sexta-feira, 20 de julho de 2018

Serifo Nhamadjo disposto a ser candidato para a presidência da republica

Image result for Serifo NhamadjoO ex-Presidente guineense de transição, Serifo Nhamadjo, está disposto voltar a ser líder do país desde que os militantes do PAIGC o escolham como candidato às presidenciais de 2019.

Numa entrevista à rádio Jovem de Bissau, Serifo Nhamadjo afirmou que vai às primárias do PAIGC e se for a escolha dos militantes vai se apresentar ao eleitorado, para tentar ser Presidente guineense.

"Já dei provas de ser uma pessoa aglutinadora", afirmou Nhamadjo, para sublinhar que o país "precisa de um líder que possa dar totais garantias para que o primeiro-ministro possa governar bem", disse.

Presidente de transição da Guiné-Bissau na sequência do golpe de Estado de abril de 2012 até junho de 2014, Nhamadjo apenas espera que o próximo candidato às presidenciais pelo PAIGC seja escolhido por voto secreto "conforme os estatutos", sublinhou.

"Penso que não seria democrático, se por exemplo, o atual presidente do partido assumisse que é ele o candidato (às presidenciais) sem que tenha sido sufragado pelos militantes", observou Nhamadjo, referindo-se a Domingos Simões Pereira.

Questionado sobre as suas relações pessoais com Simões Pereira, o ex-Presidente de transição guineense, disse serem "excelentes", ainda que Simões Pereira "seja um sportinguista ferrenho" e ele "um benfiquista assumido".

Serifo Nhamadjo, de 60 anos, que entre outros cargos também foi presidente do parlamento, considerou ter experiência suficiente para "unir as várias franjas" da sociedade guineense "hoje desavindas, por vários motivos".

Sobre o atual Presidente guineense, José Mário Vaz, Nhamadjo disse não ter tido oportunidade para falarem pessoalmente, ainda que tenha tentado um encontro várias vezes, disse.

Nhamadjo afirmou também que se fosse o líder atual da Guiné-Bissau, nunca iria permitir que os problemas políticos fossem tratados fora do país, como aconteceu com a mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

"Gerimos a transição, mas nunca permitimos que os de fora viessem cá indicar-nos qual o caminho para a nossa crise na altura", destacou Serifo Nhamadjo, um apaixonado pelo futebol, que chegou a dirigir o Benfica de Bissau e o Desportivo de Mansabá
Rispito.com/Lusa, 20-07-2018

ACPLP PRETENDE APOSTAR NA ECONOMIA!

Decorreu em Cabo verde nos dias 17 e 18 de Julho a Cimeira da CPLP sob o lema: ‘’Pessoas Culturas, e Oceanos.

A comunidade  dos Paises de lingua oficial Portuguesa, é um espaço em que os paises membros tratam de diversos assuntos de interesse comum e concertam posições em relação a várias questões que preocupam o mundo.

Elegeu-se para grande lema da actual presidência Caboverdiana da CPLP ‘’Pessoas, culturas, e Oceanos.
A CPLP prevê apostar na economia, nomeadamente energia e turismo, e orientar a cooperação para o desenvolvimento sustentavél.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Juiz disse que a democratização da Guiné-Bissau não foi bem explicada à população

Image result for juiz conselheiro do Supremo Tribunal da Guiné-Bissau Osíris da Silva FerreiraO juiz conselheiro do Supremo Tribunal da Guiné-Bissau Osíris da Silva Ferreira considerou hoje, em entrevista à Lusa, que a democratização do país “não foi bem explicada” aos guineenses.

O juiz comentou o estado social e político do país recorrendo a algumas conclusões de um relatório da Comissão de Organização da Conferência Nacional para a Paz, Reconciliação e Desenvolvimento (COCN), da qual é secretário.

“A opinião dos guineenses é de que (…) o processo de implementação da democracia não foi muito bem explicado à população. Isso traduz-se em desacordos entre a população e a forma institucional de implementação do direito democrático”, afirmou o magistrado.

Segundo Osíris da Silva Ferreira, o relatório concluiu que a opinião pública na Guiné-Bissau é de que “há interferência dos órgãos políticos em outras estruturas governamentais” e aconselha por isso, nas palavras do secretário, “maior apropriação das entidades públicas pelo respeito dos princípios consagrados na Constituição”, entre os quais destaca a separação de poderes.

Segundo o juiz, uma das medidas implementadas nesse sentido foi a criação da comissão parlamentar de revisão constitucional.

