terça-feira, 27 de junho de 2017

José Mário Vaz "chega dois anos e meio atrasado" ao admitir convocar eleições antecipadas

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, “chega dois anos e meio atrasado e continua a insistir num caminho que não lhe é dado”, declarou o antigo primeiro-ministro guineense, à margem da cerimónia de posse como académico correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, em Lisboa.
O chefe de Estado guineense pediu  unidade aos guineenses e admitiu, pela primeira vez, convocar eleições caso não seja encontrada uma solução para o impasse político em que o país vive.
Comentando estas declarações, Simões Pereira começou por lamentar que o Presidente “só chegue a esta conclusão agora” e reiterou a necessidade de ser cumprido o Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo consensual com todas as forças políticas com assente no parlamento guineense.
“Este é o primeiro pressuposto da Constituição. Quando o Presidente começou por invocar a existência de uma nova maioria chamou-se-lhe a atenção que o dispositivo constitucional dá-lhe como competência convocar eleições para validar a representatividade. Não o quis fazer”, considerou o líder do PAIGC.
Para o ex-chefe do Governo guineense, José Mário Vaz “demarca-se, mais uma vez, do Acordo de Conacri e confronta todas as entidades e o próprio povo”.
“Diz que vai devolver a palavra ao povo, mas na verdade está a confrontar o povo, porque recusa a implementação da Constituição e agora também se demarca do Acordo de Conacri”, criticou.
Domingos Simões Pereira insistiu: “O Presidente tem de cumprir o Acordo de Conacri. O voto do povo, em democracia, é uma ordem”.

José Mário Vaz também pediu  entendimento entre os partidos, “sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos 15″, alertando que, caso contrário, “é impossível o programa do Governo e o Orçamento Geral de Estado serem aprovados”.
Posição que o antigo primeiro-ministro disse receber com surpresa.
“Surpreende-me que o Presidente esteja a pedir consenso à volta da aprovação de um programa e de um Orçamento de um Governo inconstitucional e que não está consagrado no Acordo de Conacri”, afirmou Simões Pereira.

DSP condena corte de emissões da RTP e RDP no país
Na ocasião, Domingos Simões Pereira lamentou a decisão do Governo guineense de cortar as emissões da RTP e RDP no país, que considerou "uma demonstração clara do regime" que escolhe "silenciar os cidadãos
"Temos pelo menos de assumir a ambição de sermos melhores do que aqueles que escolhem o caminho da censura e do silêncio, que, dizendo-se autoridades, invadem a privacidade alheia e disso se regozijam. Agora preparam-se, por exemplo, para cortar emissões da RDP e RTP porque algumas vozes aí difundidas não lhes são simpáticas. Para esses o caminho é sempre silenciar o povo", afirmou o responsável do PAIGC e antigo primeiro-ministro.

Domingos Simões Pereira falava segunda-feira na cerimónia de posse como académico correspondente da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, que decorreu hoje ao final da tarde, perante dezenas de convidados, que não couberam no auditório Adriano Moreira, na Sociedade de Geografia de Lisboa.
Em declarações aos jornalistas no final, o responsável do maior partido guineense afirmou que a decisão do Governo é "uma demonstração clara daquilo que é o regime implantado no país e que escolhe como caminho para sustentar esse regime o silêncio e a privação da voz dos cidadãos".
Simões Pereira recordou que, enquanto primeiro-ministro da Guiné-Bissau, ouviu, em várias circunstâncias, "cidadãos guineenses que ligavam e que expressavam o seu desconforto, inconformismo, reacção".
"Isso é um barómetro. Quem governa tem que ouvir vozes que discordam daquilo que nós fazemos. E quando nós escolhemos silenciar quem não está de acordo connosco, não estamos a representar a vontade popular", afirmou Simões Pereira, que tinha na lapela o símbolo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de que foi secretário-executivo.

Numa carta dirigida ao ministro da Cultura português - que tutela a RTP -, o ministro da Comunicação Social guineense, Victor Gomes Pereira, propõe "a suspensão de todas as actividades da RDP-África e RTP-África a partir do dia 30 de Junho, a fim de proporcionar que medida tendentes ao reatamento da cooperação, neste âmbito, caso ainda haja interesse e utilidade, sejam tomadas pelas autoridades portuguesas".

