quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Sindicato acusa polícia guineense de detenção sem mandado de seis motoristas em greve

Um porta-voz da Federação dos Sindicatos dos Motoristas da Guiné-Bissau, Caram Cassamá, acusou a polícia de ter detido, sem mandado judicial, seis elementos da sua organização, que se encontra em greve.
Caram Cassamá indicou que a polícia apareceu na sede da federação dos motoristas em Bissau, dando ordens de prisão, sem mandado judicial, a seis dirigentes sindicais, levados para 2ª Esquadra, junto ao Ministério do Interior.
Fonte da polícia disse à Lusa, entretanto, que os seis dirigentes sindicais foram detidos "por estarem a impedir os outros motoristas de trabalhar".
O porta-voz da federação das associações dos motoristas nega aquela versão, salientando que em toda Guiné-Bissau, os transportes públicos estão parados, mesmo perante ameaças e aliciamentos de elementos do Governo e da polícia, disse.
Caram Cassamá questionou a liberdade sindical e de expressão "que se diz existirem na Guiné-Bissau", quando a polícia prende pessoas "apenas por pararem os seus carros em casa", observou.
A greve dos motoristas, a segunda no país em dois meses, visa protestar contra a falta de cumprimento, pelo Governo, de um memorando de entendimento rubricado entre as duas partes em outubro e que na altura permitiu o levantamento de uma paralisação laboral.
Os motoristas acusam o Governo de permitir um excesso de cobranças de multas nas estradas pela polícia.
"É demais. De Bissau até Gabu são 34 postos de controlo, de Bissau até São Domingos são 28 postos de controlo", afirmou Caram Cassamá.
O dirigente sindical disse que só voltam à mesa das negociações com o Governo se os seis motoristas forem postos em liberdade.
Se assim não for, Cassamá promete que a greve vai até ao fim, na sexta-feira, e na segunda-feira vão entregar um pré-aviso de uma nova paralisação laboral, desta feita, para 15 dias.
Rispito.com/Lusa, 19-12-2018

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