quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Comunicado de Imprensa
O PAIGC vem denunciar e condenar mais um ato de pura perseguição política movida contra um dos seus mais destacados dirigentes, perpetrados pelo Ministério Público, contra a revelia das mais elementares regras da lei e das normas jurídicas que regem casos como estes que levaram à detenção do camarada João Bernardo Vieira, membro do Bureau Político do PAIGC e seu porta-voz.
Recorde-se que o PAIGC denunciou no último fim-de-semana as manobras urdidas pelo Ministério Público para a detenção de João Bernardo Vieira e que hoje se consumaram, quando não existe nenhuma acusação formal contra este dirigente, já ouvido por duas vezes e sem que em qualquer uma destas audições surgissem elementos que pudessem levar a formulação de uma acusação.
Os fundamentos invocados para esta detenção são de que o camarada João Bernardo Vieira não compareceu às convocações feitas pelo Ministério Público para ser ouvido, facto que o PAIGC e os advogados do mesmo refutam de forma categórica, pois segundo os dados que possuímos, o Ministério Público solicitou a comparência do dirigente em questão, através de um ofício dirigido ao então Gabinete do Primeiro-Ministro do II Governo Constitucional, sem que a mesma, devido à crise então prevalecente, tenha notificado o então Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações a comparecer à intimação feita pelo Ministério Público.
O PAIGC perante estes factos e demais ações que estão sendo engendradas vem por este intermédio denunciar e condenar de forma firme estas manobras intimidatórias e persecutórias levadas a cabo pelo Ministério Público e responsabiliza o Senhor Presidente da República, José Mário Vaz, por estas graves violações à legalidade, às normas constitucionais e aos mais elementares direitos do homem, factos que põem em causa de forma perigosa a paz, a estabilidade e a unidade do povo guineense.
O PAIGC chama a atenção do Grupo P5, nomeadamente, o ONUGBIS, CEDEAO, CPLP, União Africana e União Europeia para os perigos que possam advir mediante o comportamento ilegal e persecutório do Ministério Público, hoje não ao serviço da lei e da legalidade, mas sim ao serviço de interesses obscuros e lesivos para a Guiné-Bissau e que podem comprometer de forma irremediável as ações em busca da paz, estabilidade e unidade nacional deste país.
Bissau, 17 de agosto de 2016
O Secretariado Nacional do PAIGC

Sem comentários:

Publicar um comentário

ATENÇÃO!
Considerando o respeito pala diversidade, e a liberdade individual de opinião, agradeço que os comentários sejam seguidores da ética deontológica de respeito. Em que todas as pronuncias expressas por escrita não sejam viciadas de insultos, de difamações,de injúrias ou de calunias.
Paute num comentário moderado e educado, sob pena de nao sair em público