quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Portugal quer ajudar Guiné-Bissau na luta contra contra o narcotráfico

 Gomes Cravinho disse aguardar pela estabilização da Guiné-Bissau para apoiar as Forças Armadas do país nas funções de soberania e impedir que o território seja utilizado para o narcotráfico.
O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou esta quarta-feira que aguarda a estabilização da Guiné-Bissau para apoiar as Forças Armadas do país nas funções de soberania e impedir que o território seja utilizado para o narcotráfico.

João Gomes Cravinho falava aos jornalistas no final de uma reunião com o ministro da Defesa do Brasil, general Fernando Azevedo e Silva, no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras.
Questionado sobre os problema na Guiné-Bissau, país que, tal como Portugal, pertence à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o ministro português disse que é “permanente” a atenção que o Estado português dá à situação naquele país.

A Guiné-Bissau tem passado por períodos de turbulência política. Acreditamos que esteja no bom caminho para a estabilização, que é o ponto de partida para trabalharmos de forma mais sistemática sobre questões, como o apoio às Forças Armadas para que desempenhem melhor as suas funções de soberania, controlo de território e impedimento de que o seu território seja utilizado para o narcotráfico, como tem acontecido infelizmente nos últimos anos”, adiantou. O primeiro requisito, referiu, é a “estabilidade política”.

No passado dia 2, registou-se na Guiné-Bissau a maior apreensão de cocaína da história do país, quando a Polícia Judiciária (PJ) guineense apreendeu quase duas toneladas desta droga no norte do país — Canchungo e Caio. Em março, a mesma força de segurança apreendera 800 quilos de droga.

No âmbito da operação que levou à apreensão de quase duas toneladas de cocaína no norte de Guiné-Bissau já tinham sido detidos três colombianos, quatro guineenses e um maliano.
Rispito.com/Observador, 12-09-2019
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Segunda volta das presidenciais na Guiné-Bissau será em 29 de dezembro

Nenhuma descrição de foto disponível.A Comissão Nacional de Eleições disse hoje que a segunda volta das eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro, deverá realizar-se em 29 de dezembro.

"Caso seja necessário, a segunda volta das presidenciais será em 29 de dezembro", afirmou à Lusa fonte da CNE.

Segundo a mesma fonte, a decisão foi tomada depois de uma revisão do cronograma.

Um cronograma inicial divulgado à imprensa dava conta que a segunda volta se realizaria em 05 de janeiro.

Numa reunião, realizada na terça-feira, pelo Conselho de Segurança da ONU, a secretária-geral assistente para África do Departamento de Operações de Paz, Bintou Keita, pediu apoio financeiro da comunidade internacional para a realização das presidenciais, tendo avançado que a segunda volta se realizará em 29 de dezembro.

Questionada hoje pela Lusa, a CNE confirmou a nova data.
Rispito.com/Lusa, 11-09-2019

Nova representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau promete transição “suave”

A imagem pode conter: 1 pessoa, óculos graduados e closeupA nova representante do secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau, Rosine Sorri-Cloulibaly, prometeu hoje uma "transição suave" a ser feita com o Governo guineense para fechar a missão da organização no país.

"Como sabem com o fim próximo do mandato da UNIOGBIS (Missão Integrada da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau), em dezembro 2020, é importante assegurar que a ONU está a trabalhar para uma transição suave, envolvendo o Governo", afirmou a também chefe da missão, depois de um encontro com o Presidente guineense, José Mário Vaz.

Segundo Rosine Sorri-Cloulibaly, a ONU e o Governo estão a trabalhar para que as prioridades continuem a ser reforçadas e asseguradas.

A nova representante, que chegou a semana passada ao país, disse também que as necessidades vão ser asseguradas não só pelas agências da ONU, mas também pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que tem "tido um papel importante no sistema de pacificação do país".

Rosine Sorri-Cloulibaly foi entre 2016 e 2019 ministra da Economia do Burquina-Faso e trabalhou mais de 20 anos com a ONU, incluindo como representante especial adjunta no Burundi.

