segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Presidente da federação de futebol da Guiné-Bissau detido

O presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Manuel Lopes, foi hoje detido pela Polícia Judiciária, disse à agência Lusa fonte daquela força de investigação criminal.
A detenção de Manuel Lopes ocorreu a pedido de uma juíza da vara crime do Tribunal Regional de Bissau, afirmou fonte judicial.

Segundo a mesma fonte, a detenção está relacionada com faltas consecutivas do dirigente desportivo a um julgamento, no qual está acusado de alegada agressão física.

"Para evitar que Manuel Lopes volte a faltar à nova sessão do julgamento, marcada para 24 de Outubro, a juíza emitiu um mandado de detenção", explicou a fonte judicial.

O presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau esteve envolvido este ano em outros processos judiciais por alegada corrupção, que acabaram por ser arquivados pelo Ministério Público.
Rispito.com/Lusa, 23-10-2017

Tribunal contra o uso do nome e símbolo de PAIGC por dissidentes (Os 15)

O Tribunal Regional de Bissau (TRB) ordenou a três antigos dirigentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), para se absterem de usar o nome e os símbolos da formação.
A decisão data de 20 de Outubro e dá provimento a uma providência cautelar intentada pelo PAIGC contra Braima Camará, Abel da Silva e Bamba Banjai.
"Ordeno aos requeridos (Braima Camará, Abel da Silva Gomes e Bamba Banjai) a absterem-se de praticar, seja de que forma for, e a qualquer pretexto, quaisquer actos que ponham em causa o exercício dos direitos e liberdades do requerente (PAIGC)", pode ler-se na decisão.

A decisão ordena também aos ex-dirigentes que se abstenham de usar, "seja por que forma for, e a qualquer pretexto, a denominação e símbolos do requerente". A medida também abrange outros dirigentes e militantes considerados pelo tribunal de incertos.
Braima Camará e Abel da Silva são deputados mas, devido às divergências com a direcção do partido, acabaram expulsos do PAIGC, que os acusa de desrespeito à disciplina partidária.
Ambos fazem parte de um grupo de 15 deputados dissidentes do PAIGC, que sempre contestaram a decisão da direcção do partido.
No relatório produzido pelo tribunal pode ler-se que "alguns dos ex-dirigentes, liderados por Braima Camará, e expulsos do PAIGC, "por desrespeito à disciplina partidária, têm vindo a proferir ameaças e a adoptar comportamentos ilegais".
Nenhum dos três contestou, dentro do prazo previsto na lei, a providência cautelar intentada pelo PAIGC, lê-se ainda no despacho da juíza Samarise Barbosa.
O tribunal aceitou como "factos indiciariamente provados" que os citados promovem actos de vandalismo na via pública, arrombamento e ocupação violenta de sedes regionais, arruaças contra manifestações do partido e ainda afirmam publicamente que pretendem assumir a liderança do PAIGC.
Também considerou como provado que os ex-dirigentes organizaram manifestações públicas, inclusive, comícios, utilizando a denominação e a sigla daquele partido e ainda deram entrevistas aos órgãos de comunicação social em nome do PAIGC.
O tribunal aceitou ainda, na providência cautelar, que o PAIGC é um partido legalmente constituído, cuja direcção foi eleita democraticamente em Fevereiro de 2014. Domingos Simões Pereira é o seu presidente.
Rispito.com/Lusa, 23-10-2017

