sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Governo fixa quilo da castanha do caju em 500 francos

Image result for caju da guine bissauO governo da Guiné-Bissau decretou que o preço mínimo para cada produtor vender castanha de caju na campanha prestes a arrancar é de 500 francos CFA (76 cêntimos) por quilograma, anuncia um comunicado divulgado nesta sexta-feira dia 24 de Fevereiro.
A decisão foi tomada na reunião de quinta-feira do conselho de ministros, a mesma em que foi decidido fixar a base tributária em 1.150 dólares (1.083 euros) por tonelada de produto a exportar.

Contactado pela Lusa, Jaime Boles, presidente da Associação Nacional dos Agricultores (ANAG), defende que 500 francos CFA por quilo é "um bom preço" e acredita que os camponeses irão "receber o valor real" do seu produto. 

O responsável disse ter acompanhado todo o processo normativo delineado pelo governo para regulamentar a campanha do caju de 2017 e atendendo às indicações do mercado internacional a comercialização "poderá decorrer tranquilamente", observou.

O presidente da ANAG apenas espera que nos próximos dias o governo faça a divulgação do preço base para evitar que o produtor seja levado a vender a castanha por menos.
Na mesma reunião do conselho de ministros foi determinado que a abertura da campanha deste ano vai ser feita a 31 de Março.

Related imageJaime Boles diz que este é o preço mais alto  já alguma vez fixado pelo governo.
O miolo seco do fruto é o principal produto de exportação do país e a Índia é o principal mercado, mas nos últimos anos as autoridades guineenses têm tentado vender o produto à China e ao Vietname.

A venda de caju representa 90% do Orçamento Geral do Estado guineense.
Segundo dados do governo, a Guiné-Bissau é considerada a quinta produtora mundial da castanha do caju, com cerca de 250 mil toneladas por ano das quais apenas 10% é transformada localmente.

A Guiné-Bissau exportou na última campanha, que decorre normalmente entre Março a Setembro, 200 mil toneladas.
Devido às fragilidades dos serviços de vigilância, parte da castanha acaba por ser vendida no mercado negro para países vizinhos, fenómeno que os governos têm tentado contrariar.
Rispito.com/Lusa, 24-02-2017

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