segunda-feira, 2 de abril de 2018

Ministro das Finanças afirma que desafios são enormes e 2018 vai ser difícil

Image result for joao fadiaO ministro das Finanças da Guiné-Bissau, João Fadia, afirmou hoje que o país enfrenta desafios enormes e que 2018 vai ser um ano difícil, devendo continuar o esforço financeiro e a gestão prudente.

João Fadia falava depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter anunciado que o défice orçamental da Guiné-Bissau baixou de 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 para 1,5% em 2017 e que o crescimento económico deverá situar-se nos 5,9%.
"Não estamos eufóricos, nem vamos estar com esta declaração, porque os desafios são enormes", disse o ministro.
Segundo João Fadiá, as trocas comerciais deterioram-se e houve pouca expansão do crédito e o crédito malparado continua elevado.

"Isto significa que em 2018 devemos continuar o esforço na arrecadação de receita e uma gestão prudente", salientou.
Para o ministro das Finanças guineense, 2018 vai ser um "ano difícil" devido não só ao aumento do preço do petróleo, que a Guiné-Bissau importa, mas também porque o país depende da exportação da castanha de caju e o preço no mercado internacional não está melhor que no ano passado.

"Mas, no fundo, estamos encorajados com a decisão do FMI de acolher a nossa proposta de extensão do programa por mais um ano", disse.
O FMI terminou hoje a sua quinta e última avaliação ao Programa de Crédito Alargado, aprovado em julho de 2015, no valor de 23,5 milhões de dólares (cerca de 21 milhões de euros), mas as autoridades guineenses pediram que fosse prolongado por mais um ano.

O Conselho de Administração do FMI vai avaliar em junho o relatório da quinta avaliação e a prorrogação do programa. Caso seja aprovado o relatório, o FMI vai disponibilizar à Guiné-Bissau mais um empréstimo de 4,4 milhões de dólares (cerca de 3,5 milhões de euros).
Rispito.com/DN,02-04-2018

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