sexta-feira, 19 de julho de 2019

A imagem pode conter: texto
A imagem pode conter: texto
A imagem pode conter: texto

Governo marca para Agosto início de correcções dos cadernos eleitorais

Image result for odete semedo guine bissauO governo guineense marcou para 17 de Agosto, o início de correcções das omissões vericadas nos cadernos eleitorais do último  recenseamento eleitoral, com vista às eleições presidenciais de 24 de Novembro. 

Em comunicado, o Gabinete da Ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral, Maria Odete Costa Semedo, informou todos eleitores recenseados, cujos nomes não constaram nos cadernos eleitorais, que as correcções das omissões vão decorrer em todo o território nacional, a partir de 17 de Agosto até 15 de Setembro.

“Os locais e horários das correcções serão indicados e axados por editais, nos lugares públicos, pelas respectivas comissões do recenseamento e serão anunciados nos órgãos de comunicação social” lê-se no comunicado n°001/2019 do gabinete da Ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral.

Sobre essa decisão do governo, o Movimento para Alternância Democrática (MADEMG15), líder da oposição no país, vai manifestar a sua posição esta quintafeira, 18 de Julho, na sua sede nacional em Bissau. 
Rispito.com/e-Global, 19-07-2019

quinta-feira, 18 de julho de 2019



UE e Camões assinam acordo para gestão de migrações em Cabo Verde e Guiné-Bissau

Image result for uniao europeiaA União Europeia (UE) e o instituto Camões assinam na sexta-feira, no Mindelo, um acordo para um projeto que visa melhorar os níveis de segurança e da gestão das migrações em Cabo Verde e na Guiné-Bissau.

Trata-se do projeto GESTDOC - Modernização e Reforço da Cadeia de Identificação e Segurança Documental em Cabo Verde e na Guiné-Bissau, que pretende “melhorar a segurança e a gestão das migrações nestes dois países”, segundo uma nota da delegação da UE em Cabo Verde.

Com o propósito de contribuir para “o respeito dos direitos humanos e o combate ao tráfico de seres humanos a nível regional”, o GESTDOC é financiado pela UE e resulta da “identificação de necessidades de investimento na segurança documental, incluindo na segurança dos sistemas de registo e de identificação civil num quadro de modernização administrativa e de governação digital em Cabo Verde e na Guiné Bissau”.

O GESTDOC obteve financiamento através do Fundo Fiduciário de Emergência para África, o qual resulta de contribuições dos Estados-membros da UE, como Portugal.

O projeto está orçado em cinco milhões de euros e será implementado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua entre 2019 e 2022.

A assinatura do acordo, através do qual a UE delega no instituto Camões a gestão do GESTDOC, decorre no Mindelo, ilha cabo-verdiana de São Vicente.

Estarão presentes nesta cerimónia a embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, e o vogal do conselho diretivo do instituto Camões, João Neves.

Nesta cerimónia irá participar ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa, e a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro.

A assinatura do acordo vai realizar-se no final da XXIV Conferência do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o lema “A Mobilidade como Fator de Coesão e Construção de Cidadania na Comunidade dos Países da Língua Portuguesa”.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Rispito.com/Lusa, 18-07-2019

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A imagem pode conter: 1 pessoa, fato
Marcel de Souza, ex-presidente da Comissão da CEDEAO morreu neste dia 17 de Julho em Paris, de ataque cardíaco. Tinha 65 anos

PM acusado de nomear familiares sem qualificações

Guinea-Bissau und der Premier Minister (DW/B. Darame)
Movimento de Cidadãos diz que seria sensato se o primeiro-ministro reduzisse de 21 para 5 o número de conselheiros e assessores nomeados. Assessor de Aristides Gomes afirma que a questão está politizada.
A sociedade civil exige ao primeiro-ministro da Guiné-Bissau para revogar o seu despacho e reduzir de 21 para cinco o número de conselheiros especiais e assessores, reiterou nesta quarta-feira, dia 17, o Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI), que já enviou ao chefe do Governo uma carta aberta.