A nova representante sucede no cargo ao brasileiro José Viegas Filho, que completou a sua missão a 18 de maio de 2019.
Rispito.com/Lusa, 11-09-2019

Vladimir Deuna desiste de candidatura e apoia DSP nas presidenciais

Vladimir Deuna declara apoio à Domingos Simões Pereira, candidato do PAIGC às presidenciais 24 novembro. 
Hoje, em conferência de imprensa, Vladimir Deuna diz que a desistência de se candidatar independente vem na sequência de uma reflexão profunda, tendo concluído que DSP é o candidato que oferece melhor solução de paz e estabilidade para o país . 
Deuna aproveitou para anunciar ainda que já escreveu uma carta a direção do PAIGC solicitando o seu regresso a fileira dos liberdades.
Rispito.com/AC, 11/09/2012

terça-feira, 10 de setembro de 2019

CEDEAO afasta realização de novo recenseamento na Guiné-Bissau

Image result for cedeaoA missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que se deslocou à Guiné-Bissau na terça-feira afastou a possibilidade de realização de um novo recenseamento para as eleições presidenciais.

"A missão insiste, salvo consenso total da classe política, na manutenção dos cadernos eleitorais utilizados nas eleições legislativas de 10 de março para as eleições presidenciais", pode ler-se, no comunicado, divulgado na terça-feira ao final da noite, em Bissau.

"Além disso, o atual Governo resultante das eleições legislativas deve permanecer em funções até que sejam realizadas eleições presidenciais, de acordo com as decisões da última cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO", salienta.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais a 24 de novembro, mas a correção dos cadernos eleitorais para incluir cerca de 25.000 eleitores que foram recenseados, mas que não conseguiram votar nas legislativas devido a falhas técnicas, está a provocar tensão política no país.

Enquanto o Governo, através do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, está a proceder às correções que permitem àqueles eleitores votar, os principais partidos da oposição, Movimento para a Alternância Democrática e Partido da Renovação Social, insistem na necessidade de fazer uma atualização do recenseamento ou um novo recenseamento.

A missão da CEDEAO manifestou também estar preocupada com a criação no Governo da secretaria de Estado da Gestão Eleitoral e sugeriu ao executivo guineense que clarifique as suas atribuições ao presidente da Comissão Nacional de Eleições, bem como a todos os atores envolvidos nas eleições.

A CEDEAO pediu também ao Governo que finalize com urgência o orçamento para as eleições presidenciais, para que sejam solicitados os apoios necessários, destacando o nível apreciável de preparação do escrutínio.

Durante a sua estada em Bissau, a missão da CEDEAO reuniu-se com as autoridades guineenses, partidos políticos e candidatos às eleições presidenciais, bem como com os elementos da comunidade internacional.

A missão foi chefiada pelo ministro da Presidência de Conselho de Ministros da CEDEAO e chefe da diplomacia do Níger, Kalla Ankoura, e incluiu o ministro de Estado da Guiné Conacri, Youssouf Kiridi Bangoura, em representação do mediador e Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, e do presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi-Brou.
Rispito.com/Lusa, 10-9-2019

PRS diz que pretende travar tentativa de fraude do PAIGC nas eleições presidência

O chefe do Gabinete do Conselho e Jurisdição do Partido da Renovação Social (PRS), Anselmo Mendes, denunciou, durante a conferência de imprensa realizada esta terça-feira 10 de Setembro, que a persistência do PAIGC com a “correcção dos dados omissos”, ignorando a Lei e a Constituição da República, está relacionada com fraude eleitoral que o Governo de Aristides Gomes em orientação do PAIGC pretendem levar a cabo, tal como aconteceu nas eleições legislativas, em que colaboraram com o Gabinete de Apoio ao Processo Eleitoral e a  CNE para que o PAIGC ganhasse a eleição de Março. 

“Os erros e dados omissos de que hoje se fala como se tratasse de uma fatalidade ocorrida durante o processo de recenseamento eleitoral, quando na realidade são mais de duzentos mil nomes, deliberadamente afastados do caderno eleitoral. Que hoje são encarados pelo PAIGC como um bicho-de-sete-cabeças, não passa de uma oportunidade criada para mais uma orquestração de fraude eleitoral com vista às próximas eleições presidenciais de 24 de Novembro” acusou Anselmo Mendes. 

