terça-feira, 4 de agosto de 2020

EuroAtlantic retoma voos regulares para a Guiné-Bissau na sexta-feira

Air Niugini leases a B767 from Euroatlantic Airways - Air Niugini

"A euroAtlantic Airways (EAA), marca do coração do consumidor guineense, anuncia retomar as operações regulares entre Portugal e a Guiné-Bissau a partir do próximo sábado", refere a companhia.

A companhia aérea euroAtlantic Airways anunciou esta segunda-feira que vai retomar os voos regulares para a Guiné-Bissau a partir de sexta-feira, depois de as autoridades guineenses terem autorizado na semana passada a retoma dos voos regionais e internacionais.

“A euroAtlantic Airways (EAA), marca do coração do consumidor guineense, anuncia retomar as operações regulares entre Portugal e a Guiné-Bissau a partir do próximo sábado, 7 de agosto de 2020, em horário noturno”, refere a companhia aérea, em comunicado divulgada à imprensa.

O voo parte de Lisboa às 23h50 de sexta-feira e chega a Bissau às 03h00 locais (04h00 em Lisboa) e regressa a Lisboa às 04h10 de Bissau.

A companhia aérea espera ver atribuído em setembro por parte da ANA – Aeroporto de Lisboa a possibilidade de voar durante o dia, conforme ocorria antes da suspensão dos voos devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Os passageiros dos voos EAA a partir dos quatro anos são obrigados a apresentar um teste Covid-19 realizado 72 horas antes da partida e o uso de máscara cirúrgica na aerogare e durante o voo”, refere a companhia aérea.

O Governo da Guiné-Bissau decidiu autorizar na semana passada a retoma dos voos regionais e internacionais, suspensos na sequência do encerramento de fronteiras e da declaração do estado de emergência no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.
Rispito.com/Observador, 04/08/2020


DSP acusa PR de ter aumentado o seu salário, PR desmente

Guiné-Bissau: segunda volta vai opor DSP a Sissoco Embaló

Domingos Simões Pereira, que se encontra em Portugal desde o início da pandemia da covid-19, disse "ser um escândalo que o Presidente da Guiné-Bissau ganhe um salário mensal superior ao Presidente dos Estados Unidos". Hoje ao receber a representante das Nações Unidas em Bissau, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embalo, disse ser tudo falso e que o seu salário nem chega aos 4 mil dólares mensais.

É a nova frente de polémica envolvendo Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embalo. Num vídeo em circulação nas redes sociais, o líder do PAIGC e candidato às últimas eleições presidenciais, Domingos Simões Pereira acusou Umaro Sissoco Embalo de ter aumentado o seu salário mensal de Presidente da República, de cerca de 30 mil dólares para 100 mil dólares.

Domingos Simões Pereira disse que não é possível que o Presidente da Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo, ganhe um salário superior ao do Presidente dos Estados Unidos que, segundo disse, aufere cerca de 24 mil dólares mensais.

Em resposta, Umaro Sissoco Embalo chamou Domingos Simões Pereira de "Sam Mangwana", em referência ao cantor congolês e disse que nunca um chefe de Estado guineense auferiu um salário igual ou superior aos 3 mil dólares mensais. "Nem o Rei da Arábia Saudita recebe 100 mil dólares mensais como salário", observou Sissoco Embalo.

Aproveitou a ocasião para convidar Domingos Simões Pereira a retornar ao país para se ocupar do seu partido, fazendo a oposição, e preparar-se para as próximas eleições presidenciais dentro de cinco anos.

Embalo disse ser um político que não recebe nada do Estado guineense, que até hoje vive na sua residência e anda no seu carro pessoal.

Umaro Sissoco Embalo convidou os líderes políticos guineenses a abraçarem a sua ideia de concórdia nacional para reconstruírem o país que disse ser independente há cerca de 50 anos mais sem estradas em condições, por exemplo. Neste sentido, Embalo afirmou que durante os cinco anos em que será Presidente da Guiné-Bissau, vai construir pelo menos 200 quilómetros de estradas alcatroadas.
Rispito.com/RFI 04-08-2020

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Emissoras guineenses suspendem transmissões em solidariedade à Rádio Capital

Guiné-Bissau: Governo repudia vandalização da rádio Capital FM ...

