quarta-feira, 14 de março de 2018

O DUALISMO

Ao longo do desenrolar do processo político-social, na Guiné-Bissau, principalmente no de ultima década e meia, moveu-me tanto enquanto cidadão para emitir mais uma vez a minha modesta opinião.

Começava nesta ótica com o conselho de Cícero no De Officiis “A todos os que propõem ter uma boa carreira, a filosofia moral é indispensável”. olhando atentamente ao cenário político-social e cultural-filosófico guineense vê-se que quase toda a sociedade e em particular os cidadãos guineenses são movidos pela dinâmica de vícios amargos da politica de polítiquistas, até me parece que nada muda, ou esteja em direção e sentido retrógrado do progresso, paz, estabilidade, liberdade, justiça, e boa governança.


O motivo que se justifica aprender a ética é “ter uma boa carreia” seja qual for no exercício das nossas funções e de até nos atos da cidadania do quotidiano. Esse é indispensável motivo. Aliás, trata-se do motivo que se usa para sugerir a todos para uma boa prática de “gestão” político-social ou cultural-filosófico.

O Dualismo não é algo novo, existiu desde os primórdios, se vive ainda, e existirá por diante. Para ter uma boa carreira que se investe, emprega, despede e se fazem tantos outros na arena político-social ou cultural-filosófico, o motivo justifica-se aprender a ética e ser ético, para justificar os motivos. Daí, deve-se então, para ter uma boa carreira que se estuda ou se aprende a ética? Quando ser ético prejudicar a carreira o que se faz? Abandona-se a carreira ou a ética?

Ao longo do artigo será debruçado as posições que tem boas razões para ser aceites. partindo dos pressupostos citados segue uma que vai merecer a atenção “o que aproveita ao homem ganhar o

mundo inteiro, se vier a arruinar a sua própria vida? Ou o que se poderá dar o homem em

troca da sua vida?” (Mt 16,26). Em certo sentido trata-se de uma questão crucial para o caso de processos político-social e cultural-filosófico na Guiné-Bissau. Observando o percurso do dia a dia nas nossas atividades, focamos e elegemos como propósito, natural e legitimo o SUCESSO.

É claro que qualquer um queira ganhar, pois ninguém age para perder. Mas uma reflexão sobre a ética oferece-nos uma coisa além do que ganhar. Desde o tempo de jesus cristo (4 a.C. – 30 d.C.), na vida moderna de negócios, da politica, da arte, da filosofia e do desporto, conhece-se muita gente em que esta dualidade se verifica claramente “Ganham o mundo inteiro, mas

arruínam a própria vida”. esta dualidade me parece coincidente com o que se vive na sociedade guineense com os compatriotas, começando desde épocas dos impérios passando pela génese da nossa nacionalidade, testemunhamos pelos factos e dados históricos, O Amílcar Lopes Cabral, Luís Cabral, João Bernardo vieira Nino, Malam Bacai Sanha, Koumba Yalá, da era do camarada manda matar camarada, camarada expulsa o camarada, da era do partido é nosso, era da arrogância e dos arrogantes, e por diante.

De acordo com Neves (2008), salienta que, “existem situações em ganhar um negócio (caso) pode implicar perder a própria vida, e existem casos em que temos de escolher ter uma boa carreira e uma carreira boa”. É aí precisamente que a ética é mais importante. Nisto, entende-se neste artigo a Ética, como aquele que não tem como finalidade determinar comportamentos ideais, fazer juízos de valor, estabelecer as melhores decisões e decisores, mas, trata-se de ganhar de conseguir viver bem a vida, chegar ao fim em primeiro lugar. pois ele é mesmo para vida. Supomos no desporto, pode haver nas bancadas alguém mais rápido ou mais forte que o vencedor, até pode haver entre os concorrentes um participante que seja favorito, mas naquele dia estava maldisposto ou incapacitado, pode ver, não são esses que ganham a medalha ou troféus, mas sim, aquele que venceu, que chegou ao fim em primeiro lugar, ou seja teve mais pontos, ou que saltou mais alto, é o que ganha a prova. poderia referir outros em termos abstratos, a ética é como a competição mas nunca é abstrata. Ele é sempre na vida real daquele momento. Por isso a ética necessário para nosso cenário, serve para ajudar aqui e agora, neste sarilho em que se está metido, a decidir da melhor maneira. Ele ajudar-nos-á a chegar ao fim e vencer. É possível definir já aqui uma questão importante e ético neste artigo: qual á coisa certa a fazer nesta situação em que estamos envolvidos? é uma questão que deve ser respondido na primeira pessoa, com enorme candência e frequentemente urgente. Alguma vez envolvido numa situação difícil exigente angustiante até, quer saber o que se deve fazer, esta é uma pergunta ético que se deve fazer.

Muito atento ao imbróglio que se vive no cenário guineense, coberto de divergentes propostas de solução, sensibilidade contraditórias na aplicação de medidas de solução, levou-se a mais candente e tsunami situação cuja o vetor magnético leva a sociedade a um caos total. Pois, perderam-se com a razão de ser, a busca de felicidades.

Nesta abordagem vou considerar três aspetos esterilizadas. Isto é que parte de um consenso valorativo original, que oriente a sociedade; uma confusão no debate e; termina num novo consenso posteriormente desafiado. Talvez existem muitos pontos controversos na tabua de Ouro “Acordo de Conacri” como qualquer discrição que se segue:

É importante meditar nesta parábola: “O Elefante e os cegos”

“Era uma vez seis cegos viviam numa aldeia. um dia os aldeões disseram-lhes: “hoje está um elefante na aldeia”. Eles não tinham a ideia do que era um elefante e decidiram: “embora não possamos vê-lo, vamos lá e vamos tocar-lhe”. e todos foram onde estava o elefante e cada um por sua vez tocou-lhe. “Eh, o elefante é uma coluna”, disse o primeiro homem que lhe tocou na perna.

