quinta-feira, 21 de junho de 2018

Programa do novo Governo aprovado por unanimidade

Guiné-Bissau: Programa do novo Governo aprovado por unanimidade
O programa do Governo da Guiné-Bissau, que tem como principal objetivo organizar eleições e consolidar as finanças públicas, foi, na última terça-feira, aprovado por unanimidade. Esta quinta-feira começa a ser discutido e aprovado o Orçamento Geral do Estado para o resto de 2018.
Segundo a Lusa, os 89 deputados presentes no hemiciclo votaram a favor do programa apresentado, no dia 19, pelo primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes.

O parlamento guineense é formado por 102 deputados. O último programa de Governo aprovado pela Assembleia Nacional da Guiné-Bissau tinha sido em 2014, após as eleições legislativas ganhas pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Após a demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e da queda do seu Governo, em 2015, o parlamento guineense não voltou a aprovar programas de Governo, tendo acabado por ser encerrado devido a divergências entre o PAIGC e o PRS, os dois maiores partidos do país e o Presidente da República, José Mário Vaz que, até ultimamente, rejeitou nomear um primeiro-ministro de consenso.
Rispito.com/Lusa, 21-06-2018

JOSÉ MÁRIO VAZ - ENTREVISTA

No completar do seu quarto ano de mandato, o Presidente guineense justifica nomeação de sete primeiros-ministros com defesa de interesses do povo.
Para José Mário Vaz, foi preciso nomear sete primeiros-ministros durante os seus quatro anos de mandato porque os diferentes governos "não foram capazes" de responder às necessidades da população.

"O Presidente decide sempre atendendo às necessidades do seu povo. Eu senti que os diferentes Governos, os diferentes primeiros-ministros que foram nomeados não foram capazes de atender às necessidades do nosso povo", afirmou José Mário Vaz durante uma entrevista conjunta a vários órgãos de comunicação social.

Na entrevista, a primeira dada em quatro anos de mandato, que se assinalam a 23 de junho, José Mário Vaz disse que "foi obrigado" a tomar aquela decisão, que não foi de "ânimo leve", mas tendo em conta os interesses do país.

"Alguém pode dizer de que não podia ter feito, mas quando os interesses do país falam mais alto somos obrigados de facto a tomar estas decisões", sublinhou.

Desde as eleições gerais, realizadas em 2014, o Presidente guineense nomeou sete primeiros-ministros (um dos quais duas vezes).

A Guiné-Bissau viveu até recentemente um grave impasse político, que levou à intervenção da comunidade internacional, acabando com a imposição de sanções a 19 individualidades do país pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Questionado pelos jornalistas sobre as razões pelas quais nunca dissolveu o parlamento, José Mário Vaz invocou o seu legado.

"Desde 1994 nenhuma legislatura chegou ao fim, nunca um Presidente da República cumpriu o seu mandato. Nessas condições, pesei prós e contras e dissolver ou manter o parlamento, tal como estamos a assistir hoje. Constatei que o custo de dissolver o parlamento era muito pesado para a Guiné-Bissau porque iria implicar muita coisa, desde eleições antecipadas, financiamento, e como o benefício de manter o parlamento era melhor para o país, mantive o parlamento até hoje", afirmou.

Sobre alegadas divergências que tem com o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das legislativas de 2014 e partido que o apoiou para a sua eleição nas presidenciais, José Mário Vaz disse não existir nenhuma.

"Não posso de forma alguma aceitar que tenho divergência com o meu partido. Nunca poderia ter porque estou sentado nesta cadeira hoje, a cadeira da Presidência da República, graças ao meu partido. Graças ao povo guineense", disse.

Em relação a Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, e que foi o primeiro chefe de Governo a ser demitido por José Mário Vaz em 2015, o Presidente esclareceu que não existe qualquer problema.

"Trabalhamos para o bem da Guiné-Bissau, para o bem do nosso povo", disse.

Questionado sobre se vai trabalhar com Domingos Simões Pereira, caso o PAIGC vença as eleições legislativas de novembro e volte a ser indicado para primeiro-ministro, José Mário Vaz sublinhou que não tem preferências.

"Somos obrigados a trabalhar juntos para o futuro do nosso país. Aprendemos muito com o passado, para mim que ganhe o melhor, que ganhe a pessoa que os guineenses têm confiança para dirigir os destinos do nosso país, eu como Presidente da República estou aqui para trabalhar com todos, sem nenhuma preferência", afirmou.

