sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Eleições em 2019 serão "violação flagrante" das leis da Guiné-Bissau, alerta PAIGC

O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que a realização de eleições legislativas em 2019 na Guiné-Bissau, a acontecer, será uma violação das leis do país, que o partido não admitirá.

"A última eleição legislativa foi realizada em abril de 2014, nós devíamos ter legalmente eleições em abril de 2018. Tal não foi possível, estamos a falar em novembro e eventualmente temos um espaço para exercer até dezembro. Qualquer prazo que seja fixado depois de dezembro configura uma violação flagrante das nossas leis internas e o PAIGC não admite isso", afirmou Domingos Simões Pereira.
O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) falava aos jornalistas na sede do partido, em Bissau, durante uma conferência sobre a situação política no país e o processo eleitoral em curso e depois de questionado sobre se o partido tem uma data preferencial para a realização de eleições legislativas.

A Guiné-Bissau tem eleições legislativas marcadas para 18 de novembro, mas o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral apenas conseguiu registar até ao momento cerca de 220.000 eleitores num universo estimado de quase 900.000 eleitores.

A ministra da Administração Territorial, Ester Fernandes, disse na quarta-feira, que o recenseamento iria decorrer no prazo previsto por lei que é de 60 dias, ou seja, deverá terminar a 20 de novembro, depois de o Governo ter inicialmente previsto fazer o recenseamento entre 20 de setembro e 20 de outubro.

Aos jornalistas, Domingos Simões Pereira disse que "não há uma nova data fixada pelo Presidente da República".
"A data de recenseamento ultrapassa essa data e portanto os órgãos competentes, nomeadamente, o Presidente da República, mas em concertação com a conferência de chefes de Estado da CEDEAO, tem de revisitar esse processo propor aos partidos políticos esse consenso para compensação do período necessário para respeitar a lei", afirmou.

Questionado pela Lusa se o processo para ser definida uma nova data para as eleições legislativas já teve início, Domingos Simões Pereira admitiu que sim, referindo-se a uma deslocação feita pelos representantes da comunidade internacional na Guiné-Bissau aos "países da Comunidade Económica do Estados da África Ocidental" e à deslocação, na quarta-feira, do chefe de Estado, José Mário Vaz, ao Senegal.
Sobre se o partido admitia a possibilidade da realização de eleições gerais em 2019, Domingos Simões Pereira disse que o "PAIGC é um partido absolutamente alinhado com a lei".
"A lei da República da Guiné-Bissau diz que há uma periodicidade fixa para a realização de eleições legislativas e renovação dos órgãos correspondentes", afirmou.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, marcou as eleições legislativas para 18 de novembro em abril, na sequência de uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental para ultrapassar o impasse político que se vive no país desde 2015 e que incluiu também a nomeação de Aristides Gomes como primeiro-ministro do país, bem como a reabertura do parlamento.

O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar, do Partido de Renovação Social (PRS), segunda maior força política do país e que está no Governo, e da sociedade civil, que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.
Em causa está, essencialmente, o processo de recenseamento eleitoral.
Rispito.com/Lusa, 19-10-2018


Tribunal condena jornalista por difamação de ex-governante

O Tribunal Regional de Bissau (TRB) condenou hoje a dois anos de prisão o jornalista e editor do jornal "Donos da Bola", Pedro de Carvalho, por difamação da ex-secretária de Estado de Cooperação guineense, Suzy Barbosa.
Pedro do Carvalho foi condenado a uma pena de dois anos de prisão convertida em multa de dois milhões de francos CFA (cerca de 4.500 euros), que devem ser pagos, dentro de 30 dias, sob pena de reclusão efetiva, além de oito meses de prisão, também transformada em multa de 1.905 mil francos CFA (2.900 euros), a serem pagos em 60 dias.