No seu discurso, o político guineense deixou um apelo à luta.
"Quem não se revê nessa postura, quem acredita naquela Guiné prometida e positiva, tem de se cultivar, assumir um compromisso consigo próprio e celebrar cada vitória do seu irmão, do seu companheiro ou do seu camarada, para juntos recolocarmos a nossa auto-estima e reconhecimento aonde já deveria estar ou de onde nunca deveria ter saído", disse.
Simões Pereira comentou que, quando surgiram problemas na Guiné-Bissau, pareceu que "tudo ruiu de vez e ficou difícil de encontrar pontas por onde reiniciar o rendilhado".
"Já não nos serve a simples constatação do que está mal. É mais que evidente que os anos que duraram o nosso coma colectivo produziram forças que tentam a todos o custo sequestrar e ter o controlo absoluto da sociedade e tudo farão para manter esse poder, senão mesmo para desenvolver outras amarras", considerou.

"Precisamos de despertar enquanto povo e de nos mobilizarmos para a luta, sem nunca esquecer que o fazemos não para substituí-los no poder mas pelo nosso apego à liberdade", sustentou.

Uma luta que "tem de ser geral e absoluta", avisou.
"Irá exigir de todos, de quem está na terra, de nós, políticos, da sociedade civil, do cidadão exigente e inconformado, mas também dos que estão fora, para juntos, questionarmos a nossa pertença a este esforço colectivo e darmos algum sentido e razão à nossa existência", defendeu.
Na sua intervenção, sobre "A liberdade como elemento de cultura - reflectindo a Guiné-Bissau", o novo elemento da Academia apresentou-se: "Tenho nome português, mas foi-me ensinado de seguida que não devia ter orgulho nisso".
"Mantenho as muitas coisas que sou de uma só vez: português de nome, africano de raça e terra e de cultura. Que venho eu aqui fazer? Eu pertenço aos comuns mortais, falo de Ronaldo e Messi, gosto de sardinha e cerveja e também das iguarias da terra", comentou.

Afirmou-se como membro de uma geração de africanos que vive "uma encruzilhada, entre a afirmação identitária e os processos que os acompanham". 
"Reclamamos sem reservas o orgulho que os nossos pais não puderam ter de ser, de se dizer ou mesmo de sentir pertença" a África, continuou.
"Somos africanos, mas isso não tem nada a ver com andar descalço, comer com as mãos ou acreditar em rituais de maldição e cura", declarou, recebendo fortes aplausos do auditório
Rispito.com/Lusa, 27/06/2017

segunda-feira, 26 de junho de 2017

PR ADMITE POSSIBILIDADES DE CONVOCAR ELEIÇÕES ANTECIPADAS

Depois de tanta jogada brusca e desorganizada dos que auto-proclamam serem "também políticos" numa republica onde a esperança do povo é cada dia adiada.
Depois de tanto castigo imposto ao povo de forma indevida, em que todos os envolvidos ninguém esta a ser visto como humilde ou salvador.

Depois de falhadas arbitragens do grande juiz da partida, perante avanços e recuos que provocou profundas divisões e desconfianças entre tudo e todos.
O presidente da Republica admitiu pela primeira vez a possibilidade de restituir o povo o seu poder de decisão, para escolher nova configuração do parlamento através de voto antecipado. Ou seja, José Mário Vaz admitiu a possibilidade de convocar eleições legislativas antecipadas para acabar com a crise.
O pronunciamento foi ouvido quando o chefe de Estado falava na Presidência guineense, no âmbito de um encontro com os líderes muçulmanos, por ocasião do final do Ramadão.
"Se não conseguirmos chegar a uma solução entre nós, eu, como Presidente da República, devolvo o poder ao seu dono e o dono do poder é o povo  para escolher quem devem escolher"...
"Estamos aqui hoje como dirigentes porque nos escolheu e nos deu esse poder, mas se os escolhidos vierem a deparar com problemas, so temos de devolver o poder ao povo para decidir outra configuração, porque não podemos continuar com essa situação que temos na nossa terra", disse José Mário Vaz.
No discurso, o chefe de Estado guineense salientou a necessidade de haver união devido aos desafios que o país vai enfrentar nos próximos 90 dias, incluindo com a saída da força de interposição da CEDEAO, a Ecomib, do país em Outubro.

