terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Militares em prevenção devido a rumores de conspiração

As forças de defesa guineenses estão em prevenção devido a vários rumores conspiracionistas. Alguns os rumores que circulam apontam para uma suposta conspiração entre Umaro Sissoco Embaló e Nuno Gomes Nabiam. 
Outros rumores apontam para um braço de ferro no interior da classe castrense com base em um suposto desentendimento entreo Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas e alguns militares.

Seoimpasse entre Nuno Gomes Nabiame Umaro Sissoco Embaló não é novo e assenta nas suas divergências sobre os modos de governação e gestão do poder, as divergências entre os militares constituem alguma novidade. 

Informações dignas de crédito apontam que um grupo de militares já identificado pretenderia subverter a ordem Constitucional e duas figuras foram referidas como os "cabecilhas". nomeadamente o ex-CEMA, Bubo Na Tchuto e um dos seus fiéis operativos, Tchami lalá. 

Na tentativa de confirmar estas informações, o CEMGFA Biagué Nas Ntan terá esbarrado na resistência de alguns deles. Tchami lala terá advertido que jamais irá pagar por colsas que não sabe, e recusou atender uma chamada do CEMGFA.

Os militares terão ainda enviado um recado ao CEMGFA em como se Nuno Nabiam for exonerado das funções de primeiro ministro, o Presidente da República Umaro Sissoco Embaló "irá acompanhá lo. A acrescentar à tensão já patente, está a crise na fronteira como Senegal. 

Os militares guineenses ja advertiram que jamais irão tomar parte num conflito que não Ihes concerne. Comentários das casernas indicam que muitos jovens já deixaram de comparecer nos quartéis, sobretudo aqueles que ainda não foram efetivados, e terá sido este um dos motivos que justificou a estado de prevenção em curso. 

Alimentar os rumores está igualmente um possível acordo, ou acordos, firmado entre Umaro Sissoco Embaló eo seu homólogo Macky Sall, que para além de estabelecer novas regras para a exploração petrolifera na zona conjunta, poderá contemplar também permissões excecionais para entrada no território guineenses de tropas senegaleses no quadro da ofensiva em curso contraredutos dos independentistas da vizinha Casamansa, instalados junto à fronteira. 

Em Bissau o sentimento é de consternação, porque nos últimos cinco anos nunca se falou da possibilidade de tropas estrangeiras penetrarem em território nacional. Este sentimento aumenta ainda quando os independentistas de Casamansa têm a maior parte das raizes na Guiné-Bissau.
Rispito.com/e-Global, 09/02/2021

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