Em nota, as rádios e televisões comunitárias da zona norte condenam "ato brutal" e exigem das autoridades explicações sobre a invasão da radio. Num gesto de solidariedade, emissoras paralisam atividades por 24 horas.
Cerca de 10 rádios comunitárias e dois canais de televisão decidiram suspender as atividades por 24 horas esta segunda-feira (03.08) num protesto em solidariedade à Rádio Capital. A emissora teve o equipamento e as instalações destruídas na madrugada de domingo (26.07), após ser invadida por homens fortemente armados, que estariam com o uniforme da polícia da Guiné-Bissau.

Em comunicado, os órgãos de comunicação social da zona norte da Guiné-Bissau insurgiram-se contra o que chamam de "ato brutal para silenciar a comunicação social” e saem em defesa da "liberdade de imprensa e do Estado de direito democrático”.

A Rádio Capital, por sua vez, informou neste domingo (02.08) que uma semana depois do ataque não viu progresso na condução da investigação por parte das autoridades competentes. O bastonário da Ordem dos Jornalistas Guineenses (OJG), António Nhaga, exige a celeridade na investigação.
"Como jornalista, [o ministro da Justiça Fernando Mendonça] deve utilizar a Polícia Judiciária para encontrar uma resposta pelo menos em duas semanas. Deve contribuir para a investigação. O que a OJG pede é que seja rápida esta investigação. Não queremos discursos bonitos, mas sim coisas concretas”, exige Nhaga.

Com o silenciamento de uma das rádios mais ouvidas de Bissau e que tem criticado a atuação do atual regime de Umaro Sissoco Embaló, o bastonário acha que há "uma narrativa que está a ser construída contra o jornalismo guineense, que é fazer o jornalista ter medo de ter acesso à fonte de informação”.

Para Nhaga, o que aconteceu com a Rádio Capital é uma tentativa de silenciar a imprensa de forma "muito soft”.
Ainda na semana passada, o Governo guineense "repudiou" o ataque à emissora. 

Sem previsão de volta

Uma semana depois do ataque, a direção da Rádio Capital fez saber que não há sinais que levem à descoberta da verdade sobre quem está por trás do ataque.

Nos últimos sete dias, a Polícia Judiciária ouviu os responsáveis da emissora da capital guineense e a direção da Empresa de Eletricidade e Águas do país. A empresa pública teria substituído um controlador de corrente elétrica, o que alegadamente teria provocado o corte de luz nas instalações da emissora horas antes do ataque.
"Baseado nas explicações do responsável de segurança que se encontrava na rádio no momento do ataque, [sabemos que] quem veio à rádio foram homens com armas automáticas - que só o Estado tem o direito de possuir - e uniformes policiais. Quando temos essas descrições, só podemos acreditar que é um ato com alguma ligação com pessoas do Estado”, diz Sabino Santos, um dos responsáveis pela emissora.

O ataque motivou reações de toda a sociedade civil guineense e de vários partidos políticos. Em nota divulgada à imprensa do país, a direção da Rádio Capital informa que ainda não sabe quando vai retomar atividades.
Rispito.com/DW, 03/08/2020

Crocodilos preocupam habitantes de várias zonas de Bissau

Crocodilos preocupam habitantes de várias zonas de Bissau

O caso mais preocupante é o do parque de N´Batonha, situado entre dois hotéis e a sede das Nações Unidas, em Bissau.
Habitantes de várias zonas da capital guineense estão preocupados com a presença de crocodilos e as autoridades criaram uma comissão de seguimento, disse à Lusa Udimila Queta, do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP).

Nos últimos dias, populares das zonas de Cacoma, de Granja, de São Paulo, Peré, localidades dos subúrbios de Bissau, e do parque de N´Batonha, no centro da cidade, têm denunciado a presença de crocodilos.

O caso mais preocupante é o do parque de N´Batonha, situado entre dois hotéis e a sede das Nações Unidas, em Bissau.

O parque é um lago natural com muita vida selvagem, entre peixes, pássaros e sapos e famílias de crocodilos, segundo os especialistas da vida animal.