O jornalista disse à agência Lusa que não concorda com a sentença e que a partir de segunda-feira vai entrar com um recurso no TRB.
O caso relaciona-se com dois artigos publicados no jornal e assinados por Pedro de Carvalho, em 2016, sob os títulos: "Cônsul e Governo vendem passaportes aos estrangeiros a 25 mil dólares" cada.
As notícias apontavam que o cônsul da Guiné-Bissau no Líbano estaria a comercializar passaportes guineenses, com a cumplicidade de elementos do Governo.

A antiga secretária de Estado da Cooperação, uma das instituições que lida diretamente com emissão dos passaportes, considerou-se ofendida na sua 
imagem e honra pelo que apresentou uma queixa em tribunal.

Pedro de Carvalho indicou à Lusa que "nunca se referiu" a Suzy Barbosa nas duas notícias e que o Ministério Público "não fez o trabalho de investigação que se impunha", tendo acabo por influenciar a decisão do juiz, assinalou.
"Pareceu-nos que o Ministério Público fez aqui um trabalho encomendado", observou o jornalista, ressalvando que não se fez justiça no caso.
Rispito.com/RTP Noticias, 19-10-2018

Todos devem ajudar a Guiné-Bissau, diz o embaixador americano Tulinabo Mushingi

Embaixador Tuninabo Mushingi“Todos devemos ajudar. É um país onde há coisas que funcionam bem, mas há o impasse político", embaixador Mushingi.

O embaixador dos Estados Unidos na Guiné-Bissau, Tulinabo Mushingi, diz que o país da África ocidental precisa da ajuda de todos para ultrapassar o impasse político.
“Todos devemos ajudar. É um país onde há coisas que funcionam bem, mas há o impasse político. Parece que todos falam de problemas antes das oportunidades (…) há esperança que estamos a ir além do impasse político”, diz Mushingi.

O diplomata diz que os Estados defendem que “todos os guineenses devem sentar-se juntos discutir, concordar com uma solução para resolver os problemas. Toda a gente deve colocar os interesses do país, do povo, acima dos interesses pessoais, dos diferentes partidos”.
Mushingi diz que “nós, Estados Unidos devemos continuar ao lado do povo da Guiné-Bissau, ajudar a sair deste impasse político, porque o interesse do povo da Guiné-Bissau e povo americano dependem de umum sistema político fiável, transparente e com princípios democráticos”.

Os dois países cooperam, entre outras áreas, na segurança, comércio e boa governação.
Na segurança, Os Estados Unidos esperam a ajuda da Guiné-Bissau na luta contra o terrorismo e narcotráfico.
No comércio, Mushingi fala de um investimento americano na cadeia de valor da castanha de caju no Senegal, Gâmbia e Guiné-Bissau.
“Vamos investir 38 milhões de dólares para trabalhar com os três países, isso vai ajudar a prosperidade, em particular na Guiné-Bissau, onde a castanha é um produto importante”.
Rispito.com/VOA, 19-10-2018

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Eleições - 18 de Novembro não poderá ser cumprida

As eleições legislativas, marcadas para 18 de Novembro de 2018, já não vão ter lugar, devido ao atraso registado no processo do registo eleitoral.

A data ficou comprometida, depois do Governo ter anunciado o prolongamento do recenseamento eleitoral até 20 de novembro, cumprindo assim a Lei Eleitoral, legislação, conforme a qual, o processo deve ocorrer durante 60 dias, isto adicionada, também, a pressão dos partidos políticos, que têm criticado o acto.

Perante esta decisão, o Presidente da República, José Mário Vaz, deve marcar uma nova data, depois de ouvir a CNE, o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, e, certamente, os partidos políticos, representados no parlamento.