O chefe do Gabinete do Conselho e Jurisdição do PRS acrescentou que o PAIGC nunca foi transparente nas suas actuações políticas, por esse motivo acrescentou na orgânica do Governo “a dita Secretaria de Estado da Gestão Eleitoral”, usurpando as competências do GTAP e da CNE, com único objectivo de fabricar resultados eleitorais a favor do seu candidato. 

Assim, o PRS ameaça avançar com acções previstas na lei, para inviabilizar o acto do PAIGC empurrar o país para uma onda de crise política, disse Anselmo Mendes. 
Segundo Mendes, o Governo de Aristides Gomes está a violar a Constituição da República e o Regimento da ANP, por ter entrado em caducidade desde 04 de Setembro, quando completaram mais 60 dias sem que o programa do Governo e o Orçamento Geral do Estado fossem submetidos à plenária da Assembleia Nacional Popular, para efeito de discussão e aprovação. 

Por outro lado, os Renovadores exigiram ao Primeiro-ministro que clarifique a situação da droga apreendida no país e dos autores implicados neste crime alegando que o Governo é o principal suspeito, devido à coincidência de casos de circulação de cocaína no país nos dois sucessivos governos do PAIGC cheados por Aristides Gomes.
Rispito.com/e-Global, 10-09-2019

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Umaro Sissoco Embaló candidata-se à presidência e promete recuperar soberania

Umaro Sissoco Embalo (Privat)
Umaro Sissoco Embaló foi investido pelo MADEM como candidato oficial às eleições Presidenciais de 24 de Novembro. Embaló afirmou durante a cerimónia da sua investidura, que se for eleito chefe de Estado, a sua prioridade será a recuperação da soberania bissau-guineense como Nação. Referindo-se explícitamente à CEDEAO, Umaro Sissoco Embaló considerou que não faz sentido, que um país independente continue a submeter-se às ordens de pequenos Estados da África Ocidental.

Numa cerimónia marcada com muita solenidade, Umaro Sissoco Embaló foi investido como candidato oficial do Movimento para a Alternancia Democratica às presidenciais de 24 de novembro.

Após um juramento perante os membros do conselho nacional e militantes do Madem, Umaro Sissoco Embaló, prometeu, no seu discurso, que se for eleito presidente a Guiné-Bissau rapidamente recuperará a soberania do país que disse estar perdida.

Embaló cosniderou que não faz sentido, que a Guiné-Bissau, país que assumiu a sua independência de forma unilateral do colonialismo português, esteja agora a receber ordens, até de ministros de pequenos países da Comunidade Oeste Africana.

Braima Camará, líder do Madem foi mais claro quanto à esta questão. Não se comprende, disse Braima Camará que alguns dirigentes guineenses estejam a ser guardados por soldados de forças estrangeiras.
Rispito.com/RFI, 09-09-2019

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

JOMAV PROMETE RESGATAR A LIDERANÇA DO PAIGC NAS MÃOS DE DSP

A imagem pode conter: 1 pessoaO Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz promete resgatar a liderança do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) das mãos de Domingos Simões Pereira e derrota-lo nas próximas eleições presidenciais de 24 de novembro.

Mário Vaz que é militante do PAIGC, mas entrou em rota de colisão com o partido desde de Agosto de 2015, falava esta quinta-feira, 05 de setembro de 2019, na cerimónia de posse do diretor nacional de campanha e do mandatário da sua candidatura, Botche Candé e Eduardo Sanha, respetivamente.

Perante o seu movimento de apoio e membros do seu gabinete, o Presidente guineense fez lembrar a líder do PAIGC, Simões Pereira, que deve saber que o partido é dos verdadeiros militantes e simpatizantes e não de certo grupo de pessoas.

Em tom de crítica, Jomav como é conhecido o Presidente guineense, não escondeu o seu desacordo com a postura tomada pela direção do partido de expulsar um grupo dos militantes, sob alegacão de violação da disciplina partidária na votação do programa de governo.

