segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Discurso do Presidente de Transição por ocasião da passagem de ano

GUINEENSES,
Estamos a entrar num Novo Ano, o ano de 2013, ocasião para formular a todos os guineenses, os meus mais ardentes votos de felicidades e, para que o sossego, a tranquilidade, a paz e o bem-estar sejam nossos companheiros do dia-a-dia.    
Porém, estamos a inaugurar este Novo Ano em luto para tristeza de todos. Com efeito, a nossa tranquilidade foi profundamente perturbada pelo infausto acontecimento registado no passado dia 28 de Dezembro de 2012, com a tragédia que o país inteiro assistiu, na sequência do naufrágio de uma Canoa que fazia ligação Bolama-Bissau, em que perderam a vida dezenas de compatriotas nossos.  
Nesta ocasião, apelo que façamos das tristezas forças, porquanto as autoridades competentes não deixarão de tirar as devidas ilações, tomando as medidas necessárias e adequadas, por forma a que se apurem as responsabilidades, para que acontecimentos desta natureza definitivamente não voltem a verificar-se na nossa Terra. 

COMPATRIOTAS
 Estou aqui perante vós, para vos dizer duas coisas: 
Em primeiro lugar, apresentar-vos o balanço da evolução do processo de transição que iniciamos em Maio ultimo tendo por base e sustentação a nossa ordem jurídica e as recomendações da CEDEAO emanadas das Cimeiras de Abidjan e Dakar, tendo em vista o necessário retorno à normalidade político-constitucional e democrático do nosso país.
Em segundo lugar, como adiante explanarei, adiantar-vos as tarefas que considero fundamentais para levar a cabo até o final do mandato previsto no Pacto de Transição.
I
Com efeito, decorridos aproximadamente oito meses de período de transição sentimos que apesar das dificuldades muito de positivo foi feito  por todos:
pela Assembleia Nacional Popular, pelo Governo, pelos Tribunais, Sociedade Civil, enfim, pela nação no seu conjunto.
Assim, no decurso deste período tivemos:
A celebração do acordo de devolução do poder a assembleia nacional popular, permitindo que o pacto de transição politica e o Acordo Politico fossem assinados por todos os partidos políticos legalmente constituídos;
A reorganização do aparelho do estado preparando-o para o cumprimento do período de transição;
A conclusão do inquérito do processo relativo a morte do Ex-Chefe de Estado Maior das  Forcas Armadas  General Batista Tagme Na Waie
a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Governo de Transição e a Comunidade Economia dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre a implementação do Programa da Reforma do Sector da Defesa e Segurança;
A criação de entendimentos nos sectores chaves da nossa vida social como o é a Educação e a Saúde, minimizando a instabilidade que permanentemente vinha afectando  nessas áreas a vida das nossas populações;
No plano das Relações Internacionais sublinha-se a gradual retoma  dos projectos de cooperação com destaque para as parcerias com Japão na área  da educação e o Banco mundial na área  económico-financeira;
No plano da saúde, a retoma da campanha nacional de saúde infantil com destaque para vacinação contra sarampo e a desparasitação infantis; 
Na área das obras pública, adjudicação e o inicio das obras já em fase adiantada da importante via de comunicação que é a estrada Mansoa/Farim, bem como o inicio e conclusão da ligação, em terra batida, da via Cutia/Morés;
No plano diplomático e de cooperação internacional, apesar de uma intensa campanha negativa levada a cabo por forças obscuras conseguimos, através de uma persistente e intensa acção de esclarecimento, manter e nalguns casos, melhorar as nossas relações com importantes organismos e entidades como sejam instituições religiosas de diversas confissões, organizações não governamentais e agremiações empresariais internacionais.

CAROS COMPATRIOTAS,
Não podemos esquecer que uma parte significativa dos nossos compatriotas, cerca de 30% da nossa população vive espalhada pelos quatro cantos do mundo, em busca de melhores condições de vida para si e para os seus. A Presidência da Republica de Transição  não poderia, de forma alguma, ignorar esta realidade -A Emigração Guineense.
Neste capítulo gostaria de destacar a criação de uma área específica para o acompanhamento pela Presidência dos assuntos respeitantes as nossas comunidades emigradas, expressa na integração na equipa presidencial do Conselheiro para Assuntos da Diáspora, tendo em vista o reforço e o estreitamento dos laços e dos sentimentos de pertença que devem unir o País e todos aqueles seus filhos espalhados pelo mundo fora.
Neste sentido quero destacar , a minha mensagem de 3 de Junho dirigida especificamente a Diáspora, que tive ocasião de proferir no meu pronunciamento no Dia da Nacionalidade, 24 de Setembro último.
No plano das realizações concretas, nesta área, e fazendo parte de um vasto e bem gizado programa de contactos in loco da Presidência da Republica de Transição com os principais núcleos da nossa emigração, apesar das restrições impostas por parte significativa da comunidade internacional foi possível contactar directamente a nossa emigração nos países de acolhimento.
Assim, quer aproveitando as deslocações presidenciais em visitas oficiais ao estrangeiro, quer através de deslocações expressas do respectivo conselheiro, foi possível manter contactos com os nossos compatriotas residentes em alguns países africanos como seja o Senegal e a Mauritânia.
No continente europeu destacam-se as visitas efectuadas pelo Conselheiro da Diáspora a países como Portugal, Inglaterra e França. Também no continente americano, aquando da 27ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, a delegação presidencial manteve contactos com núcleos da nossa emigração nos Estados Unidos da América. 
No plano político-constitucional, ao nível da superstrutura, quero destacar a retoma do normal funcionamento do parlamento com a participação de todos os partidos nele representados, que aproveito para felicitar. Estou convencido que este acontecimento, com a assembleia coesa e unida na defesa dos valores sagrados da Pátria, irá produzir legislação consensual compatível com os legítimos anseios do nosso povo em geral e das comunidades emigradas em particular.
A culminar todo o esforço desenvolvido pelo conjunto das autoridades de transição e para dissipar, de vez, os maus agouros sustentados por alguns, conseguimos fazer deslocar ao nosso País, os representantes das Nações Unidas, União Africana, União Europeia, CEDEAO e CPLP, enfim, toda a comunidade internacional para que in loco, viessem testemunhar a verdadeira realidade político-social vigente na Republica da Guiné-Bissau, para que juntos possamos caminhar.