Na declaração, o Presidente esclareceu também que há dinheiro para convocar eleições antecipadas.
"Há já uma coisa que vos quero garantir. O facto de não irmos a eleições por não haver dinheiro tem de acabar na Guiné-Bissau. A Guiné-Bissau é um país soberano", disse.
Assumindo que tem dinheiro para financiar eleições, o Presidente afirmou que se os guineenses quiserem hoje eleições que chama a Comissão Nacional de Eleições, "porque há dinheiro para ir a eleições".

Nesta base, José Mário Vaz agenda mais uma nova ronda negocial com o presidente do parlamento, do Supremo Tribunal de Justiça e os principais atores políticos signatários do acordo de Conacri para uma reunião, no Palácio da república.

Na proxima quarta feira (28) reunira com Presidente do Parlamento, Cipriano Cassama e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Sanha. 
E na quinta feira(29), sera a vez de  PAIGC, PRS e o grupo dos quinze deputados expulsos do PAIGC, tudo pela busca de soluções. 
Rispito.com, 26-06-2017

domingo, 25 de junho de 2017

JOSÉ MÁRIO VAZ ESTÁ REFÉM DE GRUPO DE PESSOAS USURPADORES DO PODER 

O presidente do (PAIGC, Domingos Simões Pereira, disse,  que com a Convenção Nacional do partido foi definido um plano para um Estado de Direito democrático.
«Nós daqui saímos com um plano e delineamos os nossos passos futuros para combater a corrupção e impormos disciplina como mecanismo único para que o bem comum prevaleça, a justiça impere e possamos edificar um Estado de Direito democrático, que o nosso povo há muito aspira e a que temos direito como todos os outros povos do mundo», afirmou à Lusa.

Domingos Simões Pereira falava durante o discurso de encerramento da primeira Convenção Nacional do PAIGC, que decorreu entre quinta-feira e este Domingo, em Bissau, na sede do partido, dedicada ao tema «Pensar, para melhor agir», inspirado num livro de Amílcar Cabral, que reúne intervenções num seminário de quadros de 1969 do fundador do partido.
«As recomendações incidem sobre a necessidade de se definir estratégias para assegurar o retorno do partido às suas linhas programáticas, aos seus valores e princípios ideológicos e o afastamento progressivo da linha de conduta que tem prosperado no nosso seio, tais como a erosão de valores, o afastamento dos princípios ideológicos e a instauração da indisciplina», disse.

em relação aos temas como a revisão da Constituição e da lei eleitoral, Domingos Simões Pereira explicou que o «partido tem agora uma posição clara e vincada sobre as linhas gerais que devem nortear» as reformas do quadro político institucional.
No discurso, Domingos Simões Pereira reafirmou necessidade de o Presidente José Mário Vaz, se «conformar à Constituição» ou «aplicar o Acordo de Conacri» e nomear primeiro-ministro Augusto Olivais.
«O Presidente da República não quer fazer nem uma coisa, nem outra, porque está refém de um grupo de pessoas que usurpara o poder e estão dispostas a tudo fazer, quiçá minar os fundamentos do Estado de Direito e da unidade nacional, para se manterem no poder sem qualquer legitimidade, pois nenhum desses atores políticos foi sufragado nas urnas para governar», salientou Domingos Simão Pereira.
A primeira convenção nacional do PAIGC ocorreu num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.

