sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco ja começaram caça ao voto na Guiné-Bissau

A partir nesta sexta-feira.  Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló agora têm 15 dias para convencer o eleitorado, principalmente os 25,63% que se abstiveram na primeira volta das presidenciais, a 24 de novembro.

Domingos Simões Pereira tem estado em silêncio desde a primeira volta das presidenciais, a 24 de novembro, em que conseguiu 40,13% dos votos contra 27,65% de Umaro Sissoco. Mas, por escrito, garantiu abrir a campanha em Bissau, respondendo ao máximo de perguntas dos jornalistas, depois segue no mesmo dia para Bula

Engenheiro civil de profissão, Simões Pereira, 56 anos, assumiu a liderança do PAIGC em 2014
Recentemente, o candidato do PAIGC reafirmou que quer ser o "Presidente da República que convoca a nação a reencontrar os valores" numa construção coletiva de repor o "orgulho de ser guineense", defendendo que é preciso ganhar "como um coletivo para que cada um possa ter um bocado do bolo da vitória."

"A decisão de dia 24 [de novembro, data da primeira volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau] não é uma decisão sobre candidatos, é a decisão sobre a nossa vida, sobre o nosso futuro e sobre as nossas ambições", afirmou Domingos Simões Pereira.

Já Umaro Sissoco adianta que, nesta campanha, vai continuar a lutar para merecer a confiança do povo na segunda volta. "Sobretudo a juventude, as mulheres, a sociedade em geral e a comunidade internacional. Serei aquele Presidente que vai devolver a confiança aos guineenses, a irmandade entre a família guineense. Vou dizer ao povo que serei um Presidente que vai combater a corrupção, o narcotráfico e juntar à mesma mesa a família guineense", disse Sissoco à DW África.

O candidato, que foi primeiro-ministro da Guiné-Bissau em 2016, afirma-se como o "general do povo", que faz da humildade a sua melhor arma no campo de batalha. 

"Vou surpreender as pessoas para lhes mostrar que sou do bem, que [me vou] empenhar em combater o tribalismo, o nepotismo e as minhas referências são a humildade. Serei um Presidente que vai saber gerir o bem público. Sendo humilde, sou também uma pessoa firme e voltada para a Guiné-Bissau first."

Umaro Sissoco conta com o apoio do MADEM-G15 e do Partido da Renovação Social (PRS), além de vários candidatos que não passaram da primeira volta das presidenciais, incluindo o Presidente cessante, José Mário Vaz, o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o terceiro candidato mais votado em novembro, Nuno Gomes Nabiam.

Simões Pereira é apoiado pelo PAIGC e pela direção do partido APU-PDGB, tal como pelos candidatos Baciro Djá, Vicente Fernandes, Iaia Djaló e Gabriel Indi.

"Risco de rotura é eminente na Guiné-Bissau”

O país está dividido e o analista político Rui Jorge Semedo prevê uma campanha tensa com ânimos mais exaltados do que na primeira volta. 

"Espera- se que desta vez os candidatos e os seus apoiantes se desdobrem em tudo para poder convencer e até certo ponto manipular os eleitores para acreditarem nos seus projetos políticos. É uma fase de risco, tendo em conta a fragilidade que o país enfrenta. O risco de rotura, tanto do ponto de vista cultural, como religioso é eminente", destaca o sociólogo guineense.

O analista não espera grandes novidades em termos de conteúdos durante a campanha para a segunda volta. "Vai ser tal como na primeira volta: um vai continuar com a dicotomia de pessoas do campo versus pessoas da cidade, cristãos contra muçulmanos e gentios contra os civilizados. O outro vai tentar descontruir essa construção. Acho que, basicamente, é o que vamos ter nesta segunda volta, até porque é o discurso predominante na pré-campanha."

A segunda volta das presidenciais na Guiné-Bissau está marcada para 29 de dezembro. A campanha eleitoral termina no dia 27. As sétimas eleições presidenciais guineenses são tidas como cruciais para a estabilização política da Guiné-Bissau, que realizou legislativas em março.
Rispito.com/DW, 13-12-2019

CNE pede cumprimento de ética eleitoral e dos valores democráticos

A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Juliano Augusto Fernandes, pessoas a sorrir, pessoas sentadasA Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau apelou aos candidatos à segunda volta das presidenciais, que iniciam sexta-feira a campanha eleitoral, para cumprirem o código de conduta e ética eleitoral e respeitarem os valores democráticos.

