sábado, 16 de março de 2019

O RESCALDO DAS ELEIÇÕES

Hoje, do que se fala mais é o rescaldo das eleições... E o primeiro factor a realçar é que as mesmas foram  considerada mais uma vez de livres, justas e transparentes. Onde a postura do povo guineense mereceu, como sempre, estar no topo da classificação.

Quando falamos de um povo é sempre importante mencionar o valor da sua conjuntura, do seu comportamento e da sua obediência.
O povo da Guiné-Bissau merece respeito pela sua humildade, mas também pela sua forma sabia de expressar sempre que é chamado para dissipar a verdade da mentira.

Exactamente foi nesta base, que depois de tudo que a Guine-Bissau sofreu na crise iniciada com a demissão de 1º governo de PAIGC. Passados quatro anos, este povo que da sua maioria, muitos consideram de analfabetos e desinformados. Mas a sua linguagem eleitoral sempre expressa  o quanto este povo é experiente em falar com os políticos, de maneira justa e respeitoso nas urnas.

Três dias passaram depois da votação (13-03-19), CNE, a entidade competente para administrar o processo eleitoral e de anunciar os resultados,  avançou com os provisórios oficiais. Dos quais a CNE reconfigurou no dia 15 de Março, e mandou publicando-los no boletim oficial, para tornar assim definitivamente oficial o recado de povo guineense  aos políticos.

O recado que mexeu com sensibilidade de todas as formações politicas, entre os que reconheceram democraticamente a suas derrotas, como os que reclamam injusto o resultado anunciado, mas que não passa de mérito de cada um, baseado no seu trabalho feito tendo em conta o seu comportamento e a sua idoneidade politica.

O povo demonstrou a classe politica que cada um merece seu respeito como cidadão, mas também cada um merece repreensão sempre que é necessário. Se não vejamos:

PAIGC habituado a maioria absoluta caiu para 41% com soma 47 mandatos, um resultado que embora atribui vitoria ao partido mas ficou aquém de um mandato confortável... No qual é obrigado a recorrer acordos e alianças para poder governar o país e de tentar pôr em prática seu programa eleitoral.
Seja como for, PAIGC conseguiu ser o partido vencedor das eleições, mas de certeza percebeu a linguagem do povo. O que significa certo descontentamento embora continua uma réstia de confiança no partido.

PRS, que outrora ocupava o lugar de segunda força politica do país, foi o partido que levou a chicotada mais dolorosa   dada pelo povo. Com apenas vinte e um mandatos, PRS, não só deve estar a chorar a falta dos vinte mandatos que tinha na legislatura passada, como também perdeu o lugar da segunda força politica no parlamento e o prestígio de ser  o líder da oposição.
Uma repreensão muita amansador que o partido deve repensar e rectificar eventuais falhas, assim como afinar novas estratégias de ré-erguer a sua confiança perante o povo em caso ainda quiser garantir um lugar na convivência dos chamados "Partidos Grandes"

MADEM-G15 é um partido com prémio de revelação no cenário politico da Guiné-Bissau. 27 dos 102 mandatos é o total atribuído a um partido novo mas que na verdade demonstrou ter homens e mulheres de experiências maduras.
Querendo ou não, este partido dirigido pelo popular Braima Camará, e a cúpula maioritariamente dos deputados expulsos do PAIGC na legislatura passada, conseguiram traduzir em pratica um trabalho que merece elogios.
Depois de travar muita guerra com seus antigos camaradas da mesma casa, ainda num país mergulhado em profunda crise, MDEM-G15 se afirmou como  partido politico num espaço de sete meses antes das eleições. Com um efeito inédito, MADEM-G15 catapultou-se de maneira folgada para o lugar de segunda força politica e líder da oposição do país.
Um partido aquém de um alcance para chefiar o governo, mas é um partido ganhador perante a expressão do povo.

APU PDGB, é um partido que no ultimo julgamento popular apareceu num lugar prestigiado e de muita responsabilidade.
Uma confiança  atribuída pelo povo, com cinco mandatos no total, mas que se revê numa chave de equilíbrio para uma estabilidade governativa do país.
Um atributo que pode engrandecer a dimensão do partido como também penaliza-lo... dependendo da sua atuação e do seu comportamento perante a tamanha responsabilidade que pende aos seus ombros no desenrolar dessa legislatura.

União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com um mandata cada, também faz parte do parlamento com papel não menos importante perante a criação de um mandato com folga e de oposição necessária.

