segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

ALTOS DIRIGENTES DO PAIGC DESTACAM OS MAUS RESULTADOS DOS DOIS MANDATOS DO DSP

Três membros do Bureau Político do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), respetivamente Artur Silva, Mário Silva Sami e Cctávio Lopes, e dois membros do Comité Central, Gilberto Charifo e Houssein Farhat, numa "Carta Aberta" dirigida ao presidente do partido, Domingos Simões Pereira (DSP), lembraram que o presidente do partido se comprometera a não concorrer a um terceiro mandato à frente do PAIGC e destacaram os maus resultados durante os dois mandatos de DSP. 
Tendo em mira o Xº Congresso Ordinário do PAIGC, que deverá decorrer de 17 a 20 de Fevereiro, os cinco dirigentes recordaram a "conjugação de um conjunto de factores" que permitiram a vitória de DSP no congresso de Cacheu em 2014. 

"A sua eleição no cargo de Presidente do Partido no VIII Congresso Ordinário, por ter resultado da cedência dos demais candidatos e beneficiado de largo consenso das diferentes sensibilidades e correntes de opinião então existentes no seio do Partido, fez-nos acreditar que a sua liderança seria capaz de fazer uso dessa pluralidade e diversidade para maximizar os ganhos e conquistas eleitorais do Partido. 

Infelizmente, sob a sua liderança, nas eleições legislativas de 2014, o Partido perdeu 10 deputados, tendo decaído de 67 para 57 mandatos na Assembleia Nacional Popular (ANP), comparativamente as eleições de 18 de Novembro de 2008", referiram Os cinco signatários.

"Em 2018, no IX Congresso Ordinário realizado em Bissau, para o compensar da injustiça de ter sido demitido do cargo de Primeiro-Ministro (2015), e a fim de conferir um sinal inequívoco de coesão e unidade em torno da Direcção, nenhum dirigente se apresentou como candidato à liderança do Partido, permitindo" que DSP "fosse candidato único à sua própría sucessão e, consequentemente, reeleito para um segundo mandato de mais quatro anos. 

Em resposta a esse gesto, no decurso do Congresso que o elegeu para um segundo mandato - que termina a 5 de Fevereiro de 2022 - o Camarada Presidente assumiu compromisso público perante os militantes, responsáveis, Dirigentes do Partido que não se apresentaria a um terceiro mandato", lê-se no documento. 

O cinco signatários destacaram que nas eleições legislativas de 2019, com a liderança de DSP, o PAIGC "voltou a perder mais 10 deputados, caindo de 57 para 47 (em comparação as eleições de 13 de Abril de 2014)", considerado como o "pior resultado eleitoral de toda a história democrática do Partido em período de normalidade constitucional". DSP é igualmente criticado por "com apenas 47 deputados (..), após o seu nome ter sido (injustamente) recusado para o posto de Primeiro-Ministro pelo Presidente da Republica, ao invés de indicar para o cargo o nome de um dos Vice-presidentes, por ordem de precedência, conforme estabelecido pelos Estatutos do Partido, optou por uma escolha da sua confiança pessoal - Camarada Aristides Gomes, para formar uma nova coligação governativa".

"Este Governo do PAIGC, liderado por um Primeiro-Ministro por si escolhido, tinha a responsabilidade de organizar as eleições presidenciais de 2019, nas quais o Camarada Presidente impôS-se como candidato apoiado pelo PAIGC", lembraram os signatários que vincaram que o PAIGC ao "endossar a sua candidatura à Presidência da Republica, tinha perfeita consciência que a mesma, para além de violar os Estatutos do Partido (presidente do Partido e candidato ao cargo de Primeiro-Ministro), constituía ameaça e risco sério para a continuidade do Governo (em caso de derrota), mas ainda assim, julgou justo assumir e correr esse risco como forma de, mais uma vez, compensar o Camarada Presidente pelo facto de o seu nome ter sido recusado para o cargo de Primeiro-Ministro".

Para os signatários da Carta Aberta o partido "escolheu o melhor" para as presidenciais mas "não se preparou para o pior. A circunstância do Camarada Presidente ter sido declarado derrotado pelos órgãos competentes (CNE e STJ) em eleições consideradas livres, justas e transparentes pela comunidade internacional, organizadas por um Governo do PAIGC, chefiado por um Primeiro-ministro pessoalmente designado por si, teve, entre outros, as seguintes consequências: o Partido perdeu a Presidência da Republica; O Partido perdeu o Governo e Partido perdeu a maioria na ANP". 

Consequentemente, o PAIGC - maior Partido da Guiné-Bissau, sob a sua liderança, foi reduzido ao estatuto de maior Partido da oposição, com apenas 47 da outrora 67 deputados". Destacando a necessidade de "resgatar e repor o Partido (de massas) no seu espaço ideológico natural", os signatários denunciaram "as tentativas latentes da Direcção liderada pelo Camarada Presidente de restringir, constranger e suprimir o núcleo central da democracia (interna) que se consubstancia na pluralidade de candidaturas, o direito de eleger e ser eleito, bem como o voto livre e secreto, substituindo-os por uma interpretação sui generis de "lista única solidária", a ser apresentada pela direcção, sem possibilidade de concorrência e votação publica, ou seja "braço no ar". 

Os cinco signatários, membros do Bureau Politico e Comité Central, informaram ainda na "Carta Aberta" que vão apresentar no Congresso uma Moção de Estratégia Global que não será contra o Presidente do PAIGC ou a sua Direcção, mas será "uma agenda a favor do Partido que irá incorporar uma estratégia que permita reconquistar as posições políticas e institucionais que o Partido perdeu nos últimos 8 anos".

Artur Silva, Mário Silva Sami, Octávio Lopes, Gilberto Charifo e Houssein Farhat terminaram a "Carta Aberta" sublinhando que "perante este cenário difícil, mas profundamente convictos que colectivamente o Partido tem condições, competências e experiência institucional para dar resposta e inverter a posição de menoridade política para que foi relegada, o Partído deve protagonizar uma solução governativa, liderada pelo PAIGC, em conformidade com os resultadoa das eleições legislativas de 2019". 

