sexta-feira, 14 de abril de 2017

Líder do movimento contestatário ao regime na Guiné-Bissau agredido

Lesmes Monteiro, um jovem activista do Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) com a crise política na Guiné-Bissau, foi hoje alvo de uma agressão física na sua residência por parte de desconhecidos, revelou uma fonte dos inconformados.

Segundo a fonte, Lesmes Monteiro, um conhecido cantor de intervenção social, foi agredido “de forma violenta, talvez com intenção de o matar”, quando chegava à sua residência num bairro periférico de Bissau.

O também porta-voz do MCCI, que tem liderado manifestações pacíficas contra o atual regime na Guiné-Bissau, terá sido atingido no peito e na cabeça com golpes de arma branca, adiantou a mesma fonte.
A residência e a viatura de Monteiro também foram vandalizados, precisou a fonte.

Por razões de segurança, os líderes do movimento encontram-se “escondidos num lugar seguro”, em Bissau.

Contactado pela agência Lusa, o comissariado geral da Polícia de Ordem Pública (POP) disse desconhecer a agressão a Monteiro, mas prometeu averiguar a situação e comunicar aos jornalistas assim que obtiver mais dados.

Foto de Carlos Uissa.O MCCI, plataforma integrada essencialmente por organizações de jovens, acusa o Presidente guineense, José Mário Vaz, de ser o principal responsável pela persistência da crise política no país, que já dura há quase dois anos.

O movimento exige a José Mário Vaz que renuncie ao cargo e dissolva o Parlamento para que os guineenses possam eleger um novo Presidente e novos deputados, consequentemente outro governo.

Dentre as várias já organizadas em Bissau o movimento agendou para o próximo dia 22, uma manifestação pacífica contra o actual regime.

Numa audiência com o primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, na segunda-feira passada, o presidente do MCCI, o jovem advogado Sana Canté, anunciou que o dirigente lhes disse que colocaria o seu lugar à disposição do chefe do Estado caso algum dirigente do grupo fosse agredido numa manifestação pacífica de rua.

É que dias antes da audiência, no sábado, uma vigília dos inconformados em Bissau tinha sido dispersada pela política que usou granadas de gás lacrimogéneo e bastonadas.

Alguns elementos do movimento estiveram detidos pela polícia durante algumas horas, para serem libertados com a intervenção da Liga dos Direitos Humanos e oficiais das Nações Unidas.
Rispito.com/DN, 12-04-2017

Sem comentários:

Publicar um comentário

ATENÇÃO!
Considerando o respeito pala diversidade, e a liberdade individual de opinião, agradeço que os comentários sejam seguidores da ética deontológica de respeito. Em que todas as pronuncias expressas por escrita não sejam viciadas de insultos, de difamações,de injúrias ou de calunias.
Paute num comentário moderado e educado, sob pena de nao sair em público