Por ser uma zona com água, vida selvagem, equipamentos de lazer e de desporto ao ar livre, os pais costumam levar as crianças para brincar enquanto praticam exercício físico.

Devido à preocupação dos habitantes de Bissau, foi instituída uma comissão de trabalho e seguimento que pede à população para não entrar em pânico.

Em comunicado emitido pela comissão, faz-se saber que os crocodilos estariam a ser atraídos para zonas de circulação humana devido ao aumento de carcaças, vísceras, sangue bovino e outros restos de animais vazados para a água.

A comissão é integrada pela Câmara Municipal de Bissau, Serviço de Proteção Civil, Direção Geral das Florestas e Fauna, Direção Geral da Veterinária, Instituto Marítimo Portuário, Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas e a Guarda Nacional.

Foi disponibilizada um número de telemóvel para alertas, mas brevemente a comissão vai anunciar uma série de medidas para evitar possíveis ataques de crocodilos, refere-se no comunicado.
Rispito.com/Lusa/DN, 03-08-2020

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Sociedade Civil considera que a situação na GuinéBissau é dramática

Sindicatos e sociedade civil ameaçam parar a Guiné-Bissau

As organizações da Sociedade Civil da Guiné-Bissau qualicaram de “dramática” a presente situação política,  económica e social no país. 

Numa Carta Aberta dirigida aos órgãos de Soberania e apresentada esta quinta-feira, 30 de Julho, durante uma Conferência de Imprensa, as organizações da Sociedade Civil consideram que as conquistas democráticas e os fundamentos do Estado “estão a desaparecer, dando lugar ao ódio, tribalismo, perseguições e espancamentos”.

Na Carta, subscrita por 12 organizações e encabeçadas pelo Movimento da Sociedade Civil e Liga Guineense dos Direitos Humanos, foram apontados factos tais como espancamentos, perseguições com “alguma cumplicidade” das autoridades 

O documento começa por realçar que o país escolheu o sistema pluralista em que a protecção dos direitos humanos e a consolidação do Estado de Direito aguram-se como objectivos fundamentais do Estado  Os subscritores salientam que apesar da instabilidade política que persiste na GuinéBissau desde os últimos 22 anos, “o país conservou determinados ganhos no domínio de direitos civis”, nomeadamente liberdade de imprensa e de expressão, considerados alicerces fundamentais de uma democracia pluralista.

“Infelizmente, nos últimos tempos, o país vem assistindo a actos e acontecimentos que consubstanciam graves retrocessos nas conquistas já alcançadas, sobretudo no que concerne aos valores axiológicos do Estado do Direito e Democrático”, lê-se na Carta 

Não pretendendo dramatizar a situação, os responsáveis das organizações subscritoras elencaram alguns factos e acontecimentos que consideram serem elementos que consubstanciam graves atropelos aos direitos humanos e com repercussões negativas na imagem da GuinéBissau 

Nos exemplos apontados, e em 8 pontos, as organizações da Sociedade Civil destacam detenções arbitrarias; instalação de um sistema de vigilância e escuta das comunicações dos cidadãos sem autorização legal; intimidação de jornalistas; proliferação de discursos políticos que incentivam ódio e divisão étnica; disfuncionamento do sistema judiciário, particularmente com a paralisação do Supremo Tribunal de Justiça;  especulação dos preços dos produtos da primeira necessidade; insegurança dos cidadãos e violações sistemáticas da Constituição da República.

Os factos “elencados são apenas alguns exemplos de um quadro sombrio de violações da dignidade da pessoa humana e de disfuncionamento das instituições democráticas, com efeitos nefastos no processo de consolidação da democracia e do Estado de direito”, sublinha a Carta.

As organizações da Sociedade Civil exortaram os titulares dos órgãos de soberania a criarem condições favoráveis para o exercício dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.ç

Para além do apelo à promoção de um diálogo institucional, a Sociedade Civil apelou ao poder político a demarcar-se publicamente de todos os comportamentos que consubstanciam em violação dos direitos humanos e consequente ameaçam a paz e a coesão nacional 

A Sociedade Civil exigiu a suspensão da instalação de equipamentos para monitorização dos cidadãos, anunciado por Umaro Sissoco Embaló, enquanto não houver a decisão da Assembleia Nacional Popular (ANP) sobre a matéria.