E consideram que um "primeiro passo urgente e necessário nesse sentido é o abandono da agenda presidencial ea canalização dos esforços políticos do Partido para o seu objectivo estatutário e programático, a governação, Para tanto, basta que tenhamos humildade política para compreendere aceitar que os interesses colectivos devem prevalecer sabre as agendas pessoais de todos os militantes, independentemente das funções que exercem no Partido", lê-se no documento.


sábado, 15 de janeiro de 2022

Segundo candidato mais votado no congresso do PRS não reconhece resultados

O segundo candidato mais votado no sexto congresso do Partido da Renovação Social (PRS), terceira força política no parlamento guineense, Mário Fambé, disse que não reconhece a reeleição do líder do partido, Alberto Nambeia, à primeira volta.

Em nota enviada à agência Lusa, o mandatário de Fambé, atual ministro das Pescas da Guiné-Bissau, defende que, à luz do regulamento do congresso, Alberto Nambeia não atingiu o número necessário de votos para ser eleito à primeira volta.

"O candidato Alberto Mbunhe Nambeia obteve 44,8% dos votos dos delegados presentes no congresso, seguido do candidato Mário Siano Fambé, com 12,2%. Em termos do n.º 2 do artigo 3 nenhum candidato foi votado em lista uninominal por 50%+1 do total dos militantes com capacidade eleitoral ativa", lê-se no num requerimento enviado ao presidente da mesa do congresso.

No documento, assinado por Tibna Na Wana, mandatário de Mário Fambé, lê-se ainda que Alberto Nambeia obteve um total de 404 votos.

Ao anunciar os resultados da votação na quinta-feira, o porta-voz da comissão eleitoral, Carlos Biagué, disse que Nambeia obteve 405 votos válidos que lhe davam a maioria absoluta logo à primeira volta.
"Pede-se a realização da segunda volta nos termos do n.º 2 do artigo 3º do Regimento do VI Congresso e ordena-se a todas as diretorias que evitem fazer proclamações propagandísticas a indiciar a vitória de um dos candidatos", sublinha-se ainda no requerimento dos apoiantes de Mário Fambé.

Ao anunciar os resultados da votação para escolha do líder na quinta-feira, o porta-voz da comissão eleitoral, Carlos Biagué, afirmou que Alberto Nambeia tinha sido eleito à primeira volta por conseguir 405 votos válidos.

O mandatário de Mário Fambé contesta estes resultados e pede que se evite proclamar a vitória de um dos candidatos.

Contactadas pela Lusa, diferentes fontes da comissão eleitoral disseram, por um lado, que não tinham recebido qualquer reclamação e, por outro, que o assunto estava a ser analisado, ressalvando que os resultados foram proclamados na quinta-feira.

O sexto congresso do PRS deverá ser encerrado hoje e Alberto Nambeia, de 58 anos, tem previsto o seu discurso de consagração como líder do partido para um terceiro mandato de quatro anos.
Rispito.com/Lusa, 15/01/2022

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

CAN2021: Guineenses apoiam ‘Djurtus’ mas pedem jogadores mais responsáveis

Os guineenses continuam firmes no apoio à seleção nacional de futebol, que disputa a fase final da Taça das Nações Africanas (CAN) de 2021, mesmo depois da derrota de terça-feira, mas pedem mais responsabilidades dos jogadores.

A Guiné-Bissau estreou-se na terça-feira na CAN2021, a decorrer nos Camarões, com um empate sem golos, diante do Sudão, em encontro do Grupo D, tendo falhado uma grande penalidade nos minutos finais.

Na segunda ronda, agendada para sábado, a seleção guineense vai defrontar o Egito, que é treinado pelo português Carlos Queiroz e perdeu na terça-feira, por uma bola, com a Nigéria.

Apesar da derrota, vários guineenses disseram à Lusa que continuam a apoiar a seleção de futebol e ter boas perspetivas para o jogo frente ao Egito.

“As perspetivas são boas. Espero que a Guiné-Bissau consiga dar a volta por cima, tendo em conta os acontecimentos do último jogo, que não ganhou. Creio que vão usar a cabeça, entrar no jogo com a cabeça fria e tentar conquistar os primeiros três pontos no campo”, afirmou Luís Carvalho.

Luís Carvalho salientou também que há “uma nação atrás deles e devem acreditar”.

“Não é por falta de apoio. Há críticas, mas isso são coisas do futebol e ninguém gosta de perder. O Pelé deve continuar e concentrar-se no próximo jogo, que vai correr tudo bem”, acrescentou Luís Carvalho.

Pelé foi o jogador da seleção guineense que falhou a grande penalidade contra a equipa do Sudão.

“Eu acho que a expectativa é grande, não podemos perder a esperança acima de tudo. Nós somos uma nação, temos de ter confiança no nosso ‘team’ e isto é um trabalho de equipa. A união é que faz a força, portanto, estamos confiantes e vamos com garra”, afirmou Edilson Tavares.

Para Joaquim Afonso Lopes Júnior, outro adepto dos “Djurtus”, a expectativa é que a seleção ganhe o segundo jogo, porque toda a população está à espera da “vitória”.

“Estamos atrás dos Djurtus para dar força e confiança, porque no primeiro jogo queríamos a vitória, mas foi destino de Deus”, disse Joaquim Júnior.

Para Isidro Teixeira, a equipa no sábado poderá melhorar, mas lamentou a falta de preparação, que impede melhor jogo de equipa.

“Eu estive a ver o jogo e a questão principal é a falta de preparação de um conjunto. Havia iniciativas dos jogadores de tentar alcançar a área, mas em termos de conjunto a outra equipa foi melhor”, explicou Isidro Teixeira, antigo jornalista guineense da área do desporto, e mais duro nas críticas ao trabalho da seleção nacional.

Isidro Teixeira salientou também que é preciso mais “responsabilidade dos jogadores”, que não podem perder a bola “sem pressão”, salientando que houve falta de responsabilidade porque “milhões de guineenses e portugueses estavam a sofrer”.

“Isso é grave. O jogador quando entra em campo numa competição como a CAN tem de ter noção da responsabilidade. Perder bola é desastre no ataque, pois a equipa sofre contra-ataque”, salientou.

