sexta-feira, 17 de agosto de 2018

China constrói  entre Bissau e Safim 15 km de autoestrada  

Image result for estrada Bissau/SafimAs obras de construção de uma auto-estrada na Guiné-Bissau, orçadas em 16,5 milhões de dólares com financiamento da República Popular da China, deverão iniciar-se brevemente, segundo um comunicado do Ministério das Obras Públicas, Construções e Urbanismo divulgado terça-feira em Bissau.

O documento refere que o titular da pasta, Óscar Barbosa e o embaixador da China no país, Jin Hongjun, mantiveram um encontro onde entre outros assuntos convergiram na necessidade de dar início aos trabalhos deste projecto que vai ligar Bissau à localidade de Safim, a cerca de 15 quilómetros de distância a norte da capital.

A nota adianta as duas partes falaram dos trabalhos preliminares que deverão ser feitos, nomeadamente a identificação das propriedades e residências que serão afectadas ao longo do troço e calcular o valor das respectivas indemnizações.

Os trabalhos serão levadas a cabo por empresas da China e contarão com a mão-de-obra local, diz o comunicado de imprensa que, no entanto, não precisou a data exacta do início dos trabalhos.

A auto-estrada em causa, “uma obra de engenharia moderna”, segundo o antigo embaixador da China na Guiné-Bissau, Wang Hua, terá três faixas de rodagem em cada um dos sentidos e iluminação própria. 
Rispito.com/Macauhub, 17-08-2018

Advogados pedem libertação de militares presos

mediaO prazo da acusação provisória e definitiva passaram e nós, advogados de defesa, entrámos com um pedido de 'habeas corpus', que foi congelado pelo tribunal e não foi enviado para o Supremo Tribunal de Justiça. Agora já passaram seis meses", disse o advogado Ricardino Nancassa, citado pela Agência de Notícias da Guiné-Bissau.

O advogado, que falava em conferência de imprensa, afirmou que, segundo a lei, uma vez ultrapassado o prazo de seis meses sem condenação em primeira instância, a pessoa detida tem de ser libertada, o que não aconteceu.

Ricardino Nancassa esclareceu também que o juiz de instrução criminal ouviu os detidos e revogou a prisão preventiva, mas os militares continuam detidos.

Em dezembro, a Liga Guineense dos Direitos Humanos alertou para a situação em que estavam detidos os militares suspeitos de tentar assassinar o chefe das Forças Armadas.

Os militares foram detidos em 16 de dezembro.
Rispito.com/DN, 17-08-2018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Nigéria apoia legislativas na Guiné-Bissau com 300 'kits' eleitorais

Image result for eleicoes na guine bissauA Nigéria anunciou que vai apoiar o processo eleitoral na Guiné-Bissau com 300 'kits' para o recenseamento eleitoral, que devem chegar ao país na próxima semana.

anúncio foi feito pelo representante do embaixador da Nigéria na Guiné-Bissau, Anthony John Ebipador, depois de um encontro com o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, em Bissau.

"Para começar, o Presidente (da Nigéria), Muhammadu Buhari, vai dispensar 300 'kits' para iniciar o processo eleitoral. Estamos otimistas que vão ser disponibilizados mais 'kits'", afirmou Anthony John Ebipador.

Segundo o representante do embaixador da Nigéria em Bissau, os 'kits' devem chegar à Guiné-Bissau no máximo na próxima semana.

"Estou aqui para demonstrar o interesse do Presidente da Nigéria em apoiar o processo eleitoral da Guiné-Bissau e vim concretamente anunciar a chegada dos 'kits' que a Guiné-Bissau pediu à Nigéria", salientou.

A Guiné-Bissau vai realizar eleições legislativas a 18 de novembro.

O recenseamento eleitoral começa a 23 de agosto e vai decorrer até 23 de setembro.

