quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Dubai vai construir novo aeroporto internacional em Nhacra

Uma equipa do governo guineense, liderada pelo próprio primeiro-ministro Nuno Nabiam, recebeu esta segunda-feira, 23 de Novembro, uma delegação da empresa emirati Concorde, chefiada por Talal Alboulskia.

Se tudo correr como previsto em 2021 vão arrancar as obras de construção de um novo aeroporto internacional, em Nhacra, no centro-norte do país. O projecto custará cerca de 600 milhões de euros e será totalmente pago pelos Emirados Árabes Unidos, anúcio feito após o encontro em Bissau entre o primeiro-ministro guineense e um grupo de Dubai, nesta segunda-feira, 23 de Novembro.
O novo aeroporto internacional da Guiné-Bissau vai situar na localidade de Nhacra, a 32 kms de Bissau, no centro-norte do país e que será construído de raíz pela empresa de Dubai Concorde Stars Contracting LLC.

O novo aeroporto custará ao grupo dos Emirados Árabes Unidos cerca de 588 milhões de euros.

Será equipado com um terminal de cargas moderno e terá capacidade para receber aeronaves de grande porte, o que neste momento é impossível com o velho aeroporto internacional Osvaldo Vieira, situado nos arredores de Bissau.
Rispito.com/RFI, 25/11/2020


terça-feira, 24 de novembro de 2020

Primeiro-ministro não aceita pedido de demissão do ministro da economia

Mandinga pediu demissão do cargo de ministro da Economia da Guiné-Bissau por considerar que foi esvaziado das suas "competências orgânicas" com a nomeação do vice-primeiro-ministro, Soares Sambú.

Passado muitos dias no interregno primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, disse hoje que não aceitou o pedido de demissão do ministro da Economia, Vitor Mandinga, apresentado no início deste mês. 
O chefe do Governo guineense falava após a entrega na Assembleia Nacional Popular do Orçamento de Estado para 2021, que vai ser discutido na próxima sessão ordinária do Parlamento, com início previsto para o próximo dia 30. 

"Foi uma decisão própria do ministro. É uma peça fundamental neste Governo, estamos a tentar conversar e gerir a situação da melhor forma para ver se volta a assumir as funções", salientou Nuno Nabiam.
Rispito.com/BD, 24/11/2020


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Empresa do Dubai vai financiar construção de novo aeroporto da Guiné-Bissau

- A empresa do Dubai, Emirados Árabes Unidos, Concorde Stars Contracting LLC anunciou hoje que vai financiar totalmente a construção de um novo aeroporto da Guiné-Bissau, orçado em cerca de 588 milhões de euros.
"O projeto será totalmente financiado pela empresa Concorde", disse Talal Alboulskia, da empresa, após um encontro com o primeiro-ministro guineense, Nuno Nabiam, e quando questionado pelos jornalistas sobre o financiamento do projeto.

Sobre o início da construção do novo aeroporto, Talal Alboulskia disse que depende das próximas reuniões técnicas, que vão definir o início da construção.
"Estou muito satisfeito com o encontro com o Governo da Guiné-Bissau para a construção de um aeroporto internacional de referência. Recebemos um apoio incondicional por parte do Governo e temos outros projetos para este país", afirmou.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro disse à Lusa que o novo aeroporto deverá situar-se em Nhacra e que o projeto, hoje apresentado a Nuno Nabiam, está orçado em mais de 700 milhões de dólares (cerca de 588 milhões de euros).

No âmbito do projeto, chega terça-feira uma equipa técnica da empresa ao país para reuniões de trabalho.
Rispito.com/Lusa, 23/11/2020

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Guiné-Bissau tem de ter jovens criados com patriotismo

O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general Biagué Na Tan, disse hoje que o país tem de ter jovens criados com patriotismo.
"A Guiné-Bissau tem de ter jovens criados com patriotismo. A Guiné-Bissau tem de ter patriotas nas forças armadas, na guarda nacional e na polícia", disse o general Biagué Na Tan.

O responsável discursava na cerimónia de trasladação dos restos mortais de "Nino" Vieira para a Fortaleza da Amura, sede do Estado-Maior das Forças Armadas, e de celebração do dia nacional das Forças Armadas.

