segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

MAIS UM COMUNICADO À IMPRENSA


PAIGC E A SUA SEDE NACIONAL SOB AMEAÇA

Com o aproximar do congresso do PAIGC, há fortes rumores que indiciam uma eminente invassão a sede nacional dos libertadores como formas de impedir a realização do programado congresso nos dias 31 de Janeiro a 04 de Fevereiro.

Os renovados episodios do cenário politico fastente e fatigante, que substrai e mata a esperança do povo tão humilde, promete ainda não abrandar nem parar.

A situação do país que já é bastante complicado, se a referida intenção se concretizar, o copmplicado se transforma em pior.
Os próximos dias prometem... Vamos seguindo
Rispito.com, 22-01-2018




sábado, 20 de janeiro de 2018

TURISMO E ARTESANATO GUINEENSE  EM MADRID 

A republica a Guiné-Bissau forte na sua potencialidade em termnos naturais, quer aproveirtar esse virtude para demonstrar ao mundo o lado bom dessa pequena parcela da costa ocidental africana.

Não obstante a actualidade política na Guiné-Bissau, o Ministério do Turismo e Artesanato sob liderança do ministro da area, Fernando Vaz, o país marcou presença pela primeira vez na Feira do Turismo de Madrid - FITUR, aquilo que é considerado um dos maiores eventos turisticos a nivel mundial. 
O Ministério continua dinamizada em surpreender tudo e todos através de inserção da Guiné-Bissau num patamar elevado no mapa turístico mundial.
Rispito.com, 20-01-2018


A razão, o perpetrador e os sustentáculos da atual situação de crise são conhecidos

A razão principal da ocorrência, mas sobretudo, da prevalência desta, mais uma vaga da situação de crise em curso na Guiné-Bissau (tal como uma dezena de umas tantas outras no passado bem recente), desde o dia 12 de Agosto de 2015, deve-se, no fundo, no fundo, à FALTA DO SENTIDO DE ESTADO, da RESPONSABILIDADE POLÍTICA ASSUMIDA E AFIRMADA e do BOM SENSO do nosso S. Exa. So Presi, Dr. JOMAV e seus apoiantes.

Seus apoiantes que são: os membros da atual direção do PRS e todos os Deputados do grupo Parlamentar desta formação na ANP; o “grupo dos 15” Deputados desviantes e expulsos do PAIGC; a atual direção do PND e seu Deputado único na ANP (provavelmente até à data após a assinatura do Acordo de Conakry); e, o So Nado Mandinga, na qualidade do Deputado desviante e expulso do PCD.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

MILITANTES E A DIREÇÃO DO PARTIDO É QUE DECIDE SOBRE CADOGO

Domingos Simões Pereira, candidato à sua própria sucessão na presidência do PAIGC, afirma que cabe aos militantes e dirigentes do partido decidir sobre o futuro do militante Carlos Gomes Júnior no seio do partido.

O PAIGC reúne-se em Congresso em Bissau entre 31 de Janeiro e 4 de Fevereiro e o militante e o antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior regressado ao país após quase cinco anos de exílio [deposto pelos militares a 12 de Abril de 2012], afirmou estar "disponível para participar no congresso do PAIGC e candidatar-se à liderança do partico, caso os militantes assim o entenderem".

Mas este antigo presidente do PAIGC, não participou nas assembleias de base do PAIGC pelo que "em príncipio" não poderá ser delegado ao Congresso, segundo o presidente do partido Domingos Simões Pereira, que confirma que "os militantes e dirigentes é que decidem", mas "não recebemos nenhuma petição nesse sentido...não haverá [mais] nenhuma reunião da Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário...vai haver uma última reunião do Bureau Político e do Comité Central, eventualmente poderão analisar se entrar alguma petição, ou se houver alguma intenção de poder clarificar essa situação".

Domingos Simões Pereira, não pretende que o partido se "desvie ou distraia" com o caso do "grupo dos 15 dissidentes", que "exige" o adiamento do Congresso e a anulação das assembleias de base, enquanto todos os militantes expulsos do PAIGC não reintegrarem o partido.