O primeiro-ministro guineense já tinha afirmado na semana passada que o recenseamento poderia começar a 23 de agosto devido à cooperação com a Nigéria e a uma cooperação suplementar com Timor-Leste.
Rispito.com/Agop, 16-08-2018

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Militares da Guiné-Bissau preparam-se para operações de manutenção da paz no âmbito da ONU

Sessenta militares guineenses iniciaram hoje uma ação de capacitação para se prepararem para eventuais missões de manutenção da paz das Nações Unidas, recebendo treino ministrado pelo coronel brasileiro Costa Neto, afeto ao gabinete da ONU em Bissau.
Até sexta-feira, os militares guineenses vão receber informações sobre como funcionam as Nações Unidas, qual o papel dos soldados em missões de manutenção da paz, qual a conduta das chefias e dos subalternos e que bens merecem maior proteção em teatro de operações - neste caso, as crianças, as mulheres e os idosos, assinalou o coronel Neto.

Valendo-se da experiência do Brasil, Costa Neto indicou que vai aproveitar as sessões de capacitação para abordar também a problemática dos direitos humanos, entre outros temas.
Rispiro.com/Lusa, 14-08-2018

Governo e Sindicato de Jornalistas chegam a acordo

Image result for sindicato de jornalistas da guine bissau e governo assinam acordoDepois de quatro greves, Ministério da Comunicação Social e Sindicato de Jornalistas guineenses assinaram um memorando de entendimento para equipar os órgãos de comunicação social públicos de meios necessários.

O memorando de entendimento, a que a Lusa teve acesso, é composto por 19 pontos a serem cumpridos pelo Governo e incluem a compra de viaturas, grupos de geradores para os centros emissores de Nhacra e Catió e para a Rádio Nacional, bem como o pagamento e instalação de uma linha de internet na agência noticiosa guineense e na rádio nacional.


"Considerando a importância e a pertinência social que o setor da comunicação social reveste para a consolidação do processo democrático e o Estado de Direito, as partes concluíram que é fundamental dotar os órgãos de comunicação social públicos de meios necessários para poder fazer face às exigências e demandas social nos domínios da informação, formação e sensibilização, sendo o seu papel primário", refere o memorando de entendimento.

O Governo e o Sindicato de Jornalistas chegaram também a acordo sobre a forma de nomeação dos diretores dos órgãos de comunicação social, que vai passar a ser feito por concurso público e sobre a definição do estatuto de carreira de jornalista.

Outras reivindicações feitas pelo sindicato e que também constam do memorando é a de o Governo passar a adotar anualmente no Orçamento de Estado uma rubrica sobre a subvenção coletiva aos órgãos de comunicação social pelo serviço prestado e a criação de condições para a implementação de uma taxa de audiovisual aos consumidores.

Preparação para as eleições

"Conseguimos na realidade reter aquilo que é essencial para poder fazer face ao período que se avizinha que é o das eleições. Estaremos em condições de dignificar a classe para as eleições", afirmou o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, que destacou a importância do acordo alcançado.

A presidente do Sindicato de Jornalistas, Indira Correia Baldé, disse estar satisfeita com o acordo alcançado e que vai agora continuar a acompanhar a aplicação do memorando de entendimento.

"Toda a negociação é negociação. Nem tudo é fácil, nem tudo é difícil, dialogamos e conseguimos chegar ao que é mais importante e a um acordo", salientou.

Os jornalistas dos órgãos públicos guineenses realizaram quatro greves nos últimos dois meses, a última das quais a semana passada.
Rispito.com/DW, 14-08-2018
Liga Guineense dos Direitos Humanos completou ontem, dia 12 de agosto, 27 anos de existência.

Congratulo-me com a valiosa contribuição que a Liga tem dado à sociedade guineense desde a sua fundação.

Os inúmeros problemas, sacrifícios e dificuldades que os dirigentes e membros da Liga enfrentaram ao longo destes 27 anos, serviram apenas para fortalecer as convicções dos seus dirigentes e membros, da necessidade de lutarem pelo respeito dos direitos humanos.

As dificuldades, sacrifícios e muitas vezes riscos de vida e de integridade física, perda de liberdade, apenas serviram para fortalecer a convicção e a determinação dos dirigentes e membros da Liga.