União Nacional dos Imãs alerta sobre radicalismo religioso no país

O presidente da União Nacional dos Imãs da Guiné-Bissau, Bubacar Djaló, alertou domingo, em entrevista à agência Lusa, para a existência de radicalismo religioso no país trazido por estrangeiros
"De facto há aqueles que vêm de fora e que estão a incutir o radicalismo na cabeça dos filhos da Guiné-Bissau, aproveitando-se da pobreza e da falta de formação", disse Bubacar Djaló, quando questionado pela Lusa sobre a existência de radicalismo islâmico.
Segundo o imã, algumas daquelas pessoas "não sabem três palavras (do islão) mas já se assumem como conhecedores".
"Nem sabem peneirar qual a visão de um lado e do outro, não sabem respeitar as opiniões dos outros, apenas admitem as suas próprias opiniões, aquilo que aprenderam, mas não é isso a visão do islão", salientou.
Bubacar Djaló explicou que aqueles estrangeiros chegam ao país e como não conseguem apresentar-se publicamente à comunidade "usam os filhos da Guiné-Bissau, por serem pouco instruídos na religião, para os dividir". 
"Recorrem às pessoas agressivas nas comunidades, pessoas facilmente 'aliciáveis', usam-nas para os seus fins. Estamos a tentar estancar tudo isso para ver se vamos conseguir fazer reinar aquele espírito de patriotismo da nossa terra", afirmou, salientando que, se existe islão moderado, não há motivo para haver um islão radical.
Bubacar Djaló sublinhou também que pretende que a Guiné-Bissau seja um interlocutor no mundo para mostrar que o islão no país é uma "coisa filtrada, não uma coisa suja que ninguém sabe a origem e a finalidade".
Sobre informações que dão conta da entrada de salafistas (radicais islâmicos) do Mali, Guiné-Conakry e Mauritânia, o líder dos imãs da Guiné-Bissau disse "não ter dúvidas sobre isso".
"Apenas não têm campo de manobra para se mostrarem, mas uma coisa é certa: nunca uma sementeira é posta na terra, no solo, para dar resultado no mesmo dia", alertou.
O imã disse que aquelas pessoas já se encontram na Guiné-Bissau e que estão a dar ensinamentos e que só não sabe "quando é que os ensinamentos vão dar resultados".
"Não podemos acabar com isso, porque existe em toda parte do mundo, mas podemos fazer com que não tenha progresso na sociedade, tudo isso depende da colaboração entre o Estado e os religiosos", salientou.
O líder dos imãs guineenses também disse estar preocupado com a proliferação de mesquitas no país.
"Hoje constatamos que há mesquitas a serem construídas em locais onde não há necessidade para tal. Há casos em que novas mesquitas são construídas ao lado das nossas velhas mesquitas, o que acaba por dividir a comunidade, com uns a irem à mesquita nova e outros à mesquita antiga", disse.
Isso, segundo Bubacar Djaló, cria desobediência, porque uns dão ouvidos a um líder e outros dão ouvidos a um outro líder da mesma comunidade.
"Por exemplo quem obedecia a um imã passa a ser ele mesmo imã. Começa a dizer que tem a sua autonomia para decretar coisas. A pior situação que existe hoje em dia na nossa comunidade é a proliferação de mesquitas na Guiné-Bissau. É uma coisa que nos deixa chateados. Estamos a ver mesquitas por todo lado sem saber de onde vem o financiamento, quem é que é o autor desses financiamentos", alertou.
Rispito.com/Lusa, 23-10-2017

PAIGC marca congresso para finais de Janeiro

O IX congresso do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vai realizar-se entre 30 de Janeiro e 04 de Fevereiro, anunciou o presidente do partido, Domingos Simões Pereira.
A decisão foi tomada durante a reunião do Comité Central, que se realizou sábado na sede do partido em Bissau, e que terminou cerca das 23H00 locais.
O congresso terá como lema "PAIGC unido na disciplina, pelos ideais ao serviço da paz e estabilidade e desenvolvimento da Guiné-Bissau".
Ao contrário do que estava previsto, o congresso vai decorrer em Bissau e não em Bolama.
O secretário nacional do partido, Ali Hijazi, foi designado presidente da comissão organizadora do evento, que vai ter mil e 200 delegados.
Domingos Simões Pereira pediu o "empenho de todos os militantes para que o congresso seja um lugar onde se vai discutir em substância os assuntos do partido" para que o PAIGC saía "reforçado".
"Muita coisa que vai acontecer no país nos próximos tempos dependerá do nosso congresso", afirmou.
Rispito.com/Lusa, 23-10-2017

PRS e as Demandas da Governação

PRS e as Demandas da Governação: “a amplitude atual do PRS, simplesmente, ultrapassa a capacidade do Alberto Nambeia”