Isidro Teixeira disse também que o técnico guineense Baciro Candé não pode ter medo de fazer substituições e que a equipa não está preparada.
Rispito.com/Lusa, 14/01/2022

PRS revoluciona os estatutos e reelege  Alberto Nambeia

Nesta quinta-feira 13 de Janeiro foi conhecido o nome do novo presidente do Partido da Renovação Social (PRS), com a reeleição de Alberto Nambeia. Uma figura não consensual  e numa altura em que os militantes do PRS não se entendem. 

Na sessão de quarta-feira 12 de Janeiro, Elisabete Yalá, viúva do ex-presidente do PRS e antigo chefe de Estado, Koumba Yalá insistiu no apelo para a mudança, realçando os problemas de saúde de Alberto Nambeia.  

Ponto consensual no Congresso foi a revolução operada nos Estatutos do partido. Confirmou-se a previsão de o Secretário-geral passar a ser nomeado pelo Presidente pelo que perdeu quase os poderes que lhe mantinha intacto durante quatro anos entre cada congresso. 

Namir Tavares, porta-voz do Congresso ao abordar este assunto disse que os congressistas decidiram corrigir um problema de longa data e que é responsável pelo imbróglio que o PRS viveu, sobretudo nos últimos quatro anos. 
As mudanças nos estatutos do PRS não ficaram por aqui. Nos órgãos do Partido extinguiu-se a Comissão Executiva que foi substituída pela Comissão Permanente. Como fundamento, Namir Tavares destacou uma incoerência entre o nome e as suas atribuições. "Comissăo Executiva que não executa nada. É um órgão consultivo. Mas em vez de ficarmos assim, melhor é avançar com a Comissão Permanente", explicou. 

Ao longo destes anos o PRS viveu como um partido sem disciplina partidária. As decisões emanadas pela direção e o seu presidente não eram cumpridas e nenhuma consequência advinha. As mais marcantes foram as desobediências nos apoios. 
Nas últimas presidenciais a Direção do Partido, através do Conselho Nacional decidiu apoiar a candidatura de Nuno Gomes Nabian. Depois dessa decisão, tomada por um dos órgãos máximos do partido no intervalo de Congressos, um número significativo de dirigentes apoiaram outras candidaturas. 
Neste concurso, os estatutos são explícitos. As sanções começam por uma multa, suspensão, perda de mandato até à expulsão no partido. "As sanções serão aplicadas em conformidade com a gravidade. e depois de serem esgotados todos os procedimentos legais", explicou a porta-voz do Congresso. 

A reforma dos estatutos é já considerada como uma "revolução". Por exemplo, poderá ser previsto que o presidente do PRS seja alvo de uma moção de censura durante o seu mandato. Consta também no novo projeto de estatutos, já aprovado, mas que aguarda a anotação no STJ, que os membros do Conselho Nacional podem votar moção de censura, ou de confiança, contra o presidente do partido.

Por último, os estatutos precisaram a questão de obrigatoriedade de pagamento de quotas. "Antes não era obrigatório. Agora é obrigatória e os direitos dependentes de regularização das quotas. Quem não paga quotas não pode gozar de qualquer direito enquanto militante", esclareceu. 

Alberto Nambeia, o presidente cessante, apareceu na sala do Congresso muito debilitado e não teve participado nos trabalhos.
Contudo, Alberto Nambeia foi reeleito líder dos "renovadores", apesar da situação débil de saúde que apresentou aos delegados, durante os dias do Sexto Congresso dos "renovadores", depois de ter regressado ao país, depois de vários meses em tratamento médico no estrangeiro. 

Nambeia obteve mais de metade dos votos de pouco mais de 800 delegados, num processo eleitoral mais concorrido de sempre, com 10 candidatos, embora dois deles tenham apresentado a desistência, antes da votação, declarando apoio a Nambeia.
Rispito.com, 14/01/2022

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Guiné-Bissau desperdiça penálti a acabar e estreia-se com um nulo

Na cidade camaronesa de Garoua, a equipa comandada por Baciro Candé esteve mais perto de sair vencedora, mas não conseguiu materializar as oportunidades em golos.
AGuiné-Bissau estreou-se esta terça-feira na Taça das Nações Africanas 2021 (CAN) de futebol com um empate sem golos, diante do Sudão, num encontro do Grupo D, no qual desperdiçou uma grande penalidade na reta final.

Na cidade camaronesa de Garoua, a equipa comandada por Baciro Candé esteve mais perto de sair vencedora, mas não conseguiu materializar as oportunidades em golos.

Privados do capitão e guarda-redes Jonas Mendes, o mais experiente da equipa, com 50 internacionalizações, que testou positivo ao coronavírus, assim como Alfa Semedo (Vitória Guimarães), Nanú (FC Porto), Jorge Íntima, Mimito Biai (Académica) e Leonel Ucha Alves (Marinhense), os djurtus alinharam de início com outros jogadores que atuam em Portugal.

O técnico Baciro Candé utilizou os lusos Fali Candé (Portimonense), Sori Mané (Moreirense), Bura (Farense) e Jefferson Encada, que rescindiu com o Leixões antes de se juntar à seleção na prova, adiada para 2022, devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus. No segundo tempo, Frédéric Mendy, do Vitória de Setúbal, também foi opção.

Contudo, foi através do avançado Joseph Mendes que os guineenses criaram a primeira grande chance, com o cabeceamento do jogador dos franceses do Niort a passar muito perto do poste da baliza defendida por Abu-Eshrein, aos 17 minutos.

Só já perto do tempo de descanso, voltaram a surgir reais chances de perigo e para os dois lados. Primeiro, após um pontapé de canto, foi de novo Joseph Mendes (41) a cabecear por cima do ferro, e, já nos descontos, para o Sudão, Abdel Raman (45+2) permitiu uma boa defesa a Gomis.

No segundo tempo, a Guiné dominou e teve a iniciativa do jogo, apesar das escassas oportunidades criadas, sendo que, a oito minutos do apito final, os djurtus desperdiçaram aquela que foi melhor chance do desafio.

O médio Pelé, que em Portugal já representou vários clubes, o último dos quais o Rio Ave, não conseguiu converter em golo a grande penalidade defendida por Abu-Eshrein.