Agora espera-se que as autoridades encontrem um consenso político para uma nova data para a realização das eleições legislativas dantes marcadas para 18 de Novembro, sendo que o recenseamento foi prorrogado para mais 30 dias, isto é até 20 de Novembro, dois dias depois da data marcada pelo PR José Mário Vaz

Recorda-se que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) havia indicado os meses de Dezembro ou Janeiro, como períodos possíveis a realização do referido acto eleitoral.
Rispito.com/VOA, 18-10-2018

Mudanças no Governo português suspendem assinatura de protocolo com Guiné-Bissau


O acordo consagrava um intercâmbio à volta da formação dos jornalistas da Guiné-Bissau e aspetos técnicos que referem os centros emissores da RTP, segundo Victor Gomes Pereira
A assinatura de um acordo na área da comunicação social entre os governos guineense e português ficou em suspenso depois das substituições no executivo de António Costa, disse, em entrevista à Lusa, o ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau.

O acordo, segundo o ministro Victor Gomes Pereira, consagrava um “intercâmbio que se podia fazer à volta da formação dos nossos jornalistas” e “alguns aspetos técnicos que referem, nomeadamente, os centros emissores” da RTP. No entender de Victor Gomes Pereira, há necessidade de atualizar o acordo em vigor entre os dois países, com 21 anos.
“O Estado guineense tem um acordo com a autoridades portuguesas a nível do audiovisual. Dada a caducidade do mesmo acordo, que data de 1997, de há um ano a esta parte que estamos a negociar com o Ministério da Cultura, RTP e RDP no sentido de incluir ou excluir alguns pontos” disse o ministro, em Lisboa, admitindo que nos moldes atuais “já não fazem muito sentido”.

A assinatura do protocolo estava prevista para dia 16 de outubro, mas a substituição de Luís Filipe Castro Mendes, como ministro da Cultura, suspendeu a concretização do acordo.
“Infelizmente, dado aquilo que é o conhecimento que tive posteriormente, já em solo português, de que teria havido um acerto no Governo, e essa mesma pessoa já não é ministro da Cultura”.

Victor Gomes Pereira lamentou a situação e disse que irá agora dialogar com a nova responsável pela pasta da Cultura portuguesa, Graça Fonseca.
O ministro, que também é porta-voz do segundo maior partido do país, o Partido para a Renovação Social (PRS), reforçou a ideia de iniciar a transmissão dos canais públicos guineenses em Portugal. “Gostaríamos de ter acesso aos meios tecnológicos que permitissem aos nossos emigrantes terem acesso às nossas emissões, tanto rádios como televisões públicas”, afirmou.

Victor Gomes Pereira espera uma nova ronda negocial, agora sob a tutela da nova ministra da Cultura, Graça Fonseca. “Teremos de acertar uma nova data. E espero que desta vez seja em Bissau”, concluiu o ministro. Entre julho e o início de novembro de 2017, as transmissões da RTP e da RDP estiveram suspensas na Guiné-Bissau, com Victor Gomes Pereira a justificar, na altura, a decisão com o caducar do acordo em vigor desde 1997.
Rispito.com/Lusa, 18-10-2018

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Governo guineense pede a partidos políticos provas de "atropelos" à lei eleitoral

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas a sorrir, pessoas em pé e fatoO Governo da Guiné-Bissau apelou aos partidos políticos para prestarem a sua "contribuição patriótica" e apresentarem provas dos alegados "atropelos" à lei eleitoral e à população do país para fazer o recenseamento.

Os apelos constam no comunicado do Conselho Ministros, que nesta semana extraordinariamente, para analisar o processo de recenseamento eleitoral em curso no país para as eleições legislativas, marcadas para 18 de novembro.

"O Conselho de Ministros deliberou apelar aos partidos políticos no sentido de prestarem a sua contribuição patriótica para o sucesso do processo do recenseamento eleitoral para o bem da democracia guineense e pela afirmação do Estado Democrático da Guiné-Bissau, assinalando com toda a objetividade os eventuais atropelos à lei e apresentando as devidas provas", lê-se no documento, enviado à Lusa.

O PRS (Partido de Renovação Social), segunda maior força política do país, denunciou na segunda-feira irregularidades no processo de recenseamento eleitoral.
À população, o Governo guineense pediu para realizarem o recenseamento, sublinhando que é "obrigatório" e um "dever cívico".