Temos realmente muitos motivos para nos orgulharmos do trabalho realizado e dos grandes homens e mulheres que têm dirigido esta organização tão prestigiada e reconhecida no país e a nível internacional.

Como um dos membros fundadores da Liga, só tenho motivos para me orgulhar de ter a graça de Deus de ter sido o pioneiro deste grande projeto, da equipa e do trabalho que tive o privilégio de dirigir, do trabalho que tenho visto crescer e frutificar pelos que se seguiriam, como é o caso da atual direção da Liga liderado pelo Dr. Augusto Mário da Silva, e constituída essencialmente por jovens quadros dotados de muita competência e sobretudo com coragem e determinação.

A mesma intrepidez, ousadia e certeza das lutas que a Liga abraçou há 27 anos, tem caraterizado a forma como a atual direção abraça as lutas atuais, neste percurso difícil de trabalho na área de Direitos Humanos.

Então, tal como hoje, colhemos muitas rosas, mas que apesar da beleza e perfume, nunca deixam de ter espinhos.

Pergunto:Valeu a pena picar-nos nos espinhos? Valeu a pena ser preso humilhado, torturado, ameaçado? Valeu a pena ser perseguido?

Valeram a pena tantas outras situações de sofrimento, dor e angústia? Valeu a pena ser traído até por alguns colegas de trincheira?
Claro que sim, porque as rosas ainda perduram, e qual semente em boa terra plantada, tem-se multiplicado, permitindo-nos espelhar em cada uma das memórias de uma caminhada que, essa sim, mais do que tudo valeu a pena.

Parabéns a todos os membros da Liga Guineense dos Direitos Humanos.

Fernando Gomes
Fundador e 1º Presidente da
Liga Guineense dos Direitos Humanos

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Petróleo negociado com o Senegal é guineense

O antigo chefe da diplomacia guineense João Monteiro defendeu que, "perante os dados novos", o petróleo que se está a negociar com o Senegal "é da Guiné-Bissau" e exortou os cidadãos a estarem todos do mesmo lado, noticiou a Lusa esta segunda-feira.

João Monteiro faz parte de um grupo de notáveis guineenses, entre académicos, activistas sociais, ambientalistas e militares, que querem ver a Guiné-Bissau "a ter uma abordagem mais convincente" nas negociações com o Senegal sobre a partilha dos lucros do petróleo e gás que se acredita existirem "em grandes quantidades" numa zona marítima constituída pelos dois países.

O antigo chefe da diplomacia guineense admite "um traçado injusto da fronteira com o Senegal", mas considerou que neste momento o que está em discussão é a partilha dos lucros do petróleo e gás, embora não coloque de parte a possibilidade de a questão da divisão da fronteira ser discutida "um dia".
Monteiro defende a união de todos os guineenses, para se constituírem "numa força de pressão para que as autoridades adoptem  uma posição mais robusta" nas negociações com o Senegal sobre a nova partilha que deve ser feita, notou.

O acordo de partilha dos eventuais lucros dos  recursos vigorou durante 20 anos, até que, em Dezembro de 2014, o actual Presidente guineense, José Mário Vaz, denunciou os moldes sobre os quais assentava a divisão, previa 85% para o Senegal e 15% para a Guiné-Bissau.

As vozes da sociedade civil e o ex-chefe das Forças Armadas guineenses, almirante Zamora Induta, consideram aquela partilha de injusta e alegam agora que "na realidade o petróleo pertence por inteiro à Guiné-Bissau".
"Os dados dizem-nos que o petróleo é nosso", disse, em entrevista à Lusa, Monteiro, que, contudo, não quer que esta questão levante sentimentos de nacionalismos extremos nos dois lados.

No final de Agosto, os dois países vão encontrar-se, em Bissau, para mais uma ronda negocial sobre a nova partilha dos lucros do petróleo e gás que possam ser encontrados na zona de exploração conjunta, que comporta uma plataforma marítima de cerca de 25 quilómetros, sendo que a Guiné-Bissau disponibilizou 46% do seu território marítimo e o Senegal 54%.
O almirante Zamora Induta defende que antes de se falar da partilha de lucros do petróleo, a Guiné-Bissau deve obrigar o Senegal a redefinir o traçado da fronteira marítima entre os dois países, para provar que a zona em questão pertence "por inteiro à Guiné-Bissau".