Na segunda ronda, agendada para 15 de janeiro, a seleção guineense vai defrontar o Egito, comandado pelo português Carlos Queiroz, que esta terça-feira foi derrotado pela Nigéria (1-0), e encerra a poule D diante das super-águias, em 19.
Rispito.com/DN, 11-02-2022

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Congresso do PRS arranca hoje após adiamento

Vários candidatos disputam a liderança do Partido de Renovação Social (PRS). Congresso da terceira força política mais votada no país decorre em Bissau.
O VI congresso do Partido de Renovação Social (PRS) da Guiné-Bissau começa esta segunda-feira (10.01) nos arredores de Bissau.

O evento, que deveria ter decorrido em setembro passado, foi adiado por duas vezes devido aos constrangimentos provocados pela pandemia da Covid-19.

Sob o lema "Legado Político de Kumba Ialá face aos desafios de desenvolvimento", o congresso vai decorrer até quinta-feira (13.01) e conta com 901 delegados que vão eleger a nova direção do partido.

Dez pessoas apresentaram candidatura à presidência do partido, entre as quais se destacam a do secretário-geral cessante, Florentino Mendes Pereira, do atual ministro das Pescas, Mário Fambé, de Artur Sanhá, Augusto Pequena, Certório Biote, Dionísio Cabi e Ibraima Sori Djaló.

O presidente cessante, Alberto Nambeia, que esteve vários meses ausente do país, é candidato a mais um mandato.

"Estão reunidas as condições necessárias para realizarmos o congresso", afirmou no domingo, em conferência de imprensa, em Bissau, Orlando Viegas, presidente da comissão organizadora do congresso e vice-presidente do PRS.
Rispito.com/DW, 10/01/2022

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Liga Guineense dos Direitos Humanos denuncia ameaças contra padre que criticou PR

A Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou, numa nota, alegadas ameaças contra a integridade física do padre Augusto Mutna Tambá, que criticou o Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló.

“A Liga Guineense dos Direitos Humanos registou com bastante apreensão a denúncia do reverendo padre Augusto Mutna Tamba, dando conta de ameaça de que tem sido alvo na sequência da reação às declarações da sua Excelência Senhor Presidente da República Umaro Sissoco Embaló ao reverendíssimo bispo de Bissau Dom Lampra Cá de forma desrespeitadora e muito pouco responsável”, lê-se na nota hoje enviada à Lusa.

Fontes da igreja católica explicaram à Lusa que o padre, coordenador da comissão da Associação do Clero Diocesano da Guiné-Bissau, tem sido alvo de ameaças de morte desde o dia em que publicou uma nota de repúdio às declarações do Presidente.

Augusto Mutna Tambá criticou as declarações de Umaro Sissoco Embaló, que convidou o bispo a entrar para um partido político em reação às palavras que este proferiu à saída de uma audiência com o primeiro-ministro, Nuno Nabiam, juntamente com outros líderes religiosos.

O chefe de Estado referiu que o lugar dos religiosos é nos seus locais de culto e que enquanto for Presidente da Guiné-Bissau estes não terão lugar no Palácio da República.

Para a Liga dos Direitos Humanos, a Guiné-Bissau é um país com diversidade onde, realça, existe a tolerância e o diálogo inter-religioso, que serve de exemplo para “muitos países de África”.
“A conduta dos autores dessas ameaças contrasta com a forma como a fé é professada pelas diferentes congregações religiosas que constituem o complexo tecido social deste país”, defendeu a Liga na sua nota.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos considera ainda que em democracia “nada obsta" que os líderes religiosos, “enquanto reserva moral e fonte de inspiração espiritual”, chamem a atenção à classe política.

A Liga pede ao Ministério Público a abertura urgente de um inquérito para apurar quem são os autores das ameaças contra o padre Mutna Tambá, a quem manifesta solidariedade, bem como ao bispo de Bissau e à própria igreja católica guineense.
Rispito.com/Lusa, 07/01/2022

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

APU-PDGB perde mais de 200 militantes a favor do PAIGC

A Assembleia de Povo Unido Partido Democrata da Guiné-Bissau(APU-PDGB) perdeu esta quarta-feira mais de 200 militantes, entre os quais alguns dirigentes, a favor do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) afirmou seu vice-presidente.

Em conferência de imprensa Batista Té disse que ele, membro fundador da APU-PDGB, e alguns dos seus seguidores decidiram se renunciar das suas militâncias naquela formação política liderada pelo actual Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, por motivos relacionados ao incumprimento e violação de princípios democráticos, definidos nos estatutos do partido.

Té afirmou que a sua formação política falhou, após recorrentes assinaturas de acordos com outros partidos, depois de ter assinado um acordo da incidência parlamentar com o PAIGC.

Declarou que após essa renúncia de militância no APU-PDGBA o grupo vai agora militar-se no PAIGC. Disse que a criação de novos partidos está a prejudicar a Guiné-Bissau.

Pediu aos jovens para não deixarem ser empurrados para a cultura de insultos aos mais velhos, porque não coaduna com seus princípios.

Por sua vez, o secretário regional e representante da província leste do APU-PDGB, Talibé Djau afirmou que alguns militantes da sua zona deixaram de acreditar na ideologia política de APU-PDGB razão pela qual vão abraçar outro projeto em prol do desenvolvimento da Guiné-Bissau e do Povo.
Rispito.com, 06/01/2022

Polémica entre Presidente e bispo de Bissau ganha novos contornos

Agudiza-se a polémica entre o Presidente guineense e o bispo de Bissau, que foi recentemente alvo de críticas de Umaro Sissoco Embaló. Igreja Católica não marcou presença nos cumprimentos de Ano Novo ao chefe de Estado.
A polémica entre Umaro Sissoco Embaló e o bispo da diocese de Bissau, Dom José Lampra Cá, começou no passado 29 de dezembro, quando o primeiro-ministro guineense, Nuno Nabiam, recebeu em audiência os líderes religiosos para abordar assuntos atuais do país.

Depois desta audiência, o bispo falou à imprensa. "A Guiné-Bissau não poderá ser feliz se os seus filhos
ou cidadãos não colaborarem no sentido de terem um comportamento moral e repreensível e também no sentido de assumirem a responsabilidade de poderem respeitar escrupulosamente as leis do país", disse na altura.