Para rebater as dúvidas da população, Osíris da Silva Ferreira referiu que está a ser organizada uma “campanha de sensibilização de divulgação dos resultados do relatório final e do roteiro e fluxograma para decisão que vai ser tomada a nível da Conferência Nacional [para a Paz, Reconciliação e Desenvolvimento], a ser designada pelo Presidente da República”.

“No final da conferência, os conferencistas devem escolher o modelo institucional para diálogo dos nossos atores políticos e sociais”, recomenda o relatório, citado pelo secretário da Comissão Organizadora.

O membro da COCN disse que o relatório é constituído por nove capítulos, entre os quais a identidade nacional, democracia e Estado de direito na Guiné-Bissau, segurança, justiça, diáspora e questão do género e baseou-se nas opiniões de mais de três mil participantes.

O país terá eleições a 18 de novembro e o juiz mantém a esperança de não haver problemas com o processo eleitoral: “mantenho a esperança de que se vai realizar na data marcada”.

Osíris Silva Ferreira está em Lisboa desde sábado, como convidado do Instituto Padre António Vieira, no contexto da comemoração do centenário do nascimento de Nelson Mandela.

A entrevista decorreu na terça-feira no Teatro Thalia em Lisboa, durante a conferência “Mandela e Eu” coorganizada pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo Instituto Português Padre António Vieira (IPAV).
Rispito/Lusa, 19-07-2018

Mulheres guineenses querem o próximo parlamento com 40% de deputadas

Foto de Braima Darame.
A presidente da plataforma política das mulheres (PPM) guineenses, Silvina Tavares, entregou ao líder do parlamento, Cipriano Cassamá, um anteprojeto de lei que esperam venha a ser adotado, permitindo que a próxima legislatura tenha pelo menos 40% de deputadas.

Atualmente, o parlamento guineense, composto por 102 deputados, conta com 14 mulheres.

A presidente da PPM, entidade integrada por organizações sociais e políticas de mulheres, disse aos jornalistas que Cipriano Cassamá prometeu sensibilizar as bancadas parlamentares sobre a necessidade de o tema ser agendado e, eventualmente, aprovado já na sessão parlamentar que começa na segunda-feira, dia 23.

"Há que haver uma lei que imponha o número de mulheres nas litas eletivas, cabeças de listas, dos partidos para as eleições legislativas", defendeu Silvina Tavares, que admite ser uma discriminação positiva "necessária e urgente" na Guiné-Bissau.

A presidente da PPM espera que os partidos acolham a ideia e aceitem aprovar a lei que, defende, vai trazer "bons reflexos" ao parlamento e à governação do país.

As mulheres representam cerca de 52% da população, mas a presidente da rede das mulheres parlamentares, Suzy Barbosa, não entende "como é que apenas 10% têm participação na política e apenas 25% ocupam cargos na administração pública".

Volvidos cerca de 25 anos desde a abertura do país ao pluralismo político, o parlamento passou de 30 deputadas para 14 a partir das últimas eleições legislativas, realizadas em 2014, refere ainda Barbosa, uma das principais vozes pela emancipação da mulher guineense, igualdade e equidade entre os géneros.
Rispito.com/Lusa, 19-07-2018

Emissões da RDP e RTP-África na Guiné-Bissau em risco de parar 

Image result for rtp  africa guine bissauO responsável guineense pelos centros onde se encontram os equipamentos de retransmissão dos sinais da RDP e RTP-África, Mário Amona, avisou sobre a possibilidade de aqueles canais deixarem de ser sintonizados na Guiné-Bissau devido a avarias técnicas.

À luz de um acordo entre os governos da Guiné-Bissau e de Portugal, a Radiodifusão Nacional (RDN) guineense disponibilizou as instalações no interior do país, em Nhacra, Gabú e Catió, para albergar os retransmissores dos canais África da rádio e televisão portuguesas.

Em contrapartida, Lisboa fornece parte dos combustíveis que alimentam os grupos eletrogéneos que alimentam os retransmissores e a RDN faz a manutenção periódica dos equipamentos.
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De acordo com Mário Amona, desde que o governo guineense nomeou um diretor para os centros emissores de Nhacra, Gabú e Catió, têm sido difíceis os técnicos da RDN fazerem a vistoria aos equipamentos da RDP e RTP-África, bem como da Radio France Internacional (RFI) que também se encontram naquelas instalações.

Mário Amona, técnico dos emissores, há 38 anos na radio nacional guineense, explicou que o novo diretor determinou que as inspeções aos equipamentos nos três centros só podem ocorrer mediante uma requisição previa do próprio.

