quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Umaro Sissoco - primeiro-ministro sem governo num país que continua em crise

Umaro Sissoco Embaló esteve esta terça feira em Liberia com odjetivo de transmitir à presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) os passos que tem encetado para a formação de um governo inclusivo.

Ellen Johnson esteve em Bissau a 18 de Novembro para presenciar a assinatura de um acordo visando a formação do novo executivo no país.

No documento ficou determinado que o novo governo teria que incluir todas as partes envolvidas na crise política e que o primeiro-ministro desse governo seria escolhido por consenso. E a figura teria que ser também alguém da confiança do Presidente guineense, José Mário Vaz.

Mesmo com a mediação da CEDEAO, as partes continuaram a não chegar a um entendimento, pelo que o Presidente guineense decidiu nomear o general na reserva Umaro Sissoco Embaló.

PAIGC, vencedor das últimas eleições legislativas, diz que não reconhece o novo primeiro-ministro e informou que não irá fazer parte do governo, posição também defendida por outros dois partidos com representação no Parlamento guineense, a União para Mudança (UM) e o Partido da Convergência Democrática (PCD).

Desta viagem à Liberia, Umaro Sissoco não trouxe nada de especial, se não o aconselhamento da Ellen Johnson de envidar todos os esforços possíveis para convencer PAIGC a reconhecer e integrar o governo.
Sissoco Embaló prometeu acatar o conselho mas avisou que irá avançar com a sua equipa governamental caso persistir a recusa do PAIGC em integrar o novo executivo.

Mais de uma semana após a nomeação e a tomada de posse de Umaro Sissoco Embaló como primeiro-ministro, a Guiné-Bissau continua sem governo formado.
E ao que tudo indica, a falta de consenso e a não reconhecimento do PAIGC de qualquer primeiro-ministro nesta legislatura, nenhum governo consegue sobreviver devido ao bloqueio do parlamento.
Precisamente desse bloqueio do parlamento, Umaro Sissoco não deve esperar uma governação facilitada e quem sabe, se não será igual ou pior ao do quarto governo derrubado desta legislatura.
Rispito.com, 30-11-2016

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