terça-feira, 16 de outubro de 2018

GTAPE - Recenseados quase 200.000 eleitores na Guiné-Bissau

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) da Guiné-Bissau recenseou, até domingo, quase 200.000 eleitores, segundos dados divulgados à Lusa por aquele gabinete.
Segundo os números disponibilizados, até 14 outubro foram recenseados no total 188.420 eleitores.

Por regiões, os mesmos dados indicam que, na região de Bolama/Bijagós foram recenseadas 6.531 pessoas, em Tombali 13.199, em Quinará 10.328, em Oio 28.905, em Biombo 10.038, em Bafatá 26.480, em Gabu 19.966, em Cacheu 26.839 e em Bissau 46.134.

O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil, que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.
A previsão da Comissão Nacional de Eleições é de que haja cerca de 900.000 eleitores no país.
Em causa está, essencialmente, o recenseamento eleitoral que não decorreu entre 23 de agosto e 23 de setembro, como previsto, devido a atrasos na chegada dos equipamentos para recenseamento biométrico.

A Nigéria acabou por se disponibilizar para doar 350 'kits' de registo biométrico, mas apenas 150 chegaram ao país, devendo os restantes ser recebidos no sábado, dia em que termina o atual recenseamento.

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral está a fazer o registo de eleitores em todo o território nacional e diáspora com apenas 150 'kits'.
Rispito.com/Lusa, 16-10-2018

Abdú Sambú Governador de Gabu preocupado com "sinais do extremismo islâmico" 

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, óculos de sol e closeupO governador da região de Gabú, Abdú Sambú, está preocupado com os "sinais do extremismo islâmico" na Guiné-Bissau e instou o Governo a reforçar a vigilância sobre certos grupos que operam no centro de Bissau, a capital.
Governador de Gabú preocupado com 

"Preocupa-me a presença de uma corrente islâmica, transportada para o nosso país, por indivíduos da Guiné-Conacri. Não sei qual é o nome deles. A maioria das lojas e armazéns no mercado de Bandim são de indivíduos dessa corrente", afirmou, em entrevista à agência Lusa, o governador.

O mercado do Bandim, situado em pleno centro de Bissau, é o principal centro de negócios da Guiné-Bissau. Nos últimos anos, tem sido ocupado maioritariamente por comerciantes oriundos da Guiné-Conacri.

O governador de Gabú, região situada a 200 quilómetros de Bissau, no leste do país, e habitada maioritariamente por pessoas que professam a religião islâmica, exorta o Governo guineense a vigiar melhor as atividades dos membros da corrente islâmica a que se refere.

"Têm uma mesquita ali [ao lado do mercado do Bandim], que deve estar no olho do Governo, para que se saiba o que lá se passa", alertou Abdú Sambú, também ele muçulmano.

O responsável considera benéfica a proximidade da região de Gabú com a Guiné-Conacri, mas entende que esta também carrega "muitos males", que terão que ser geridos "para toda a vida".

Segundo Abdú Sambú, os naturais da Guiné-Conacri já representam 40 por cento da população de Gabú, com tendência para aumentarem e transportarem hábitos que não são iguais aos da Guiné-Bissau, como por exemplo as mulheres de cara e corpo tapados na via pública.

"As nossas escolas têm que estar preparadas, nós teremos que estar preparados, para enfrentar esses desafios", defendeu Abdú Sambú, preocupado com os "fanatismos".

"Pode ver esse fanatismo, sem grandes estudos, passando por qualquer bairro, qualquer tabanca [aldeia] do país, [vendo] quantas mesquitas estão a ser construídas", assinalou o governador de Gabú.

Para Abdú Sambú, "a forma como as mesquitas têm sido espalhadas pelo país é o sinal da fragmentação da população" islâmica guineense, que devia merecer atenção das autoridades.

Sambú defendeu ainda que existem "muitas correntes dentro do Islão" na Guiné-Bissau, ainda que os líderes muçulmanos não o admitam.