À DW África, Sana Canté, presidente do movimento que tem promovido marchas contra o regime do atual Presidente guineense, considera a iniciativa do chefe do Executivo guineense de "clientelismo e nepotismo".
"Viemos não só reiterar a revogação do despacho, mas também fizemos a proposta para reduzir ao invés de 21 colaboradores, contando com a nomeação do presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, como conselheiro especial, para cinco. Isto seria razoável e ético. Se quiser um conselho jurídico que vá pedir aos técnicos do Ministério da Justiça. Já temos um Governo com 30 membros, não justifica nomear mais 21 conselheiros”, declarou o jovem advogado.

"Aproveitamento político das nomeações”
Em reação às inúmeras criticas, tanto da sociedade civil como dos partidos da oposição, o assessor de comunicação social do primeiro-ministro, Muniro Conté, afirma que há uma deliberada intenção de politizar e diabolizar essa questão das nomeações.

"Para já não existe nenhuma norma que fixe o número de conselheiros que um titular de órgão de soberania deve ter. Há antecessores que tiveram mais conselheiros do que o atual primeiro-ministro”, disse o jornalista que já foi diretor da Rádio Nacional do país.

Conté adiantou em entrevista à DW África que as figuras indicadas são competentes e com muita experiência.
"O primeiro-ministro fez questão de nomear apenas pessoas com experiência e carreira. Repare que há antigos primeiros-ministros, ex-governantes, que embora tenham pendor da tecnicidade, mas tenham um passado onde provaram ter conhecimentos para as aéreas pelos quais foram nomeados”.

Refira-se que o primeiro-ministro, Aristides Gomes disse, na segunda-feira (15.07), que as nomeações de colaboradores para o seu gabinete não irão ficar pelas pessoas nomeadas e que a maioria não trará mais encargos ao Estado, por serem, disse, funcionários públicos já vinculados ao funcionalismo.

"PM nomeou familiares sem qualificações”
Para o líder juvenil Sana Canté, Aristides Gomes está a agir como os seus antecessores que na altura lideravam Governos inconstitucionais, nomeados pelo Presidente guineense, José Mário Vaz. Canté deu exemplo do Executivo chefiado por Umaro Sissoco, que tinha um número mais elevado de conselheiros e assessores, mas que na realidade era uma equipa nomeada à margem da Constituição.

Sana Cante diz que o mais grave é que  Aristides Gomes nomeou familiares, muitos deles sem qualificações e sem experiência profissional, para além de um exagero no número de conselheiros especiais. Facto que considera de um Governo em paralelo ao atual.

"Quando [Aristides Gomes] diz que nomeia os conselheiros especiais, não só cai na redundância, em repetir os cargos, ou seja, nomeia o conselheiro para área da comunicação social e assessores para a mesma área da comunicação, facto que se repetiu três vezes. Esses conselheiros, além de serem os seus familiares, não têm qualificações: vendo o despacho, nota-se claramente que estamos perante um conselheiro para assuntos especiais que é um engenheiro, num lugar que não é da sua área de formação, nós vemos ainda outros conselheiros que nem sequer têm formação superior, ou seja, são simplesmente chamados de senhores, e nós vemos ainda outros conselheiros que vêm mencionados sem qualquer título”.

Sobre as justificações dadas pelo chefe do Governo, o Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados entende que o facto de não constar do despacho que os colaboradores do primeiro-ministro não terão remunerações do Estado, significa que Aristides Gomes está a faltar a verdade.
"Ele veio justificar que vários dos nomeados já recebem salário no Estado, pelo que não vai acarretar mais encargos financeiros. Por que é  que  essa medida não vem expressa no despacho? Quando não vem no despacho o primeiro-ministro está a mentir e a insultar a inteligência do povo. Então que revogue  e deixe claro essa posição no novo despacho que vai produzir, aproveitando para eliminar as suas incongruências”. 

Muniro Conté, por seu lado, explica que a maioria das figuras nomeadas já recebia salários do Estado e não terá uma remuneração adicional da mesma fonte de rendimento.