Estas declarações de Dom José Lampra Cá não caíram bem ao Presidente da República, que atacou o
líder religioso. "Eu não sei se o bispo faz política [partidária]. O que sei é que o lugar do bispo é na igreja, do imame é na mesquita e do pastor é no lugar de culto. Mas se quer fazer política que nos diga, há vários partidos que lhe querem dar o cartão e se quiser que o tome", disse Umaro Sissoco Embaló.

Onda de reações às críticas de Sissoco
Estas declarações do Presidente da República provocaram uma onda de reações, de padres a cidadãos comuns, que repudiaram a posição de Umaro Sissoco Embaló.

O sociólogo Infali Donque disse à DW África que a polémica "não faz sentido, na medida em que não se pode conotação dos bons ofícios das igrejas e outras confissões religiosas com um ato político."

A Guiné-Bissau é um Estado laico que apresenta várias dificuldades em quase todos os setores. O país está a ser marcado por forte desentendimento político entre o chefe de Estado e o primeiro-ministro, uma situação vivida há vários meses.

O antigo dirigente da Juventude Islâmica da Guiné-Bissau Malam Braima Sambú considera que as religiões e os seus líderes têm muito para contribuir na pacificação do país.

"Os religiosos devem ser reservados a esse papel de combater a divisão, de promover a verdade, de combater o ódio, sobretudo aqueles que odeiam o bem-estar e a competência, devem ser moralisados e trabalhados pelos religiosos para que possam dar o melhor que têm para a sociedade. E também devem ser os primeiros soldados da paz", destaca.
Rispito.com/DW, 06/01/2022

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Guineenses querem ver tribunais a decidir com rapidez e isenção – PR

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, afirmou hoje que os cidadãos querem ver a partir de 2022 os tribunais a decidir com rapidez, isenção e anunciou “um total empenho” para combater a corrupção e o tráfico de droga no país.

Ao dirigir-se aos elementos do poder judicial que lhe apresentaram cumprimentos de Novo Ano no Palácio da Presidência em Bissau, Sissoco Embaló considerou que o setor judicial foi, até finais de 2021, aquele que “foi no passado, muito abalado na sua reputação”.

O Presidente disse, contudo, que em 2021 o setor da justiça acabou por ser onde ocorreram “mudanças profundas” e que, observou, "dão esperanças aos guineenses”.

Em 2021 foi eleito um novo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o juiz conselheiro José Pedro Sambú, e o Presidente guineense nomeou Bacari Sanhá como novo Procurador-Geral da República.

“Os guineenses querem ver os tribunais a decidir com rapidez, isenção, competência, eficácia e rigor da lei”, afirmou Umaro Sissoco Embalo, que sublinhou o seu empenho pessoal ao lado dos operadores judiciários no combate à corrupção e na luta contra o tráfico de drogas.

O presidente do STJ salientou as “mudanças em curso” no setor judicial, mas apelou ao chefe de Estado para apoiar para que a justiça “seja mais bem administrada” aos cidadãos guineenses.

Também na cerimónia de apresentação de cumprimentos ao chefe de Estado, o presidente do Movimento da Sociedade Civil, plataforma que congrega mais de 100 organizações, Fodé Caramba Sanhá salientou que os guineenses esperam mudanças no setor da justiça, melhorias na gestão das Finanças Públicas, respeito pelos direitos fundamentais e “cumprimento escrupuloso” da Constituição da República “sempre obedecendo à separação dos poderes” entre os órgãos de soberania, disse.

O Presidente enalteceu o papel do Movimento da Sociedade Civil “no estabelecimento de pontes” entre atores sociais e políticos e ainda elogiou o trabalho das confissões religiosas do país na promoção do diálogo.

Embaló afirmou ainda que apesar das melhorias da imagem do país no plano externo, a Guiné-Bissau “continua a enfrentar muitas dificuldades”, agravadas, disse, pela pandemia da covid-19.
Rispito.com/Lusa, 05/01/2022

USE considera que país “reergueu-se ao sair de crises cíclicas” em 2021

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, defendeu hoje que o país “conseguiu reerguer-se em 2021 ao sair de crises cíclicas” e agora prepara-se para se lançar ao desenvolvimento.

Sissoco Embaló fez estas considerações ao discursar perante deputados, membros do Governo, chefias militares, elementos da sociedade civil que lhe foram apresentar cumprimentos de Novo Ano no Palácio da Presidência, em Bissau.

Dirigindo-se aos deputados, o Presidente guineense destacou que a partir de 2021 a Guiné-Bissau “deixou de ser um país que se sujeitava ao acompanhamento permanente da comunidade internacional”.

“O ano deixou uma marca profunda na restauração da imagem da Guiné-Bissau no concerto das nações. De um país que vivia de crises cíclicas e que por isso mesmo se sujeitava a um acompanhamento permanente da comunidade internacional, a Guiné-Bissau conseguiu reerguer-se e recuperar o respeito de países amigos e de instituições internacionais”, observou o chefe de Estado.

O Presidente aproveitou a ocasião para voltar a lembrar aos deputados que de acordo com a Constituição apenas o chefe de Estado tem poderes para operar mudanças nos outros órgãos da soberania.

“Mesmo na Coreia do Sul há separação de poderes, mas é verdade que o Presidente da República é quem nomeia, dissolve e empossa, isso demonstra a responsabilidade que o Presidente da República tem”, disse Embaló, que mantém um relacionamento tenso com o parlamento nos últimos tempos.

Por diversas vezes, o Presidente guineense ameaçou que poderia dissolver o parlamento.
“O parlamento deve contribuir para prevenir a radicalização política, deve promover o debate sereno das questões de interesse nacional, sem cair na agitação social. Os guineenses precisam do apaziguamento social e não do agravamento das tensões sociais e menos ainda de fraturas políticas”, notou Umaro Sissoco Embaló.

O primeiro-ministro, Nuno Nabiam, por sua vez, salientou “os ganhos significativos” alcançados pelo país na arena internacional, através de um processo de retoma de visibilidade e afirmou que os benefícios desse exercício se “vislumbram paulatinamente”.

