quinta-feira, 4 de abril de 2019



SAMBA BARI LANÇA DUAS OBRAS LITERÁRIAS EM BISSAU
Escritor guineense, Samba Bari, lançou neste dia 03 de Abril em Bissau, duas obras literárias, "A batalha dos Vivos e A guerra de Bissau". O autor escolheu CEIBA HOTEL para a sessão de apresentação do seu trabalho, que foi transmitido em directo por muitos na rede social, com a presença de todas as rádios de Bissau e a Televisão estatal do país.

"A BATALHA DOS VIVOS E A GUERRA DE BISSAU", já lançadas em Lisboa nos dias 27 de Agosto de 2016 e 24 de Novembro de 2018 respectivamente. Depois desta apresentação na capitaal guineense, as duas obras já estão na banca nacional,,

A convite do escritor, os livros "A Batalha dos Vivos" e "A Guerra de Bissau" foram apresentadas por Afonso Gomes e Dabana Naualna na quarta-feira, dia 03 de Abril, no CEIBA HOTEL. Com uma moldura humana que superou as expectativas e a sala disponível tornou-se bem pequeno para acolher tanta gente.

Ao falar da "A Batalha dos Vivos" o autor resumiu dizer que, quando pensou no titulo, teve em conta que a vida está composto de uma luta continua. E as batalhas fazem parte das etapas dessa luta. Mas também com certezas de que só a pessoa viva pode participar nas batalhas dessa vida. Se a pessoa estiver afastada definitivamente desse mundo, com certeza as batalhas ficam reservadas aos vivos.

Afirmando que o livro faz retrato de comportamentos da sociedade guineense, das controvérsias politicas, de mando e desmando, assim como as incompreensões que afectam o sentir coletivo dos guineenses. Mas o livro não se limitou só no apontar falhas ou só no enumerar erros, como também trouxe muitos aconselhamentos e demonstrações do que deve ser o agir diário dos cidadãos para o alcance do desenvolvimento almejado. E por conseguinte, o livro trás em cronologia, muitas datas históricas importantes que devem ser memorizadas para cada geração ou documentadas para consulta permanente.

Quanto a segunda obra, "A GUERRA DE BISSAU", A escolha do titulo lhe pareceu mais adequado quando pensou na intranquilidade continua e quase que permanente da Guiné-Bissau. Acabou de constatar que, excepto a luta travada contra o jugo colonial que envolveu todo o país, depois da independência, todos os problemas do país apareceram em Bissau, entre duas classes: Politico e militar. E todos com motivações principais entre a luta pelo poder, as ganâncias de quem manda,  ou de quem deve mandar em quem.
Entretanto, se as contradições, os desentendimentos e as guerras nunca foram originadas por nenhuma outra cidade do país se não da capital. Então as guerras só podem ser chamadas de Bissau.

Depois de pedido de desculpas pela dureza do tema escrito, sublinhou que para manter  uma longa história em pormenor, nunca é suficiente confiar no potencial da conservação do cérebro humano,  isso devido a natureza frágil da nossa memoria, que normalmente com o passar do tempo de pouco a pouco, tudo acaba por se escapar. Mesmo no cérebro dos próprios intervenientes até no das testemunhas vivas, pior ainda na memória dos que foram simplesmente contados.
  
Sempre em respeto do povo guineense e ao publico leitor, Samba pediu compreensão e entendimento de que o aparecer do livro AGUERRA DE BISSAU, independentemente da emoção que possa causar ou do género literário em que se enquadra, deve ser entendido como importância capital, não somente a divulgação de factos pesados que aconteceram, mas sim como um elo de comunicação e de partilha, daquilo que marcou pela negativa à todo um povo e também como uma demonstração de um exemplo a não seguir.

O livro “A Guerra de Bissau” mais do que preservar os acontecimentos ou os episódios de 7 de Junho e os factos subsequentes, também trás ideias que  demonstram passados vinte anos, a guerra deixou feridas profundas e sequelas ainda bem presentes na sociedade guineense, em demonstração de que este desentendimento que se descambou em conflito armado em nada de bom contribuiu para a pacificação do país apesar das grandes esperanças que motivou.

Antes pelo contrário, provocou não só a perda de muitas vidas, enquanto durou; também aumentou a pobreza do país com a ruína da economia; contribuiu para a fuga de muitos cidadãos para o estrangeiro; criou muita arrogância;  fomentou o espírito da violência; elevou o nível da corrupção e o enriquecimentos ilícito, enfraqueceu o poder do Estado. 
Rispito.com, 04-04-2019

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