Finalmente o líder do PAIGC espera que a cimeira da CEDEAO do dia 20 de Janeiro  em Lomé, no Togo, sancione as pessoas que impedem a implementação efectiva do Acordo de Conacri, rubricado em Outubro de 2016 e que Augusto Olivais seja designado primeiro-ministro de consenso, como previsto nesse Acordo.
Rispito.com/RFI, 19-01-2018

Carlos Gomes Júnior pede diálogo para ultrapassar crise política

Gomes Júnior, cujo governo foi deposto pelos militares a 12 de Abril de 2012, disse, em curtas declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, que se sentia feliz "pelo calor humano" de milhares de guineenses que o acolheram e seguiram um cortejo que o acompanhou até um hotel onde vai ficar hospedado.
Visivelmente emocionado, o antigo primeiro-ministro, que apareceu com o seu tradicional gorro castanho na cabeça, disse estar disposto a ajudar a promover o diálogo visando a reconciliação entre os guineenses.
"Eu estou disposto. Eu sou empresário, mas estou na política activa desde 1994, enquanto deputado, dirigente do parlamento, presidente do PAIGC durante 12 anos. Hoje estou cá para abraçar os meus irmãos, arranjar a via do diálogo, encorajá-los", observou Carlos Gomes Júnior.
Assumindo-se "sem compromissos com ninguém", afastou, para já, qualquer candidatura a cargos públicos electivos, mas salientou que a nova geração de políticos tem responsabilidades com o mundo e com a geração vindoura no país.
Disse ser triste que as divergências estejam a impedir o progresso de um país que afirmou ter potencialidades.
"O nosso país é rico, tem capacidades, tem competências. É preciso que nos possamos sentar, falar, dialogar e arranjar o melhor caminho que seja propício para as gerações vindouras poderem trabalhar", defendeu Gomes Júnior.
Enalteceu "a coragem e a valentia dos antigos combatentes", durante a luta armada contra a dominação colonial e repudiou que os "continuadores de Cabral" não estejam a conseguir dirigir o país, numa referência ao "pai" das independências da Guiné e Cabo Verde.
Carlos Gomes Júnior sublinhou ter voltado para ficar, rever a sua família, sobretudo o seu pai, Carlos Domingos Gomes, de 98 anos, dentro da diversidade, porque, disse, os guineenses "não são iguais", podendo cada um estar no seu partido, se for o caso.
Um cortejo de milhares de pessoas acompanhou, a pé, Carlos Gomes Júnior, que se fazia transportar numa carrinha de caixa aberta, do aeroporto ao hotel, ao som da música e cânticos de apoio ao político, ao longo de cinco quilómetros.
Dezenas de polícias acompanharam o cortejo. Ao chegar ao hotel, Gomes Júnior, que se fazia acompanhar dos familiares amigos e elementos da comissão da sua recepção, recolheu-se, deixando de lado de fora uma autêntica festa ao ar livre com música ao vivo.

As reações a chegada de Cadogo começa ecoar com familiares de dirigentes políticos e militares guineenses assassinados em 2009 insurgiram-se, em carta dirigida ao Procurador-geral da República, contra o regresso ao país do ex-primeiro-ministro.

Carlos Gomes Júnior, no dia seguinte a sua chegada, 19-01-2018, foi recebido em audiência pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, disse estar de "consciência tranquila" e pronto para responder à justiça se for convocado.
"Se houver alguma coisa da qual sou passível de responder à justiça, porque não", respondeu Gomes Júnior, em declarações aos jornalistas, a saída da audiência com José Mário Vaz, que visitou enquanto "amigo e ex-colaborador" no Governo por si liderado no passado.

Sem entrar em pormenores, o ex-primeiro-ministro afirmou que "dorme de forma tranquila, sem precisar de remédios" e que pode andar à vontade pela cidade de Bissau sem necessitar de segurança especial.
Rispito.com/Lusa, 19-01-2018

PEDIDO DE DEMISSÃO NA RADIO MAKARÉ-FM

Mama Saliu Sané
Mama Saliu Lamba
Ocorências de roptura se transformou no dia-a-dia no trato e no bom relacionamento em vários estabelecimentos em Bissau.

Mama Saliu Lamba, proprietario da Radio Makaré-FM, recebeu  a carta do pedido de demissão pela parte do Diretor/Administrador desta estação emissora na capital guineense na pessoa de Mama Saliu Sané.
Foto de MamaSaliu Sane.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

UMARO SISSOCO EXPLICA RAZÕES DA SUA DEMISSÃO

O Primeiro-ministro demissionário, Umaro Sissoco Embalo, agradeceu, esta quarta-feira, 17, o Presidente da Republica, Jose Mario Vaz, pela “oportunidade” que lhe deu para exercer as funções da qual se demitiu. 