O CEMGFA guineense disse também que os militares e paramilitares condenam os golpes de Estado.
"Eles próprios dizem-me que os golpes se reformaram. Os golpes estão reformados na Guiné-Bissau", afirmou.

O general guineense destacou que os anos entre 2014 e 2020 foram marcados pela estabilidade e pelo respeito do poder político e da Constituição.
"Os benefícios obtidos pela ausência de sobressaltos além da estabilidade foi a cooperação que tivemos com outros países que nos deram apoio", disse.
"Este é o resultado da acalmia que os militares fizeram, é o resultado da paz e da tranquilidade", salientou.

Em relação ao seu segundo mandato, o general disse que terá três objetivos, nomeadamente manutenção da paz e estabilidade, reabilitação das estruturas militares e criação de escolas.
Rispito.com/Lusa, 19-11-2020

"É preciso trabalhar": PR da Guiné-Bissau vai propor redução de feriados no país

Umaro Sissoco Embaló vai acabar também com descanso à segunda-feira quando o feriado se assinal a um domingo.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse esta terça-feira que vai propor a redução de feriados no país, justificando que é preciso trabalhar.
"Enquanto Presidente da República já falei com o Governo para propor a redução de muitos feriados, porque precisamos de trabalhar", afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente falava aos jornalistas depois de um encontro com familiares do ex-Presidente guineense "Nino" Vieira e quando questionado sobre o fim de alguns feriados no país.

Umaro Sissoco Embaló explicou que muitos dos feriados que antes se celebravam deixaram de ser assinalados depois da abertura do país ao multipartidarismo.

O Presidente explicou também que pretende acabar com o dia de descanso à segunda-feira, quando o feriado se assinala ao domingo.
"Por exemplo, na Guiné-Bissau, quando o feriado é ao domingo as pessoas não vão trabalhar na segunda-feira, isso vai acabar", disse.
Rispito.com/SIC Noticia, 19-11-2020

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde vai para o Brasil

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, nomeou hoje para embaixador da Guiné-Bissau no
Brasil M'Bala Alfredo Fernandes, segundo uma nota divulgada à imprensa.

Na nota, refere-se que M'Bala Fernandes é exonerado do cargo de embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde e nomeado para o mesmo cargo no Brasil.

M'Bala Fernandes foi nomeado embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde pelo antigo chefe de Estado guineense José Mário Vaz, em novembro de 2017.



segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Tony Tcheka: "O guineense acreditou estar prestes a uma mudança profunda"

Escritor guineense Tony Tcheka lança livro em Lisboa e não poupa críticas ao Governo da Guiné-
Bissau. Para o analista, algumas instituições do Estado são figuras decorativas que o Presidente "usa e abusa como quer".
O escritor guineense Tony Tcheka lançou o livro "Quando os Cravos Vermelhos Cruzam o Geba" em Lisboa. Em conversa com a DW África na capital portuguesa, o jornalista criticou o que classificou como "comportamento ditatorial” do Presidente Umaro Sissoco Embaló. O jornalista e analista político lamenta desmandos e excessos do Presidente da Guiné-Bissau, que, segundo ele, fazem desacreditar o país, qualificado por muitos académicos e intelectuais como "Estado falhado".

PR da Guiné-Bissau afirma que "Nino" Vieira é património do país e está em todos os guineenses

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse hoje que o antigo chefe de Estado "Nino" Vieira é "património de Estado" e pertence a todos os filhos do país.
"Liguei a Isabel Vieira e disse, senhora não vou pedir autorização, mas vou informá-la de que vou enterrar "Nino" Vieira ao lado do seu companheiro Amílcar Cabral. O Nino não pertence só a vocês. O Nino é património da Guiné-Bissau", afirmou Umaro Sissoco Embalo, sobre a conversa com a viúva do ex-Presidente.