 “Exigir às instituições democráticas a investigação de todos os actos e espancamentos dos cidadãos e o recente caso de assalto e destruição da Rádio Capital FM. Renunciar e desencorajar os discursos segregacionistas e de incentivo ao ódio e a violência gratuita, contribuindo para a promoção da unidade nacional”, refere a Carta.
Rispito.com/e-Global, 30-07-2020

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Guiné-Bissau envia delegação a Portugal por causa da morte de Bruno Candé


Os deputados da Guiné-Bissau aprovaram, em resolução, o envio de uma delegação parlamentar a Portugal para contactos com as autoridades portuguesas sobre o assassínio do ator Bruno Candé e com a comunidade guineense.

Bruno Candé, 39 anos e de origem guineense, foi morto a tiro no sábado, em Moscavide, e o suspeito da morte do ator vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

A resolução, divulgada esta quarta-feira à imprensa, refere que foi autorizada a "criação e deslocação de uma delegação a Portugal com vista a manter contactos com as autoridades portuguesas sobre aquele assassínio e inteirar-se da situação dos cidadãos guineenses naquele país".

Os parlamentares da Guiné-Bissau condenam o assassínio do ator, considerando que foi "fundado em motivos fúteis, por representar o que mais desprezível existe num ser humano".

Os deputados guineenses encorajam também as "autoridades portuguesas a prosseguir com a urgência necessária, as devidas diligências, de modo a traduzir à justiça o responsável por este ato ignóbil".

Na resolução, os deputados consideram que o assassínio ocorreu por "motivos racistas" e salientam que a "diversidade racial, cultural, étnica e religiosa representam do que de mais belo possui a humanidade" e que é da "responsabilidade coletiva a defesa e respeito por essa heterogeneidade planetária".

Manifestações contra a morte de Bruno Candé e vítimas do racismo
Lançada petição para atribuição de subsídio vitalício a família do ator Bruno Candé
FAMÍLIA DE BRUNO CANDÉ CONTRARIA A PSP QUE NEGA MOTIVAÇÕES RACISTAS DO CRIME
A família de Bruno Candé acredita que o homicídio teve motivações racistas.
Rispito.com/SIC, 29-07-2020

ANP denuncia “um claro aumento” de casos de violências contra mulheres e crianças na zona leste


O parlamento guineense está preocupado com "um claro aumento" de casos de violência contra mulheres e crianças no leste do país e a deputada da comissão especializada daquela franja da população, Salomé Santos, pede uma atenção particular do Governo

Na semana passada, elementos da comissão especializada da Mulher e Criança da Assembleia Nacional Popular (ANP, parlamento) estiveram nas regiões de Bafatá e Gabú, no leste, para averiguar várias denúncias de situações de violência contra mulheres e crianças aí relatadas pela população.

Em declarações à Lusa, a deputada Salomé dos Santos relatou “situações chocantes” ouvidas nas conversas com populares e autoridades das aldeias visitadas o que, afirma, demonstra “um claro aumento” de violência contra mulheres e crianças.

A comissão ouviu relatos sobre a morte de uma adolescente de 17 anos “com a garganta cortada com uma lâmina”, quando foi arranjar o cabelo numa aldeia vizinha, um dia antes de se casar.

O caso deu-se na aldeia de Tcharin, no setor de Pitche, (circunscrição administrativa e política) na região de Gabú.

A polícia local aponta o ex-namorado, que não teria gostado do facto de a jovem ter sido dada em casamento a outro homem, como o principal suspeito.

Por ordens do Ministério Público, o jovem encontra-se detido preventivamente em Gabú.

Ainda em Pitche, e conforme os relatos da deputada Salomé dos Santos à Lusa, a comissão tomou conhecimento do caso de uma criança do sexo feminino de oito anos violada por desconhecidos.

A criança apresenta ferimentos graves nos genitais e recebe tratamento médico no centro de saúde local, reforçou a deputada.

