sábado, 24 de agosto de 2019

Domingos Simões Pereira é o candidato do PAIGC à presidência da Guiné-Bissau

PAIGC aposta no seu líder, Domingos Simões Pereira, para concorrer às presidenciais na Guiné-Bissau. O antigo primeiro-ministro venceu as primárias do partido no poder.
O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi hoje eleito candidato do partido às eleições presidenciais, anunciou o presidente da comissão das primárias, Higino Cardoso.
No processo de votação secreta dos membros do Comité Central, composto por 351 membros e dos quais 312 estiveram presentes no encontro, Simões Pereira obteve 243 votos.

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Cipriano Cassamá, líder do parlamento guineense e que também se candidatou às primárias, arrecadou 65 votos, enquanto o antigo presidente guineense de transição Serifo Nhamadjo obteve três votos. Já Mário Lopes da Rosa conquistou dois votos.

O antigo líder do PAIGC e ex-presidente do parlamento, Francisco Benante, não obteve nenhum voto e a ministra da Família e Coesão Social, Cadi Seidi, desistiu a favor de Domingos Simões Pereira.

DSP está pronto
Na sua moção de estratégia para conquistar a presidência da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira afirmou que pretende liderar o país para o colocar na "senda do desenvolvimento e devolver-lhe o respeito em África e no mundo".
Aos 56 anos, Domingos Simões Pereira disse estar preparado para "dar o seu quinhão" e elege os presidentes Paul Kagame, do Ruanda, e Ado Nana, do Gana, como modelos de desenvolvimento para a Guiné-Bissau.

Na sua moção de estratégia, Domingos Simões Pereira disse aos guineenses que "o futuro [do país] está à distância de uma decisão".

"Agora é DSP (iniciais do seu nome e pelo qual é conhecido), ‘frianta tchon pa terra ranka' (a estabilizar o país para que a Guiné-Bissau possa arrancar, em tradução livre)", acrescentou.

As eleições presidenciais na Guiné-Bissau realizam-se em 24 de novembro.
Rispito.com/DW, 23-08-2019

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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CANDIDATOS ÀS PRIMÁRIAS DO PAIGC

Após o Conselho Nacional de Jurisdição e Fiscalização do PAIGC ter remetido os dossiers das candidaturas admitidas por este órgão jurisdicional e de fiscalização do Partido, a Comissão Permanente, após apreciação dos mesmos, envia os nomes dos seguintes Camaradas para as primárias do Comité Central do PAIGC a ter lugar nesta sexta feira (23-089-2019) às 09h00 horas:

- Mário Lopes da Rosa,
- Francisco Benante,
- Cipriano Cassama,
- Manuel Serifo Nhamadjo,
- Domingos Simões Pereira e
- Cadi Seidi

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

DSP é um dos seis candidatos nas primárias do partido para as presidenciais

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado e interioresO líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, é um dos seis candidatos que vão disputar as primárias do partido para escolher o candidato às eleições presidenciais na Guiné-Bissau.

Domingos Simões Pereira, que viu o Presidente guineense, José Mário Vaz, recusar o seu nome para ocupar o cargo de primeiro-ministro do país, tinha admitido à Lusa ser candidato às presidenciais, caso obtivesse o apoio do partido.

Além de Domingos Simões Pereira, apresentaram, até ao momento, candidaturas às primárias do PAIGC, o atual presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, o antigo Presidente de transição Serifo Nhamadjo, e o ex-presidente do parlamento Francisco Benante.

As restantes candidaturas já conhecidas são do embaixador e militante do partido Mário Lopes Rosa e da atual ministra da Mulher, Família e Proteção Social, Cadi Seidi, disse à Lusa fonte do partido.

As candidaturas, que ainda podem ser entregues durante o dia de hoje, serão depois analisadas e aprovadas pela comissão permanente e enviadas para o comité central.

O PAIGC reúne sexta-feira os 351 membros do comité central para votar as candidaturas às primárias aprovadas.
Rispito.com/Lusa, 22-08-2019
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PRS interpôs providência cautelar contra Governo guineense

Sola Nquilin, líder da bancada parlamentar do PRS
O Partido da Renovação Social (PRS) interpôs uma providência cautelar contra o Governo da Guiné-Bissau para impedir que o processo de correções de dados dos cadernos eleitorais avance.
O líder da bancada parlamentar do PRS, Sola Nquilin, confirmou hoje à Lusa a entrega da ação judicial, na sexta-feira, "para pedir ao tribunal que ordene ao Governo para parar" com uma iniciativa que o partido considera "ilegal e sem bases de sustentação".

Para o PRS, o Governo "age como se fosse dono da lei" ao ordenar que se inicie um processo "sem reunir o mínimo de consenso" dos restantes atores políticos guineenses. Sola Nquilin sustentou que é entendimento do seu partido que a ação do Governo deve ser travada pelo tribunal, uma vez que a lei do país não prevê "em nenhum momento" a consolidação do registo eleitoral que foi anunciado, na sexta-feira, através de um plano.