Num comunicado divulgado à imprensa, o presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), José Pedro Sambú, pede às candidaturas e aos cidadãos para cumprirem o "código de conduta e ética eleitoral de forma a proporcionar um ambiente favorável, para que as eleições decorram num clima de paz, de reforço da cultura da tolerância política recíproca".

José Pedro Sambú pediu também para o respeito dos valores e princípios do Estado de Direito para que se crie um "ambiente conducente a eleições livres, justas, transparentes, pacíficas e democráticas".

No comunicado, o presidente da CNE exorta as candidaturas a absterem-se de utilizar "propaganda indecorosa e linguagem ou prática de ações que possam conduzir ou incitar o ódio, intimidação, violência e outros males que possam assolar a consciência social e moral dos cidadãos".

Às forças de segurança e à comunicação social, o presidente da CNE pede para serem isentos, profissionais e tratarem as candidaturas de forma igual.

"A CNE reafirma, uma vez mais, o seu total empenho e dedicação nos termos do seu mandato de fazer eleições livres, justas e transparentes", concluiu no comunicado.

A segunda volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau, marcada para dia 29, vai ser disputada entre Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e por Umaro Sissocó Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).
A campanha eleitoral tem início sexta-feira e termina no dia 27.
Rispito.com/Lusa, 13-12-2019

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

APU-PDGB quer Domingos Simões Pereira Presidente pela "estabilidade governativa"

Armando Mango, segundo vice-presidente da APU-PDGBO líder da APU-PDGB apoia um candidato, mas a direção do partido puxa pelo adversário. Partidos estão divididos sobre quem apoiar na segunda volta das presidenciais guineenses. A campanha eleitoral começa na sexta-feira.

A direção da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) revelou esta segunda-feira à DW África que vai apoiar o candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), na segunda volta das presidenciais, prevista para 29 de dezembro. A decisão do partido vem assim contrariar a do seu líder Nuno Gomes Nabiam, que assinou um acordo político com Umaro Sissoco Embaló à margem dos estatutos de APU-PDGB.

Em entrevista à DW África, Armando Mango, segundo vice-presidente do partido APU e também segunda figura no Governo de Coligação no país, disse que o partido vai fazer campanha para pôr DSP na Presidência da República pela coerência e pela estabilidade governativa.

"Vamos apoiar o engenheiro [Domingos] Simões Pereira. Esta é a decisão do partido em conformidade com o acordo de incidência parlamentar que tínhamos assinado com o PAIGC. O partido vai continuar a respeitar aquilo que aprovou pelos seus órgãos, que é alinhar-se com o PAIGC nos próximos quatro anos para garantir a estabilidade governativa do país e fazer com que DSP seja eleito Presidente da República para manter essa estabilidade", disse o dirigente político.

Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló disputam a presidência da Guiné-Bissau, na segunda volta, marcada para 29 de dezembro. A campanha eleitoral começa na sexta-feira, 13.

Na semana passada, Nuno Nabiam, presidente do partido APU, declarou apoio a Umaro Sissoco Embaló, candidato suportado pelo Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15, líder da oposição). Mas os órgãos de decisão do partido acusam Nabiam de agir sem os consultar e de apoiar um candidato que, em caso de vitória, vai derrubar o Governo em que seu partido faz parte.

"Sabemos que o Umaro Sissoco tinha declarado que se for eleito irá demitir o atual Governo. Nós como somos legalistas e democratas, somos pelo Governo que saiu das eleições e não o Governo inventado, só porque alguém foi eleito Presidente. Vamos continuar a ser aquele partido que sempre defendeu a legalidade, democracia e a meritocracia e não os golpes de baixo nível”, afirmou Armando Mango, para justificar que Domingos Simões Pereira seria um Presidente capaz de garantir a estabilidade governativa.

Armando Mango avança que o partido tem muito a debater depois das presidenciais, na sequência das posições tomadas pelo seu líder contra o Governo. A direção diz que os militantes do APU continuam do seu lado e conhecem as regras do partido. É Nuno Nabiam quem deve submeter-se aos estatutos do APU, segundo Mango.

