quinta-feira, 14 de abril de 2016

PJ da Guiné-Bissau apreendeu arroz impróprio para consumo humano 

A Policia Judiciaria (PJ) da Guiné-Bissau anunciou hoje ter capturado "grande quantidade" de arroz impróprio para o consumo humano que estava à venda.

A denúncia foi feita conjuntamente pela diretora-geral da corporação, Filomena Lopes, e pelo ministro do Comércio, Vicente Fernandes, que indicou ter dado ordens para a suspensão de funções de "altos dirigentes" do seu ministério.

"Confirmo que na terça-feira a Polícia Judiciária prendeu dois camiões carregados com arroz impróprio para o consumo humano e num armazém" nos arredores de Bissau, disse Filomena Lopes.
A responsável indicou que os responsáveis pela introdução do arroz (base da dieta alimentar dos guineenses) foram detidos e encaminhados para o Ministério Público.

A diretora da PJ guineense sublinhou que por esta altura do ano, início da campanha de comercialização da castanha do caju, principal produto de exportação do país, é recorrente situações semelhantes por parte dos comerciantes.
Alguns agricultores preferem receber o arroz em vez do dinheiro em troca da sua castanha produzida.

A diretora da PJ chama a atenção da população sobretudo dos camponeses para estarem vigilantes em relação à qualidade do arroz que lhes é oferecido em troca do caju.
O ministro Vicente Fernandes lamentou a situação mas disse que "não podia ficar de braços cruzados", tendo de imediato ordenado a suspensão do inspetor-geral do seu ministério e outros funcionários que deviam zelar pela fiscalização do mercado.

Tanto o ministro como a diretora-geral da PJ confirmaram que num dos armazéns foram surpreendidas pessoas que estariam a mudar de sacos o arroz impróprio para novas embalagens "na tentativa de ludibriar o consumidor", disseram.

Os dois responsáveis não souberam, contudo, indicar a quantidade exata do arroz capturado, mas notaram que decorrem trabalhos no terreno com vista a apurar todos os dados sobre a quantidade e os locais em que foi vendido.
Rispito.com/Lai/Lusa, 14-04-2016

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