na cabeça de cada cidadão guineense anda um bicho de dor e de revolta a roer. Mas a politica e os políticos não estão ausente dos acontecimentos... "Se calhar" alguma culpa deles  poderá estar nos crimes e assassínios que acontecem, mas a grande certeza de culpa que nunca podem escapar, é no desinteresse dos casos, dos processos mal resolvidos e na falta de justiça dos acontecimentos.

Quem perde um pai, uma mãe, um irmão ou qualquer membro de família em circunstancias não esclarecidas ainda com pouco ou nenhum interesse de quem governa e responsável para a protecção de todo  o dever e direito dos cidadãos... Este governo ou regime em causa não só cria raiva, ódio, desejo de vingança e inimizade para consigo mesmo, como também cria juízo de ser conotado com os actos de barbaridade sobretudo quando se trata de pessoas opositoras ou críticos do regime. 

Quando se trata dos actos de injustiça, ou de manobras tácitas de declinar os assassínios e crimes públicos.. Estamos numa fase em que não se trata de acção militar, embora estando perante um incentivo a guerra que tarde ou cedo é capaz de explodir. Bastando por isso uma possibilidade de apoderar numa arma ou na pessoa que tenha uma arma na mão.

O apoio de comunidade internacional que tanto se voicefera... Essa comunidade internacional não é um nome digno de uma república, mas sim conjunto de estados com seus governos conjugados numa congregação, com as suas características naturais que é de "interesse permanente".

Não há acção unânime dos estados nesse órgão, e nem que se pudesse haver, só é possível chegar a um entendimento perante as  crises, mediante a vontade entre as partes envolvidas. E nós reparamos por tudo que estamos a passar, simplesmente podemos resumir isso ao facto das complicações constantes e sem possibilidades de encontrar um caminho  para saída  desse alongado imbróglio... E também nas manias do nosso pensar e de agir.

O prazer de viver num ar de sossego com os ventos do desenvolvimento, já vai ao caminho do nosso escape... Contudo, devemos preparar esse futuro, para os que aí vêm...
Pois com interesse de irmandade há quem troca a raiva pelo riso... Disfarça o nervosismo pela graça... E declina a guerra pelo dialogo.

O evitar de pânico, guerra ou sobressaltos se acompanha com o entendimento o que não deve deixar o dialogo de lado. Porque a via mais segura de fazer outrem desistir das suas intenções, é apoderar-se da sua consciência em vez de estanca-lo pela força.

Há momentos em que devemos esquecer da força e persuasão, simplesmente porque não servem e nem nos interessa.

Samba Bari - Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de - Lisboa

O governo de transição pondera a saída de Guiné-Bissau da CPLP

Na sequência do prosseguimento do caso 21 de Outubro e a detenção do seu alegado líder,  o governo de transição reunido no seu conselho de ministro extraordinário delibera o seguinte:

1 - Manifestar sua reserva nas futuras relações com a CPLP.
2 - Exigir uma explicação clara e justificada de Portugal sobre a expedição terrorista do Capitão Pansau Intchama a Guiné-Bissau que estava com estatuto de asilado politico a vários anos em Portugal, antes deste governo ser forçado a rever as suas relações com Portugal.
3 - Convocar todas as representações diplomáticas acreditadas no país que não tolerara actos que impliquem auxilio e protecção de terroristas que tentam contra a segurança nacional.
4 - O governo agradece a solidariedade de CEDEAO e a comunidade internacional e de todos os países amigos, pelos apoios na manutenção de clima da estabilidade, que a partir das instâncias de actual governo, que o país conhece até dias de hoje. Solicitando-os a fazer o acompanhamento integral de todo esse processo de invasão e tentativa de golpe montado no exterior com a conivência interna.
5 - Exortar o povo guineense para se manter calma e confiante, que a transição tudo fará para responder o estado de direito, os direitos humanos, a democracia e cidadania.
6 - Felicitar e encorajar as forças da defesa e segurança pela forma eficaz e pronta como tem vindo a desmantelar essa agressão terrorista contra o país.