O plano prevê a inclusão nos cadernos eleitorais dos nomes de cerca de 25 mil cidadãos que tinham sido inscritos, mas que por razões técnicas não puderam votar nas eleições legislativas, realizadas em 10 de março, mas que agora o executivo quer que possam exercer o direito cívico nas presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

O líder parlamentar do PRS disse que aguarda do tribunal "apenas a justiça" e que, conforme a lei, até sexta-feira, deverá haver uma resposta à providência cautelar. O PRS foi o terceiro partido mais votado nas legislativas, com 21 dos 102 deputados no parlamento guineense.

Madem e PRS recusam indicar observadores

O PRS e o Movimento para a Alternância Democrática (Madem) também recusaram hoje indicar observadores para acompanhar as correções de eleitores omissos nos cadernos eleitorais para as eleições presidenciais.

Na sequência de um pedido do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) para a indicação de três observadores para acompanharem os trabalhos de correção das omissões, o PRS salientou, em comunicado, que durante a realização do recenseamento eleitoral em 2018 alertou para as irregularidades e que foram ignoradas.

"O PRS não vai participar no ato ilegal que viola gravemente as leis em vigor no país", sublinhou o terceiro partido mais votado nas legislativas de 10 de março, que referiu também que não consegue enquadrar legalmente a correção das omissões nos cadernos eleitorais e voltou a exigir o cumprimento da lei eleitoral, que, sublinha, prevê a realização de um novo recenseamento ou a atualização anual dos dados.

O Movimento para a Alternância Democrática, também em comunicado, referiu que não vai indicar, por agora, os três observadores solicitados pelo GTAPE por "considerar ilegal o processo em causa".

O Governo da Guiné-Bissau apresentou um Plano de Consolidação do Registo Eleitoral para as eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro, e que prevê consolidar os dados eleitorais de quase 25.000 eleitores. Aqueles eleitores foram impedidos de votar nas eleições legislativas devido a falhas técnicas registadas durante o recenseamento eleitoral e que levaram a que o seu nome não constasse nos cadernos eleitorais, apesar de muitos terem cartão de eleitor.

Dados do GTAPE, divulgados à comunicação social, indicam que na região de Tombali há 3.835 eleitores omissos, na região de Bolama/Bijagós 85, na região de Bafatá 2.857, na região de Gabu 2.187, na região de Cacheu 7.326 e no setor autónomo de Bissau 1.979.
Rispito.com/DW, 22-08-2019

UNIOGBIS CAPACITA AS FORÇAS ARMADAS DA GUINÉ-BISSAU EM METODOLOGIA DOS DIREITOS HUMANOS

A formação foi organizado a pedido do IDN com o objetivo de institucionalizar práticas e comportamentos de direitos humanos dentro das Forças Armadas da Guiné-Bissau. Aproximadamente 30 oficiais, dos quais 14 são mulheres, aprenderão a metodologia para projetar e ministrar a formação em direitos humanos. No final do workshop, todos os participantes receberão o Guia Prático de Direitos Humanos das Forças Armadas, desenvolvido em 2016 em parceria com o Instituto.

Esta atividade faz parte do mandato do UNIOGBIS para ajudar as autoridades nacionais e as partes interessadas na promoção e proteção dos direitos humano, bem como realizar atividades de monitorização e elaboração de relatórios sobre direitos humanos.

A formação foi organizado a pedido do IDN com o objetivo de institucionalizar práticas e comportamentos de direitos humanos dentro das Forças Armadas da Guiné-Bissau. Aproximadamente 30 oficiais, dos quais 14 são mulheres, aprenderão a metodologia para projetar e ministrar a formação em direitos humanos. No final do workshop, todos os participantes receberão o Guia Prático de Direitos Humanos das Forças Armadas, desenvolvido em 2016 em parceria com o Instituto.

Esta atividade faz parte do mandato do UNIOGBIS para ajudar as autoridades nacionais e as partes interessadas na promoção e proteção dos direitos humano, bem como realizar atividades de monitorização e elaboração de relatórios sobre direitos humanos.
Rispito.com/UNOGBIS, 22-08-20119

Governo da Guiné-Bissau quer parceiros para criar educação sustentável no país

A imagem pode conter: 2 pessoas, fatoO ministro da Educação da Guiné-Bissau disse que o Governo quer parcerias para criar um sistema de ensino sustentável para todos os estudantes do país, que neste momento são 500 mil.

"Há muito trabalho para fazer para garantir a estabilização do sistema educativo, a sua funcionalidade, aumentar e diversificar a oferta educativa, garantir a equidade e a qualidade do serviço", considerou Dautarin da Costa.

Para isso, o executivo guineense precisa "de caminhar com parceiros", que o apoiem e que também possam ser apoiados nessas parcerias, para se “enquadrar aquilo que são os objetivos globais”, acrescentou.

Dautarin da Costa falava à margem da assinatura de um acordo, em Lisboa, entre o Ministério da Educação Nacional e Ensino Superior da República da Guiné-Bissau e a organização não governamental (ONG) Millennium Education para a consultoria técnica em projetos que permitam criar esse sistema de ensino.

O ministro da Educação Nacional e do Ensino Superior da Guiné-Bissau, em declarações à Lusa e à RTP, disse que a ONG vai caminhar com o Governo "para a mudança definitiva" que o executivo quer fazer "em termos de educação na Guiné-Bissau".