COMPATRIOTAS,
Ē Justo destacar que estas realizações e demais outras que poderíamos estar aqui a elencar, levadas a cabo pelas nossas autoridades, foram concretizadas numa conjuntura em que grande parte dos nossos doadores internacionais decidiram unilateralmente interromper os seus processos de cooperação.
Feito este breve e necessariamente incompleto balanço do que foi a transição até ao momento em que vos falo, compete ao Presidente da Republica apontar o que deve ser feito no restante da transição. Pois, como sabeis, o meu mandato termina com o fim da mesma. Recorde-se que a transição termina em conformidade com o estatuído no Pacto e no Acordo Politico.
II
GUINEENSES,
Os Órgãos de Soberania de Transição: Presidência Republica, Assembleia Nacional Popular e o Governo continuam empenhados e tudo farão para que as eleições gerais previstas no pacto, tanto presidenciais como legislativas, se realizem no calendário e nas condições político-administrativas estabelecidas naqueles documentos. Para tanto terá que ser concluído o processo de cartografia eleitoral e o recenseamento biométrico, tanto no interior do pais como na diáspora.
Temos e devemos aprender com a NOSSA HISTORIA. Estas eleições não serão para o mero cumprimento formal do calendário estabelecido, mas sim um momento de reflexão e de escolha daqueles que irão presidir o nosso destino colectivo. 
O que significa que terão que ser feitas num clima de total estabilidade, tranquilidade e de paz social.

Um clima de tranquilidade que permita aos cidadãos o exercício desse direito em plena consciência e liberdade de acção, em condicionalismos de quaisquer espécie. 
Para garantir esse desiderato propomos ocupar os fins-de-semana dos primeiros meses do próximo ano para executar, na companhia das restantes autoridades centrais, regionais e tradicionais, um ROTEIRO a que chamei de RECONCILIAÇAO. 
Pretende-se com essa iniciativa estabelecer um contacto directo com as populações. Um dialogo aberto, franco, inclusivo de ponta a ponta do nosso País, do leste a oeste e do norte a sul, isto é do Cabo Roxo a Ponta Cajé. Tudo faremos para que todos os guineenses se sintam convocados e incluídos neste processo de reencontro da Nação consigo própria.
GUINEENSES
Gostaria de chamar a vossa atenção para alguns dos objectivos que constam na agenda de transição para o período que temos a nossa frente:
No Sector da Justiça está programado o seguinte:
Construção de quatro tribunais, sendo três nas regiões e um no Sector Autónomo de Bissau;
Construção de uma unidade agro-pecuária ligado aos centros prisionais com o objectivo da relocalização dos prisioneiros;
A implementação de seis centros de emissão de bilhetes de identidade espalhados pelas regiões;
Lançamento de campanha de expansão do registo civil pelas regiões;
Reforma do acesso a justiça.
No plano da Educação destaca-se:
A reabertura da Universidade Amílcar Cabral; 
Recenseamento de raiz para a cartografia educativa;
Projecto de inclusão digital(informatização) no Ministério da Educação Nacional;
Implementação do Sistema LMD(Licenciatura, Mestrado e Doutoramento);
A criação de um Campus Universitário
Finalmente, a retoma do financiamento japonês para os projectos de construção de escolas no valor de 9 milhões de dólares americanos. O facto constituiu um balão de oxigénio para o sector educativo
Referente ao Sector da Saúde Publica realizar-se-á o seguinte:
Projecto de modernização do Hospital Nacional Simão Mendes com o futuro alargamento dos serviços de urgência;
 construção de um centro de Hemodiálise;
Construção de uma Escola de Enfermagem e de uma Faculdade de Medicina
No concernente as Obras Públicas pretende-se levar a efeito:
Conclusão da estrada Mansoa/Farim;
Lançamento do estudo  técnico para construção e reabilitação de 145 km da rede rodoviária nacional financiada pelo BOAD;
Reabilitação das ruas  do Sector Autónomo de Bissau;
A construção da  via Guimetal / Alfandegas de Bissau.
No capítulo da Emigração também está concebido um plano que irá sendo oportunamente detalhado através do site da presidência em função das oportunidades da conjuntura política, pois boa parte da sua execução depende das nossas relações com países terceiros. Porém, gostaria de sublinhar de novo o compromisso solene desta presidência no sentido de garantir a participação de pleno direito da nossa diáspora na escolha do próximo Presidente da Republica bem como na composição da futura Assembleia Nacional Popular.
COMPATRIOTAS DA DIASPORA,
Tudo terá que ser feito para honrar este compromisso que não é só do Presidente da Republica de Transição, mas de toda a nação no seu conjunto porquanto não se trata de uma dádiva, mas sim de um imperativo nacional e patriótico que a Presidência da Republica e o Governo de Transição em articulação e cooperação institucionais não se furtarão.
GUINEENSES,
Com a retoma do normal funcionamento do Parlamento, em conformidade com o Acordo Político de Transição, as competências de recenseamento e organização do processo eleitoral passam para CNE, entidade sob dependência da Assembleia Nacional Popular.
Finalizados os trabalhos de cartografia eleitoral, após eleição do novo Presidente de CNE, esperamos para o mês de Fevereiro a criação de condições indispensáveis para que os Partidos Políticos e organizações de Sociedade Civil procedam a validação de cartografia e dos cadernos eleitorais;
Em conformidade com o Acordo Político de Transição, a CNE retomará para finalizar o processo que visa o recenseamento eleitoral biométrico que inclua a diáspora;
Esperamos e fazemos votos que, com a colaboração da Comunidade Internacional, em Março de 2013, a CNE consiga fixar com os principais intervenientes do processo eleitoral, o plano e o cronograma consensuais para realização das eleições. 
Pretendo nesta singela ocasião, na qualidade de Presidente da República de Transição, reafirmar o meu engajamento total, em continuar a trabalhar com todos os guineenses, dentro e fora do Pais, por forma a caminharmos juntos, na gigantesca tarefa que temos pela frente, a de criarmos as condições harmoniosas e necessárias que contribuam para o desenvolvimento que todos almejamos para a Guiné-Bissau. 
Deixei para o fim um Sector que certamente muitos não tem acompanhado com a devida atenção que ele merece. Falo-vos da Área da Cultura.
Com efeito, se repararmos bem, como tive oportunidade de referir aquando do aniversario do Ballet Nacional Esta é a Nossa Pátria Amada, a Cultura é a área que mais registou evolução comparativamente a todos os demais sectores da actividade no País.
Estamos conscientes da notória falta das necessárias condições mínimas quer no domínio da música, quer no domínio das letras, desporto, para não falar do teatro ou do cinema.
Quanto ao Desporto Nacional, passos concretos já foram dados, como fim do diferendo interno na Federação Nacional de Futebol. Queremos manifestar o nosso agrado com o inicio da nova época desportiva. 
Por isso, como guineense e atento ao nosso espírito de imaginação e de criatividade não deixo de registar com emoção os êxitos que no plano internacional alguns compatriotas nossos têm vindo a alcançar. Cito como exemplo e para não alongar o caso do conhecido cineasta guineense Flora Gomes. 
Guineenses
Estou convencido que juntos, podemos dar um contributo sem igual ao nosso país, se interiorizarmos uma nova conduta que reflicta nos nossos pensamentos e acções e que nos conduzam a encarar o espírito de coesão e o sentimento de unidade que, inegavelmente são valores fundamentais para uma convivência sã, entre todos os filhos desta Terra.
Em democracia os sindicatos tem um papel insubstituível no estabelecimento e consolidação de um clima de paz social que nenhum governante deve ignorar. 
Neste sentido, tal como no passado recente souberam demonstrar abnegação, espírito de entrega a causa nacional e  patriotismo, apelo a todos os sindicatos  que sem renuncia as suas  legitimas motivações continuem a demonstrar este mesmo espírito, afinal de contas  a Causa  é nacional e, por isso, de todos.