Dantes as visitas eram feitas de forma periódica conforme a autorização do diretor-geral da RDN, que, segundo Amona, deixou de ser "tido ou achado" em questões dos centros emissores.

O técnico diz recear que "a qualquer momento" deixem de funcionar os equipamentos dos órgãos internacionais, com o intensificar da época das chuvas, já que, afirma, deixaram de ser alvos de manutenção periódica.

Mário Amona também questiona a gestão do combustível que a RDP e a RFI dão ao Governo para o funcionamento dos três centros de retransmissão, deixando dúvidas sobre se alguém não estará a desviar o gasóleo.

O presidente do sindicato de base dos trabalhadores da RDN, Cussa Cissé, disse à Lusa que nesta quinta-feira vai entregar, no Ministério da Comunicação Social, um novo pré-aviso de greve geral e que desta feita irá paralisar os sinais da RDP, RTP-África e RFI na Guiné-Bissau, durante quatro dias.

Os órgãos públicos de comunicação social guineenses (RDN, Televisão da Guiné-Bissau, jornal Nô Pintcha e Agência Noticiosa da Guiné) observaram uma greve geral de três dias 
com reclamação da melhorias de condições de trabalho e aumentos salariais.
Rispito.com/Lusa, 19-07-2018

quarta-feira, 18 de julho de 2018

sondagem "Vozes do Povo" indica que Guiné-Bissau está na direção errada

Sondagem inédita na Guiné-Bissau revela que grande parte da população não confia nos políticos. Estudo "Vozes do Povo" coloca PAIGC como favorito nas eleições legislativas.
Image result for sondagem na guine bissau82% dos guineenses não gostam do rumo que o seu país está a tomar, e 74% acham que a situação económica da Guiné-Bissau é má ou muito má. Os dados são da sondagem "Vozes do Povo", divulgada esta quarta-feira (18.07) pela organização não-governamental "DEMOS - Centro pela Democracia, Criatividade e Inclusão Social", que revela ainda que grande parte da população deixou de confiar nos políticos.

"O povo não gosta da injustiça social no país e não gosta de ver que uma classe política minoritária seja privilegiada, deixando de lado os seus interesses. Há uma preocupação de que as disputas políticas dêem origem a conflitos violentos na Guiné-Bissau. Há também um descontentamento grande na forma como os dirigentes dos partidos estão a conduzir o país", afirmou à DW África Miguel Carter, diretor do DEMOS.

A sondagem financiada pela União Europeia (UE) mostra que, se as eleições legislativas fossem agora, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) conquistaria 42% dos votos, o Partido da Renovação Social (PRS) ficaria com 20% e o grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC somaria apenas 3%.

O representante da UE na Guiné-Bissau, Vítor Madeira dos Santos, frisa que cabe agora aos atores políticos melhorar as estatísticas. "Os dados são indicativos e os atores políticos podem lê-los da maneira que quiserem. Agora, eles refletem, sim, e de uma amostragem com uma margem de erro bastante limitada, aquilo que os guineenses fariam se fosse hoje", diz. 

Madeira dos Santos considera que o estudo é um instrumento importante para compreender a condição social da população da Guiné-Bissau. "Cerca de 30% dos guineenses não completaram sequer os estudos primários, mas isso é extremamente importante para a compreensão de questões mais complexas que a população não sabia responder", explica.
"Cerca de 50% dos inquiridos tiveram muitas dificuldades em responder o que é a democracia, mas aqueles que responderam sabem bem o que ela representa, e sabem, sobretudo, que não querem viver numa ditadura", acrescenta.

O estudo "Vozes do Povo" é tido como uma pesquisa inédita, ao revelar as opiniões da sociedade guineense como um todo sobre um vasto leque de temas, incluindo a vida pública do país, a qualidade da governação e a sociedade. A pesquisa mostra, por exemplo, que um em cada quatro guineenses tem dificuldades em aceder a comida e metade da população tem problemas no acesso à água, sobretudo no interior do país.
A sondagem baseia-se numa metodologia do Afrobarómetro, que promove sondagens noutros 37 países africanos. A amostra foram 1.200 pessoas, residentes em 150 distritos, distribuídas por todo o território nacional. Os dados foram recolhidos entre 17 de junho e 8 de julho deste ano.
Rispito.com/DW, 18-07-2018

Parlamento vai debater leis contra mendicidade e casamento forçado

O Parlamento da Guiné-Bissau vai discutir propostas para proibição da prática da mendicidade e dos casamentos forçados, anunciou o órgão em comunicado que convoca a sessão extraordinária para decorrer entre 23 de julho a 10 de agosto.

onte parlamentar adiantou à Lusa que as duas propostas de lei foram apresentadas pela deputada Martina Moniz, líder da comissão especializada que trata de questões ligadas às mulherer e às crianças, tendo merecido a aprovação dos 14 dos 15 deputados que compõem a comissão permanente do hemiciclo guineense.