"Nós temos uma projeção integral, que visa a transformação desde o pré-escolar até ao ensino superior. E o trabalho com a Millenium Education vai permitir enquadrar o nosso esforço naquilo que são os objetivos globais, para que de facto consigamos construir uma educação sustentável", afirmou.

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sentadas, mesa e interioresNeste âmbito, explicou o ministro, a ONG vai fazer uma assessoria especializada ao Ministério da Educação da Guiné-Bissau.

"A educação na Guiné é como tudo na Guiné, tem muito potencial, mas precisa de fazer as pazes com o seu potencial. A educação não é exceção. Temos muita gente que quer aprender e muita gente que quer abraçar oportunidades. E a nossa ambição é criar essas oportunidades de crescimento para as nossas crianças e para os nossos jovens", frisou.

O acordo "é muito interessante, porque não tem custos diretos para o ministério”, explicou Dautarin da Costa.

“Trata-se de uma assessoria especializada que vai acompanhar-nos neste processo de irmos buscar os recursos necessários para materializar aquilo que são os nossos objetivos. A contrapartida estará inscrita nesses recursos que vão sendo angariados", salientou.

Segundo o governante guineense aquela ONG vê na Guiné-Bissau "uma oportunidade de fazer crescer esta filosofia de educação sustentável e o Ministério da Educação apreciou bastante essa perspetiva, porque alinha com a visão do Governo."

"Neste momento temos perto de 500 mil estudantes e a ideia é que esta perspetiva de educação sustentável abranja todos os estudantes da Guiné-Bissau, de forma a podermos criar um modelo de intervenção que não seja segmentado, mas que seja absolutamente estruturante", sublinhou.

A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas a sorrir, pessoas em péO presidente executivo da Fundação Millenium Education, Mário Franco, à margem da assinatura do protocolo, referiu que a ONG dedica-se a promover e a articular entre diversas entidades, incluindo governos, projetos de educação para o desenvolvimento sustentável e de educação sustentável.

O responsável considerou fundamental neste tipo de projetos "as lideranças" e apontou o sentido do acordo na Guiné-Bissau: “Acreditamos que a visão que neste momento está [no país] vai permitir desenvolver este projeto, que é um projeto a longo prazo, de três, quatro anos”.

O projeto visa promover a educação para o desenvolvimento sustentável, mas assente em projetos de educação por si só sustentáveis, do ponto de vista económico, do ponto de vista social, do ponto de vista ambiental e educacional.

“Este projeto tem um forte componente tecnológica”, que permite reduzir custos e melhorar a eficiência do sistema de educação, mas também proporcionar a professores e alunos contacto com as novas tecnologias.

Assim, "o primeiro passo do acordo agora assinado é desenhar todo o plano operacional", que funcionará depois com financiamentos internacionais, avançou Mário Franco.

O prazo para desenhar esse plano oscila entre seis meses e um ano.

"No primeiro ano temos de ter um plano bem definido. Isso não impede que sejam realizadas ações antes do plano ser concretizado", concluiu o presidente executivo da ONG.
Rispito.com/Lusa, 22-08-2019

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

EUA disponíveis para ajudar Guiné-Bissau a realizar eleições presidenciais

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas em péEmbaixador dos EUA para a Guiné-Bissau, Tulinabo Mushingi, disse que o seu país está disponível para apoiar as autoridades guineenses na organização das eleições presidenciais, a 24 de novembro.
O embaixador dos Estados Unidos para a Guiné-Bissau, Tulinabo Mushingi, disse esta terça-feira que o seu país está disponível para apoiar as autoridades guineenses na organização das eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

“Estamos a ver como manter o foco para ir até às eleições presidenciais, que vai incluir selecionar vários candidatos, mas para vermos como os Estados Unidos podem apoiar este processo financeiramente, mas também apoiar moralmente o processo até atingirmos o dia 24 de novembro”, afirmou Tulinabo Mushingi.

O embaixador, que vive em Dacar, falava aos jornalistas depois de um encontro com o presidente guineense, José Mário Vaz.

O diplomata explicou aos jornalistas que também está a medir os “problemas potenciais” que possam impedir o processo e salientou que não é possível fazer um novo recenseamento, porque não há tempo.
“Vamos pedir aos diferentes partidos políticos para respeitarem o que temos como positivo e continuar a avançar nesse sentido”, salientou.

O diplomata disse também saber que é preciso incluir 25.000 eleitores nos cadernos eleitorais, que ficaram de fora nas legislativas devido a problemas técnicos.
“Isso talvez seja um problema real e que pode ter soluções, mas não podemos começar do zero para atingir o nível do mês de dezembro”, sublinhou.

Durante a sua visita a Bissau, o embaixador dos Estados Unidos reuniu-se com as autoridades guineenses, tendo ainda previsto para esta terça-feira encontros com os principais partidos políticos do país.
A Guiné-Bissau vai realizar eleições presidenciais a 24 de novembro.