O líder do ataque ao quartel do dia 21 foi capturado
Uma semana depois de ter abortado o assalto ao aquartelamento de elite de para-comandos em Bissau. Pansau Intchama acaba de ser preso nas ilhas Bijagós pelas autoridades de transição. Pelo facto, presidente da república, primeiro-ministro e a cúpula militar reuniram-se de urgência para decidir a situação
Tal como a interpretação dos acontecimentos do passado 12 de Abril de 2012 levou de inicio interpretações distintas na perspectiva de cada um, de onde para uns foi um golpe, para outros, foi um contra-golpe. O mesmo se está a verificar dos acontecimentos da madrugada do passado domingo 21 de Outubro  onde para uns o que se passou foi apenas uma inventona para se reforçarem poderes militares e blindar de alguma forma o frágil Executivo Provisório, para outros tratou-se de uma tentativa séria de desestabilização com contornos de conspiração à escala internacional.
Mas com o aparecimento do líder da turbulência, espera-se um dissipar de dúvidas, porque o Intchama é um factor importante para situar a lógica do que aconteceu.

sábado, 27 de outubro de 2012

Cadogo disse não ser violento, rejeita violência e declara-se homem de bem
O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau declarou à Lusa que ele não é violento, rejeita atos de violência, reafirma ser homem de bem e Prometeu reagir contra todos os que o acusa de envolvimento no assassínio de políticos ou ataques militares.

Carlos Gomes Júnior, que se encontra na África do Sul desde quarta-feira, disse à agência Lusa, em contacto telefónico a partir de Lisboa, que desconhece a existência de uma carta rogatória que as autoridades de Bissau informaram ter enviado a Portugal no passado dia 10 para que seja ouvido no âmbito do processo de Helder Proença, ex-ministro da Defesa guineense, assassinado em 2009.
Face à carta, que segundo fonte do gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República portuguesa ainda não deu entrada na instituição, Gomes Júnior não hesita em afirmar que os seus advogados tratarão de seguir o processo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O governo de transição considera de "vergonhosas" as declarações dos dirigentes cabo-verdianos
O porta-voz do Governo de transição da Guiné-Bissau, Fernando Vaz, considerou hoje "vergonhosas" as declarações do primeiro-ministro e do Presidente de Cabo Verde sobre a Guiné-Bissau e pediu que acabem as "faltas de respeito".

"Perguntamos se a independência de Cabo Verde é verdade e de que país é que veio. Terá vindo de Portugal?", questionou Fernando Vaz, em declarações à RTP África, em       Bissau, a propósito de declarações do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves.

Na sequência da tentativa de assalto a um quartel em Bissau, no passado domingo, na qual as autoridades de transição implicam Portugal e a CPLP, o primeiro-ministro de Cabo Verde remeteu para posteriormente um comentário mais consistente, alegando que, de Bissau, nem sempre as declarações políticas correspondem à realidade.
"Não devemos precipitar-nos em relação aos acontecimentos, nem às declarações que têm sido feitas e que nem sempre correspondem à realidade dos factos. São declarações que Cabo Verde não comenta", disse José Maria Neves.
A propósito da situação em Bissau, o Presidente cabo-verdiano, José Carlos Fonseca, disse que sem uma intervenção "firme, determinada e interessada" das Nações Unidas, a Guiné-Bissau corre o risco de não ter solução.
Em Bissau, Fernando Vaz disse à RTP África que, se José Maria Neves pode falar da maneira que fala, hoje deve-o ao povo guineense e aos "milhares de mortos que sofreram".
As declarações dos dois políticos, acrescentou encaixam-se na estratégia "de Portugal, da CPLP e dos seus comparsas, de forma a descredibilizarem o que eles próprios prepararam, este ato terrorista a um quartel e trazer a instabilidade e a morte à Guiné-Bissau, novamente".
"Queremos dizer ao senhor José Maria Neves e ao Presidente da República de Cabo Verde que sim, vamos reforçar o contingente militar, vamos pedir à CEDEAO  para que reforce o contingente militar", disse, acrescentando que a presença de uma força da CEDEAO no país foi pedida por Angola.
Afirmando que o Governo a partir de agora tomará posições "mais incisivas" em relação a "manobras", Fernando Vaz pediu a José Maria Neves e Jorge Carlos Fonseca para que "deixem o papel que fizeram no período colonial, de terem sido instrumentos do colonialismo, e que sejam africanos hoje".
"Eles são daquelas pessoas que naturalmente se calhar defendiam a posição de `Cabo Verde Portugal insular`. Nós sempre defendemos a independência. Nãos nos confundam e não nos faltem mais ao respeito", afirmou à RTP África.
Os peregrinos muçulmanos da Guiné-Bissau ficaram sem chegar a cidade santa
O atraso na emissão dos vistos de entrada a partir da capital senegalesa, impediu sessenta candidatos da comunidade muçulmana de viajar para a cidade santa de Meca.

