sábado, 15 de abril de 2017

Comunicado de Imprensa
O PAIGC registou com bastante apreensão as perigosas declarações de Umaro El Moctar Sissoco Embaló, Primeiro-ministro, ilegal e inconstitucional, imposto por um Presidente da República que continua na sua deriva lunática em conduzir os guineenses para o abismo.

Estas declarações irresponsáveis, divisionistas e com um pendor tribal onde o autor afirma que estaria a ser hostilizado por ser um muçulmano a liderar o governo, revelam um desnorte total, uma falta tremenda de sentido de Estado bem como uma falência de soluções para os problemas que afligem o povo guineense.

A coabitação pacífica que sempe existiu entre os guineenses independentemente das suas etnias ou crenças religiosas, são valores conquistados pelos nossos gloriosos combatentes da liberdade da pátria o que têm permitido a unidade e o progresso nacional. Em vinte e cinco anos de processo democrático não há memória de tão vil comentário eivado de ódio, rancor e de uma vontade expressa de destruir este nosso património colectivo.

Estas conquistas que custaram o sangue, suor e lágrimas dos nossos combatentes reflectem a vontade inexorável do nosso povo em continuarmos unidos pela força do nosso mosaico étnico-religioso. Por estar em causa a Unidade Nacional o PAIGC condena energicamente estas declarações e exige ao seu autor a se retratar publicamente.

De igual modo, é de se estranhar o silêncio absoluto do Presidente da República face estas declarações irresponsáveis do seu Primeiro-Ministro quando o nº1 do arte 62 da Constituição da República da Guiné-Bissau realça o seu papel preponderante como um símbolo da unidade nacional, garante da independência nacional e da constituição.
M
ais uma vez o Presidente da República, ao remeter-se ao silêncio perante um ato flagrante do seu Primeiro-Ministro está a enviar uma mensagem clara de que cauciona esta declaração que tem como único objectivo a divisão do povo guineense em religiões e raças.

O povo guineense jamais aceitará ser dividido com base em questões étnico-religiosas e nesse sentido o PAIGC aproveita para saudar o papel extraordinário dos líderes religiosos, muçulmanos, cristão e outros na busca de soluções para a saída desta crise e encoraja-os a continuarem a trabalhar para promover a paz e a unidade nacional junto das nossas comunidades.

Bissau, 15 de Abril de 2017.
O PAIGC

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