quinta-feira, 3 de novembro de 2016

SERIFO NHAMADJO DISSE QUE PR "DEIXOU-SE ENVOLVER" NO JOGO POLITICO

O ex-Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamado, considera que o atual chefe do Estado guineense, José Mário Vaz, "deixou-se envolver" no jogo político e que agora "passou a ser parte do problema".
Em entrevista ao jornal O Democrata, hoje publicado em Bissau, Serifo Nhamadjo, que liderou a Guiné-Bissau na sequência do golpe militar de 2012, considerou que o atual Presidente guineense no lugar de ser árbitro faz parte do jogo e já tem dificuldades em arranjar soluções para o problema.
"Qualquer cidadão que se preocupa dirá que ele faz parte do problema. Infelizmente ele se envolveu de tal forma que agora faz parte, quando devia ser a pessoa que dirime os conflitos entre pessoas desavindas", observou Nhamadjo.
Para o ex-Presidente de transição, no lugar de reserva, José Mário Vaz "vestiu uma camisola".
"Ele tem que se afastar desse jogo e tentar ser um elemento acima de todos os grupos para poder ter a capacidade de juntar todos a bem do país", acrescentou Serifo Nhamadjo.
O anterior dirigente considera que José Mário Vaz não esteve bem na forma como demitiu o primeiro Governo saído das eleições de 2014.
Serifo Nhamadjo entende que em vez de justificar a sua decisão com a necessidade de combate à alegada corrupção dos membros do Governo, o Presidente guineense devia antes denunciar os casos à justiça e esperar pela sua atuação.
Nhamadjo também é da opinião que o atual chefe do Estado não soube "galvanizar a avalanche" de apoio que o país conheceu após as eleições gerais, consideradas um sucesso.
Como saída, Nhamadjo aconselha José Mário Vaz a devolver o poder ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), na qualidade de vencedor das últimas eleições legislativas, lembrando que a Constituição não dá direito ao Presidente para indicar um primeiro-ministro do país.
Ao PAIGC, partido a que Nhamadjo pertence, embora se mantenha afastado das lides partidárias, o ex-dirigente exorta no sentido de uma reconciliação verdadeira para que se possa fazer valer a maioria absoluta conquistada nas eleições de 2004.
Rispito.com/Lusa, 03-11-2016

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