Na entrevista, José Mário Vaz explicou também que não sentiu qualquer pressão da comunidade internacional para resolver o impasse político na Guiné-Bissau e sublinhou que foram os guineenses que chegaram a um consenso.

"Tudo isto foi construído, sem sombra de dúvida, a partir de nós mesmos. Nós, os guineenses, conseguimos dialogar. Conseguimos por de lado tudo o que nos detinha naquele momento e através de algumas figuras importantes, do bispo de Bissau, das mulheres facilitadoras e da sociedade civil, todo o mundo participou para que nós pudéssemos encontrar esta solução”, disse.

“Não foi a comunidade internacional, foi a iniciativa dos guineenses e estamos felizes com essa iniciativa e hoje estamos na posição em que estamos graças à iniciativa do guineense", acrescentou o chefe de Estado.

Sobre a sua recandidatura às presidenciais, José Mário Vaz remeteu uma decisão para depois das eleições legislativas, previstas para 18 de novembro.

Até lá, o Presidente quer todos os guineenses empenhados para que as eleições tenham lugar na data prevista e sem qualquer problema.
Rispito.com/Lusa, 21-06-2018

PR disse que os Guineenses ainda não estão preparados para explorar recursos naturais

Image result for jomavJosé Mário Vaz, afirmou que os guineenses ainda não estão preparados para iniciar a exploração dos seus recursos naturais, sublinhando que se o assunto for mal tratado só vai beneficiar alguns.

"A exploração dos recursos naturais é uma matéria que me é cara. Variadíssimas vezes falei sobre isso. Não vejo com bons olhos, neste momento, a exploração dos nossos recursos naturais. Acho que o país não está preparado para iniciar a exploração dos seus recursos naturais", disse José Mário Vaz.
O chefe de Estado guineense falava durante uma entrevista conjunta que deu a vários órgãos de comunicação social para assinalar o quarto aniversário do seu mandato, a 23 de Junho.

"É uma grande responsabilidade e exige um nível de preparação fora do normal e sobretudo a nível das forças de defesa e segurança. Acho que os guineenses não estão preparados para a exploração dos nossos recursos naturais, porque se esse assunto for mal tratado irá beneficiar meia dúzia de pessoas", afirmou, quando questionado sobre o assunto.

Para o presidente guineense, é preciso "formar melhor os guineenses" para que a exploração dos "recursos sirva o interesse do país e do povo".
A Guiné-Bissau tem bauxite, fosfato. A nível dos hidrocarbonetos há boas perspectivas, segundo prospecções feitas, para a sua exploração, mas o presidente guineense denunciou o acordo de partilha com o Senegal, em 2014, propondo a reabertura de negociações para fixação de novas bases de partilha.
Questionado sobre as negociações, o estadista disse que é um "assunto que vai merecer muita atenção nos próximos tempos", recusando avançar mais pormenores por se tratar de um "assunto um pouco delicado".
"Aqui não é o espaço para falarmos desse assunto. Temos um secretário-geral que vai defender os interesses dos dois países", disse.
O antigo primeiro-ministro guineense, Artur Silva, foi nomeado recentemente pelo presidente como secretário-geral da Agência de Gestão e Cooperação entre o Senegal e a Guiné-Bissau, com sede em Dakar.
O Acordo de Gestão e Cooperação entre a Guiné-Bissau e o Senegal, que José Mário Vaz denunciou em Dezembro de 2014, foi assinado em Outubro de 1993 e incluiu a criação de uma zona de exploração conjunta, que comporta cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental.

A Guiné-Bissau dispensou 46% do seu território marítimo para constituir a ZEC e o Senegal 54%.