O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que ainda está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Rispito.com/Lusa, 25-06-2017

sábado, 24 de junho de 2017

Convenção Nacional do PAIGC recomenda revisão constitucional e semipresidencialismo

A primeira Convenção Nacional do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) recomendou hoje, em Bissau, a manutenção do regime semipresidencialista na Guiné-Bissau e uma revisão constitucional.
No âmbito do tema "Vicissitudes Constitucionais e Sistemas de Governo na Guiné-Bissau, um dos seis temas discutido na convenção, que decorreu entre quinta-feira e hoje, é recomendada a manutenção do "sistema de governo semipresidencialista" e a realização "urgente" de uma revisão constitucional".
A revisão constitucional deve "rever os pressupostos de exoneração do primeiro-ministro", ou seja, a "exoneração do primeiro-ministro deve acarretar a queda do parlamento e consequentemente a convocação de eleições antecipadas", de acordo com o texto da convenção.
A revisão deve também "definir claramente o que se entende por grave crise política que põe em causa o normal funcionamento das instituições e alterar o processo de nomeação do Procurador-Geral da República”. 
A convenção nacional, a primeira realizada em 60 anos de história do partido de Amílcar Cabral, defende também, no âmbito dos fundamentos da ideologia política, o regresso aos "princípios ideológicos do PAIGC", o reforço da formação ideológica dos militantes, a redinamização das escolas do partido, o fim da "impunidade no seio do partido" e a aplicação "rigorosa" de sanções disciplinares.
A revisão dos estatutos do partido, nomeadamente assegurar a participação do presidente do PAIGC no processo de escolha dos candidatos à Presidência da República e à presidência da Assembleia Nacional Popular (parlamento), e uma escolha mais rigorosa dos candidatos a chefes de Estado, são outras recomendações feitas.
Sobre a "Análise Crítica da Lei Eleitoral e da Lei-Quadro dos Partidos", defende a alteração da lei eleitoral para dar mais "atenção à participação das mulheres" e "reavaliar o método de Hondt para que a distribuição de mandatos tenha em atenção a evolução demográfica do país".
Sobre questões internas, a convenção nacional do PAIGC propõe o pagamento regular de quotas pelos militantes, que seja estabelecida uma quota de participação de 30% para as mulheres em todas as estruturas do partido e a criação de mecanismos para prevenir e combater a corrupção, oportunismo e nepotismo que "sejam observados no comportamento dos militantes e dirigentes".
A primeira convenção nacional do PAIGC ocorre num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.
O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Rispito.com/Lusa, 24-06-2017

MCCI AGENDA MAIS UMA MARCHA

O  próximo dia 8 de Julho é agenda de mais uma nova marcha pacífica, do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados isso depois da última ter terminado em confrontos entre os manifestantes e as forças de segurança.

A garantia da marcação dessa marcha é de Sumaila Djaló porta-voz da organização, numa conferência de imprensa esta sexta-feira (23 de Junho), com esclarecimentos de que tinham suspendidos a realização das marchas em respeito ao mês de Ramadão.

Os inconformados prometem endereçar na próxima semana uma carta ao Presidente da República, José Mário Vaz, para repisar na mesma tecla de solucionar o impasse.

Contudo, garantem que no dia 8 de Julho, vão sair na rua para uma nova manifestação independentemente da dinâmica social e politica que há no país. 
"A nossa luta não é só de marcha popular mas também temos a vertente pedagógica de acordo com cenários sociais e políticos em que estamos a viver. Neste momento, estamos no mês de djundjun por isso suspendemos a nossa manifestação, mas já as vamos retomar», afirmou Sumaila Djaló.
Rispito.com,23/06/2017

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Polícia dispersa grupo que tentou perturbar início da convenção do PAIGC em Bissau

A primeira convenção nacional do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) teve hoje início em Bissau sob forte medidas de segurança, depois de a polícia ter dispersado um grupo que tentou perturbar o encontro.

«Um grupo de jovens tentou perturbar e foi repelido pela Polícia de Ordem Pública (POP)», disse fonte da organização da convenção nacional do PAIGC, maior formação política da Guiné-Bissau.
Segundo a mesma fonte, o PAIGC já tinha informado as forças de segurança guineenses e a Ecomib, força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) destacada em Bissau, sobre a realização da convenção.

«Está tudo calmo e a convenção está a decorrer com normalidade», acrescentou a fonte.