"Em relação a essas pessoas, os ex-ministros e governantes nomeados, beneficiam da subvenção vitalícia. Ou seja, já recebem salários do Estado e só vêm como conselheiros para dar um valor acrescentado ao Gabinete porque os desafios são enormes e há muitos projetos em carteira, no âmbito do programa de governação”, disse Conté uma das figuras nomeadas pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau.

De acordo ainda com o responsável da imprensa do gabinete do primeiro-ministro há uma verba de incentivo aos nomeados que está a ser negociada com os parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau e que não será suportada pelo erário publico guineense.

Nesta terça-feira (17.07), o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), líder da oposição guineense, as nomeações feitas pelo primeiro-ministro são "irracionais, abusivas e provocatórias" por ocorrerem numa altura em que o Governo "não consegue pagar os salários atempadamente" aos funcionários públicos, diz em comunicado. O Madem considera ainda as nomeações de "esbanjamento do erário" por parte do primeiro-ministro o que é visto por aquele partido como prova de que o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), vencedor das últimas eleições legislativas, é incapaz de promover as reformas que o país precisa.
Rispito.com/DW, 17-07-2019

Candidatura de Carlos Gomes Júnior à Presidência da República pode causar cisões no PAIGC

Related imageCom o anúncio da candidatura independente de Carlos Gomes Júnior às presidenciais na Guiné-Bissau, está aberto o debate sobre uma eventual rutura no seio do PAIGC.
As ruturas, segundo alertam DW-África, têm sido recorrentes no Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) sempre que o assunto são as eleições presidenciais. Quando o partido escolhe um candidato, nem todos os militantes estão de acordo e, em diversas ocasiões, em detrimento do candidato indicado oficialmente, alguns preferem apoiar candidaturas independentes, como aconteceu em 2005, 2009, 2012 e em 2014.

Daí que já se discuta na Guiné-Bissau se a candidatura independente de Carlos Gomes Júnior, que liderou o PAIGC durante 12 anos (2002-2014), pode vir a causar alguma rutura no partido, cuja direção muitas vezes decide sancionar os militantes que desrespeitam a disciplina partidária.
"É uma possibilidade que não se pode descartar", diz o analista político Rui Semedo. "Carlos Gomes Júnior é uma figura que não só goza de popularidade a nível nacional, mas também a nível do próprio partido. Tudo vai depender do trabalho interno e do nível da fidelidade e da coesão interna do partido. Se isso vier a acontecer eu acho que também pode desgastar e muito as estratégias do partido", considera.

Rumo à estabilidade nacional?
Segundo a mesma fonte, a outra questão que se coloca é se, com uma eventual vitória eleitoral, Carlos Gomes Júnior, enquanto Presidente da República, será capaz de garantir a estabilidade almejada pelos guineenses. Rui Jorge Semedo tem algumas dúvidas, lembrando que "enquanto primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior não conseguiu fazer esse trabalho".
"Não sei se enquanto Presidente da República, realmente vai conseguir, tendo em conta uma relação de cumplicidade e de alguns atos, de conflitos com algumas lideranças militares. Isso pode ser um elemento fundamental, caso ele venha a ganhar as eleições", admite o analista.

Nas ruas de Bissau, muitos guineenses preveem mais divisões no seio do PAIGC, com a candidatura independente de Carlos Gomes Júnior.
"Eu acho que pode criar uma outra rutura em termos dos próprios militantes do partido que vão dispersar-se", afirma um estudante na capital guineense. Uma outra cidadã ouvida pela DW África considera, por sua vez, que Carlos Gomes Júnior "tem todas as condições para ganhar as eleições presidenciais, porque não lhe falta nada. A formação política tem suficiente, a postura e a conduta de um Presidente não lhe faltam".

Por outro lado, outro residente em Bissau fez questão de recordar um passado recente, desaconselhando a candidatura: "Ele é livre de se candidatar, mas recordando a situação que o fez sair da Guiné, acho que devia ponderar mais a questão da sua candidatura".

Recorde-se, que nas presidenciais de 2012, Carlos Gomes Júnior foi afastado, através de um golpe de Estado militar, quando se preparava para disputar a segunda volta do pleito, contra Kumba Ialá, entretanto já falecido.