Para terminar, reitero votos para que, neste Novo Ano, possamos cimentar as nossas conquistas em matéria de estabilização politica, económica e social da nossa querida Pátria, esta Guiné-Bissau que muito amamos. 
Bem hajam
Boa Noite e Feliz Novo Ano

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mensagem do ano
É mais um momento de festa, de alegria, de felicidade e que requer muita calma.
Calma, para se poder reflectir e julgar a nós mesmos e de fazer um balanço de todo um percurso de vida. 

2012 já vai a caminho e 2013 está na porta batendo para entrar. Por isso meu caros senhores e minhas lindas senhoras, seja qual for o resultado do balanço efetuado, positivo ou negativo, o mais importante é para não desistir de lutar pelo que tanto  sonhas e anseias... Com otimismo de sempre em vitória... 

É verdade que a vida é feita de percalços e desilusões mas isso não significa que tenhamos que desistir após cada derrota, não... Porque devemos saber procurar dentro de cada ponto negativo que a vida e o destino nos entrega, para aproveitar o lado positivo deste mesmo ponto.

Não esqueçam que nunca seremos capazes de correr atrás de algum Tempo desperdiçado e alcança-lo, uma vez que no próprio momento em que estamos a viver é mais um outro tempo a não desperdiçar. 

Por isso é tão importante sabermos aproveitar bem a cada minuto que nos chega, da melhor maneira possível. Com intuito de podermos viver com Alegria, com Amor, com Amizade e acima de tudo, com imenso prazer de estar neste mundo, na base do entendimento. 



A falta do entendimento que é a ancora do nosso avanço, que deixou muitos de nós envelhecidos ainda novos de idade… Os que perderam a infância em turbulências… os que a juventude e adolescência escapou… Os que a inteligência de pouco ou nada se deu em aproveito… Os que a carreira de vida se ruiu em busca de melhor sustento para a família… Hoje, somos todos, os grande perdedores com o desentendimento

Daí começa a modéstia contribuição do RISPITO, sempre a favor de uma luta para que possamos pensar melhor e mudar a nossa mentalidade.
Porque afinal, o nosso modo de ver as coisas, de pensar e de agir, deve estar errado… E há quem aproveita disso para gozar com a honra de um povo que merece muito respeito.

Este espaço nunca ira ser um meio para a passagem de linguagens com fomento a guerra, de instigar complicações ou pronúncias insultuosas.
Os nossos pontos de vista é natural que possam divergir, mas nunca devemos esquecer que estamos a defender uma causa que é de todos nós… Então!... O que é nosso… não é meu, nem é teu ou dele. O que podemos fazer em comum, é respeito na sua administração.

