quarta-feira, 8 de maio de 2013

Escolas da Guiné-Bissau ainda de salas vazias

A exigência do pagamento de oito meses de salários em atraso de professores que são novos ingressos e professores que estiveram doentes, e sete meses de atraso para professores em processo de efetivação, está na eminenciar de colocar o ensino da Guiné-Bissau num ano nulo.

Uma reunião realizada ontem entre sindicatos dos professores e governo da Guiné-Bissau foi inconclusiva e a greve no setor da Educação mantém, disse à Lusa um responsável sindical. Embora hoje (08 de Maio) ainda se decorre mais um encontro negocial com vista a desbloquear o impasse.

Lembra-se que a greve iniciada é de 30 dias úteis, cujo término vai coincidir com o final do ano letivo. Caso a greve seja cumprida na totalidade o ano letivo deverá ser considerado inválido, visto que esta é a terceira greve dos professores neste ano, que levaram a muitos dias de aulas perdidos.

Governo e sindicatos reuniram-se ontem (07 de Maio) mas segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sinaprof), Luís Nancassa, a reunião foi inconclusiva porque "os que representaram o governo não tinham nada para oferecer, foram lá só para apelar ao bom senso dos sindicatos".

Questionado sobre a possibilidade de o ano letivo ser considerado nulo o sindicalista disse à Lusa que a responsabilidade "é de quem deve sanear a situação".

"O governo tem de pagar aos professores que deram aulas. Ninguém aguenta trabalhar oito meses sem ganhar", disse o sindicalista, que ainda assim admitiu flexibilidade nas reuniões com o governo.
Lusa - 08 e3 Maio de 2013



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