O chefe de Estado guineense falava na Amura, durante a cerimónia de trasladação dos restos mortais do antigo Presidente e celebração do dia das Forças Armadas.
"Todos os filhos da Guiné-Bissau têm um pedaço daquele homem. Portanto, não pertence à Isabel, nem aos filhos biológicos de "Nino" Vieira. "Nino" sou eu e todos os que estão aqui", disse o Presidente guineense, recebendo os aplausos da plateia.
"Não fazemos política com "Nino", nem com Cabral, nem com Canha Na Tungue, nem com Pansau Na Isna e outros", salientou, referindo-se a outros combatentes pela independência do país.

Umaro Sissoco Embaló disse também que "Nino" Vieira merece respeito e que não faz política com o seu legado.

O antigo Presidente João Bernardo "Nino" Vieira foi assassinado na sua residência em Bissau, em março de 2009, horas depois do assassínio do então chefe das forças armadas do país, general Tagmé Na Waie.

Em entrevista à Lusa, a filha mais velha do antigo Presidente Florença Vieira lamentou a forma como o processo de trasladação dos restos mortais do pai foi conduzido.

O assassínio do antigo Presidente nunca foi resolvido e apesar de ter sido feita uma investigação pelo Ministério Público o processo acabou arquivado por falta de acusação.
Rispito.com/Lusa, 16/11/2020

Filhos de "Nino" Vieira pedem que justiça ouça testemunho de viúva sobre assassínio do pai

A filha mais velha do antigo presidente guineense João Bernardo "Nino" Vieira disse que pediu ao Ministério Público da Guiné-Bissau para ouvir o testemunho da viúva, Isabel Vieira, sobre o assassínio do pai, em março de 2009.
"Eu pedi ao Ministério Público para ouvir a senhora Isabel, porque durante 11 anos andou a correr pelo mundo a dizer que não tinha segurança para vir à Guiné-Bissau e como é que agora, de repente, há segurança para ela. Ela está aqui há três meses", afirmou, em entrevista exclusiva à Lusa, Florença Vieira.

Isabel Romano Vieira, mulher de "Nino" Vieira, saiu da Guiné-Bissau em março de 2009, após o funeral do antigo presidente guineense assassinado em sua casa e nunca prestou declarações públicas sobre a morte do marido.

O Ministério Público realizou uma investigação, mas nunca conseguiu ouvir o testemunho de Isabel Romano Vieira, que sempre se recusou a prestar declarações.

O antigo Procurador-Geral da República Bacari Biai anunciou em 2018 o arquivamento do processo, alegando uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que refere que seis meses depois do início de uma investigação, se não houver acusação, o processo é arquivado.

Até hoje, ninguém foi acusado pela morte de João Bernardo "Nino" Vieira, nem pelo assassínio do general Tagme Na Waie, que morreu poucas horas antes do antigo presidente guineense.
"Mas chegar aqui para violar o túmulo do meu pai e fazer as barbaridades que ela quer fazer, não, vamos processá-la criminalmente. Na guerra do machado com a catana, o pau não entra", afirmou Florença Vieira, referindo-se à forma como foram trasladados os restos mortais do seu pai, que hoje vão ser sepultados na Amura, sede do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

Na entrevista, Florença Vieira pede também ao Governo da Guiné-Bissau para "aproveitar este momento em que a senhora Isabel Romano Vieira se encontra em Bissau para indiciá-la a prestar testemunho".
"Porque ela é testemunha ocular do que aconteceu naquela noite fatídica. Nunca quis prestar declarações. Mesmo o falecido Presidente Malam Bacai Sanhá ofereceu-se, deslocou-se até Dacar, porque ela alegava insegurança na Guiné-Bissau, para se encontrar com ela e explicar-lhe e ela desrespeitou-o e não compareceu", afirmou.

Para Florença Vieira, o que é "caricato" é que depois de o seu pai morrer, Isabel Romano Vieira nunca mais regressou em Bissau.
"Depois de 11 anos ela põe aqui os pés e acontece esta cena catastrófica", afirmou, referindo-se uma vez mais à forma como os restos mortais do seu pai, sepultado no cemitério de Bissau, foram trasladados.
Rispito.com/Lusa, 16/11/2020

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Sindicatos suspendem greve geral

Após encontro com o Governo, a maior central sindical guineense, a UNTG, decidiu suspender a greve na função pública por uma semana, enquanto aguarda respostas às reivindicações dos trabalhadores.

