quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Presidente da Transição está entre os vinte e nove dirigentes na cimeira dos Não-Alinhados em Teerão 


Cimeira do Movimento dos Não Alinhados
é considerada o maior acontecimento
no Irão desde a Revolução dos Ayatolas
Vinte e nove chefes de Estado e de Governo participam nesta quinta-feira a sexta feira (de 30 a 31 de Agosto) XVI cimeira dos Países Não-Alinhados em Teerão, onde a maioria dos 120 membros deste movimento estava representada a nível ministerial, segundo a imprensa iraniana. Enquanto que o nosso país está representado pelo Presidente da República de Transição


Os líderes e a imprensa iraniana consideram este encontro como uma prova do fracasso dos ocidentais, que querem isolar o Irão pelo seu polémico programa nuclear, punido por várias resoluções das Nações Unidas. Enquanto que a nossa presença pretende"partilhar experiências e explicar a situação actual do país, e tentar de forma bilateral relançar alguns dossiers pendentes e provavelmente iniciar outros", disse Serifo Nhamadjo, momentos antes da sua partida, frisando que "qualquer país que esteja disponível para ajudar a Guiné-Bissau neste momento será bem-vindo".

Os principais países representados a nível máximo são Índia (Manmohan Singh, primeiro-ministro), Egipto (Mohamed Mursi, presidente), Paquistão (Asif Ali Zardari, presidente), Iraque (Nuri al-Maliki, primeiro-ministro) e Síria (Wael al-Halaqi, primeiro-ministro).
   
Entre as monarquias árabes do Golfo vizinhas do Irão, apenas o Qatar está representado a nível máximo, com o emir Ahmad Ben Khalifa al-Thani.

Já entre os aliados tradicionais do Irão, os presidentes do Sudão, Omar al-Bashir, e do Zimbábue, Robert Mugabe, estão presentes, e a Coreia do Norte enviou o chefe de Estado Kim Yong-Nam.

Outros dois países próximos de Teerão, Venezuela e Cuba, estão representados apenas por seu ministro das Relações Exteriores, Nicolás Maduro, e por seu vice-presidente, Moisés Omar Halleslevens, respectivamente. A Autoridade Palestiniana, que é um dos 120 membros do Movimento, também está representada por seu presidente, Mahmud Abbas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também decidiu ir a Teerão, apesar das críticas dos Estados Unidos e Israel, que consideram que isso reafirma um regime condenado e sancionado pela ONU. Mas Ban Ki-moon deixou claro que vai aproveitar as suas reuniões bilaterais com os principais dirigentes iranianos para lembrar-lhes a necessidade “urgente” de responder às “preocupações e expectativas da comunidade internacional” sobre o programa nuclear iraniano, o terrorismo, os direitos humanos ou a crise na Síria.
           
Países representados por seus chefes de Estado ou de Governo são:
Afeganistão, Bangladesh, Benin, Butão, Burkina Faso, Cambodja, Coreia do Norte, República Centro-Africana, Djibuti, Egipto, Índia, Iraque, Gabão, Guiné-Bissau, Líbano, Lesoto, Mongólia, Nepal, Uganda, Paquistão, Qatar, Sri Lanka, Sudão, Síria, Suazilândia, Tadjiquistão, Turcomenistão e Zimbabwe.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012


Presidente de transição acredita que estará na Assembleia-Geral da ONU em Setembro

O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo disse nesta quarta feira dia 29 de Agosto, creditar que vai estar presente na Assembleia-Geral das Nações Unidas, no próximo mês de Setembro, em representação do seu país.

“Vamos pedir à Deus que nos dê muita sorte e força para estarmos presentes”, afirmou Serifo Nhamadjo, quando questionado sobre quem representará o país nas Nações Unidas, momentos antes de viajar para o Irão onde vai participar na Cimeira dos Não-Alinhados.
O Presidente de transição disse ainda que, neste momento, não há ninguém melhor posicionado do que ele para falar em nome da Guiné-Bissau. Por isso aguarda com muita esperança estar presente nesta cimeira.

Gabinete de relações da Embaixada dos EUA reuniu com o recém-nomeado PGR Abdú Mané
O oficial do Gabinete de relações da Embaixada dos EUA esteve reunido com o novo Procurador-geral da Republica, esta quarta-feira, 29 de Agosto, nomeado recentemente pelo Presidente Manuel Serifo Nhamadjo.

Russel Hanks quis ouvir do novo Procurador-geral da Republica acerca do que pretende fazer durante a sua vigência à frente do Ministério Público. Segundo informações disponíveis, as autoridades guineenses solicitaram, uma vez mais, a ajuda dos EUA na gestão dos processos mais melindrosos com os quais a Justiça da Guiné-Bissau está confrontada. 
Na reunião que o novo Procurador-Geral, Abdú Mané, teve com o representante dos Estados Unidos, Russel Hanks,  disse aos jornalistas ter sido um encontro no âmbito de contactos para procurar soluções para “melhorar a situação para o povo”.
Russel Hanks disse que aos Estados Unidos interessa que a Guiné-Bissau “retorne a uma situação de democracia” mas não explicou se falou com Abdú Mané sobre o tráfico de droga no país, uma questão que sempre tem preocupado as autoridades de Washington.
Fonte da Procuradoria disse à agência Lusa que Abdú Mané pediu que os Estados Unidos apoiassem o país na investigação dos crimes de sangue, colocando em Bissau um procurador, como antes do golpe de Estado de 12 de abril passado.
No apoio às investigações, a Procuradoria admite a possibilidade de ter o apoio do Brasil ou da Nigéria, para investigar nomeadamente a morte de João Bernardo “Nino” Vieira, Presidente assassinado em março de 2009.
“Há luz ao fundo do túnel mas nada foi dito claramente”, disse a fonte sobre o eventual reatar do apoio norte-americano.
A fonte disse que o novo procurador quer também abrir um processo-crime sobre a morte de Hélder Proença. Hélder Proença e Baciro Dabó, dois políticos, foram assassinados três meses depois da morte de “Nino” Vieira. Foram acusados de estar a preparar um golpe de Estado, mas dois anos depois o Ministério Público arquivou o processo. Nunca se soube quem os matou.
O Governo de transição negoceia com China sobre a instalação de energia eólica nas ilhas
Ilha dos Bijagós (Guiné-Bissau)
A China vai financiar 150 milhões de dólares (119,5 milhões de euros) para instalar energia eólica em todas as ilhas habitadas da Guiné-Bissau, disse nesta quarta feira (29/08/12) o ministro dos Recursos Naturais e Ambiente do Governo guineense de transição.
De acordo com Daniel Gomes, o contrato para este financiamento já está assinado faltando apenas a vinda de técnicos chineses para dar início à instalação dos equipamentos no arquipélago dos Bijagós e também nas ilhas da parte continental, no chamado Chão Manjaco, no norte do país.
Com o financiamento da empresa ZTE, serão também instalados equipamentos para produção de energia fotovoltaica para a zona sul da Guiné-Bissau, disse o ministro dos Recursos Naturais e Ambiente.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Governo de transição garante rápida resolução do problema de estudantes na Rússia