De uma maneira ou de outra, o político entende que o Governo "tem que ter mão pesada" para estancar quaisquer sinais de extremismo ou fanatismo que possam surgir no país, o que passa pelo abandono de "certas intervenções" em relação à comunidade muçulmana.
Rispito.com/Lusa, 16-10-2018

domingo, 14 de outubro de 2018

GUINÉ-BISSAU GANHA E PASSA LIDERAR GRUPO K 


A selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau venceu hoje a Zâmbia, por 2-1, no estádio 24 Setembro, lidera o grupo K com 7 pontos e está muito perto de garantir o apuramento para a fase final de campeonato africano do proximo ano , que terá lugar nos Camarões.
Rispito.com, 14-10-2018

Apoio da União Europeia à Ecomib na Guiné-Bissau já ultrapassou os 27 milhões de euros

A imagem pode conter: 1 pessoa, em péA União Europeia já disponibilizou, desde 2015, mais de 27 milhões de euros para apoiar a presença da Ecomib, força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, na Guiné-Bissau, disse fonte diplomática.

"Desde 2015, a União Europeia já disponibilizou 27,6 milhões de euros de apoio à Ecomib", disse à Lusa fonte da União Europeia.

A União Africana felicitou na sexta-feira a União Europeia pelo seu apoio à Ecomib e por ter manifestado disponibilidade para o continuar a fazer até agosto de 2019 e pediu à comunidade internacional para manter o apoio financeiro das operações daquela força de interposição.

A Ecomib foi autorizada a 26 de abril de 2012 pela CEDEAO na sequência do golpe de Estado de 12 de abril do mesmo ano.

A força de interposição tinha um efetivo autorizado de mais de 500 elementos, provenientes do Senegal, Togo, Burkina-Faso e Nigéria, mas a sua presença tem vindo a ser reduzida.

O objetivo da força de interposição é promover a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau com base no direito internacional, na carta das Nações Unidas, do tratado da CEDEAO e no protocolo sobre prevenção de conflitos daquela organização.
Rispito.com/Lusa, 14-10-2017

sábado, 13 de outubro de 2018

Detido diretor-geral das Comunidades da Guiné-Bissau

Malam Sambu
A Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau deteve o diretor-geral das comunidades no âmbito de um inquérito para investigar um caso de alegado auxílio à emigração ilegal, disse fonte daquela força investigação criminal.
O diretor-geral das Comunidades, Malam Sambu, foi detido depois de ter sido ouvido nas instalações da PJ em Bissau, segundo fonte daquela força policial.

Em causa está um pedido de atribuição de visto de entrada para o espaço Schengen a três pessoas para uma missão de sensibilização na diáspora guineense em Itália sobre a sua participação no processo eleitoral.

"A PJ tem indícios fortes que está a favorecer a emigração ilegal", disse a fonte.

Segundo a mesma fonte, o diretor-geral da Comunidades será presente ao Ministério Público, que pode requerer a prisão preventiva ou aplicar outra medida de coação.

Na Guiné-Bissau, as eleições legislativas, previstas para 18 de novembro, elegem deputados pelo círculo de África e círculo da Europa.
No círculo de África, podem votar os guineenses que residirem no Senegal, Gâmbia, Cabo Verde, Guiné-Conacri e Mauritânia enquanto no círculo da Europa há a possibilidade de voto para os guineenses que vivem em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.
Rispito.com/Lusa, 13-10-2018

Bula - Ladrões de gado bovino envolvidos em tiroteios com a polícia

Ladrões de gado bovino envolvidos em tiroteios com a polícia no norte da Guiné-BissauA polícia do comando de Bula, no norte da Guiné-Bissau, envolveu-se  num tiroteio com ladrões de gado bovino, na localidade de Augusto Barros, noticiou a rádio nacional guineense, emissora estatal, neta sexta feira 12 de Outubro.
Seis suspeitos ficaram "gravemente feridos" no tiroteio, tendo sido transferidos para Bissau para receberem tratamento médico, precisou o correspondente da rádio estatal guineense.

A polícia de Bula, localidade situada a 40 quilómetros a norte de Bissau, foi chamada pelos criadores do gado bovino de Augusto Barros, quando estes se aperceberam da presença de ladrões na aldeia e, ao chegar, foi recebida com tiros de armas automáticas, contaram os populares.

O Governo instituiu, em 2016, uma força de alerta rápida, instalada no comando de Bula, na sequência dos constantes apelos da população daquela zona, nomeadamente da aldeia de Augusto Barros, vítimas sistemáticas de roubo de gado.