 "APU continua a ser um partido coerente, que defende a verdade em que todas as decisões são tomadas na base dos órgãos do partido. Uma vez que Nuno Gomes Nabiam, apesar de ser o presidente do partido, foi envolver-se num acordo sem passar pela discussão dos órgãos do partido, só pode ser uma coisa: essa decisão é apenas de Nuno Nabiam e não a do partido. Porque APU não foi tido nem achado nesta decisão”, declarou o também ministro da presidência do Conselho de Ministros e porta-voz do Governo liderado por Aristides Gomes.

A DW tentou sem sucesso ouvir a versão de Nuno Gomes Nabiam sobre o assunto. Nabiam foi o terceiro candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, a 24 de novembro, com 13,16% dos votos.

A divisão no seio dos partidos e candidatos derrotados tem-se multiplicado. O Partido da Renovação Social (PRS) apoia Sissoco e um grupo de dirigentes, incluindo um membro fundador, Ibraima Sorri Djaló, apoia Domingos Simões Pereira.

O Movimento Patriótico Guineense, que suportou o candidato independente, Carlos Gomes Júnior, na primeira volta diz que ficará neutro na segunda, apesar de Carlos Gomes Júnior apoiar Umaro Sissoco Embaló.

O analista político Luís Petit fala em falta da maturidade e coerência política por parte dos políticos. "Significa que ou uma parte está aliciada ao poder, não só poder político, mas também aos ganhos económicos, ou há outros benefícios subjacentes a todo esse apoio. Nuno Nabiam andou a criticar Sissoco deste 2014 como um perigo para o país, mas hoje associou-se a ele", lembra.

O analista critica também a posição do Presidente cessante, que falhou a sua reeleição. José Mário Vaz vai apoiar Umaro Sissoco Embaló na segunda volta. "Aos políticos  guineenses falta uma grande dose de coerência política. José Mário Vaz, depois de ter vangloriado Sissoco como melhor filho da Guiné-Bissau, aquando da sua nomeação como primeiro-ministro, deu uma volta de 180 graus, dizendo que o mesmo é perigoso, num áudio que vazou e que não desmentiu. O que corresponde à verdade. Se Sissoco fosse inteligente, não aceitaria o apoio de Jomav", considera Luís Petit.

O analista argumenta que o facto de José Mário Vaz não atingir a segunda volta, estando na presidência, significa que o povo fez uma avaliação dos seus cinco anos de mandato e deu-lhe o "cartão vermelho". Por isso, deveria tentar "salvar" a sua honra e ficar de fora na segunda volta, sem declarar apoio a ninguém. Petit entende que as alianças que se fazem contra o candidato do PAIGC só trarão benefícios a Domingos Simões Pereira. Porque esses candidatos derrotados acabam, desta forma, por reconhecer a sua derrotada antecipada e não conseguem imigrar-se com a sua máquina de apoio no terreno.

As sétimas eleições presidenciais guineenses são tidas como cruciais para a estabilização política da Guiné-Bissau, que realizou legislativas em Março.
Rispito.com/DW, 10-12-2019

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

PRS apoia Sissoco Emabaló e Movimento de Salvação do PRS apoia DSP

Image result for prs guine bissauO Partido de Renovação Social (PRS) anunciou, em comunicado, que vai apoiar na segunda volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau, marcadas para 29 de Dezembro, o candidato Umaro Sissoco Emabaló.

O PRS decidiu "prestar o seu total e incondicional apoio político ao candidato presidencial general Umaro Sissoco Embalo por entender ser o que reúne melhores condições para garantir a unidade nacional, reconciliação e estabilidade política governativa, pressupostos essenciais à salvaguarda da paz e desenvolvimento", refere o partido, o terceiro mais votado nas legislativas de Março.

No comunicado, emitido na sequência da reunião da comissão política, realizada no sábado, em Bissau, o partido apela também aos seus "dirigentes, militantes e simpatizantes" no país e na diáspora para participarem ativamente na campanha eleitoral de Umaro Sissoco Embaló.

Mas de outro lado, o Movimento de Salvação do Partido de Renovação Social (PRS) da Guiné-Bissau declarou hoje o seu apoio à candidatura de Domingos Simões Pereira à segunda volta das eleições presidenciais, marcadas para 29 de dezembro.