A zona é considerada rica em recursos haliêuticos, cuja exploração determina 50 por cento para cada um dos Estados, e ainda hidrocarbonetos (petróleo e gás), ficando os senegaleses com 85% de hidrocarbonetos e os guineenses com 15%.
Uma fonte da agência de gestão da zona disse à Lusa acreditar que "até o final do ano" haverá um acordo que irá determinar uma nova partilha e desta forma permitir às "várias companhias", nomeadamente chinesas, suíças, americanas, canadianas e romenas, avançarem para a abertura de furos.
Dos 14 furos em prospecção de petróleo já realizados na zona, nomeadamente 13 em águas rasas e um em águas profundas, concluiu-se pela existência de "boas perspectivas", precisou uma fonte que acompanha a parte técnica do processo negocial.
Rispito.com/Lusa, 21-06-2018

quarta-feira, 20 de junho de 2018

PGR da Guiné Bissau quer prender DSP à revelia do Parlamento 

O Parlamento guineense, através do seu líder, Cipriano Cassamá, queixou-se do Procurador-Geral da República, Bacari Biai, junto do Supremo Tribunal de Justiça, por considerar que ele violou o segredo de justiça, proferiu calúnias e difamação contra o ex-primeiro-ministro, e líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

Assim sendo, o Parlamento quer que o Supremo Tribunal castigue o Procurador-Geral da República que acusa de crimes de violação de segredo de justiça, coação e violação de competências. Em causa está o que para o Parlamento é "uma perseguição contra o deputado Domingos Simões Pereira."

É que a Procuradoria quer ouvir Simões Pereira, na qualidade de suspeito de alegados crimes de má gestão de fundos públicos quando liderou o governo entre 2014 e 2015.
A Procuradoria pediu que o Parlamento levantasse a imunidade parlamentar a Domingos Simões Pereira, que é deputado, mas a Comissão permanente negou tal pedido.

O Procurador-Geral, Bacari Biai, não satisfeito com a recusa, anunciou num programa de rádio que será da responsabilidade do Parlamento a decisão que vai ser tomada pela Procuradoria-Geral da República sobre o suspeito Domingos Simões Pereira, que tem estado há mais de um mês fora do país. Pelo que  na Guiné-Bissau fala-se na possibilidade de Simões Pereira ser detido, à força, no momento em que chegar ao país.
Um grupo de cinco advogados guineenses, patrocinou esta queixa-crime do Parlamento contra o Procurador-Geral, esperando que o Supremo Tribunal de Justiça atue contra Bacari Biai por alegado crime de coação contra um deputado da Nação que desempenhou as funções de primeiro-ministro e que é ainda líder partidário.
O Parlamento quer ainda ver Bacari Biai responsabilizado por crime de violação de funções.
Rispito.com/RFI, 20-06-2018

terça-feira, 19 de junho de 2018

Programa do Governo da Guiné-Bissau aprovado por unanimidade

O programa do Governo da Guiné-Bissau, que tem como principal objetivo organizar eleições e consolidar as finanças públicas, foi hoje aprovado por unanimidade disse à Lusa fonte parlamentar.
Segundo a mesma fonte, os 89 deputados presentes no hemiciclo votaram a favor do programa hoje apresentado pelo primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes.
O parlamento guineense é formado por 102 deputados.
O último programa de Governo aprovado pela Assembleia Nacional da Guiné-Bissau tinha sido em 2014, após as eleições legislativas ganhas pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Após a demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e da queda do seu Governo, em 2015, o parlamento guineense não voltou a aprovar programas de Governo, tendo acabado por ser encerrado devido a divergências entre o PAIGC e o PRS, os dois maiores partidos do país.
O Orçamento de Estado para o resto do ano de 2018 começa a ser discutido na quinta-feira.
Rispito.com/Lusa, 19-6-2018

Tribunal de Justiça da CEDEAO condena Estado da Guiné-Bissau

Related imageGuiné-Bissau acaba de ser condenado na morte de seu ex-presidente João Bernardo Vieira, disse "Nino Vieira". De fato, após o assassinato do ex-presidente, a senhora  Nazaré Gomez de Pina, com residencia atual em França, intentou uma acção em violação dos Direitos Humanos contra a República da Guiné-Bissau, Estado membro da comunidade , no Tribunal de Justiça da CEDEAO.