O partido líder da oposição na Guiné-Bissau, o Movimento para a Alternância Democrática, e o Partido da Renovação Social têm pedido a realização de um novo recenseamento para as eleições ou uma atualização dos cadernos eleitorais.
Rispito.com/Observador, 21-08-2019

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Jomav pede tempo para decidir sobre candidatura

defaultPresidente guineense diz que precisa de "mais uns dias" para decidir se vai ser candidato às presidenciais de 24 de novembro. Jomav terminou mandato em 23 de junho e vai permanecer no cargo até a eleição de um sucessor.
O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu este sábado (17.08) aos seus apoiantes mais uns dias para anunciar se será candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

"Peço mais uns dias", disse o Chefe de Estado guineense num encontro que reuniu centenas de apoiantes provenientes de várias regiões da Guiné-Bissau, organizado pela Plataforma de Apoio a Jomav.

"Peço-vos só uns dias e daremos uma resposta. Daremos uma resposta em função de tudo aquilo que aqui disseram", salientou o Presidente.

O Presidente guineense terminou o mandato em 23 de junho, mas vai permanecer no cargo até à eleição de um novo chefe de Estado. A primeira volta das presidenciais na Guiné-Bissau está marcada para 24 de novembro. Caso nenhum candidato obtenha a maioria dos votos, a segunda volta está prevista para 05 de janeiro.

Dos vários possíveis candidatos às presidenciais do país, até ao momento, já confirmaram a sua candidatura dois antigos primeiros-ministros do país, nomeadamente Carlos Gomes Júnior, como independente, e Umaro Sissoco Embalo, candidato do Movimento para a Alternância Democrática, partido criado em 2018 e que foi o segundo mais votado nas legislativas de 10 de março.
Rispito.com/DW, 19-08-2019


sexta-feira, 16 de agosto de 2019

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Madem-G15 pede novo recenseamento para as presidenciais 

O Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15) defendeu hoje a realização de um novo recenseamento para as presidenciais de novembro ou a criação de uma estrutura que supervisione o processo de atualização de dados.

"O Madem defende um novo recenseamento, tendo em conta todas as anomalias [registadas durante o recenseamento para as legislativas], tendo em conta que houve uma recusa ao direito dos cidadãos, tendo em conta que o recenseamento é considerado biométrico mas que milhares de pessoas ficaram sem colocar dados biométricos, tendo em conta que a muitas pessoas foi recusado o direito de votar e de se registarem", afirmou o secretário-geral do partido Djibril Baldé.

Para o dirigente do partido, "tudo isso (...) justifica a necessidade de fazer de um recenseamento novo".
Image result for Djibril Baldé madem-g15 guine bissauGibril Baldé falava aos jornalistas no final de um encontro com o presidente da Comissão Nacional de Eleições, José Pedro Sambú, salientando que o partido está aberto, por via do consenso, a encontrar uma solução, mas que inclua sempre a necessidade de recensear aqueles que não foram recenseados, de ponderar o recenseamento de cidadãos que fizeram 18 anos desde o último recenseamento e de consolidação dos dados biométricos.

"Queremos um recenseamento limpo e para ser limpo tem de haver um órgão, que não o Governo, a fazer a supervisão deste processo", disse, propondo a criação de uma estrutura de supervisão e direção composta por elementos do Governo, da Comissão Nacional de Eleições, dos partidos políticos, candidatos às presidenciais, sociedade civil e comunidade internacional.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais a 24 de novembro e o Governo apresenta sexta-feira o Plano Operacional para a Consolidação do Registo Eleitoral.

Madem-G15 pede novo recenseamento para presidenciais da Guiné-Bissau
Num despacho divulgado na terça-feira, a Comissão Nacional de Eleições informou os eleitores de que entre 17 de agosto e 15 de setembro vão decorrer as correções das omissões verificadas nos cadernos eleitorais.

"A Guiné-Bissau não deve correr esse risco. Estas eleições são muito sensíveis e de muita responsabilidade e devemos todos pugnar-nos por realizar eleições limpas, para que quem saia vencedor saiba que ganhou limpo e quem perder saiba que perdeu limpo", afirmou o secretário-geral do Madem-G15.

O processo de recenseamento eleitoral para as eleições legislativas de 10 de março foi bastante polémico, com vários partidos políticos, incluindo o Madem-G15, a acusarem o Governo de irregularidade durante todo o processo.
Rispito.com/Noticia ao Minuto, 16/08/2019

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Carlos Gomes Júnior promete ser "lutador incansável" pela unidade da Guiné-Bissau

Image result for carlos gomes junior bissauO antigo primeiro-ministro guineense Carlos Gomes Júnior prometeu hoje ser um "lutador incansável" pela unidade da Guiné-Bissau e pelo fim da impunidade, na apresentação oficial da sua candidatura às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

"Como Presidente da República serei um lutador incansável pela promoção da unidade nacional, pelo diálogo e compreensão entre os guineenses em todos os quadrantes, seja no quadro do diálogo institucional com os demais órgãos de soberania, com os partidos políticos, com as instituições militares no quadro do papel do Presidente da República enquanto comandante supremo das Forças Armadas, com a sociedade civil, com o setor privado, com as instituições religiosas, os estudantes, jovens e mulheres", disse Carlos Gomes Júnior.

O antigo presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) falava durante a apresentação oficial da sua candidatura às eleições presidenciais de 24 de novembro em Ponta Gardete, nos arredores de Bissau, perante dezenas de apoiantes.