Os candidatos em causa ficaram por terra e regressam a Bissau depois de frustradas expectativas... E serão recebidos pelo conselho nacional islâmico e conselho superior islâmico, que compõem a organização islâmica guineense.
Soube o "Rispito" pela fonte digna de credito junto da presidência da república, que o processo de preparação teve falha logo no inicio, quando a presidência da república assumiu unilateralmente de organizar o processo, mediante um decreto presidencial que confiou o conselheiro pelos assuntos políticos, na pessoa do senhor Gibril Baldé como o leigo na  matéria para assumir as rédeas.
Infelizmente, tudo acabou por frustrar a vontade  da conjuntura muçulmana guineense no seu aludido cumprimento de mais um pilar do Islão.

Entretanto, sabe-se que na lei guineense a competência para gerir esse processo está criada uma comissão para o efeito, outrora dirigido pelo senhor Botche Candé.

Agora, espera-se um reacção de muita critica pela parte da comunidade muçulmana contra o estado da Guiné-Bissau, particularmente a presidência da república pelo sucedido. Tudo porque no universo de sessenta candidatos, 45 dos quais custearam as suas viagens num montante dois milhões e trezentos mil francos CFA´s cada um. Ou seja, só os 15 elementos tinham um estatuto de viajar como bolseiros pela atribuição do  presidente da república de transição.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

OMS Confirma existência da cólera na Guiné-Bissau
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou nesta quinta-feira a existência de um surto de cólera na Guiné-Bissau, que já causou nove mortos entre cerca de duas mil pessoas afectadas.
A Guiné-Bissau começou a ser atingida em Agosto por um surto que as autoridades locais consideram ser de diarreia aguda, lançando apelos às populações sobre os cuidados a ter com o saneamento básico e com os alimentos.
A pedido das autoridades sanitárias guineenses, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou análises que revelaram que o surto inclui diarreias e cólera.
Fonte do Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau disse à agência Lusa que "como a OMS diz, há cólera", o que não significa que os cerca de dois mil infectados tenham sido atingidos pela doença.
"Não negamos que haja cólera. Poucos casos. Mas dizer que as pessoas que têm sido atingidas pela diarreia aguda têm todas cólera, isso não podemos admitir, porque sabemos que a cólera mata rápido se não for bem tratada", disse a fonte.
A fonte do ministério da Saúde confirmou que até terça-feira foram registados 1.807 casos de diarreia aguda, que resultaram na morte de nove pessoas, sete das quais na capital, Bissau.
"Temos de admitir que algumas dessas pessoas terão falecido devido a cólera, mas há um surto declarado de diarreia no país", observou a fonte da Saúde Publica guineense, lembrando que na última epidemia de cólera registada no país em 2008 "em poucos dias" morreram mais de 200 pessoas.
A fonte oficial enfatizou que as diarreias são frequentes na Guiné-Bissau na época das chuvas (entre de Maio e Novembro) sobretudo em Bissau "devido às péssimas condições de higiene e saneamento", apontando situações em que as latrinas ou as casas de banho são construídas ao lado de poços de água.

