sábado, 16 de março de 2019

O RESCALDO DAS ELEIÇÕES

Hoje, do que se fala mais é o rescaldo das eleições... E o primeiro factor a realçar é que as mesmas foram  considerada mais uma vez de livres, justas e transparentes. Onde a postura do povo guineense mereceu, como sempre, estar no topo da classificação.

Quando falamos de um povo é sempre importante mencionar o valor da sua conjuntura, do seu comportamento e da sua obediência.
O povo da Guiné-Bissau merece respeito pela sua humildade, mas também pela sua forma sabia de expressar sempre que é chamado para dissipar a verdade da mentira.

Exactamente foi nesta base, que depois de tudo que a Guine-Bissau sofreu na crise iniciada com a demissão de 1º governo de PAIGC. Passados quatro anos, este povo que da sua maioria, muitos consideram de analfabetos e desinformados. Mas a sua linguagem eleitoral sempre expressa  o quanto este povo é experiente em falar com os políticos, de maneira justa e respeitoso nas urnas.

Três dias passaram depois da votação (13-03-19), CNE, a entidade competente para administrar o processo eleitoral e de anunciar os resultados,  avançou com os provisórios oficiais. Dos quais a CNE reconfigurou no dia 15 de Março, e mandou publicando-los no boletim oficial, para tornar assim definitivamente oficial o recado de povo guineense  aos políticos.

O recado que mexeu com sensibilidade de todas as formações politicas, entre os que reconheceram democraticamente a suas derrotas, como os que reclamam injusto o resultado anunciado, mas que não passa de mérito de cada um, baseado no seu trabalho feito tendo em conta o seu comportamento e a sua idoneidade politica.

O povo demonstrou a classe politica que cada um merece seu respeito como cidadão, mas também cada um merece repreensão sempre que é necessário. Se não vejamos:

PAIGC habituado a maioria absoluta caiu para 41% com soma 47 mandatos, um resultado que embora atribui vitoria ao partido mas ficou aquém de um mandato confortável... No qual é obrigado a recorrer acordos e alianças para poder governar o país e de tentar pôr em prática seu programa eleitoral.
Seja como for, PAIGC conseguiu ser o partido vencedor das eleições, mas de certeza percebeu a linguagem do povo. O que significa certo descontentamento embora continua uma réstia de confiança no partido.

PRS, que outrora ocupava o lugar de segunda força politica do país, foi o partido que levou a chicotada mais dolorosa   dada pelo povo. Com apenas vinte e um mandatos, PRS, não só deve estar a chorar a falta dos vinte mandatos que tinha na legislatura passada, como também perdeu o lugar da segunda força politica no parlamento e o prestígio de ser  o líder da oposição.
Uma repreensão muita amansador que o partido deve repensar e rectificar eventuais falhas, assim como afinar novas estratégias de ré-erguer a sua confiança perante o povo em caso ainda quiser garantir um lugar na convivência dos chamados "Partidos Grandes"

MADEM-G15 é um partido com prémio de revelação no cenário politico da Guiné-Bissau. 27 dos 102 mandatos é o total atribuído a um partido novo mas que na verdade demonstrou ter homens e mulheres de experiências maduras.
Querendo ou não, este partido dirigido pelo popular Braima Camará, e a cúpula maioritariamente dos deputados expulsos do PAIGC na legislatura passada, conseguiram traduzir em pratica um trabalho que merece elogios.
Depois de travar muita guerra com seus antigos camaradas da mesma casa, ainda num país mergulhado em profunda crise, MDEM-G15 se afirmou como  partido politico num espaço de sete meses antes das eleições. Com um efeito inédito, MADEM-G15 catapultou-se de maneira folgada para o lugar de segunda força politica e líder da oposição do país.
Um partido aquém de um alcance para chefiar o governo, mas é um partido ganhador perante a expressão do povo.

APU PDGB, é um partido que no ultimo julgamento popular apareceu num lugar prestigiado e de muita responsabilidade.
Uma confiança  atribuída pelo povo, com cinco mandatos no total, mas que se revê numa chave de equilíbrio para uma estabilidade governativa do país.
Um atributo que pode engrandecer a dimensão do partido como também penaliza-lo... dependendo da sua atuação e do seu comportamento perante a tamanha responsabilidade que pende aos seus ombros no desenrolar dessa legislatura.

União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com um mandata cada, também faz parte do parlamento com papel não menos importante perante a criação de um mandato com folga e de oposição necessária.

Nesta base, vai um agradecimento especial a todos os partidos  que fizeram parte neste embate eleitoral, com certeza de terem valioso contributo para o fortalecimento da democracia do país

Em fim... É importante que todos compreendam que o maior vitorioso é o pais e a democracia,  onde as diferenças de ideia sejam consideradas simplesmente  de adversidade e não um choque de inimigos. Pelo que é necessário colaboração de todos em detrimento de transformar  essa vontade popular numa legislatura de sucesso.
Samba Bari

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