Antecipadamente, gostaria de apontoar as razões dessa abordagem, que se relaciona do seguinte. Optei em restringir essa abordagem das demandas de governação em relação apenas ao Partido da Renovação Social (PRS), pois, atentando a situação política na Guiné-Bissau, ultimamente, ou do próprio crescimento do PRS. Os indicadores apontam ao partido dos renovadores como potencial vencedor das futuras eleições no país, principalmente legislativas, prevista para próximo ano, 2018. Com essa tendência, temos um PRS ainda numa situação muito a quem de corresponder as demandas de governação, ou por outra forma, os renovadores não estão fazendo menor questão de potencializar as suas forças face às demandas de governação que mira o partido.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Governo disponibiliza verbas para actualizar cadernos eleitorais

Related imageO Governo da Guiné-Bissau, já disponibilizou verbas para a actualização dos cadernos eleitorais com vistas às eleições legislativas previstas para 2018, disse nesta sexta-feira, o porta-voz do Executivo guineense, Fernando Vaz, citado pela Lusa.
"Já existem verbas para actualização dos cadernos eleitorais. Os governos anteriores até aqui que deviam anualmente, e por força da lei do recenseamento, actualizar os cadernos eleitorais, não o fizeram, desde as eleições passadas até agora. Este Governo já está a tratar desse assunto e já disponibilizou o dinheiro", afirmou, em conferência de imprensa, o também ministro do Turismo guineense.
Questionado pelos jornalistas se seria o actual Governo a organizar as eleições, Fernando Vaz devolveu a questão, perguntando aos jornalistas: "Não têm sido todos os governos que estão em funções que realizam as eleições?".

O actual Governo da Guiné-Bissau não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria, o PAIGC, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

A Guiné-Bissau deverá realizar eleições legislativas em 2018 e presidenciais em 2019, mas alguns líderes de partidos políticos têm afirmado que não vão aceitar eleições organizadas pelo actual Governo, nomeadamente Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB).
Rispito.com/Lusa, 20-10-2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Comunicado De Imprensa

Foi com a estupefação que a Comissão Política do PAIGC em Portugal, tomou o conhecimento através dos órgãos de comunicação social e de redes sociais, do macabro acontecimento perpetuado pelos terroristas do regime, assaltando a Sede Nacional do PAIGC- Maior Instituição Partidária do País.

Para a Comissão Política do PAIGC em Portugal, está atitude dos vândalos e arruaceiros, revela a frustração de todos aqueles que durante a chamada presidência aberta, ameaçaram publicamente destruir o Partido de Cabral e de Combatentes de liberdade da pátria.

Considerando a gravidade do acto, a Comissão política do PAIGC em Portugal, apela à todos os militantes e simpatizantes de todas as estruturas de bases do partido em todas as Regiões na Guiné-Bissau e na diáspora para se manterem firmes  e determinados em defesa dos valores e princípios democráticos, para não permitirem nenhum acto divisionista que ponha em causa a coesão interna e vigilância partidária .

A Comissão Política do PAIGC em Portugal, responsabiliza o presidente da República, José Mario Vaz, e o seu governo inconstitucional, ilegal e da sua iniciativa, pelas consequências que possam advir desta atitude inresponsavel, perpetuados pelos mesmos (vândalos) manietados pelo Presidente da República, governo e os grupos dos (15) Quinze.

A Comissão Política do PAIGC em Portugal, exorta à Comunidade Internacional para continuar a acompanhar a situação política vigente no país há mais de dois anos.

A Comissão Política do PAIGC em Portugal, solidariza-se com o Senhor Jornalista e editor do blog " Ditadura e Consenso" António Aly Silva, que foi detido sem justificativos pelas autoridades autoridades nacionais.

18/10/2017
                À Comissão Política

              Prof, Iafai Sani

              O Presidente
      

 Comunicado De Imprensa

Espaço de concertação política dos partidos democráticos da Guiné - Bissau, liderado pelo PAIGC, na diáspora Europa.

Tendo extraordinariamente reunido hoje, 18/10/2017,  em Lisboa, para analisar a situação vigente no país, com particular incidência no ataque terrorista perpetuado por um grupos de arruaceiros contra a sede nacional do PAIGC, decide:

1- Condenar com veemência os actos terroristas contra a sede nacional do PAIGC líder do nosso espaço.

2 - Exprimir a sua solidariedade militante, patriota e democrática para com os militantes, responsáveis e dirigentes do PAIGC liderado pelo camarada irmão Eng° Domingos Simões Pereira.

3 - Apelar a todos os Partidos membros do espaço  para ao lado do PAIGC, continuarem a lutar em defesa dos valores e princípios democráticos.