Na aldeia de Sintchã Bilali, arredores de Bafatá, uma criança de três anos foi jogada deliberadamente numa fossa sanitária, alegadamente por um familiar, e após seis horas de buscas, foi encontrada e salva.

O presumível autor do ato, que teria confessado o crime à polícia local, encontra-se detido preventivamente, por ordens do Ministério Público de Bafatá, disse a deputada.

Salomé dos Santos afirma ainda ter ficado com a sensação de que as crianças no leste do país “passam por muito sofrimento”, pedindo esmolas pelas ruas, por exemplo, e que as mulheres aparentam ser mais tristes no seu olhar.

“As mulheres daquela zona deixam entender que não têm tanta liberdade como as das outras regiões, por exemplo as do norte”, do país, destacou Salomé dos Santos, deputada eleita para a zona nordeste da Guiné-Bissau.

A deputada Salomé dos Santos esclarece que o parlamento ao denunciar estes casos não pretende fazer justiça, “apenas está a relatar situações inaceitáveis” para as quais, disse, tem que haver respostas urgentes.

“O Governo deve prestar especial atenção às regiões de Bafatá e Gabu para que as autoridades locais possam cumprir com as suas responsabilidades perante a população”, observou a deputada que já apresentou em plenária do parlamento as constatações e depoimentos recolhidos naquelas aldeias.
Rispito.com/Visão, 29-07-2020

terça-feira, 28 de julho de 2020

PR e líder do parlamento guineenses condenam vandalismos na rádio privada Capital FM

Guinée Bissau : Le président par intérim, Cipriano Cassama jette l ...

A direção da Capital FM indicou aos jornalistas que "homens armados e fardados" com uniformes da polícia guineense, imobilizaram o agente de segurança da rádio.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e o presidente da Assembleia Nacional, Cipriano Cassamá, condenaram esta segunda-feira os atos de vandalismo ocorridos domingo na rádio privada Capital FM em Bissau.

Em declarações separadas no Palácio da Presidência e na sede do parlamento, os dois dirigentes guineenses consideraram ser inaceitável a destruição dos equipamentos de emissão da Capital FM.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, disse esperar que a Polícia Judiciária apure as responsabilidades, através de um inquérito sobre o sucedido, que frisou não ser normal.

Lamento e condeno, sem reservas, o atentado contra a rádio Capital FM, porque estamos num país de democracia, embora a democracia tenha limites”, observou Sissoco Embaló.

O chefe de Estado guineense afirmou regozijar-se com as condenações do Governo e dos deputados do parlamento ao sucedido, mesmo perante algum excesso que possa ser cometido “por uma ou outra rádio”, disse.

Não é porque uma ou outra rádio se excede nas suas atuações que se pode cometer atos do género, até porque há normas, há ética deontológica”, notou Sissoco Embaló, sublinhando que “não são aceitáveis atos isolados” como a vandalização dos equipamentos da rádio Capital FM.


O presidente do parlamento, Cipriano Cassamá, anunciou que nos próximos dias vai emitir uma resolução parlamentar de condenação aos ataques à rádio dirigida pelo jornalista Lassana Cassamá.

Hoje é com a rádio Capital, amanhã pode ser com a Rádio Nacional ou com outras rádios e nós, enquanto parlamentares, defensores do Estado de direito democrático neste país, não podemos aceitar tais práticas”, defendeu Cipriano Cassamá.

A direção da Capital FM indicou aos jornalistas que “homens armados e fardados” com uniformes da polícia guineense, imobilizaram o agente de segurança da rádio, na madrugada de domingo, entraram e vandalizaram os equipamentos e as instalações da emissora que ficará sem emitir nos próximos tempos.