Dai nasce o nome do Blog "RISPITO", porque afinal...
Quem diz a verdade, tem respeito a quem dirige as palavras… Quem cumpre uma promessa, tem respeito ao prometido… Quem poupa a vida humana, tem respeito ao direito de vida para cada um… Quem não causa problema que afeta todos, tem respeito de livrar as consequências do sacrifício que reflete nos mais inocentes e mais carenciados.
Daí o sentido “RISPITO” para que cada um de nós possa sentir-se incluído e importante.

RISPITO deseja um bom ano para todos os seres humanos deste mundo, em particular aos guineenses e muito especialmente a você amigo/a leitor/a.
Estejam ligados sempre a esse espaço, para partilharmos com noticias verdadeiras e isentas, sem menosprezar a importância de optimismo e pensamentos positivos na promoção do entendimento.

Saúde, sossego e longa vida para todos... Que o ano 2013 instale a paz e bondade nos  corações e uma tranquilidade interna para toda a Guiné, e para todos os países do mundo.
Samba Bari - Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Lisboa

Governo adverte ser duro com os implicados na tragédia de ontem
No seguimento da dor, do pesar e a consternação,  pela tragédia do recente naufrágio que abalou o país ontem, 28 de Dezembro, o governo promete mão pesada aos implicados que vitimou segundo o ultimo balanço, 24 pessoas e um numero incalculável de desaparecidos.

Avincou o Primeiro-ministro de transição, Rui Duarte de Barros, durante o acto de entrega hoje dia 29 Dezembro, de um lote de equipamentos informáticos a Faculdade de Medicina em Bula e a escola nacional de saúde ENASA.

Segundo o chefe do executivo,  já que a culpa não morre solteira, alguém terá que ser responsabilizado por esta tragédia, pelo que adverte desde já ser de mão dura.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ultima Hora
Governo de transição decreta dois dias de luto pela tragédia que abalou o país
Na sequência da tragédia ocorrida hoje, dia 28 Dezembro, motivou uma reunião de emergência de conselho de ministros do governo de transição, para tomar uma posição face a situação que abalou todo o país.

Nesta concentração, o governo decidiu decretar dois dias de luto a memória dos que perderam a vida neste naufrágio.

lamentaram a morte das 23 pessoas 74 sobreviventes e um número de desaparecidos ainda por determinar, é o ultimo balanço no trajecto marítimo que liga as cidades de Bolama e Bissau, constituindo uma tragédia nacional nestes momentos finais do ano em que se renovam esperanças para uma vida melhor no Novo ano, o de 2013. Nesta conformidade, o Conselho de Ministros, reunido de emergência  lamenta profundamente as circunstâncias em que ocorreu o naufrágio, e, julgando interpretar fielmente o sentimento colectivo de pesar de toda a nação guineense, decreta nos termos do numero-2 do artigo 100 da constituição o qual decreta o luto nacional em todo o território por dois dias, a contar da meia noite de hoje, dia 28 até a meia noite do dia 30 de Dezembro.

Entretanto, o Partido da Renovação Social, líder da oposição, através da sua direcção superior e por intermédio de um comunicado, disse associar-se o seu sentimento de dor e de angustia as famílias enlutadas.

Vinte e duas pessoas morreram num naufrágio da travessia Bolama-Bissau

Fala-se em vinte e três pessoas que morreram na Guiné-Bissau vitimas de um naufrágio ocorrido hoje 28 de Dezembro, na travessia que liga Bissau Bolama.

A causa que originou o naufrágio é apontado como excesso de lotação. Esta piroga que transportava um número não contabilizado de pessoas, se afundou na plena viagem, provocando perdas de vida humana que ainda vai-se contabilizando, e ainda se fala em alguns desaparecidos.

Mas no Hospital principal de Bissau, Simão Mendes, onde estão a dar entrada das vitimas da tragédia,Vinte e dois mortos e 59 sobreviventes é o "balanço provisório" feito pelo diretor do hospital Simão Mendes, Lassana N'Tchassó, de Bissau.
De acordo com o diretor e médico no Simão Mendes, as pessoas resgatadas com vida estão a receber tratamento "estando quase todas fora de perigo". Os corpos já se encontram todos na morgue do hospital, acrescentou.
Um sobrevivente, que a família pediu para não ser identificado, disse à Lusa que a piroga, com capacidade para transportar entre 100 a 120 pessoas, afundou-se porque começou a meter água e os passageiros atiraram-se ao mar.
"Saímos de Bolama por volta das 09:00 [hora local] e, duas horas depois, estávamos quase a chegar a Bissau, ao largo de ilha de Arca, a canoa começou a meter água e as pessoas viram que estava a afundar-se e atiraram-se ao mar", contou o sobrevivente, envolto numa cobertura térmica.
Na piroga, seguiam dois médicos portugueses da AMI [Assistência Médica Internacional], que saíram ilesos do acidente por se terem atirado ao mar e, a nado, conseguiram chegar à costa de Bissau, contou o sobrevivente.
O pessoal da organização não-governamental Afectos com Letras, que esta tarde ia dar um lanche às crianças internadas no Simão Mendes, também está a prestar socorro aos náufragos.   
RDP África - 28/12/2012
Guarda Nacional acusa Edmundo Mendes de porte ilegal de arma de fogo
Samuel Fernandes
O 2.º Comandante das Operações da Guarda Nacional acusou o ex-procurador-geral da República Edmundo Mendes de porte ilegal de arma de fogo.