Depois de encontrar a petição admissível, os juízes proferiram o seu veredicto, que identifica o Estado da Guiné-Bissau. Quanto ao mérito, '' o Tribunal considera que o Estado da Guiné-Bissau violou o direito à vida do falecido Presidente João Bernardo Vieira e do direito de acesso à justiça para os seus beneficiários. Portanto condena a República da Guiné-Bissau, em compensação, a pagar o montante de 10 milhões de francos CFA para a senhora Nazaré Gomez de Pina, e a 10 milhões para cada um dos seus três filhos Éden João Gomez Pina Vieira, João Bernado Veira Junior e Thirzah de Pina Bernardo Vieira ", lê o julgamento.
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Para recordar, a senhora Gomez Nazaré Pina, apoiada por um conselho composto por Sr. Assane Ndiaye Abdoulaye Dioma Tine, advogado em Paris, a que se refere o Tribunal de Justiça da CEDEAO por solicitação recebida em 3 de março de 2017. Ele tinha exposto Em Outubro de 2008, o seu marido João Bernardo Vieira foi eleito presidente da Guiné-Bissau.

Em novembro de 2008, após a vitória de Carlos Gomes Júnior nas eleições legislativas, militares rebeldes tentaram matar sua vida atirando em sua residência. Foi durante um destes ataques que o presidente Vieira vai finalmente mataram 2 de março de 2009, durante um ataque em sua casa por soldados que, tendo disparado com armas automáticas , trabalhou duro em seu corpo com facões.

A recorrente alega que, desde a ocorrência destes trágicos acontecimentos, as sucessivas autoridades políticas no poder não demonstraram qualquer intenção de esclarecer este caso. É por isso que ela decidiu ir ao Tribunal de Justiça da CEDEAO. E em relação à reparação pecuniária solicitada, o conselho do demandante exigiu do Estado da Guiné-Bissau a soma de 5 bilhões de francos CFA para a senhora Gomes de Pina e a de um bilhão para cada um de seus filhos. .

Por seu turno, o Estado da Guiné-Bissau, representado pelo seu Ministro da Justiça e pelo Ministério Público, apresentou as suas alegações em defesa por uma escritura recebida no registo do tribunal em 25 de janeiro de 2018. O Estado demandado contestou as acusações da ex-primeira dama, argumentando que as autoridades estatais tomaram medidas para elucidar as circunstâncias em que o ex-presidente foi assassinado.

Além disso, no contexto dessa vasta investigação, até mesmo as personalidades foram ouvidas e, se a investigação ainda não chegou à sua conclusão, é por causa da instável situação política e institucional do país. Em segundo lugar, o Estado da Guiné-Bissau alega que a queixosa não tem legitimidade para agir, sabendo que ela não é “a esposa oficial do falecido Presidente João Bernardo Vieira”.
Rispito.com/Leral.net, 19-06-2018

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Eletricidade a Bissau deverá estar regularizado a partir de Outubro

O fornecimento de eletricidade a Bissau deverá estar regularizado a partir de outubro com um contrato para a distribuição de fuel óleo, anunciou o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes.

O líder do Governo guineense fez o anúncio à margem de um encontro de trabalho com uma missão técnica do Banco Mundial (BM), que se encontra em Bissau para estudar a possibilidade para a melhoria imediata do abastecimento de energia elétrica.

Aristides Gomes avançou que o Governo, apoiado pelo Banco Mundial, estuda com a empresa inglesa Agrekko a possibilidade de revisão do contrato de fornecimento de energia em vigor ao abrigo do qual Bissau recebe 15 megawatts de energia produzida a gasóleo.

É intenção do Governo guineense que a energia passe a ser produzida com base no fuel óleo, combustível que as autoridades acreditam ser impossível de ser roubado como acontece com o gasóleo na central elétrica de Bissau.

Nos últimos meses, a capital guineense conhece cortes sistemáticos de energia. As autoridades indicam que o roubo do gasóleo leva àquela situação.

Para já, a solução é a mudança do tipo de combustível, mas antes do final do ano, o primeiro-ministro quer ter um contrato assinado entre a Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) e uma empresa que fornece energia a partir de um barco que ficará ancorado ao largo de Bissau.

Cristina Svensson, a representante do Banco Mundial na Guiné-Bissau, que participou na reunião com Aristides Gomes, disse que a sua instituição "está do lado das autoridades" e vai apoiar, com uma assistência técnica, as iniciativas visando a melhoria da gestão da EAGB. Svensson anunciou uma assistência de três anos para a melhoria do desempenho da EAGB.

O diretor-geral da empresa, René Barros, pediu calma à população de Bissau, salientando que compreende o défice no fornecimento de energia elétrica, como é reclamado pelos clientes.