No seu esclarecimento  depois de uma reunião com os ex-membros do governo, Umaro Sissoco desse, “Demiti-me pelos interesses da nação. Não posso ver o Presidente numa situação complicada e não o ajudar. Jose Mário Vaz não vai sair da minha memória”.

Interpelado pela imprensa se vai fazer a política, Embaló afirmou que é político, tendo adiantado que avaliar a possibilidade de participar no futuro governo caso for convidado.
No decreto presidencial que exonerou Umaro Sissoco Embalo do cargo do primeiro-ministro, o chefe de Estado não invocou o acordo de Conacri, simplesmente alínea c) do número 1 do roteiro para a saída da crise político-institucional na Guiné-Bissau, apresentado na 52ª Cimeira dos chefes de Estado e do Governo da CEDEAO com vista a obtenção de uma solução política para tirar o país na crise que se encontra.


Entretanto confrontado pela imprensa se sente atraído por um grupo de governantes, Sissoco Embalo, respondeu desta forma. “Eu não tenho este sentimento, porque não pretendo ser Jesus Cristo onde posso admitir a existência de Judas Iscariotes”.

Isso numa altura em que uma missão da CEDEAO composta pelo ministro dos negócios estrangeiros de Togo e o Secretario geral da presidência da República de Guiné-Conacri chegaram no país para avaliação do cumprimento do acordo de Conacri.
Robert Dussay disse que a missão  é portadora de uma mensagem de fraternidade dos dois presidentes a presidente Vaz para encontrar uma saída a crise. “É uma mensagem de amizade e fraternidade dos presidentes Faure Gnassimbé e Alpha Condé a seu irmão Mário Vaz igualmente mensagem de encorajamento a toda a classe política guineense para a saída a crise”, concluiu.

«Viemos em nome do presidente do Togo na qualidade do presidente em exercício da CEDEAO e do presidente do Guiné-Conacri presidente em exercício da união africana e mediador da crise guineense para entregar uma mensagem escrita dos dois ao presidente José Mário Vaz. A carta encoraja o presidente e toda a classe política guineense a continuar diálogo e trabalhar para uma saída rápida da crise em que o país se encontra mergulhado. Não queremos fazer mais comentários sobre isso mas estamos aqui para encontrar igualmente outras parte envolvidas nesta crise», explica Dussay.
Rispito.com, 17-01-2018


REAÇÕES A MAIS UMA EXONERAÇÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO

Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, exonerou esta terça-feira (16.01.) Umaro Sissoco Embaló do cargo de primeiro-ministro.
Um decreto presidencial anuncia que o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, aceitou o pedido de demissão apresentado por Sissoco Embaló, numa carta que este lhe endereçou no passado dia 12.

O decreto assinala ainda que está em curso no país um processo de diálogo com vista à procura de uma saída para a crise política, com o chefe do Estado a consultar regularmente as forças vivas da sociedade, contando com o apoio dos parceiros da África Ocidental.

Ainda não é conhecido o nome da figura que irá substituir Umaro Sissoco Embaló, que esteve no cargo de primeiro-ministro durante 15 meses.

Exoneração do PM da Guiné-Bissau é insuficiente para acabar com crise 

A exoneração de Umaro Sissoco Embaló, decretada pelo chefe do Estado, José Mário Vaz, não é suficiente para acabar com a crise politica no país, defenderam alguns partidos ouvidos pela Lusa.  

João Bernardo Vieira, porta-voz do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das últimas eleições mas arredado do poder devido às divergências com o Presidente guineense, indicou à Lusa que a exoneração de Umaro Embaló "por si só não acaba com a crise". 

"Esta crise só irá acabar quando o Presidente nomear Augusto Olivais primeiro-ministro, como diz o Acordo de Conacri", defendeu, referindo-se ao instrumento proposto pelos líderes da Africa Ocidental como solução para o impasse politico que dura há mais de dois anos na Guiné-Bissau.

Falando em nome do coletivo de partidos de oposição democrática, que reagrupa 18 formações políticas que contestam o Presidente José Mário Vaz, Idrissa Djalo disse à Lusa que a exoneração de Umaro Sissoco Embalo "é mais uma manobra" do chefe do Estado guineense. 