A nível interno, Nabiam, que também mantém um relacionamento tenso com o chefe de Estado, admitiu que ainda existe “um longo caminho a percorrer e enormes desafios”, nomeadamente na consolidação de instituições da República, no processo democrático e na realização dos anseios dos guineenses.
“Esta gigantesca tarefa constitui responsabilidade de todos, mas particularmente dos titulares de cargos públicos”, defendeu o primeiro-ministro guineense.
Rispito.com/Lusa, 05/01/2022

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Parlamento guineense comunica ao Senegal decisão de nulidade do acordo de petróleo

O Parlamento da Guiné-Bissau comunicou esta semana ao Senegal a sua deliberação de considerar nulo e sem efeito o acordo de partilha do petróleo assinado entre os Presidentes dos dois países, disse nesta terça feira (04.01) à agência de notícias Lusa uma fonte da instituição.

De acordo com fonte do gabinete do presidente do parlamento guineense, em carta dirigida ao seu homólogo senegalês, Cipriano Cassamá enviou uma cópia da deliberação aprovada pela maioria de deputados em 14 de dezembro na qual deram como "nulo e sem efeito" o acordo de partilha do petróleo assinado entre os Presidentes da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e senegalês, Macky Sall.

"Senegal já foi notificado"
"Conforme manda a tramitação nestes casos, a carta seguiu através dos canais apropriados. O Senegal já foi oficialmente notificado da decisão soberana dos deputados", observou a fonte do órgão guineense.

O acordo, assinado em outubro de 2020, mas só revelado pelo primeiro-ministro guineense, Nuno Nabiam, em finais de dezembro de 2021, daria 30% para a Guiné-Bissau e 70% para o Senegal, em caso de descoberta e exploração do petróleo na Zona Económica Conjunta marítima constituída entre a Guiné-Bissau e o Senegal em 1993.

Ainda segundo fonte do Parlamento guineense, a notificação também seguiu para outras entidades internacionais, nomeadamente as Nações Unidas, União Africana e a comissão da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Rispito.com/DW, 04/01/2022

Guiné-Bissau será o cemitério do polémico avião 

Está longe de chegar ao fim o imbróglio do avião Airbus A340 retido em Bissau por ordem do primeiro-ministro, Nuno Nabian. 

Ainda com o país a aguardar pelas conclusões do inquérito sobre a proveniência e carga transportada, mas também pelas informações dos voos efectuados pelo aparelho nos últimos quatro anos, um novo elemento foi tornado público. 

A 28 de Dezembro, o primeiro-ministro recebeu representantes dos partidos políticos e da Sociedade Civil para abordarem os últimos acontecimentos na Guiné-Bissau. Expectavelmente, um dos temas abordados foi relativo ao "caso do avião". 

O aparelho, Airbus A340, terá sido abatido dois dias depois de chegar ao país, pelo que neste momento existem muitas questões pendentes em torno do mesmo. Internamente os ânimos parecem serenar porque nem todos sabem que o avião já não tem dono, pelo que uma das probabilidades é sua permanência sine die na Guiné-Bissau e Bissau será o cemitério do controverso Airbus A340.

 Nesta polémica as atenções focalizaram-se em rumores de uma suposta carga ilſcita que o aparelho teria transportado, enquanto o relatório for apresentado, as Os rumores e suspeições permanecem.

A questão do abate do avião foi fugazmente abordada pelo chefe do Executivo, Nuno Nabian, no quando foi ouvido no parlamento sobre a situação política do país, mas nem todos prestaram atenção ao assunto, que começou a cair no esquecimento. 

Para alguns observadores o aparelho permaneceu retido por decisão do primeiro-ministro, no entanto como o avião tem patente, não pode deslocar para qualquer destino. Segundo dados fornecidos pelos serviços aeroportuários, o avião entrou e aterrou na Guiné- Bissau com uma patente de Gâmbia 'C5', a qual já não é válida. 

Ainda não se sabe quais foram os motivos que estiveram na origem do abate, mas um técnico aeronáutico explicou que os abates dos aviões fazem-se por várias razões. Ou por estar fora de navegabilidade, ou por ter sido roubado ou por exportação para um país estrangeiro. "Podemos até dizer que este aparelho preenche alguns critérios atrás descritos. 

Mas, falta saber quem pode estar por detrás de tudo isso", disse o mesmo técnico. O Primeiro-ministro continua a defender que o aparelho entrou no país de forma ilegal, enquanto o Presidente da República diz tratar-se de um procedimento bem observado e com conhecimento de diferentes entidades da aviação civil. 

Umaro Sissoco Embaló garantira que, o A340 "é um avião de gente séria", e provavelmente mais sérios que ele mesmo. No entanto, nunca se soube quem é o proprietário do aparelho, nem foi tormado público o documento no qual o Chefe de Gabinete do Presidente da República pede autorização para o aparelho aterrar no aeroporto internacional de Bissau.
Rispito.com/e-Global, 04/01/2022

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Guiné-Bissau regista mais 33 novos casos

A Guiné-Bissau registou mais 33 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, que causa a doença covid-19, segundo os dados hoje divulgados pelo Alto Comissariado para a Covid-19.

Os dados indicam que, na semana entre 27 de dezembro e 02 de janeiro, foram registados mais 33 novos casos para um total acumulado de 6.499.

Dos novos casos, 31 foram registados no Setor Autónomo de Bissau e dois em Biombo.

O Alto Comissariado indicou também, na conferência semanal sobre a evolução da doença no país, que há 33 casos ativos no país e um total acumulado de 6.302 pessoas que recuperaram da doença.

O número de vítimas mortais manteve-se nos 149.

O secretário do Alto Comissariado para a Covid-19, Plácido Cardoso, insistiu na necessidade de as pessoas manterem a prevenção, nomeadamente uso de máscara e lavagem de mãos, e apelou às pessoas para se vacinarem, principalmente aqueles que ainda não foram tomar a segunda dose

A covid-19 provocou 5.428.240 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países.
Rispito.com/Lusa, 03/01/2022

domingo, 2 de janeiro de 2022

JOÃO BERNARDO VIEIRA QUER O GANHO DE PAIGC E POUPAR DSP 

JBV quer poupar DSP para próximo desafio ou embate das eleições presidenciais. Segundo a fonte bem próximo, João Bernardo Vieira quer assumir liderança do PAIGC e apoiar DSP nas próximas eleições presidenciais como candidato daquela formação política.