Aguarda-se com muita expetativa a posição que será assumida pelo PAIGC, partido em que Carlos Gomes Júnior ainda é militante, refere DW-África.
Rispito.com/A Semana, 17-07-2019

terça-feira, 16 de julho de 2019

PAIGC incentiva candidatura de Simões Pereira

A comissão política do PAIGC em Cabo Verde manifestou hoje apoio a uma eventual candidatura de Domingos Simões Pereira às eleições presidenciais na Guiné-Bissau, considerando que o líder do partido tem melhores condições para liderar o "renascimento" do país.

"Na sequência das movimentações políticas na Guiné-Bissau, a comissão política do PAIGC em Cabo Verde vem, por este meio, manifestar publicamente o seu apoio ao engenheiro Domingos Simões Pereira, a quem encoraja a assumir a candidatura às próximas presidenciais, apresentando o seu projeto nas primárias do partido", manifestou em conferência de imprensa o presidente da comissão política do partido em Cabo Verde, Pedro Barbosa Mendonça.
O responsável político indicou que a comissão tomou a posição após recolher mais de 1.500 assinaturas de guineenses residentes em todo o país a apoiar uma eventual candidatura do líder do partido às eleições presidenciais, marcadas para novembro próximo.

Rodeado de outros membros do partido, Pedro Barbosa Mendonça disse que Domingos Simões Pereira é a pessoa que neste momento tem "melhores condições para liderar o renascimento do país", após cinco anos mergulhados em sucessivas crises políticas.

Apesar de ainda não ter manifestado intenção de se candidatar, Barbosa Mendonça disse que a comissão política incentiva Domingos Simões Pereira a avançar porque "acredita que poderá ajudar a resolver problemas candentes na Guiné-Bissau".
"O presidente do partido ainda não se posicionou definitivamente se vai candidatar ou não, é por isso que estamos a solicitar essa candidatura. Achamos que tem melhor projeto para a Guiné-Bissau", prosseguiu o dirigente partidário guineense residente em Cabo Verde.

Sobre o facto de o Presidente da Assembleia Nacional Popular e primeiro-vice-presidente do PAIGC, Cipriano Cassama ter já anunciado candidatura às presidenciais, Pedro Barbosa Mendonça afirmou que há "regras e princípios" dentro do partido e que quem vai decidir que candidato apoiar é o comité central, que é órgão máximo entre os congressos.

Quem também já anunciou a candidatura, mas como independente, é o antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, afirmando que quer "restituir a confiança" aos cidadãos, das instituições do Estado e ainda a credibilidade internacional do país.

Após a nomeação de um novo governo, o líder do PAIGC em Cabo Verde disse todos os guineenses acreditam que "é desta vez" que o país vai avançar.
"Chegou o momento que os guineenses devem pôr a mão na consciência e trabalhar para o desenvolvimento do país e os sinais que estão chegando demonstram que os guineenses estão a consciencializar-se nesta perspetiva, de fazer um trabalho em conjunto para o bem do país e não para interesse pessoal", disse.

Uma grave crise política teve início da Guiné-Bissau em 2015 após o Presidente guineense, José Mário Vaz, ter demitido das funções de primeiro-ministro o presidente do PAIGC, partido que venceu as legislativas em 2014, acusando-o de corrupção e nepotismo.

A crise levou ao encerramento do parlamento do país e, apesar da mediação da CEDEAO, o chefe de Estado nomeou sete primeiros-ministros, um dos quais duas vezes.
Rispito.com/Lua, 16-07-2019

Santos Silva visita Guiné-Bissau no fim do mês para "retomar cooperação"

Image result for santos silvaO ministro dos Negócios Estrangeiros português anunciou hoje que visitará no final deste mês a Guiné-Bissau, país com que Portugal espera retomar em breve os programas de cooperação.
"No dia a seguir [ao anúncio dos resultados] das eleições na Guiné-Bissau, telefonei para marcar uma visita imediata", explicou Augusto Santos Silva, durante uma audição pela comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

O chefe da diplomacia portuguesa adiantou que a sua deslocação à Guiné-Bissau decorrerá "entre os dias 25 e 27 deste mês" e terá como objetivo "retomar os programas de cooperação".