O Conselho de Ministros instrui também o Ministério do Interior para "tomar todas as disposições legais em relação às tentativas, já registadas ou as que, eventualmente, se venham a registar, de defraudar ou perturbar o normal desenrolar do processo de recenseamento eleitoral".
O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil, que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.

Em causa está, essencialmente, o recenseamento eleitoral que não decorreu entre 23 de agosto e 23 de setembro, como previsto, devido a atrasos na chegada dos equipamentos para recenseamento biométrico.

A Nigéria acabou por se disponibilizar para doar 350 'kits' de registo biométrico, mas apenas 150 chegaram ao país, devendo os restantes ser recebidos no sábado, dia em que termina o atual recenseamento.

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral está a fazer o registo de eleitores em todo o território nacional e diáspora com apenas 150 'kits'.
O recenseamento começou a 20 de setembro e deve terminar sábado e até segunda-feira estavam registados cerca de 200.000 eleitores.
A previsão da Comissão Nacional de Eleições aponta para cerca de 900.000 eleitores no país.
Rispito.com/Lusa, 17/10/2018

terça-feira, 16 de outubro de 2018

GTAPE - Recenseados quase 200.000 eleitores na Guiné-Bissau

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) da Guiné-Bissau recenseou, até domingo, quase 200.000 eleitores, segundos dados divulgados à Lusa por aquele gabinete.
Segundo os números disponibilizados, até 14 outubro foram recenseados no total 188.420 eleitores.

Por regiões, os mesmos dados indicam que, na região de Bolama/Bijagós foram recenseadas 6.531 pessoas, em Tombali 13.199, em Quinará 10.328, em Oio 28.905, em Biombo 10.038, em Bafatá 26.480, em Gabu 19.966, em Cacheu 26.839 e em Bissau 46.134.

O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil, que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.
A previsão da Comissão Nacional de Eleições é de que haja cerca de 900.000 eleitores no país.
Em causa está, essencialmente, o recenseamento eleitoral que não decorreu entre 23 de agosto e 23 de setembro, como previsto, devido a atrasos na chegada dos equipamentos para recenseamento biométrico.

A Nigéria acabou por se disponibilizar para doar 350 'kits' de registo biométrico, mas apenas 150 chegaram ao país, devendo os restantes ser recebidos no sábado, dia em que termina o atual recenseamento.

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral está a fazer o registo de eleitores em todo o território nacional e diáspora com apenas 150 'kits'.
Rispito.com/Lusa, 16-10-2018

Abdú Sambú Governador de Gabu preocupado com "sinais do extremismo islâmico" 

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, óculos de sol e closeupO governador da região de Gabú, Abdú Sambú, está preocupado com os "sinais do extremismo islâmico" na Guiné-Bissau e instou o Governo a reforçar a vigilância sobre certos grupos que operam no centro de Bissau, a capital.
Governador de Gabú preocupado com 

"Preocupa-me a presença de uma corrente islâmica, transportada para o nosso país, por indivíduos da Guiné-Conacri. Não sei qual é o nome deles. A maioria das lojas e armazéns no mercado de Bandim são de indivíduos dessa corrente", afirmou, em entrevista à agência Lusa, o governador.

O mercado do Bandim, situado em pleno centro de Bissau, é o principal centro de negócios da Guiné-Bissau. Nos últimos anos, tem sido ocupado maioritariamente por comerciantes oriundos da Guiné-Conacri.

O governador de Gabú, região situada a 200 quilómetros de Bissau, no leste do país, e habitada maioritariamente por pessoas que professam a religião islâmica, exorta o Governo guineense a vigiar melhor as atividades dos membros da corrente islâmica a que se refere.

"Têm uma mesquita ali [ao lado do mercado do Bandim], que deve estar no olho do Governo, para que se saiba o que lá se passa", alertou Abdú Sambú, também ele muçulmano.

O responsável considera benéfica a proximidade da região de Gabú com a Guiné-Conacri, mas entende que esta também carrega "muitos males", que terão que ser geridos "para toda a vida".