As duas propostas constam do projeto de ordem dos trabalhos da segunda sessão extraordinária do parlamento guineense convocada para iniciar na segunda-feira e que, entre outros, irá discutir uma proposta de lei contra o trafico dos emigrantes e outra para criação de uma rede dos deputados que defendem os direitos de pessoas com deficiência.

Em relação à prática de mendicidade, um estudo realizado pela UNICEF indica que cerca de 30% das crianças pedintes nas ruas de Dacar, Senegal, são originarias da Guiné-Bissau.

São os chamados 'talibés' (crianças do sexo masculino que pedem esmola pelas ruas) por ordens do mestre corânico.

Em agosto de 2017, o então primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló ameaçou prender qualquer criança 'talibé' apanhada a pedir esmola pelas ruas do país.

Umaro Embaló, de confissão muçulmana, disse ser "uma vergonha" que os pais mandem os filhos "para mendicidade pelas ruas em nome do ensino do Islão".

A ameaça, entretanto, nunca chegou de ser cumprida, após um coro de protestos de várias correntes da sociedade guineense, que apelaram antes para a criação de centros de acolhimento de crianças e ainda a adoção de medidas contra o fenómeno.

Além da UNICEF, outras organizações guineenses, nomeadamente a Plan Internacional, associação de Amigos da Criança (Amic), a rede contra a violência baseada no género e crianças (Renluv) e Liga Guineense dos Direitos Humanos, têm defendido a necessidade de o país adotar uma lei que proíba a mendicidade de crianças e casamento forçado.

Laudolino Medina, líder da Amic considera que o casamento forçado "é um fenómeno com dados gritantes" no país.

"Por exemplo, o último diagnóstico feito pelo consórcio Casa dos Direitos revelou que cerca de 41% das mulheres não tiveram oportunidade de escolher os seus maridos", destacou Medina.

O diretor executivo da Amic revela ainda o que diz ser "uma grande contradição" quando a legislação guineense aponta 16 anos como idade para casar e todas as convenções internacionais ratificadas pelo país estipulam que a idade para casar é a partir dos 18 anos.
Rispito.com/Lusa, 18-07-2018

CPLP - JOSÉ MÁRIO VAZ DISCURSA EM CABO-VERDE

Foto de Braima Darame.José Mário Vaz,  começa por dizer que "está na hora" de a CPLP avançar para a concretização do estatuto do cidadão lusófono e do acordo de isenção de vistos de múltiplas entradas aprovado há 16 anos em Brasília.

"É hora de avançarmos para adoção da convenção-quadro relativa ao estatuto do cidadão da CPLP, é tempo de concretizarmos o acordo relativo aos vistos de múltiplas entradas rubricado em Brasília em 2002", disse José Mário Vaz.

O chefe de Estado guineense, que falava hoje durante a sessão de abertura da cimeira da CPLP, considerou que a comunidade atravessa um "momento excecional" em que "densifica e fortalece agenda alinhada com os objetivos do desenvolvimento sustentável, para que possa ser um instrumento útil na construção da prosperidade dos povos".

Para José Mário Vaz, as pessoas "são a razão de ser da comunidade" e por isso, sustentou, "aproximando as pessoas" será possível "firmar as bases indissolúveis da CPLP".

"É nas pessoas, nos cidadãos dos nossos estados, que nos revemos na CPLP e é por isso que deve ser cada vez mais um espaço de realização de direitos e liberdades dos cidadãos, incluindo a liberdade de circular", disse.

José Mário Vaz sustenta que a CPLP porque "anseiam os povos" se traduz não apenas na defesa da língua comum, mas na densificação da cooperação técnica e económica e no alinhamento com questões globais como a preservação ambiental.

"O que os povos reclamam das lideranças é uma CPLP útil ao desenvolvimento", defendeu.

Os chefes de Estado de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe estão reunidos, na ilha do Sal, para cimeira da CPLP, que irá marcar o início da presidência cabo-verdiana da organização.