Os parceiros Internacionais da Guiné-Bissau manifestam preocupados com os acontecimentos no país

Acontecimentos do passado dia 21 de Outubro e desenvolvimentos dos dias seguintes estão a criar inquietação junto das organizações e parceiros internacionais presentes na capital guineense. Em comunicado conjunto, pedem " soluções pacíficas duráveis" para a situação na Guiné-Bissau.
Os parceiros internacionais da Guiné-Bissau estão a manifestar "sérias preocupações relativamente aos acontecimentos de 21 e 22 de Outubro" no país e pedem às autoridades o respeito e salvaguarda dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. 
"Os parceiros internacionais instam as autoridades na Guiné-Bissau a respeitarem e salvaguardarem os direitos e liberdades fundamentais de todos os cidadãos do país, enquanto são conduzidas as investigações, mantendo os padrões internacionais estabelecidos", lê-se numa nota assinada por Joseph Mutaboba, representante em Bissau do secretário-geral das Nações Unidas.
Bissau quer esclarecimento da diplomacia Portuguesa sobre o caso 21 de Outubro

O porta-voz do governo da Guiné-Bissau, Fernando Vaz, considerou existirem "indícios" que sustentam as suspeitas do envolvimento de Portugal no ataque do domingo dia 21 de Outubro, a um quartel em Bissau, adiantando que aguarda explicações de Lisboa. 

"Colocamos questões e queremos respostas. Que o senhor Paulo Portas esclareça (...) como é que um asilado político em Portugal, sob custódia de Portugal, aparece na Guiné a fazer uma tentativa de tomada de um quartel" – afirmou Vaz , referindo-se a Pansau N’Tchama. 

As acusações visam também o PM deposto Carlos Gomes Júnior (que está em Portugal), acusado de apoiar o ataque. O Ministério Público guineense enviou à Justiça lusa uma carta rogatória para que o ex-PM seja ouvido em Bissau no caso de Helder Proença, assassinado em 2009. PGR diz não ter recebido qualquer carta.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


Presidente de Cabo Verde defende intervenção "firme e determinada" da ONU na Guiné-Bissau
Jorge Carlos Fonseca
O presidente de Cabo Verde defendeu hoje, na Cidade da Praia, que sem uma intervenção "firme, determinada e interessada" das Nações Unidas, a Guiné-Bissau corre o risco de não ter solução.
Falando à agência Lusa e à RTPÁfrica, à margem de uma reunião dos presidentes dos Tribunais de Contas lusófonos, Jorge Carlos Fonseca considerou "lamentáveis e inaceitáveis" os acontecimentos de domingo de manhã em Bissau, onde um alegado ataque a um quartel provocou seis mortos.
"Estamos a acompanhar os acontecimentos e a tentar perceber a sua real dimensão e efetivo significado. É muito lamentável e inaceitável que se continuem a registar atos de violência, que haja continuidade da intervenção de forças militares no processo político", afirmou Jorge Carlos Fonseca.


Governo deposto da Guiné-Bissau quer comissão de inquérito internacional a incidentes de domingo

O Governo deposto da Guiné-Bissau condenou hoje os recentes incidentes no país, pedindo às Nações Unidas a criação de uma comissão de inquérito à morte de seis pessoas durante uma alegada tentativa para tomar um quartel em Bissau.