Segundo Abdú Sambú, os naturais da Guiné-Conacri já representam 40 por cento da população de Gabú, com tendência para aumentarem e transportarem hábitos que não são iguais aos da Guiné-Bissau, como por exemplo as mulheres de cara e corpo tapados na via pública.

"As nossas escolas têm que estar preparadas, nós teremos que estar preparados, para enfrentar esses desafios", defendeu Abdú Sambú, preocupado com os "fanatismos".

"Pode ver esse fanatismo, sem grandes estudos, passando por qualquer bairro, qualquer tabanca [aldeia] do país, [vendo] quantas mesquitas estão a ser construídas", assinalou o governador de Gabú.

Para Abdú Sambú, "a forma como as mesquitas têm sido espalhadas pelo país é o sinal da fragmentação da população" islâmica guineense, que devia merecer atenção das autoridades.

Sambú defendeu ainda que existem "muitas correntes dentro do Islão" na Guiné-Bissau, ainda que os líderes muçulmanos não o admitam.

De uma maneira ou de outra, o político entende que o Governo "tem que ter mão pesada" para estancar quaisquer sinais de extremismo ou fanatismo que possam surgir no país, o que passa pelo abandono de "certas intervenções" em relação à comunidade muçulmana.
Rispito.com/Lusa, 16-10-2018

domingo, 14 de outubro de 2018

GUINÉ-BISSAU GANHA E PASSA LIDERAR GRUPO K 


A selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau venceu hoje a Zâmbia, por 2-1, no estádio 24 Setembro, lidera o grupo K com 7 pontos e está muito perto de garantir o apuramento para a fase final de campeonato africano do proximo ano , que terá lugar nos Camarões.
Rispito.com, 14-10-2018

Apoio da União Europeia à Ecomib na Guiné-Bissau já ultrapassou os 27 milhões de euros

A imagem pode conter: 1 pessoa, em péA União Europeia já disponibilizou, desde 2015, mais de 27 milhões de euros para apoiar a presença da Ecomib, força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, na Guiné-Bissau, disse fonte diplomática.

"Desde 2015, a União Europeia já disponibilizou 27,6 milhões de euros de apoio à Ecomib", disse à Lusa fonte da União Europeia.

A União Africana felicitou na sexta-feira a União Europeia pelo seu apoio à Ecomib e por ter manifestado disponibilidade para o continuar a fazer até agosto de 2019 e pediu à comunidade internacional para manter o apoio financeiro das operações daquela força de interposição.

A Ecomib foi autorizada a 26 de abril de 2012 pela CEDEAO na sequência do golpe de Estado de 12 de abril do mesmo ano.

A força de interposição tinha um efetivo autorizado de mais de 500 elementos, provenientes do Senegal, Togo, Burkina-Faso e Nigéria, mas a sua presença tem vindo a ser reduzida.

O objetivo da força de interposição é promover a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau com base no direito internacional, na carta das Nações Unidas, do tratado da CEDEAO e no protocolo sobre prevenção de conflitos daquela organização.
Rispito.com/Lusa, 14-10-2017

sábado, 13 de outubro de 2018

Detido diretor-geral das Comunidades da Guiné-Bissau

Malam Sambu
A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau deteve o diretor-geral das comunidades no âmbito de um inquérito para investigar um caso de alegado auxílio à emigração ilegal, disse fonte daquela força investigação criminal.
O diretor-geral das Comunidades, Malam Sambu, foi detido depois de ter sido ouvido nas instalações da PJ em Bissau, segundo fonte daquela força policial.

Em causa está um pedido de atribuição de visto de entrada para o espaço Schengen a três pessoas para uma missão de sensibilização na diáspora guineense em Itália sobre a sua participação no processo eleitoral.

"A PJ tem indícios fortes que está a favorecer a emigração ilegal", disse a fonte.

Segundo a mesma fonte, o diretor-geral da Comunidades será presente ao Ministério Público, que pode requerer a prisão preventiva ou aplicar outra medida de coação.