Santos Silva comentou que a cooperação com a Guiné-Bissau "esteve nos mínimos durante muito tempo".

As legislativas decorreram na Guiné-Bissau em 10 de abril, mas o Presidente da República, José Mário Vaz, só indigitou Aristides Gomes como primeiro-ministro quase quatro meses mais tarde e depois de ter recusado nomear para o cargo Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), vencedor das eleições.

O novo Governo foi nomeado a 03 de julho, quase quatro meses depois das eleições legislativas, e no último dia do prazo dado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Rispito.com/Lusa, 16-07-2019

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Carlos Gomes Júnior anuncia candidatura à presidência

O antigo primeiro-ministro guineense Carlos Gomes Júnior anunciou que é candidato independente às eleições presidenciais de 24 de Novembro.
O antigo primeiro-ministro guineense Carlos Gomes Júnior anunciou este sábado que é candidato independente às eleições presidenciais de 24 de Novembro, para “restituir a confiança” aos cidadãos, das instituições do Estado e ainda a credibilidade internacional do país.

Numa cerimónia num hotel de Bissau, perante dezenas de apoiantes, na sua maioria jovens, Carlos Gomes Júnior afirmou que em Dezembro próximo completa 70 anos, mas será já Presidente da Guiné-Bissau, por acreditar que será o eleito nas eleições presidenciais de 24 de Novembro.

O antigo primeiro-ministro guineense disse que “desta vez será diferente”, em alusão às presidenciais de 2012, nas quais foi afastado, através de um golpe de Estado militar, quando se preparava para disputar a segunda volta do pleito, contra Kumba Ialá, entretanto já falecido.

Na sua intervenção, Carlos Gomes Júnior saudou os antigos companheiros de luta política “por uma Guiné-Bissau melhor”, destacando o “líder carismático Kumba Ialá”, de quem disse ter a certeza de que, se estivesse vivo, estaria naquela sala onde anunciou a sua candidatura à Presidência da República.
Rispito.com/Indipendente, 15-07-2019
A imagem pode conter: texto

António Spencer Embal quer transformar sociedade guineense através da Cultura

A imagem pode conter: 1 pessoa, a sorrir, óculos de sol e closeupO novo secretário de Estado da Cultura da Guiné-Bissau quer utilizar o setor para promover rápidas transformações na sociedade, valorizando ativos, línguas e o Carnaval do país que, disse, deve ser internacionalizado como o do Brasil.

Em entrevista à Lusa, António Spencer Embaló, 41 anos, sociólogo formado em Portugal, disse que vê a Cultura guineense "para além do folclore, do ato lúdico", como "vetor de transformação social", fator de emprego e de criação de riqueza, sobretudo dos jovens, observou.

Embaló tem cinco pilares sobre os quais irá assentar a sua ação: Revalorizar os símbolos nacionais (hino e bandeira nacional), recentrar a marca Amílcar Cabral ("pai" da independência e que considerou ser o maior ícone nacional) na mente do guineense, recolocar as línguas da Guiné-Bissau no lugar em que devem estar, identificar o património material e imaterial da cultura e internacionalizar o Carnaval.

No geral, o novo secretário de Estado quer ver a Cultura a ajudar a formar "bons cidadãos, conscientes do seu dever cívico e respeitadores dos valores e regras sociais", enfatizou.

Em relação às línguas, o secretário de Estado antevê a criação de um instituto que vá cuidar das línguas maternas nacionais, do crioulo e do português, salientando o facto de a Guiné-Bissau ser, pelo menos, um país bilingue, mas onde a grande maioria da população não se expressa na língua oficial, o português.

"É nossa ambição que daqui a uma, duas décadas, a maioria da população guineense se expresse também na sua língua que é a portuguesa", frisou Embalo.

