quarta-feira, 18 de outubro de 2017

José Mário Vaz diz que"não compactua" e condena incidente na sede do PAIGC

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou hoje (18-10-2017) que "não compactua" com actos que atentam contra a estabilidade do país e condenou o incidente registado na sede nacional do PAIGC.

"O presidente da República, senhor José Mário Vaz, não teve conhecimento dos preparativos, nem compactua com a realização de actos desta natureza, atentatório à estabilidade e à paz social", refere um comunicado oficial distribuído à imprensa.

Um grupo de jovens tomou hoje (18-10-2017) de assalto a sede nacional do PAIGC, em Bissau, tentando impedir os militantes de entrar e as duas partes acabaram em confrontos.

O PAIGC, na pessoa do seu porta-voz, João Bernardo Vieira, acusou na altura o Grupo dos 15 dissidentes do partido e o Presidente da República de serem responsáveis pelo assalto.

Segundo a fonte, "há algum tempo que o PAIGC tem sido ameaçado pelo Grupo dos 15, que tem sido claramente apoiado pelo senhor presidente da República”.

João Bernardo Vieira disse não ter dúvidas de “foram pessoas mandatadas pelo Grupo dos 15, com o apoio do presidente da República. É lamentável que numa situação em que estamos todos à espera de paz e de estabilidade haja situações do género".

No seu comunicado, a Presidência da República refere que Mário Vaz "sempre se esforçou por aproximar as partes litigantes do PAIGC”, tendo por isso apelado às "partes desavindas (…)  a privilegiarem o diálogo e a tolerância, ao invés do confronto, na resolução dos diferendos internos do partido".

A Guiné-Bissau vive um impasse político há cerca de três anos, depois de o PR ter demitido o Governo de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, partido que venceu as eleições legislativas de 2014.

Os 15 fazem parte de um grupo de deputados expulsos do PAIGC, depois de votarem contra o programa do Governo, submetido ao Parlamento por Carlos Correia, que veio a substituir Domingos Simões Pereira.

Na sequência dessa expulsão, o Parlamento ficou bloqueado e está parado há cerca de dois anos.

O actual Governo, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do PAIGC e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacry.

O Acordo de Conacry, mediado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual, integrado por todos os partidos representados no Parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos.
Rispito.com/Lusa, 18-10-2017

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