Na Guiné-Bissau, as eleições legislativas, previstas para 18 de novembro, elegem deputados pelo círculo de África e círculo da Europa.
No círculo de África, podem votar os guineenses que residirem no Senegal, Gâmbia, Cabo Verde, Guiné-Conacri e Mauritânia enquanto no círculo da Europa há a possibilidade de voto para os guineenses que vivem em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.
Rispito.com/Lusa, 13-10-2018

Bula - Ladrões de gado bovino envolvidos em tiroteios com a polícia

Ladrões de gado bovino envolvidos em tiroteios com a polícia no norte da Guiné-BissauA polícia do comando de Bula, no norte da Guiné-Bissau, envolveu-se  num tiroteio com ladrões de gado bovino, na localidade de Augusto Barros, noticiou a rádio nacional guineense, emissora estatal, neta sexta feira 12 de Outubro.
Seis suspeitos ficaram "gravemente feridos" no tiroteio, tendo sido transferidos para Bissau para receberem tratamento médico, precisou o correspondente da rádio estatal guineense.

A polícia de Bula, localidade situada a 40 quilómetros a norte de Bissau, foi chamada pelos criadores do gado bovino de Augusto Barros, quando estes se aperceberam da presença de ladrões na aldeia e, ao chegar, foi recebida com tiros de armas automáticas, contaram os populares.

O Governo instituiu, em 2016, uma força de alerta rápida, instalada no comando de Bula, na sequência dos constantes apelos da população daquela zona, nomeadamente da aldeia de Augusto Barros, vítimas sistemáticas de roubo de gado.

A rádio nacional guineense informava, sobre o regresso à calma em Augusto Barros, embora ainda decorram operações da polícia, na tentativa de recuperar o gado roubado.
Rispito.com/Lusa, 13-10-2018

União Africana pede a políticos guineenses para assinarem código de conduta

A União Africana pediu aos políticos da Guiné-Bissau para assinarem um código de conduta e para aceitarem os resultados das eleições, previstas para 18 de novembro, recorrendo, em caso de dúvidas, aos tribunais.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e interioresA recomendação consta do comunicado à imprensa hoje divulgado, relativo à 800.ª reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, esta dedicada à Guiné-Bissau, para analisar o relatório da missão que esteve no país, no final de julho.

A União Africana "encoraja o Governo e os atores políticos da Guiné-Bissau a desenvolver e adotar um código de conduta para assegurar a realização de eleições de acordo com os valores e instrumentos relevantes" da organização e salienta a "importância de os partidos políticos aceitarem os resultados das eleições", lê-se no comunicado.
O Conselho de Paz e Segurança pede também aos partidos políticos guineenses para "evitarem qualquer recurso à violência para resolver irregularidades e reclamações eleitorais", recomendando para resolverem eventuais litígios na justiça.

No documento, a União Africana salienta a necessidade de ser feita uma "reforma constitucional" para clarificar os "poderes dos órgãos soberanos do Estado" e reforçar o "Estado de Direito, a separação de poderes e manter o equilíbrio de poderes no quadro político nacional".
"O Conselho salienta também a urgência da reforma das forças de segurança e defesa nacionais para lhes conferir um estatuto republicano", refere o comunicado.

A União Africana regista com "satisfação" a melhoria da situação política na Guiné-Bissau, sobretudo a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e a marcação de eleições legislativas para 18 de novembro.
"O Conselho apela a todos os partidos políticos e todas as outras partes interessadas a cumprirem os seus compromissos com o processo de paz em curso, pondo de parte os seus interesses pessoais em benefício exclusivo do país, para resolverem disputas políticas e assegurarem que as próximas eleições são livres e justas", acrescenta a União Africana.