4 - Apelar a todos os Partidos democráticos e ao povo guineenses no sentido de exigirem o cumprimento escrupuloso dos acordos de Bissau e de Conakri.

5 - Responsabilizar o senhor Presidente da República, o seu primeiro-ministro inconstitucional e ilegal, e dito grupo dos 15, pelas as consequências imprivisiveis que possam advir do ataque perpetuado pelos arruaceiros ao seu mando.

6 - Felicitar com o fervor patriótico a adesão dos novos Partidos a espaço da concertação política, com destaque ao Partido APU, liderado pelo Eng° Nuno Gomes Nabian.

7 - Exortar a Comunidade Internacional, em particular os países da União Europeia, para continuar a apoiar os esforços do povo da Guiné-Bissau rumo a consolidação do estado de direito democrático.

  O Espaço da Concertação Política

   PAIGC,PCD,UM,PUN,MP e PST

Crise na Guiné-Bissau resulta de interpretação pessoal da Constituição disse Pedro Pires

O ex-presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, considerou hoje, na cidade da Praia, que a Guiné-Bissau vive uma crise institucional resultante de uma interpretação pessoal da Constituição do país e do desejo de mais poder.
"Na Guiné-Bissau, quando toda a gente esperava ter ultrapassado as piores situações, nasce um novo um conflito, mas é um conflito institucional em que o presidente da República quer mudar o regime sem ter que fazer a mudança da Constituição. É uma interpretação pessoal da Constituição ou o desejo pessoal de ter mais poder", disse Pedro Pires.

As declarações de Pedro Pires, segundo a agência LUSA, foram feitas na cidade da Praia, num painel sobre democracias em desenvolvimento em situações de fragilidade e conflito, no âmbito do IV Fórum Mundial de Desenvolvimento Económico Local (FMDEL), que termina sexta-feira.

O antigo chefe de Estado, que moderou ao longo dos tempos várias tentativas de solução da instabilidade política na Guiné-Bissau, respondia a uma pergunta da plateia que instava as instituições internacionais a tomar medidas para resolver definitivamente o conflito político no país.

Ressalvando que, desde que deixou a Presidência cabo-verdiana, segue "muito menos a situação" na Guiné-Bissau, sublinhou a natureza institucional do conflito.

"Entendo que a crise na Guiné-Bissau vem precisamente da crise do Estado. As instituições e os princípios não são devidamente respeitados. Por vezes, nas democracias ou nas democracias imperfeitas, temos situações em que as pessoas são mais importantes que as instituições. Parece-me que é preciso mudar isso para que as instituições sejam mais importantes que as pessoas, para que as instituições sejam mais importantes que os titulares dos cargos políticos. Só assim é possível evitar certos conflitos", apontou.

"Na Guiné-Bissau, o problema está à volta da interpretação da Constituição e do desejo de alguém querer estar acima da Constituição e, isso, é inaceitável", acrescentou.

A Guiné-Bissau vive uma situação de instabilidade política desde 2015, com sucessivas alterações de governo, que resultaram num impasse institucional que, segundo um relatório recente da União Europeia, está a enfraquecer as instituições do Estado e a pôr em causa o respeito pelos direitos humanos.

A influência do desenvolvimento económico local na prevenção de conflitos foi o tema do painel, em que participaram também o comissário para as Políticas Económicas da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), Mamadou Traore, e o diretor de políticas de apoio de governo e construção da paz do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Patrick Keulers.
Rispito.com/Lusa, 19-10-2017

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Paralisação nos órgãos públicos da Comunicação Social

A par dos restantes órgãos públicos da Comunicação Social, a RDN está em greve a partir de desta quarta feira e durante três dias consecutivos.

Image result for órgãos públicos da Comunicação Social guine bissauDepois de ultrapassado o prazo dado acordado com o governo paralisações é a forma encontrada pelos sindicatos de base da RDN, TGB, Nô Pintcha e ANG, para reclamar o cumprimento do memorando do entendimento assinado com o governo há um mês no qual o Executivo comprometeu-se num prazo de trinta dias, afectar dez computadores que serão repartidos entre a RDN, ANG e o Jornal Nô Pintcha.

