sexta-feira, 27 de julho de 2018

JUVENTUDE E DEMOCRACIA NA GUINÉ-BISSAU!

Ouvi dizer que num debate havido há dias numa das rádios da capital (Bissau), alguém terá dito ou apelado a que a juventude abandone os partidos políticos,provavelmente por estes não se preocuparem com os jovens.A ser verdade, entendo ser esta mensagem uma aberração absolutamente extraordinária!
É ponto assente que a juventude guineense tem que desempenhar um papel crucial em todo o processo de reconstrução e desenvolvimento do país, por ser ela a maioria da população.
Daí que seja fundamental continuar-se a lutar para que haja uma juventude cada vez mais instruída no plano académico e cada vez mais alicerçada na cultura nacional e nos valores patrióticos, condição sine qua non para o contínuo desenvolvimento do país.


Por isso, é um dever fundamental de quem se considere líder de um partido ou de uma coligação política direcionar a sua ação para a promoção de uma educação juvenil assente nas boas práticas democráticas, nos valores da Justiça, da Liberdade, da Paz e do Progresso Social.
Neste momento, fala-se muito da fraca participação dos jovens na política. Esta triste realidade deve-se, a meu ver, a um conjuntode promessas políticas não cumpridas e de expectativas defraudadas,levando a uma sensação de sucessivo adiamento do futuro da nossa juventude.

Um jovem sem emprego é um jovem abandonado e economicamente excluído. Um jovem formado e sem trabalho é um desperdício que o país não pode mais aceitar, e que com o passar dos anos torna-se numa frustração difícil de ultrapassar.
Temos ainda um país em que a tensão entre o patrão (Estado),os Sindicatos e os servidores públicos não cessa de aumentar de tom, todos os dias. O mais grave ainda é quetoda esta problemática se desenrola em sectores considerados estratégicos para o funcionamento e desenvolvimento do país.

A taxa de desemprego jovem é elevada emuitos estudantes abandonam o ensino superior todos os anos por falta de meios.
A política do governo em relação aos jovens é uma autentica farsa que só produz desempregados, empobrecimento da camada jovem e o adiamento do futuro da nossa juventude.
É por estas e outras razões que muitos jovens estão de costas voltadas para a politica e para os políticos. Mas eu considero que esta atitude não é a melhor forma de alterar este estado de coisas.

O caminho certo é a participação ativa na vida política do país para inverter o atual cenário, recensear e votar, retirando de cena os políticos incapazes e incompetentes. O voto não tem preço,tem sim consequência.A consequência do voto é provocar a melhoriadascondições de vida dos jovens. Não se pode deixar de participar só porque um político desonesto nos enganou num determinado momento.

Entretanto, a valorização dos jovens e a sua inclusão na vida económica e social do país exigirá a redefinição de prioridades e projetos o que pressupõe melhorar a sua qualidade de vida, designadamente ao nível das condições de acesso à saúde, de acesso ao mercado de trabalho e no seu envolvimento nos grandes objetivos da democracia participativa e do desenvolvimento da Guiné.

A Guiné-Bissau precisa que os seus jovens estejam bem preparados e que apresentem elevado espirito empreendedor.Que sejam capazes de, com o seu trabalho e iniciativa, ajudá-la a crescer e atransformar-se num país onde valha a pena viver.
De um modo geral, e não querendo atingir ninguém em particular, nota-se na juventude guineense uma incerteza entranhada em relação ao seu futuro quando se abordam as perspetivas de emprego,entre outras questões fundamentais da sua organização económica.Isso leva, infelizmente, acomportamentos queem nada a dignificam.
Creio que,com uma juventude atenta e concentrada nos problemas que realmente são importantes para o país e para o seu futuro, será possível ver um amanhã risonho e promissor para todos.

Conclusão :
Romper com o conformismo! E assumir uma cidadania ativa, em casa, na escola,no bairro, etc.
A própria sociedade precisa dessa participação e intervenção dos jovens, pois permite-lhe uma renovação dos quadros dirigentes.
Promover a inclusão política, que é uma das componentes da cidadania ativa. O país precisa de investir em políticas sustentadas para a juventude, sobretudo quando se sabe que a estrutura etária do país é muito jovem, perfazendo cerca de 60% a população menor de 18 anos.

O que precisamos é de assumir o nosso lugar e o nosso tempo. As gerações passadas podem ser referência para os jovens de hoje, mas não podem bloqueá-los, impedindo que estes cumpram o seu próprio tempo.
A promoção da participação da juventude é essencial para assegurar práticas de governação que estejam á altura dos desafios que o século XXI nos traz.

Se só os mais velhos fizessem politica, o que seria de um país ou da própria democracia?
Termino este artigo com a célebre frase do histórico politico português, e ex-presidente da República Portuguesa,Dr. Mário Soares: A democracia portuguesa está mais pobre com a fraca participação dos jovens na política.Portanto, é muito importanteque os jovens se afiliem no partido político com que se identifiquem ou criem outros partidos alternativos.
Estamos Juntos!
Por: Mestre Aliu Soares Cassamá
OBS: Todas as ideias aqui transcritas são da interira responsabilidade do seu titular (autor)

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