Para levar a que haja um "único posicionamento" e evitar "dispersão de opiniões" sobre o que deve ser o contributo da sociedade civil, o  Monteiro pretende organizar na próxima semana, em Bissau, um encontro que junte todos os que têm algo a dizer sobre o assunto.
"Queremos apresentar ao Governo uma estratégia de apoio para influenciar o curso destas negociações", declarou Monteiro, sublinhando que o executivo e o Presidente José Mário Vaz teriam "muito a ganhar" se liderassem o debate nacional sobre a questão do petróleo e gás com o Senegal.
Rispito.com/Lusa, 13-08-2018

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Equipa médica chinesa ajuda guineenses com cataratas

O embaixador da China na Guiné-Bissau, Jin Hongjun, disse hoje que uma equipa de médicos chineses esteve no país durante 12 dias a ajudar doentes guineenses com problemas oftalmológicos.
Foto de Braima Darame."A equipa tratou gratuitamente pessoas que sofrem de cataratas. Estiveram aqui 12 dias e conseguiram fazer exames a mais de 400 doentes oriundos de várias regiões da Guiné-Bissau e chegaram a fazer 216 cirurgias com grande sucesso", afirmou o embaixador.
Jin Hongjun falava aos jornalistas no final de um encontro com o chefe de Estado guineense, que serviu para fazer um balanço do trabalho da equipa médica.
Segundo o embaixador chinês, o equipamento que veio com a equipa médica, no valor de 165 milhões de francos cfa, foi doado ao Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau.
A equipa médica chinesa também deu formação aos técnicos do hospital.
"Os técnicos locais podem continuar com este tipo de cirurgia e a resolver o problema das pessoas que sofrem de cataratas", salientou.
O embaixador chinês disse que os dois países têm vontade de reforçar a cooperação no setor da saúde e admitiu a possibilidade de aquela equipa médica regressar ao país.
Rispito.com/Lusa, 10-08-2018

Aristides Gomes admite possibilidade de adiamento das legislativas

O Primeiro-Ministro bissau-guinense, Aristides Gomes, admitiu nesta quinta-feira, em Bissau, a possibilidade de um adiamento das eleições legislativas previstas para Novembro, nesse país lusófono da África do Oeste, noticiou a Prensa Latina.

O governante admitiu essa possibilidade em resposta aos parlamentares sobre questões de governação, nomeadamente sobre a inscrição dos eleitores nas listas eleitorais.

Para o chefe do governo, o atraso registado na chegada do material de registo dos eleitores poderá atrasar à realização das eleições legislativas, tendo sugerido, como solução flexível, as posições dos partidos políticos, nomeadamente no que concerne ao mode de inscrição dos eleitores.
Aristides Gomes rejeitou as críticas de certos políticos que acusam o executivo de violar os prazos eleitorais previstos na lei.

Antes da intervenção do Primeiro-Ministro, o presidente da Assembleia nacional, Cipriano Cassama, afirmou que partilha as preocupações ligadas ao início da inscrição dos eleitores.

Por seu turno, o deputado Certorio Biote, chefe do grupo parlamentar do Partido de Renovação Social (PRS, oposição), solicitou ao governo a respeitar as normas jurídicas do processo de inscrição dos eleitores.

De igual modo, o Colectivo dos partidos democráticos solicitou ao executivo a apresentar o tr abalho já realizado para uma eventual realização das eleições legislativas.
Essas legislativas constituem uma base essencial dos acordos de saída da crise na Guiné-Bissau.
Rispito.com/Angop,10-08-2018

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Banco Mundial aprova 9,2 milhões de euros para apoio da educação na Guiné-Bissau

Image result for banco mundialO Banco Mundial aprovou um apoio de 9,2 milhões de euros para apoiar o setor da educação na Guiné-Bissau, anunciou hoje o Governo guineense.

