quarta-feira, 3 de junho de 2020

GuinéBissau: Cipriano Cassamá com a complexa missão de conciliar os partidos políticos

Guinea-Bissau: Acting President Cipriano Cassama resigns from ...

A missão que o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, entregou ao presidente da Assembleia nacional Popular (ANP), Cipriano os partidos com assento parlamentar, para a formação de um Governo de consenso e evitar a dissolução da Assembleia Nacional Popular (ANP), está a revelar-se complicada

As divergências entre ambas as partes estão cada vez mais vincadas, e a estratégia inicial de envolver estruturas extra políticas na busca de uma solução foi fortemente criticada pela actual aliança governativa formada pelo MADEM, PRS e uma ala da APU-PDGB. 

Esta segunda-feira, 01 de Junho, à saída de um encontro com Cipriano Cassamá, Braima Camará coordenador do MADEM, vincou que não foi uma boa ideia o Presidente da ANP envolver o P5 (representações das Nações Unidas, União Europeia, União Africana, CPLP e CEDEAO) na busca de entendimento. O PRS para provar onde está a maioria, enquanto uma ala da APU admitiu a possibilidade de integrar o PAIGC na actual governação. O encontro nal para preparação da resposta a entregar Umaro Sissoco Embaló deverá acontecer na próxima quinta-feira, 04 de Junho, juntando todas as partes mesma mesa.

O dia 1 de Junho foi dedicado por Cipriano Cassamá a consultas com os partidos políticos com assento Parlamentar. Cada um apresentou a sua posição. A União Para Mudança, que tem-se destacado com uma postura diferente de todos, não reconhece Umaro Sissoco como Presidente da República e por conseguinte não responde às suas convocatórias, e voltou a car isolada na sua posição. O partido continua a defender o respeito da Lei, e terá sugerido ao Presidente ao partido que foi vencedor das eleições.

Agnelo Regalla, presidente da União Para Mudança enviou a mensagem ao Presidente da República sublinhando que “as leis são inegociáveis” e a persistir na manutenção do poder, será abrir precedentes graves para o país. Uma posição semelhante à do Partido de Nova Democracia. Embora concorde com a busca de entendimento, Abas Djaló, vicepresidente do partido, defendeu que se deve levar em consideração a vitória eleitoral do PAIGC.

Em relação à APU, partido liderado por Nuno Gomes Nabiam, Cipriano Cassamá esteve perante o mesmo dilema de Umaro Sissoco de saber quem é o real interlocutor do partido. Cipriano Cassamá recebeu os éis de Nuno Gomes Nabian, em detrimento do possibilidade de gerar um impasse. Jorge Mandinga, actual ministro dos Transportes, que cheou a delegação da APU, no encontro com Cipriano Cassamá começou por interrogar como é que o PAIGC quer liderar um Governo, quando não reconhece o actual Presidente da República. Jorge Mandinga defendeu também que o actual governo é suportado pela maioria, mas, em prol de um entendimento, disse estarem receptivos para integrarem o PAIGC na governação.

As posições mais sonantes foram do PRS e MADEM, que contam com 48 deputados na ANO. Jorge Malú, ministro de Recursos Naturais e um dos vicepresidentes do PRS, disse no nal do encontro com Cipriano Cassamá que há uma maioria que sustenta o actual Governo e a única saída é a convocação da lado está a maioria. Braima Camará, do MADEM, insistiu que Cipriano Cassamá cometeu um erro, violando as recomendações de Umaro Sissoco que “ordenou um diálogo interpartidário 

“Infelizmente o presidente da ANP começou mal. Ele envolveu o P5 num assunto meramente interpartidário. O que é que justica isso? O Presidente da República disse claramente que devia ser o diálogo entre os partidos. É isso que queremos. Para ver, se pela primeira vez conseguimos alcançar o entendimento entre nós”, sublinhou Braima Camará. Apesar das críticas, não afastou a possibilidade de prosseguir as negociações, defendendo sempre a manutenção do actual Governo.

apresentar na quintafeira 04 Junho uma nova proposta aos partidos, Maria Odete Costa Semedo, segunda vicepresidente do partido, considerou que Cipriano Cassamá tem uma oportunidade que não deve desperdiçar. Odete Semedo acredita que estão reunidas as condições para Cipriano Cassamá conseguir o entendimento, pelo que não deve deixar-se enganar.

Segundo a agenda de Cipriano Cassamá, a 4 de Junho haverá uma nova ronda de negociações, desta vez para debater as propostas do PAIGC e a resposta dos partidos políticos com assento parlamentar.
Esta maratona dos partidos políticos enquadra-se no cumprimento das recomendações apresentadas pela CEDEAO, quando reconheceu Umaro presidenciais de 29 de Dezembro de 2019. Na mesma ocasião a organização subregional recomendou também que deveria ser nomeado um novo Primeiro-ministro e Governo em conformidade com os resultados eleitorais e a Constituição da República,
Rispito.com/e-Global, 03/06/2020

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