Nesta base, vai um agradecimento especial a todos os partidos  que fizeram parte neste embate eleitoral, com certeza de terem valioso contributo para o fortalecimento da democracia do país

Em fim... É importante que todos compreendam que o maior vitorioso é o pais e a democracia,  onde as diferenças de ideia sejam consideradas simplesmente  de adversidade e não um choque de inimigos. Pelo que é necessário colaboração de todos em detrimento de transformar  essa vontade popular numa legislatura de sucesso.
Samba Bari

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sexta-feira, 15 de março de 2019


 
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CNE indifere a reclamação do MADEM-G15

O Movimento para Alternância Democrática (Madem G-15) entregou hoje na Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau reclamações referentes às legislativas de domingo, mas a instituição indeferiu-as por não cumprirem as exigências técnicas.

Em causa estão "vícios na votação" nas legislativas de domingo alegados pelo Madem G-15, que contesta a atribuição de apenas 27 deputados.

Em comunicado, a CNE confirmou à Lusa que foram recebidas as reclamações do Madem G-15, mas também indicou que estas queixas "são consideradas extemporâneas" e, logo, indeferidas, tendo sido já comunicado essa recusa.

Para que as reclamações fossem atendidas nesta fase pela CNE teriam de ter sido acolhidas primeiro nas assembleias do voto e pela Comissão Regional de Eleições (CRE), conforme a lei eleitoral, refere a CNE.

Na quarta-feira, o diretor da campanha eleitoral, Marciano Barbeiro, disse aos jornalistas que o Madem iria entregar queixas, esperando que a CNE "seja competente" para apreciar de “forma serena e tranquila” os elementos apresentados pelo movimento que, no seu entender, iriam provar que os resultados eleitorais que lhe foram atribuídos “não são aqueles que, de facto, alcançou” nas urnas.

Segundo Marciano Barbeiro, as Comissões Regionais de Eleições (CRE) não deram resposta a várias reclamações do Madem, como indica a lei eleitoral, que serão agora encaminhadas para a CNE pelo partido liderado por Braima Camará.
De acordo com os resultados provisórios oficiais, o Madem elegeu 27 dos 102 deputados ao próximo parlamento guineense.

Os resultados provisórios indicam que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), alcançou 47 mandatos, o Madem 27, o Partido da Renovação Social (PRS) 21, a Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU/PDGB) 5, a União para Mudança (UM) e o Partido da Nova Democracia (PND), todos com um deputado cada.

O PAIGC já anunciou um acordo de incidência parlamentar para governar com a APU/PDGB, UM e PND.
Rispito.com/Lusa, 15-03-2019

Portugal felicita PAIGC pela vitória nas legislativas 

O PAIGC venceu as legislativas de 10 de março, com 46,1 por cento dos votos, mas assegura uma maioria absoluta no parlamento apenas com acordos eleitorais, segundo os resultados provisórios.

Governo português felicitou esta quinta-feira o Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) pela vitória nas legislativas de domingo, garantindo que vai continuar a trabalhar "em estreita proximidade" com as autoridades guineenses.
"O Governo português regista a divulgação dos resultados eleitorais provisórios pela Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, saúda todas os partidos concorrentes e felicita o PAIGC e o seu líder, Domingos Simões Pereira, pela sua vitória", refere em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Augusto Santos Silva.

No documento, o Governo garante que vai continuar empenhado em trabalhar em "estreita proximidade com todas as autoridades guineenses", tanto ao nível bilateral como "no contexto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da União Europeia e das Nações Unidas".

O PAIGC venceu as legislativas de 10 de março, com 46,1 por cento dos votos, mas assegura uma maioria absoluta no parlamento apenas com acordos eleitorais, segundo os resultados provisórios hoje anunciados.

No domingo, mais de 761 mil guineenses foram chamados a votar nas três mil mesas de voto, incluindo a diáspora.

Os resultados provisórios divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) atribuem ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) 47 dos 102 lugares no parlamento, 27 ao Movimento para Alternância Democrática (Madem G-15), e 21 ao Partido da Renovação Social (PRS).

A Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU/PDGB) ficará com cinco lugares no novo parlamento, enquanto a União para Mudança e o Partido da Nova Democracia, terão um deputado cada.

Mesmo antes de conhecidos os resultados eleitorais provisórios, o PAIGC anunciou um acordo político com a APU-PDGB, depois de já ter assinado um outro, no início da campanha eleitoral, com a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia.

O Madem-G15 assinou também um acordo político com o PRS e anunciou, entretanto, que apresentou várias reclamações junto da Comissão Nacional de Eleições.
Segundo a CNE, houve 15,3% de abstenção.
Rispito.com/RTP Noticias, 15-03-2019

Embaixador angolano esperançado numa Guiné-Bissau próspera

O embaixador de Angola na República da Guiné-Bissau, Daniel Rosa, renovou, em Bissau, esperanças da constituição de um governo, nesse país, que possa, efectivamente, consolidar o processo de estabilidade política e de desenvolvimento económico e social.
A Guiné-Bissau realiza eleições legislativas e presidenciais de forma regular desde 1994, mas a fase mais difícil de gestão política é no período pós-eleitoral e, por essa razão, nenhum governo concluiu uma legislatura, assim como nenhum Presidente da República concluiu um mandato.