Na sequencia das exigencias dos nossos conterraneos estudantes na Rússia, O governo de transição da Guiné-Bissau garantiu esta terca feira (28/08/12), de que ainda esta semana será resolvido o problema exitsnte com os estudantes que terminaram os estudos na Rússia e que estão sem dinheiro para regressar ao país.
Dez estudantes que terminaram este ano os estudos na Rússia estão desde segunda-feira nas instalações da embaixada da Guiné-Bissau em Moscovo, afirmando que ali vão ficar até receberem bilhetes para regressarem ao país. Um dos estudantes disse à Lusa que nos próximos dias chegarão à embaixada mais 23 bolseiros nas mesmas condições.
Questionado pela Agência Lusa sobre o assunto, o ministro da Educação do governo de transição, Vicente Pungura, explicou que o assunto já foi tratado com o ministro das Finanças e que os estudantes vão receber os bilhetes de avião dentro de poucos dias.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PR de transição pede a novo PGR esclarecimento cabal de todos os crimes
O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, pediu hoje (27/08/12) ao novo Procurador-Geral da República (PGR), na pessoa de Dr. Abdú Mané, um esclarecimento cabal dos crimes ocorridos no país nos últimos anos, sem olhar para os nomes e nem quem esteja envolvido.
Serifo Nhamadjo falava na posse do novo procurador, Abdú Mané, que substitui Edmundo Mendes, exonerado na semana passada.
"Quero que a Procuradoria assuma a sua responsabilidade, sem ódio, sem pretensão de vingança, mas trazendo todos, sem exceção, à justiça, desde que tenham de prestar contas à justiça", disse Serifo Nhamadjo.

Abdu Mane, Antigo ministro, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, e agora o novo PGR guineense ficou mais conhecido nos últimos tempos pelo facto de ser o advogado de familiares e amigos de dirigentes políticos assassinados em 2009, entre os quais o ex-Presidente João Bernardo "Nino" Vieira.

Dirigindo-se ao novo procurador, o Presidente de transição guineense disse que a Guiné-Bissau vive um momento de dificuldades marcado pela impunidade, pelo que o trabalho dos responsáveis da Justiça será crucial para o futuro imediato do país.
"O momento é muito crítico, mas acredito que nos momentos mais difíceis é que se revelam os grandes homens. Tenho a certeza de que com a equipa que irá constituir, com o apoio do governo, com uma boa relação institucional, a sociedade irá aplaudir o seu trabalho", afirmou Nhamadjo sempre dirigindo-se a Abdú Mané.
"Vai enfrentar enormes desafios numa sociedade completamente desorganizada em que prevalece o espírito de querer enriquecer agora e neste momento. Para desafiar este sistema é preciso que o procurador tenha muita coragem, mas para essa luta pode contar com o nosso apoio", destacou ainda o Presidente de transição.
Serifo Nhamadjo pediu ao novo procurador para que tenha em atenção as situações de acusações sem prova, mas também que não olhe aos nomes de pessoas que terá de chamar a prestar esclarecimentos em situações de suspeita de crime.
"Ninguém tem o direito de pensar que aquilo que é um bem público é só dele. Ninguém está acima da lei, ninguém tem o direito de, num contexto democrático, tirar a vida a outra pessoa só por ter uma opinião contrária. Mas também ninguém tem o direito de acusar ninguém sem fundamento", frisou Nhamadjo.
O novo Procurador-Geral prometeu "tudo fazer para cumprir rigorosamente" as suas funções dentro do espírito e letra das leis do país.
"Sopra um vento muito forte na Guiné-Bissau. É o vento da mudança para uma nova atitude das pessoas, um novo rumo para a Guiné-Bissau na base da justiça e responsabilização", defendeu Abdú Mané.


Comissário Nacional da Policia e Ordem Pública anuncia recrutamento de mais efectivos