Num encontro com jornalistas, esta quarta-feira, 26 de Dezembro, em resposta à conferência de imprensa de Mendes no último fim-de-semana, Samuel Fernandes disse que a arma em causa não é de conhecimento das autoridades de transição, quer do Ministério do Interior, assim como do Ministério da Defesa.

De acordo com Samuel Fernandes, a arma foi exibida na povoação de Capo, a 12 quilómetros da cidade de Cacheu, região com o mesmo nome, quando este se envolveu em cenas de pancadaria com elementos de Guarda Nacional num «restaurante tradicional» a 22 de Dezembro.

Por outro lado, Samuel Fernandes desmentiu ainda ter havido perseguição contra Edmundo Mendes, justificando que este estava a ser abordado pela arma de fogo que havia mostrado antes de chegar a Cacheu. «Isto não corresponde à verdade, pela nossa parte nós agimos em defesa dos cidadãos», disse.

Neste sentido, o oficial informou da soltura recentemente da viatura, encontrada sem matrícula e sem despacho de alfândegas.

A terminar, Samuel Fernandes criticou aquilo que considera ser um lugar inapropriado para o convívio de um ex-procurador-geral da República.
PNN - 27/12/2012

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

chefias militares guineenses reuniram para fazer balanço e perspectiva dos anos 2012 e 2013 respetivamente

As chefias militares elegem o ano 2013 como o ano do início das reformas do sector da defesa e segurança na Guiné-Bissau. Esse lema, foi adotado num encontro realizado hoje 27 Dezembro em Bissau. Num encontro em que as chefias militares guineenses  reuniram  para fazer analise e balanço do ano 2012 à acabar, assim como perspectivar o 2013 a chegar.

Nesse encontro, segundo o coronel Daba na Walna, o porta-voz do extinto Comando militar, e actual  porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau ouvido pelas antenas da RDP África, fazem um balanço positivo do empenho, embora com salvaguarda de algumas reconhecidas falhas como é bastante óbvio. 

Entre as falhas reconhecidas, aponta uma delas, como a apresentação do relatório trimestral dos trabalhos de cada unidade, que no próximo ano 2013 deverá ser corrigida e que essa apresentação trimestral passa ser obrigatória.

Promete que o quartel de Cumeré deve começar a funcionar a partir de Janeiro, para reciclagem e formação dos militares em ativo. Adiantando que nessa reciclagem e formação, todo o militar que não consegue aguentar fica de fora e direto a reforma, Porque não podem continuar trabalhando a moda antiga, disse.

E no que respeita a questão tão falado, ou seja, as reformas de sector da defesa e segurança propriamente dito, garante que todo o mecanismo já está ativado e as disponibilidades também, faltando só a chegada dos fundos prometidos pela CEDEAO que rondam a volta de 63 Milhões de Dólares, para  iniciar com a execução da primeira fase.
RDP África - 27/12/2012
Dom José Lampra, Bispo-Auxiliar de Bissau, faz balanço de um ano difícil para Guiné-Bissau

O ano de 2012 foi bastante difícil para a Guiné-Bissau, muito marcado pelo golpe de Estado de Abril último e todas as suas consequências. São as palavras de Dom José Lampra, Bispo Auxiliar de Bissau confessando, aos microfones da Radio Vaticano, que 2012 até podia ter sido pior. 

No apontamento dos factores que fazem parte do estrangulamento do país, o Bispo começa a referenciar no golpe de estado numa altura inesperado logo no quarto més de ano que motivou o isolamento do país.

Um outro aspecto apontado, foi a convocação da mais longa greve no sector da educação e a crise económica mundial que se agravou no caso particular da Guiné-Bissau na questão castanha de caju influenciado negativamente com menor poder de compra.

Para terminar o Bispo não deixou de sublinhar, e de apelar pela importância necessária do entendimento político e social, assim como o imprescindível respeito do direito humano.

Radio Vaticano - 27/12/2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Júlio Bacai é o novo Presidente de Sporting Club de Bafatá
Júlio Bacai - Presidente SC Bafatá
O Sporting Club de Bafatá tem um novo presidente, trata-se de Júlio Bacai vulgo "Potchí", eleito no mês de Outubro passado com maioria absoluta na eleição realizada na sede do referido clube.

Numa cerimonia publica realizada na cidade de Bafatá, Potchí tomou posse como presidente do Clube neste passado domingo dia 23/12/2012. Por onde prometeu afinco no trabalho árduo e seriedade.

E num jeito de fazer retrospectiva da sua candidatura, Julio Bacai disse que as razões que lhe levou a interessar-se em assumir a presidência do clube, não só incide em ser filho nativo de Bafatá como também na confiança de muita experiência já adquirida no mundo de futebol, do qual pensa traduzir num empenho verdadeiro para resgatar esse clube de grande nome na década dos anos 80 e princípios de 90, na crise de  liderança e de maus resultados em que se encontra.

Para fazer a Guiné-Bissau voltar a sentir aquele peso de Sporting Club de Bafatá, assim como devolver a alegria ao clube dos tempos de: Mister Demba Sanó, Iloy Malam Sanó, Gomes, Ença Camará Chico Gordo, Chico Farias, José Roberto, Bula e outros...

Mas para isso, "Potchí" garante primeiro unificar o clube, num serviço que espera contar com a colaboração de todos os Bafatenses, na base de uma participação ativa, com vontade, mas sobretudo com muita convicção no sucesso e na vitória.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Relações  Diplomáticas tensas entre Bissau e Lisboa

As relações diplomáticas entre Lisboa e Bissau estão cada vez mais tensas, isso devido ao que se considera regime de reciprocidade.
Ontem, os elementos do comando de PSP de Portugal, que deviam estar em Bissau para serviços de segurança na Embaixada Portuguesa em Bissau, viram as suas viagens para capital guineense servir-se de simples passeio, já que são impedidos a entrada no país pela falta de visto de entrada.