Os actos de governação são sempre interrompidos por via de golpes de Estado ou por divergências de fundo no plano político entre o Primeiro-Ministro e o Presidente da República.

Em entrevista à Angop, nesta quinta-feira, em Bissau, o embaixador Daniel Rosa espera que seja formado um Governo na Guiné-Bissau que esteja pronto a cooperar com a comunidade internacional, em especial com Angola, com quem tem laços de amizade e solidariedade alicerçados ao longo da luta de libertação nacional contra o colonialismo português.

O diplomata angolano disse que, em função das sucessivas crises políticas na Guiné-Bissau, o Estado angolano suspendeu a implementação de projectos ambiciosos nesse país, avaliados em mais de 700 milhões de dólares.

Trata-se do projecto de exploração mineira Bauxite-Angola, da construção do Porto de Águas profundas de Buba (zona sul de Bissau), bem como do caminho-de-ferro que facilitaria o escoamento de produtos mineiros para outros países.  

“Só nesta legislatura, assistimos à nomeação de sete primeiros-ministros, o que significa que o país é muito instável, razão pela qual suspendemos a implementação destes projectos”, declaraou o embaixador angolano na Guiné-Bissau.

Daniel Rosa disse estar convicto de que, depois da estabilização política na Guiné-Bissau, o Governo angolano irá pedir a realização de uma segunda Comissão-Mista Bilateral para que a Guiné-Bissau redefine as prioridades em que Angola possa dar a sua contribuição.

O diplomata angolano elogiou, entretanto, a forma “ordeira e pacífica” como decorreram as eleições legislativas de domingo, que deram vitória ao Partido da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira, com 46, 1 por cento dos votos expressos.

Considerando os laços históricos existentes entre os dois países e a transcendência destas eleições, que marcaram mais uma etapa do processo de estabilização democrática na Guiné-Bissau, fez saber a fonte, Angola doou um milhão de dólares americanos, com base no Acordo de Financiamento assinado entre o Governo angolano e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“A comunidade internacional, em especial Angola (faz parte do Comité de Pilotagem do Processo Eleitoral), não vão abandonar a Guiné-Bissau, aliás basta ver pela contribuição que sempre demos no passado e voltamos a dar em 2018 para a estabilização política da desse país, membro da CPLP”, observou.

O embaixador disse que a comunidade internacional jogou um papel decisivo, quer na facilitação do diálogo, quer nas contribuições materiais e financeiras, o que permitiu a conclusão do recenseamento dos eleitores e de todas as fases conducentes ao processo eleitoral.

A este propósito, Daniel Rosa destacou o papel da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que permitiu a assinatura do Roteiro de Bissau para a saída da crise-política institucional, o Acordo de Conacry e o Protocolo Adicional de Lomé, que viabilizou a nomeação do actual Governo, em Abril de 2019, liderado por Aristides Gomes.

Segundo o embaixador Daniel Rosa, as relações entre os dois países caracterizam-se como boas, tendo sido reforçadas com a abertura de uma Missão Diplomática da República de Angola na República da Guiné-Bissau, em 2006.

Em 2007 realizou-se, em Bissau, capital guineense, a 1ª Sessão da Comissão Mista Bilateral Angolano-Guineense, que resultou na assinatura do Protocolo de Cooperação Económica entre os Governos dos dois países.

Mas a implementação de um Acordo Geral de Cooperação afigura-se de difícil execução, tendo em consideração as constantes alterações ao nível dos interlocutores guineenses, em virtude da persistente instabilidade política ao longo dos últimos anos, acrescentou o diplomata.

Para si, as dificuldades económicas que sempre estiveram presentes na Guiné-Bissau e, sobretudo, a instabilidade política que em várias ocasiões assolou o país, constituem factores que continuam a impedir, grandemente, o estabelecimento de um quadro propício à realização de acções e projectos de cooperação de âmbito institucional e/ou empresarial entre Angola e a Guiné-Bissau.

“Pensamos que a Guiné-Bissau vai empossar o Parlamento nos próximos trinta dias e, simultaneamente, formar Governo. Acreditávamos que esse Governo poderá cooperar com a comunidade internacional, em particular com Angola, com quem tem relações fraternais de irmandade desde há muitos anos”, exprimiu.

A comunidade angolana residente na Guiné-Bissau é muito reduzida, de aproximadamente 100 pessoas com registo consular feito.

A Missão diplomática na Guiné-Bissau se estende, igualmente, ao Senegal e à Gâmbia, onde existe uma comunidade angolana mais considerável em relação a Guiné-Bissau.

No caso da Gâmbia, adiantou, a comunidade angolana é maioritariamente composta por mulheres casadas com cidadãos gambianos.