A rádio nacional guineense informava, sobre o regresso à calma em Augusto Barros, embora ainda decorram operações da polícia, na tentativa de recuperar o gado roubado.
Rispito.com/Lusa, 13-10-2018

União Africana pede a políticos guineenses para assinarem código de conduta

A União Africana pediu aos políticos da Guiné-Bissau para assinarem um código de conduta e para aceitarem os resultados das eleições, previstas para 18 de novembro, recorrendo, em caso de dúvidas, aos tribunais.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e interioresA recomendação consta do comunicado à imprensa hoje divulgado, relativo à 800.ª reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, esta dedicada à Guiné-Bissau, para analisar o relatório da missão que esteve no país, no final de julho.

A União Africana "encoraja o Governo e os atores políticos da Guiné-Bissau a desenvolver e adotar um código de conduta para assegurar a realização de eleições de acordo com os valores e instrumentos relevantes" da organização e salienta a "importância de os partidos políticos aceitarem os resultados das eleições", lê-se no comunicado.
O Conselho de Paz e Segurança pede também aos partidos políticos guineenses para "evitarem qualquer recurso à violência para resolver irregularidades e reclamações eleitorais", recomendando para resolverem eventuais litígios na justiça.

No documento, a União Africana salienta a necessidade de ser feita uma "reforma constitucional" para clarificar os "poderes dos órgãos soberanos do Estado" e reforçar o "Estado de Direito, a separação de poderes e manter o equilíbrio de poderes no quadro político nacional".
"O Conselho salienta também a urgência da reforma das forças de segurança e defesa nacionais para lhes conferir um estatuto republicano", refere o comunicado.

A União Africana regista com "satisfação" a melhoria da situação política na Guiné-Bissau, sobretudo a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e a marcação de eleições legislativas para 18 de novembro.
"O Conselho apela a todos os partidos políticos e todas as outras partes interessadas a cumprirem os seus compromissos com o processo de paz em curso, pondo de parte os seus interesses pessoais em benefício exclusivo do país, para resolverem disputas políticas e assegurarem que as próximas eleições são livres e justas", acrescenta a União Africana.

A organização destacou também o apoio da União Europeia às operações da força de estabilização da Guiné-Bissau (ECOMIB), destacada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), desde setembro de 2018 até agosto de 2019.
Rispito.com/Lusa, 13-10-2018

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

BAD dá 50 milhões de euros para nova estrada entre a Guiné-Conacri e a Guiné-Bissau

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou hoje que vai disponibilizar 50 milhões de euros à Guiné-Conacri e à Guiné-Bissau para o lançamento da primeira fase da construção da estrada entre Boké e Québo.

Image result for estrada entre Boké e Québo."Os governos da Guiné e Guiné-Bissau vão beneficiar de 50 milhões de euros em doações e financiamento de empréstimos para a primeira fase do projeto de desenvolvimento da estrada Boke-Quebo, corredor rodoviário entre Conacri e Bissau", lê-se num comunicado disponível no site desta instituição multilateral de desenvolvimento.

O projeto, no total de 117,19 milhões de euros, envolve um financiamento de 30 milhões da União Europeia, sendo que para a primeira fase o total do custo ronda os 80 milhões de euros, acrescenta o documento.

"É nesta perspetiva que o Conselho de Administração do BAD aprovou para a Guiné-Conacri uma subvenção do Fundo de Assistência Técnica (TAF) de 4,07 milhões de euros; uma doação do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) de 20,49 milhões de euros e um empréstimo do ADF de 6,06 milhões de euros. Na Guiné-Bissau, o Conselho de Administração do BAD aprovou uma doação TAF de 1,78 milhões de euros e uma subvenção de ADF de 16,77 milhões", escrevem os técnicos do Banco.

Além destes montantes, o BAD destaca também que a Guiné-Bissau receberá, através da Facilidade de Investimento para a África (FIAF), duas doações, uma de 20,38 milhões e outra de 9,62 milhões.

"Esta estrada Boke-Quebo é muito importante para ambos os países, e faz parte do corredor rodoviário transafricano entre Dakar e Lagos", disse o diretor-geral adjunto para a África Ocidental, Serge Marie N'Guessan, citado no comunicado.