Guinea Bissau | Streik (DW/F. Tchuma Camara)
Em Bissau, terminou ao final da tarde desta quinta-feira (12.11) uma ronda negocial entre o Governo e a os líderes da maior central sindical do país, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), para o fim da greve geral em curso na função pública da Guiné-Bissau.

No Facebook, o primeiro-ministro Nuno Nabiam indicou que o seu Executivo mostrou que continua "a reafirmar a disponibilidade e abertura para negociar e resolver gradualmente as reivindicações dos Sindicatos" e, em resposta, as centrais sindicais suspenderam a greve por uma semana, aguardando estes desenvolvimentos.

A UNTG acusa o Governo de não cumprir os diplomas aprovados e de ter recrutado para a função pública familiares e militantes dos partidos da coligação que governam o país, sem passar por concurso público.

Entre outras reivindicações, a UNTG exige a aplicação do estatuto da carreira docente e ainda a exoneração de todos os funcionários admitidos na função pública "de forma ilegal", por serem inscritos como "pagamento de favores políticos". A UNTG exige ainda do Governo o pagamento de dívidas ao pessoal contratado do setor de saúde e o pagamento e admissão definitiva de todas as categorias de professores nos quadros da função pública. A primeira vaga de ondas de greves anunciadas pelo sindicato começou na segunda-feira.

A DW África falou com o presidente da comissão negocial da UNTG, João Domingos da Silva, sobre os próximos passos na luta dos trabalhadores.

DW África: Qual é o resultado do encontro com o Executivo liderado por Nuno Gomes Nabiam?

João Domingos da Silva (JDS): O Governo assumiu engajar-se com certos aspectos das exigências das centrais sindicais. Nesse sentido, não vamos entregar o pré-aviso de greve que prevíamos entregar amanhã [sexta-feira], tendo em conta essa abertura demonstrada pelo Governo. Já temos na mão despachos de nomeação de algumas comissões que vão começar a fazer alguns trabalhos que estavam anteriormente suspensos. Aguardamos que nessa semana de pausa o Governo irá concretizar ações concretas. Estamos a registar 70% de adesão à greve na administração pública.

DW África: É verdade que há alguns sindicatos que não estão a aderir à greve como, por exemplo, o sindicato dos professores?

JDS: Não. É bom frisar que no sector da Educação existem quatro sindicatos. Um deles é da Confederação Geral dos Sindicatos. Dois são da UNTG e os seus associados estão a aderir à greve. É bom relembrar que a adenda e memorando de entendimento foi firmado entre as duas centrais sindicais. Passado o incumprimento, a outra central, que é a Confederação Geral, entendeu que não vai aderir a esta greve. A UNTG avançou com a greve e os seus sindicatos estão todos na greve.

DW África: Porque é que avançaram para a greve? O que é que estão a exigir ao Governo?

JDS: Estamos a exigir o cumprimento da adenda e do memorando de entendimento.

DW África: O que é que o Governo não está a cumprir?

JDS: Todos os pontos. A maior preocupação das centrais sindicais reflete mais o aspecto da aplicação das leis. Depois do memorando de entendimento firmado com as centrais sindicais, após um certo período, o Governo passou a violar esse acordo. As centrais sindicais enviaram uma carta, uma resolução ao Governo para o cumprimento daquilo que é consagrado na adenda e no memorando. Passados os 45 dias dados ao Governo para esse memorando, a UNTG decidiu avançar com a greve geral.

DW África: Que leis é que o Governo não está a cumprir?

JDS: Existem vários diplomas legais que orientam a administração pública. Sabe-se que, nos últimos tempos, houve ingresso de muitas pessoas na função pública, sem obedecer àquilo que a lei exige – o concurso público. As pessoas vêm do partido…então, nós devemos respeitar as leis porque, na realidade, é a única forma de andarmos no bom caminho. O próprio despacho de nomeações mostra claramente a entrada de familiares de membros do Governo, o que não deveria ser. Estamos num país democrático, pensamos que a lei deve ser entrada para o cumprimento das nomeações.

