quinta-feira, 22 de julho de 2021

Ingerencia politica causa divergência na reza de Tabasky

A definição da data de Eid al-Adha, também designada como Tabasky, provocou discussões e debates na Guiné-Bissau. A polemica começõu quando duas datas foram anunciadas, (20 e 21 de Julho), e o Governo acabou por defener uma desta, através do despacho que decreta quarta-feira, 21 de Julho, feriado Nacional 
As organizações islâmicas não se entendem e muitos dos seus fiéis, indiferentes às querelas, decidiram iniciar as rezas esta terça feira 20 de Julho, tal como estabelecera a Comissão de Observação Lunar criada por consenso das entidades religiosas. 

Mas persistiu uma duvida se iniciar as rezas esta quarta-feira seria permitido pelo Governo, tendo em conta que nos últimos tempos, até as entidades religiosas foram alvo de acções policiais. O assunto da reza podia ser pacífico se não fosse os fundamentos apresentados pela Comissão de Observação Lunar, quando decidiu abandonar a data de 20 de Julho, após um suposto pedido do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló. 

Durante urma conferência de imprensa os representantes da Comissão Lunar cingiram-se apenas a um apelo ao respeito à pedido do Chefe do Estado, sem no entanto fundamentar se a data que indicaram era a real ou não. 

No entanto, em todo o mundo, sobretudo nos países Islamicos do mesmo fuso horário com a Guiné-Bissau a reza de Eid al-Adha tem lugar esta terça-feira 20 de Julho.

Nas redes sociais diferentes Vozes insurgiram-se contra aquilo que qualificaram de "interferência do Presidente da República nos assuntos religiosos" mas tambérm o Governo foi criticado por interferir frequentemente nos assuntos religiosos, sobretudo da Comunidade Islâmica. 

Na última reza que teve lugar em Maio, o Governo impediu os muçulmanos de assinalar a data numa sexta-feira tendo chegado a utilizar gás lacrimogéneo para dispersar alguns fiéis numa marcha de protesto. A segunda intervenção de Governo, ocorreu quando fiéis muçulmanos foram impedidos dar posse a um régulo em Cossé. 

Relativamente ao inicio de Eid al-Adha, tem provocado maior agitação devido a que todas as estruturas das organizações Islâmicas na Guine-Bissau estão representadas, nomeadamente os Conseihos Nacionais e Superiores Islamicos, a Liga dos Sabios, a Juventude Islâmica e por fim a União Nacional dos Imames, que apesar de ter um representante na Comissão de Observação Lunar, decidlu emitir um comunicado contrariando a data da Comissão. 

Consequentemente na Guiné-Bissau teve reza em dois dias, mas o dia oficial decretado pelo Governo é quarta-feira, 21 de Julho, contra a data 20 que a maioria de fieis considera a correcta.
Rispito.com/e-Global, 22/07/2021

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