Igualmente o governo teria comprometido em afectar a RDN e a TGB, uma viatura cada para o transporte do pessoal, da mesma forma que a RDN e ANG vão beneficiar ainda de uma linha de internet.

A razão principal dessa paralisação é que, os sindicatos exigem entre outros a melhoria de condições de trabalho,o reajuste salarial nos órgãos públicos de informação e também o fim das censuras, sobretudo na TGB.

O fórum de sindicatos dos órgãos, vão cumprir apenas os serviços mínimos, ainda depostos ao diálogo com o patronato em caso deste solicitar.
Rispito.com/RDN, 18-10-2017

José Mário Vaz diz que"não compactua" e condena incidente na sede do PAIGC

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou hoje (18-10-2017) que "não compactua" com actos que atentam contra a estabilidade do país e condenou o incidente registado na sede nacional do PAIGC.

"O presidente da República, senhor José Mário Vaz, não teve conhecimento dos preparativos, nem compactua com a realização de actos desta natureza, atentatório à estabilidade e à paz social", refere um comunicado oficial distribuído à imprensa.

Um grupo de jovens tomou hoje (18-10-2017) de assalto a sede nacional do PAIGC, em Bissau, tentando impedir os militantes de entrar e as duas partes acabaram em confrontos.

O PAIGC, na pessoa do seu porta-voz, João Bernardo Vieira, acusou na altura o Grupo dos 15 dissidentes do partido e o Presidente da República de serem responsáveis pelo assalto.

Segundo a fonte, "há algum tempo que o PAIGC tem sido ameaçado pelo Grupo dos 15, que tem sido claramente apoiado pelo senhor presidente da República”.

João Bernardo Vieira disse não ter dúvidas de “foram pessoas mandatadas pelo Grupo dos 15, com o apoio do presidente da República. É lamentável que numa situação em que estamos todos à espera de paz e de estabilidade haja situações do género".

No seu comunicado, a Presidência da República refere que Mário Vaz "sempre se esforçou por aproximar as partes litigantes do PAIGC”, tendo por isso apelado às "partes desavindas (…)  a privilegiarem o diálogo e a tolerância, ao invés do confronto, na resolução dos diferendos internos do partido".

A Guiné-Bissau vive um impasse político há cerca de três anos, depois de o PR ter demitido o Governo de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, partido que venceu as eleições legislativas de 2014.

Os 15 fazem parte de um grupo de deputados expulsos do PAIGC, depois de votarem contra o programa do Governo, submetido ao Parlamento por Carlos Correia, que veio a substituir Domingos Simões Pereira.

Na sequência dessa expulsão, o Parlamento ficou bloqueado e está parado há cerca de dois anos.

O actual Governo, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do PAIGC e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacry.

O Acordo de Conacry, mediado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual, integrado por todos os partidos representados no Parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos.
Rispito.com/Lusa, 18-10-2017

Umaro Sissoco diz  que Guiné-Bissau já não tem problemas políticos

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse na cidade da Praia, que o país já não tem problemas políticos e que são os próprios guineenses que devem encontrar solução para os seus problemas.
"A Guiné-Bissau já não tem problemas políticos. A crise da Guiné tem de ser ultrapassada pelos próprios filhos da Guiné", afirmou o chefe de Governo guineense à agência Inforpress, no final de um encontro com o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, do qual a imprensa não foi informada.

A Presidência da República divulgou posteriormente uma nota com fotos na sua página oficial no Facebook, adiantando que o primeiro-ministro guineense afirmou que o seu país está interessado em reforçar as relações de amizade e cooperação com Cabo Verde.

Para isso, Umaro Sissoco Embaló anunciou que o novo embaixador do país vai ser nomeado ainda esta semana e "apresentará brevemente" as cartas credenciais ao Presidente cabo-verdiano.

À saída de Bissau, Umaro Sissoco Embaló anunciou que foi a Cabo Verde participar na abertura do IV Fórum Mundial sobre o Desenvolvimento Local, mas não foi visto entre as altas individualidades cabo-verdianas e estrangeiras que participaram no evento.

Em declarações à Inforpress, na Praia, o chede de Governo disse que iria "testemunhar a importância deste fórum", que não participaria, mas que deixava alguém a representá-lo.