O diretor da estação, o jornalista Lassana Cassamá, correspondente da Voz de América na Guiné-Bissau, disse à Lusa que ainda está a inventariar os estragos nos equipamentos e no próprio edifício, situado na avenida da Nigéria, no Bairro Militar, nos subúrbios de Bissau.
Rispito.com/Observador, 28-07-2020
A imagem pode conter: texto que diz "REPÚBL GUINÉ-BISSAU Embaixada Guiné-Bissau Portugal Gabinete Embaixador COMUNICADO Embaixada IMPRENSA República assassinato ocorrido CANDÉ MARQU Bissauem cidadão português Moscavide- oures, origem guineense passado corrente. cidadão Diplomática Guiné-Bissau Portugal apresenta Família enlutada, Companhia deteatro nveniente Repudiando perda Portugal manifesta intolerância vidas humanas, confiança violência particularmente aquelas Diplomática Guiné-Bissau vigente irmão, Família malogrado assistência jurídica Estado disposição venha carecer. Embaixada República aprofundamento conhecimento Comunidade Portugal acolhimento, perspetiva aconstrução fraternidadee àcontenção, amizade populações benefício risonho. Julho portugueses guineenses. Embaixada দদদনা Assessoria imprense Republicada mPortugal Alcolena, 0739165 004Lisboa PORTUGA embaixadaguinebissau.pt@g"

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Capital FM vandalizada por homens armados

A rádio Capital FM está fora do ar após ser invadida por homens armados na madrugada deste domingo. Vários equipamentos foram destruídos. Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau aponta o dedo ao Estado.
Segundo o relato da presidente do Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau, Indira Correia Baldé, a rádio Capital foi invadida na madrugada deste domingo (26.07) por um grupo de homens armados, uniformizados como polícias, que renderam o segurança da estação emissora. 
"Por volta da 1h da manhã, recebi uma chamada do diretor adjunto da rádio Capital a informar que a estação havia sido vandalizada. O segurança foi coagido a abrir a porta da rádio e os atacantes, que estavam armados e vestindo uniformes da polícia, perguntaram onde é que fica o estúdio, a emissora. O guarda, com esta coação, indicou o lugar. Os atacantes entraram, furtaram a emissora e outros materiais, alguns computadores", relatou Baldé em entrevista à DW África.

O sindicato e profissionais da rádio Capital estão desde as primeiras horas no local a averiguar os danos do atentado. Indira Correia Baldé disse que o prejuízo é "muito avultado" e garantiu que  a "a rádio não pode, de facto, funcionar porque todos os materiais foram danificados ou furtados".
Sabino Santos, assistente técnico da rádio Capital, falou com a DW África por telefone e avançou que os danos ainda estão a ser contabilizados. "Ainda estamos na fase de levantamento, mas o que eu posso dizer agora é que a rádio está totalmente paralisada".

O assistente relatou que o atacantes "conseguiram atacar os estúdios, destruíram por completo tanto o aparelho emissor quanto a mesa de mistura, levaram o processador de áudio e destruíram a própria mesa e as cadeiras que estavam no estúdio". "Neste momento, não temos condições de estar no ar, porque tudo está danificado", constatou.

"Atentado à liberdade de imprensa"

A presidente do Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau considerou que a invasão da rádio "é um atentando à liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau", ao livre exercício do jornalismo no país, e um "atentado à democracia".
"Nós o condenamos com veemência e responsabilizamos o Estado da Guiné-Bissau, porque cabe ao Estado garantir a segurança dos profissionais e dos órgãos da comunicação social. Então responsabilizamos o Estado, porque não é a primeira vez. Houve várias ameaças à rádio Capital FM. Houve ameaças públicas, de pessoas a ameaçarem incendiar a rádio, a fazer calar os profissionais da rádio. E hoje estamos perante esta situação", avançou Indira Baldé, que se mostrou ainda mais preocupada com o facto de os atacantes estarem vestidos como polícias.
"Preocupa ainda mais, eleva o nível de preocupação. Foi o mesmo que manifestamos ao ministro da presidência do Conselho de Ministros, que há um bocado esteve aqui na rádio com uma comitiva do secretário de Estado e do ministro da Ordem Pública. É  preocupante: os polícias, ou os militares e paramilitares, devem proteger os cidadãos e os profissionais. Estando eles com uniformes a atacar, é preocupante".

Num comunicado, a Liga Guineense dos Direitos Humanos classificou o atentado contra a rádio como "cobarde", um ato que considerou ser a "concretização das sucessivas ameaças anónimas que os profissionais desta estação emissora vinham recebendo dos indivíduos desconhecidos e mal intencionados, que querem instalar a prepotência e o caos na Guiné-Bissau".