"O Movimento de Salvação em memória de Kumba Ialá, após uma reflexão séria, tendo sempre como pressuposto o desenvolvimento da Guiné-Bissau acima de tudo, decidiu aqui hoje manifestar o seu total apoio ao candidato Domingos Simões Pereira", afirmou Ibraima Sori Djaló, antigo presidente do parlamento guineense e um dos fundadores do PRS.

Numa declaração à imprensa, lida numa unidade hoteleira em Bissau, Sori Djaló salientou que Domingos Simões Pereira é uma personalidade com uma "conduta moral exemplar, com uma autoridade académica e científica indiscutível e é reconhecido a nível nacional e internacional".
Rispito.com/Lusa, 09/12/2019

PND apoia Simões Pereira, Jomav está com Embaló

Image result for iaia djalo pnd guine bissauNa Guiné-Bissau, candidatos presidenciais continuam a negociar apoios para a segunda volta. Este sábado, Iaia Dajló anunciou apoio do PND ao candidato do PAIGC. Presidente cessante posiciona-se ao lado de Sissoco Embaló.
No passado sábado (07.12), Iaia Djaló, candidato derrotado na primeira volta das presidenciais guineenses e líder do Partido da Nova Democracia (PND), anunciou que o seu partido vai apoiar Domingos Simões Pereira, candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), na segunda volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau, a 29 de dezembro.
A decisão foi anunciada pelo próprio líder do partido, após uma reunião da comissão política do PND, na sede principal do partido. Segundo Djaló, o PND mantém assim a sua "coerência política".

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas sentadasO apoio do Presidente cessante e quarto candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, José Mário Vaz, irá para o candidato do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), Umaro Sissoco Embaló, anunciou a direção da campanha de Sissoco.

O acordo político teria sido assinado na tarde deste sábado, na sede da campanha do Presidente da República, que falhou a sua reeleição, informa também a plataforma jovem do MADEM-G15 nas redes sociais.

Image result for baciro dja guine bissauNa sexta-feira (06.12), Sissoco Embaló manteve encontro com o líder da Frente Patriótica de Salvação Nacional (FREPASNA) e candidato derrotado na primeira volta das presidenciais, Baciro Djá, em busca de seu apoio para a segunda-volta.

Após a reunião, representantes do MADEM-G15 mostraram-se expectantes, mas ainda não foi divulgado nenhum acordo de suporte político por parte de Baciro Djá que declarou encontrar-se "numa situação muito difícil e complexa para decidir a quem apoiar na segunda volta".

Image result for jose paulo semedo guine bissauTambém na sexta-feira (06.12), em conferência de imprensa, o presidente do Movimento Patriótico, José Paulo Semedo, disse que o seu partido não vai apoiar nenhum dos candidatos finalistas da segunda volta das eleições presidenciais.

Na terça-feira (03.12), o líder do APU-PDGB e terceiro mais votado na primeira volta das presidenciais do país, Nuno Nabiam, assinou um acordo político formalizando o seu apoio a Umaro Sissoco Embaló.

Também o ex-presidente do PAIGCCarlos Gomes Júnior, já tinha anunciado o seu apoio a Umaro Sissoco Embaló, no passado domingo (01.12).

A segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau, marcada para 29 de dezembro, será disputada por Domingos Simões Pereira (PAIGC) e Umaro Sissoco Embaló (MADEM-G15).
Rispito.com/DW, 09/12/2019

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Acordo entre Nuno Nabiam e Sissoko provoca crise na APU-PDGB

Image result for apu-pdgbA Assembleia de Povo Unido esclareceu esta quinta-feira 5 de Dezembro 2019, que o acordo assinado a 3 de Dezembro em Dakar em que Nuno Nabiam apoia o candidato Umaro Sissoko Embaló na segunda volta das eleições presidenciais marcadas para 29 de Dezembro, “apenas vincula Nuno Nabiam”.

Em comunicado de imprensa, com a data do dia 4 de Dezembro 2019, a APU-PDGB apela os seus militantes a não se associarem em quaisquer actividades de campanha eleitoral à luz do referido acordo que, entre outros pontos, não foi submetido a discussão democrática nos órgãos do partido estatutariamente competentes.

 “APU-PDGB não é a parte nem testemunha segunda volta das eleições presidenciais do dia 29 de Dezembro 2019, Umaro Sissoko Embaló, rmado com o ex-candidato presidencial Nuno Nabiam”, esclarece a nota.