Sobre o Carnaval, maior manifestação cultural da Guiné-Bissau, o novo secretário de Estado da Cultura quer criar uma estrutura autónoma, tirando-o das mãos do governo, que o organiza anualmente, para que possa ser trabalhado para ser mais conhecido fora do país.

“[O Carnaval] é um dos ícones, é uma das manifestações culturais mais fortes que nós temos (…). A ideia é beber da experiência brasileira, em relação à sua promoção, mas a sua prática terá que ser nossa, porque nos temos um Carnaval muito vivo, muito nosso", defendeu António Embaló.

Primeira pessoa com cabelos ao estilo "rasta" a ser nomeada governante na Guiné-Bissau, Embaló enfatiza o facto de o seu partido, PAIGC, está dar mostras de evolução.

Embaló manifestou-se ainda satisfeito por não ser julgado pela forma como se apresenta, mas pelo que poderá aportar à sociedade, "independentemente de ter cabelo assim, assado ou cozido".
Rispito.com/Lusa, 15-07-2019

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Todos os países africanos vão ganhar com a zona de livre comércio, afirma o economista Carlos Lopes

O economista guineense Carlos Lopes salientou que todos os países africanos vão ganhar com o estabelecimento de uma zonza de livre comércio no continente, defendendo que a rapidez com que o processo está a avançar é "extraordinária".

Todos os países africanos vão ganhar com a zona de livre comércio, afirma o economista Carlos Lopes"Não há nenhum país africano que vá perder com esta zona de livre comércio, todos vão ganhar", disse o economista, acrescentando: "Há países que vão ganhar mais do que outros, quem vai ganhar mais é porque tem algumas vantagens comparativas, melhor infraestrutura, melhor base industrial, melhor quadro legislativo, e há muitos que por causa da sua pequenez ou debilidades específicas não vão aproveitar tanto quanto esses, mas todos vão ganhar".

Carlos Lopes falava aos jornalistas à margem de uma visita à sede da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, hoje, na qual recebeu o 'Prémio José Aparecido de Oliveira', "pelo elevado mérito e extenso contributo para a difusão dos valores da CPLP e a visibilidade da Comunidade".

África "tem grandes vantagens em estabelecer uma zona de livre comércio, mas estamos numa etapa de harmonização tarifária, portanto as tarifas em África vão ser eliminadas em cerca de 90%, e em matéria comercial 10% de não eliminação ainda é significativo, mas é um bom começo, um começo pragmático", considerou.

Citando as previsões que apontam para um crescimento para mais de 50% do comércio intra-africano, por oposição aos menos de 20% existentes atualmente, Carlos Lopes disse que o comércio informal vai deixar de fazer sentido "porque se se eliminam as tarifas, as pessoas podem pura e simplesmente passar de um país para o outro sem se esconder na informalidade, e isso vai ter grandes vantagens económicas".

O estabelecimento de cadeias de valor é outra das vantagens apontadas pelo antigo subsecretário-geral das Nações Unidas e responsável pela Comissão Económica da ONU para África, considerando que isso será "fundamental para a nossa industrialização".

Sobre a rapidez do processo, apelidada de "extraordinária", Carlos Lopes disse que "os países que não ratificaram estão mais dentro do [tempo] padrão do que os outros, que ultrapassaram tudo o que se podia prever, o que mostra uma grande vontade política", concluiu.

O Acordo de Livre-Comércio Continental Africano (AfCFTA) entrou em vigor em 30 de maio, depois de ter sido ratificado inicialmente por 24 países, e pretende estabelecer um enquadramento para a liberalização de serviços de mercadorias, tendo como objetivo eliminar as tarifas aduaneiras em 90% dos produtos, o que permitiria a criação do maior mercado do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 2,5 biliões de dólares.

O AfCFTA entrou em vigor oficialmente a 07 de julho - durante a cimeira da União Africana em Niamey, no Níger - nos países que o ratificaram.