Mesmo garantindo que o país já não tem problemas políticos, o chefe de governo guineense, que deverá regressar ao país ainda no mesmo dia, considerou ser "bem-vinda a mediação de povos irmãos, como o de Cabo Verde".

Durante a visita relâmpago a Cabo Verde, Umaro Sissoco Embaló terá sido ainda recebido pelo homólogo cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, segundo a Inforpress.

"Cabo Verde é a última etapa da minha visita à sub-região (africana). Já estive em todos os países da Comunidade Económica para o Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO), Nações Unidas, União Europeia e deixei Cabo Verde para o último, a fim de testemunhar também a solidariedade do povo cabo-verdiano", indicou.

O chefe do governo guineense fez-se acompanhar de uma delegação integrada pelos ministros do Turismo e Artesanato, do Comércio e Promoção Empresarial e do Diretor Geral do Protocolo do Estado.
Rispito.com/Lusa, 18-10-2017

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Forças armadas desmentem demissão do chefe de Estado-maior das FARP

O Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau (EMGFA) esclareceu nesta terça-feira, em comunicado, que o chefe das Forças Armadas, general Biagué Na Tan, não pediu a demissão do cargo ao Presidente guineense, José Mário Vaz.

"O Chefe de Estado-Maior General nunca formulou qualquer pedido demissão ao Presidente da República, José Maior Vaz", refere, em comunicado divulgado na sua página na Internet, o EMGFA guineense.
Alguma imprensa guineense noticiou recentemente que o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas teria pedido a demissão do cargo.

No comunicado, o EMGFA salienta que "não é proibido que um ou outro órgão de comunicação social trate informações militares nos seus espaços".

Mas, salienta no comunicado, o que "se quer veicular é informações seguras e credíveis e que contribuam para a paz, estabilidade, segurança e bem-estar da humanidade".

"Aliás, o desejo do chefe de Estado-Maior General foi sempre apostar na imprensa na luta pelo desenvolvimento, facto que prova que as Forças Armadas guineenses não são inimigas da comunicação social", salienta o comunicado.

O EMGFA salienta também que as "falsas informações não ajudam" a sociedade e pede aos órgãos de comunicação social para não divulgarem informações "contraproducentes" e contribuírem "positivamente para o bem de todos os cidadãos".
Rispito.com/Lusa, 17-10-2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

PAIGC França quer deputados da Diáspora na Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

Apesar de Portugal ser apontado como o primeiro país de acolhimento de imigrantes provenientes da Guiné-Bissau, a França é, na realidade, o principal receptor desta população, disse à e-Global Flávio Baticã Ferreira, Presidente da comissão política do PAIGC em França.

NUNO NABIAM AVISA QUE VAI LEVAR POVO À RUA CONTRA JOSÉ MÁRIO VAZ

Nuno Gomes Nabian, presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB) teceu duras criticas contra o Presidente da Republica, ainda avisou  que vai levar o povo à rua para protestar contra o regime de José Mário Vaz.

«Vamos mandar o povo para a rua, vamos trabalhar com outros partidos, porque este país não nos pertence só a nós, mas ao povo da Guiné-Bissau. Vamos concertar com todos os partidos políticos, sem exceção, para pôr na rua o povo da Guiné-Bissau para reivindicar os seus direitos», afirmou, em conferência de imprensa, Nuno Nabian.

A advertência do Nuno Nabiam está fundamentada na consagração prevista na constituição da Republica da Guiné-Bissau. E enfatiza o pedido ao José Mário Vaz, para se demitir de funções e deixar o lugar para alguém que possa continuar a dirigir o país uma vez que ele só revelou incapacidades de ocupar esse cargo.
«Vamos fazer o que a Constituição nos dá direito, sem medo, porque também temos de defender o povo guineense e isto tem ficar claro para José Mário Vaz. O povo vai sair à rua para lhe dizer que não serviu o povo durante estes anos. Estamos na política para contar a verdade», afirmou.


O politico terminou sublinhando que José Mário Vaz acumulou muito dinheiro e permitiu esbanjamento de tanto. Restando agora pedir desculpas ao povo e sair, para possibilitar que o povo consiga arranjar alguém que possa continuar a dirigir o país.
Rispito.com, 16-10-2017


 ONGs realizam conferência 23 anos após último encontro

Image result for ONGs da guine bissauAs organizações não-governamentais (ONG) que operam na Guiné-Bissau vão realizar entre quarta e sexta-feira a sua terceira conferência, 23 anos depois da sua última reunião, que ocorreu em 1994.