Em comunicado à imprensa, o Governo explica que o apoio aprovado pelo Banco Mundial a 31 de julho é da Agência Internacional para o Desenvolvimento e junta-se ao apoio já dado pela Parceria Mundial para a Educação, no valor de 3,7 milhões de euros.

O projeto Educação de Qualidade para Todos do Governo guineense tem como principal objetivo melhorar o ensino e a aprendizagem na escola primária.

Segundo o comunicado, o projeto tem três componentes principais, nomeadamente a participação comunitária na gestão das escolas, melhorar a qualidade de ensino através da certificação dos professores para o reforço das capacidades do Ministério da Educação, Ensino Superior, Juventude, Cultura e Desportos.
Rispito.com/Lusa. 08-08-2018

Grupo vietnamita vai comprar toda a castanha de caju produzida na Guiné-Bissau

O grupo vietnamita T&T assinou um memorando com o Governo da Guiné-Bissau para comprar toda a produção anual de castanha de caju, entre as 150.000 e as 200.000 toneladas, noticiou a imprensa oficial do Vietname.

O memorando foi assinado no dia 6, em Hanói, capital do Vietname, pelo ministro do Comércio, Indústria e Turismo, Vicente Fernandes, e pelo presidente do conselho de administração e diretor-executivo do Grupo T&T, Do Quang Hien.

O documento assume ainda que o Governo de Bissau fica responsável pela produção, controlo de qualidade, expedição, prazos e canais de pagamento. De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 2016, a Guiné-Bissau produziu 153.888 toneladas de castanha de caju.

Com a assinatura do documento, o Grupo T&T passa assim a controlar a totalidade de castanha de caju produzida no país. De acordo com a rádio estatal vietnamita Voice of Vietnam (VOV), durante as negociações foi também discutida a possibilidade da importação de arroz vietnamita pelo país africano.

Segundo a mesma fonte, o ministro do Vicente Fernandes acredita que a Guiné-Bissau e o Vietname têm muitas semelhanças, com ambos a serem países com economias sustentadas principalmente na agricultura.

Vicente Fernandes crê ainda que a assinatura deste memorando assinala uma nova fase na cooperação bilateral e salientou que a experiência do Grupo T&T na área económica pode ser promissora para ambos os lados.

Nas declarações apontadas pela VOV, o ministro acredita na cooperação entre os dois países em áreas como o desenvolvimento de infraestruturas, portos e formação de recursos humanos. O ministro-adjunto da Indústria e Comércio vietnamita, Do Thang Hai, sublinhou o grande potencial para as exportações de arroz e castanha de caju entre os dois países.

A castanha de caju é o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e motor do crescimento económico, mas o produto ainda não é transformado no país. Segundo estudos realizados no país, a Guiné-Bissau podia ganhar dez vezes mais se aproveitasse o fruto e transformasse a castanha em amêndoa no país.
Rispito.com/Lusa, 08-08-2018

Zamora Induta Armadas afirma ser uma questão prévia às negociações da zona conjunta

 Zamora Induta, antigo CEMFA da Guiné-Bissau (Arquivo)A Guiné-Bissau está a negociar com o Senegal um novo acordo sobre a exploração conjunta de petróleo, que, segundo o Executivo e observadores, constituiu um erro histórico há 25 anos quando atribui 15 por centro dos lucros para Bissau e o restante para Dakar.

O Governo guineense defende um acordo que defenda os seus interesses, mas há quem pense que a questão é outro.
Entretanto, o antigo chefe de Estado Maior das Forças Armadas, o almirante José Zamora Induta, defende que a Guiné-Bissau deve chamar o Senegal à mesa das negociações para redefinir as fronteiras e, nesse caso, a zona conjunta deixará de existir.

O embaixador da Guiné-Bissau em Bruxelas que liderou a delegação guineense nas conversações em Dakar, Apolinário de Carvalho, considerou em conferência de imprensa em Bissau que elas"correram bem" e que a parte guineense "fez ver à parte senegalesa que é preciso corrigir um erro histórico", no acordo de 1993

O responsável adiantou que o país tem hoje uma estratégia nacional que assenta na exigência de uma nova partilha, sem no entanto, a revelar.