O Comissário Nacional da Policia de Ordem Pública da Guiné-Bissau, anunciou o recrutamento de novos efectivos para forças de ordem.Armando Nhaga falou esta sexta-feira, 24 de Agosto, em Bafatá, leste do país, na cerimónia de enceramento do Primeiro Curso de Actualização dos Agentes da Polícia de Ordem Pública da região, sob o lema: «Pela ordem e disciplina ao serviço da nação».
«No quadro da reforma no sector de Segurança, temos uma proposta de recrutamento para angariarmos um número suficiente de homens que nos vão ajudar no combate aos crimes», referiu Armando Nhaga.
Neste sentido, o responsável da força da ordem anunciou igualmente o regresso ao país de mais de 300 efectivos do Grupo de Intervenção Rápida, que se encontram na última fase de formação em Angola.
«Temos poucos efectivos para combater os males que nos afectam mas contamos com o apoio da Guarda Nacional nesta tarefa», sublinhou.
Face ao aumento da criminalidade, este responsável apelou à população para a colaboração no combate à criminalidade, passando informações aos agentes da polícia.
A questão do policiamento de proximidade, a colaboração no combate ao crime e o empenho e dedicação profissional dos formandos foram, entre outros, aspectos destacados durante o discurso do Comissário Nacional da Policia de Ordem Pública.
A formação é realizada no âmbito da cooperação Técnico-Policial entre a Policia de Ordem Pública da Guiné-Bissau e o Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS).
Na cerimónia, participou o chefe da Unidade de Reforma da Polícia, do Gabinete Integrado das Nações Unidas para Consolidação da Paz na
Guiné-Bissau.
Depois da região de Bafatá, o segundo curso será destinado aos agentes da Polícia de Ordem Pública da região de Gabu, também leste do país, a partir de Setembro.
Gabinete de Carlos Gomes Reage as acusações do CEMGFA António Indjai
DECLARAÇÃO À IMPRENSA relativa a acusação de António Indjai. Eis o teor:
"As autoridades legítimas da Guiné-Bissau tomaram conhecimento da infundada acusação feita ao Primeiro-ministro do Governo Legítimo da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, por António Indjai, líder dos golpistas, segundo a qual ele estaria a preparar um contragolpe de Estado. Na acusação que fez, António Indjai declarou que o Carlos Gomes Júnior enviou dinheiro para alguns oficiais prepararem um contragolpe, sem indicar os nomes de tais militares e sem apresentar uma única prova dos factos que alega.

Assim, perante a referida acusação não só infundada como ridícula, o Governo legítimo da Guiné-Bissau vem dizer o seguinte:

1. É total e absolutamente falsa a acusação que o líder dos golpistas, António Indjai fez a 22 de Agosto de 2012, em Bambadinca, segundo a qual o Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior estaria a preparar um contragolpe na Guiné-Bissau. Infelizmente, este líder dos golpistas já habituou aos guineenses e a comunidade internacional proferir declarações infundadas sobre as quais nunca apresentou nenhuma prova material.

2. Aliás, por que razão o líder dos golpistas, António Indjai, não mencionou os nomes dos oficiais a quem diz terem recebido do Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, dinheiro para prepararem um suposto contragolpe.

3. Ao contrário do que afirmou o Senhor António Indjai, não foi o Governo liderado pelo Senhor Carlos Gomes Júnior que criou problemas ao país, mas, sim, ele e os seus fiéis. Todas as sublevações militares ocorridas depois de 7 de Junho de 1998 tiveram a participação ativa de António Indjai, que é sem dúvida, um dos maiores fatores de instabilidade político-militar no nosso país nos últimos 14 anos.
4. Com efeito, esta acusação de António Indjai representa mais uma insubordinação militar perante o seu chefe hierárquico, o Primeiro-ministro, e mais uma incursão de um militar na vida política do país feitas enquanto Chefe militar no ativo e confirmam tao só de que a situação politica no nosso país continua a piorar e, finalmente, demonstra claramente de que quem detém o poder político na Guiné-Bissau são os militares e não os civis.

5. O Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, nunca pactuou com golpes de Estado e muito menos com contragolpes e que continuará a sua luta que é uma luta de todo o povo da Guiné-Bissau, recorrendo a vias legais para o retorno à democracia e a legalidade constitucional no nosso país.

6. O Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior se reserva ao direito de, na primeira oportunidade que se lhe oferecer, acionar os mecanismos judiciais competentes para responsabilizar criminalmente o António Indjai pela falsa acusação que fez contra a sua pessoa.

7. O povo da Guiné-Bissau sabe que, ao contrário do que declarou falsamente o António Indjai, o Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior nunca foi divisionista e muito menos tribalista. Estas características se ajustam mais a ele António Indjai pelo seu comportamento no seio da sociedade guineense".

Lisboa, 23 de Agosto de 2012.
O Governo Legitimo da República da Guiné-Bissau

Obs: Esta é a transcrição da carta (copia) com o teor completo da declaração de imprensa produzido pelo gabinete do Ex- Primero-ministro.

domingo, 26 de agosto de 2012


PONTO DI MIRA: Cuidemos com os pessimistas e os que só hostilizam a Guiné-Bissau

Por: Samba Bari
Nesta vida, há coisas que requer muita atenção para que as manias incompreensíveis do ser humano não afecte a privacidades intocáveis do nosso viver.

Nós que nascemos desta terra que muitos chamam de pobre intranquilo e desorganizada... Terra que muitos fingem estar preocupados com os subsequentes sobressaltos... Para nós, é a terra que Deus escolheu para fazer parte da nossa vida pela eternidade, mesmo que seja só por ser o espaço que nos acolheu a nascença.

Quando uma coisa faz parte de nós por natureza, com ela tudo tem haver connosco... Desde a nossa origem, do percurso histórico e de tudo que é designado pelo mérito, ou imérito, de se caracterizar no meio social ou mundial.

Meus irmãos, e queridos compatriotas... Este pequeno espaço do mundo chamado Guiné-Bissau, é a terra que o destino nos uniu pela eternidade, mesmo que seja só pela naturalidade. E se assim é, podemos ser homens e mulheres que somos hoje... Podemos ser independentes e sem ligação com essa terra natal... Ou que os nossos afazeres de pouco ou nada se convergem com a Guiné-Bissau, mas nunca devemos perder com a nostalgia até ao ponto de pactuar com os que só têm ideias do pessimismo, ou políticas de hostilidade para com a Guiné-Bissau.

Eu não me canso em dizer de quem está doente, o único caminho é de lutar sem tréguas para a reposição da sua saúde... E da mesma forma quando existe um problema, não há outra via se não resolver o mal entendido.
E nós, que “nunca escapamos de ser guineenses” ao menos pela naturalidade, não devemos alegrar com as hipocrisias de alguns países cujo o ambiente politico só visa a promoção e pronunciamentos hostís para com a Guiné-Bissau.