De acordo com os resultados das eleições legislativas guineenses divulgados pela Comissão Nacional de Eleições, o PAIGC obteve 47 mandatos na Assembleia Popular.

O MADEM-15, constituído por dissidentes do PAIGC, obteve 27 deputados, PRS 21, APU-PDGM (5), PND e UM com um deputado cada, totalizando 102 lugares que compões a Assembleia Popular da Guiné-Bissau.

Mais de 761 mil eleitores guineenses foram chamados às urnas um novo parlamento entre os candidatos apresentados por 21 partidos.

As Missões de Observação Eleitoral da União Africana (UA) e da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) consideraram “que as eleições legislativas de 10 de Março, na Guiné-Bissau, decorreram num ambiente de paz, calma e serenidade, tendo sido livres e justas”.   

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) também considerou “livres e justas” as eleições guineenses de domingo, e apelou a todos os actores políticos intervenientes no processo a reconhecerem os resultados eleitorais.
Rispito.com/Angop. 15-03-2019

quinta-feira, 14 de março de 2019

Madem entregou reclamações junto da Comissão Nacional

O Movimento para Alternância Democrática (Madem G-15) da Guiné-Bissau, que ficou em segundo lugar nas legislativas de domingo segundo os resultados provisórios,  apresentou várias reclamações junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Em conferência de imprensa, realizada depois de o partido mais votado -- Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) -- ter dito que respeitava os resultados provisórios que lhe davam uma maioria parlamentar, dois dirigentes do Madem apelaram à calma entre os seus apoiantes e prometeram reagir, mas só após a resposta da CNE às reclamações feitas.

O diretor da campanha eleitoral, Marciano Barbeiro, disse aos jornalistas que o Madem espera que a CNE "seja competente" para apreciar de "forma serena e tranquila" os elementos apresentados pelo movimento que, no seu entender, irão provar que os resultados eleitorais que lhe foram atribuídos "não são aqueles que, de facto, alcançou" nas urnas

Segundo Marciano Barbeiro, as Comissões Regionais de Eleições (CRE) não deram resposta a várias reclamações do Madem, como indica a lei eleitoral, que serão agora encaminhadas para a CNE pelo partido liderado por Braima Camará.

"Não temos motivos para pensar sequer que existirá alguém interessado em prejudicar o Madem", observou Marciano Barbeiro.

O representante na CNE do partido, criado há oito meses, Queba Djaité reforçou ainda que o Madem "apenas está a fazer o que prevê a lei" guineense, em caso de desacordo com os resultados eleitorais.

A lei eleitoral guineense prevê que os resultados definitivos sejam publicados entre sete a 10 dias após a votação.

Segundo os resultados provisórios oficiais hoje anunciados pela CNE, o Madem elegeu 27 dos 102 deputados ao próximo parlamento guineense.

De acordo com os resultados provisórios, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), alcançou 47 mandatos, o Madem 27, o Partido da Renovação Social (PRS) 21, a Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU/PDGB) 5, a União para Mudança (UM) e o Partido da Nova Democracia (PND), todos com um deputado cada.

Fonte do PRS indicou à Lusa que o partido também só se vai pronunciar sobre os resultados após a publicação dos resultados definitivos.
Rispito.com/Lusa, 14-03-2019

quarta-feira, 13 de março de 2019

PAIGC vence eleições sem maioria absoluta

PAIGC obtém 46,1 por cento dos votos e elege 47 deputados, segundo os resultados provisórios anunciados pela CNE. Assegura maioria absoluta no Parlamento com acordos eleitorais com APU-PDGB, UM e PND.

Os principais acontecimentos da contagem dos votos na Guiné-Bissau:

Partido de Domingos Simões Pereira garante maioria absoluta graças aos acordos com APU-PDGB (5 deputados), UM (1 deputado) e PND (1 deputado)

Líder do PAIGC lamenta o facto de os números anunciados pela CNE não coincidirem com as expectativas do partido - obter a maioria absoluta - mas garante que aceita os resultados e vai estabelecer as "alianças necessárias" para a estabilidade. 

Sobre a futura relação com José Mário Vaz, Domingos Simões Pereira sublinha: "Nunca afirmei estar indisponível para trabalhar com o Presidente da República". 

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, afirmou que o maior vencedor das legislativas de domingo é a Guiné-Bissau e que será primeiro-ministro de todos os guineenses. "Na condição de presidente do partido escolhido pelo povo para governar o país, na condição de próximo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, gostaria de dizer que o maior vencedor desta eleição é o nosso país", afirmou Domingos Simões Pereira, na sede do partido em Bissau. 

Domingos Simões Pereira fez o seu primeiro discurso após conhecidos os resultados eleitorais, no Salão Amílcar Cabral na presença dos jornalistas e de dirigentes do partido, enquanto milhares de apoiantes aguardavam que fosse para o palco, montado no lado lateral da sede, para festejar a vitória. 