Por m, o documento assinado por os cinco vice-presidentes da APU-PDGB e a sua direcção do Secretariado Nacional, nomeadamente Mamadú Saliu Lamba, Armando Mango, Joana Kobdé Nhanca, Fatumata Djau Baldé, Batista Té e Juliano Fernandes, diz que esta formação política defende a manutenção do respeito do acordo de incidência parlamentar e de estabilidade governativa assinado a 12 de Março deste ano com o Partido Africano da Independência da Guiné objectivo estabilizar a governação e o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Também o Conselheiro Principal do Nuno Nabiam e membro da Comissão Permanente da APU-PDGB, Caramba Turé, demitiu-se das suas funções pelos mesmos motivos.

Numa carta de pedido de demissão assinada por Caramba Turé de 5 de Dezembro, refere que o curso dos últimos acontecimentos políticos no país deixa muito a desejar enquanto Nuno Nabian presidente da APU-PDGB.

Na mesma carta, o demissionário Conselheiro Principal do Nuno Nabiam disse que a situação agravou-se ainda mais, quando Nuno assinou em Dakar um segunda voltas das eleições presidenciais sem ter consultado Caramba Turé, enquanto o seu conselheiro, muito menos o partido, sublinhando que: “Aliás, a tua postura já se transformou em hábito de nunca ter consultado ninguém em assuntos do género”, lê-se na carta.

Caramba Turé conrma também que o pedido de apoio e consequente acordo assinado em Dakar, não foram objectos de discussão e nem aprovação dos órgãos estatutários da APU-PDGB. “Este acordo assinado no estrangeiro, levanta muita suspeição quanto a sua bondade e interesse dos seus padrinhos”, refere na carta.
Rispito.com/e-Global, 06-12-2019

LÍDER DE PUN DECLARA APOIO A DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

Related imageIdriça Djalo, declarou esta quinta-feira o seu apoio, nesta segunda volta, a Domingos Simões Pereira suportado pelo PAIGC. A decisão foi conhecida durante uma conferência de imprensa que visa também fazer o balanço da primeira volta das eleições presidências.
Idriça Djalo foi candidato às eleições presidências que figurava na 9ª posição derrotado na primeira volta e apoiado pelo Partido Unidade Nacional “PUN”, explicou que a razão do seu apoio a Domingos Simões pereira tem a ver com a visão do PUN em relação ao desenvolvimento nacional.

“O País precisou de estabilidade, ao longo dos 5 anos que passou não fazemos nada para a Guiné-Bissau, hoje o país não tem margem nenhum, precisamos de ganhar a confiança dos outros, o país em geral precisa de serem construídas, Estradas, Escolas, Água potável, agricultura, e todas as necessidades dos trabalhadores, todas pessoas precisam dos meios, e não vamos ver aquele dinheiro se não conseguimos estabilizar o país”

Segundo ele, a estabilização começa na estabilidade da Governação e criar pontes deve-se baixar tensões, para que o mundo possa apoiar o país porque “neste contexto de conflito permanente a vítima é o povo da Guiné-Bissau, é isso que vai mover os nossos corações, a visão que temos para o nosso país, é que leva-nos apoiar Domingos Simões Pereira”         

Idriça Djalo afirmou que as eleições legislativas e as primeiras voltas das eleições presidências colocaram o país em evidências que representam perigo para a segurança do país.

“Desde o começo da democracia na correcção deste sistema esteve o dinheiro, dinheiro para compra do de consciência dinheiro para induzir as pessoas a votarem num determinado. Todos os candidatos fazem isso candidato”

Idriça Djalo aconselhou os candidatos á segunda volta a aceitarem os resultados das urnas do dia 29 de corrente mês, e quem não estiver de acordo com alguma coisa que faça chegar as suas reivindicações através do tribunal.
Rispito.com/RSM, 06-112-2019


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

A imagem pode conter: texto

Na Guiné-Bissau Alianças políticas duram pouco disse economista Carlos Lopes

Image result for carlos lopesO economista e especialista em planeamento e desenvolvimento estratégico guineense Carlos Lopes afirmou que as alianças políticas fazem parte do "jogo democrático", mas acrescentou que, naquele país, são também marcadas pelo oportunismo e pouco duradouras.
"É o jogo democrático", disse à Lusa Carlos Lopes, questionado sobre o apoio expresso por candidatos derrotados, como Nuno Nabian, o terceiro mais votado na primeira volta das presidenciais do país, a Umaro Sissoco Embaló, que ficou em segundo lugar e que vai disputar a segunda volta com Domingos Simões Pereira, no dia 29 de dezembro.