Quem repara atentamente nas manchetes dos jornais e nos destaques informativos quando se tratam da Guiné-Bissau, acaba por perceber que existem muitas tendências a trás das notícias. E admite que na verdade, a melhor surpresa de noticia que nos podem fornecer, é abrir os jornais sem encontrar um título que refere a Guiné... Ou assistir telejornal ou então ouvir a rádio sem ver nem ouvir um tópico que fala sobre a Guiné...
Pode ser a questão de algum interesse ou a perca de paciencia para lidar com nossos repetidos desentendimentos. Certo é que varias vezes, o que uns se aparentam ser e as suas ações na realidade, não têm sintonia.

Só que, os momentos que temos para demonstrar o nosso valor e as nossas capacidades, é muito eminente, por razões obvias da nossa curta passagem por este mundo rumo a eternidade. Concientes de que cada um de nós só vive uma vez na vida e perante uma existência muita limitada.

Por isso, devemos ser tão breves no pensamento, de maneiras que possamos implementar projectos valiosos para fazer crescer o nosso país;
Compreensíveis e cautelosos, para cuidar com os nossos comportamentos e lutar para o entendimento entre todos nós;
Rápidos na acção, para uma reposição urgente da nossa imagem que outrora nos caracterizou de humildade e respeito;
E convictos na determinação, em tudo o que temos para fazer enquanto responsáveis do nosso próprio bem-estar.

Porque afinal, com os nossos pensamentos e as nossas palavras, é que podemos construir o verdadeiro mundo em que vivemos. Sendo que, os factores fundamentais para nosso entendimento, depende exclusivamente do que pensamos e das nossas palavras que pronunciamos.

Pela humildade que temos, convém continuarmos assim... Pela harmonia que temos, convém unirmos mais... Pelo sofrimento que temos, convém aumentarmos mais... Porque dessa forma também, é outra maneira de comunicar aos nossos chefes, aos nossos dirigentes e aos nossos políticos, que o entendimento é a única via indispensável para a saída deste marasmo, sem lhes dizer nada.

Vamos estimar a Guiné-Bissau, e fazer dela um exemplo de marcas péssimas, para uma história de crescente evolução inédita. Convictos de poder arrumar a nossa casa, com luta permanente até ver o país a subir.
Quando a estabilidade, a paz e o desenvolvimento tomar conta de nós, Concluiremos que afinal não era tão difícil vencer os maus pensamentos, nem impossível meter uma nova realidade de entendimento e compreensão, nos nossos corações e nas nossas cabeças.

Samba Bari


sexta-feira, 24 de agosto de 2012


O Presidente de transição exonera Edmundo Mendes e nomeia Abdú Mané na Procuradoria-Geral da República

O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, exonerou hoje (24/08/12), por decreto, o jurista Edmundo Mendes do cargo de Procurador-Geral da República, em seu lugar, nomeia Adbu Mané para o cargo.

Abdú Mané - novo PGR
Edmundo Mendes Ex- PGR
No decreto, a que a agência Lusa teve acesso, Serifo Nhamadjo não adiantou nenhum detalhe, nem especifica os motivos da substituição do Procurador, simplesmente refere que ouviu o Governo antes de tomar a decisão.

Edmundo Mendes era Procurador-Geral da República desde o dia 02 de Agosto de 2011, quando, por decisão do então Presidente, Malam Bacai Sanhá, foi chamado a substituir no cargo Amine Saad.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Representante da ONU disse que não há força multinacional sem um pedido das autoridades guineenses

Joseph Mutaboba Representante da ONU Guiné-Bissau
O representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, disse nesta quinta feira 23/08/2012, que qualquer pedido de uma força multinacional sob a égide da ONU para o país só deverá ser feito pelas autoridades guineenses.
O responsável da ONU respondeu desta forma a uma pergunta que lhe foi feita numa conferência de imprensa, em que falou dos passos que estão a ser dados pela sua instituição para ajudar a Guiné-Bissau a sair da crise criada com o golpe de Estado de 12 de abril passado.
Instado a comentar as declarações do primeiro-ministro deposto pelo golpe, Carlos Gomes Júnior, que defende o envio de uma força multinacional sob a bandeira da ONU para a Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba esclareceu que tal só poderá ser analisado ao nível do Conselho de Segurança, mas desde que venha um pedido das autoridades guineenses.




António Indjai acusa Carlos Gomes Júnior de estar a preparar contra-golpe
António Indjai Chefe de Estado Maior da Guiné-Bissau
O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, acusou nesta quarta-feira dia 22 do corrente, o primeiro-ministro que deposto a 12 de Abril passado de estar a preparar um "contra-golpe" de Estado.

"Sabemos que ele (Carlos Gomes Júnior) manda dinheiro para alguns oficiais preparem um contra-golpe. Que venham. Que se apressem. Estamos à espera deles", afirmou António Indjai, em declarações no quartel de Banbadinca, cerca de 90 quilómetros a leste de Bissau.
O chefe das Forças Armadas guineenses,  está a efetuar uma digressão aos quartéis do interior para conversar com as tropas, explicando, na sua versão, que os motivos do golpe de Estado centram-se em Carlos Gomes Júnior (conhecido no país por Cadogo) de ter sido o fator principal do levantamento militar.

O general criticou o comportamento de Cabo Verde perante a crise gerada com o golpe de Estado e visou de forma irónica o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas e o seu homólogo angolano, George Chicoti.

O chefe das Forças Armadas guineenses abordou também o possível regresso de Carlos Gomes Júnior ao país, avisando os militares para estarem atentos sobre a vingança que o primeiro-ministro deposto "irá trazer"."Se ele voltar, participa nas eleições e ganha. O que será de nós? Imaginem que dantes não tínhamos nada contra ele e agora que lhe demos um golpe, o que ele fará com os militares deste país?", questionou o general, dirigindo-se aos militares de Bambadinca."Não iremos ter mais paz nos quartéis. Mas também não iremos cruzar os braços", disse António Indjai.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Primeiro-Ministro Rui Duarte de Barros entrevistado por RFI