Durante a sua longa intervenção, Vaz que terminou o seu mandato no passado dia 23 de junho, revela que durante 5 anos como Presidente da Republica sempre lutou pelo interesse e bem-estar do povo guineense.

A ocasião serviu para Jomav mostrar confiança na sua reeleição para o cargo e realçou o apoio e a contribuição de Botche Candé, o seu conselheiro, Eduardo Sanha, antigo ministro da Defesa Nacional e Biaguê Na Ntan, Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), na estabilização do país durante o seu mandato.

As divergências entre Mario Vaz e Simões Pereira são antigas. Primeiro, José Mário Vaz, que foi apoiado pelo PAIGC para chegar à Presidência da República, e depois, demitiu o Governo de Domingos Simões Pereira, em agosto de 2015, alegando estar na posse dr evidentes da corrupção, no executivo, e a falta de confiança mútua com o então chefe do Governo.

Depois, seguiram-se várias trocas de acusações e de argumentos entre os dois, até que, o PAIGC voltou a ganhar as eleições legislativas em março de 2019. José Mário Vaz recusou a nomeação do seu oponente, Domingos Simões, argumentando que não havia condições para uma coabitação, mesmo estando a poucos dias do fim do seu mandato presidencial.
Rispito.com/AC, 06-09-2019

Missão técnica e ministerial dos Emirados Árabes Unidos visita Guine-Bissau

A imagem pode conter: 1 pessoaUma missão técnica e ministerial dos Emirados Árabes Unidos chega no próximo sábado a Bissau para visita de prospecção visando investimentos nos domínios do Turismo, Agricultura e Energias Renováveis. 
A missão deslocara ao Arquipélago dos Bijagós para estudar as possibilidades de investimento naquela zona insular com potencialidades turísticas quer no domínio de massa ou luxo que no ecoturismo ou Turismo natural. 
A vinda de uma missão dos Emirados Árabes Unidos a Guine-Bissau constitui uma das primeiras acções de seguimento da missão que o Primeiro-Ministro Aristides Gomes efectuou em Agosto último a Abu Dabi.
Igualmente, está para breve a chegada de uma outra missão no âmbito do seguimento das recentes missões de Aristides Gomes ao estrangeiro. 
Trata-se de uma missão técnica de Timor-Leste que vem discutir com as autoridades guineenses alguns detalhes do apoio que o Governo de Dili vai desembolsar a favor da Guine-Bissau no quadro das Eleições Presidenciais de Novembro próximo. 
A missão técnica tem o beneplácito do Primeiro-Ministro Taur Matan Ruak para "prestar o apoio financeiro necessário ao povo irmão da Guiné".
O actual Governo constituido com o advento da nova Legistura, a Decima, aposta forte na diplomacia econômico para ajudar a cobrir o défice resultante das crises ciclicas dos últimos anos com reflexos na gestão das Finanças Públicas.
Encontro preliminar em Dili entre a Ministra dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Suzi Barbosa, e Secretário de Estado da Gestão Eleitoral, Justen Nosoline , com um dos responsáveis técnicos do Departamento do Governo timorense responsável pelas questões eleitorais. 
Encontro que se realizou a margem da visita do Primeiro-Mnistro a Dili no âmbito das comemorações do XX-Aniversario do Referendo Popular que conduziu a independência do Timor-Leste.
Rispito.com/Muniro Conte, 06-09-2019

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Minifestação contra a correção dos cadernos eleitorais

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Centenas de pessoas protestaram nesta 5ª feira (05 de Set) em Bissau contra a correção dos cadernos eleitorais para as eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.
"Estamos a reivindicar e a exigir a reposição da legalidade", afirmou Queba Djaite, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), líder da oposição na Guiné-Bissau e que vai apresentar Umaro Sissoco Embalo como candidato às presidenciais.

Além do Madem-G15 participaram no protesto pacífico, apoiantes do Partido de Renovação Social (terceira força no parlamento guineense), do movimento de apoio de José Mário Vaz, atual Presidente da Guiné-Bissau, que se vai recandidatar, da candidatura do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, e da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau.

A marcha decorreu entre o Espaço Verde e o Palácio do Governo, em Bissau.

