sexta-feira, 26 de julho de 2019

José Mário Vaz diz que não esperava cumprir o mandato sem golpe de Estado

O Chefe de Estado cessante da GuinéBissau, José Mário Vaz, pediu tempo ao Movimento Político de apoio a Botche Candé  para decidir sobre a sua eventual recandidatura nas eleições presidenciais de 24 de Novembro próximo. 

Este pronunciamento de José Mário Vaz foi ouvido nesta quarta-feira, 24 de julho, num encontro, em Bissau, que serviu para o referido movimento solicitar a Mário Vaz a recandidatar-se a sua própria sucessão, o presidente da República informou que há um mês que está a receber as solicitações por parte de algumas franjas da sociedade guineense, armando que há um conjunto de situações que não estão reunidas para tomar essa decisão. Contudo, garantiu ao movimento que levou em conta a sua solicitação. 

“Hoje é o princípio de uma história. Dê-me alguns dias ou algumas semanas para dar uma resposta ao vosso convite. Quero-vos dizer que se hoje estou a sofrer é por causa das pessoas que saíram do interior. Podia ter um mandato tranquilo. 

Mas disse sempre que devemos ajudar as pessoas mais carenciadas, pessoas com mais problemas e diculdades. É realmente por causa dessa defesa que estou a ser insultado” disse Mário Vaz, desaando os guineenses a trabalharem de mãos dadas para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. “É chegada a hora de pormos a mão na lama. 
Qualquer processo de desenvolvimento de um país é iniciado no interior. É no interior que devemos iniciar o nosso desenvolvimento, apostando na agricultura. Peço-vos que me acompanhem. Depois de cinco anos de estabilização, é chegada a hora de a Guiné-Bissau ser um povo. Um povo unido para desenvolver o país” insistiu. 

Por outro lado, José Mário Vaz lembrou que a Guiné-Bissau está a assistir, pela primeira vez, ao m do mandato de um Presidente da República, por isso, disse o chefe de Estado, a 23 de junho levantou-se vários problemas: “Será que esse Presidente deve ou não permanecer no poder? Essa questão foi levantada, porque, desde 1994 nenhum Presidente eleito chegou ao m do seu mandato”, avançando que agora a ANP tem a condição de legislar, “depois de o Presidente da República atingir o seu mandato como é que esse presidente vai continuar no futuro”. 

“Hoje parece-me que é um sonho, porque vamos às eleições presidenciais sem problemas. Eu não esperava que ia completar cinco anos sem golpe de Estado e sem ter presidentes de transição. Desta vez não há transição. 
Desta vez quem estiver de cócoras para esperar o poder para ser presidente de transição não vai conseguir. 

Quem quiser poder vai pedir ao povo, apresentando a sua candidatura e concorrer em pé de igualdade com outros cidadãos para ser presidente da República” disse Mário Vaz, e lembrou que em tempos os militares foram apontados como responsáveis pelas constantes crises na Guiné-Bissau. Mas hoje, os militares deram provas de que não são responsáveis pelas sucessivas crises políticas, mas sim são os políticos.
Rispito.com/e-Global, 26/07/2019

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