O mesmo dirigente afirmou que a Agrego se comprometeu a fornecer 15 megawatts à EAGB, mas neste momento apenas dá 14, devido a uma avaria num grupo eletrogéneo. René Barros esclareceu que para atender toda população de Bissau, seriam necessários mais de 40 megawatts de energia elétrica. 
Rispito.com/Lusa, 17-06-2018

Portugal ajuda na realização do registo de cidadãos eleitores

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, anunciou que Portugal deverá ajudar o país no registo de cidadãos eleitores e que "dentro de dias" chegará a Bissau uma equipa técnica nesse sentido.
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À chegada ao país, após uma missão que o levou a várias capitais europeias, entre as quais Lisboa, Aristides Gomes informou ter recebido garantias de apoio no registo eleitoral por parte do homólogo português, António Costa, com quem se reuniu.

A Guiné-Bissau debate-se com dificuldades financeiras e técnicas para a realização do registo de cidadãos eleitores e as autoridades do país africano analisam várias possibilidades que poderão levar a que o escrutínio tenha lugar na data marcada, 18 de novembro.

De concreto, Bissau depara-se com falta de equipamentos para o registo bihométrico dos cerca de um milhão de potenciais eleitores, projetados pela Comissão Nacional de Eleições.

De acordo com o primeiro-ministro guineense, António Costa disponibilizou o apoio de Portugal nesse sentido e já "nos próximos dias" uma equipa de técnicos portugueses desloca-se a Bissau "para analisar as possibilidades de uma colaboração".

Aristides Gomes indicou que regressa ao país com a convicção de que as eleições legislativas terão lugar em 18 de novembro e que os contactos em Portugal "foram imensamente positivos".

O primeiro-ministro guineense, que falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau, esclareceu que o escrutínio de novembro está orçado em cerca de nove milhões de euros.

Depois de Lisboa, Aristides Gomes deslocou-se a Bruxelas, onde disse ter recebido garantias da parte da União Europeia para um aumento do apoio ao processo eleitoral guineense, de 1,5 milhões de euros para 2,5 milhões.

Também nos próximos dias, deverá chegar à Bissau uma missão da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) que, igualmente irá anunciar qual a sua participação financeira no processo eleitoral guineense, afirmou Gomes. 
Rispito/Lusa, 17-06-2018

domingo, 17 de junho de 2018

A LGDH CONDENA A INOBSERVÂNCIA DOS SERVIÇOS MÍNIMOS NA GREVE DECRETADA PELA UNTG

A Liga Guineense dos Direitos Humanos, na sua atividade de promoção dos direitos humanos em geral na Guiné-Bissau e em particular o direito à saúde, registou com profunda lástima os efeitos nefastos no sector de saúde da greve geral da Administração Pública, decretada pela UNTG entre os dias 12 e 14 de Junho de 2018.

Durante os três dias consecutivos da greve, em diferentes estruturas sanitárias da cidade de Bissau, os utentes foram deixados sem atendimento, reflectido na ausência de serviços mínimos que deveriam ser prestados pelas referidas estruturas, nos termos do Artigo 20º da Lei nº9/91, lei da greve.

No Hospital Nacional Simão Mendes, em particular no Serviço de Maternidade, onde se realiza cerca de 30 partos por dia, no dia 14 de Junho de 2018, não se encontrava nenhuma mulher na sala de pré-parto, o que revela falta de informação específica relativamente à qualidade dos serviços mínimos a prestar, colocando em causa o direito à saúde, previsto na Constituição da República da Guiné-Bissau e, neste caso específico, a qualidade da saúde materno-infantil que se constitui como uma das grandes prioridades dos principais programas de saúde do país, nomeadamente, o Programa Nacional de Desenvolvimento Sanitário ( PNDS).

Confirma-se também que, durante os 3 dias de greve, o Serviço de Consulta Externa do Hospital Simão Mendes foi totalmente encerrado e o Banco de Socorro atendeu um número reduzidíssimo de pacientes por, alegadamente, não apresentarem quadros clínicos muito graves. 
Em alguns centros de saúde, os não aderentes à greve foram recomendados pela própria administração a não comparecer no seu local de trabalho e em outros, os funcionários deslocaram-se ao Centro para assinar o Livro de Ponto e, de imediato, abandonaram o seu posto de trabalho sem prestar os cuidados de saúde aos seus utentes.