Entretanto, há outras posições, nomeadamente de sectores da defesa.

O antigo chefe de Estado Maior das Forças Armadas, o almirante José Zamora Induta, é de opinião que o Governo da Guiné-Bissau “tem condições geopolíticas para voltar a chamar o Senegal à mesa, mas para discutir a delimitação das fronteiras” e, sendo assim, não deverá haver zona conjunta.

“Uma questão prévia para falar da zona conjunta, se é que haverá necessidade para falar dela no futuro, é uma redefinição das nossas fronteiras marítimas”, defende Zamora Induta que diz não saber por que na altura não se teve em conta “a Convenção Montego Bay, de 1982, que define a divisão das fronteiras marítimas”

Apesar de tudo e por considerar que o Senegal está no seu direito de defender o que acha ser seu interesse, “e não o condeno por isso”, Zamora Induta apela à união do país para fazer frente a esta situação desde que sejam ultrapassadas as interferências que têm existido desde sempre.

“Não é de agora”, reitera o antigo chefe de Estado-Maior das Forças Amadas que adverte para as ameaças de “de golpe” que podem surgir devido à falta de definição das fronteiras, “uma situação nacional”.
Rispito.com/VOA, 08-08-2018

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Guiné-Bissau procura "corrigir erro histórico" na partilha de petróleo com Senegal

Image result for Guiné-Bissau procura "corrigir erro histórico" na partilha de petróleo com SenegalA Guiné-Bissau está a negociar com o Senegal um novo acordo sobre a exploração conjunta de petróleo e considera que é determinante "corrigir um erro histórico", que prevê 15% dos lucros para o país lusófono.

As delegações dos dois países estão a discutir, desde 2014, um novo acordo de partilha dos recursos (petróleo, gás e pescado) e, durante os dias 01,02 e 03 de agosto, encontraram-se nos três primeiros dias de agosto, em Dacar, Senegal, numa terceira ronda negocial, em que a parte guineense apresentou um conjunto de propostas.

Apolinário de Carvalho, atual embaixador da Guiné-Bissau em Bruxelas e quadro sénior do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderou a delegação guineense, composta por elementos de várias instituições.

Em conferência de imprensa hoje, o diplomata afirmou que as conversações de Dacar "correram bem" e que a parte guineense "fez ver à parte senegalesa que é preciso corrigir um erro histórico" que foi a partilha feita em 1993 que determinou que o Senegal ficará com 85% do lucro de hidrocarbonetos (petróleo e gás) e a Guiné-Bissau com 15% em caso de uma descoberta daqueles recursos.

"Queremos um novo acordo que reflita os interesses dos dois países", disse Apolinário de Carvalho, salientando que a Guiné-Bissau "está hoje mais bem preparada" para defender o seu ponto de vista de que no passado. O responsável adiantou que o país tem hoje uma estratégia nacional que assenta na exigência de uma nova partilha.

Fontes ligadas ao processo negociar indicaram à Lusa que a Guiné-Bissau, entre vários cenários que apresentou ao Senegal, reclama ficar com 85% de hidrocarbonetos ou 50-50, como acontece com os recursos pesqueiros. Confrontado com aqueles dados, Apolinário de Carvalho disse ser tudo possível desde que o novo acordo não se mantenha igual ao atual.

Questionado sobre a posição de elementos da sociedade civil guineense, segundo a qual a Guiné-Bissau devia exigir a redefinição das fronteiras marítima e terrestre com o Senegal, Apolinário de Carvalho observou que a comissão a que preside não tem mandato sobre esse assunto, mas está aberta para receber contribuições de pessoas ou entidades versadas na matéria.

Nos próximos dias 27,28 e 29 deste mês, as duas partes vão encontrar-se em Bissau, para, disse o chefe da delegação guineense, concluir o projeto de revisão do novo acordo que será, posteriormente, assinado pelos líderes dos dois Estados.
Antes da nova ronda negocial, as delegações de cada país procurarão obter "mandatos concretos" sobre o teor do novo acordo, precisou Apolinário de Carvalho.