Segundo justificação de JBV, se DSP continuar na liderança do PAIGC, em caso o partido vier vencer as legislativas o estatuto do partido vai lhe obrigar a líder o executivo, o que pode comprometer a sua candidatura nas eleições presidenciais.

Logo se PAIGC não vier ter um candidato forte nas eleições presidenciais, vai sofrer derrota e o vencedor das presidenciais poderá demitir logo o governo a ser liderado pelo DSP, igual como aconteceu com governo de Aristides Gomes. Justificou o JBV!

Outra fonte do PAIGC nos informou que DSP já descartou a possibilidade de se concorrer a terceiro mandato a liderança do PAIGC e que vai apoiar JBV no congresso do partido que terá lugar no próximo mês de Fevereiro de 2022, mas não avançou se vai concorrer nas próximas eleições presidenciais.

Outra ala da direção do partido quer ainda DSP na liderança justificando que este não é o bom momento para o DSP deixar a liderança do PAIGC. O partido precisa ainda de um líder forte e popular reconhecido dentro e fora do país. Disse!

sábado, 1 de janeiro de 2022

LÍDER DO PAIGC CONSIDERA 2021 COMO ANO DE “MUITA TURBULÊNCIA” E INCERTEZA

O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, considera 2021 um ano de “muita turbulência, agitação e incertezas”, afirmando que o país carece de uma “liderança lúcida, esclarecida, comprometida e virada para o atendimento e satisfação das necessidades da população”.

“Infelizmente, seguimos o rumo da autodestruição, promovendo uma degradação acelerada de todos os indicadores da nossa vida económica, política, securitária e especialmente a social”, disse Pereira, esta sexta-feira, 31 de dezembro de 2021, em uma mensagem dirigida aos dirigentes e militantes do PAIGC, a partir da sua residência, em Bissau.

Simões Pereira argumentou que se registou uma ostentação pública da compra de consciência e instrumentalização de estruturas completas da sociedade guineense, sequestros, abstração à luz do dia, espancamentos de pessoas inocentes, humilhação pública de comunidades inteiras, prisões arbitrárias, “tudo com o fito de amedrontar e levar o povo à submissão à vontade e interesses de uma pessoa ou de um grupo de indivíduos”, assim como os serviços públicos degradam a uma velocidade incrível, ao ponto de os guineenses testemunharem uma paralisia sem precedentes na saúde e na educação, com reflexos terríveis na vida da população, na mesma altura em que se multiplicam a contratação de grandes créditos e a alimentação de uma vida de “abastança, luxo e turismo para uns quantos, em redor do regime”.

Simões Pereira afirmou ainda que o património público é dilapidado à frente de todos, para atender a interesses particulares e por conveniência, seja por via de compensações fraudulentas de terrenos públicos, seja por alienação indevida de edifícios de utilidade pública seja mesmo pela afetação direta do dinheiro dos contribuintes.

Para o líder do PAIGC, o atual regime não se coibiu de criar e multiplicar impostos, que chegaram à aberração de taxar o pensionista, de sancionar o pequeno produtor para aumentar a abastança dos privilegiados e de mais posse.

Pereira disse que a justiça vai sendo silenciada, dominada e paulatinamente convertida em um instrumento ao serviço dos “poderosos, para fabricar e implementar leis por encomenda e em função dos interesses do dito soberano”.

“A vergonha em que se converteu o processo de preenchimento da vaga do Presidente do Supremo Tribunal e Justiça é mesmo de bradar aos céus, constituindo um gravíssimo precedente no controlo e submissão de agentes judiciais com a vocação de servir a verdade e a justiça” disse, afirmando que o Ministério do Interior transformou-se “num bastião da ilegalidade e do crime organizado, reunindo condições para precipitar e fazer implodir um conflito de dimensões e consequências imprevisíveis”.

“A proclamada diplomacia agressiva e que se iniciara com a distribuição de postos internacionais a agentes da propaganda do regime, ganhou novos contornos por via de negócios obscuros para a alienação dos recursos naturais do país, chegando ao ponto de pretender a venda de partes do território nacional à socapa do povo guineense e em claro atentado à nossa soberania” denunciou, acusando as atuais autoridades de assumirem publicamente a intenção de “atacar e se possível destruir” o seu partido, ou então controlar as suas ações, estando disposto a ir a todos os extremos.

“Num momento em que o país assiste a uma acentuada tribalização das organizações políticas e a tentativa de instrumentalização de importantes grupos étnicos, com o envolvimento de titulares de órgãos da soberania, que incluso mobilizam para o efeito uma participação internacional, aumenta a responsabilidade do PAIGC em garantir e expandir o seu caráter plural, multiétnico, inclusivo, laico, e absolutamente não segregacionista” disse, sublinhando que o partido deve produzir e favorecer novas adesões, de novos líderes, de gente de todos os estratos, de todas as proveniências, assim como se reconciliarem com as bases que sustentaram o processo de luta e com todos os que construíram a longa e rica história do PAIGC.

Simões Pereira desafiou os dirigentes e militantes do PAIGC a resgatarem o poder, para salvar o Terra Ranka e relançar o processo de desenvolvimento do país, em todas as suas vertentes, “pois para além de provar o seu desinteresse e falta de vocação, o atual regime já provou a sua absoluta incapacidade em conceber e implementar um programa sério e de progresso”.

“Por isso, o recurso a ilusões através de cheques imaginários, cosméticas de obras simplesmente para iludir a atenção dos menos prevenidos e muito barulho para absolutamente nada” insistiu, exortando às suas estruturas, Comissões politicas, secretariados, coordenações desde a base às regiões, a aprofundarem o seu contacto e diálogo com as populações, para elucidar sobre a realidade que se vive no momento e no país e os riscos reais que existem para um “derrapar do equilíbrio social, bancarrota económica e financeira e o arrastar desta sociedade para a miséria e conflito”.
O Democrata

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

USE critica “muitos [que] não quiseram acompanhar” ações de mudança em 2021

O acordo de partilha de petróleo, assinado por Umaro Sissoco Embaló e o seu homólogo senegalês, Macky Sal, e que foi revelado ao parlamento pelo primeiro-ministro, Nuno Nabiam, prevê uma repartição de uma futura descoberta e exploração do petróleo de 30% para a Guiné-Bissau e 70% para o Senegal.