"Lutarei para que a verdade, a fraternidade e a solidariedade imperem no seio dos guineenses, para que a Guiné-Bissau se afirme pela solidez das suas instituições e órgãos e se diga não à irresponsabilidade e à impunidade, por forma a se promover uma genuína e consistente reconciliação nacional", afirmou.

Carlos Gomes Júnior foi primeiro-ministro da Guiné-Bissau entre 2004 e 2005 e entre 2008 e 2012, tendo sido deposto num golpe de Estado na sequência da realização da primeira volta das presidenciais para substituir o antigo Presidente Malam Bacai Sanha do cargo, após ter morrido devido a doença.

Ainda enquanto primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior candidatou-se às presidenciais de 2012 da Guiné-Bissau, com o apoio do PAIGC, tendo vencido a primeira volta, mas os restantes candidatos não aceitaram os resultados eleitorais, levando a que os militares fizessem um golpe de Estado, onde foi deposto e detido.

Carlos Gomes Júnior saiu depois da Guiné-Bissau, tendo vivido entre Portugal e Cabo Verde nos últimos anos.
Rispito.com/Lusa, 14-08-2019

Candidatura às presidenciais seria "obrigação" após "criar expetativa nos guineenses"

Demonstration in BissauEm entrevista exclusiva à DW, Domingos Simões Pereira diz sim a uma candidatura às eleições de 24 de novembro - se essa for a vontade do PAIGC - e acusa o Presidente José Mário Vaz de "atentado às regras democráticas".
Domingos Simões Pereira está totalmente disponível para entrar na corrida às eleições presidenciais de 24 de novembro na Guiné-Bissau, se o Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) entender que é a pessoa certa para derrotar José Mário Vaz, o seu principal adversário.

Em entrevista exclusiva à DW África, em Lisboa, afirma que tem essa "obrigação", depois de criar expectativa entre os guineenses: "Eu fiz os guineenses acreditar, eu faço parte desse acreditar dos guineenses. Eu não posso virar cara à luta".

Simões Pereira acredita que a soma de todas as sensibilidades existentes no seio do partido saberá interpretar a sua disponibilidade e garante que a decisão sobre quem será o candidato do PAIGC será conhecida dentro de dez dias.

"Dentro do PAIGC, se há algo que hoje funciona são as regras. O estatuto é o que fala mais alto. E, portanto, de acordo com o estatuto, nós vamos ter uma reunião do presidium para estabelecer a agenda da nossa comissão permanente", afirma.

Guinea-Bissau Domingos Simões Pereira José Mário VazNessa altura, será apresentada uma proposta ao Bureau Político do PAIGC e caberá ao Comité Central deliberar sobre o candidato. Nesta condição, Simões Pereira diz que ainda é cedo para falar de propostas concretas, mas adianta já que não será necessário mudar a Constituição para alterar o regime semipresidencialista.
"Eu acho que as pessoas é que não têm sabido interpretar e fazer jus àquilo que é o ordenamento jurídico que foi escolhido. Eu acredito que o sistema semipresidencial é mais democrático do que os outros sistemas", explica.

A figura presidencial, sublinha, é fundamental, nomeadamente nas Forças Armadas, onde "o trabalho do Presidente da República é muito importante" para avançar com a reforma.

E os desafios não ficam por aqui: "Temos um ambiente a cuidar. Somos um país ribeirinho. Somos um país que, com a alteração climática, temos um aumento do nível das águas do mar que pode por em causa várias zonas do nosso território. Nós temos camadas sociais vulneráveis. Temos uma taxa de mortalidade infantil e materna das mais elevadas do mundo".

"A alteração desse quadro", frisa Simões Pereira, "passa por um Presidente da República que tem sensibilidade suficiente para trabalhar com o Governo no sentido de destacar parte do seu orçamento para o atendimento dessas necessidades".

Para o líder do PAIGC, o Presidente da República dever ser uma figura que promova o "diálogo permanente" com todos em busca de consensos que favoreçam a construção da nação guineense. Neste âmbito, propõe exercer uma presidência aberta sem se constituir num factor de bloqueio. Garante à comunidade internacional que será um factor da estabilidade, com o envolvimento de todos os guineenses.

"Essa garantia à comunidade internacional tem que resultar do compromisso que nós vamos estabelecer a nível interno. É impossível dar garantias à comunidade internacional quando nós não somos capazes de consolidar uma postura nacional a favor dos grandes objectivos", considera.

Domingos Simões Pereira quer uma Guiné-Bissau comprometida, onde a lei seja respeitada e onde a Constituição deve ser realmente a matriz. "Todos temos um único objetivo, que é a vitória da Guiné-Bissau", sublinha.
O líder do PAIGC admite que o seu principal adversário poderá ser José Mário Vaz, cujo mandato de cinco anos como chefe de Estado terminou oficialmente a 23 de junho passado, considerando que "isso depende dele e do partido".

"O meu partido irá decidir quem apresentar como seu candidato. No caso dele é bastante mais fácil. Terá que ser simplesmente ele a decidir", afirma.

