segunda-feira, 5 de junho de 2017

Comunicado final de CEDEAO ao que toca Guiné-Bissau

No comunicado final e ao que toca a Guiné-Bissau, a CEDEAO  expressa sua profunda preocupação com a persistência do impasse institucional e da politica na Guiné-Bissau, apesar da assinatura, em 14 de Outubro de 2016, em Conakry, do Acordo de Conakry, visando encontrar uma solução duradoura para o prolongado impasse político no país. 
A Autoridade Elogia  Professor Alpha Condé, Presidente da República da Guiné e Mediador da CEDEAO na Guiné-Bissau, pelos esforços de mediação sustentados. 
O Órgão tomou nota da avaliação da situação feita pelo Comitê Ministerial de Alto Nível na sequência da sua visita a Bissau de 23 a 24 de abril de 2017. 
Tomou também nota da prontidão de todas as partes interessadas para realizar conversações diretas, a fim de garantir Implementação do Acordo Conakry. 
A Autoridade exorta o Presidente da República da Guiné-Bissau a cumprir com as disposições do Acordo de Conakry assim como todas as partes de respeitarem rigorosamente e de cumprirem com os princípios do Acordo. 
Foi nesta base é que a comunidade se decidiu alargar o mandato do ECOMIB por três (3) meses, para permitir a plena implementação do Acordo de Conakry pelas partes.. 
CEDEAO afirma a sua determinação de instituir, se necessário, sanções específicas contra todos os que obstruem a implementação harmoniosa do Acordo de Conakry. 

E, uma vez mais, elogia a não interferência do Exército no impasse político e insiste firmemente para que continue de maneira semelhante. A Autoridade ordena à Comissão que continue avaliando regularmente, Comissão ministerial de nível, dos progressos realizados no respeito e na estrita implementação do Conakry

Enquanto isso, e face a comunicado final de CEDEAO, o Presidente José Mário Vaz, afirmou estar aberto para encontrar uma solução que possa contribuir para a paz e estabilidade no país, convidando todos os guineenses a participarem naquele processo.
"O que posso dizer neste momento é que eu e a Presidência estamos abertos em acolher todas as opiniões, todos os apoios, todas as sugestões, tudo o que possa contribuir para a paz e estabilidade para a Guiné-Bissau. O Palácio está aberto e o Presidente da República também está aberto", disse José Mário Vaz.
O chefe de Estado guineense falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau após ter chegado de Monróvia, na Libéria, onde participou na cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
"O mais importante neste momento é encontrarmos a solução que faça este país, definitivamente, um país em que podemos respirar paz e estabilidade, é esse objetivo deste momento", sublinhou.
Para José Mário Vaz, o "importante neste momento" é que os guineenses deem o seu "melhor na busca de uma solução" para a crise política que o país atravessa.
Sem nunca se referir diretamente ao Acordo de Conacri, patrocinado pela CEDEAO, José Mário Vaz afirmou que a saída da crise está nas "próprias mãos dos guineenses".

Lembra-se que em Maio, o Conselho de Segurança da ONU também manifestou preocupação com a prolongada crise política e institucional na Guiné-Bissau e pediu ao Presidente do país, José Mário Vaz, para cumprir o Acordo de Conacri.
Rispito.com, 05-06-2017


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