O Banco espera, com estes apoios, aumentar o comércio entre os dois países, de cerca de 60 toneladas de mercadoria para 2 mil toneladas até 2025, reduzir o tempo de viagem e criar empregos diretos os três anos de construção deste projeto.

Em dezembro, uma missão do BAD manteve encontros em Bissau com as autoridades guineenses, incluindo o primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, e o chefe de Estado, José Mário Vaz.

Desde o início da cooperação entre a Guiné-Bissau e aquela instituição financeira, em 1976, já foram aprovadas 56 operações num montante de cerca de 200 mil milhões de francos cfa (cerca de 304 milhões de euros).
Rispito.com/Lusa, 12-10-2018

Bissau vai ter energia elétrica fornecida por central flutuante de empresa turca

Image result for centrais elétricas flutuanteA empresa turca Karpowership assinou com o Governo da Guiné-Bissau um acordo de fornecimento de eletricidade a capital guineense, que prevê aumentar a potência de abastecimento de 15 para 36 megawatts num espaço de um ano.

O acordo foi assinado na quinta-feira ao final do dia entre o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, e um representante da Karpopowership, que pertence ao grupo Karadeniz Energy Group, com sede em Istambul, na Turquia.

A empresa Karpowership, segundo a sua página oficial na Internet, é a única no mundo que possui centrais elétricas flutuantes.
Atualmente, a empresa turca é responsável por parte do fornecimento de eletricidade, através de centrais flutuantes, em país como o Líbano, Gana, Moçambique, Gâmbia, Indonésia, Zâmbia e Iraque.

"Este contrato vai permitir um fornecimento de energia elétrica numa dimensão que será o dobro ou mais do dobro a que estamos habituados, e além disso, a energia será mais barata e fácil de produzir", afirmou Aristides Gomes, no final da assinatura do contrato.

Para o primeiro-ministro, o contrato assinado representa uma "pequena revolução no progresso de desenvolvimento do sistema elétrico", se associado a outros projetos em curso no país, nomeadamente a construção da linha de alta tensão e várias centrais elétricas.

"Estamos a agir naquilo que é fundamental para o desenvolvimento do país para atrair investimento e valorizar os recursos que temos", disse.
Rispito.com/Lusa, 12-10-2018

África deve rever completamente acordos de comércio e das migrações 

Related imageAlguns países africanos já estão a aplicar a nova taxa de 0,2% sobre produtos importados e a ratificar o acordo sobre a Zona de Livre Comércio Continental em África que permita o auto-financiamento da União Africana.
O economista e sociólogo guineense Carlos Lopes, um dos especialistas convidados para proceder a reforma da União Africana pelo Presidente em exercício da organização continental, Paul Kagame e Presidente do Ruanda, recomenda que os acordos sobre migrações e comércio do continente africano com os seus parceiros sejam “completamente revistos” para que a África possa obter melhores resultados. 


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Aristides Gomes diz que não controla "greves políticas"

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, disse que não consegue controlar "greves políticas", referindo-se à paralisação de 21 dias decretada pelos sindicatos de professores que está a impedir milhares de crianças de irem à escola.
As greves políticas nós não podemos controlar. Existem greves por razões políticas, por aqueles que querem abater o Governo para fazerem participar o maior número de gentes para que se possa fazer o assalto aos cofres de Estado. Nós conhecemos essa lógica. São as próprias populações da Guiné-Bissau que se têm de erguer a determinado momento a dizerem basta", afirmou Aristides Gomes.
O primeiro-ministro guineense falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa, que decorreu no Ministério das Finanças em Bissau para fazer um balanço sobre o processo eleitoral e dos cinco meses do seu Governo.
Os professores das escolas públicas da Guiné-Bissau iniciaram no dia 01 uma greve de 21 dias para exigir a aplicação do Estatuto de Carreira Docente, bem como o pagamento dos retroativos inerentes à aplicação daquele estatuto.
"Não se pode compreender que depois do esforço que nós fizemos ainda haja gente que ache que antes de irmos a eleições nós estamos em condições de pagar dívidas contraídas há mais de 15 anos", lamentou.
Aristides Gomes disse também que gostaria de responder àquela expetativa, salientando que "seria uma proeza extraordinária".
O primeiro-ministro salientou ainda que os professores foram beneficiados pelo reajuste salarial levado a cabo pelo Governo que aumentou quase todos os ordenados.
Rispito.com/Lusa, 11-10-2018

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

PR guineense apela reconciliação no seio do PAIGC

A imagem pode conter: 1 pessoa, a sorrirO Presidente guineense, José Mário Vaz, apelou para a reconciliação no seio do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que o apoiou nas presidenciais de 2014, mas com o qual mantém relações tensas.