Após o anúncio dos resultados provisórios, o debate é aceso nas redes sociais. Entre festejos e queixas dos guineenses, Miguel de Barros, sociólogo guineense, lamenta, no Twitter, a eleição de apenas 14 mulheres, apontando para o "imobilismo em relação à paridade" na Guiné-Bissau.

Conforme os resultados provisórios da CNE:

PAIGC com 47 mandatos, MADEM G15 passa ser a segunda forca politica com 27 mandatos, enquanto que o PRS cai para terceira forca com apenas 21 mandatos, APU PDGB assume-se de quarta forca com 5 mandatos, enquanto que UM conquista 1 mandato a semelhança de PND que também tem 1 mandato.
Rispito.com, 13-03-2019

PARTIDOS COM ACORDOS ASSINADOS A ESPERA DE CNE

O Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau (PAIGC) e a Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU/PDGB) celebraram um acordo de incidência parlamentar para garantir estabilidade no país após as legislativas de domingo.

O acordo foi assinado nesta terça feira, 12 de Março, no hotel Azali em Bissau, após a reunião dos líderes dos dois partidos, Domingos Simões Pereira (PAIGC) e Nuno Nabian (APU/PDGB), numa conferência de imprensa conjunta.

No mesmo dia, na sede do Madem, em Bissau, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) e o Partido de Renovação Social (PRS) assinaram também outro acordo com o mesmo nome. Ou seja, de incidência parlamentar e governativa para a estabilidade da Guiné-Bissau.

No ato,  Alberto Nambeia, presidente do PRS, afirmou "Este acordo político é para estabilizar o país" sublinhando que é preciso haver entendimento para o desenvolvimento do país.
"A Guiné-Bissau não merece o que se passa hoje. Porque guerra continua entre a classe politica não acaba com as greves,  nao melhora infraestruras nem garante uma saúde. Daí que ja é altura de todos os guineenses lutarem para o bemn do país.

Braima Camará agradeceu também ao PRS a "oportunidade" de terem uma "maioria clara" para estabilizar a Guiné-Bissau.
"O Madem e o PRS é que têm condições para ter uma maioria para salvar a pátria", frisou.

O acordo assinado entre os dois partidos é de incidência parlamentar e governativa e o primeiro-ministro será designado pelo partido com maior representação parlamentar.
Rispito.com 13-03-2019

terça-feira, 12 de março de 2019

PAIGC reivindica vitória nas legislativas, MADEM-G15 e PRS falam de poder partilhado


Em conferência de imprensa realizada em Bissau, o porta-voz João Bernardo Vieira não quis esclarecer se o partido tem maioria absoluta, porque "não quer substituir-se à Comissão Nacional de Eleições".
Mas seja como for, PAIGC reivindicou
esta segunda-feira a vitória nas eleições legislativas de domingo, obtendo “os poderes necessários” para governar.
“Não gostaria de entrar nesses detalhes, mas estamos com uma maioria que nos permite estar um pouco mais confortáveis”, afirmou o dirigente do PAIGC.
Assim que a CNE anuncie os primeiros resultados parciais, previstos para quarta-feira, o líder do PAIGC e candidato a primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, irá fazer uma “análise política” das eleições, em conferência de imprensa.
Após uma “campanha eleitoral extenuante”, mas “rica em experiências”, “o mais importante é unir o povo guineense, sem distinção de raça, etnia ou religião”, disse João Bernardo Vieira, salientando que os dirigentes do PAIGC estão “calmos e serenos”, porque estão “criadas condições para uma governação estável para o nosso país”.
A direção do partido decidiu convocar a conferência de imprensa desta segunda-feira, ainda antes do anúncio da CNE, porque têm estado a circular “documentos e números falsos” por parte de outros partidos sobre as eleições de domingo, disse Bernardo Vieira. O porta-voz do PAIGC recordou “dispõe de atas síntese” de todas as mesas eleitorais e exige “lisura e transparência no apuramento” dos resultados.
“O povo exprimiu a sua vontade inequívoca de o PAIGC dirigir o país”, salientou o membro do Bureau Político daquele partido, numa conferência onde falou em português, inglês e francês, dada a presença de jornalistas internacionais. Na declaração, o partido agradeceu “a renovada confiança” da população: “isto significa que o povo compreendeu e bem a mensagem do PAIGC”, conclui.

Certo é que a reação as outras formações não se  fez esperar, MADEM e PRS, ambos reagiram contrapondo as declarações do prta-voz do PAIGC.
Os dois partidos, foram unanimes em dizer que nehum partido conseguiu atingir numero de mandatos para poder governar sozinho.