Uma situação interpretada como retaliação. Mas, nas declarações do Ministro da Presidência e porta-voz do governo da Transição, Fernando Vaz, ouvido pelas antenas da RDP África acaba de justificar simplesmente a situação de reciprocidade e não de retaliação.

Lembra-se que Secretária de  Estado de Cultura e Desporto, Helena Barbosa já foi impedida de assistir os jogos da Lusofonia em Mafra, o próprio Fernando Vaz também já foi impedido viajar de forma direta para Portugal por indeferimento do seu pedido de visto para Lisboa e ainda recentemente portugal recusou um visto de entrada do encarregado de negócio do governo de Transição.

Em título particular e pessoal, RISPITO conseguiu apurar por uma fonte bem segura de que, as autoridades  portuguesas por intermédio de serviços de Migração e Fronteiras, retiraram a autorização de residência fixa ao Fernando Vaz, (com residência entre 1966 - 1999)  numa notificação enviada a esposa que vive em Portugal dando-a o conhecimento desse facto.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Otimismo  de acreditar

Meus caros... Dos que me acompanham, há quem diga que eu sou um homem otimista e de linguagem moderada... Não só nos meus afazeres diários, como também nos pensamentos, do que falo e do que escrevo.

Confirmo e agradeço... E acrescentar que eu nasci assim, e o meu pai também era um ser humano que varias vezes apreciou para aplaudir os meus pensamentos, aconselhando sempre educação e simpatia... Mas sobretudo  bondade e otimismo em todos os momentos dessa vida.

Na medidas que ia sendo maior,  aprendi com ele diferenciar o mau do bem. Pegando nesses ensinamentos na minha fase de adolescência, com a experiência de vida e dos exemplos que recebia, fez de mim um homem amante da paz e de entendimento. Agora que sou adulto, não tenho dúvidas que só falando é que se entende, e o entendimento é o melhor remédio para aniquilar as crises e sobressaltos.

Alias, foi o que sempre defendi e continuo a defender para essa inesquecível querida república que me acolheu a nascença. 


Por isso mesmo, acho que para os meus estimados leitores e queridos seguidores, ainda se lembram num artigo logo após o golpe, perante o posicionamento de isolar uma parte em relação  a outra, referi ser errado numa guerra entre dois, dizer que um tem toda a razão e o outro totalmente culpado, e sem nenhuma tentativa negocial, decidir estancar a parte dita culpada pela ameaça, isolamento ou força.


Hoje, depois de tantos meses de tentativas impossíveis, a missão conjunta da comunidade internacional que esteve de visita à Guiné-Bissau, concluiu ter sido "extremamente importante" os contactos com as autoridades de transição e outros atores da vida guineense. 


Porque a final, isso ajudou em dissipar muitas dúvidas, e ganhar outra visão do que é Guiné-Bissau, e do que é a sua verdadeira realidade. Na voz do chefe da missão, embora não quis entrar em pormenores, mas não pude conter as palavras, e disse que o processo de transição em curso na Guiné-Bissau merece todo o interesse da comunidade internacional.


Mais uma razão de que só falando é que se entende, de certeza seguira o passo de viabilizar o processo, pois só isso poderá resultar de melhor para as aspirações do povo guineense.
Porque se o conhecimento pode criar problemas, de certeza não é através da ignorância que podemos solucioná-los.

Por isso, acreditamos saber que existe uma saída para tudo, mesmo ainda não podermos encontrar o caminho, e não havendo ninguém do lado de fora que nos possa indicá-la, devemos procurá-la por nós mesmos. Porque varias vezes a tristeza quando chega ao coração do homem, é o inicio de uma grande luta individual, e a única coisa capaz de curar a tristeza é a ação meus irmãos... Por isso vamos fazer da acção a cura de toda a nossa tristeza.

Samba Bari - Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Lisboa

domingo, 23 de dezembro de 2012

Edmundo Mendes disse ter sido vítima de agressão por militares
Edmundo Mendes Ex-Procurador

O antigo Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau Edmundo Mendes disse hoje (23 Dez.) ter sido agredido fisicamente no sábado (22 Dez.) a noite, na cidade de Cacheu, por militares e elementos da Guarda Nacional Guineense.

Em conferência de imprensa na sua residência, Edmundo Mendes, que exerceu o cargo de Procurador-Geral guineense entre agosto de 2011 e agosto de 2012, afirmou que tem sido "alvo de perseguições" desde que deixou o cargo de Procurador.
"Quando deixei o cargo de (Procurador) prometi a mim mesmo não falar publicamente e não tenho estado a falar, mas desde o dia a seguir em que fui exonerado tenho sido alvo de perseguições permanentes e cada vez com mais intensidade", disse Edmundo Mendes.
Agência Lusa - 23/12/2012

O chefe da missão internacional diz que visita à Guiné-Bissau foi "extremamente importante"

O chefe da missão conjunta da comunidade internacional que esteve de visita à Guiné-Bissau, Ghassim Wane, afirmou que ter sido "extremamente importante" os contactos com as autoridades de transição e outros atores da vida guineense.

Diretor do departamento de paz e segurança da União Africana (UA), Ghassim Wane dirigiu a missão conjunta da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana, União Europeia (UE) e Nações Unidas, que visitou a Guiné-Bissau entre os dias 16 a 21 de Dezembro.