O apelo de José Mário Vaz foi hoje transmitido pela rádio nacional guineense que cita um discurso do político num comício popular terça-feira à noite em Canchungo, a 80 quilómetros de Bissau.
"Apelo ao nosso grande partido, PAIGC, para se reconciliar, a unir os militantes, como sempre fez no passado", declarou, em crioulo o Presidente guineense.

Vencedor das eleições legislativas e presidenciais de 2014, o PAIGC retirou confiança política a José Mário Vaz, em novembro de 2016, na sequência de demissões de dois governos do partido por decisão do Presidente do país.

Para justificar a retirada de confiança a José Mário Vaz, o porta-voz do PAIGC, João Bernardo Vieira, afirmou que o partido considera "o cidadão e militante José Mário Vaz o principal promotor de toda a grave crise política que tem assolado o país há cerca de dois anos".

No seu discurso em Canchungo, o Presidente guineense apelou à reconciliação no seio do PAIGC, frisando ser aquela a fórmula que levou às vitórias eleitorais e da própria luta armada pela independência do país.

O PAIGC viveu uma crise interna que levou às expulsões ou suspensões de vários destacados militantes e dirigentes.

Um grupo deles acabou por formar um novo partido, o Madem- G15 (Movimento para Alternância Democrática, grupo dos 15 deputados).
Rispito.com/Lusa, 10-9-2018

terça-feira, 9 de outubro de 2018

PM guineense pede a partidos políticos para confiarem no sistema de recenseamento

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, pediu hoje aos partidos políticos guineenses para terem confiança no sistema de recenseamento e de eleições, salientando que é dos melhores da sub-região.
PM guineense pede a partidos políticos para confiarem no sistema de recenseamento"Queremos lançar um apelo aos partidos políticos para terem confiança no nosso sistema de recenseamento e no nosso sistema de eleições. Nós temos um dos melhores sistemas eleitorais da nossa região. Em todos os atos conducentes às eleições, quer dizer do recenseamento até à votação, todos os partidos políticos legalmente constituídos no nosso país têm a possibilidade de ter uma participação estruturada", afirmou Aristides Gomes.
Segundo Aristides Gomes, que falava aos jornalistas durante uma conferência no Ministério das Finanças, os partidos políticos podem participar na fiscalização do recenseamento, acompanhar o trabalho do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral e da Comissão Nacional de Eleições e podem recorrer aos tribunais.
"Quero dizer que não há razões para que nenhum partido se sinta marginalizado. Não existem estruturas que bloqueiem a participação dos partidos políticos em todo este processo, pelo contrário, é possível, respeitando a legislação vigente é possível que todos os partidos políticos possam participar", disse.

Aristides Gomes sublinhou também que até ao momento não há reclamações pertinentes feitas pelos partidos.
"Tivemos algumas queixas, mas até agora, nenhum partido tem provas de ter sido prejudicado neste processo de recenseamento. Aliás, se fosse esse o caso esses partidos teriam recorrido à via judicial para fazer valer os direitos", afirmou.
Na conferência de imprensa, o primeiro-ministro pediu aos jovens para estarem vigilantes e não participarem em ações que perturbem o processo democrático e de consolidação dos progressos políticos alcançados.

O Presidente José Mário Vaz marcou as eleições legislativas para 18 de novembro em abril, na sequência de uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para ultrapassar o impasse político que se vivia no país desde 2015 e que incluiu também a nomeação de Aristides Gomes primeiro-ministro do país, bem como a reabertura do parlamento.
O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil, que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.

Em causa está, essencialmente, o recenseamento eleitoral que não decorreu entre 23 de agosto e 23 de setembro, como previsto, devido a atrasos na chegada dos equipamentos para recenseamento biométrico.

