quinta-feira, 13 de abril de 2017

“CARTA ABERTA – À NAÇÃO DE AMÍLCAR LOPES CABRAL”

Prezados/as,
Papa Sufre Fernando Quadé
Sirvo-me do presente para demonstrar a minha indignação em relação aos últimos acontecimentos da atual situação política vigente no país. Não obstante, afirmação do Premiê Úmaro Sissoco Embaló de ser vítima de hostilização das manifestaçõesno país, organizado pelo Movimento Cidadãos Conscientes e Inconformados em convergência com o Movimento Cidadãos do Mundo, que levou a detenção de alguns dos manifestantes, provocando as reaçõesno plano nacional e internacional, e, aproveitando dessas reações que nos chegam de diferentes cantos do mundo, eu, na qualidade de cidadão nacional, faço também chegar a minha preocupação e indignação com aquilo que considero de uma ameaça a construção de um Estado de Direito e Democrático.

A semelhança daqueles que almejam a unidade nacional, paz e desenvolvimento para todos os filhos/filhas da Guiné-Bissau, também faço parte. Por isso, sinto-me no dever de expressar e dar as minhas contribuições enquanto guineense nato.
Estou ciente de que muitos não vão concordar comigo, mas peço perdão àqueles que não concordarem com a minha opinião, simplesmente por estarmos numEstado de Direito e Democrático, mas que muitos ainda não levam em consideração os princípios que norteiam a democracia, outrossim, espero que me compreendam e respeitem a minha opinião, como também faço a questão respeitar a vossa.
Estou apenas usufruindo da Constituição da República da Guiné-Bissau – Carta Magna, Cf. In: TÍTULO II – Dos Direitos, Liberdades, Garantias e Deveres Fundamentais (Art.OS24º a 58º).
A luz da Carta Magna, todos os cidadãos têm direito à liberdade de imprensa, senão vejamos:
Art.º 56º
1      É garantida a liberdade de imprensa.
Por esta razão, convido a todos/as, a uma profunda reflexão e fazerem jus a Carta Magna – Constituição da República da Guiné-Bissau em relação as declarações do Sr. Premiê Úmaro Sissoco Embaló, para com o objetivo de tirarmos as nossas ilações dos assuntos ligados a vida política do país.
Neste sentido, chamo atenção da Comunidade Nacional e Internacional, os Partidos Políticos com e sem assentos parlamentares, Comunidade Religiosa e o Poder Tradicional pela necessidade de analisarmos o plasmado na nossa Carta Magna – Constituição da República da Guiné-Bissau, sendo que, o país corre o risco de entrar num “beco sem saída” se as medidas não forem tomadas no determinado tempo e as consequências que delas hão de vir, é o povo quem pagará as faturas políticas, tal como já temos muitas provas.
Com essa preocupação, e, observando a Carta Magna, chego uma conclusão:
A Guiné-Bissau é uma República soberana, democrática, laica e unitária. Cf.:Carta Magna – Constituição da República da Guiné-Bissau. TÍTULO I (Art.º 1).
Então, se assim for, que o Premiê Úmaro Sissoco Embaló seja responsabilizado da sua afirmação e que apresente provas que sustentam a sua tese enquanto homem do Estadoe que ocupa um cargo público com “status”de relevância, porque isso é um crime àNação.
E, com a mesma preocupação, com os olhos fixos na nossa Constituição, aprovada em 27 de Novembro de 1996. Promulgada a 4 de Dezembro de 1996, faço questão de colocar em pauta os seguintes:
Art.º 6ºda Constituição da República da Guiné-Bissau
    Na República da Guiné-Bissau existe separação entre o Estado e as instituições religiosas.
    O Estado respeita e protege confissões religiosas reconhecidas legalmente. A atividade dessas confissões e o exercício do culto sujeitam-se à lei.
Em vista dos argumentos supracitados e extraídos da nossa Carta Magna, peço a responsabilização do Sr. Premiê Úmaro Sissoco Embaló da sua declaração, tendo em conta as várias crises já vividas no país e para não corrermos o risco de um dia cairmos naquilo que são os confrontos tribais.
Apesar de muitas vezes, chegamos à conclusão de não se imiscuir sobre as situações vigentes no país, mesmo assim, estamos no dever de expressar. Visto que, se o país continuar na mão dos políticos sem a nossa intervenção nos momentos indicados, certamente, seremos nós os culpados da situação, já que todos eles fazem parte do mesmo saco onde tem feijão “podre”. Desculpem a utilização da expressão. 
A baderna institucional vigente no país vem demonstrar mais uma vez a necessidade de protegermos aquilo que nos une –, a nossa guineendade, outrora conquistada a um custo muito alto. A sua conquista custou vida de muitos combatentes e que até hoje, cujos filhos/filhas se sentem ainda tristes ecarregam dores que apenas a Unidade, Luta e Progresso pode-lhes aliviar enquanto estão a ver a real situação em que os seus pais e mães se encontram sem um reconhecimento por parte doEstado, da qual os nossos políticos, apenas da desunião, a luta pelo poder e progresso pessoal sabem fazer.
Peço a fé, mas uma fé em Deus e em nós mesmos. Somos a mudança que o país precisa e podemos fazer a mudança acontecer se descobrirmos a nossa capacidade de mudança e de melhorar o que há dentro de nós.
Nós, jovens do século XXI, temos a capacidade de fazer mudanças acontecerem, mas enquanto fechamos dentro de nós mesmo, a mudança que queremos nunca acontecerá. Esse é o meu conselho para você que leu até o final deste artigo de opinião.
Que Deus abençoe a Guiné-Bissau!
Viva Unidade Nacional!
Por: Papa Sufre Fernando Quadé - Graduando em Administração.

Jahu, São Paulo/Brasil, 13 de Abril de 2017. 
OBS: Todas as ideias aqui editadas são da inteira responsabilidade do seu titular (autor)

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