"Esta exoneração de Umaro Embaló é mesma manobra que José Mário Vaz quer fazer, como fizera com os outros primeiros-ministros que colocou e tirou do poder", observou Djalo. 

Umaro Sissoco Embalo é quinto primeiro-ministro exonerado pelo líder guineense, em três anos de mandato. 

O porta-voz dos partidos de oposição democrática defendeu que "desta vez" José Mário Vaz "não terá outra saída" que não passará pela nomeação de "um primeiro-ministro de consenso" que, disse, "é Augusto Olivais". 

Contactada pela Lusa, fonte do Partido da Renovação Social (PRS), único dos cinco partidos no Parlamento guineense, que apoiou o governo de Umaro Embaló, disse que aquela formação política "para já não pretende reagir" sobre a exoneração do primeiro-ministro. 

A Lusa tentou contactar os outros três partidos com assento parlamentar, PCD, PND e UM, mas ninguém se manifestou disponível para falar. 
Rispito.com/Lusa/DW, 17-01-2018

PJ apreende droga no voo da TAP proveniente do Brasil

A Polícia Judiciária (PJ) guineense deteve um jovem que viajava num avião da TAP, do Brasil para Bissau, com escala em Lisboa, com 102 cápsulas de cocaína no estômago, disse hoje à Lusa fonte da corporação.
Segundo a fonte, o jovem, apresentado pela PJ como "correio da droga", chegou a Bissau no voo de sábado, tendo expelido, ainda no avião, 100 cápsulas da droga que tinha no estômago e mais duas já em terra.
No total são 1.150 gramas de cocaína, indicou ainda a fonte da PJ, acrescentando que o detido já foi apresentado ao Ministério Público.

O jovem, de nacionalidade guineense, aguarda pela instrução do processo nas celas da polícia em Bissau.
Rispito.com, 17-01-2018

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

DEMISSÃO ACEITE PELO JOSÉ MÁRIO VAZ


José Mario Vaz acabou de aceitar o pedido de demissão formulado pelo Umaro Sissoco Embaló e em consequência, saiu o decreto Presidencial da sua exoneração.

Numa altura em que  o colectivo dos paridos políticos democráticos tornou claro que não vai aceitar um outro primeiro-ministro que não seja Augusto Olivais.
Nuno Nabian o porta-voz do coletivo, falava durante uma conferência de imprensa  para lembrar ao presidente do fim de prazo estipulado pela CEDEAO para cumprir o acordo de Conacri.

«O presidente da Republica tem que ter a coragem de dizer basta aos 15 deputados expulsos do PAIGC e o Partido da Renovação Social em nome de estabilidade porque nomear qualquer outra pessoa é só problema que José Mário Vaz vai-nos trazer. Nós do colectivo dos partidos políticos não vamos aceitar nomeação de qualquer pessoa que não seja Augusto Olivais”, avisa.


PAIGC solicita a deputados expulsos para regressar às suas fileiras

Image result for ali hijazi paigcPAIGC, o mais votado nas últimas eleições legislativas guineenses, notificou nesta segunda-feira os 15 deputados dissidentes e expulsos para que retomem os seus lugares no partido, disseram fontes do PAIGC, citadas pela Lusa.
A confirmação da abertura para a reintegração do também designado grupo dos 15, foi feita em conferência de imprensa, por João Bernardo Vieira, porta-voz do PAIGC e Aly Hijazi, secretário nacional daquele partido.

Segundo os dois dirigentes, os 15 deputados que contestam a liderança de Domingos Simões Pereira, podem participar no congresso ordinário do partido que deve ter lugar entre 31 de Janeiro e 04 de Fevereiro, se assim o entenderem.

Em nota à imprensa, divulgada na semana passada, o grupo dos 15 deputados informaram que não acatará a abertura para sua reintegração no PAIGC "nos moldes em que o processo é conduzido", que considera de "ilusório e enganador".

O porta-voz do PAIGC, João Bernardo Vieira, assinalou  nesta conferência de imprensa, que o partido tinha tomado a decisão de reintegrar os 15 deputados, numa reunião do Comité Central (órgão máximo entre congressos) em cumprimentos "dos compromissos internacionais", disse.

"Estamos na véspera do fim do prazo dado pela CEDEAO, pelo que o PAIGC tomou todas as disposições necessárias para o cumprimento do Acordo de Conacri", observou João Bernardo Vieira.

A Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu aos líderes guineenses até 16 de Janeiro para que apliquem o Acordo de Conakry, um instrumento elaborado por esta organização sub-regional para acabar com a crise na Guiné-Bissau, caso contrário aplicará sanções aos que dificultam a sua efectivação.

O porta-voz do PAIGC assinalou que o partido enviou uma delegação à algumas capitais da África Ocidental com a missão de informar os líderes da CEDEAO sobre os passos dados para permitir a reintegração dos 15 deputados, os quais, disse ainda, foram notificados sobre a decisão por carta registada e ainda via tribunal de Bissau.
Rispito.com/Lusa, 16-01-2018

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Associação lança projeto para reforma institucional da Guiné-Bissau sob tutela da ONU

A Associação Movimento Cantanhez lança um projeto para a reforma institucional e o desenvolvimento da Guiné-Bissau, propondo um regime temporário de tutela partilhada sob a responsabilidade das Nações Unidas, declarou um responsável da entidade.

"Nós pretendemos com este documento apresentar uma proposta para colocar a Guiné-Bissau sob a tutela das Nações Unidas, numa administração partilhada com os melhores e mais bem preparados filhos da Guiné", afirmou à Lusa Braima Mané, presidente da direção da Associação Movimento Cantanhez.

"Em 43 anos de independência, os Governos guineenses não conseguiram assegurar o básico para a população e muitos políticos vivem às custas da política e do dinheiro da ajuda ao desenvolvimento", sublinhou Mané.

De acordo com o projeto, o regime de tutela internacional do país sob a autoridade da ONU permaneceria pelo período de tempo necessário "para a refundação do Estado e para a credibilização das instituições da República e promover o tão adiado desenvolvimento económico e social".

Entre os principais eixos do documento está "a criação de um Parlamento 'adhoc', cujos membros serão nomeados com base em critérios rigorosos de competência e idoneidade ética e moral", devendo apresentar uma representatividade expressiva da sociedade civil.

Segundo Braima Mané, este Parlamento terá como missão "a revisão das leis da República, a começar pela Constituição, e a implementação de boas práticas, dignas e condizentes com a nobreza da função de representante do povo".

O programa também refere a nomeação, "com base em critérios rigorosos de competência, experiência e idoneidade ética e moral, de um representante da ONU -- guineense de preferência -- para formar e dirigir o Governo de Refundação do Estado".

"O projeto também propõe a criação de uma Comissão de Verdade e Reconciliação, inspirados por Nelson Mandela, como a única via para sarar feridas profundas que alimentam o ódio, acabar com vinganças recorrentes e o clima de impunidade, unindo todo o povo na sua caminhada em busca da paz e do progresso", disse Mané.

Também pretende organizar uma conferência internacional sobre a Guiné-Bissau e ainda uma reunião de doadores.

O projeto propõe o lançamento do programa de reforma integral do Estado, com a emancipação do poder judicial e criando uma unidade anticorrupção, o recenseamento da administração pública e a sua informatização, a reforma do sistema educativo e a criação da rede nacional de saúde.

Também propõe a descentralização do poder e a reestruturação e organização das forças armadas e da polícia, com formações adequadas e enquadramento em ambiente de paz.

"O nosso projeto vai propor programas de regresso da diáspora, de autossuficiência do arroz, de fornecimento regular de eletricidade e água, entre outros", disse Braima Mané.

O documento também tenciona implementar um plano estratégico para o turismo, para a renovação da rede diplomática, para a criação de um fundo de promoção cultural e um programa de reflorestação e proteção dos recursos marítimos.

Também mostra a importância de "um destacamento de uma força internacional (ONU e União Africana/UA) de manutenção da paz que garanta o funcionamento do estado de direito, erradicando em definitivo o vício de inversão da ordem constitucional".

"Queremos colocar aos guineenses a discutir e a melhorar o nosso projeto, que pretende colocar o país no caminho do desenvolvimento", sublinhou Braima Mané.

A Associação Movimento Cantanhez, com sede em Coimbra, foi apresentada em setembro de 2017 e tem como objetivo de uma reflexão aprofundada sobre a atual situação da Guiné-Bissau, buscando soluções para os vários problemas que atingem o país.
Rispito.com/DN, 15-01-2018

PAIGC está "cético" quanto à demissão do primeiro-ministro guineense

Image result for ali hijazi paigcPAIGC, que venceu as últimas eleições guineenses, mas continua vedado ao poder, está "cético" em relação ao pedido de demissão apresentado pelo primeiro-ministro Umaro Sissoco Embaló, na passada sexta-feira (12.01).