"As pessoas fazem as alianças que quiserem, embora na Guiné-Bissau exista uma certa tendência ao oportunismo, quer dizer as alianças não duram muito tempo", assinalou, após ter participado no II Colóquio Internacional sobre a História do MPLA, que decorre até sexta-feira em Luanda.

Neste caso é uma aliança eleitoral imediata, "um percurso normal de uma situação eleitoral", considerou, declarando que qualquer um dos candidatos tem condições de vencer. Notou, no entanto, que com os 40% obtidos na primeira volta, Domingos Simões Pereira "tem toda a possibilidade de crescer".

Na campanha para a primeira volta das presidenciais guineenses, Carlos Lopes apelou ao voto em Domingos Simões Pereira, por considerar que este "tem um projeto com cabeça, tronco e membros".

O economista guineense, que participou no colóquio hoje abordando os desafios dos partidos africanos no contexto atual de revolução tecnológica, disse que a Guiné Bissau está entre os dez países com menor taxa de penetração da Internet, o que, no entanto, não limita o impacto dos media sociais naquele país africano.

"Estamos em presença de multiplicadores, de influenciadores, não interessa que o número seja pequeno porque os que têm acesso depois influenciam os que não têm", afirmou, frisando que nesta campanha eleitoral "a Guiné-Bissau tem vivido uma intensidade enorme da presença dos media sociais sobre as questões mais diversas".

Quanto à situação económica em Angola, que descreveu como "difícil", defendeu que a transição requer uma reestruturação completa da economia, o que está a ser feito "com muita dificuldade".

Além de respeitar as suas obrigações internacionais e de ter um quadro macroeconómico estável, Angola "precisa de ser mais ambiciosa" pondo em prática um projeto de transformação estrutural, que se prende com a industrialização do país, em vez de se falar apenas na diversificação da economia, advogou o especialista.
Rispito.com/Lusa, 05/12/2019

Eu apoio Sissoco e qualquer militante do partido pode apoiar a quem quizer

O líder da Assembleia de Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e candidato derrotado na primeira volta das presidenciais, Nuno Gomes Nabiam, disse esta noite, 04 dezembro de 2019, que decidiu assinar um acordo político em nome do seu partido para apoiar o candidato do Movimento para Alternância Democrática (MADEM), Úmaro Sissoco Embaló na segunda volta das eleições presidenciais e adverte que “se houver alguém no partido que não queira, que apoie quem quiser”.

Nabiam que figurou como terceiro candidato mais votado com 73.063 (setenta três mil e sessenta e três) correspondente a 13,16 por cento de votos expressos nas urnas, fez esta declaração aos jornalistas no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, de regresso de Dacar, capital do Senegal, onde assinou um acordo político para apoiar Umaro Sissoco Embaló na segunda volta das eleições presidenciais agendadas para o próximo dia 29 do mês em curso.

Nabiam disse ao Jornal O Democrata que assinou o referido acordo com toda a responsabilidade, e para o bem do país e dos guineenses. Acrescentou ainda que entre os dois candidatos que disputam a segunda volta das presidenciais, Umaro Sissoco Embaló é quem mais reúne condições para unificar o povo da Guiné-Bissau.

“Hoje em dia o mundo em geral reconhece que é preciso a partilha do poder e quem não percebe isso na Guiné-Bissau é porque não pode unificar os guineenses com o intuito de trabalhar para que haja estabilidade. Vimos esta abertura de unir os guineenses da parte de Umaro Sissoco Embaló e por isso, engajamo-nos em apoiá-lo firmemente com todas as estruturas do partido existentes”, assegurou o político, para de seguida, advertir que, “se alguém no partido não nos quer seguir neste sentido, então que apoie quem quiser”.

“Eu Nuno Nabiam, juntamente com a estrutura que me apoiou na campanha eleitoral da primeira volta, vamos todos apoiar o candidato Úmaro Sissoco Embaló “, afirmou.