O parlamento considerou que o presidente não tem competências para assinar acordos internacionais e por isso declarou como nulo e sem efeito o referido acordo, uma posição rejeitada pelo presidente guineense, que alegou que a Constituição lhe dá o direito de assinar acordos do género.

“A Guiné-Bissau ainda não perdeu e não perderá um barril do seu petróleo quando passar da fase de prospeção para exploração. Vamos acautelar todos os nossos legítimos interesses”, observou Umaro Sissoco Embaló. 
Para 2022, Embalo avisou os guineenses de que deverão estar preparados para as mudanças que se avizinham no país, prometeu um acompanhamento de perto dos problemas sociais e ainda propostas concretas para acabar com as greves na função pública e criação de postos de emprego.

Considerou que o ano de 2021 “foi difícil e de grandes desafios” também para a Guiné-Bissau, sobretudo com a pandemia da covid-19 que levou a perdas humanas, perturbações na atividade económica, mas mesmo assim frisou que o Governo tenha conseguido pagar os salários aos funcionários públicos e ainda tenha lançado projetos de construção de infraestruturas importantes. 

Como resultado de “uma diplomacia ativa”, Umaro Sissoco Embalo anunciou “uma vasta carteira” de ações para 2022, que disse ser ano de concórdia, de combate à corrupção e do tráfico de droga no país.
Rispito.com/Lusa, 31/12/2021

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Parlamento guineense adia votação global do OGE devido a ausência do ministro das Finanças

O parlamento da Guiné-Bissau adiou hoje a votação global da proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2022 devido à ausência do país do ministro das Finanças, anunciou o presidente do órgão, Cipriano Cassamá.

A sessão deverá ter lugar na quarta-feira, disse Cassamá, dirigindo-se aos deputados que já se encontravam na sala à espera do início dos trabalhos de discussão e votação final global da proposta do OGE.

O líder do parlamento manifestou que estava incomodado pelo facto de só hoje ter recebido uma carta do gabinete do primeiro-ministro, Nuno Nabiam, a sugerir o adiamento da sessão devido à ausência do país do ministro das Finanças, João Fadiá.

Cipriano Cassamá recordou que o Governo já tinha sido informado sobre a realização da sessão de hoje.

“Falámos com o primeiro-ministro, por telefone, fomos muito duro com ele, fizemos-lhe ver que esse pedido (de adiamento) devia ter sido formulado antes”, disse Cipriano Cassamá, reportando para os deputados a conversa mantida com Nuno Nabiam.

O presidente do parlamento guineense afirmou ainda que o ministro das Finanças, que se encontra em missão de serviço no Senegal, garantiu-lhe que deverá regressar ao país ainda hoje.

Cassamá defendeu ter compreendido as justificações do Governo “em nome da interdependência e colaboração institucional”, mas que tinha deixado “bem claro que a sessão é para ter lugar amanhã (quarta-feira)”.

O Orçamento Geral do Estado foi aprovado na generalidade no início de dezembro, com 53 votos a favor, 39 votos contra e uma abstenção.

A proposta do Orçamento para 2022 tem o valor de cerca de 246 mil milhões de francos cfa (cerca de 375 milhões de euros), contra os 386 milhões de euros aprovados em 2021.

O Orçamento Geral do Estado regista um défice de cerca de 67 mil milhões de francos cfa (cerca de 102 milhões de euros).

Cipriano Cassamá sublinhou que o documento será apreciado e votado de forma global na sessão marcada para começar às 10:00 de quarta-feira, mesma hora em Lisboa.
Rispito.com/Lusa, 28/12/2021

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

PR da Guiné-Bissau cria comissão para elaborar história da luta de libertação dos PALOP

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, decretou a criação de uma comissão nacional para elaborar a história da luta pela independência dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), segundo uma nota divulgada à imprensa.

Segundo a nota, a comissão multidisciplinar vai desenvolver o projeto de elaboração da “História da Luta de Libertação Nacional dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa”.

A comissão é composta por Artemisa Odila Conde Monteiro, Carlos Eugénio Monteiro Cardoso, João Paulo Pinto Có, Rui Jorge Semedo, Julião Soares Sousa e João José Silva Monteiro.

“Fica a comissão encarregue de elaborar a regulamentação relativa à sua organização e funcionamento”, acrescenta-se na nota.
Rispito.com/Lusa, 24-12-2021

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

José Carlos Macedo disse o suposto suborno aos deputados não vincula a Bancada Parlamentar do Madem G15

O deputado do Movimento para Alternância Democrática(Madem G15), José Carlos Macedo
Monteiro, disse que a denúncia sobre o alegado suborno aos deputados pelo primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam, não vincula a sua Bancada Parlamentar.

Na terça-feira o deputado do Madem G15, Adulai Baldé vulgo Nhiribui, em declarações à imprensa à saída de um encontro com o Presidente da República, denunciou que primeiro-ministro doou uma prenda no valor de 2,500 milhões de francos CFA aos deputados que votaram a favor à aprovação do Orçamento Geral de Estado do ano 2022.

“Já avisei várias vezes de que, se quiseram derrubar o parlamento que tragam um tractor para demolir todo o seu edifício, porque cada deputado pode sustentar a sua cabeça. Procurar elementos para dizer que existem fortes indícios de corrupção no parlamento, não vamos admitir!”, disse terça-feira José Carlos Macedo, no final da reunião da Comissão Permanente da ANP.

Aquele parlamentar salientou que, para os que conhecem o caracter dos deputados do Madem G15, não podem ser comprados por uma soma de dois milhões de francos CFA.
“Nós votamos a favor à aprovação do Orçamento Geral de Estado no ano passado sem nenhuma contrapartida. As pessoas devem deixar de brincadeiras, porque o mundo não acaba hoje e as próximas eleições estão a caminho e se alguém, entende que está a nos enganar terá que pagar a factura”, frisou.

O Orçamento Geral do Estado(OGE) da Guiné-Bissau para 2022 foi aprovado no passado dia 9 de dezembro com 53 votos a favor, 39 contra e uma abstenção.

Votaram a favor do OGE, os deputados do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), do Partido de Renovação Social (PRS), da Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), do Partido da Nova Democracia, bem como alguns deputados do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).