Na madrugada de domingo, um grupo de homens armados tentou tomar pela força o quartel dos para-comandos, uma unidade de elite das forças armadas da Guiné-Bissau, tendo resultado seis mortos dos confrontos, todos do grupo assaltante.
A informação foi prestada pelo Governo de transição, que acusa Portugal, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e o primeiro-ministro guineense deposto, Carlos Gomes Júnior, de envolvimento no ataque, considerado como uma possível tentativa de golpe de Estado.
Um dia após estes acontecimentos, a sede do principal partido da Guiné-Bissau, PAIGC foi invadida por um grupo de militares que levaram à força e espancaram dois dirigentes políticos.
Em comunicado enviado à agência Lusa, os governantes depostos no golpe militar de 12 de Abril, a residir atualmente em Lisboa, condenam "veementemente os sequestros, perseguições e espancamentos de dirigentes e responsáveis políticos" e repudiam "os atos de invasão e vandalização" da sede do PAIGC.
No texto, enviado em papel timbrado da República da Guiné-Bissau e assinado pelo "Gabinete do Primeiro-Ministro do Governo deposto da República da Guiné-Bissau", é reafirmada também a "urgência" de criação de um Tribunal Penal Internacional para a Guiné-Bissau e o envio de uma força militar para o país.
"O Governo deposto da República da Guiné-Bissau foi surpreendido com os acontecimentos ocorridos no passado dia 21 de outubro que ceifaram vidas e voltaram a colocar toda a população guineense num estado de sobressalto e profunda inquietação, pelo que, condena com toda a veemência e repúdio, este ato ignóbil e inqualificável", refere o texto.
Os governantes depostos entendem os acontecimentos de 21 de outubro como "um ato de clara demonstração do estado de desespero e desnorte em que se encontram os usurpadores do poder legítimo que, na vã tentativa de branquear, justificar ou tentar desviar as atenções sobre o caminho da bancarrota e de implosão interna a que estão conduzindo a nação, forjam "um mano military" atirando as culpas sobre terceiros".
Repudiam a "violência e a força como meios de resolução de qualquer diferendo", defendendo "o diálogo", "o bom senso" e "a diplomacia ativa" como instrumento das suas ações e reiteram "ao povo guineense e à comunidade internacional (...) a firme determinação na luta pelo restabelecimento da legalidade constitucional".

