terça-feira, 18 de abril de 2017


COMUNICADO
A Comissão Permanente da União para a Mudança (UM) reunida na sua sede nacional, em Bissau, para análise do atual momento político que se vive no país, particularmente no que se refere ao espancamento do ativista e porta-voz do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados ((MCCI), Lesmes Monteiro, ao clima de terror que se pretende implantar e às desastradas declarações do “dito” Primeiro-Ministro, senhor Úmaro Cissoko Embaló;
Preocupada com o silêncio sepulcral de Sua Excelência o Presidente da República, face às sistemáticas violações dos direitos fundamentais dos cidadãos constitucionalmente consagrados, que jurou defender e à elevada onda de corrupção que assola o país;
Atenta ao posicionamento de Sua Excelência Macky Sall, Presidente da República do Senegal na sua persistência em pretender legitimar na Guiné-Bissau, um poder inconstitucional, à revelia dos Acordos de Bissau e Conakry e das decisões da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO realizada em Abuja;
Decide:
1. Condenar veementemente a violência utilizada pelas forças de segurança contra cidadãos indefesos, no decurso da vigília efetuada em frente à sede da UDIB e, por mais forte razão, a cobarde agressão perpetrada contra o ativista e porta-voz do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados, Lesmes Monteiro;
2. Manifestar a sua total solidariedade com o MCCI na sua ação de luta cidadã pela reposição da legalidade constitucional e contra todas as tentativas de instauração de um regime ditatorial no país, encorajando-o a prosseguir a sua luta de forma pacífica, mas determinada;
3. Responsabilizar o Presidente da República, o “dito” Primeiro-Ministro e o Ministro ilegal do Interior pela violência exercida contra cidadãos indefesos no pleno exercício dos seus direitos cívicos, democráticos e constitucionais e lembrar-lhes que “a violência engendra sempre a violência”;
4. Condenar as declarações irresponsáveis, oportunistas e divisionistas do senhor Úmaro Cissoko Embaló, no decurso de um encontro com entidades religiosas islâmicas do país, que contrariam em absoluto o valor do princípio da Unidade do Povo Guineense, independentemente da sua raça, cor ou credo religioso e, os esforços consentidos por Amílcar Cabral e pelos Combatentes da Liberdade da Pátria na luta contra o colonialismo e pela construção da Nação Guineense;
5. Manifestar a sua estranheza face ao posicionamento e às recentes declarações do Presidente da República do Senegal, Sua Excelência Macky Sall, ao tentar legitimar um governo ilegal na Guiné-Bissau, à revelia dos Acordos de Bissau e Conakry e das decisões da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO de Abuja, num sinal de total quebra de solidariedade com a nossa organização sub-regional e em particular, com o Mediador da Crise, Professor Alpha Condé, Presidente da República da Guiné.

Feito em Bissau, aos 18 de Abril de 2017

A Comissão Permanente da UM
Agnelo Regalla

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