Domingos Simões Pereira garante que, "em termos pessoais", não se sentiu atingido pelo facto de não ter sido indigitado para o cargo de primeiro-ministro pelo Presidente, ainda em funções até à realização das eleições, mas, "enquanto cidadão" o caso muda de figura, "porque é claramente um atentado às regras democráticas".
"Um Presidente da República que não aceita aquilo que é o resultado de umas eleições legislativas não tem condições de contribuir para a consolidação democrática", sublinha.
"Com a minha não confirmação como chefe de Governo, senti que houve aí um desperdício de oportunidades", lamenta, sublinhando, no entanto, que olha "sempre para as partes positivas dos factos".

"Olho para o quadro global e tenho que concluir que, mesmo sem a minha indigitação, o país dispõe de um plano estratégico operacional, o país dispõe de um Governo, de uma Assembleia Nacional Popular democrática e funcional. Temos outros desafios mas temos também algumas conquistas", considera.

O problema da relação entre Domingos Simões Pereira e José Mário Vaz "só existe num sentido", esclarece. "No sentido do José Mário Vaz em relação ao Domingos Simões Pereira e não o contrário", precisa. "Considero que o exercício de funções públicas obriga a uma preparação de cada um dos titulares a compreender que está a desempenhar ou a cumprir uma missão. E não propriamente a escolher aquilo que é mais conveniente para ele. Porque nenhum de nós foi escolhido para gostar do outro".

Simões Pereira considera que Jomav provou que é um cidadão que não partilha as preocupações da grande maioria dos guineenses, "insistiu e provocou a crise", remata, referindo-se ao período entre 2015 e 2019, em que o país viveu uma espécie de "calvário inventado e sustentado por um homem que, obviamente, tinha o apoio de mais gente atrás dele".

Respeito por todos os candidatos

O líder do PAIGC não está igualmente preocupado com a candidatura independente de Carlos Gomes Júnior, que mantém a sua condição de militante. Diz respeitar todos os cidadãos nacionais que, no gozo das suas liberdades, se mostrem disponíveis a servir o país.

"Se é essa a condição com que o Carlos Gomes se apresenta como candidato tem que ter o nosso respeito, tem que ter a nossa consideração e esperamos que também no uso das suas liberdades o povo guineense saiba decidir se ele tem condições para o efeito ou não", sublinha.

Domingos Simões Pereira, que regressou esta terça-feira (13.08) à Guiné-Bissau, estabeleceu contatos intensos com várias entidades e setores da diáspora guineense em Portugal, com os quais refletiu sobre a situação política, social e económica guineense.

Se for eleito Presidente da República, Simões Pereira garante que deixará a liderança do partido.
Rispito.com/DW, 14/08/2019

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A saúde é um comércio rentável que está “inltrado” por alguns grupos, acusa ministra

Image result for magda ministra de saude guine bissauA Ministra da Saúde Pública, Magda Robalo Silva, disse que o sistema de saúde na Guiné-Bissau alguns grupos que “capturaram o sistema”, impossibilitando a sua melhoria.

Num encontro, este sábado 10 de Agosto, com médicos e farmacêuticos, Magda Robalo Silva disse que o actual sistema de saúde está “inltrado e dominado” por interesses comerciais, sublinhando que esses interesses conspiram para manter o status quo

“Eu acho que o sistema de saúde na GuinéBissau tornou-se um comércio rentável para alguns grupos, porque capturam o sistema e não conseguimos fazer avançar aquilo que deveria ser as questões programáticas que permitem reduzir a mortalidade, a morbilidade e ter uma melhor saúde, o maior bem-estar na GuinéBissau” insistiu, denunciando que “há interesses comerciais instalados que fazem do no sector da saúde”

Por outro lado, a ministra da Saúde disse que o sistema de saúde é “excessivamente dependente” do nanciamento externo, e que há ruptura de stocks de medicamentos que acontece no país, mas que não se consegue explicar

“Há ruptura de stocks que acontece, mas que não se consegue explicar por quê é que quando o paciente chega tem que ir comprar os medicamentos, soros, antes de ser atendido. Nós temos uma central de medicamentos que devia poder fornecer esses medicamentos, mas que entra em situação de rotura de stocks. Eu também penso que nós temos um sistema que é excessivamente dependente do nanciamento externo, e que nós temos procedimentos burocráticos, que são evam a lado nenhum e que somos largamente decientes em matéria de sistema de informação e gestão de nanças públicas, contabilidade e prestação de contas” disse Magda Robalo Silva, asseverando que há uma espécie de “comércio interno nos hospitais”, por considerar que os “pagamentos informais e directos” imperam nas unidades hospitalares

“Há um uxo do nanciamento de fundos que não são contabilizados. Eu penso que o nosso sistema tem processos arcaicos, aleatórios, politizados e que não nos permitem funcionar como se funciona em pleno século XXI em qualquer parte do mundo. Nós temos que mudar isso e mudar isso rapidamente se quisermos avançar” disse a governante.