Primeiro-Ministro Rui Duarte de Barros concedeu recentemente uma entrevista à RFI, em que faz um pequeno balanço não só da situação herdada, desde Maio passado, em termos de gestão da coisa pública, mas também dos diferentes sectores, nomeadamente, finanças, justiça e narcotráfico, reforma no sector da defesa e segurança e dos preparativos em curso para a realização das eleições em Abril de 2013.
Rui de Barros PM do Governo da Transição
Eis o conteúdo na integra:
RFI - Segundo a ONU, o tráfico de drogas tem aumentado desde o golpe de estado de 12 de Abril, no seu país. O que diz a este respeito?
Rui Duarte de Barros (RDB) - Digo-lhe, francamente, que é uma má informação porque já tomamos medidas drásticas contra este fenómeno. Com meios próprios criamos mecanismos a nível da Polícia Judiciária, instalados em todo o território nacional, garanto que desde o inicio das nossas funções não demos espaço aos traficantes da droga na Guiné-Bissau. As estatísticas mostram-no claramente, não estou em condições de vos apresentar os dados mas confirmo que há uma baixa enorme em relação ao passado.
É um fenómeno que não afecta só a Guiné-Bissau, toca toda a sub-região, portanto, é necessária uma coordenação das informações na sub-região. Como o tráfico da droga tornou-se muito complexo solicitamos aos nossos parceiros (França, EUA e Espanha) que nos ajudem, em termos técnicos e de pessoal especializado, a termos os novos mecanismos que se usam no combate ao tráfico da droga.
RFI – Segundo fontes europeias de serviço anti-droga, a alta hierarquia militar estará ainda fortemente implicada no tráfico da droga. Como fazer face a esta situação?
RDB – Isso pertence ao passado. Desde que tomei posse não apreendemos um quilo ou um grama no seio dos militares.
RFI – Mas em todo o caso é preciso fazer mudanças no seio das forças armadas. É preciso reformas no seio das forças armadas?
RDB – A reforma no seio das Forças Armadas é muito importante para a Guiné-Bissau porque, como sabe, o país conquistou a sua independência em 1974, portanto, temos nas forças armadas pessoas  que fizeram a luta da libertação do país e é preciso orientá-los sobre as novas acções que o governo quer tomar para servir o Estado. Mas para isso é preciso meios, a Comunidade deve apoiar a Guiné-Bissau para realizar essa reforma.
RFI – Um outro sujeito de preocupação sobre a Guiné-Bissau são as finanças. Alguns parceiros importantes do seu país suspenderam a ajuda, refiro-me nomeadamente à União Europeia. Como é que faz para gerir o país sem essas ajudas?
RDB – Estamos conscientes de que há um bloqueio da Comunidade Internacional mas isso não nos impede de assumir as nossas responsabilidades e aplicar as poucas receitas que o governo tem arrecadado, de forma transparente ao serviço do povo.
RFI – Mas quais são as consequências diretas da suspensão?
RDB – Há muitas consequências porque há vários sectores sociais que estão paralisados. Quando assumimos as funções as escolas estavam fechadas, fizemos esforços com os nossos próprios meios com receitas internas salvamos o ano escolar.
RFI – E chegam? Essas magras receitas internas para pagar, nomeadamente, os salários dos funcionários e o soldo dos militares?
RDB – Não bastam mas deve-se viver com o que se tem. Estamos a trabalhar no sentido de convencer os nossos parceiros. Mas também, há muitos investidores dispostos a vir investir no país, que antes foram impedidos pela corrupção e diferentes problemas de bloqueio a nível do país.
RFI – O Banco Oeste Africano do Desenvolvimento (BOAD) e a Uniao Económica Monetária Oeste Africano (UEMOA) acordaram uma ajuda de 25 milhões de dólares à Guiné-Bissau sob forma de empréstimo e doação. Esse dinheiro vai servir para quê?
RDB – Estamos orgulhos de fazer parte da UEMOA e da CEDEAO porque, em momentos difíceis, estão ao nosso lado. O apoio que recebemos da UEMOA é muito importante e o apoio da BOAD não é para o financiamento do funcionamento do estado. Não. São destinados a projetos concretos que foram definidos, projetos sociais e de infra-estrutura, e, também, para a reforma das telecomunicações, porque está prevista a privatização da companhia de telecomunicações do Estado antes do mês de Janeiro de 2013.
RFI – Em relação à transição política, que balanços faz das acções do governo, desde a sua tomada de posse, em meados de Maio, há já quase três meses?
RDB – Estamos concentrados em quatro prioridades: luta contra a corrupção e o narcotráfico, a justiça, a realização das eleições e realização da reforma no sector da defesa e segurança. Portanto, neste momento estamos empenhados na preparação das eleições, de acordo com o nosso mandato.
RFI – As eleições deverão ter lugar em Abril próximo, foi o que anunciou o presidente de transição. Está em preparação um calendário preciso?
RDB – É essa a previsão. Mas, como sabe, há condições… porque é preciso financiar as eleições, é necessário fazer o recenseamento biométrico exigido pelos diferentes partidos políticos. É preciso fazer eleições mas é preciso que não sejam complicadas. Mas para isso é claro que necessitamos de financiamentos, estamos a trabalhar com diferentes parceiros para ver como concretizar essa data.
RFI – Um dos grandes dossiers que gere é a justiça, quais são as vossas omissões neste domínio?
RDB - A justiça sempre foi um problema na Guiné-Bissau. Houve muitos casos e nenhum com resultados concretos em termos da justiça. O assassinato do presidente da república, o assassinato do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, o assassinato do candidato às eleições e o assassinato do deputado, mas nada foi feito a nível da justiça. Não quiseram dar meios à justiça para que funcionasse. Por isso o meu governo se empenhou em criar mecanismos para facilitar o funcionamento da justiça porque sem ela nada se poderá fazer neste país. Na Guiné-Bissau assassina-se um chefe de Estado nada acontece e a Comunidade Internacional mantém-se tranquila. Penso que é preciso rever isso. É preciso uma mudança de atitude.
RFI - O que pensa da proposta do ex-primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, de instalar no país um tribunal internacional ad hoc para o julgamento dos casos de crime de sangue cometidos na Guiné-Bissau?
RDB - Em primeiro lugar, é preciso que a justiça do meu país funcione. Primeiramente as pessoas que cometeram crimes no nosso país devem ser julgadas pelos nossos tribunais e se os nossos tribunais não conseguirem resolver os casos aí passamos para outra etapa.
RFI - Tem a impressão de ter as mãos livres, e a margem de manobra necessária?
RDB - Temos apoios dos partidos aqui na Guiné-Bissau, o que nos faltam são meios, mas faremos o que pudermos com os escassos meios que possuímos.
RFI – Senhor primeiro-ministro, obrigado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

PONTO DI MIRA: Não se deve complicar o que já é complicado
Por: Samba Bari
Esta vida por vezes nos prega vicissitudes macabros e incompreensíveis... Razão pela qual, é muito importante usar a moderação e flexibilidade na lida com os casos complexos e os momentos não desejados.