A LGDH também exigiu do Ministério Público, através da Polícia Judiciária, a abertura de um inquérito urgente, transparente e conclusivo, com vista a identificação e consequente responsabilização criminal dos autores morais e materiais deste ato cobarde

Ato isolado e apelo às autoridades

O assistente técnico da rádio Capital FM informou que o caso já foi denunciado às autoridades e que a comitiva que esteve na emissora na manhã deste domingo manifestou solidariedade aos profissionais do órgão.
"Nós já estamos a fazer as denúncias e as autoridades que já aqui estiveram manifestaram a solidariedade do Governo e disseram que é um ato isolado, que o Governo não tem nada a ver com isso. E que as medidas de segurança serão adotadas pelo bem da rádio. Ouvimos tudo isso, mas esperamos que sejam feitas investigações realistas, capazes de trazer à tona quem foi o responsável por este ato macabro e injustificável", disse Sabino Santos.

Também Indira Correia Baldé disse que o sindicato dos jornalistas guineenses pediu à Polícia Judiciária, que já fez um levantamento, "para trazer à luz os autores morais e materiais deste ato". "Nós queremos saber quem é o mandante deste atentado à liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau", afirmou.

As autoridades prometeram que a investigação vai continuar e pediram a colaboração de todos os cidadãos, segundo avançou Baldé.
"Uma rádio que acompanha a atualidade do país" 

A rádio Capital FM é uma iniciativa lançada, em 2015, por um grupo de jornalistas guineenses, liderados por Lassana Cassamá. Iancuba Dansó, correspondente da DW África na Guiné-Bissau, é um dos profissionais da emissora que tem mais de 30 funcionários, incluindo 14 jornalistas.
"Somos uma rádio que acompanha a atualidade desse país de perto. Nós defendemos a liberdade de expressão e direitos humanos na Guiné-Bissau. Talvez isso possa incomodar. Mas temos uma linha editorial bem vigiada pela direção execuvita, que não excede, mas faz a abordagem jornalística com todo o rigor necessário", explicou Sabino Santos.

Ainda este domingo, os profisisonais da rádio Capital FM e o sindicato dos jornalistas devem reunir-se com o secretário de Estado da Comunicação Social. Espera-se que até à reunião os danos totais do atentado tenham sido contabilizados.
Rispito.com/DW, 27/07/2020

PR da Guiné-Bissau prolonga estado de emergência até 24 de agosto

Umaro Sissoco Embalo on Twitter: "2 cas confirmés à Bissau aujourd ...

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou o estado de emergência no país até 24 de agosto, no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Umaro Sissoco Embaló decidiu prolongar, pela sétima vez, o estado de emergência, "considerando a evolução da situação epidemiológica no país, traduzida pelo aumento do número de casos confirmados.

O chefe de Estado teve também em consideração o facto de o país estar na época das chuvas, altura em que há um "aumento de morbilidade e mortalidade na população" e quando se regista "um aumento significativo de infeções respiratórias e paludismo".
"Apesar da situação acima descrita merecer atenção especial, é de referir que foram alcançados resultados positivos na luta contra a pandemia da covid-19 graças a uma grande e múltipla solidariedade humana. Os ganhos conseguidos devem ser mantidos, consolidados e aumentados", refere Umaro Sissoco Embaló no decreto presidencial divulgado à imprensa.

O Presidente guineense anunciou também que decidiu levantar a suspensão à circulação internacional, tendo em conta a decisão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, organização de que a Guiné-Bissau faz parte, de proceder à abertura do espaço à circulação transfronteiriça.

No decreto, o chefe de Estado mantém em vigor a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção individual e o respeito pelo distanciamento físico.

Umaro Sissoco Embaló decretou o estado de emergência no país pela primeira vez em março, depois de terem sido confirmados os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus.

A Guiné-Bissau, com cerca de dois milhões de habitantes, tem quase um total acumulado de 2.000 casos de infeções, incluindo 26 vítimas mortais.
Rispito.com/Lusa, 27/07/2020

domingo, 26 de julho de 2020

SOMOS a Família CAPITAL. 

