sexta-feira, 31 de maio de 2019

Forças Armadas afastam "qualquer cenário de golpe"

O chefe do Estado-maior General das Forças Armadas guineenses, Biaguê Na Ntan, afastou esta quinta-feira (30.5) "qualquer cenário de um golpe de Estado" no país, contrariando rumores que circulavam nos últimos dias.
"O povo da Guiné-Bissau pode dormir tranquilo, sem ameaças de golpes, sem ameaças de nada", disse o general Na Ntan em Bissau, durante declarações aos jornalistas no final de uma reunião com as chefias das Forças Armadas.

O dirigente militar afirmou ter transmitido aos presentes na reunião, que decorreu no Quartel General, com a presença de cerca de três centenas de oficiais, que as Forças Armadas "não estão interessadas que haja conflito" no país.
"Estamos em paz e assim vamos continuar, em segurança, ajudando o povo, sempre, para que durma tranquilo", observou Biaguê Na Ntan, que disse ainda não sentir "nenhum perigo iminente" no país.
Expressando-se em crioulo, o responsável militar afirmou ter sido assumido "de forma unânime" na reunião que as Forças Armadas "não vão entrar em nenhum jogo político".
"Não queremos qualquer aproximação dos políticos. Que fiquem longe de nós", sublinhou Na Ntan.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) venceu as eleições 
Esta quinta-feira, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira (também antigo primeiro-ministro guineense, demitido em 2015 pelo Presidente) disse haver uma "correspondência interna onde a CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] reconhece que em relação à mesa da Assembleia Nacional Popular não houve violação de nenhum dispositivo legal". 
O líder do PAIGC avisou ainda, numa entrevista à agência de notícias Lusa, que o Presidente guineense perde a legitimidade do cargo se, até 23 de junho, não nomear o Governo e marcar eleições presidenciais.  
Rispito.com/DW, 31-05-2019

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