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Morreu o presidente da CNE Desejado Lima da Costa 
O presidente da Comissão Nacional das Eleições da Guiné-Bissau, Desejado Lima a Costa faleceu no dia 22/10/12 no Hospital de Oncologia de Lisboa com 56 anos de idade. Segundo fontes familiares a razão da morte deve-se a doença de fórum cancerígeno, “os primeiros diagnósticos indicavam para o cancro na medula óssea, embora nos últimos dias os médicos do Instituto de Oncologia, falaram na possibilidade de leucemia”. Seja como for o pior já aconteceu e a Guine-Bissau perdeu mais uma figura importante.
O conhecido Desejado Lima da Costa foi locutor na Rádio Difusão Nacional guineense (RDN), foi diretor de campanha da candidatura do falecido presidente Malam Bacai Sanha em 2005, tendo sido eleito deputado do PAIGC na Assembleia Nacional Popular, nas legislativas de 2008 e desempenhava nos últimos anos a função de presidente da CNE, embora se tenha destacado no meio político guineense enquanto líder sindical, de onde durante vários anos foi presidente da União Nacional dos Trabalhadores Guineenses (UNTG).
Morreu num momento muito conturbado com a situação inquietante da instabilidade do país... Contudo *Rispito* aproveita  oportunidade para endereçar as sentidas condolências aos familiares e amigos do Desejado Lima da Costa. E da mesma forma rezar que  a sua alma descanse em Paz!
Tensão e Medo na capital guineense após ataque do quartel
A Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou  um clima de "perseguição e medo" em Bissau, um dia depois de um grupo de militares liderado pelo capitão Pansau N’Tchamá ter tentado atacar uma base dos Pára-Comandos, no que o governo de transição diz ter sido uma "tentativa de contragolpe apoiada por Portugal, pela CPLP e pelo ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior".
"Temos estado a receber chamadas de pessoas apavoradas, que estão a buscar refúgio para não serem atacadas por indivíduos armados", afirmou à Lusa o presidente da Liga, Luís Vaz Martins, adiantando que está em curso uma "caça ao homem".
Uma das vítimas desta perseguição é Iancuba Indjai, porta--voz da Frenagolpe, plataforma de partidos que se opõe ao golpe de estado de Abril. Indjai foi detido por homens armados a meio da manhã de segunda-feira dia 22/10/12 na sede do PAIGC, brutalmente espancado e "enfiado na bagageira de um carro", que só depois foi encontrado na estrada que liga Bula-Cancvhngo abandonado. Indjai terá sido visado porque uma das viaturas usadas no ataque ao quartel dos Pára-Comandos pertence ao ex-secretário de Estado Tomás Barbosa, também membro da Frenagolpe. E Silvestre Alves também politico igualmente bem espancado e abandonado ao longo do caminho em direcção a Hospital Simão Mendes. 
Em Lisboa, o Ministérios dos Negócios Estrangeiros recusou comentar as alegações do governo de transição da Guiné-Bissau, que no domingo acusou taxativamente Portugal, a CPLP e Carlos Gomes Júnior de estarem por detrás do ataque. O PM de transição, Rui de Barros, insistiu  que, até à semana passada, o capitão N'Tchamá esteve refugiado no nosso país. "É estranho que uma pessoa com estatuto de exilado político em Portugal tivesse entrado no país não se sabe como. Não se sabe qual é a colaboração que teve", insinuou.
Segundo a versão oficial, o ataque liderado por N'Tchamá causou no total sete mortos, seis deles de nacionalidade senegalesa, presumivelmente mercenários contratados por N'Tchamá, que está em parte incerta. Porém, fontes em Bissau estranham porque é que um comando de pouco mais de 20 homens decidiu atacar a base de uma força militar de elite, e admitem que tudo pode não passar de um ajuste de contas. 
Pansau N'Tchamá, recorde-se, alegadamente é o homem que liderou o comando militar que em 2009 assassinou o presidente ‘Nino' Vieira.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Dizem que a situação está calma... Mas se calhar nem por isso.
Um grupo de militares invadiu hoje por duas vezes a sede do PAIGC, principal partido da Guiné-Bissau, tendo levado à força Iancuba Indjai, líder do Partido da Solidariedade e Trabalho (PST), e um dos lideres da Frenagolpe
De acordo com a fonte do PAIGC, os militares, alguns à paisana e outros fardados, entraram na sede do partido dizendo que estavam à procura de pessoas.
"Os membros do partido estavam na reunião aqui na sede, mas de repente foram surpreendidos por militares armados com armas automáticas e pistolas, alegando que andavam a procurar pessoas que estariam escondidas  na sede", disse a fonte, que pediu para não ser identificada.
Os dirigentes do PAIGC, que continuam reunidos na sede para preparar um comunicado sobre os últimos acontecimentos no país, afirmaram que evitam falar abertamente aos jornalistas com medo de represálias dos militares.
"É a segunda vez que vieram cá hoje. Não sabemos o que pode acontecer", disse ainda a fonte, que confirmou que da segunda vez os soldados levaram o líder do PST, Iancuba Indjai, quando este se preparava para entrar na sede do PAIGC.
A fonte confirmou também que Iancuba Indjai "foi violentamente agredido" pelos soldados que o levaram "na bagageira do carro" para parte incerta.
O porta-voz e vice-presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil (plataforma que reagrupa mais de 100 organizações da sociedade civil), Mamadu Queitá, que se deslocou à sede do PAIGC, pediu calma aos dirigentes deste partido, prometendo que a sua organização vai contactar as chefias militares para saber o que se passou com Iancuba Indjai.
Este político é um dos líderes da Frenagolpe (plataforma criada por partidos e organizações da sociedade civil) que condenam o golpe de Estado de 12 de abril.
Questionado pela Lusa sobre o que se estava a passar na sede do PAIGC, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de transição, Faustino Imbali, disse que não tinha informações concretas. 
Contudo através das microfones da RDP África, referiu sobre a intenção da rebelião, que era de desestabilizar o país, atacar alguns locais públicos e a sede das Nações Unidas, para mostrar a comunidade internacional que a transição não está a fazer nada nem CEDEAO  tem capacidade de gerir o processo da crise e conduzir a reposição da ordem constitucional. Obrigando para isso a substituição da força de CEDEAO para outra força comandada pelas Nações Unidas... Mas ainda o plano frustrou, disse o Imbali.
líder do ataque é um militar com ligações à morte do Nino Vieira
Pansau Intchama
A presidência guineense informa que o responsável pela tentativa falhada de assalto da unidade de elite do exército é um militar supostamente ligado à morte de Nino Vieira.
Na Guiné-Bissau já se sabe quem é o responsável pela tentativa de assalto a uma unidade de elite do exército. O ataque aconteceu no dia 21/10/12 da manhã e provocou seis mortos.
Depois de uma longa reunião das chefias militares, a presidência guineense revelou que quem liderou o ataque foi o capitão Pansau Intchama.
Segundo fontes ligadas à presidência guineense e ao chefe de Estado Maior do Exército, o capitão Pansau Intchama está ligado ao assassinato de Nino Vieira e de vários deputados, em 2009.
Desde essa altura que Pansau Intchama estava em Portugal, onde frequentou um curso na escola de formação militar, e há dois dias que as autoridades guineenses tinham a informação de que tinham entrado no país através da Gâmbia (país vizinho).
Segundo apurou a TSF em Bissau terão sido mercenários contratos por Pansau Intchama, e não guineenses, que protagonizaram o ataque na tentativa de roubar armas.
Neste momento, o capitão Pansau Intchama está desaparecido, razão pela qual o fecho das fronteiras terrestres do país. Embora alerta para que os guineenses se mantivessem em casa já foi levantado e a situação em Bissau,  está calma e decorre com normalidade.