Junto à sede do PAIGC, situada na Praça dos Heróis Nacionais ao lado da Presidência guineense, permanece um forte dispositivo de segurança, que está a condicionar a circulação de veículos naquela rotunda, no centro da capital guineense.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) iniciou hoje a sua primeira convenção nacional sob o lema «Pensar, para melhor agir».

Entre hoje e sábado, 600 delegados do partido vão debater temas que incluem os princípios e fundamentos ideológicos do PAIGC, os estatutos do partido, o papel dos jovens e das mulheres, a corrupção no país e o melhor regime político para a Guiné-Bissau.

A primeira convenção nacional do PAIGC ocorre num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.
Analistas defendem que apesar de não ser um evento deliberativo, terá algum peso na dinâmica interna do PAIGC, podendo reforçar a liderança de Domingos Simões Pereira.


“As convenções são feitas para reduzir a carga do próximo congresso e é o que o PAIGC está a fazer: preparar o próximo congresso para que não seja uma reunião em que a situação possa tomar rumos não desejáveis, tanto assim que é legítimo que a actual liderança se prepare para sair vitoriosa no congresso e preparar o partido para as eleições”, diz o jurista Suleimane Cassamá.

Por seu lado, na leitura do analista político Augusto Nhaga “a convenção devia ser mais um expediente para aproximar as partes e não um instrumento de confirmação de expulsão dos outros”.

Neste contexto, Nhaga considera que a convenção “não vai trazer nada de novo, se não, a confirmação da disputa interna dentro do partido”.


A convenção termina no sábado, 24.

O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela CEDEAO.
Rispito.com/Lusa/VOA, 22/06/2017

RTP/LUSA e RDP-África QUASE SUSPENSOS NA GUINÉ-BISSAU

Image result for RTP  AFRICAImage result for RTP E RDP AFRICAO governo guineense ameaça suspender a partir de 30 de Junho as emissões da RTP e RDP-África na Guiné-Bissau, com alegações na falta de cumprimento do protocolo assinado a 31 de Outubro de 1997 relativo à instalação de uma delegação da Rádio e Televisão Pública de Portugal no país.
"Infelizmente, todas as diligências feitas não tiveram os resultados esperados, com o agravante da recente substituição do delegado da RTP/Lusa em Bissau sem conhecimento prévio do ministro da Comunicação Social, como normalmente devia ser. 
Sendo certo que o desenrolar desta situação em nada abona o excelente nível de relacionamento entre as partes, o governo propõe a suspensão de todas as actividades da RDP e RTP a partir do dia 30 de Junho, a fim de proporcionar que medidas tendentes ao reatamento da cooperação, caso ainda haja interesse e utilidade.
Todos os detalhes dessa eventual suspensão constam numa carta que o ministro da Comunicação da Social, Vítor Pereira, enviou ao ministro da Cultura de Portugal, Luís de Castro Mendes.
 Esta decisão de fechar as portas da RTP e RDP foi tomada na reunião do Conselho de Ministros da semana passada, com fundamentos de que "Desde a sua criação, a RDP-África e a RTP não têm respeitado o espírito e a letra do protocolo adicional de acordo sublinhado nos aspectos editoriais, de conteúdo e da co-produção de programas, muito embora no comunicado final da reunião não consta nenhuma referência a esse assunto.
Rispito.com, 22-06-2017

BCEAO preocupado com atrasos nos pagamentos dos créditos nos bancos guineenses

Image result for bceao guine bissau
Image result for bceao guine bissauO Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) manifestou  preocupação com os atrasos nos pagamentos dos créditos nos bancos comerciais guineenses, na reunião trimestral com os diretores daquelas instituições.

