segunda-feira, 23 de março de 2020

ARISTIDES GOMES RECUSA PROPOSTA DE IDRIÇA DALÓ

A imagem pode conter: 1 pessoa, fatoAcusei a recepção de um texto, assinado pelo Presidente do Partido de Unidade Nacional, Idriça Djaló,  propondo uma espécie de “pacto de conciliação no combate ao COVID-19”. Não  teve esta nomenclatura,  mas julgo constituir a síntese da ideia nele proposta. Isto, além de ter avançado com a sugestão de nomes que deveriam incorporar uma eventual equipa, que iria consubstanciar a abordagem desta plaforma multi-Sectorial.
Louvo a iniciativa, pois expressa a preocupação do povo guineense. Contudo, há que esclarecer, que a “política de conciliação” com traficantes de drogas e golpistas não pode, jamais, mais ser usada como paliativo para crises provocadas por eles mesmos. A estratégia tem sido essa: promovem o caos para terem ganhos e ocuparem postos políticos e administrativos, sempre usando as mesmas práticas reprováveis de crimes, com drogas, emissão de passaportes falsos e saque dos cofres públicos, etc.

O Governo que tenho a honra de liderar, resultante da Eleições Legislativas de Março de 2019, estava a dar forma ao funcionamento  de um Estado clássico na Guiné-Bissau. Em vários domínios  eram notórios avanços, motivando os parceiros internacionais a investirem nos nossos projetos de desenvolvimento. 

A interrupção provocada por um golpe é responsável pela ruptura de uma série de medidas que estavam em curso, entre elas o combate ao COVID-19, em perfeita sintonia com as determinações e orientações da OMS e parceiros internacionais. 

Hoje estamos perante evidente fracasso destes incompetentes, que assaltaram o poder, configurando um “Crime Humanitário”. Devemos responsabiliza-los   por cada morte e cada sequela,  decorrente do avanço do COVID-19. Conciliar com golpistas é adiar o resgate do nosso país e legitimar os seus actos.

No lugar da proposta do companheiro Idriça Djaló, devemos instar os militares e a CEDEAO a desmarcarem desta aventura e cumprirem as suas obrigações de defesa do nosso povo, do nosso País e da nossa Comunidade Subregional. Penso que, isto é  que deve ser o objeto da  luta, em conjunto com os membros do Governo que lidero, vis a vis a consolidação do Estado de Direito  Democrático, resultante da legitimidade que  nos foi conferida pelo povo nas urnas.

Sobre o Coronavirus, julgo não ser necessário alianças especiais... As estruturas ora criadas pelo meu Governo  devem continuar a trabalhar  bem como manter a dinâmica da colaboração com os parceiros.

Bissau, 23 de Março de 2020
Aristides Gomes 
Primeiro-Ministro

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