Aqueles partidos e movimentos têm defendido a realização de um novo recenseamento ou atualização do anterior, alegando que a correção dos cadernos eleitorais é uma ilegalidade.

O Governo da Guiné-Bissau apresentou um plano de consolidação do registo eleitoral, feito para as legislativas de março, para corrigir dados eleitorais de quase 25.000 eleitores.

Estes eleitores foram impedidos de votar nas eleições legislativas devido a falhas técnicas registadas durante o recenseamento eleitoral e que levaram a que o seu nome não constasse nos cadernos eleitorais, apesar de muitos terem cartão de eleitor.
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e ar livre

A candidatura de Carlos Gomes Júnior considerou, em comunicado, que o "ato do Governo não se baseia em nenhuma lei do país e não reúne o consenso dos atores políticos nacionais".

"Esta candidatura apela a todas as partes interessadas neste processo de eleições presidenciais a se sentarem à mesma mesa e procurarem consensos propensos à pacificação e estabilização do país, porque já é tempo de oferecer ao povo guineense, principal vítima destas guerras fratricidas, um momento de paz e serenidade", lê-se no comunicado.

As eleições presidenciais na Guiné-Bissau estão marcadas para 24 de novembro e a campanha eleitoral começa a 01 de novembro.
Rispito.com/Lusa, 05-09-2019

Batalha renhida entre Jomav e Domingos Simões Pereira nas presidenciais

José Mário Vaz (esq.) e Domingo Simões Pereira (dir) (Fotos de arquivo/2014)
As eleições de 24 de novembro vão vincar ainda mais a oposição entre duas grandes figuras políticas: Domingos Simões Pereira, apoiado pelo PAIGC, e José Mário Vaz, presidente cessante, que se apresenta como independente.

Há uma grande expetativa por um duelo entre grandes figuras políticas nas eleições presidenciais de 24 de novembro na Guiné-Bissau. Os dois homens que ambicionam a Presidência do país, José Mário Vaz, à procura da reeleição, e Domingos Simões Pereira, que tenta chegar pela primeira vez à mais alta magistratura do país, têm origem no Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Previsões 
O analista político guineense, Augusto Nhaga, que considera José Mário Vaz e Domingos Simões favoritos, acredita que será uma disputa muito renhida. Mas destaca algumas diferenças entre as duas candidaturas: "Um tem o apoio da máquina do PAIGC, partido que suporta o Governo, partido da nova maioria parlamentar. O outro tem a imagem do Presidente da República e alguma franja da sociedade, que de uma forma voluntária ou não decidiu apoiar a sua candidatura”, diz.

Nhaga acredita que quem sair derrotado no embate terá algumas complicações, que poderão, eventualmente, contribuir para agravar a sua progressão na política: "Porque se um destes candidatos ganhar, vai consolidar a sua posição política e tentar, no máximo, fragilizar a parte derrotada. Por isso, ninguém vai baixar braços e ninguém vai encarar o processo com ânimo leve”.

Para Nhaga, Domingos Simões Pereira vai ter a máquina do PAIGC a acompanhar a sua candidatura, com o objetivo de tentar salvaguardar e consolidar a maioria governativa. "Porque com a sua vitória vai-se consolidar a maioria e projetar as próximas fases da luta. José Mário Vaz, por seu lado, vai tentar manter a sua linha de atuação, procurando novas alianças políticas.

Na eventualidade da vitória de José Mário Vaz, o analista aposta até em uma possível descontinuidade com o Governo do PAIGC. "Isso será uma situação um pouco mais delicada a qualquer dirigente ou militante do PAIGC. Em caso da segunda volta, toda a oposição vai-se posicionar ao lado de Mário Vaz, para ver se consegue a alteração do atual quadro político”, explica.

O analista afasta ainda qualquer cenário da violência física ou verbal, mas prevê muitas trocas de acusações entre os apoiantes, e também entre os candidatos.

Nas ruas de Bissau, os cidadãos desvalorizaram o duelo. A capacidade do futuro Presidente de unir o país foi considerado um critério mais relevante para os entrevistados, como disse Alice Moreira, cidadã: "Eu espero tudo. O importante é um deles ser dada a oportunidade para trabalhar e mostrar o que sabe fazer em prol da Guiné-Bissau”.