"A avaliação que fizemos sobre a situação do sistema bancário globalmente mostra que há um bom desempenho ao nível dos principais indicadores de atividade e da solidez do sistema. Notámos, no entanto, com alguma preocupação que há um aumento da de degradação da carteira de crédito em mora", afirmou Helena Embaló, diretora-geral do BCEAO na Guiné-Bissau.
Segundo a diretora-geral, que falava em conferência de imprensa depois da segunda reunião trimestral entre o banco central e os bancos comerciais, os bancos comerciais guineenses têm "necessidade de reforçar as ações no sentido de saneamento daquela carteira".
Por outro lado, sublinhou Helena Embaló, os bancos também devem reforçar os fundos próprios para "preservarem a qualidade da carteira e a sua solidez financeira".
"O reforço dos fundos próprios dos bancos está em curso e também vamos tomar medidas necessárias para reforçar o esforço na recuperação do crédito", garantiu Rómulo Pires, representante dos bancos comerciais e presidente do Banco da África Ocidental (BAO).
Segundo Rómulo Pires, os bancos continuam a fazer o trabalho necessário para adotar a nova regulamentação para reforço dos quadros e investimento de sistemas informáticos.
"Saímos desta reunião com a convicção de que devemos continuar a zelar pela evolução positiva da nossa atividade, assim como pelas inovações em curso, nomeadamente a implementação de todas as reformas", disse.
Rispito.com/Lusa, 22-06-2017

PGR ESCLARECE A DETENÇÃO DE MANUEL DOS SANTOS

 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ordem dos Advogados pede demissão de PGR por perseguição a pessoas

Image result for basilio sanca guine bissauO bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, Basílio Sanca, pediu ao Presidente guineense, José Mário Vaz, para demitir o Procurador-Geral do país, António Sedja Man, por "perseguição às pessoas".
O bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau referia-se à prisão, durante 24 horas, de 'Manecas' dos Santos, dirigente político e um veterano da luta pela independência, detido, de segunda para terça-feira, por ordens do Ministério Público.
Segundo Sanca, o que está a acontecer com o comandante 'Manecas' não tem nada de realização da justiça. É apenas o uso do aparelho judiciário para perseguição das pessoas. O que é mau num Estado de direito, “o que é mau num país que se diz democrático".
Manecas dos Santos, que ficou com termo de identidade e residência, é suspeito de simulação de crime, por ter afirmado, numa entrevista a um jornal português, que a Guiné-Bissau poderia vir a ter um golpe de Estado se persistir a crise política no país.
Para o bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, só aquelas declarações não poderiam resultar na prisão de um dirigente político e ao ter acontecido o Procurador-Geral da República, "perdeu a confiança" para continuar a liderar o Ministério Público.
Basílio Sanca exige, por isso, ao Presidente guineense, que demita António Sedja Man por ter assumido uma decisão "que lesa gravemente o Estado de direito democrático" e as liberdades políticas.
O bastonário exige a demissão do Procurador-Geral da República porque não tem demonstrado competências técnicas e profissionais para dirigir o Ministério Público com autonomia, com a integridade para construção de um Estado de direito.
Rispito.com/Angop, 21-06-2017

PR NOMEIA SEIS NOVOS EMBAIXADORES

Sua excelência senhor Presidente da Republica, José Mário Vaz,  nomeou hoje seis novos Embaixadores e Plenipotenciários da Guiné-Bissau  para exerceram funções na Bélgica, Nigéria, Argélia, Etiópia, Guineé-Conacri e Gâmbia e demitiu embaixadores guineenses no Brasil e França.

São eles:
1 - Apolinário Mendes de Carvalho - Reino de Bélgica e União Europeia
2 - Henrique Adriano Silva - Republica Federativa da Nigéria 
3 - Pedro Maria Mendes Costa - Republica Democrática e popular de Argélia
4 - Carlos Edilson Marques Vieira - Republica Federal e Democrática de Etiópia
5 - Ernesto Muntaga Djaló - Republica da Guineé-Conacri
6 - Bailo Cassamá - Republica da Gâmbia

Exoneradas:
1 - Eugénia Pereira Saldanha Silva de Araújo - Republica Federativa do Basil
2 - Hilia Garez Gomes Lima Barber - Republica de França

São nomeações e exonerações cujo os decretos entram imediatamente em vigor.

