quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

PAIGC vs Jorge Carlos Fonseca

Comunicado de imprensa
O PAIGC tomou conhecimento do volte-face protoganizado pelo sr. Presidente da Republica de Cabo Verde, senhor dr. José Carlos Fonseca, por sinal um constitucionalista, sobre o actual contencioso relacionado com as ultimas eleicoes presidenciais de 29 de dezembro.

Ha menos de mês e meio o sr. Presidente Jose Carlos Fonseca recebeu o candidato Úmaro Sissoko Embaló, que de forma errada foi anunciado pela CNE, como vencedor das eleiçőes, tendo, após as criticas formuladas de diversos quadrantes contra tal facto, justificado as suas razões, por estar mal informado.

Volvidos alguns dias, eis que o sr. Presidente dqa República de Cabo Verde vem de novo dar o dito por nao dito e numa entrevista à RTP e RDP Africa expressa o reconhecimento de Cabo Verde e da CPLP à Úmaro Sissoko Embalô como Presidente eleito, justificando incrivelmente, que o mesmo foi recebido como tal pelos Presidentes Macky Sall do Senegal, Muhamadu Buary da Nigeria, Baró da Gambia e Marcelo Rebelo de Sousa de Portugal.

O PAIGC lamenta constatar que até figuras iminentes da constitucionalidade dos Estados se verguem perante interesses terceiros, sabendo-se que o STJ ja produziu dois Acórdãos dando razão ao PAIGC e ao seu candidato, sobre a existência de uma grande e vergonhosa fraude cuja cobertura está sendo dada sob a maquinação e beneplácito de interesses subregionais.

O Sr. Presidente da República de Cabo Verde deve por direito e obrigação saber disassociar e equacionar os problemas de ordem jurídica com questões de ordem política, como infelizmente demonstra com este preocupante e incompreensivel reconhecimento de um Presidente que não está ainda eleito, a não ser que agora Cabo Verde e a CPLP andem à reboque de interesses de terceiros.

O PAIGC quer aceitar o facto do Sr. Presidente José Carlos da Fonseca troque o seu fato de Combatente da Liberdade e discipulo de Cabral por outras vestes que não configuram o que a República de Cabo Verde sempre assumiu na sua postura diplomática e política.

Contudo e apesar de aceitarmos que se mudam os tempos e as vontades, o PAIGC nao pode de maneira nenhuma compadecer-se perante novas alianças que se forjam com o compadrio daqueles que consideramos irmãos e companheiros de luta, contra a nossa fiel e comprometida luta pela edificação e reforço, nesta nossa martirizada Guiné-Bissau, de uma sociedade de democracia e de um verdadeiro Estado de Direito Democrático.

O PAIGC e o seu líder continuarão a ser fiéis ao pensamento de Amilcar Cabral e dos Combatentes da Liberdade da Pátria e não baixarão os seus braços, nem tão pouco capitularão perante as injustiças,
ilegalidades e vende pátrias e em nome dos valores da democracia, da justiça e da verdade e patriotismo estão dispostos a caminhar em frente e a não se curvarem nunca, perante o espectro da traição e de conivências que ponham em causa a nossa real e sustentavel independência, conquistada com o suor, sangue e sacrifícios de grandes patriotas guineenses e cabo-verdianos.

Bissau 04 de fevereiro de 2020.
Secretariado Nacional
O PAIGC

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