O diretor nacional da campanha do MADEM-G 15, Marciano Silva Barbeiro, assegurou na sua declaração que segundo os dados recolhidos até ao momento a sua formação política está em condições de governar o país, dado que conseguiu trabalhar afincadamente ao longo do processo eleitoral a fim de merecer a confiança do povo guineense.
“Depois de constatarmos os resultados obtidos através das atas das mesas de votos. MADEM-G 15 entendeu-se por bem esclarecer o nosso povo e não obstante aquilo que estamos acompanhar nas redes sociais da parte de alguns partidos concorrentes,  levou-nos a pedir a calma e a seriedade ao nosso povo. O povo conseguiu assumir a sua responsabilidade, ou seja, fez a sua escolha e essa escolha tem que ser respeitada pelos partidos políticos”, exortou.

Enquanto que Porta-voz do Partido da Renovação Social (PRS), Victor Pereira, disse nesta terça-feira, 12 de março de 2019, que de acordo com as atas síntese recolhidas junto das mesas das assembleias de voto, nenhuma das forças políticas do país atingiu sequer a barra dos 40 deputados.
“Ficou claro que o povo da Guiné-Bissau não atribuiu a nenhum partido a confiança de governar sozinho. Assim, o futuro do nosso país terá de ser decidido no novo quadro parlamentar. Nenhuma formação política se pode arrogar a competência de declarar os resultados destas eleições, caso contrário será da sua inteira responsabilidade quaisquer declarações proferidas que possam pôr em causa o processo”, enfatizou.
Rispito.com/Lusa, 12-03-2019

Célula de Monitorização diz que legislativas decorreram de forma positiva

A imagem pode conter: 11 pessoas, pessoas a sorrir, multidão e ar livreA Célula de Monitorização das Eleições da Guiné-Bissau, integrada por cinco organizações da sociedade civil guineense, considerou que as legislativas de domingo decorreram de forma "muito positiva", numa clima de civismo e paz.

"As eleições foram justas, livres e transparentes e um processo decorreu num clima de paz e de civismo", afirmou Fernando Gomes, presidente da câmara de decisores da Célula de Monitorização das Eleições.

Mais de 761 mil eleitores guineenses foram domingo chamados às urnas para escolher os novos representantes do parlamento do país entre os candidatos apresentados por 21 partidos políticos.

"A avaliação às eleições legislativas é muito positiva na medida em que todo o processo eleitoral decorreu num clima de paz, houve contenção entre os candidatos, apesar de pequenos incidentes, mas no essencial os cidadãos guineenses demonstraram um ato sentido de patriotismo porque fizeram do processo eleitoral uma festa de democracia", disse.

Fernando Gomes, que falava aos jornalistas depois da apresentação da declaração preliminar da célula, salientou que "houve muita afluência dos eleitores às urnas de voto".

"Estas eleições foram coroadas de êxito e o povo da Guiné-Bissau está de parabéns e oxalá possamos manter esta postura nos próximos atos eleitorais", concluiu.

A Célula de Monitorização das Eleições foi financiada pela União Europeia e pelo Fundo da Consolidação da Paz da ONU e teve, domingo, no terreno, 420 monitores a constatar eventuais ocorrências que pudessem colocar em causa o dia das eleições.

A Comissão Nacional de Eleições anunciou hoje que irá divulgar quarta-feira os resultados provisórios das legislativas.
Rispito.com/Lusa, 12-03-2019

domingo, 10 de março de 2019

União Africana salienta clima de tranquilidade nas eleições, Governo português saúda "forma pacífica e ordeira" do ato eleitoral

O chefe da missão de observadores eleitorais da União Africana, Rafael Branco, salientou hoje que o ato eleitoral na Guiné-Bissau decorreu de forma tranquila e com uma "participação cívica notável".
“Temos 15 equipas espalhadas pelo território nacional recebemos um relatório às 08:00 da manhã e outro às 12:00 (mesma hora em Lisboa) e esse dois relatórios coincidem nisto: o clima é de tranquilidade, de uma participação cívica notável e esperamos pelo relatório da noite que nos vai dar uma visão de todo o processo”, afirmou à Lusa o antigo primeiro-ministro são-tomense, depois do encerramento das urnas.

Rafael Branco disse também que assistiu à abertura das urnas na zona do círculo 28, em Bissau, onde visitou várias assembleias de voto, e que o ambiente tem sido o mesmo.
“Agora estamos aqui no fecho e o ambiente vivido de manhã confirma-se novamente esta tarde. Tudo decorre num ambiente bastante tranquilo, há uma ou outra defesa mais acalorada, mas isso é absolutamente normal”, disse.

A União Africana deverá apresentar o seu relatório final sobre a avaliação às eleições legislativas na terça-feira.
A organização faz parte do grupo P5, que inclui também a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ONU e União Europeia, que tem acompanhado de muito perto a crise política que a Guiné-Bissau vive há mais de três anos.