“A gestão dos recursos humanos é um problema  vão, mas o salário continua a cair na conta. As pessoas não fazem concursos públicos para serem colocadas em diferentes postos. Há toda uma situação com a gestão dos recursos humanos que tem que mudar. As pessoas têm que merecer o posto em que estão e têm que ser avaliadas pelo trabalho que fazem, e se não derem rendimento têm que ser exoneradas” disse Magda Robalo Silva, sublinhando que “no nosso sistema impera a informalidade. A falta de prossionalismo, de rigor, de incumprimento das normas e a impunidade. Como resultado de tudo isto, eu acho que nós temos um sistema com uma crise crónica de credibilidade. Um sistema que é fragmentado, descoordenado, injusto. O guineense que mais precisa de cuidados de saúde é o que menos especializados de que precisa”.
Rispito.com/e-Global, 12-08-2019

Futuras líderes da Guiné-Bissau preparam-se em acampamento

As futuras líderes guineenses estão em estágio num acampamento com 150 raparigas dos 16 aos 28 anos, na localidade de Canchungo, norte do país, com o objetivo de "remover barreiras e normas socioculturais e promover a valorização das meninas".

O acampamento, primeira escola nacional de jovens mulheres líderes da Guiné-Bissau, é uma organização da Rede Nacional de Jovens Mulheres Líderes (Renajelf -GB), presidida por Fatumata Sané, de 25 anos, médica recém-graduada em Bissau.
A Lusa visitou a escola, que decorre em seis oficinas improvisadas em vários pontos da cidade de Canchungo, onde estão 25 jovens raparigas em cada uma das oficinas, vindas de todas as zonas da Guiné-Bissau a receberem formações em domínios diversos como inteligência emocional, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez precoce e não desejada, liderança, cultura e arte, gestão associativa, direitos humanos e migração, entre outras valências.

Profissionais seniores, na sua maioria mulheres já no mercado de trabalho, foram convidadas pela Renajelf para ministrarem aulas práticas e noções básicas às futuras líderes, de quem se espera "atitudes, melhoria de virtudes, autoconfiança" nas suas comunidades, a partir de "novos valores cívicos".

A presidente da rede disse à Lusa que "uma menina empoderada será uma mulher fortalecida e pronta para participar nas esferas da tomada de decisões" na sua comunidade e no próprio país, daí se sentir encorajada a continuar com a iniciativa nos próximos anos.

Fatumata Sané destacou também o facto de a iniciativa, a primeira no país, ter juntado "meninas, futuras líderes" oriundas de todas as regiões e de todas as franjas sociais - de organizações comunitárias, jovens com deficiência física, de confissões religiosas, jovens jornalistas, de partidos políticos, desportistas, empreendedoras e militares.

De todas, Sane espera mudanças "a partir de agora" nas suas comunidades e espaços, sobretudo que sejam portadoras de valores que "os mais velhos não têm" e que sejam também "derrubadoras das barreiras e normas socioculturais" que dificultam a ascensão das mulheres aos lugares de decisão, disse.

A líder da Renajelf considerou que a remoção de barreiras na escola vê-se com a presença de sete jovens militares num acampamento organizado por civis entre 04 e 11 de agosto, com os apoios do Governo guineense e agências locais das Nações Unidas.

"É necessário a diversidade, o que é a nossa força, tirando a farda, elas são civis", frisou Fatumata Sané.
Chaviana da Silva é uma das 150 jovens presentes no acampamento.

Oriunda de Bissau, esta guineense de 23 anos concorda com a visão defendida pela líder da rede e, em poucos dias, disse já ter aprendido "muita coisa" sobre os direitos humanos e migração, referindo que a sua meta de vida é "ajudar o país a ser próspero para que os jovens deixem de arriscar a vida, tentando a emigração irregular".

Chaviana disse ter aprendido que aquela forma de sair do país acarreta riscos como a fome, doenças, assassínios e torturas. Mas, acrescentou, sem a estabilidade na Guiné-Bissau, os jovens vão continuar a escolher aquela forma para abandonarem o país.

Dados do Governo guineense indicam que 60% da população ativa é considerada jovem e cerca de 61% da população é do sexo feminino, num país com cerca de 1,8 milhões de pessoas.
Rispito.com/Lusa, 12-08-2019

Guiné-Bissau quer ser o portal dos EAU para a América Latina

_w0i7729.jpgO ambicioso plano de ecoturismo e desenvolvimento de infra-estrutura da Guiné-Bissau seria fundamental para tornar a pequena nação da África Ocidental uma porta de entrada para a América Latina para os Emirados Árabes Unidos, segundo o primeiro-ministro do país."Estamos na esquina da África Ocidental, na costa do Atlântico.

"Estamos na esquina da África Ocidental, na costa do Atlântico. Mesmo sem um vôo direto, o Brasil está a menos de cinco horas de Bissau [a capital com o único aeroporto internacional do país]", disse o primeiro-ministro Aristides Gomes. a Emirates News Agency, WAM, numa entrevista exclusiva em Abu Dhabi. "Dadas as crescentes relações entre os EAU e a América Latina, nosso país pode ser uma porta de entrada", acrescentou.

Agora, a viagem entre a Guiné-Bissau e os Emirados Árabes Unidos leva de 16 a 28 horas, já que não há voos diretos, enquanto o vôo direto entre Dubai e o Brasil chega em 15 horas. Desenvolver a infra-estrutura aeronáutica da Guiné-Bissau pode criar uma rede de turismo que liga a África Ocidental e a América Latina e reduzir consideravelmente o tempo de viagem entre essas regiões e o Golfo, explicou Gomes, em visita oficial a Abu Dhabi na semana passada.