Alfredo Gomes, estudante, também valoriza a união e a estabilidade do país: "Neste momento, precisamos de um candidato capaz de unir a família guineense e também a própria imagem da Guiné-Bissau precisa de ser resgatada, a nível internacional".

Passado com divergências
As divergências entre Jomav e Domingos Simões Pereira são antigas. Primeiro, José Mário Vaz, que foi apoiado pelo PAIGC para chegar à Presidência da República, demitiu o Governo de Domingos Simões Pereira, em agosto de 2015, alegando os sinais evidentes da corrupção, no executivo, e a falta de confiança mútua com o então chefe do Governo.

Depois, seguiram-se várias trocas de acusações e de argumentos entre os dois, até que, o PAIGC voltou a ganhar as eleições legislativas em março de 2019. José Mário Vaz recusou a nomeação do seu oponente, Domingos Simões, argumentando que não havia condições para uma coabitação, mesmo estando a poucos dias do fim do seu mandato presidencial. Uma decisão que foi aplaudida, pelos apoiantes do Presidente cessante, e repudiada pelo PAIGC e os seus aliados políticos.
Rispito.com/DW, 05-09-2019

quarta-feira, 4 de setembro de 2019


JOMAV» OPTIMISTA EM CONTINUAR NO PODER

O Presidente da República (PR) cessante, José Mário Vaz, promete anunciar, na próxima quinta-feira (05), a composição o gabinete da directoria da campanha. José Mário Vaz diz sentir-se satisfeito com o desempenho das funções e quer continuar no cargo por mais cinco (05) anos

Esta segunda-feira (02) deveria ter uma pronunciação pública sobre as pessoas que devem trabalhar para a reeleição de Mário Vaz, mas o acto ficou adiado para daqui a três dias.

Ao lado de Mário Vaz está o seu conselheiro para a área da Defesa e Segurança, Botche Candé, que apoia esta intenção.

Na Quinta-feira passada (29 de Agosto), José Mário Vaz anunciou à sua intenção de recandidatar, na presença de jovens de diferentes zonas do país que compõem os movimentos de Apoio a Botche Candé e JOMAV.

O Presidente da Republica cessante prometeu continuar no próximo mandato para manter a paz civil, a tranquilidade interna e a liberdade como conquista do caminho da consolidação.

“ (…) Ao merecer a vossa confiança lutarei no próximo mandato tal como fiz neste para manter a paz civil, a tranquilidade interna e a liberdade como conquista do caminho da consolidação. As condições estão criadas para o progresso económico e social”, promete.

José Mário Vaz sustenta que os dinheiros a serem esbanjados durante a campanha eleitoral serão resultados da corrupção e da má gestão do dinheiro do Estado.

“Só não vê quem não quer ver”, adverte.

O presidente cessante diz que os que fazem marchas e vigílias enganam e mobilizam mulheres e jovens para servirem os seus interesses e que foram caladas em troca de nomeações de cargos Ministros, Directores ou em outras funções.

Além de José Mário Vaz, oito individualidades já manifestaram a intenção de concorrer nas presidências, nomeadamente, Carlos Gomes Júnior «independente», Domingos Simões Pereira «apoiado pelo PAIGC» e Umaro Sissoco Embalo «pelo MADEM-G15», o líder da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes na Bian, Iaia Djalo do Partido Nova Democracia (PND), Idrissa Djalo do Partido da Unidade Nacional (PUN).
Rispito.com/RSM, 05/09/2019

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A mais importante apreensão de droga no país. 

A Polícia Judiciária efectua as contas.
Até aqui foram 47 sacos de cocaína pura. Já se fala em mais de uma tonelada e meia de droga nesta segunda parte de telenovela de Canchungo no Norte.
Na primeira operação, foram apresentados 264 quilos de cocaína.