domingo, 21 de outubro de 2012

Pensamento positivo e o saber falar ajuda no entendimento

Por: Samba Bari
Quem percebe da sua influencia, sabe que a sua voz chega longe, a sua escrita desperta atenção ou a sua popularidade atinge muita gente... Deve ter a responsabilidade como pessoa de um certo poder.

Um poderoso não deve pensar só de maneira particular, agir ou reagir com palavras impulsivas ou insultuosas  em público de maneira particular já que o seu ato, a sua palavra e a sua acção arrasta o multidão de uma ou de outra forma.

Em tudo o que fazemos usando o meio de fácil propagação do que queremos expressar, é tão importante ponderar o uso da parte selvagem que cada um ser humano tem quando se altera. É verdade que nenhum ser deste mundo tem uma natureza perfeita, o que alias nos dá o carácter de pecadores, mas cada um de nós dispõe de vontade sempre que quiser algo.

Podemos não estar de acordo com o que acontece ou o que está feita, certo é que com  respeito também se pode manifestar o desagrado e com calma também se pode criticar algo e de dizer "não" ao que não queremos

Agora quem usa meio publico visto, ouvido ou lido, é susceptível de criar fãs e despertar um leque de curiosos seguidores, os quais facilmente podem acreditar em quase tudo o que fazemos. E daí é que não devemos agudizar os que nos acompanham, aos que nos ouvem e os que nos vêm. Mas sim ajuda-los encostar de lado todo o espírito desalento, porque isso também qualifica a nossa postura e a nossa aparição perante o público.

Porque afinal, nas palavras que falamos, de modo como as pronunciamos e da maneira como as direccionamos, cria interpretação da parte receptora para qualificar a nossa pessoa. Daí que falar ou escrever ao público exige de quem fala ou escreve um preparo e moderação, tal como qualquer um prepara a roupa e o corpo para se apresentar visualmente a multidão ou ao público.

Não se deve ter medo da vida que temos, porque não há céu sem tempestade nem caminhos sem acidentes... Tenhamos medo é da mentalidade agressiva e a falta do entendimento que ainda reina entre nós.

Eu acho que não há guineense que não esteja cansado com o desentendimento e farto de assistir maus pensamentos, palavras grosseiras, escritas inadequadas  e intenções constantes de complicar...
Porque é que não vamos agora mudar o rumo dos acontecimentos, mediante opção de bons pensamentos, boas palavras, boas acções para assimilarmos bons hábitos de compreensão e entendimento entre nós???????

Meus irmãos
É tão bom lutar connosco mesmo para que tenhamos sempre bons pensamentos, porque são os nossos pensamentos é que transformam em nossas boas palavras... As nossas boas palavras  transformam em nossas boas acções... Das boas acções, nascem os nossos bons hábitos, dos quais projectam os nossos valores para depois dizermos que este é o nosso bom destino.

Sejamos bons sonhadores e de conseguirmos unir todos os nossos sonhos com disciplina e pensamento positivo .. Porque sonhos sem disciplina e com maldade, evolui um povo para uma sociedade frustrada.

Samba Bari - Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de - Lisboa