A Nigéria acabou por se disponibilizar para doar 350 'kits' de registo biométrico, mas apenas 150 chegaram ao país, devendo os restantes ser recebidos nos próximos dias.
O recenseamento começou a 20 de setembro e deve terminar a 20 de outubro.
O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral está a fazer o registo de eleitores em todo o território nacional e diáspora com apenas 150 'kits'.
Rispito.com/Lusa, 09-10-2018


PM guineense convida partidos sem assento parlamentar a fiscalizarem recenseamento

O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, convidou os partidos sem assento parlamentar "à título excecional" a indicarem três representantes para integrarem a comissão de acompanhamento do recenseamento eleitoral, disse à Lusa fonte do executivo.
ristides Gomes reuniu-se nesta segunda feira, 08 de Novembro, com a comissão interministerial de acompanhamento do recenseamento, integrado pelos cinco partidos com assento no parlamento, na presença de elementos da comunidade internacional.

Vários dirigentes de partidos sem assento parlamentar assistiram ao encontro que serviu para Aristides Gomes fazer um ponto de situação sobre o andamento do recenseamento para as eleições legislativas previstas para 18 de novembro e pedir que indiquem três representantes para acompanharem o processo, adiantou a fonte governamental.

O primeiro-ministro também permitiu que os partidos sem assento parlamentar proponham três representantes para trabalhar diretamente com o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), juntando-se às cinco formações parlamentares.

Os partidos sem assento parlamentar acusam o primeiro-ministro de os ter excluído do processo eleitoral, nomeadamente do recenseamento, que afirmam estar a ser mal conduzido.

Numa conferência de imprensa em Bissau, um grupo de partidos ameaçou convocar manifestações de rua para mostrar o seu desagrado pela forma como têm sido tratados no processo eleitoral.
Dão, ainda, ao primeiro-ministro três dias para os incluir na preparação das eleições.

A fonte governamental que assistiu à reunião disse à Lusa que não houve nenhuma resposta dos partidos sem assento parlamentar à proposta de Aristides Gomes.

Silvestre Alves, líder do Movimento Democrático Guineense (MDG), considerou ser "já um bom começo" ouvir os partidos sem assento parlamentar, por decorrer da lei guineense, disse.

Se até ao dia 20 deste mês, data anunciada pelo Governo para o término do recenseamento, não forem registados todos os potenciais eleitores, Idrissa Djaló, líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), disse aos jornalistas que reteve a ideia de que as partes farão um balanço para analisar se há ou não necessidade de prorrogar o prazo.

O Governo e a Comissão Nacional de Eleições contam registar cerca de 900 mil guineenses, no país e na diáspora, para o sufrágio marcado para 18 de novembro.

Vários setores guineenses, entre os quais os partidos sem assento parlamentar e o Partido da Renovação Social (PRS), que integra o atual Governo de consenso, consideram ser impossível realizar eleições naquela data, tendo em conta as dificuldades no recenseamento eleitoral.

Orlando Viegas, vice-presidente do PRS, defendeu, na reunião, que o seu partido pretende que as eleições tenham lugar, mas que o recenseamento decorra com "total transparência e credibilidade, que todos os cidadãos com 18 anos sejam recenseados".
Rispito.com/Lusa, 09-10-2018

Analista diz que Guiné-Bissau não tem condições para legislativas a 18 de novembro

O analista político guineense Rui Jorge Semedo disse que não há ninguém que possa afirmar que existem condições para fazer legislativas a 18 de novembro e, a insistir-se, criam-se “condições para a negação dos resultados eleitorais”.

“Não há ninguém que possa neste momento afirmar que existem condições técnicas e administrativas para poder fazer eleições na data prevista, que é 18 de novembro”, afirmou em entrevista à agência Lusa o politólogo guineense.

Segundo Rui Jorge Semedo, as previsões apontam para o recenseamento de 300.000 pessoas num espaço de um mês e isso “cria uma condição favorável para a reabertura de conflito e crise na Guiné-Bissau”.
“Há que existir uma certa racionalidade, porque o Governo não deve ser levado pelo coração, o Governo tem de ser levado pela razão, usar a cabeça. O Governo tem todos os instrumentos, tem uma equipa técnica, tem ao seu dispor pessoas com competência para poder avaliar se realmente existem ou não existem condições”, afirmou.

Para o analista, o Governo tem de “ter coragem” para dizer que não conseguiu, porque é essa a sua responsabilidade.

