quarta-feira, 2 de setembro de 2020

ONU admite imposição de sanções a civis na Guiné-Bissau

ONU admite imposição de sanções a civis na Guiné-Bissau
O secretário-geral da ONU, António Guterres, admitiu a possibilidade de imposição de sanções a pessoas que estejam a perturbar a ordem constitucional na Guiné-Bissau e pediu a criação de um grupo de peritos para analisar a situação no terreno.

Arecomendação consta num relatório do secretário-geral da ONU pedido em fevereiro pelo Conselho de Segurança sobre as sanções aplicadas a vários elementos das Forças Armadas envolvidos no golpe de Estado de 2012 e sobre os progressos realizados em relação à estabilização do país e restabelecimento da ordem constitucional e a que a Lusa teve hoje acesso.

No relatório, que analisa os acontecimentos no país desde as presidenciais, António Guterres salienta que durante aquele período "houve desafios à ordem constitucional com a existência de dois primeiros-ministros e, temporariamente, dois Governos paralelos".

"Todos estes fatores supõem um risco para a estabilização da ordem constitucional na Guiné-Bissau", refere António Guterres.

Para o secretário-geral da ONU, "é importante" o Conselho de Segurança considerar a possibilidade de manter o regime de sanções estabelecido e "mostrar claramente ao povo da Guiné-Bissau que o regime de sanções se aplica a todos os elementos perturbadores, independentemente da sua afiliação política e institucional".

Nesse sentido, António Guterres pede ao Conselho de Segurança que considere a possibilidade de estabelecer um grupo de peritos para "compreender melhor os fatores que levaram as forças de defesa a envolverem-se recentemente no processo político".
Rispito.com/ONU, 02/09/2020

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