Se nós já choramos tanto, as esperanças nos fugiram muitos e os significados do nosso sofrimento merece consolo e um final feliz sem gritos nem lágrimas... Só temos que optar de forma continua,  adoptar os comportamentos passivos, ordeiros e legais, para que os custos do nosso sofrimento possa ter compensação.

Com a interrupção do percurso legal das instituições no famoso marco histórico do dia 12 de Abril. É do conhecimento de todos, que o país vive na gestão de um governo transitório... Encarregue de organizar novas eleições gerais num tempo estipulado de "12 meses".

Um governo tão pobre, sem recursos financeiros de sobrevivência, isolado por falta de reconhecimentos (uns internos e outros internacionais), cercado com falta de entendimento no concerto da política interna... Mas mesmo assim controlado com exigências de cumprir com os assinados na carta de transição...

Na verdade, é sempre salutar a disposição de alguém que seja responsabilizado de algo e de ser o sujeito a quem nos presta as contas...  Contudo, deixa um pouco confuso e  preocupante, como se poderá proceder com essa transição, cumprindo o tempo e todo o estipulado na carta de transição.

Porque se não vejamos:
Se ainda falta o entender que ao estar perante um mal, só tem um caminho que é de resolver esse mal... Se ainda falta o entender de que o governo deposto já era, mas a ideia de repor a ordem constitucional antiga continua ser reclamada e de ser o motivo continuo de subjugar e isolar o governo de transição... Se ainda falta o entender que quanto mais tempo estiver em dificuldades e a ser dificultado as tarefas de quem organiza, implica o dilatar do tempo e o período transitório...

Tudo isso são desvantagens, mesmo se o empenho e a vontade não faltar, mas se o apoio e financiamento estiver em falta, isso resulta num arrastar do tempo de preparo e o poder de organização... E nós, que estamos a viver consciente do posicionamento da conjuntura internacional  em relação ao executivo, nota-se um sufoco e pouca margem de manobra.

E neste momento já está praticamente com nove meses restantes do prazo e o que está adiantado é igual a nada... De qualquer maneira, o país não pode sobreviver em anarquia, e enquanto não houver eleições não há novo governo, não há legitimidade mas com certeza, estará esse governo em continua transição.

Há que entender de que os problemas da Guiné-Bissau não acabam só porque já se fez as eleições... Há muito mais coisas em frente para organizar e resolver... Por isso é que é importante olhar e apoiar esse momento que por bem dizer, é o programa mínimo do país. O máximo será o de organizar o país, o lavar de roupa suja e pôr as instituições a funcionar, principalmente a justiça..

No entanto, deve-se dar a luta sempre ao lado do povo e dos que sofrem mais... Não de preferir o desmoronamento de todo o sistema arquitectado e a destruição de toda a credibilidade possível do país, só porque A ou B não está em frente.

A legitimidade outrora vivida (até 11 de Abril 2012), constitui um passado irreversível, e qualquer exercício de pressão para forçar o contrario significa um outro golpe de estado, e lançar o país  numa guerra incontrolável. 
Por isso, é muito bom cuidar com esse momento como grande presente... Com toda objectividade, com respeito e serenidade, para que a história de transição possa ser um momento rápido e urgente, para que possamos chegar as novas instituições legais e dignar  o país.

Não devemos nunca aceitar fazer parte de quem deseja complicar o que já é complicado, nem de pactuar com quem venha com intenções de gozar com a República da Guiné-Bissau, porque é graças a ela é que está a verdade da nossa naturalidade... E, é graças a ela é que temos a nossa identidade.

Samba Bari

Cidadã reclama terreno usando uma caixa funerária
Uma cidadã nacional reclamou, na passada quinta-feira, 16 de Agosto, junto da Câmara Municipal de Bissau (CMB), a devolução do terreno exibindo uma caixa funerária em frente da instituição.
O acto provocou o pânico e a fuga de cidadãos e de funcionários da edilidade, tendo sido chamada a força de ordem, que se dirigiu ao local e conduziu a autora da iniciativa à direcção da Polícia de Protecção Pública, acabando por ser libertada horas depois.
Contactada pela PNN, Marta da Costa, de alcunha «Nené Djeguet», disse que a iniciativa visa chamar a atenção dos responsáveis da Câmara Municipal de Bissau, que chamou de corruptos e oportunistas no tratamento abusivo de compra e venda do terreno pertencente aos seus pais, situado na Avenida dos Combatentes da Liberdade de Pátria, perto do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira.
«Existem pessoas na CMB com capas em nome do Estado mas, na verdade, criam sofrimento às pessoas e esta Câmara não pode continuar nesta situação. Artur Sanha, enquanto Presidente da CMB, deve assumir as suas responsabilidades», aconselhou Marta da Costa.
Interrogada sobre a forma como adquiriu a caixa funerária, «Nené Djeguet» informou a PNN que comprou a mesma por 150 mil Francos CFA, cerca de 227 euros, tendo transportado o objecto numa viatura alugada.
Para este efeito, a protestante disse ter enganado o proprietário do carro alugado, tendo dito que iria levar a caixa para uma cerimónia fúnebre de um familiar que deveria ter lugar no sector de Caio, região de Cacheu, a norte do país.
Para chegar ao destino, Marta da Costa disse que deveria passar pela CMB ao encontro do seu primo que é funcionário da Câmara Municipal de Bissau, antes de partir para Caio.
A disputa do terreno de Marta da Costa vem de longa data, tendo sido sucessivamente burlada pelos dirigentes da Câmara Municipal de Bissau. A manifestante citou o nome do atual vice-Presidente, Marciano Indi.
Em relação ao destino do caixão, «Nené» disse que o objecto vai ser guardado, esperando os próximos passos porque, até ao momento, não há nenhum sinal sobre a resolução do seu problema.
Durante a conversa, esta cidadã exibiu vários documentos sobre o processo de legalização do terreno pertencente aos seus pais desde 1955.
Visivelmente revoltada com a situação, «Nené Djeguet» disse ter sido muito injustiçada pela Câmara Municipal de Bissau que, no primeiro contacto, lhe informou que o espaço iria ser reservado para espaço verde a nível da capital mas o terreno estava a ser vendido a outras pessoas pela CMB.
Marta da Costa disse que foi autorizada pela CMB a procurar uma pessoa para comprar o terreno, o que lhe levou a receber uma soma de 20 mil euros por parte de um cidadão nacional.
Uma fonte da Câmara Municipal de Bissau disse a PNN que Marta da Costa terá vendido uma boa parte de terreno em litígio, não dispondo, nesta altura, de nenhuma parcela da terra.
Refira-se que a CMB é uma das instituições de longa data com mais elevado índice de corrupção na administração pública guineense, envolvendo os seus dirigentes máximos e vice-Presidentes.