PR guineense satisfeito com a forma como classe médica lida com a pandemia

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, disse hoje que está "muito satisfeito" com a forma como a classe médica do país tem lidado com a pandemia provocada pelo novo coranavirus.
Sissoco Embaló visitou hoje o Hospital Nacional Simão Mendes em Bissau, local onde são internados e tratados a maioria das pessoas infetadas pela covid-19 e aproveitou para se dirigir ao pessoal médico do país.
"Vim cá encorajar-vos pelo vosso papel durante esta pandemia do coronavírus. Estou muito satisfeito com o vosso empenho", declarou o Presidente guineense, para salientar que o pessoal médico "deve ser visto como combatente" pelo desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O chefe de Estado enfatizou que o pessoal médico "deve ser acarinhado", não só pela forma como tem vindo a lidar com a covid-19, mas por ter preferido ficar no país "quando muitos decidiram partir" para o estrangeiro.

O líder guineense aproveitou a ocasião para apelar para que a classe médica seja "mais bem organizada", lembrando que tem como papel fundamental salvar vidas humanas.
"Quero apelar ao Bastonário da Ordem dos Médicos para que organize a classe. Que o ginecologista trate das mulheres, urologista trate dos homens, pediatra cuide de crianças e que o generalista consulte toda a gente, agora não podemos aceitar que sejam feitos ensaios no corpo de pessoas porque em caso de erro medico é morte certa", defendeu Embaló.

O Presidente guineense exortou o ministro da Saúde, António Deuna, que o acompanhou na visita ao Simão Mendes, que não pode ser permitido que um estudante mal saia da universidade entre diretamente a consultar pessoas.
"Vou ser implacável com isso", declarou Sissoco Embaló, frisando que a Saúde e a Educação sempre foram a sua prioridade enquanto servidor público.

Embaló disse que vai falar com outros países para que disponibilizem médicos especialistas reformados para que venham apoiar o sistema de Saúde guineense.
"Por exemplo no Senegal, um especialista vai à reforma aos 60 anos, é uma idade que a pessoa ainda pode trabalhar aqui", observou o líder guineense, que promete também formar quadros médicos no estrangeiro.
A Guiné-Bissau regista 43 mortos e 2.419 casos da covid-19.
Rispito.com/Lusa, 13/11/2020

Distribuição de sementes visa melhorar a dieta alimentar na Guiné-Bissau

Entre as variedades de sementes distribuídas estão o repolho, a cenoura e cebola. A iniciativa deverá favorecer a segurança alimentar das comunidades beneficiadas
As mulheres guineenses que integram os clubes de agricultores das comunidades de Dame-sor, Dame-wabe, Dame-te, Sormon, Blassar, Lendem, Ncor e Ntchula, têm já na sua pose uma “vasta gama de sementes hortícolas de grande qualidade germinativa e com variedades diversificadas”, destacam os envolvidos na iniciativa.

O apoio em sementes é constituído por variedades como “tomate, pimenta, djagatu (beringela africana), alface, sucul-bembe (família dos pimentos), cenoura, repolho, cebola, pepino e beringela”, adiantam os promotores deste do projeto. Através desta iniciativa pretende-se “aumentar a produtividade e melhorar a dieta alimentar nas comunidades com produtos hortícolas diversificados”, conforme destacam os promotores desta ação.

A distribuição de sementes hortícolas é realizada em Oio e Cacheu pela “ADPP Guiné-Bissau” no âmbito da “Ação IG! Hortas”, uma iniciativa financiada pela União Europeia, que deverá chegar até um total de duas dezenas de comunidades no sector de Bissorã. A ADPP Guiné-Bissau é uma organização não-governamental guineense existente há mais de 35 anos, com a missão de fomentar o desenvolvimento económico, social e cultural.
Rispito.com/Lusa, 13/11/2020

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Trabalhadores do aeroporto Guiné-Bissau ameaçam fazer greve a partir de sexta-feira

O sindicato dos trabalhadores do principal aeroporto da Guiné-Bissau ameaçou hoje realizar uma greve de uma semana para reivindicar o pagamento de salários em atraso e denunciar a intenção do Governo de privatizar a empresa gestora das instalações.

