terça-feira, 30 de setembro de 2014

DSP - Reforma do sector de defesa e segurança é principal prioridade da Guiné-Bissau

Image result for domingos simoes pereiraO primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, afirmou  à Lusa, à margem da 69.ª Assembleia-geral das Nações Unidas, que o programa de reformas do sector de defesa e segurança é a prioridade atual do país.
"Temos vários problemas, um dos principais é a necessidade de lançar o programa de reforma do sector de defesa e segurança, enquadrado na reforma de todo a administração pública, que é o grande desígnio do país", explicou o representante à agência Lusa.


Desde maio, a Guiné-Bissau tem um Presidente e um Governo eleitos, após um golpe de estado militar em 2012 que havia colocado no poder um executivo não reconhecido por grande parte da comunidade internacional, em particular pela CPLP.

Este mês, o Presidente da República nomeou o seu chefe da Casa Militar, Biaguê Nan Tan, como chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, sucedendo a António Indjai.

Agora, o primeiro-ministro diz que o sector da segurança e defesa "ganha proeminência neste momento porque o país tem uma estrutura desajustada aos objetivos atuais."

"Temos um país que resulta de 11 anos de guerra de libertação, que produziu muitos combatentes. Estes combatentes não estão necessariamente preparados para uma reinserção nesta nova fase de reconstrução nacional", salientou.

Por isso, "é preciso não apenas desmobilizar, mas converter essas pessoas para uma participação diferente", alertou o primeiro-ministro guineense.

Simões Pereira diz que uma revolta militar "ainda é uma preocupação" para as autoridades eleitas do país, mas que a situação está controlada.

"O nosso método tem sido o de privilegiar o diálogo a favor da reconciliação. Teríamos outro nível de receios se sentíssemos da parte da população, ou mesmo dos militares, o receio, de alguma ameaça", explicou.

"Não pretendemos marginalizar ninguém e esperamos que isso seja o elemento catalisador para uma participação mais cívica, de todos, neste processo de reconstrução nacional", concluiu Simões Pereira.
Lusa, 29 de Setembro de 2014

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