A organização destacou também o apoio da União Europeia às operações da força de estabilização da Guiné-Bissau (ECOMIB), destacada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), desde setembro de 2018 até agosto de 2019.
Rispito.com/Lusa, 13-10-2018

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

BAD dá 50 milhões de euros para nova estrada entre a Guiné-Conacri e a Guiné-Bissau

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou hoje que vai disponibilizar 50 milhões de euros à Guiné-Conacri e à Guiné-Bissau para o lançamento da primeira fase da construção da estrada entre Boké e Québo.

Image result for estrada entre Boké e Québo."Os governos da Guiné e Guiné-Bissau vão beneficiar de 50 milhões de euros em doações e financiamento de empréstimos para a primeira fase do projeto de desenvolvimento da estrada Boke-Quebo, corredor rodoviário entre Conacri e Bissau", lê-se num comunicado disponível no site desta instituição multilateral de desenvolvimento.

O projeto, no total de 117,19 milhões de euros, envolve um financiamento de 30 milhões da União Europeia, sendo que para a primeira fase o total do custo ronda os 80 milhões de euros, acrescenta o documento.

"É nesta perspetiva que o Conselho de Administração do BAD aprovou para a Guiné-Conacri uma subvenção do Fundo de Assistência Técnica (TAF) de 4,07 milhões de euros; uma doação do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) de 20,49 milhões de euros e um empréstimo do ADF de 6,06 milhões de euros. Na Guiné-Bissau, o Conselho de Administração do BAD aprovou uma doação TAF de 1,78 milhões de euros e uma subvenção de ADF de 16,77 milhões", escrevem os técnicos do Banco.

Além destes montantes, o BAD destaca também que a Guiné-Bissau receberá, através da Facilidade de Investimento para a África (FIAF), duas doações, uma de 20,38 milhões e outra de 9,62 milhões.

"Esta estrada Boke-Quebo é muito importante para ambos os países, e faz parte do corredor rodoviário transafricano entre Dakar e Lagos", disse o diretor-geral adjunto para a África Ocidental, Serge Marie N'Guessan, citado no comunicado.

O Banco espera, com estes apoios, aumentar o comércio entre os dois países, de cerca de 60 toneladas de mercadoria para 2 mil toneladas até 2025, reduzir o tempo de viagem e criar empregos diretos os três anos de construção deste projeto.

Em dezembro, uma missão do BAD manteve encontros em Bissau com as autoridades guineenses, incluindo o primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, e o chefe de Estado, José Mário Vaz.

Desde o início da cooperação entre a Guiné-Bissau e aquela instituição financeira, em 1976, já foram aprovadas 56 operações num montante de cerca de 200 mil milhões de francos cfa (cerca de 304 milhões de euros).
Rispito.com/Lusa, 12-10-2018

Bissau vai ter energia elétrica fornecida por central flutuante de empresa turca

Image result for centrais elétricas flutuanteA empresa turca Karpowership assinou com o Governo da Guiné-Bissau um acordo de fornecimento de eletricidade a capital guineense, que prevê aumentar a potência de abastecimento de 15 para 36 megawatts num espaço de um ano.

O acordo foi assinado na quinta-feira ao final do dia entre o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, e um representante da Karpopowership, que pertence ao grupo Karadeniz Energy Group, com sede em Istambul, na Turquia.

A empresa Karpowership, segundo a sua página oficial na Internet, é a única no mundo que possui centrais elétricas flutuantes.
Atualmente, a empresa turca é responsável por parte do fornecimento de eletricidade, através de centrais flutuantes, em país como o Líbano, Gana, Moçambique, Gâmbia, Indonésia, Zâmbia e Iraque.

"Este contrato vai permitir um fornecimento de energia elétrica numa dimensão que será o dobro ou mais do dobro a que estamos habituados, e além disso, a energia será mais barata e fácil de produzir", afirmou Aristides Gomes, no final da assinatura do contrato.

Para o primeiro-ministro, o contrato assinado representa uma "pequena revolução no progresso de desenvolvimento do sistema elétrico", se associado a outros projetos em curso no país, nomeadamente a construção da linha de alta tensão e várias centrais elétricas.