Com o objetivo de auscultar os diferentes atores da vida do país e formular propostas para a saída de crise gerada pelo golpe de Estado de 12 de abril.

"Pensamos que foi extremamente importante escutarmos os diferentes atores da Guiné-Bissau, foi também importante ouvir o Presidente (de transição), as suas perspetivas. Pudemos discutir o processo de transição, da reforma do setor de Defesa e Segurança, as próximas eleições, enfim os diferentes desafios com os quais a Guiné-Bissau está confrontada a longo prazo", disse Ghassim Wane, num balanço preliminar da visita.

O responsável da UA não quis entrar em pormenores, limitando-se a afirmar que o processo de transição em curso na Guiné-Bissau merece todo o interesse da comunidade internacional.

"Seguimos (a transição) com muito interesse, prova disso é a nossa vinda aqui. Queremos saber de forma ajustada como podemos conciliar as visões das nossas organizações. Foi importante podermos falar, escutar, as autoridades da Guiné-Bissau, o Presidente, o primeiro-ministro, os partidos políticos, os atores sociais, para desta forma ajudarmos melhor o país, enquanto parceiros que somos", disse ainda Ghassim Wane.

"O resultado que tiramos desta nossa missão é de que a Guiné-Bissau está confrontada com desafios enormes, mas também é claro que a Guiné-Bissau precisa de apoios de todos os parceiros que lhe possam ajudar a superar esses desafios. Pensamos que esta visita vai ajudar-nos a reiterar o nosso compromisso de apoiar a Guiné-Bissau", defendeu Wane.

Por seu lado, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo de transição disse à Lusa que a missão conjunta "levará uma outra realidade do país", o que para Fernando Vaz, irá ajudar a mudar a ideia que se tem do atual processo de transição.

"Estamos convencidos que a missão veio ver a realidade do país. Não escondemos nada. A missão falou com toda gente, atores políticos e sociais, agora esperamos que transmitam aquilo que é a realidade constatada", pediu Fernando Vaz. Sublinhando ainda para "Que não haja politização de novo daquilo que é a realidade da Guiné-Bissau".
Agencia Lusa

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Obama retira estatuto de parceiros ao Mali e à Guiné Bissau por recuos democrático
O presidente norte-americano, Barack Obama, retirou ao Mali e à Guiné-Bissau o estatuto de parceiros comerciais privilegiados, uma sanção contra o que considera serem recuos democráticos naqueles países africanos, anunciou a Casa Branca.
Obama optou por conceder o estatuto de parceiro ao Sudão do Sul, o mais jovem estado africano, no âmbito da revisão anual da lista do programa de crescimento e oportunidades para África, imposta por lei, e que tem em conta o estado das democracias africanas.
A versão atual da lista foi instaurada pelo Congresso americano em 2000 e estabelece um regime de cooperação económica e comercial com o continente africano até 2015, facilitando as exportações africanas para os Estados Unidos.
Washington, 20 dez (Lusa)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ministro das finança admitite a hipótese de adiamento das eleições gerais

Bubacar Demba Dahaba - Ministro das Finanças
O ministro das Finanças do governo de transição, Bubacar Demba Dahaba, numa intrevista para agencia Lusa, jornal Nô Pintcha e Agencia noticiosa da Guiné, realizada na capital guineense, hoje dia 20/12/2012, fez um balanço exaustivo dos oito meses da administração do governo de transição.

Dahaba, escutada pelas antenas da RDP África, enalteceu os esforços do governo, sem esquecer de apontar as dificuldades com que o país atravessa, tal como as barreiras de entrave que vai em contra maré.

Ao falar sobre as futuras eleições gerais que deverá ser realizadas entre Abril e Maio do próximo ano. O governante referiu que a Guiné-Bissau nunca realizou uma única eleição com os recursos próprios, pelo que, não será esta a excepção das outras. Talvez a excepção poderá ser na falta de vontade dos parceiros internacionais em apoiar estas tal como é o habitual.

Nesta base, o ministro das finanças guineense admitiu a hipótese das eleições gerais no prazo estipulado serem adiadas. Apontando como causas, a falta de recursos do país em poder financeiro para suporta-las isoladamente e a falta de vontade de apoio pela parte da comunidade internacional.

Segundo o governante, a única salvação é convencer os parceiros internacionais, e para isso promete que o executivo aproveitara a presença da missão da comunidade internacional reunido esta semana no país para expor a situação.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ramos Horta aguarda resposta da ONU sobre mediação na Guiné-Bissau
José Ramos Horta
O antigo Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta, está a aguardar a decisão do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, sobre a atitude a tomar em relação à crise na Guiné-Bissau.
No início de 2012, o Governo guineense recomendou a José Ramos Horta que tomasse parte numa solução para o conflito que está a decorrer na Guiné-Bissau.Depois de ter sido derrotado nas Eleições Presidenciais timorenses, das quais Taur Matan Ruak saiu vencedor, José Ramos Horta disse estar pronto para mediar o confronto na Guiné-Bissau. 
Esta terça-feira, 18 de Dezembro, em Díli, o antigo Chefe de Estado timorense disse acreditar que Ban Ki Moon vai tomar uma decisão em breve.
«Estou a aguardar a decisão do secretário-geral da ONU, que deverá ser comunicada dentro de pouco tempo», referiu o ex-Presidente de Timor-Leste à PNN.
José Ramos Horta não quis especificar o que terá que fazer em relação à crise guineense, dado que ainda não foi tomada nenhuma decisão acerca da sua nova missão.
PNN - 19/12/2012
Embaixador de EUA descarta intervenção militar na Guiné-Bissau

O Embaixador dos Estados Unidos da América para a Guiné-Bissau, Lewis Lukens, disse  nesta terça-feira 18/12/2012, que não existe solução militar para o problema do país e afirmou ainda ser uma evidência o contínuo tráfico de droga, noticia a LUSA.