No total, Polícia Judiciária apreende cerca de duas toneladas de cocaína pura em duas operações em Cachungo e Caió no norte do país. 
É a mais importante apreensão na história de combate à drogra na Guiné-Bissau, com 1869 quilos de cocaína. 
A historia da operacao foi conhecido com as declarações do diretor adjunto da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, Domingos Monteiro.
Rispito.com/AC, 02/09/2019

Angola pode ser decisiva na política da Guiné-Bissau

Foi a entrada de Angola que forçou a CEDEAO a barrar os avanços antidemocráticos do Presidente da República guineense, José Mário Vaz

Recentemente, foi a entrada de Angola, através do pedido no Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) de "medidas punitivas" para pessoas e entidades que continuem a criar obstáculos à normalização da vida constitucional na Guiné-Bissau, que forçou a CEDEAO a barrar os avanços antidemocráticos do Presidente da República, José Mário Vaz (JOMAV).

Naquela oportunidade, a CEDEAO retirou os poderes do actual Presidente, aceitou a nomeação do novo Governo (eleito democraticamente) e exigiu a realização das eleições presidenciais, marcadas para 24 de Novembro deste ano.

Agora, a pouco menos de três meses da votação para a escolha do próximo Presidente na Guiné-Bissau, Angola volta a ser decisiva para sabermos qual o rumo que país irá tomar.

Ocorre que entre os concorrentes ao cargo de Presidente há dois nomes com uma vida cheia de memórias não muito agradáveis aos angolanos e ao povo guineense, sobretudo neste momento em que Angola faz do combate à corrupção uma bandeira para a consolidação da estabilidade económica: Carlos Gomes Júnior (Cadogo) e José Mário Vaz (Jomav).
Ambos trocam acusações recíprocas de desvio do substancial valor de USD 12 milhões. Há áudios e vídeos que circulam nas redes sociais onde ambos tratam do assunto sem o menor pudor, mas sempre através de acusações contra o outro. Se apenas um deles ou se ambos, o certo é que são os próprios Jomav e Cadogo que trazem à tona a autoria de desvio de dinheiro que constitui um prejuízo financeiro aos cofres públicos angolanos.
Na Guiné-Bissau, o actual procurador-geral da República, Ladislau Embassa, é visto como “homem do Jomav” e, para alguns juristas e políticos, somente através de uma pressão internacional o caso do desvio dos 12 milhões de Angola seria investigado. Carlos Gomes Júnior afirma que “não cairá sozinho, pois Jomav vai junto com ele”. No entanto, nada disso ocorrerá, se Angola, parte interessada na recuperação do dinheiro desviado, deixar que ambos sigam impunemente no mundo da política.
Na Guiné-Bissau, as Primárias do PAIGC, do dia 23 de Agosto, definiu o nome do seu líder Domingos Simões Pereira (DSP) como o candidato às presidenciais de 24 de Novembro por este que é o maior partido do país. Na opinião dos analistas políticos e jornalistas internacionais, este resultado foi a primeira derrota de Jomav e Cadogo. Ambos teriam apoiado, sobretudo financeiramente, o concorrente do DSP para impedir que o líder do PAIGC fosse escolhido o representante do partido na corrida presidencial que se avizinha. 
“Milhões foram usados para a compra de votos, mas apenas 65 se deixaram corromper”, afirmou um quadro da Polícia que pediu sigilo de fonte. Confiante no poder do dinheiro, Cipriano Cassamá, actual presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, havia anunciado em Luanda que seria candidato ao cargo de Presidente da República. Ao que parece, faltou combinar com os quadros superiores do PAIGC. 
“A compra de votos será a arma de Cadogo e Jomav”, afirma a mesma fonte policial. Esse sentimento de impunidade permite que estes candidatos sigam a trocar acusações mútuas; tentassem impedir que o principal concorrente (DSP) vencesse as Primárias e agora usem artifícios inaceitáveis para impedir que os trabalhos de preparação do processo eleitoral avancem. 
De acordo com diversas autoridades da Guiné-Bissau, impedir que haja eleições ainda é a primeira estratégia dos opositores do PAIGC. A segunda arma será a compra de votos e a terceira, e última, a consumação de um golpe, caso a iminente vitória do DSP seja confirmada. 
Domingos Simões Pereira goza de excelente prestígio entre os eleitores da Guiné-Bissau e também junto à comunidade internacional e deverá repetir nas presidenciais de 24 de Novembro os bons resultados das últimas eleições legislativas no país, quando venceu todas elas. O papel de Angola será decisivo para que esta vitória do DSP possa ser consumada já na primeira volta, caso traga para o debate eleitoral a cobrança dos 12 milhões de dólares. O povo da Guiné-Bissau não suporta mais tanto sofrimento. A democracia agradece.
Rispito.com/Angop, 02/09/2019