MINISTÉRIO PUBLICO INVESTIGA MINISTÉRIOS DE FINANÇAS, DE PESCA E DE TRANSPORTE

Começa na próxima semana, o processo de extracção de certidões para dar continuidade das investigações à algumas direcções gerais dos ministérios das Finanças, das Pescas e dos Transportes que, supostamente, apresentam fortes indícios de praticas de crime de corrupção durante o primeiro Governo do PAIGC, liderado por Domingos Simões Pereira. 
A decisão vem do Ministério Publico da Guiné-Bissau... e, de acordo com e-Global, a Procuradoria-Geral da Republica (PGR) garante já ter concluído na semana passada, as investigações relacionadas com os casos conhecidos como Resgate dos Bancos Comerciais que envolve os ministérios da Economia e Finanças, das Pescas e dos Transportes. 

A fonte adiantou ainda que as diferentes Comissões de Inquéritos da PGR remeteram as conclusões ao Tribunal Regional de Bissau para efeitos de julgamento.

As investigações demonstraram o envolvimento em praticas de corrupção dos ex-ministros das Finanças, Geraldo Martins, das Pescas, lldefonso Barros e dos Transportes, João Bernardo Vieira. Todos membros do então governo liderado por Domingos Simões Pereira. 

Conforme Ministério Publico, adianta e-Global, as três figuras acusadas no processo são os principais suspeitos de crimes de desvios de fundos públicos entre 2014 a 2015. 
De acordo com a fonte. os suspeitos agora 8 dias para apresentarem as respectivas impugnações contraditórias os processos do Ministério Publico passam para o Juiz. Findo prazo, segue o passo de marcação das datas par audiências e julgamentos.
Rispito.com/e-Global, 21-06-2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Combatentes da Liberdade da Pátria em Cabo Verde solidários com Manecas Santos

Image result for pedro pires e jorge carlos fonseca presidente de cabo verdeImage result for pedro pires presidente de cabo verdeA Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria de Cabo Verde (ACOLP) manifestou nesta terça-feira, 20, a sua preocupação pela prisão do veterano da luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Manecas Santos, já libertado.

A delegação chefiada pelo antigo dirigente do PAIGC e antigo primeiro-ministro e Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, encontrou-se na Praia com o Chefe de Estado cabo-verdiano, a quem manifestou a sua posição.
Image result for iva cabral filha de amilcar cabralA filha do líder histórico Amílcar Cabral, Iva Cabral, e o veterano da luta de libertação Carlos Reis integraram a delegação.
Sem tecer grandes considerações, Pedro Pires disse, no final do encontro com Jorge Carlos Fonseca, que a Associação está preocupada e vai acompanhar com atenção a situação do antigo colega de luta, Manecas Santos.
“Sendo Manecas um antigo companheiro de luta e amigo”, Pires afirma que a ACOLP “defende a sua segurança e direitos”.
PAICV condena
Por seu lado, o PAICV, num comunicado de imprensa, considera a detenção de Manecas Santos um acto inqualificável, que demonstra uma grande falta de respeito e uma vã tentativa de humilhar um alto dirigente do PAIGC.
Para o maior partido da oposição cabo-verdiana, mandar deter o comandante Manecas Santos, pelo facto de ter emitido uma opinião enquanto cidadão, e numa sociedade que se diz livre, democrática e pluralista, “consubstancia um acto injustificável e com laivos de autoritarismo, e constitui, ademais, uma grave violação dos direitos humanos”.
O PAICV reitera condenar“veementemente a detenção que considera ilegal de Manecas Santos.
Refira-se que Santos foi colocado hoje em liberdade pelo Ministério Público sob o Termo de Identidade e Residência enquanto aguarda o processo em que é acusado de “suspeita de simulação de crime com base na entrevista", como disse o seu advogado de defesa Carlos Pereira.
Rispito.com/VOA, 20-6-17