Em comunicado, o sindicato refere que pretende iniciar a greve esta sexta-feira.

Os trabalhadores reivindicam o pagamento de sete meses de salários aos trabalhadores, bem como esclarecimentos do Governo relativo à privatização da empresa Assistência Aeroportuária da Guiné-Bissau (SAA) a uma empresa do Kuwait, acrescenta.

Em declarações aos jornalistas, o ministro dos Transportes, Jorge Mandinga, disse que a decisão de privatizar o aeroporto Osvaldo Vieira já tinha sido tomada por governos anteriores.
"Como devem saber a decisão de iniciar o processo de privatização da empresa SAA foi tomada pelo Governo de Aristides Gomes e a SAA é uma empresa privada. Agora o Estado vai sair e entregar o seu capital social a uma outra empresa", declarou o ministro.

Jorge Mandiga falou aos jornalistas quando acompanhava a visita do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, ao Ministério dos Transportes e Comunicações, Jorge Mandinga.

Na perspetiva do ministro, não se trata de privatizar uma empresa do Estado, mas a saída deste para permitir que um grupo com "maior conhecimento entre e faça melhor".
"Os trabalhadores serão certificados, o que quer dizer que vão passar a saber manejar os equipamentos modernos que vão ser instalados no aeroporto para dar maior segurança às aeronaves na sua navegação", declarou Jorge Mandinga.

O governante precisou que o assunto foi debatido na reunião do Conselho de Ministros e mereceu a anuência do Presidente guineense e que ficou determinado que os trabalhadores a serem dispensados serão indemnizados de acordo com o número de anos de trabalho.

O ministro dos Transportes e Comunicações disse que tem conhecimento da intenção da greve, mas adiantou que o sindicato e a administração da SAA estiveram reunidos hoje para analisar a possibilidade de "fazer abortar a greve".

Jorge Mandinga lembrou que o país observa uma situação de estado de calamidade sanitária decretada pelo Presidente da República, por causa da pandemia motivada pelo novo coronavirus.
"Só por isso não pode haver greve, como observou a ministra da Função Pública", defendeu Jorge Mandinga.
Rispito.com/Lusa, 12/11/2020

USE atribui a "Nino" Vieira título póstumo de herói da libertação nacional

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, promulgou hoje o decreto do Governo guineense que determina a atribuição do título póstumo de Herói da Luta Armada de Libertação Nacional ao antigo chefe de Estado João Bernardo "Nino" Vieira.
A decisão de Umaro Sissoco Embaló foi tomada na sequência de uma reunião de Conselho de Ministros, realizada em 05 de novembro, e "visa reconhecer João Bernardo Vieira como um dos mais destacados combatentes da liberdade da pátria" e que Amílcar Cabral "reconheceu e consagrou como chefe de guerra, em 1970".

O Governo da Guiné-Bissau aprovou também a trasladação dos restos mortais do antigo presidente guineense João Bernardo "Nino" Vieira para a Amura, local onde estão sepultados os antigos chefes de Estado eleito do país, na segunda-feira.

A trasladação será no Dia das Forças Armadas da Guiné-Bissau.

Na fortaleza de São José D'Amura, sede do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, já estão sepultados os restos mortais dos antigos presidentes Kumba Ialá, Malam Bacai Sanhá e de Amílcar Cabral, pai da Nação guineense.

João Bernardo "Nino" Vieira está atualmente sepultado do cemitério de Bissau a pedido de família.

O antigo chefe de Estado foi assassinado em 02 de março de 2009, horas depois de o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas general Tagme Na Waié ter sido morto numa explosão no antigo Estado-Maior General das Forças Armadas.

O Governo guineense decidiu também decretar tolerância de ponto na segunda-feira para que todos os funcionários públicos possam participar na cerimónia.
Rispito.com/Lusa, 12/11/2020

Associação da Indústria Madeireira da Guiné-Bissau denuncia abate de árvores nas florestas do país

O presidente da Associação da Indústria Madeireira da Guiné-Bissau, José António Sá, denunciou o abate de árvores nas florestas do país por pessoas "estranhas ao serviço".