Governo português saúda "forma pacífica e ordeira" do ato eleitoral
O Governo português saudou hoje a realização das eleições legislativas na Guiné-Bissau “e a forma pacífica e ordeira como decorreu” o ato eleitoral, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
“Os eleitores da Guiné-Bissau transmitiram um sinal de esperança no futuro do seu país”, sublinha o MNE no documento.

O MNE afirma que aguarda “serenamente pelo apuramento dos resultados”, felicitando as autoridades da Guiné-Bissau pela organização das eleições “há muito aguardadas pela comunidade internacional”.
“Continuaremos a acompanhar de perto e a apoiar a Guiné-Bissau neste novo ciclo de esperança na sua vida política”, lê-se no comunicado oficial.

Mais de 761 mil eleitores guineenses foram hoje chamados às urnas para eleger o novo parlamento do país entre os candidatos apresentados por 21 partidos políticos.
As urnas estiveram abertas entre as 07:00 e as 17:00 locais (mesma hora em Lisboa).
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) guineense deverá revelar os resultados oficiais provisórios na terça-feira e esta segunda-feira fará um primeiro balanço da votação, que este organismo considerou ter decorrido, de uma forma global, sem sobressaltos.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, afirmou hoje que o escrutínio estava a decorrer com normalidade, "sem mortes, sem espancamento, sem golpes de Estado, sem prisões arbitrárias, sem prisioneiros políticos, e com liberdade de expressão, de manifestação e imprensa", classificando o país como um "campeão da liberdade".

As eleições legislativas, que estiveram inicialmente marcadas para novembro do ano passado - foram impostas pela comunidade internacional após uma longa crise política, criada após a demissão do primeiro-ministro em 2015, Domingos Simões Pereira, apesar de o seu partido - Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) - ter a maioria absoluta.

Entre os 21 partidos candidatos, três dizem esperar governar: o PAIGC, o Partido da Renovação Social (PRS) e o Movimento para a Alternância Democrática (Madem), este último criado a partir de uma dissidência dentro da maior formação partidária do país.
Rispito.com/Lusa, 10-03-2019

sábado, 9 de março de 2019


Mais uma missão cumprida com sucesso e orgulho, o país registou mais um marco histórico, apesar muitos percalços e desilusões, tem um povo civilizado.

A campanha eleitoral decorreu com normalidade e de forma muito tranquila.
Durante os percursos partidários na procura de convencer o povo com os programas eleitorais, Os lideres e todos os outros intervenientes usaram linguagem adequada e de comportamentos normais no jogo da democracia.

Como sempre, o povo respondeu a cada partido de forma ordeira e disciplinada. E mediante um comportamento cívico e atento, não há duvidas que cada cidadão conseguiu compreender o potencial e as capacidades intelectuais de cada líder partidário, assim como de cada candidato ao cargo de Primeiro-Ministro.

Obrigado a todos e a cada um cidadão guineense... estamos todos de parabéns.

Mas na verdade ainda não acabou, porque agora está nas mãos de quem vota, o poder de decidir os futuros 4 anos da Guiné-Bissau.
A decisão é neste domingo... hoje, sábado, ó dia em que de cada um de nós (os recenseados) deve falar consigo mesmo, com a consciência própria, tendo em conta:

As explicações dos programas feito durante a campanha eleitoral... Sem esquecermos da característica, da idoneidade e da responsabilidade de cada candidato a ser votado.

Não importa ser deste ou daquele partido;
Não importa ser desta ou daquela etnia ou ou da querença religiosa;
Não importa ser um familiar, um amigo ou um companheiro;

Lembremos sim que todos os partidos e todos os cidadãos candidatos ao cargo de deputado, são guineenses. Importando  dessa forma dar o nosso voto  na quem nos conseguiu convencer e que acharmos nos possa servir a todos.

Quem já recebeu algo em jeito de comprar o seu voto, não importa... o mais importante é só lembrar que o seu voto não tem preço nem é negociável. Simplesmente tem um tremendo valor e durabilidade de quatro anos.

Na hora de votação e em frente de urna estás sozinho acompanhado com a sua decisão, iluminado pelo Deus e nas suas mãos está o seu valor dignificante para atribuir a quem quiser e que voltara às suas mãos só daqui a mais 4 anos.

Se votar pela sua própria consciência vais continuar a dormir descansado mesmo que as vierem a correr ao contrario da sua convicção na altura da votação. Mas se votares pela orientação alheia a margem do que lhe vinha na consciência, o pesadelo será o seu companheiro diário, sobretudo se as coisas saírem mal.

Vota em quem achar que é da sua confiança governar o seu destino durante os próximos 4 anos.

A todos os cidadãos guineenses recenseados, que ninguém aceita desperdiçar seu prestigioso direito de votar para exibir o seu valor como cidadão e participar na escolha dos seus dirigentes como guineense. 
Samba Bari




quinta-feira, 7 de março de 2019

Onde conseguiram os partidos tanto dinheiro para a campanha eleitoral?