Questionado se mantém o acordo de incidência parlamentar e da estabilidade governativa assinado entre o seu partido e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo (PAIGC), Nabiam disse que o “acordo de incidência parlamentar que tenho com o PAIGC é outro assunto. Estamos aqui para falar das eleições presidenciais e do nosso apoio declarado ao candidato Úmaro Sissoco Embaló, portanto é a responsabilidade que vamos assumir até ao fim”.
Rispito/O Democrata, 05/12/2019

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

AIGC reage assinatura de acordo entre Umaro Cissoko Embalo e Nuno Gomes Na Biam

Comunicado de Imprensa
O PAIGC e a sua Directoria Nacional de Campanha Eleitoral tomaram conhecimento através dos media da assinatura de um Acordo para a Estabilidade Política entre o Candidato Úmaro Cissoko Embaló, dito General e o Senhor Eng. Nuno Gomes Nabiam, tendo como testemunhas os Senhores Braima Camará, em nome do MADEM G15, Alberto Nambeia em nome do PRS e do próprio Nuno Nabiam em nome da APU-PDGB.

O referido acordo tem na sua página final Bissau como lugar onde ele foi subscrito, tendo o mesmo sido transferido para Dakar, onde eventualmente os seus mentores contam com o apadrinhamento das autoridades políticas deste país.

Neste sentido, cabe perguntar aos mentores do referido acordo se ele não poderia ter sido assinado em Bissau? E o porquê da sua assinatura em Dakar?

Torna-se claro e inquestionável que isso demonstra uma ausência total não só de absoluta de consciência nacional, como igualmente de uma total e completa independência de pensamento.

Poder-se-ia mesmo classificar este acto de assinatura deste acordo como de um crime lesa-pátria, numa Pátria forjada na luta com o sacrifício e o suor de grandes guineenses, como Amílcar Cabral, Domingos Ramos, Nino Vieira, Osvaldo Vieira, Quemo Mané, Canha Nan Tunguê, Francisco Mendes, Pansau Na Isna, entre tantos outros que glorificaram a luta com a sua coragem e o seu patriotismo.

Assinar um Acordo desta natureza em território estrangeiro para além de esconder duvidosos interesses, demonstra ser uma acção antipatriótica que pode configurar alienação de uma porção da nossa soberania, na justa medida em que nenhum guineenses se devem esquecer que as eleições presidenciais de 29 de dezembro não são só cruciais como decisivas para o futuro político, económico e social da Guiné-Bissau, como igualmente é um acto absolutamente inaceitável qualquer tipo de ingerência, venha ela donde vier, no processo eleitoral em curso no nosso país.

Os autores materiais destes actos estão a cometer um crime contra a independência e soberania da Guiné-Bissau, facto que também não nos admira nem colhe de surpresa, pois os que assinaram este dito acordo, são figuras intimamente ligadas ao grupo que levou este nosso martirizado país à situação de desgraça em que se encontra nos planos económico e social.

O PAIGC e a sua Directoria Nacional de Campanha Eleitoral apelam aos guineenses no sentido de se manterem alertas e atentos as manobras que este grupo está urdindo com a conivência de interesses alheiros à Guiné-Bissau.

A hora é de nos mantermos unidos e coesos para que possamos conjunta e responsavelmente defender os superiores interesses do povo guineense, acção que passa na escolha, através das urnas do candidato que saiba defender e proteger a Guiné-Bissau e todos os seus filhos e todos os cidadãos do mundo que escolheram esta terra para trabalhar e viver.
Viva o PAIGC!
Viva o Candidato do PAIGC, Eng. Domingos Simões Pereira!
Viva a Guiné-Bissau!

CNE sorteia ordem dos candidatos nos boletins de voto

Bild-Kombo Domingos Simões Pereira und Umaro Sissoco Embaló (DW/B. Darame)
No sorteio realizado esta terça-feira (03.12) pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) determinou que Domingos Simões Pereira será o número um nos boletins do voto para a segunda volta das presidenciais, marcadas para o dia 29.

Umaro Sissoco Embaló, o outro candidato que vai disputar a segunda volta, vai ficar na segunda posição nos boletins.

O sorteio determinou ainda que Sissoco Embaló será o primeiro no uso dos tempos de antena na rádio e televisão da Guiné-Bissau.

As fotografias usadas pelos dois candidatos na primeira volta serão as mesmas a serem utilizadas nos boletins para a segunda volta. 

