terça-feira, 5 de março de 2013

Guiné-Bissau continua perder a floresta da zona sul
A problemática do abate descontrolado da floresta no sul da Guiné-Bissau, região de Quinara, continua a estar longe de ser resolvido, com particular destaque para os sectores de Buba e Empada, onde actualmente operam duas empresas, uma chinesa e outra gambiana.
As autoridades florestais dizem estar a actuar com base nas licenças que lhes foram cedidas.
A 28 de Fevereiro, a reportagem da PNN esteve na região de Quinara onde testemunhou, em várias localidades, abates abusivos da floresta, por parte das empresas de madeireiras, de nacionalidade gambiana e chinesa.
Na povoação de Ntuan e Companh, a alguns quilómetros de Buba, a PNN assistiu a várias viaturas a procederem ao carregamento e transporte das madeiras, com destino a Bissau. Esta actividade está a ser considerada ilegal.
Em declarações à PNN, Quedjan Sanha, do Comité da Tabanca de Companh, disse que os responsáveis por esta prática foram autorizados pela Direcção-geral da Floresta e Fauna, através da sua delegacia em Buba, em contrapartida da construção no local de uma escola com três salas de aula. 
«Não estamos de acordo com esta situação porque estão a acabar com a nossa floresta mas não temos força, é o Estado que manda», lamentou. 
Reconhecendo a gravidade da situação, Manuel Gomes, Delegado Adjunto da Floresta para região de Quinara, disse que esta prática não deve continuar nos próximos tempos, com esta dimensão.
«Sou da opinião que se deve pôr termo a esta situação porque a nível da sub-região já se verifica a situação de seca e, se continuarmos com este estilo de abate, vamos ter problemas», referiu o responsável.
Interpelado pelos jornalistas, o Secretário de Estado de Segurança Nacional da Ordem Pública, Basílio Sanca, que esteve na passada semana em visita de trabalho a Catio, região de Tombali, disse estar preocupado com a situação, que é um indício de fragilidade do Estado da Guiné-Bissau e sublinhou que se trata de um problema a longo prazo. 
Na mata de Companh, a reportagem da PNN registou os funcionários destas empresas, na sua maioria senegaleses, gambianos e «nanias» da Guine-Conakry.
Comité da Tabanca exibiu uma licença datada de 22 de Novembro de 2012, cuja validade termina a 30 de Junho de 2013, para abate de paus de sangue num total de 140 metros cúbicos, no valor de 2,945 milhões de Francos Cfa.
PNN - 05 de Março de 2013

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