"Estivemos com o Presidente para expor a situação dos madeireiros e que as florestas estão a ser invadidas por pessoas estranhas a esse serviço", afirmou José António Sá aos jornalistas, no final de um encontro com o chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló.

Questionado pelos jornalistas se denunciaram que nas florestas está a ser cortada madeira por pessoas que não têm licença, José António Sá precisou que foi exatamente o que tinham vindo denunciar.

O presidente da Associação da Indústria Madeireira da Guiné-Bissau, José António Sá, denunciou hoje o abate de árvores nas florestas do país por pessoas "estranhas ao serviço".
"Estivemos com o Presidente para expor a situação dos madeireiros e que as florestas estão a ser invadidas por pessoas estranhas a esse serviço", afirmou José António Sá aos jornalistas, no final de um encontro com o chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló.

Questionado pelos jornalistas se denunciaram que nas florestas está a ser cortada madeira por pessoas que não têm licença, José António Sá precisou que foi exatamente o que tinham vindo denunciar.
"A brigada de proteção do ambiente está justamente no local denunciado por nós", disse.

Na Guiné-Bissau, apenas 12 serrações têm licença para cortar árvores, mas estão paradas desde a moratória de 2015, que proibiu o abate de árvores.
"Há serrações montadas em Bissau depois da moratória de 2015. É preciso desmantelar as serrações ilegais", disse.

O atual Governo da Guiné-Bissau decidiu levantar a moratória por um novo período especial de abate para cinco anos, mas com regras claras e rígidas, que passam, nomeadamente, que a serração que realize o abate apresente um plano de repovoamento e reflorestação, a imposição de quotas e a proibição de exportação de toros de madeira.

A Polícia Judiciária tem estado a realizar uma investigação ao corte ilegal de árvores, tendo recentemente apreendido uma série de toros e selado uma serração em Bissau.

Segundo a imprensa guineense, algumas personalidades políticas estarão envolvidas no abate ilegal de árvores.

A Polícia Judiciária ainda não deu informações sobre a operação em curso, nem se foram, até ao momento, constituídos suspeitos.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, constitui recentemente uma comissão, chefiada pelo ministro do Ambiente, para drenar madeira cortada, antes da moratória de 2015, e que estaria ainda em depósitos nas florestas.
Rispito.com/Lusa, 12/11/2020

terça-feira, 10 de novembro de 2020

ONU entrega equipamento de alta tecnologia digital para preservar História na Guiné-Bissau

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa e a Biblioteca Nacional da Guiné-Bissau e a Associação Guineense de Documentalistas, Arquivistas e Bibliotecários apresentaram hoje os novos equipamentos digitais fornecidos pela ONU para preservar a história do país

Os equipamentos de alta tecnologia digital foram fornecidos no âmbito do projeto de preservação da memória nacional para a paz sustentável da Guiné-Bissau, que conta com o apoio técnico e financeiro do Programa da ONU para o Desenvolvimento, através do Fundo de Consolidação da Paz das Nações Unidas.

“Com este equipamento ficamos comprometidos em criar uma biblioteca digital para o Estado da Guiné-Bissau”, afirmou Iaguba Djaló, diretor-geral da Biblioteca Nacional e presidente da Associação Guineense de Documentalistas, Arquivistas e Bibliotecários.

No conflito político-militar, que decorreu na Guiné-Bissau entre junho de 1998 e abril de 1999, grande parte do acervo documental e arquivos históricos de várias instituições públicas foram destruídos.
“A recuperação dessa memória tem de ser acompanhada pela nova tecnologia e estes equipamentos vão preencher essa lacuna”, disse.

Segundo Iaguba Djaló, os novos equipamentos vão permitir digitalizar 120.000 documentos, 3.000 imagens fotográficas, 8.000 filmes em negativo e 4.000 microfilmes.
“É um trabalho árduo e difícil de limitar no tempo porque depende de dois aspetos”, disse o diretor-geral da Biblioteca Nacional da Guiné-Bissau.