"Estamos a agir naquilo que é fundamental para o desenvolvimento do país para atrair investimento e valorizar os recursos que temos", disse.
Rispito.com/Lusa, 12-10-2018

África deve rever completamente acordos de comércio e das migrações 

Related imageAlguns países africanos já estão a aplicar a nova taxa de 0,2% sobre produtos importados e a ratificar o acordo sobre a Zona de Livre Comércio Continental em África que permita o auto-financiamento da União Africana.
O economista e sociólogo guineense Carlos Lopes, um dos especialistas convidados para proceder a reforma da União Africana pelo Presidente em exercício da organização continental, Paul Kagame e Presidente do Ruanda, recomenda que os acordos sobre migrações e comércio do continente africano com os seus parceiros sejam “completamente revistos” para que a África possa obter melhores resultados. 


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Aristides Gomes diz que não controla "greves políticas"

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, disse que não consegue controlar "greves políticas", referindo-se à paralisação de 21 dias decretada pelos sindicatos de professores que está a impedir milhares de crianças de irem à escola.
As greves políticas nós não podemos controlar. Existem greves por razões políticas, por aqueles que querem abater o Governo para fazerem participar o maior número de gentes para que se possa fazer o assalto aos cofres de Estado. Nós conhecemos essa lógica. São as próprias populações da Guiné-Bissau que se têm de erguer a determinado momento a dizerem basta", afirmou Aristides Gomes.
O primeiro-ministro guineense falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa, que decorreu no Ministério das Finanças em Bissau para fazer um balanço sobre o processo eleitoral e dos cinco meses do seu Governo.
Os professores das escolas públicas da Guiné-Bissau iniciaram no dia 01 uma greve de 21 dias para exigir a aplicação do Estatuto de Carreira Docente, bem como o pagamento dos retroativos inerentes à aplicação daquele estatuto.
"Não se pode compreender que depois do esforço que nós fizemos ainda haja gente que ache que antes de irmos a eleições nós estamos em condições de pagar dívidas contraídas há mais de 15 anos", lamentou.
Aristides Gomes disse também que gostaria de responder àquela expetativa, salientando que "seria uma proeza extraordinária".
O primeiro-ministro salientou ainda que os professores foram beneficiados pelo reajuste salarial levado a cabo pelo Governo que aumentou quase todos os ordenados.
Rispito.com/Lusa, 11-10-2018

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

PR guineense apela reconciliação no seio do PAIGC

A imagem pode conter: 1 pessoa, a sorrirO Presidente guineense, José Mário Vaz, apelou para a reconciliação no seio do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que o apoiou nas presidenciais de 2014, mas com o qual mantém relações tensas.

O apelo de José Mário Vaz foi hoje transmitido pela rádio nacional guineense que cita um discurso do político num comício popular terça-feira à noite em Canchungo, a 80 quilómetros de Bissau.
"Apelo ao nosso grande partido, PAIGC, para se reconciliar, a unir os militantes, como sempre fez no passado", declarou, em crioulo o Presidente guineense.

Vencedor das eleições legislativas e presidenciais de 2014, o PAIGC retirou confiança política a José Mário Vaz, em novembro de 2016, na sequência de demissões de dois governos do partido por decisão do Presidente do país.

Para justificar a retirada de confiança a José Mário Vaz, o porta-voz do PAIGC, João Bernardo Vieira, afirmou que o partido considera "o cidadão e militante José Mário Vaz o principal promotor de toda a grave crise política que tem assolado o país há cerca de dois anos".

No seu discurso em Canchungo, o Presidente guineense apelou à reconciliação no seio do PAIGC, frisando ser aquela a fórmula que levou às vitórias eleitorais e da própria luta armada pela independência do país.

O PAIGC viveu uma crise interna que levou às expulsões ou suspensões de vários destacados militantes e dirigentes.

Um grupo deles acabou por formar um novo partido, o Madem- G15 (Movimento para Alternância Democrática, grupo dos 15 deputados).
Rispito.com/Lusa, 10-9-2018