"A realização desta conferência inscreve-se numa preocupação de procura de melhores condições de concertação e valorização do trabalho das organizações não-governamentais, permitindo um diálogo sobre políticas e uma intervenção no desenvolvimento e na promoção dos direitos humanos mais profícuos e eficazes", refere a nota de apresentação do encontro.

A conferência é organizada pela Casa dos Direitos no quadro do projecto "Articulações e concertações não-governamentais para o desenvolvimento da Guiné-Bissau" e com o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, do Programa da ONU para o Desenvolvimento e da Swissaid.

Image result for casa de direitos da guine bissauDurante os dois dias do encontro, dedicado ao tema "Renovar o Compromisso com a Guiné-Bissau", vai ser debatido e analisado o trabalho das ONGs durante os últimos 20 anos e definir metas de trabalho para o futuro.

A primeira conferência de organizações não-governamentais foi realizada pelo Ministério do Plano e Cooperação Internacional em 1985 para planificar e coordenar a ajuda internacional não-governamental que era atribuída à Guiné-Bissau.

Segundo um estudo realizado em 2014 pelo sociólogo guineense Miguel de Barros, o trabalho das ONGs na Guiné-Bissau é extremamente condicionado e salienta que aquelas organizações "sobrevivem na base de financiamentos externos, sem conseguirem ultrapassar as suas limitações em criar ou mobilizar fundos próprios e internos".

"Este condicionalismo financeiro conduz à procura constante de financiamento de projectos, em detrimento do cumprimento dos programas institucionais, ou seja, as organizações envolvem-se em projectos que muitas vezes não reflectem a visão e missão desenhadas nos seus estatutos", sublinha o sociólogo.
Rispito.com/Angop, 16-10-2017

sábado, 14 de outubro de 2017

APU da Guiné-Bissau avisa que não vai aceitar eleições organizadas pelo atual Governo

O presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU -PDGB), Nuno Nabian, acusou hoje o Presidente e o Governo de "incompetência" e avisou que não vai aceitar que o primeiro-ministro organize as próximas eleições.

Vamos dizer ao Jomav (como é tratado o Presidente no país) que esta intenção (de adiar as eleições e ser o atual Governo a organizá-las) não vai acontecer nunca. Custe o que nos custar isso não vai acontecer nunca", afirmou Nuno Nabian.

O presidente da APU - PDGB ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2014.
As eleições presidenciais na Guiné-Bissau estão previstas para 2019 e as legislativas para 2018. E que segundo Nuno Nabian o presidente José Mário Vaz está em manobras de forjar o seu adiamento ou pretender que este governo as organize.

"Depois de nomear vários governos, o Presidente (José Mário Vaz) acabou por nomear o pior Governo e é este Governo ilegal e inconstitucional que o Presidente quer que organize eleições em 2019 ou 2020", afirmou, em conferência de imprensa, Nuno Nabian.

Na conferência de imprensa, Nuno Nabian afirmou que o Presidente guineense "está enganado" e que o atual Governo, liderado por Umaro Sissoco Embaló, "não vai organizar eleições no país e que fique claro para todo o povo" guineense.
"Não podemos hipotecar o futuro do nosso país por mais cinco anos com gente incompetente e intriguista e que não ama a Guiné-Bissau. Não vamos aceitar isso nunca", salientou.

Questionado pela Lusa sobre as afirmações, Nuno Nabian disse que já advertiu o Presidente da República que "nenhum partido" vai aceitar as manobras já iniciadas, referindo-se à cartografia eleitoral, considerando que o processo tem falta de transparência.

Na conferência de imprensa, Nuno Nabian fez duras críticas ao Presidente José Mário Vaz e ao primeiro-ministro guineense, acusando-os de estarem a vender e a endividar o país, dando como exemplo, a privatização dos portos, a entrega de Bolama a uma empresa, que "ninguém sabe de onde vem".
"A Guiné-Bissau vai ter problemas", afirmou Nuno Nabian, salientando que um chefe de Estado tem de ser nacionalista, patriota e "alguém que goste do povo".