Médica cozinheira inicia produção de iogurte grego na Guiné-Bissau pela saúde das crianças

Médica cozinheira inicia produção de iogurte grego na Guiné-Bissau pela saúde das criançasMaísa Gomes Cabral dos Reis é médica e enquanto aguarda a sua integração no sistema de saúde guineense, de onde saiu para fazer o mestrado, criou os iogurtes N’Té para melhorar a saúde da populaçao guineense.

“Sempre quis fazer algo pela saúde, para melhorar a saúde da população guineense e pensando nas crianças que é o género mais vulnerável da população decidi criar esta linha de iogurtes grego natural feito e produzido cá na Guiné-Bissau”, disse à Lusa a médica, de 37 anos.

Aliando a sua especialidade em Saúde Pública - depois de estudar medicina na Rússia, fez uma pós-graduação no Burkina Faso e está a acabar o mestrado em Epidemiologia no Gana - ao seu gosto pela cozinha e ao facto de estar farta de ficar em casa sem nada para fazer criou o N’Té, o primeiro iogurte grego natural produzido na Guiné-Bissau.

“Antes fazia para as minhas crianças, mas depois pensei e disse ao meu marido e se fizéssemos algo não só para as nossas crianças, unindo o útil ao agradável”, explicou.

E assim começou o N’Té.

Mãe de quatro filhos, Maísa Gomes Cabral dos Reis trazia, sempre que viaja a Portugal de férias, uma mala só com iogurtes. Como ela, as suas amigas.

“Este ano não fomos de férias e decidi lançar estes iogurtes para ajudar não só as minhas crianças, mas também as outras para termos um iogurte mais cremoso, natural e feito na Guiné-Bissau. Por isso abracei este projeto com muito amor”, salientou Maísa Gomes Cabral dos Reis.

O que a médica guineense não esperava é que o número de encomendas e de clientes aumentasse tão depressa, estando em curso a contratação de pelo menos duas pessoas.

“É verdade. Quase que não dou conta, mas é um projeto para a vida. A curto-prazo estamos a projetar fazer chegar o iogurte aos minimercados da cidade, nas tabernas, porque não vamos continuar a fazer a entrega ao domicilio, como agora”, disse.

Atualmente, o N’Té pode ser encomendado pela página no Facebook, criada com o mesmo nome do iogurte, ou telefonar, mas Maísa Gomes Cabral dos Reis pretende torná-lo mais visível e deixar de o entregar diretamente às pessoas.

A ideia é que o produto passe a estar disponível em mais estabelecimentos comerciais e criar num futuro próximo uma unidade de produção.

“Eu tive um sonho e tenho ainda que é poder levar o nome da Guiné-Bissau, que é o país que eu amo, além-fronteiras. Quem sabe um dia produzir o iogurte grego e comercializar. Este é o nosso plano a longo-prazo”, afirmou.

Maísa Gomes Cabral dos Reis e o marido, que abraçou a ideia da médica desde o primeiro momento, viajam e importam as boas ideias.

“Temos potencial e temos de divulgar esta boa imagem da Guiné-Bissau para não ficarmos só no país politicamente instável”, disse.

Questionada sobre a sua outra carreira, a de médica, Maísa Gomes Cabral dos Reis não tem dúvidas de que a medicina está no “meio tudo”.

“A medicina não é só tratar, mas também prevenir. Se tivermos uma boa alimentação, não vamos ter doenças. Isto liga a saúde alimentar, usamos leite testado e certificado no laboratório para o iogurte chegar em boas condições à população guineense”, afirmou.

O N´Té tem um prazo de validade de 15 dias desde a sua produção e deve ser mantido no frigorífico.
Rispito.com/Lusa, 02/09/2019