O governo planeja um projeto de ecoturismo no Arquipélago de Bijagós, um grupo de 88 ilhas espalhadas pelo Atlântico ao largo da costa da Guiné-Bissau, o que também pode atrair turistas dos Emirados Árabes Unidos, disse ele. "O novo destino pode oferecer um pacote para as pessoas que viajam para a América Latina e outras partes da África", disse o primeiro-ministro.

Listado em 1966 pela UNESCO como uma reserva da biosfera, o Arquipélago dos Bijagós possui uma flora e fauna marinhas raras no mundo, incluindo tartarugas marinhas e hipopótamos marinhos.

Durante a visita dos Emirados Árabes Unidos, o primeiro-ministro encontrou-se com o Xeque Abdullah bin Zayed Al Nahyan, Ministro de Relações Exteriores e Cooperação Internacional, e discutiu as relações bilaterais e formas de melhorar a cooperação geral.

O Xeque Abdullah sublinhou a sua vontade de melhorar as relações bilaterais dos EAU com a Guiné-Bissau.

_w0i7741.jpg"Foi uma reunião extraordinária", disse o primeiro-ministro, revelando que a cooperação em energia renovável e estratégia de desenvolvimento sustentável foi um tema importante nas discussões. "Estamos impressionados com a forma como os Emirados Árabes Unidos efetivamente utilizaram suas receitas de petróleo e adotaram um caminho de desenvolvimento sustentável", disse Gomes.
O primeiro-ministro e sua delegação também se reuniram com Mohammed Saif Al Suwaidi, diretor-geral do Fundo para o Desenvolvimento de Abu Dhabi, ADFD, e discutiram a cooperação em obras de desenvolvimento e financiamento.

Sobre a sua ambição de melhorar a economia da nação empobrecida, o primeiro-ministro disse ter procurado a parceria dos EAU no projeto de ecoturismo no Arquipélago de Bijagós e nos projetos de aviação e energia renovável do país. "Temos que construir tudo a partir dos arranhões", disse Gomes.

O país não tem sua própria companhia aérea. O único aeroporto internacional da capital recebe voos do resto da África e de Portugal. A infra-estrutura do aeroporto precisa ser mais desenvolvida para receber mais vôos, disse ele.

A Guiné-Bissau ainda não possui um projeto de energia renovável e a maior parte da eletricidade é produzida por combustíveis fósseis. "Estamos apenas começando. Temos que ir passo a passo [em energia renovável]", disse o primeiro-ministro.
Rispito.com/Ag. Noticias dos Emirados, 12-08-2019

Tabanka Djaz lança novo álbum em Outubro com temas a chamar atenção dos políticos guineenses

Tabanka DjazO grupo musical Tabanka Djaz deve lançar no mercado, em Outubro, um novo álbum e, como sempre, “lá estarão temas a chamar atenção” dos políticos da Guiné-Bissau, pela situação política “muito complicada e preocupante”, segundo Micas Cabras.

O líder da banda, em declarações na Baía das Gatas, após a actuação do grupo, formado maioritariamente por guineenses residentes em Portugal, adiantou que “o mais grave de tudo” é que “não se vê a luz ao fundo do túnel”, capaz de indicar uma melhoria na Guiné-Bissau.

“Cada etapa que é ultrapassada, à espera de dias melhores, acontece sempre episódios desagradáveis”, concretizou a mesma fonte, pelo que, sustentou, é momento de os políticos na Guiné-Bissau “começarem a pensar um pouco mais no povo”.

Crítico da forma como o seu país tem vindo a ser dirigido, Micas Cabral declarou que já são “mais de 40 anos de independência” e que a Guiné-Bissau “ainda não deu um passo”, tirando os primeiros anos pós-independência, precisou, em que o país “deu mostras de desenvolvimento e algum sentido de Estado e de Nação”.

“Mas, infelizmente, nos últimos 30 e poucos anos, tem sido catastrófica a situação na Guiné-Bissau, temos pena porque é a nossa terra, vivemos na Europa, mas o sonho é regressar, viver, sermos acolhidos por aquilo que é nosso e é pena que cada vez notámos que tal está cada vez mais distante”, considerou.

Por isso é que, ao cantar as suas músicas de intervenção, segundo Micas Cabral, Tabanka Djaz mais não faz do que chamar a atenção aos políticos, o que já vem desde 1996, com o disco “Esperança”.

“Nessa álbum, cantamos a esperança da Guiné-Bissau, mas infelizmente essa música ‘esperança’ contínua actual, o que é grave, e não gostaríamos que assim fosse”, explicou Micas Cabral, pois, o desejo, sintetizou, era falar dessa música como sendo do passado.

“Mas ela é uma música do presente pelo que se torna necessário que se repense muito seriamente a Guiné-Bissau”, pontuou.
Sobre a actuação dos Tabanka Djaz no Festival da Baía das Gatas, 22 anos depois, o vocalista considerou-se “super feliz” por regressar àquele palco, do qual guarda “boas recordações” e que foi oportunidade de reviver “bons momentos”.
Rispito.com/Expresso das Ilhas, 12/08/2019