Segundo o Artigo 2º da Lei de Greve, o direito à greve é reconhecido aos trabalhadores “para a defesa e promoção dos seus interesses sócio profissionais.

A mesma Lei, no seu artigo 20º impõe a obrigatoriedade de negociar e garantir os serviços mínimos, de forma a minimizar os danos que poderão ser causados aos cidadãos em consequência da greve. O âmbito dos serviços mínimos deve ser especificado e amplamente divulgado para o conhecimento dos utentes, o que não aconteceu no caso em apreço.

A omissão do dever não só de prestar como também de especificar os serviços mínimos é inaceitável e constitui uma clara violação dos direitos fundamentais proclamados na Constituição da República da Guiné-Bissau, bem como da própria Lei de Greve.

Deverá um paciente estar numa condição clinicamente tão grave para ter o direito a ser atendido? Não é evidente que um doente a quem é negado o atendimento verá a sua situação agravada?

Pelo acima exposto, a Liga Guineense dos Direitos Humanos condena veementemente a situação encontrada nas diferentes estruturas sanitárias em consequência da omissão do dever de especificar os serviços mínimos prestados durante os dias da greve.

Exortar o governo e os sindicatos no sentido de adotarem medidas corretivas urgentes e adequados com vista a prevenir ou evitar que situações do género voltem a ocorrer.

Feito em Bissau, aos 15 dias do mês de Junho de 2018.

A Direção Nacional

sábado, 16 de junho de 2018

PAULO GOMES LANÇA ALIANÇA DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS AFRICANOS

Reunido e Accra com o Vice-Presidente do Gana, o Economista Guineense Paulo Gomes, criou a Aliança dos Fundos de Investimentos Africanos.
Para Paulo Gomes, esta Aliança sera uma resposta a necessidade do financiamento para Paises Africanos.Uma vez que muitas politicas pùblicas não dão frutos no continente africano por falta de financiamento. A estabilidade no continente passa pela criação de instrumentos financeiros solidos que possam acompanhar as politicas de desenvolvimento.

Sobre este ponto, Paulo Gomes, presidente do Africa Sovereign Wealth Advisory Group, e fundador da firma PG andPartners, acrescenta: "precisamos de veículos de investimento que respondam aos desafios que enfrentamos; A verdade é que só podemos responder eficazmente à maioria das necessidades da África raciocinando no nível regional ou continental. Os fundos atuais não atingiram, individualmente, o tamanho crítico que lhes permitiria lançar grandes projetos. É, portanto, necessário promover parcerias em torno de ambições e projetos comuns; é isso que  fará a aliança que queremos colocar em prática. "

A iniciativa planeja reunir todos os fundos soberanos africanos ainda neste verão de 2018 para lançar um roteiro conjunto. Será então uma questão de elaborar um mapa das oportunidades estratégicas de investimento no continente e das parcerias que eles poderiam envolver, em conjunto ou com outras instituições financeiras públicas ou privadas

A Paulo Gomes & Partners é uma empresa de consultoria e investimento estratégico especializada no mercado africano. Seus associados acumularam décadas de experiência em vários setores em todo o continente e no exterior. Sob a direção de Paulo Gomes, o escritório firmou parceria com diversos fundos, bancos e family offices para estimular o investimento na região. A empresa está sediada em Bissau e Cingapura, com escritórios satélites em Dakar e Accra. Os parceiros passam muito tempo trabalhando na Europa, no Oriente Médio, na África e na América Latina, possibilitando sinergias de negócios em setores tão diversos quanto turismo, petróleo e gás, imóveis e construção.

Foram presente a este encontro varios dirigentes de Fundos de Investimentos aficranos (Gana, Senegal, Maroco e Nigeria).
Siga com mais pormenores aqui
Rispito.com/Confidenciel Afrique, 16-06-2018


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Presidente do Sporting da Guiné-Bissau apela à intervenção do tribunal