Vamos nos reerguer e ecoar, de novo, a nossa Linda e Triste Voz. Voz de um Povo em Angústia e Opressão, Voz de um País em longo Silêncio e em Escuridão Total, Voz de Uma Nação Rica, mas em Destruição Acelerada. Somos a Voz de Balanta, Beafada, Fula, Felupe, Nalu,  Manjaca, Mandinga, Mancanha, Pepel e de todas as Nações do Mundo. Somos a Voz da Razão, da Democracia Activa e Solidaria. Somos a Voz dos Guineenses e da Guiné - Bissau. 
Enfim, SOMOS a CFM. Ferida, mas não vamos morrer, pois somos a esperança de uma maioria acalentada. JUNTOS, vencemos e venceremos. 
LC

Ação SINJOTECS!
O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau SINJOTECS, agenda para amanhã às 10 horas uma conferência de imprensa para posicionar oficialmente sobre atentado à Liberdade de Imprensa, de Expressão e Estado de Direito na Guiné-Bissau.
Pontos em analise: Invasão e destruição dos materiais da Rádio Capital.
Mobilização de fundos para reerguer a Rádio Capital
Condenar com veemência a vã tentativa de silenciar um projeto credível construído na base de sacrifício pelos jovens competentes em prol da defesa da Liberdade de Expressão, da Democracia e do Estado de Direito, na Guiné-Bissau, o facto que incomoda quem alinha na direção contrária e decidem agir desta forma.
Local: Praça Mártires de Pinjiguite.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

FIFA suspende presidente da federação da Guiné-Bissau por 10 anos

MANELINHO «GUINÉ-BISSAU ESTARÁ NO CAN'2019 EM CAMARÕES» - SOU DJURTU

A menos de 24 horas da eleição na Federação de Futebol da Guiné-Bissau, a FIFA anunciou a suspensão de "Manelinho", candidato bem lançado a um terceiro mandato.

 A FIFA anunciou esta sexta-feira (24.07) a suspensão por 10 anos de funções relativas ao desporto de Manuel Nascimento, presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, devido a falhas na proteção de um homem atacado em massa.

Segundo o comunicado da FIFA, Nascimento "falhou em proteger a integridade física e mental do homem que foi vítima de um ataque em massa", documentado em vídeo, pelo que o dirigente terá também de pagar uma multa de 100 mil francos suíços (cerca de 93 mil euros).

O Comité de Ética anunciou o veredicto a um dia das eleições na federação guineense, nas quais Nascimento procura um terceiro mandato de quatro anos, depois de assumir funções em 2012.

O veredicto completo será publicado mais tarde, adiantou ainda a FIFA, sendo que esta decisão é passível de apelo para o Tribunal Arbitral do Desporto.

Sete candidatos disputam neste sábado a presidência da Federação de Futebol da Guiné-Bissau. A DW tentou ouvir a reação de "Manelinho", sem sucesso.
Rispito.com/DW, 24/07/2020


quinta-feira, 23 de julho de 2020

Guiné-Bissau recebe 45 toneladas de ajuda humanitária até domingo


A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação disse que o primeiro de quatro voos com 45 toneladas de ajuda humanitária para a Guiné-Bissau chega ao país na quinta-feira.
A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro, disse esta quinta-feira que o primeiro de quatro voos com 45 toneladas de ajuda humanitária para a Guiné-Bissau chega ao país na quinta-feira.

Este é o primeiro de quatro voos que vão ser realizados para a Guiné-Bissau no quadro de uma iniciativa muito interessante de pontes humanitárias para levarem ajuda que pode mitigar os efeitos da Covid-19″, disse Teresa Ribeiro, no aeroporto de Lisboa, onde assistiu ao início dos trabalhos de carregamento do material.

“O que nós temos aqui são 45 toneladas de ajuda humanitária de agências das Nações Unidas, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da UNICEF, das fundações portuguesas Aga Khan e Calouste Gulbenkian e de um conjunto alargado de Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento e queremos valorizar muito particularmente o facto de conseguirmos, através de uma parceria, entre a União Europeia e um Estado membro e as agências da ONU, fazermos uma aliança que nos permite rapidamente colocar ajuda humanitária nos países parceiros, quer da UE, quer de Portugal, neste caso”, disse a governante.
Rispito.com/Observador