sábado, 18 de agosto de 2012


O Governo de transição da Guiné-Bissau disponibiliza dinheiro para conclusão de cartografia do país
No que respeita a preocupação crescente de cumprir com os objectivos traçados, o executivo da  transição disponibilizou nesta sexta-feira (17/08/12) 30 milhões de francos CFA para a cartografia eleitoral de três regiões que faltam para a conclusão de um "passo importante" para a realização de eleições gerais no próximo ano.  
Batista Té, ministro da Administração Territorial e Poder Local,   em conferência de imprensa, deu essa informação na presença de representantes de alguns partidos políticos, da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e da Presidência da Republica. 

O governaste assegura que essa verba é apenas parte de um orçamento de 102 milhões de francos CFA necessários para traçar o mapa da Guiné-Bissau em regiões e distritos eleitorais.   
E a montante será utilizado para a conclusão da cartografia das regiões de Biombo, Cacheu e Oio, já que as restantes seis regiões tinham sido cartografadas pelo Governo deposto.

Batista té disse que, esta iniciativa é a próximo de um grande salto na preparação de eleições gerais do próximo ano "Queremos sublinhar que a cartografia eleitoral é um elemento chave na identificação do eleitor, é um instrumento que clarifica o movimento real e integral do processo eleitoral e indispensável para a efectivação do escrutínio".
  
Por seu lado, o responsável pela cartografia, Cristiano Na Bitan, destacou os esforços do actual Governo por ter  disponibilizado a verba anunciada, embora lembrou que os trabalhos da cartografia já deviam estar a decorrer desde o mês de Julho passado.  
De acordo com os técnicos são precisos três meses para a conclusão de todos os trabalhos no terreno, pelo que há riscos de atrasos, o que poderá influenciar a data da realização de eleições.   
O secretário executivo da CNE, António Sedja Man disse ser desejo da instituição eleitoral realizar o escrutínio até Maio de 2013.  Por isso mesmo, conforme Sedja Man,"todos numa corrida contra o tempo, para atingirmos a meta que é a realização de eleições. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012


Os Jovens guineenses estão preocupados com a presença dos militares estrangeiros no país
O secretário executivo do Fórum Nacional da Juventude e População da Guiné-Bissau disse nesta quinta-feira (16/08/12) à agência Lusa que a sua organização está preocupada com a presença no país de soldados de países da África Ocidental.
A preocupação de Silvino Mendonça prende-se com "as consequências óbvias" que a presença de soldados da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) poderão ter para a juventude guineense, nomeadamente na camada feminina.   
As gravidezes precoces ou indesejadas, bem como as infecções com doenças sexualmente transmissíveis são as preocupações que afligem Silvino Mendonça e daí o alerta do fórum.   
Organização criada pelos jovens guineenses nos anos 90 mas reconhecida pelo Governo, a quase totalidade das actividades do Fórum da Juventude e População é financiada pelo FNUAP (Fundo das Nações Unidas para População).
O responsável pelo fórum disse que a organização pretende alertar os jovens e os guineenses em geral sobre os riscos que existem sobretudo nas zonas de acantonamento dos soldados da CEDEAO.   
Cerca de 600 soldados vindos do Senegal, Togo, Burquina-Faso e Nigéria, constituem uma força da CEDEAO enviada para assegurar o processo de transição em curso na Guiné-Bissau na sequência do golpe de Estado militar de 12 de Abril passado.   
Com o objectivo de sensibilizar os jovens, principalmente as raparigas, o Fórum da Juventude e População está a levar a cabo uma acção de formação em Nhacra, arredores do quartel de Cumeré (onde estão estacionados os soldados da CEDEAO) na qual pariticipam 14 activistas desta organização.   
Uma outra acção de formação está a decorrer também em Bissau desta feita com 11 activistas. Os activistas formados em Nhacra e Bissau irão depois transmitir a informação para mais jovens.   
De acordo com Silvino Mendonça, a ideia é consciencializar o maior número de jovens, sobretudo as raparigas, dos locais onde os soldados passam mais tempo. 


quinta-feira, 16 de agosto de 2012


O porta-voz do Governo de transição foi ouvido pela Procuradoria-Geral guineense

Fernando Vaz, o porta-voz do Governo de transição da Guiné-Bissau,  foi ouvido hoje (16/08/12) na Procuradoria-Geral guineense no âmbito do desaparecimento do deputado Roberto Ferreira Cacheu, dado como morto.