Iaguba Djaló disse que depende da existência de recursos humanos “bem treinados e bem motivados” e meios financeiros e de transporte.
“Outro aspeto é a preservação dos documentos, porque vivemos num país tropical com temperatura e humidade excessivas que são prejudiciais para a matéria orgânica”, disse.

Nesse sentido, Iaguna Djaló sugere uma reabilitação do edifício para que sejam criadas condições para preservar os documentos.
“Desde que haja vontade política, a missão será cumprida”, disse, referindo-se à presença de vários membros do Governo na cerimónia de apresentação dos novos equipamentos.
Rispito.com/Lusa/Visão, 10/11/2020

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Guiné-Bissau regista cinco novos casos e mais uma morte

A Guiné-Bissau registou na última semana mais cinco casos positivos para o novo coronavírus e uma morte, segundos os dados hoje divulgados pelo Alto-Comissariado para a Covid-19.
Segundo os dados, entre 02 e 08 novembro, a Guiné-Bissau realizou 1.359 novos testes, dos quais "cinco casos revelaram-se positivos para a covid-19".

Com os cinco novos casos, a Guiné-Bissau eleva o total acumulado de casos positivos para covid-19 desde o início da pandemia para 2.419.

"Dos casos positivos reportados, três são provenientes da região do Setor Autónomo de Bissau, um da região de Chacheu e um de Biombo, os casos encontram-se atualmente em isolamento domiciliar. Neste momento, decorre o processo de mapeamento dos contactos destes casos", refere-se no relatório divulgado à imprensa.

Segundo o documento, não há, de momento, pacientes internados por covid-19 na Guiné-Bissau, mas 115 casos permanecem ativos no país.

"Lamentamos informar que o país registou mais um óbito por covid-19 na região de Bafatá", refere o relatório, aumentando o total acumulado para 43 vítimas mortais.

Em relação ao número de recuperados, o país registou mais 393, elevando o total de pessoas que recuperaram da covid-19 para 2.255.

Por regiões, o Setor Autónomo de Bissau continua a ser a zona do país com mais casos para covid-19, seguido das regiões de Biombo e Bafatá.

O arquipélago dos Bijagós permanece sem registo de qualquer caso.

Os primeiros casos de covid-19 na Guiné-Bissau foram registados em março.

Depois de vários meses em estado de emergência, em setembro, as autoridades guineenses decidiram declarar situação de calamidade e de emergência de saúde até 08 de dezembro.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Em África, há 45.282 mortos confirmados em mais de 1,8 milhões de infetados em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Angola regista 307 óbitos e 12.433 casos, seguindo-se Cabo Verde (100 mortos e 9.369 casos), Moçambique (99 mortos e 13.768 casos), Guiné Equatorial (85 mortos e 5.092 casos), Guiné-Bissau (43 mortos e 2.419 casos) e São Tomé e Príncipe (16 mortos e 960 casos).

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de mortos (mais de 5,6 milhões de casos e 162.397 óbitos), depois dos Estados Unidos.
Rispito.com/Lusa, 09/11/2020

Domingos Simões Pereira prepara o seu regresso à Guiné-Bissau

Líder do PAIGC está a contactar várias entidades para garantir as condições da sua volta ao país. À DW, em Lisboa, DSP fala do polémico acordo petrolífero guineense com o Senegal e a nomeação de um vice-PM pelo PR.

Domingos Simões Pereira está a preparar as condições consideradas necessárias para o seu regresso à Guiné-Bissau, que implicitamente têm a ver com a sua segurança. O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) pede à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que "assuma alguma responsabilidade em relação ao quadro securitário" no país, "não por temer seja o que for".  

Na entrevista exclusiva concedida à DW África, em Lisboa, Simões Pereira critica várias incongruências do seu adversário político, Umaro Sissoco Embaló, incluindo a ofensiva diplomática levada a cabo pelo Presidente da República.

Simões Pereira questiona também o acordo petrolífero assinado entre a Guiné-Bissau e o Senegal, respetivamente pelo punho dos Presidentes Umaro Sissoco Embaló e Macky Sall, sem o devido conhecimento do Governo de Nuno Nabiam e da Assembleia Nacional Popular (ANP).