O acordo não foi assinado ainda pela Eritreia, mas entre os países que o ratificaram contam-se as maiores economias africanas. Entre os países lusófonos, o acordo foi apenas ratificado por São Tomé e Príncipe, mas já foi aprovado por todos.
Rispito.com/Lusa, 12-07-2019

Capitão Zezinho renuncia à seleção da Guiné-Bissau

Image result for Capitão Zezinho renuncia à seleção da Guiné-BissauO capitão Zezinho renunciou à seleção da Guiné-Bissau, para se dedicar ao clube, informou 
a federação guineense, citando uma carta do futebolista dos eslovacos do FC Senica. Na carta, a que a Lusa teve acesso, Zezinho justificou a sua renúncia aos 'djurtus', que representou durante nove anos para se concentrar nos trabalhos da sua equipa.

Do seu verdadeiro nome José Mendes Lopes, Zezinho, atualmente com 26 anos, representou a seleção principal da Guiné-Bissau em 33 ocasiões e apontou dois golos. 
A renúncia do capitão da seleção guineense acontece um dia após o seu nome ter sido citado pelo assessor de comunicação da federação, Edgar Pires, como sendo dos jogadores que, alegadamente, sabotaram os trabalhos da equipa técnica na Taça das Nações Africanas (CAN), que decorre no Egito.

Além de Zezinho, o assessor de comunicação da federação apontou os nomes de Toni Sá Brito, Juari Soares, Pelé e Jonas Mendes, como sendo jogadores que teriam tentado sabotar os jogos da seleção no CAN em que a Guiné-Bissau acabou eliminada, logo na primeira fase, fruto de um empate a zero contra o Benim e de duas derrotas, por 2-0, diante dos Camarões e do Gana.

Na sua carta de renúncia, Zezinho, formado no Sporting, não se referiu às acusações que lhe foram dirigidas por Edgar Pires.

Também em carta, a federação lamenta a decisão de Zezinho, agradece-lhe a contribuição na seleção e diz que as portas da equipa se manterão sempre abertas.
Rispito.com/Record, 12-07-2019

quinta-feira, 11 de julho de 2019

A imagem pode conter: texto
A imagem pode conter: texto

Guiné-Bissau tem de passar da crise para as oportunidades - Carlos Lopes

A imagem pode conter: 1 pessoa, barbaO economista guineense Carlos Lopes defendeu hoje que a Guiné-Bissau "tem de passar rapidamente da crise para as oportunidades", lamentando que os "compatriotas embarquem em querelas e questões institucionais" que prejudicam o futuro do país.

"Estou esperançado que finalmente vamos poder inaugurar uma nova etapa, e estou muito feliz de ver consagrado o princípio da paridade e de o Governo ter uma composição etária que reflete mais a demografia do país", disse, quando questionado pelos jornalistas sobre os últimos desenvolvimentos eleitorais na Guiné-Bissau.

"Espero que possamos passar rapidamente à velocidade de cruzeiro em relação às premissas que têm mais valor para a Guiné-Bissau, que são as necessidades de desenvolvimento, o facto de o país, relativamente aos seus vizinhos, e a África em geral, estar bastante atrasado em tudo o que é transformação, consolidação de estruturas e potencialidades para a economia ser valorizada", defendeu o economista que já foi sub-secretário-geral das Nações Unidas e responsável pela Comissão Económica da ONU para África.

"Temos uma riqueza enorme de biodiversidade, grandes vantagens em ser um país relativamente pequeno, e devia ser mais fácil de gerir, mas infelizmente os meus compatriotas embarcam em querelas e questões institucionais que não ajudam a prever um futuro sorridente para todos os guineenses", lamentou.

Falando aos jornalistas à margem de uma visita à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, na qual recebeu o 'Prémio José Aparecido de Oliveira', "pelo elevado mérito e extenso contributo para a difusão dos valores da CPLP e a visibilidade da Comunidade", Carlos Lopes disse ainda que o país "tem tido a vantagem de, ao longo do tempo, ter eleições que são sempre aceites" pela comunidade internacional e local.

"o nosso problema é sempre pós-eleitoral, é a gestão do período pós-eleitoral", apontou, concluindo: "Espero que desta vez não voltemos a repetir a tendência de contestar resultados e não respeitar aquilo que são as escolhas das pessoas".

