sábado, 30 de agosto de 2014

Presença do Ébola no Senegal é má notícia para Guiné-Bissau

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, considerou esta sexta-feira ser “uma má notícia” para a Guiné-Bissau caso se confirme a presença do vírus Ébola no Senegal, que salientou ainda não ter chegado ao país.

Falando na habitual conferência de imprensa semanal para fazer o ponto das ações do Governo, Domingos Simões Pereira, questionado pela agência Lusa, disse desconhecer a notícia que dá conta de que um caso de infeção com o vírus Ébola foi confirmado pelas autoridades senegalesas.


“Se se confirmar essa informação seria realmente uma má noticia para o nosso país”, afirmou o primeiro-ministro guineense, reforçando o apelo às ações de prevenção na Guiné-Bissau, onde, reafirmou, a doença ainda não chegou.

“Somos protegidos por uma bênção que temos que fazer por merecer”, disse Simões Pereira, ao anunciar que o Presidente guineense, José Mário Vaz, vai presidir no sábado à abertura da campanha nacional de limpeza e desinfeção lançada pelo Governo.

Todos os membros do Governo, titulares de órgãos públicos vão estar no sábado em diferentes localidades do país, em Bissau e no interior, para levar a cabo a campanha de limpeza e desinfeção, notou ainda Simões Pereira.

O Presidente José Mário Vaz vai abrir a campanha no mercado do Bandim (maior centro comercial do país), em Bissau, o líder do Parlamento, Cipriano Cassamá, em Bafatá (leste), o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Sanhá, no sul e o primeiro-ministro, Simões Pereira, na zona norte.

Ministros e secretários de Estado também foram distribuídos para várias localidades.

Ao enaltecer a importância da campanha, Domingos Simões Pereira, disse que “é das várias ações” que o país pode fazer para enfrentar o vírus do Ebola e outras doenças.

“A pobreza é algo que nós não podemos controlar, a limpeza sim”, observou o primeiro-ministro, lembrando que a Guiné-Bissau no passado foi considerada o país mais limpo da Costa Ocidental de Africa.

Confrontando com o facto de algumas pessoas, oriundas da Guiné-Conacri, se recusarem a vigilância médica, como medida de precaução, Domingos Simões Pereira reprovou este comportamento frisando estar em causa a saúde pública.
lusa, 29 de Agosto de 2014

Sem comentários:

Publicar um comentário

ATENÇÃO!
Considerando o respeito pala diversidade, e a liberdade individual de opinião, agradeço que os comentários sejam seguidores da ética deontológica de respeito. Em que todas as pronuncias expressas por escrita não sejam viciadas de insultos, de difamações,de injúrias ou de calunias.
Paute num comentário moderado e educado, sob pena de nao sair em público