quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

defende referendo para revisão constitucional em 2019

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, sugeriu a realização de um referendo que poderá possibilitar a revisão constitucional em 2019, como fórmula para acabar com as divergências entre as instituições do Estado e "acalmar o país definitivamente".

A posição de José Mário Vaz, hoje transmitida pela rádio nacional guineense, foi feita no tradicional jantar de Natal que o oferece, há cinco anos, aos funcionários e colaboradores da Presidência da República.

"Peço aos filhos da Guiné uma coisa: Temos que fazer um referendo sobre a revisão constitucional no nosso país. O problema da Guiné-Bissau não se reside nas pessoas, mas sim nas instituições e no sistema do Governo", acrescentou José Mário Vaz.

Para o líder guineense, só uma clarificação poderá acabar com as divergências à volta da Constituição da República o que, disse, trará uma paz definitiva ao país.

A Guiné-Bissau tem o semipresidencialismo, como sistema de governo, as têm sido recorrentes debates a nível interno e incentivos da comunidade internacional sobre a necessidade de uma alteração, sob alegação de conflitos potenciados pelo modelo constitucional.

José Mário Vaz entende que uma revisão da Constituição daria possibilidades para que o chefe do Estado a ser eleito em 2019 "tenha as coisas clarificadas".

"O Presidente que for eleito não terá problemas", disse José Mário Vaz, olhando já para as presidências de 2019, ano em que também quer que a Guiné-Bissau realize as primeiras eleições autárquicas.

O Presidente guineense voltou a destacar a acalmia existente no país, destacando o papel das Forças Armadas e ainda pediu aos colaboradores da Presidência que façam o mesmo com o próximo líder do país.

"Peço-vos que qualquer pessoa que se venha a sentar nesta cadeira presidencial que tenha a mesma colaboração de todos os trabalhadores da Presidência" exortou José Mário Vaz
Rispito.com/Lusa, 25-2018

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