Após cerca de duas horas de audição, Fernando Vaz, que é também ministro da Presidência do Conselho de ministros, disse aos jornalistas que foi convocado para prestar esclarecimentos sobre as declarações que fez na qualidade de porta-voz do Governo quando, no passado mês de Julho, denunciou que o deputado Roberto Cacheu estava morto.
"Ouvi uma declaração pública feita por mim na qualidade do porta-voz do Governo, o Ministério Publico convocou-me para ser ouvido e eu facilitei a questão, deslocando-me ao Ministério Publico. Por lei eles deviam deslocar-se ao meu gabinete para me ouvirem", disse Fernando Vaz.
Em julho o Governo de transição convocou a imprensa e o corpo diplomático acreditado em Bissau para as matas de Dingal, 25 quilómetros a norte da capital, para uma operação em que seria apresentado o corpo de Roberto Cacheu, mas após varias horas de escavações não foi encontrado qualquer corpo.
Deputado e antigo secretário de Estado da Cooperação, Roberto Cacheu deixou de ser visto em dezembro de 2011, na sequência de uma alegada tentativa de golpe de Estado de que foi apontado como um dos líderes.
Na versão do Governo de transição, Cacheu, conhecido adversário político do primeiro-ministro guineense deposto no golpe de Estado de 12 de abril, Carlos Gomes Júnior, estaria morto.
As posições do Governo sobre a alegada morte de Roberto Cacheu têm sido anunciadas por Fernando Vaz, por isso foi chamado nesta quinta feira pelo Ministério Publico. Questionado sobre o que disse aos magistrados, o porta-voz do Governo afirmou ter falado sobre aquilo que é público.
"O que disse é aquilo que é público, aquilo que conheço. A posição do Governo é querer que este caso seja esclarecido o mais rapidamente possível", destacou Fernando Vaz, mantendo, contudo, a versão de que Roberto Cacheu está morto.
"Estou convencido do desaparecimento físico do deputado Roberto Cacheu", sublinhou Vaz, prometendo colaborar com a justiça sempre que for chamado.
PRS Quer dissipar dúvidas sobre o estado da justiça na Guiné-Bissau

Uma delegação do PRS reuniu-se, esta quarta-feira dia 15 do corrente, com o Procurador-Geral da República, Edmundo Mendes, para pedir esclarecimentos sobre o estado da justiça na Guiné-Bissau. Em cima da mesa esteve, ainda, o andamento dos processos de investigação de assassínios ocorridos no país desde 2009.
Foram quatro elementos da comissão política do Partido da Renovação Social (PRS), força política liderada pelo antigo Presidente da Guiné-Bissau Kumba Ialá, é que tiveram esse frente a frente com Edmundo Mendes, Procurador-Geral da República. Os membros do PRS queriam dissipar dúvidas sobre a justiça no país aproveitaram o momento para abordado o andamento dos processos de investigação dos assassínios de figuras políticas e militares ocorridos na Guiné-Bissau desde 2009.
A delegação foi encabeçada pelo secretário-geral do PRS, Augusto Poquena, que avançou terem abordado na reunião todos os casos, inclusive o caso do deputado Roberto Ferreira Cacheu, dado como desaparecido desde Dezembro de 2011.

Na saida do encontro, manifestaram sastisfeitos pelo andamento dos processos, mas ao mesmo tempo insatisfeitos pela constatação de falta de condições bem lamentadas pelo Procurador-Geral perante a impossibilidade de meios para conseguir ouvir pessoas importantes nos processos, citando como exemplo Isabel Vieira no caso Nino Vieira.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Governo trata de questões políticas para relançar actividade económica

Rui de Barros - PM de transição
O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau disse que o país está a tratar das questões políticas, visando a união do Estado e o relançamento da actividade socioeconómico em todos os sectores, para que os guineenses possam voltar a sonhar com melhores condições de vida. Rui de Barros fez esta declaração quando se reuniu com sete empresários interessados em investir nos sectores das telecomunicações, pesca, energia, agricultura, mineiros e transportes. 

O primeiro-ministro, Rui de Barros, acompanhado de sete ministros, reuniu-se com os empresários de nacionalidade francesa, britânica, saudita, libanesa e do Qatar. Durante cerca de duas horas ouviram do governante quais as áreas de interesse para a Guiné-Bissau. 
“Estamos preocupados com a criação de emprego, principalmente nos sectores dos transportes, comunicações, agricultura, energia e pescas, onde pensamos que temos grandes potencialidades que não estavam a ser devidamente explorados, não por falta de vontade, talvez por falta de estratégias concretas para esses sectores”, disse o primeiro-ministro de transição. 
“Queremos dar oportunidade a todos os que querem investir na Guiné-Bissau, que venham, para que o nosso sector privado possa ganhar e o país também. Tudo isso dentro de uma parceira pública e privada”, frisou Rui de Barros. 
Salientou que a vinda dos empresários é uma acção concertada entre a presidência guineense e o governo. Abel Incada, vice-presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, disse que a Guiné-Bissau é um país virgem onde tudo está por fazer. 
“É objectivo da Câmara do Comércio trazer cá pessoas idóneas para que possam ter parceiros idóneo do nosso lado”, precisou Abel Incada, prometendo total colaboração aos visitantes.





terça-feira, 14 de agosto de 2012


Empresa Bauxite Angola pronta para retomar atividades com o governo da transição
A empresa angolana Bauxite Angola informou hoje o Governo de transição da Guiné-Bissau que está disponível para retomar o projeto de exploração no sul do país e continuar as obras de construção do porto de águas profundas em Buba.
A informação foi avançada por Tegna Na Fafé, assistente de comunicação e imagem da Bauxite Angola, no final de uma reunião que o presidente do conselho de administração da empresa angolana, Bernardo Campos, manteve hoje com elementos do Governo de transição guineense saído do golpe de Estado de 12 de abril

"A Bauxite Angola nunca abandonou os trabalhos de prospeção para a exploração do bauxite. Essa delegação veio dizer às autoridades de transição que a Bauxite Angola esteve e está na Guiné-Bissau, onde vai continuar com os trabalhos de exploração do bauxite e de construção do porto de Buba", disse o assistente de comunicação e imagem da empresa angolana