Rui Jorge Semedo salientou também que esta é a primeira vez que a Guiné-Bissau está a realizar uma eleição “totalmente diferente daquilo que tem sido habitual no processo eleitoral” do país.
“Primeiro foi marcada uma data sem, no entanto, serem observadas as condições reais, técnicas e financeiras do país para fazer as eleições na data indicada, ou seja, 18 de novembro”, afirmou.

Segundo o analista, o Governo tomou posse em abril “perante uma situação de dificuldade, porque dependia de recursos externos para efetivar o processo eleitoral”.
“Essa demora foi colmatada em setembro passado, momento em que o país começou a captar alguns recursos financeiros e também com o apoio que a Nigéria concedeu ao país com 150 ‘kits’, que não conseguem fazer a cobertura total dos 1.022 distritos apresentados para o processo”, explicou.

Para o analista, o terceiro ponto está relacionado com a falta de consenso entre os órgãos gestores do processo e com a própria Comissão Nacional de Eleições, que “não trabalha com autonomia suficiente”.
“Esta situação criou desconfiança, não só a nível dos partidos, mas preocupa também a própria sociedade civil. Todos sabemos que as eleições são um conjunto de processos técnico-administrativos, jurídicos, mas também políticos e portanto quando não se consegue conduzir o processo de uma forma mais transparente, mais profissional, cria-se num país instável, como a Guiné-Bissau, com as suas deficiências, condições propícias para a negação dos resultados eleitorais”, afirmou.

Para Rui Jorge Semedo, é “isso que as pessoas temem, sobretudo a sociedade civil, que tem pressionado através da sua estrutura, chamando a atenção para se fazerem correções, mas também um novo cronograma eleitoral que se adeque à própria exigência do processo”.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, marcou as eleições legislativas para 18 de novembro em abril, na sequência de uma cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para ultrapassar o impasse político que se vivia no país desde 2015 e que incluiu também a nomeação de Aristides Gomes primeiro-ministro, bem como a reabertura do parlamento.

O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil, nomeadamente devido ao recenseamento, e que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.
Rispito.com/África, 09-10-2018

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Autoridades denunciam ataques a responsáveis pelo recenseamento

O diretor-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) na Guiné-Bissau, Alain Sanka, disse hoje que pediu o reforço da segurança junto das mesas de recenseamento eleitoral, depois de registados dois ataques.

Queremos que a segurança seja reforçada. Estamos preocupados com a segurança e já pedimos ao Ministério da Administração Interna para colocar mais pessoas no terreno a garantir a segurança dos brigadistas", afirmou Alain Sanka, em conferência de imprensa na sede do GTAPE, em Bissau.
Segundo o diretor-geral do GTAPE, no domingo foi registado um ataque em Fulacunda, no sul do país, e hoje um em Canchungo, no centro.
Alain Sanka explicou que as duas mesas onde estava a ser feito o recenseamento foram atacadas, num dos casos chegaram mesmo a danificar material, nomeadamente o acumulador de energia e o aparelho das impressões digitais.

O diretor-geral do GTAPE considerou que aqueles ataques, que impediram as pessoas de se recensearem, foram feitos para defenderem interesses de partidos políticos.
"O material que se estragou vai ser pago por quem o danificou", disse.
Na conferência de imprensa, Alain Sanka denunciou também que os fiscais dos partidos políticos estão a reter o cartão de eleitor das pessoas que se acabaram de recensear para tirar dados pessoais e sublinhou que isso é proibido.
"Os partidos políticos podem pedir aos brigadistas o número de recenseados, mas não podem pedir o cartão de eleitor e tirar os dados pessoais das pessoas recenseadas. As pessoas estão a reclamar", disse.

O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil, que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.

Em causa está, essencialmente, o recenseamento eleitoral que não decorreu entre 23 de agosto e 23 de setembro, como previsto, devido a atrasos na chegada dos equipamentos para recenseamento biométrico.
A Nigéria acabou por se disponibilizar para doar 350 'kits' de registo biométrico, mas apenas 150 chegaram ao país, devendo os restantes ser recebidos nos próximos dias.
O recenseamento começou a 20 de setembro e deve terminar a 20 de outubro.
O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral está a fazer o registo de eleitores em todo o território nacional com apenas 150 'kits'.
Rispito.com/Lusa, 08-10-2018