Timor-Leste está representado na cimeira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros.

Cabo Verde assume hoje, por dois anos, a presidência rotativa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Rispito.com/Lusa, 18-07-2018

Portugal disponível para assegurar "todo o apoio" às eleições na Guiné-Bissau

Foto de Braima Darame.
O primeiro-ministro, António Costa, declarou hoje em Cabo Verde que Portugal está disponível para “assegurar todo o apoio humano, técnico e financeiro” à realização das eleições legislativas na Guiné-Bissau, como pediu o Presidente guineense.

“Tive oportunidade de, ainda há poucas semanas, receber o senhor primeiro-ministro da Guiné-Bissau para assegurar todo o apoio humano, técnico, financeiro, de Portugal à realização das eleições no próximo dia 18 de novembro”, afirmou hoje o primeiro-ministro português, à margem da abertura da XII conferência de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre entre hoje e quarta-feira em Santa Maria, na ilha do Sal.

O chefe do Governo português reuniu-se com o Presidente guineense, a quem reafirmou a posição portuguesa.
“Já tivemos uma missão técnica na Guiné-Bissau, acho que estão criadas todas as condições para que as eleições possam realizar-se com toda a transparência no dia 18 de novembro, que é a data fixada”, sustentou.
O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse esta segunda-feira que faltam ao país cerca de 3,5 milhões de dólares (três milhões de euros) para fechar o orçamento para a realização das eleições legislativas marcadas para 18 de novembro.
"Estamos aqui para informar os nossos pares sobre a situação da Guiné-Bissau. Dia 18 de novembro estão marcadas as eleições legislativas e estamos a enfrentar algumas dificuldades neste momento", disse José Mário Vaz à chegada hoje a Santa Maria.

José Mário Vaz disse que a Guiné-Bissau pretende "pedir o apoio dos pares" para colmatar "a brecha que ainda existe a nível do orçamento" para a realização das eleições.
Rispito.com/Lusa, 18-07-2018

terça-feira, 17 de julho de 2018

CPLP/Cimeira: Reunião começa com condições únicas para avançar na mobilidade

Image result for cplpOs Chefes de Estado e de Governo lusófonos reúnem-se a partir de hoje em Cabo Verde para debater medidas como a mobilidade dos cidadãos, num momento em que garantem estar reunidas condições políticas únicas para avançar com este dossiê.
A agenda da cimeira ficou fechada na segunda-feira, quando os chefes da diplomacia lusófonos, reunidos em Conselho de Ministros, aprovaram todas as propostas, que serão agora votadas pelos chefes de Estado e de Governo. Uma das propostas diz respeito à promoção da mobilidade dos cidadãos no espaço da lusofonia, em relação à qual o Governo cabo-verdiano se mostra confiante que poderá registar avanços.
“Nunca tivemos condições políticas tão boas como agora para avançarmos sobre este dossiê”, comentou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, salientando a “grande vontade política” dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para concretizar “o sonho das populações dos nove Estados membros de uma livre circulação de pessoas e bens”.
No dia em que a CPLP celebra 22 anos, a cimeira arranca em Santa Maria com a sessão solene de abertura, pelas 17:00 locais (mais duas horas em Lisboa).
Cabe ao Presidente brasileiro, Michel Temer, a primeira intervenção, assinalando o fim da presidência rotativa da CPLP pelo Brasil, que será assumida pelas autoridades cabo-verdianas, seguindo-se uma declaração do Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.
Depois, falam todos os restantes chefes de Estado e de Governo presentes na cimeira: João Lourenço (Angola); José Mário Vaz (Guiné-Bissau); Teodoro Obiang Nguema (Guiné Equatorial); Filipe Nyusi (Moçambique); Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal) e Evaristo Carvalho (São Tomé e Príncipe).
Timor-Leste não estará representado pelo chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, que cancelou a sua deslocação a Cabo Verde devido ao impasse com o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, após a sua recusa em dar posse a um grupo de membros do novo executivo timorense. Caberá ao ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Timor-Leste, Dionísio Babo, representar o Presidente timorense.
De seguida, intervém um representante da Assembleia Parlamentar da CPLP e a secretária-executiva da organização, Maria do Carmo Silveira, bem como representantes dos observadores associados.
No final do dia, o Presidente cabo-verdiano oferece um jantar aos chefes de Estado e de Governo.
Para quarta-feira fica reservado o debate político e a aprovação das propostas e da Declaração de Santa Maria.
Nesta cimeira deverá ser eleito o novo secretário-executivo da CPLP, designado por Portugal, o embaixador Francisco Ribeiro Telles, para o biénio 2019-2020.
Além da CPLP, haverá outro aniversariante a celebrar: o primeiro-ministro português, António Costa, cumpre hoje 57 anos.
Durante a XII conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, com o lema “Cultura, Pessoas e Oceanos”, Cabo Verde vai assumir o exercício da presidência desta organização, durante o período de dois anos.
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste são os Estados-membros da CPLP.
Rispito.com/Lusa, 17-07-2018