Em entrevista à DW África, numa primeira reação à renúncia do primeiro-ministro, que ainda não foi confirmada pelo Presidente José Mário Vaz, o secretário nacional do PAIGC, Ali Hijazi, afirma que esta não é a primeira vez que Embaló apresenta a sua renuncia.
"Por isso, o PAIGC continua cético em relação a esse pedido de demissão. A mim me parece, segundo informações, é a segunda vez que ele apresenta este pedido, razão pela qual nós estamos um pouco reticentes se o Presidente da República irá, na realidade, cumprir o Acordo de Conacri ou não", disse Hijazi.

Entre as medidas estabelecidas pelo Acordo de Conacri, assinado em outubro de 2016, está a formação de um Governo consensual, cujo primeiro-ministro seria Augusto Olivais. Para o secretário nacional do PAIGC, esta seria a saída para crise política no país.

Entretanto, Ali Hijazi entende que a solução para crise vigente vai depender muito da vontade política do Presidente José Mário Vaz, a quem ele acusa de continuar a promover a instabilidade e insegurança social no país.
"A corrupção hoje em dia é generalizada na Guiné-Bissau dada à persistência da crise política sustentada por José Mário Vaz há mais de dois anos", frisou.
Mesmo sem reações da Presidência, que confirmou estar analisando o pedido de demissão do primeiro-ministro, a renúncia de Umaro Sissoco Embaló começa a suscitar movimentações políticas na capital guineense.

No sábado, houve uma reunião entre o Partido da Renovação Social (PRS), formação que suporta o atual Governo, e o grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC.

A expetativa dos guineenses é que, nos próximos dias, uma decisão do Presidente José Mário Vaz poderá pôr termo à crise política vivida no país.
Rispito.com/DW, 15-01-2018

sábado, 13 de janeiro de 2018

PRESIDENCIA DA REPUBLICA EM ANÁLISE DO PEDIDO DE DEMISSÃO DO PM

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, está a analisar o pedido de demissão no cargo entregue sexta-feira pelo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, disse à Lusa fonte da presidência guineense.
Segundo a mesma fonte, Umaro Embaló mandou entregar a sua carta de demissão do cargo que ocupa desde 18 de novembro de 2016 e "o Presidente vai analisá-la e depois informar o país sobre se a aceita ou não".

Se José Mário Vaz aceitar o pedido, publicará um decreto presidencial a anunciar a exoneração de Umaro Sissoco Embaló, que é o quinto primeiro-ministro nomeado desde as eleições legislativas de 2012.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau anunciou sexta-feira na sua página na rede social Facebook, que apresentou o pedido de demissão do cargo ao Presidente guineense, José Mário Vaz.

No texto, Embaló, de 46 anos, não especificou os motivos para o pedido de demissão, apenas referiu ter apresentado ao chefe do Estado guineense a segunda carta naquele sentido, depois de o já ter feito no passado dia 06 de dezembro.
Rispito.com/Lusa, 13-01-2018

Inconformados com crise política na Guiné-Bissau acusam comunidade internacional de passividade

Image result for sumaila djalo guine bissauO Movimento de Cidadãos Inconformados com a crise política na Guiné-Bissau acusou a comunidade internacional de "passividade e de brincadeira com o povo guineense", que sofre nas mãos do Presidente do país, José Mário Vaz.

A margem de um comício popular, organizado em Bissau, o porta-voz do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados com a crise política, Sumaila Djaló, afirmou que a atuação da comunidade internacional "apenas permite ao Presidente ganhar tempo".

"A comunidade internacional não pode ter o povo da Guiné-Bissau a sofrer com um regime anticonstitucional da República e não se posicionar de forma clara. Está a brincar com o povo da Guiné-Bissau", defendeu Sumaila Djaló.
O porta-voz apontou o dedo à Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e à representação da ONU em Bissau, para as acusar de "falta de posição clara" perante a crise guineense.
Image result for sumaila djalo guine bissau"Estamos a pedir à comunidade internacional que se posicione de forma incisiva para demonstrar que, de facto, compreende o problema em que estamos, para demonstrar que não está a dormir perante um Governo ilegal", declarou Sumaila Djaló.