A zona em questão comporta cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental e é gerida por uma agência de gestão e cooperação, baseada em Dacar, atualmente presidida pelo antigo primeiro-ministro guineense, Artur Silva.
A ZEC é considerada rica em recursos haliêuticos, cuja exploração determina 50% para cada um dos Estados e ainda hidrocarbonetos (petróleo e gás), mas ainda em fase de prospeção.

A Guiné-Bissau dispensou 46% do seu território marítimo para constituir a ZEC e o Senegal 54%. Especialistas em petróleo acreditam que a zona, constituída por águas rasas, profundas e muito profundas "é particularmente atrativa" em hidrocarbonetos. 
Rispito.com/Lusa, 06-8-2018

Rádio, televisão e agência noticiosa da Guiné-Bissau em greve de cinco dias

Os funcionários da rádio, televisão e agência noticiosa da Guiné-Bissau iniciaram hoje uma greve de cinco dias para reclamarem o pagamento de salários e melhorias de condições de trabalho, disse à Lusa o sindicalista Cussa Cissé.

O sindicalista adiantou que a greve serve para reivindicar do Governo o cumprimento de um acordo assinado há mais de um ano e que possibilitou, na altura, o levantamento de uma paralisação laboral.
Dos 17 pontos do acordo de então, Cussa Cissé destaca o pagamento de uma dívida com os funcionários da rádio, televisão, agência e jornal Nô Pintcha, que ronda os 150 mil euros, a efetivação de "dezenas de estagiários" nos quatro órgãos públicos e ainda a melhoria de condições de trabalho.
Foto de Braima Darame.Cussa Cissé, que é também presidente do comité sindical na Radiodifusão Nacional da Guiné-Bissau (RDN) denunciou uma alegada exigência do Governo em mandar retomar o funcionamento da rádio com o recurso aos estagiários, disse.

"É uma exigência ilegal que não podemos admitir", declarou Cissé, que acusou o Governo de falta de diálogo, referindo que os sindicatos vão entregar, na quarta-feira, um novo pré-aviso para uma greve de dez dias.
Cussa Cissé acusou também o Governo de ter colocado polícias no centro emissor de Nhacra, local onde se encontram, além de emissores da rádio e televisão da Guiné-Bissau, os equipamentos da RDP, RTP e Rádio França Internacional (RFI).

Por terem aderido à greve, os funcionários do centro emissor de Nhacra tinham ordens do sindicato para desligar os equipamentos dos três órgãos internacionais - desta forma dar maior impacto à reivindicação, mas a polícia não os deixou sequer chegar perto dos emissores, indicou Cissé.

A greve hoje iniciada nos quatro órgãos de comunicação social públicos é a quarta nos últimos dois meses.
Rispito.com/Lusa,06/08/2018

 BCEAO  LANÇA  DISPOSITIVO DE APOIO AO FINANCIAMENTO DAS PMEs E PMIs


O BCEAO lançou no passado dia 1 Agosto 2018 o dispositivo de apoio ás Pequenas e Médias Empresas e Pequenas e Médias Indústrias (PMEs/PMIs), adotado na conferencia dos Chefes de Estados e do Governo da UEMOA, com vista ajudar a redução do desemprego na União.
A actividade bancária é considerada  actividade basilar de todas as demais actividades económicas, dada a importância dos bancos comerciais nas operações de financiamento indirecto dos agentes económicos e, por conseguinte, no desenvolvimento da economia.
Uma das características comunsà esmagadora maioria das economias é o facto das pequenas e médias empresas (PME) assumirem um papel de pilar do tecido económico, e a Guiné-Bissau não foge a essa regra.

Fim da reunião sobre a Zona Marítima de Exploração Conjunta do Senegal e Guiné-Bissau

Terminou hoje o 3° encontro que reuniu desde Quarta-feira em Dacar, representantes do Senegal e da Guiné-Bissau com vista a rever as modalidades do acordo sobre a Zona Marítima de Exploração Conjunta, protocolo datando de 1993 e que a Guiné-Bissau pretende alterar.