Direitos Humanos em analise na Guiné-Bissau

Uma missão da comissão da União Africana (UA) iniciou hoje consultas e reuniões com diferentes entidades públicas e da sociedade civil da Guiné-Bissau para saber o nível do respeito e proteção dos Direitos Humanos no país.
Image result for angolana Maria TeresaChefiada pela angolana Maria Teresa, comissária da UA dos Direitos Humanos e dos Povos, a missão, que vai permanecer em Bissau até sexta-feira, tem encontros previstos com o Governo, partidos políticos, jornalistas, ativistas das organizações da sociedade civil, irá visitar hospitais, escolas, prisões, entre outras instituições.

Maria Teresa indicou que a sua missão está em Bissau "para saber se os direitos humanos estão a ser respeitados" no país "e, se não estiverem, saber o que é que se pode fazer para ajudar" a Guiné-Bissau, sublinhou.
A comissária que também tutela por Cabo Verde, Guiné-Equatorial, Moçambique e São Tomé, adiantou que a missão está na Guiné-Bissau para se dar a conhecer junto dos guineenses.
Com o objetivo de saber se a liberdades de expressão é respeitada na Guiné-Bissau, a equipa de Maria Teresa vai se encontrar com os jornalistas e para perceber se as manifestações são permitidas no país, tem um encontro com diversas organizações da sociedade civil.
"Estamos aqui para ouvir", notou Maria Teresa, frisando que a comissão tem três mandatos essenciais, promoção dos direitos humanos, proteção dos mesmos e interpretação da Carta Africana sobre os direitos humanos e dos povos.
Rispito.com/Lusa, 17-07-2018

segunda-feira, 16 de julho de 2018

padre diz que discursos de ódio tendem a ser reproduzidos na Guiné-Bissau 

O ódio faz parte do discurso político e “tende a ser reproduzido na Guiné-Bissau de forma geracional”, disse hoje o padre guineense Domingos Fonseca, presente numa conferência em Lisboa.
“Ninguém nasce a odiar outra pessoa (…) As pessoas aprendem a odiar. E se o podem fazer, também podem ser ensinados a amar”, disse o padre Domingos Fonseca, servindo-se das palavras de Nelson Mandela, homenageado na conferência promovida pela Câmara de Lisboa para assinalar a passagem na quarta-feira de 100 anos sobre o seu nascimento.

Para o padre Domingos Fonseca, as forças políticas da Guiné-Bissau recorrem atualmente “ao vício do cidadão comum” para fragilizar a sociedade, onde diz existir um "clima de desconfiança entre atores sociais e políticos”, opinião reforçada por Osíris da Silva Ferreira, juiz do Supremo Tribunal da Guiné-Bissau, para quem a “má governação é patente”, aliada à corrupção.

“Após a independência, praticamente nenhum governo chegou ao fim do seu mandato, porque existe uma desestruturação administrativa. Temos uma Constituição que prevê o princípio de separação de poderes, mas as estruturas nacionais não o respeitam”, disse Osíris da Silva Ferreira, acrescentando que muitas instituições são conduzidas de forma a manipular as regras e normas sociais.

O juiz, envolvido, tal como o religioso, em iniciativas para a resolução de conflitos na Guiné-Bissau, indicou que o fim destas disputas pode estar nas mãos dos jovens: “Não podemos ir para o processo de reconciliação sem a formação integral da nossa juventude, que possa ter o seu papel fundamental na reviravolta de todo este processo”.

“Temos de aceitar o passado, conviver com o presente e perspetivar o futuro”, num “processo inclusivo e participativo”, afirmou Osíris da Silva Ferreira.

O juiz e o padre Domingos Fonseca não hesitaram em denunciar situações de “má governação”, “interesses” e outros problemas presentes a nível político e social na Guiné-Bissau, perante convidados de vários outros países na conferência sobre o legado de Nelson Mandela nos processos de paz e reconciliação em zonas de conflito.
Rispito.com/Lusa, 16-07-2018