Nuno Nabian alertou também os dirigentes guineenses que o mundo está atento ao que se passa na Guiné-Bissau e que o hoje o "país está vulnerável" e que está entrar "dinheiro sujo, droga e, certamente, armas". "Tudo está a entrar para a Guiné-Bissau", disse.
Rispito.com/Lusa, 14-10-2017

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Boicote dos professores marca início do ano lectivo

O ano lectivo nas escolas públicas da Guiné-Bissau iniciou oficialmente quinta-feira, mas os dois sindicatos dos professores apelaram os docentes para não darem aulas até que o Governo resolva "uma série de problemas" da classe.
Em nota à imprensa, o Sindeprof (Sindicato Democrático dos Professores) e o Sinaprof (Sindicato Nacional dos Professores) acusam o Governo, entre outros, de não cumprir com os pontos constantes no memorando assinado no passado mês de julho que permitiu, na altura, o levantamento de uma greve dos docentes.
O memorando previa, entre outros, o pagamento de salários e subsídios aos professores e a aplicação do Estatuto da Carreira Docente (ECD).
A aplicação daquele diploma, aprovado em 2011, tem sido principal motivo das greves dos professores que acusam os sucessivos governos de incumprimento.
O ECD vai permitir que os docentes passem a auferir salários dentro de um regime especial, acompanhados de aumentos de acordo com os anos em que estiverem em efectividade de funções.
Perante o que o Sinaprof e o Sindeprof consideram de "manobras" do Governo na aplicação do ECD, os professores "não devem dar aulas", refere a nota dos sindicatos.
A abertura do ano lectivo deu-se num momento em que cerca de quatro mil professores das escolas públicas estão com salários do mês de Setembro "bloqueados" pelo Ministério das Finanças, que considera a sua inscrição na Função Pública de irregular.
Na passada segunda-feira, foi iniciado um novo processo de inscrição dos professores que não receberam salários e ainda de outros funcionários públicos nas mesmas situações. No total são cerca de oito mil pessoas.
Falando no acto da abertura simbólica do ano lectivo, o ministro da Educação guineense, Sandji Faty, revelou quinta-feira que mais de 30% dos professores inscritos acabam por abandonar a docência para outros serviços "à procura de melhores salários".
O novo recenseamento presencial visa "limpar do banco de dados" aqueles professores que não dão aulas, mas cujos nomes ainda constam das listas do ministério da Educação, explicou à Lusa uma fonte daquele ministério que nega a existência de dívidas para com os docentes.
Rispito.com/Angop, 13-10-2017

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

BIAGUE NAM TAM QUER ABANDONAR CHEFIA MILITAR

CEMGFA Biague NanTam pediu ao Presidente da Republica José Mário Vaz para abandonar o seu posto a frente dos militares da Guiné Bissau, noticia e-Global. 

o pedido de Biague, feito antes da recente viagem de José Mário Vaz a Portugal, não terá sido alvo de decisão final por parte da Presidência. Ao que a e-Global apurou, o pedido não foi ainda formalizado por escrito, e nem sequer José Mário Vaz se comprometeu a aceitar a decisão do seu CEMGFA. 

Biague terá alegado razoes de saúde para a sua saida do cargo, uma vez que necessita de tratamentos regulares em Cuba, pais para onde tem viajado de forma frequente. Com este pedido, José Mário Vaz tem agora um problema em mãos relativo escolha do substituto de Biague Tam. 

Ao longo da crise politica que tem marcado os últimos dois anos do dia-a-dia da Guiné-Bissau, Biague NanTam tem sido criticado por alguns militares como o principal sustentáculo da Presidência na pacificação nos quartéis, foi também através de Biague, figura respeitada entre os militares, que o setor se manteve afastado de todos os problemas políticos, postura que tem sido alvo de elogios a toda a classe castrense por parte da Comunidade Internacional. 

De acordo com fontes da Presidência da Republica, José Mario Vaz estará agora em processo de avaliação de três nomes em cima da mesa: Augusto Mário Co, director do Instituto Nacional de Defesa, Lassana Mansaly, Chefe de Estado Maior do Exército, e o ex- Zamora Induta. O futuro responsável pelos militares da Guiné-Bissau terá a tarefa de manter as forcas armadas do pais como garante da Constituição do país num período político-turbulento. 
Rispito.com/e-Global, 12-10-2017