Guinea-Bissau Bafatá - Wahlkampf beginnt in Guinea-Bissau (DW/B. Darame)Politólogo não tem dúvidas que proveniência de bens materiais e financeiros utilizados na campanha pelo PAIGC, PRS e Madem é duvidosa. CNE tem obrigação de investigar, diz Rui Semedo.

Semedo afirma ter ficado "surpreso" por ver os partidos "importarem carros, motorizadas", além do dinheiro que, salientou, está a ser investido junto das comunidades para os "aliciar ou mobilizar para votar num ou outro grupo político".

Boneco gigante de Amílcar Cabral 'votou' simbolicamente

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Um boneco gigante de Amílcar Cabral, "pai" da nacionalidade guineense, ‘votou’ hoje simbolicamente para as legislativas de domingo na Guiné-Bissau e Jacinto Mango, um dos arquitetos da imagem, apelou aos cidadãos para exercerem o seu direito no domingo.


Conduzido por um homem que lhe faz mover os braços e as pernas gigantes, Amílcar Cabral 'exerceu' o seu diretor de voto perante dezenas de curiosos que captaram o momento com fotografias.
O ato ocorreu no mesmo momento em que elementos das forças de defesa e segurança que vão estar de serviço no domingo estavam a votar por antecipação.

Jacinto Mango que deu voz ao "sentimento de Cabral após votar" não quis revelar aos presentes em que político apostou, mas pediu a todos para elegerem a Guiné-Bissau em primeiro lugar.

Amílcar Cabral "veio votar como qualquer cidadão e quer demonstrar ao resto dos cidadãos que todos devem estar do mesmo lado" pela paz no país, disse o ator, encenador, dramaturgo e homem palhaço Jacinto Mango, diretor artístico das Caravanas de Paz, uma iniciativa do projeto Fórum de Paz.

Aquela iniciativa, que integra ainda o grupo guineense Teatro dos Oprimidos, tem percorrido a Guiné-Bissau, desde 2014, levando peças de teatro, com encenações com formas de resolução de conflitos e apelos à preservação da harmonia e paz entre os povos do país.

Ainda sobre o facto de Amílcar Cabral se ter "vestido" com uma camisa "tchapa-tchapa" (patchwork), no dia do voto, Jacinto Mango frisa ser um eufemismo à necessidade de unidade entre todas as regiões, religiões e etnias da Guiné-Bissau e da própria África.

Mango afirmou que "antes de votar hoje" o boneco de Amílcar Cabral "andou por toda parte da Guiné", ouvindo as preocupações do povo sobre que tipo de país que gostariam de ter a partir das eleições de domingo.

Durante estes quatro anos que o Fórum de Paz tem percorrido as várias localidades da Guiné-Bissau, "Cabral elogiou o comportamento dos militares", por se terem mantido fora do jogo político, mas apelou para manterem a mesma atitude de agora em diante, disse Jacinto Mango.
Rispito/Lusa, 07-03-2019

quarta-feira, 6 de março de 2019

 Líder do PRS acredita que “partidos vão unir-se” em nome do país

A imagem pode conter: 2 pessoas, textoO líder do Partido da Renovação Social (PRS) afirmou hoje que "os partidos guineenses vão unir-se" em nome do país, após as eleições legislativas, minimizando o risco de uma crise política.

"A Guiné-Bissau é mais importante que os partidos", disse à Lusa Alberto Nambeia, após um comício na localidade de Mansabá, a norte de Bissau, onde falou a duas centenas de pessoas que se juntaram debaixo de uma mangueira.

Depois de um discurso em crioulo em que usou uma carrinha como palco móvel, Alberto Nambeia saudou os "mais velhos" da terra que foram apoiar o candidato do PRS, o segundo maior partido do país e que já elegeu o único Presidente do país que não foi apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau (PAIGC).

Na região do Oio, onde se localiza Mansabá, Nambeia luta também pela sua eleição como deputado.

Depois, após o discurso, Nambeia entrou numa viatura enquanto os seus apoiantes se espalharam pelas casas em redor, fazendo campanha com as ‘t-shirts' novas que foram oferecidas.

Para domingo, "só espero a vitória", disse à Lusa Nambeia, que minimizou o risco de uma crise política após as eleições legislativas.

"Somos todos Guiné" e "o povo é quem vai decidir" e "vai decidir bem", limitou-se a dizer.

No domingo, concorrem às eleições legislativas 21 partidos políticos, um ato eleitoral que tenta pôr fim a uma crise política que dura desde 2015, depois de o Presidente, José Mário Vaz, e o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, se terem incompatibilizado.
Rispito.com/Lusa, 06-03-2019