Manecas em liberdade com termo de identidade e residência

O veterano da luta armada da Guiné-Bissau 'Manecas' dos Santos agradeceu esta terça-feira, em Bissau, a solidariedade demonstrada enquanto esteve detido e afirmou que vai continuar o seu trabalho no Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), noticiou a Lusa.
'Manecas' dos Santos foi detido segunda-feira em Bissau pela Polícia Judiciária (PJ) na clínica onde se encontrava internado.
Hoje (terça-feira), foi ouvido pelo Ministério Público, tendo acabado por sair em liberdade com termo de identidade e residência.
"Agradeço toda a solidariedade que foi demonstrada em relação a mim. Tenho a minha tarefa aqui no partido e vou continuar a realizá-la como se nada tivesse acontecido", afirmou aos jornalistas, na sede do PAIGC, em Bissau, onde foi recebido por dezenas de apoiantes.
Foto de António Oscar Barbosa.Foto de António Oscar Barbosa.Segundo o advogado do comandante, Carlos Pinto Correia, "Manecas" dos Santos foi ouvido no âmbito de um novo processo por suspeita de simulação de crime com base na entrevista que deu ao Jornal de Notícias.
O veterano da luta armada pela independência da Guiné-Bissau tinha sido ouvido, há cerca de um mês, pelo Ministério Público, na capital guineense, para esclarecer as suas declarações sobre a iminência de um golpe de Estado no país.
Na ocasião, acompanhado do advogado e de alguns militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), "Manecas" dos Santos disse ter reafirmado perante os magistrados o que é "apenas uma opinião".
Rispito.com/Lusa, 20-06-2017

Detenção prisional de Manecas grande asneira, uma desgraça nacional

Por: Abdulai Keita
A detenção prisional de camarada Comandante Manecas, um alto oficial das nossas gloriosas FARP na reserva, tendo-se desengajado dessa nossa sociedade castrense sem mácula nenhuma, ao contrário, só com distinções, é uma asneira grande. E pensada no fundo, no fundo, é uma DESGRAÇA NACIONAL. Condenável e a condenar, exigindo a sua libertação imediata, pelas seguintes razões.

1 – Os membros da sociedade castrense de todo o mundo e desde sempre, são cidadãos comuns à partida, como todos os outros cidadãos. Osmembros das nossas gloriosas FARP, sobretudo, aqueles da geração de camarada Comandante Manecas, dos anos entre 1963 e 1980 e que sempre se mantiveram firmes na linha originária desta nossa instituição não escapam a esta regra. Uns já nos deixaram e outros ainda encontram-se no nosso seio, estando ainda de vida.
                 

                        COMUNICADO DE IMPRENSA
A  Comissão Política do em portugal, reuniu-se hoje, 19/06/2017, com carácter de urgência, sob a Presidência do Camarada  Rui Pinto Ribeiro, 1º Vice-Presidente.
É com a estupefação que a Comissão Política do PAIGC em Portugal recebeu as informações atravez da comunicação social da detenção do Comandante Manuel Santos “Manecas” figura incontornável na Luta da Libertação Nacional, que merece todo o respeito de todos e cada um de nós.

Para a Comissão Política do PAIGC em Portugal, a detenção do Comandante constitui um escândalo sem precedentes, que não honra nem os mandantes e nem à Guiné-Bissau enquanto Estado de direito democrático.
Assistimos hoje, uma deriva total Presidente da República José Mario Vaz, com a atitude de amedrontar  tudo e todos, por forma a implementar o sonho da ditadura.
A Comissão política do PAIGC, considera este acto de cobarde, vergonhoso e que demonstra de certa forma, a fraqueza do Presidente da República e dos seus entourage.

A Comissão política do PAIGC decide;

Condenar com veemência a detenção do Comandante Manuel Santos “Manecas”, como um acto de total desespero, duma liderança frágil e falhada, movido de Ódio e malvadez.
A Comissão política alerta a todos os militantes e simpatizantes do Partido para estarem atentos e denunciem todos os atos prepectuados pelo actual regime.

Alertar a Comunidades Nacional e internacional e em particular o P5  sobre contornos difícil da crise política, é preciso adoptar medidas urgente para fazer face a situação actual

Exigir a libertação imediata e incondicional do Comandante Manuel Santos “Manecas”
                                                                                 
1º Vice-Presidente
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Dr. Rui Pinto Ribeiro