O presidente da CNE, José Pedro Sambu, observou que o passo seguinte é a produção dos boletins de voto em Portugal.
Rispito.com, 04/12/2019

Nuno Nabian e Cadogo apoiam Sissoco Embaló na segunda volta

Embora solicitado pela diretoria da campanha eleitoral de Demingos Simões Pereira, mas o terceiro candidato mais votado na primeira volta das presidenciais, Nuno Gomes Nabian decidiu apoiar, nesta segunda volta, o segundo candidato mais votado, Umaro Sissoco Embaló. O acordo político foi assinado terça feira, 03/12/2019 em Dakar, capital do Senegal, de acordo com o gabinete de comunicação de Sissoco Embaló.

Lembra-se que Carlos Gomes Júnior ja se alinhou com o Sissoco nesta segunda ronda presidencial.
Nas declarações proferidas numa cerimónia de assinatura do acordo realizada numa unidade hoteleira de Bissau, o antigo chefe de Governo guineense diz ainda que vai apoiar "aquele que nas circunstâncias atuais melhor pode aglutinar sinergias para tirar o país da situação em que se encontra".

Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló disputam a presidência da Guiné-Bissau na segunda volta das presidenciais marcada para o dia 29 de Dezembro.
Rispito.com, 04/12/2019

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Instabilidade política e preços do caju tornam Guiné-Bissau instável - BAD

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) considera que a instabilidade política e a volatilidade dos preços do caju tornam as previsões sobre a Guiné-Bissau muito difíceis, antecipando crescimentos de 5% nos próximos dois anos.
"A perspetiva de evolução económica é altamente incerta devido à instabilidade política e à volatilidade dos preços do caju, a maior fonte de rencimento para mais de dois terços dos agregados familiares", lê-se na mais recente avaliação do BAD à economia guineense.

Para além destas dificuldades, as previsões dos técnicos do principal banco de desenvolvimento em África também são arriscadas "devido à instabilidade bancária, aos preços do petróleo superiores às previsões e à grande dependência da agricultura que pode ser rprejudicada por fenómenos climatéricos adversos".
O relatório sobre as economias africanas, que inclui uma parte especificamente sobre a Guiné-Bissau, alerta para os perigos da forte exposição dos bancos à dívida pública guineense, com a dívida interna a representar quase 40% do PIB deste pequeno país africano.
"As melhorias na gestão pública financeira são essenciais para evitar que o setor privado seja afastados dos investimentos pela presença do Estado na economia", diz o BAD, alinhando com o Fundo Monetário Internacional na necessidade de conferir mais qualidade à gestão pública.
"A Guiné-Bissau enfrenta problemas profundamente enraizados de fraca governação e corrupção, que precisam de ser tratados para permitir que realize o seu potencial económico e melhore os padrões de vida da população", refere, num comunicado enviado à imprensa, Concha Verdugo-Yepes, que liderou uma equipa do FMI que esteve em Bissau desde 18 de setembro até ao princípio de outubro para fazer uma avaliação às vulnerabilidades da governação no país.

Durante a sua estada em Bissau, a equipa do FMI reuniu-se com as autoridades políticas, representantes da comunidade internacional, sociedade civil e setor privado para fazer um diagnóstico preliminar às fraquezas de fiscalidade, regulação de mercado e combate à corrupção e branqueamento de capitais.
"Um primeiro passo para aquele objetivo é desenvolver uma estratégia nacional abrangente de combate à corrupção, focadas nos sistemas tributários, administração de receitas, Estado de Direito e no combate à corrupção e lavagem de dinheiro", salientou a responsável do FMI no comunicado então enviado.

O BAD, por seu turno, acrescenta que "garantir um crescimento forte e inclusivo obriga a resolver as falhas nas infraestruturas", já que "apenas 10% das estradas nacionais são asfaltadas, e a taxa de acesso à energia é de 14,7%".

A pobreza afeta mais de 70% da população e a desiguldade de rendimento, medida pelo Índice Gini, foi estimada em 50,7 pontos, com as mulheres a continuarem marginalizadas no acesso ao crédito e à formação profissional, lamenta o BAD.

Nas últimas previsões sobre a evolução da economia, divulgadas durante os Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, em outubro, estes analistas antecipavam um crescimento do PIB da Guiné-Bissau de 5,5% este ano e 4,9% em 2020, com a dívida pública a manter-se ligiiramente abaixo dos 70%, ainda assim acima da média regional de 50%.
Rispito.com/Lusa, 02/11/2019