Daniel Mango, que se assume como presidente legítimo do Sporting Clube da Guiné-Bissau, afirmou, esta quinta que o clube tem sido gerido "por pessoas que nem são sócias" e apela a intervenção do tribunal.
Em conferência de imprensa, em Bissau, Daniel Mango indicou que decidiu, em abril de 2017, deixar a presidência do Sporting "em virtude de perturbações de alguns sócios".
Um grupo de sócios, liderados por Midana Sambú, tem vindo a questionar a gestão de Mango, a quem acusam de falta de diálogo, de apropriação de bens do clube e ainda de conduzir mal o Sporting Clube da Guiné-Bissau.
Incomodado, Daniel Mango deixou o clube e agora observa que desde aquela altura o clube "tem sido gerido por pessoas sem vínculos jurídicos", mas que, disse, assumem compromissos em nome do Sporting.
Embora demissionário, Daniel Mango considera-se o legítimo presidente do Sporting Clube da Guiné-Bissau com todas as competências, "até à realização das próximas eleições legais" no clube.
Mango disse que os estatutos do clube recomendam a realização de novas eleições no prazo de 20 dias após a demissão do presidente, o que, observou, não aconteceu.
Uma comissão diretiva, que Daniel Mango considera ilegal, dirigiu o Sporting da Guiné-Bissau de abril de 2017 a maio de 2018, tendo sido eleita uma nova direção.
O presidente demissionário afirma que a nova equipa é liderada por pessoas que nem são sócios do Sporting e que o clube "tem vários processos judiciais" nos tribunais.
O próprio é autor de algumas queixas, nomeadamente uma a pedir a saída da atual direção do clube, por alegada usurpação de competências.
Rispito.com/O Jogo, 14-06-2018

A PROBLEMÁTICA DO ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS GUINEENSES!

Nos últimos tempos, o endividamento das famílias guineenses subiu em flecha. Vários factores conjunturais explicam esse aumento acentuado. 
O aumento do funding dos bancos comerciais (ORABANK,BAO,ECOBANK,BDU,BANCO ATALNTIQUE) aliado a outros factores como o aumento da concorrência entre os bancos, a descida das taxas de juro (de 12%para 9%) praticadas nas operações de crédito, a bancarização do salário dos funcionários públicos, a forte competição entre a oferta, as inovações financeiras e o afrouxamento de algumas restrições permitiu que um número maior de famílias tivesse acesso a crédito. 

Marrocos faz doação à Guiné-Bissau

Image result for rei de marrocos mohammed viO rei de Marrocos, Mohamed Abdenabaui, enviou para a Guiné-Bissau 20 toneladas de alimentos de primeira necessidade por ocasião do Ramadão, que termina esta semana.
Os alimentos foram oficialmente entregues ao Presidente guineense, José Mário Vaz, pelo embaixador de Marrocos no Senegal, Taleb Barrada, durante uma cerimónia que decorreu na Presidência guineense.
Esses produtos de primeira necessidade incluem arroz, leite em pó, óleo, açúcar, tâmaras, conservas de sardinha e legumes”, disse o embaixador de Marrocos.
Segundo o diplomata, residente em Dacar, os produtos foram doados para a festa do final do Ramadão, que termina esta semana, denominada Ide Frite.
“O donativo é um gesto fraternal do rei com o povo guineense durante este mês do Ramadão”, acrescentou.
Marrocos e a Guiné-Bissau têm relações de cooperação bilateral desde a luta pela independência do país.
Atualmente, Marrocos apoia o país em vários setores, principalmente na educação para onde vão anualmente estudar para as universidades 60 jovens com bolsas doadas pelo reino.
Rispito.com/Observador, 14-06-2018

terça-feira, 12 de junho de 2018

Funcionários em greve por reajuste salarial

Os funcionários públicos na Guiné-Bissau regressaram à greve nesta terça-feira, 12, para exigir do Governo, entre outros pontos, o reajuste salarial.
A nova paralisação, convocada pela União Geral dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG), tem a duração de três dias com ameaça da maior central sindical em mobilizar os trabalhadores para desencadear um greve consecutiva até que as suas revindicações sejam atendidas.
A Confederação Geral dos Sindicatos Independentes, outra central sindical guineense, não se alinhou a paralisação.
No terreno, apesar do registo notável de pouca adesão nas primeiras horas de hoje, não se pode falar de menor impacto, sobretudo nos hospitais, com doentes sem serem atendidos.
O serviço mínimo não consegue fazer a cobertura ao numero dos pacientes.
Ussumane Sonco, um jovem paciente, de 19 anos, viu recusado o atendimento nos serviços de emergência de um dos centros hospitalares da capital:
“Não estou a sentir-me nada bem. A esta altura, estou contra todos estes médicos. Só porque estão de greve, mesmo vendo um paciente a morrer, não o atendem. Isso não está bem. Isso está mal”, disse Sonco.
A UNTG, no entanto, mantém a sua revindicação.
“Continuamos a apelar a todos os dirigentes sindicaispara convergimos numa única coisa, que é a defesa dos interesses dos trabalhadores”, defendeu José Alves Té, porta-voz daquela central sindical.
Refira-se que algumas organizações sindicais filiadas na própria UNTG apelaram os seus associados a não aderirem à paralisação.
Entretanto, o Governo, por sua vez, diz que não pode, por enquanto, proceder ao reajuste salarial.
A greve termina na quinta-feira, 14.
Rispito.com/RFI, 12-06-2018