“Oh não! é como uma corda”, disse o segundo homem que lhe tocou na cauda.

“Não, é como um ramo grosso de uma arvore” disse o terceiro homem que tocou na tromba do elefante.

“É como um grande leque de abanar”, disse o quarto homem que tocou na orelha do elefante.

“É como uma parede grande”, disse o quinto homem que tocou na barriga do elefante.

“É como um turbo duro”, disse o sexto homem que tocou na presa do elefante.

Eles começaram a discutir e todos insistiam que tinham a razão. apreciam muitos agitados. Rsss, Rsss (sorriso), algo inédito e igual a nossa situação. Daí um homem sábio que passava por ali viu isto e perguntou-lhes: “qual é o problema?” eles disseram: “não conseguimos concordar como é um elefante” Cada um deles disse como achava que se parecia o elefante. O homem sábio calmamente explicou-lhes: “Todos vocês têm razão. a razão porque cada um diz diferentemente é porque tocou numa parte diferente do elefante. pois ele tem todas estas caraterísticas que todos disseram” assim deixou de haver a luta e todos ficaram contentes por terem razão”

O Cenário sócio-político da Guiné-Bissau, está encalhado no segundo aspeto, numa confusão tremenda do debate, não só do que é o acordo Conacri, mas também como aplica-la!!!, também me parece que não existe um interlocutor sábio a quem, e ainda, de lhes dissipar duvidas e orienta-las a um consenso desejado.

Naturalmente a ignorância é consequente ao ato da vontade na medida em que a própria ignorância é voluntária. Isto é o ato da vontade se refere a ignorância, quando um homem deseja não saber, não entender para poder ter desculpa para pecar, ou não ser impedido de cometer asneiras. “Desejamos não ter conhecimento dos teus caminhos” (Job 21, 14). É o que é chamada de ignorância “afetada”. de outra forma ignorância voluntária àquele que se refere áquilo que qualquer um pode e deve saber “não agir e não querer”, esta ignorância gerada é a que se chama “ignorância de má escolha”, que tem a sua fonte numa paixão ou habito”. Meus compatriotas! daí todas as influencias são importantes e a sua determinação concreta é relevante para o juízo ético. O dualismo “ganhar o mundo inteiro e perder a vida”, está encarnado nos hostes da esfera da politica publica (EU SOU DO POVO OU EU SOU DO PARTIDO) em nome do bem-haja, proclamam a confusão, besteiras, erros infantis e, hipocrisia na medida do tamanho dos seus perfis. Onde está o sábio para dissipar as duvidas? pergunto se não tem ninguém que conhece o acordo do Conacri como que conhecia o elefante? hemos de encontrar com este sábio?

O povo injustamente faltou-lhes a verdade, a verdade que bem merece, faltou-lhes um digno representante ou até um digno mediador, notam só como é irritante o desacordo de um acordo! quem nos dissipe a dúvida do ponto de divergência? um estado soberano não deveria meter-se num jogo de xadrez sem o conhecimento dos princípios do jogo. Ora aí vamos, ora aí viemos! ainda no ponto de partida estamos, avanços nulos, progressos nulos, mais intrigas, mais calunias, mais desobediências, mais fragilidade, mais divisão (forças opostas), mais vícios, mais pobreza, mais riscos (económicos, políticos, ambientais, tecnológicos), mais corrupção, é igual a Republica da Guiné-Bissau. Essa equação deve-se a um longo analise robusta do cenário político-social e cultural-filosófico. O individuo A agiu injustamente/corretamente pelo poder, e afastou o individuo B, o individuo C, D, E, F, G, H, etc., protagonizam, vangloriam que merecem o poder! Pergunto de quem é o poder? talvez seria mais difícil responder: Dai o B o que é do B, como respondeu Jesus Cristo aos hipócritas, dai o Cesar o que é de Cesar.

Para nossa reflexão segue mais uma parábola:

“Era uma vez um velhote que se julgava ser sábio e prudente, sempre esteve pelo bom juízo. quase toda a comunidade experimentou-lhe cair nos erros, mas manteve-se pelo bom juízo. Um dia, um menino que passeava num jardim, junto onde o velhote se sentava todos dias, pegou num

pássaro, e deu-lhe na cabeço “que posso fazer com este pássaro?” e disse “hoje vou desafiar o velhote sábio”, vou lhe perguntar “Oh Velho, diga-me uma coisa, “este pássaro está vivo ou está morto?” se dizer esta vivo! abrirei a mão (pássaro voa) e se dizer está morto, apertarei as mão (morre o pássaro)! certamente terá que dizer uma. E não hesitou dirigiu-se ao velho sentado, perguntou-lhe: oh, velho diga-me uma coisa este pássaro nas minhas mãos está vivo ou está morto? o Velho sorriu-se e cariciou-lhe a cabeça e respondeu: Filhinho meu, tudo está nas suas mãos, a vida e a morte deste pássaro”.

A todos os cidadãos envolvidos é hora de se reconsiderarem as posições, é hora: Se for para desistir desistam de procurar problemas, vão ver que nesse momento que encontram as soluções. a FELICIDADE e a DISGRAÇA, o BEM e o MAL para com o nosso país estão nas nossas mãos. Palavras para o povo (bem-haja).

Por: Júlio Biaguê
OBS: Todas as ideias aqui transmitidas são da inteirta responsabilidade do seu titular (autor)

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