Em conferência de imprensa no escritório onde funciona a representação norte-americana em Bissau, já que a embaixada foi transferida para Dakar, capital do Senegal desde a guerra civil de 1998/99, Lewis Lukens fez uma "radiografia" completa da situação da Guiné-Bissau sobretudo a partir do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.
O embaixador americano, que visita Bissau pela terceira vez desde que está no cargo, disse saudar os esforços em curso no país, nomeadamente o trabalho do Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, e a recente retoma das sessões no parlamento.
"Não existe solução militar para os problemas da Guiné-Bissau. Só se pode chegar à estabilização através do processo de transição consensual, inclusivo e nacionalmente apropriado com base no diálogo genuíno, posto em prática pela Resolução 2048 (das Nações Unidas) e posto em prática pela CEDEAO" (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), notou Lewis Lukens.
Quanto ao tráfico de estupefacientes na Guiné-Bissau, o embaixador dos Estados Unidos diz que existem provas que apontam para o envolvimento de dirigentes civis e militares no negócio.
"É uma evidência o contínuo envolvimento de alguns líderes civis e militares no tráfico de estupefacientes. O Governo dos Estados Unidos apela a todos os oficiais a cessar essa atividade criminosa", afirmou Lukens, sem contudo citar nomes.
Questionado sobre se o seu Governo reconhece as autoridades de transição, o diplomata americana frisou que, por norma, os Estados Unidos não apoiam governos saídos de golpes de Estado, mas mesmo assim encoraja os esforços da CEDEAO, a única organização internacional que aceita as autoridades saídas da intentona.
Para o Governo americano "é fundamental que as autoridades de facto em Bissau" trabalhem para levar o país a realizar eleições "livres e credíveis", brevemente, e a partir daí voltar a merecer a confiança dos Estados Unidos.
O embaixador Lukens sublinhou também que o seu Governo está preocupado com "relatos de violações de direitos humanos", pelo que apela à liderança do país a demonstrar "o seu compromisso pela defesa das obrigações internacionais" nessa matéria.
Lusa - 19/12/2012

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Governo de Transição 
Ministros passam fim-de-semana a limpar ruas de Bissau
Em parceria com Juventude de Boa Governação, Associação Nacional das Mulheres da Guiné-Bissau, os membros do Governo de Transição, na pessoa do Primeiro-ministro Engenheiro Rui Duarte Barros, agendou para este fim-de-semana entre sábado e domingo 22 e 23 do corrente, uma acção de limpeza nas principais artérias da capital Bissau.

A iniciativa, insere-se no quadro dos festejos de natal e novo ano que se avizinham. 

Soube o Rispito de fonte bem colocada junto da primatura, adiantando que a iniciativa do governo central, será alargada aos governadores e administradores sectoriais, visando resgatar a fama e boa imagem que outrora o país se orgulhava, "Pikininu na tamanhu, má garandi na fama". Contamos seguir o desenvolvimento desta noticia, no final da semana com mais detalhes. 

Recorde-se que o Movimento dos jovens pro governo, Associação das Mulheres da Guiné-Bissau e os soldados de deferentes unidades, associam desde passada semana numa acção de limpeza ao mercado de Bandim e ao hospital nacional Simão Mendes. Isto na sequência do apelo lançado pelo Primeiro-ministro que se revelou preocupado com a falta de higiene na capital Bissau, cujo plano urbanístico está a quem das expectativas.

Missão da Comunidade Internacional reúne com Governo de transição

El Ghassim Wane - Diretor de segurança e paz da UA
O Chefe da Missão da Comunidade Internacional esteve reunido esta terça-feira, 18 de Dezembro, com o Governo de transição, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, Faustino Imbali.
À saída do encontro, El Ghassim Wane, diretor da Paz e Segurança da União Africana e chefe da delegação da comunidade internacional, disse à PNN que a missão visa reunir o ministro dos Negócios Estrangeiros, as associações, a sociedade civil e os partidos políticos.

O responsável revelou que os trabalhos vão desenvolver-se com base nos factos apurados no terreno, a fim de se poder analisar e elaborar propostas sobre a situação.
El Ghassim Wane recordou que a Guiné-Bissau enfrenta vários problemas, desafio que já conheceu alguma evolução tendo em conta que a comunidade, enquanto parceiro da Guiné-Bissau, deve trabalhar em comum.
A ocasião serviu para Faustino Imbali desmentir o seu colega, membro do Governo, que afirmou que não seriam concedidos vistos de entrada no país aos elementos da delegação provenientes dos países da CPLP. 
«Não houve nenhum problema e não haverá. Não sei porque haveria problemas, dado que esta é uma missão exploratória ao país, que no final poderá deixar algumas recomendações desejáveis», referiu Faustino Imbali.
«Temos muitas expectativas com a comunidade Internacional. Muitas das vezes as informações não correspondem à verdade. Para nós, este encontro pode ajudar a compreender o que se passa no terreno», concluiu o ministro dos Negócios Estrangeiro.
Este encontro deveria ter tido início a 17 de Dezembro mas foi adiado devido à ausência da delegação da CEDEAO.
Relativamente ao programa dos trabalhos, o grupo tem agendado para esta terça-feira, 18 de Dezembro, um encontro com os partidos políticos e os representantes da comunicação social.
PNN - 18/12/2012