Rui Rio esperançoso no inicio de  um novo trajeto para Guiné-Bissau 

O líder do PSD, Rui Rio, disse hoje ter esperança de que a Guiné-Bissau esteja a iniciar um novo trajeto e sublinhou a necessidade de cooperação entre os partidos guineenses para melhorar a vida da população.
Image result for rui rio"Aquilo que eu tenho para dizer é que, sinceramente, tenho esperança que a Guiné esteja a iniciar um novo trajeto que leve a que situações que vejo de grandes carências, como vi no orfanato e particularmente no hospital, possam ser ultrapassadas, com a ajuda internacional seguramente, mas com o empenho das autoridades da Guiné e do povo como um todo", afirmou Rui Rio.

O líder do PSD falava no final de um encontro com o presidente do parlamento guineense, Cipriano Cassamá, e com alguns deputados do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
"A Guiné e os guineenses têm direito ao desenvolvimento, como todos os povos do mundo, e este atraso relativamente aquilo que é média no mundo pode ser superado com ajuda e empenho dos próprios", sustentou.

Segundo o presidente social-democrata, as grandes dificuldades que o país enfrenta "carecem de um entendimento sério entre os partidos".
"Aquilo que me deu para ver com os contactos com as autoridades da Guiné é que efetivamente há um caminho que neste momento querem todos percorrer em conjunto", afirmou.

Rui Rio pediu também que o espírito de unidade prossiga após as eleições, previstas para novembro, salientando que quem ganha vai liderar o Governo, mas "é bom que depois quem não ganha coopere em vez de estar numa posição cerrada, porque depois quem sofre as consequências é o povo". O líder do PSD termina hoje uma visita à Guiné-Bissau, onde se deslocou para assinalar as comemorações do Dia de Portugal, em 10 de junho. 
Rispito/Lusa, 12-06-2018

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Empresários portugueses poderão ter papel importante no turismo da Guiné-Bissau

Image result for rui rioO líder do PSD, Rui Rio, destacou hoje o potencial do setor do turismo na Guiné-Bissau, salientando que com estabilidade no país os empresários portugueses podem vir a ter um "papel importante".

"Portugal tem neste momento um conhecimento muito profundo na área do turismo, é o setor que mais está a crescer em Portugal, há bons empresários na área do turismo em Portugal que terão também necessidade de expandir as suas atividades e a Guiné-Bissau é efetivamente um país com esse potencial e onde os empresários portugueses podem vir a ter um papel importante", afirmou Rui Rio.

O líder do PSD falava em Bissau, onde se encontra a realizar uma visita de três dias, após uma audiência com o Presidente guineense, José Mário Vaz.

Nas declarações aos jornalistas, Rui Rio afirmou que está disponível para "convencer empresários portugueses a investir na Guiné-Bissau", mas, disse, é necessário estabilidade.

"Para nós é muito importante que a Guiné-Bissau consiga encontrar a estabilidade política que tem vindo a encontrar, uma vez que para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, o investimento, particularmente o investimento estrangeiro, é fundamental", disse.

Rui Rio, que iniciou no domingo uma visita a Bissau para participar nas comemorações do 10 de junho, vai reunir-se ainda hoje com empresários portugueses e com o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes.

Na terça-feira, último dia de visita, o presidente do PSD vai ter um encontro com o presidente do parlamento guineense, Cipriano Cassamá, e com representantes do Partido de Renovação Social (PRS) e Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Rispito.com/Lusa, 11-06-2018