Mais de três meses após as eleições legislativas de 10 de março, o chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, rejeitou indigitar como primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, que depois acabou por indicar Aristides Gomes, então chefe do Governo cessante, para o cargo, o que o chefe de Estado aceitou, mas sem nomear imediatamente o novo executivo.

O novo Governo foi nomeado a 03 de julho, quase quatro meses depois das eleições legislativas, e no último dia do prazo dado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Rispito.com/Lusa, 11-07-2019

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Líder do PAIGC considera uma intenção anúncio de candidatura presidencial do presidente do parlamento da Guiné-Bissau

Image result for dsp guine bissauO líder do PAIGC, vencedor das legislativas da Guiné-Bissau, considerou hoje uma intenção pessoal o anúncio do presidente do parlamento e membro do partido, Cipriano Cassamá, de que será candidato à presidência do país nas eleições marcadas para novembro.
"Eu só posso compreender que Cipriano Cassamá esteja a manifestar um interesse, mais do que isso não posso dizer", afirmou o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), num encontro com as estruturas do partido, em Bissau.
Questionado pela Lusa, na terça-feira, em Angola, onde se encontra a assistir à Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Cipriano Cassamá, primeiro vice-presidente do parlamento guineense, anunciou ser candidato nas presidenciais marcadas para 24 de novembro.
"Depois de uma reflexão profunda, enquanto primeiro vice-presidente do partido [PAIGC], decidi candidatar-me às eleições presidenciais. Confirmo que sou candidato e serei candidato a essas eleições de 24 de novembro", afirmou Cipriano Cassamá.
O líder do PAIGC defendeu hoje que Cassamá, que é o primeiro vice-presidente do partido, tal como outros militantes, sabe que existem regras estabelecidas para a escolha de candidatos à presidência da República.
"A nível do partido não é assim que se escolhem candidatos presidenciais, não é assim que o estatuto estabelece os mecanismos de escolha dos candidatos presidenciais", observou Domingos Simões Pereira, salientando que Cipriano Cassamá "é responsável por aquilo que diz, ou aquilo que pensa".
Os estatutos do PAIGC preveem que o candidato às presenciais seja escolhido através de eleições primárias, a realizar em reunião do Comité Central (órgão máximo de decisão entre os congressos).
Na mesma declaração à Lusa em Luanda, Cipriano Cassamá alegou a existência de um acordo com Domingos Simões Pereira, em 2014, aquando de um congresso do PAIGC, no qual Pereira acabou eleito líder do partido.
Cassamá afirmou ter, na altura, desistido da corrida à presidência do PAIGC, possibilitando a eleição de Simões Pereira, pelo que, disse, agora "não haverá problemas" entre os dois.
"Domingos Simões Pereira é o presidente do meu partido. Com ele tenho uma aliança. Eu desisti no Congresso de Cacheu (2014). Fui com 379 delegados. Eu era candidato para ser presidente do partido. Dado algumas considerações, desisti da minha candidatura, fizemos uma aliança e ele é presidente do partido e continuo a ter muita confiança nele", referiu.
Confrontado com estas alegações, Domingos Simões Pereira negou a existência de qualquer acordo com Cipriano Cassamá.
"Eu sou presidente do PAIGC, não tenho acordos com militantes do partido. Eu tenho responsabilidades com os dirigentes e com os militantes", defendeu Simões Pereira.
Cipriano Cassamá disse que, caso seja eleito Presidente da República, indicará Domingos Simões Pereira, para o cargo de primeiro-ministro.
Mais de três meses após as eleições legislativas de 10 de março, o chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, rejeitou indigitar como primeiro-ministro o presidente do PAIGC, que depois acabou por indicar Aristides Gomes, então chefe do Governo cessante, para o cargo, o que o chefe de Estado aceitou, mas sem nomear imediatamente o novo exexutivo.
O novo Governo foi nomeado a 03 de julho, quase quatro meses depois das eleições legislativas, e no último dia do prazo dado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Rispito.com/RTP Noticias, 10-07-2019