Sobre as informações que circulam no país, indicando que o primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, teria entregado ao Presidente guineense o pedido de demissão do cargo, o porta-voz dos Inconformados disse que a saída de Embaló "por si só não resolve o problema".
"Se o 'Jomav' quiser demitir o seu Governo que o demita. Mas o problema é o Presidente, que deve demitir-se para irmos a eleições gerais antecipadas, em 2018", notou Djaló, referindo-se a José Mário Vaz pelo nome pelo qual é conhecido no país.

Os Inconformados, constituídos na sua maioria por jovens dos liceus e das universidades de Bissau, prometem realizar um comício popular na próxima sexta-feira, "para continuarem a exigir a renúncia do Presidente" da República, sublinhou Sumaila Djaló.
Rispito.com/Lusa. 13-01-2018

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

UMARO SISSOCO DEMITIU-SE

Com simples frases, o agora ex-Primeiro-Ministro redigiu em poucas palavras para deixar o cargo no seguinte:
Meus queridos compatriotas, irmãos e irmãs da África, Europa, América e Ásia. Eu anuncio minha demissão do cargo de primeiro-ministro da Guiné-Bissau. 

Acabei de entregar-me a José Mario Vaz Presidente da República, minha segunda demissão hoje após a de 6 de dezembro de 2017. 
Agradeço cordialmente ao Presidente da República por sua confiança em me ter designado como PM. 
Agradeço também a todos os membros do governo com quem trabalhei por 1 ano. Ainda estou ligado ao partido da maioria coletiva (PRS, PCD, UPG, os 15 deputados do PAIGC e os dois deputados do PDN. 

Penso que na história da Guiné-Bissau por mais de 20 anos nunca houve doadores internacionais satisfeito com os resultados de um governo Graças a vocês 

Viva Cabral 
Viva a República 
Que Deus tenha salvo a Guiné-Bissau

Hélder Vaz garante estabilidade para os investidores na Guiné-Bissau

Image result for Helder vaz Guiné-BissauO embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Hélder Vaz, assegurou em Lisboa que Bissau é seguro e estável para os investidores, pelo que apela empresarios, diplomatas e a todos no sentido de confiarem na estabilidade que se vive no país.

Numa intervenção em que passou em revista as relações económicas, diplomáticas e afetivas entre os dois países, o embaixador em Lisboa exortou os empresários a investirem na Guiné-Bissau.

"Estabilidade haverá com certeza; havendo fartura e riqueza não há instabilidade de certeza", vincou o diplomata, acrescentando que na perceção de risco do país "há erros dos guineenses e erros de avaliação por parte dos nossos parceiros há 30 anos".

Na intervenção que fez esta tarde em Lisboa, na Conferência "Relações UE - África: Desenvolvimento", promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal Guiné-Bissau, Hélder Vaz disse ainda que Portugal "é um parceiro, um país amigo no qual muitos de nós, guineenses, nos revemos como cidadãos".

Os guineenses, acrescentou, "são daqueles que têm relações de sentimentos mais profundas com Portugal, e é por isso que às vezes as zangas são mais crispadas, porque somos irmãos".
Rispito.com/DN, 12-01-2018

Presidente português envia condolências por acidente na Guiné-Bissau

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O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, transmitiu quinta-feira "as mais sentidas condolências" aos familiares das vítimas do acidente de viação que ocorreu na semana passada na Guiné-Bissau, causando 18 mortos, numa mensagem enviada ao seu homólogo guineense.

"Foi com grande tristeza que tomei conhecimento das trágicas consequências do acidente de viação causado pela colisão frontal de duas viaturas na localidade de Bissauzinho e que resultou na perda de vidas humanas", lê-se na mensagem de condolências que o chefe de Estado português enviou ao Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, publicada no portal da Presidência da República.

"Transmito assim, através de Vossa Excelência e em nome do povo português e no meu próprio, as mais sentidas condolências aos familiares das vítimas e os votos de rápidas melhoras a todos os feridos", refere ainda a nota.

Um acidente de viação, ocorrido na semana passada numa estrada no interior da Guiné-Bissau, causou 18 mortos e 14 feridos.

As autoridades guineenses decretaram dois dias de luto nacional, cumpridos entre domingo e segunda-feira desta semana.
Rispito.com/Angop, 12-01-2018