Image result for plataforma maritima da guine bissauA zona em questão abrange cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental é gerida por uma agência de gestão e cooperação sediada em Dacar e actualmente presidida pelo antigo primeiro-ministro guineense, Artur Silva.

Segundo os termos do acordo da Zona Marítima de Exploração Conjunta, está previsto que tanto o Senegal como a Guiné-Bissau recolham 50% do pescado do qual a área é rica, mas no que toca aos hidrocarbonetos, a repartição já não é a mesma. Ainda em fase de prospecção, a confirmar-se a possibilidade de explorar petróleo e gás nessa zona, o acordo prevê que a Guiné-Bissau fique com 15% dos rendimentos e o Senegal com 85%.

Em Dezembro de 2014, a Guiné-Bissau denunciou este acordo por considerar que o texto "não é equitativo", o país tendo igualmente manifestado o seu desejo de uma maior intensificação dos contactos nesta matéria com o vizinho Senegal.

Estes dois pontos tornaram a ser vincados durante a reunião das respectivas comissões de peritos da Guiné-Bissau e do Senegal nestes últimos dias em Dacar, sendo que outro encontro está previsto até ao final deste mês, desta vez em Bissau. Mais pormenores com Cândido Camara.
Rispito.com/RFI, 06-08-18

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Líder do parlamento guineense garante legislativas a 18 de novembro "sem falta"

O presidente do parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, garantiu hoje que as eleições legislativas vão ter lugar no dia 18 de novembro "sem falta" e apelou os eleitores a se recensearem.
assamá discursava no monumento mártires de Pindjigui, em Bissau, por ocasião do 03 de agosto, feriado nacional, que assinalou o 59.º aniversário de um massacre pela polícia a vários estivadores do porto que reivindicavam aumentos salariais das autoridades coloniais.

O presidente do parlamento guineense aproveitou a ocasião, marcada por uma marcha e discursos de líderes sindicais, para garantir que as eleições legislativas "vão mesmo ter lugar a 18 de novembro, sem falta".

Cipriano Cassamá apelou a que todos os cidadãos com idade de votar, 18 anos, a se recensearem para que possam participar nas eleições de 18 de novembro.

O Governo marcou o recenseamento eleitoral para decorrer entre 23 de agosto a 23 de setembro.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) projeta registar cerca de mil potenciais eleitores, no país e nas nalgumas comunidades guineenses na diáspora.

O líder do parlamento disse ter a convicção de que as eleições vão acontecer na data marcada pelo Presidente do país, José Mário Vaz, depois de conhecer a intenção da Nigéria em disponibilizar equipamentos do registo de eleitores "assim que o Governo pedir".

"É só o Governo manifestar um pedido formal, que os 'kits' chegam aqui ao país rapidamente", observou Cipriano Cassamá que apelou os guineenses a se unirem para desenvolver o país.
Rispito.com/DN, 03-08-2018

Nomeado novo representante de Banco Mundial para Guiné-Bissau

Image result for Amadou Oumar BaAmadou Oumar Ba, de nacionalidade Mauritâniana, foi nomeado Representante Residente do Banco Mundial para a Guiné-Bissau.

Ba, Especialista Sênior em Agropecuária, entrou no Banco em 2001 em Nouakchott. Antes disso, ocupou vários cargos na GTZ, a agência alemã de cooperação, a instituição de desenvolvimento rural do Governo da Mauritânia, onde coordenou diferentes departamentos e programas, e também como Director do País da OXFAM GB na Mauritânia.

Ele trabalhou no escritório do Banco Mundial da Mauritânia, depois progressivamente para diferentes países da África Ocidental antes de se mudar para Washington em 2006. Desde 2009, Amadou Oumar Ba estava em Kinshasa e Brazzaville, cobrindo a carteira de Agricultura do Banco Mundial da República Democrática do Congo e na República Centro-Africana.

Ele detem um mestrado em agricultura pela Universidade de Kassel na Alemanha.

Sua nomeação entrou em vigor no dia 1 de agosto de 2018.
Rispito.com/ONU, 03-08-2018