terça-feira, 1 de novembro de 2016

CPLP quer diálogo permanente e construtivo na Guiné-Bissau

Image result for cplp em brasilA declaração do bloco lusófono reitera a convicção da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de que "só através do diálogo permanente e construtivo entre os atores políticos guineenses será possível uma solução durável" para a Guiné-Bissau.

Esta resolução foi recomendada pelo Conselho de Ministros da CPLP e aprovada hoje pelos altos responsáveis políticos do bloco lusófono na XI Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que se encerra hoje na capital do Brasil.

A CPLP encoraja "as forças políticas da Guiné-Bissau a encontrarem soluções políticas duradouras que garantam a estabilidade governativa e que promovam a manutenção do apoio da comunidade internacional à Guiné-Bissau".

A Guiné-Bissau tem vivido um quadro de constantes golpes de Estado e revoltas militares nos últimos anos.

Os dirigentes políticos da Guiné-Bissau concordaram, a 14 de outubro, em nomear um primeiro-ministro de consenso, a definir, para liderar um novo Governo até final da legislatura (2018), no âmbito do acordo promovido pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Assinam o documento, o presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, o ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, Aristides Ocante da Silva, o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira (antigo primeiro-ministro que foi afastado do cargo em 2015), e ainda Florentino Pereira, secretário-geral do PRS.

O bloco lusófono, na sua declaração, saudou na resolução a iniciativa da missão da CEDEAO que originou a adoção, em 10 de setembro 2016, de um roteiro de seis pontos acordado entre as partes na Guiné-Bissau com vista à estabilização do país, bem como a assinatura em 14 de outubro de 2016, do Acordo de Conacri, como primeira etapa de execução do referido roteiro.

A Comunidade reiterou o compromisso de "acompanhamento da situação política na Guiné-Bissau e de promover, em coordenação com os restantes parceiros, o diálogo entre as forças políticas, manifestando a sua total solidariedade com o povo guineense, conforme os princípios consagrados na Declaração Constitutiva da CPLP".

No documento, a CPLP congratulou-se com o empenho da comunidade internacional, com especial destaque para o Grupo P5 (Nações Unidas, União Africana, CPLP, CEDEAO e União Europeia) e para a Configuração da Comissão da Consolidação da Paz das Nações Unidas para a Guiné-Bissau no acompanhamento da crise guineense e na promoção do diálogo no país.

O bloco lusófono também saudou "a postura responsável que os órgãos de defesa e segurança têm sabido manter, bem como o seu afastamento da cena política e a subordinação ao poder político".

Exortou ainda "a todas as forças políticas guineenses a envolverem-se no diálogo e a consolidarem os esforços para garantir que a Guiné-Bissau avance resolutamente para o caminho da boa governação, da prosperidade e da maior coesão social".

O bloco também se mostrou ciente do acompanhamento do Representante Especial da CPLP para a Guiné-Bissau e da missão da CPLP a Bissau, realizada em fevereiro, sob a liderança do presidente do Conselho de Ministros, embaixador Hernâni Coelho, ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor-Leste.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os países que fazem parte da CPLP.
Rispito.com/Lusa, 01-11-2016

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