sábado, 18 de abril de 2020

Covid-19: Podem morrer 300 mil pessoas em África

The African Continental Free Trade Area Agreement – what is ...A Comissão Económica para África das Nações Unidas apelou esta sexta-feira para que se avance com uma ajuda de 100 mil milhões de dólares para o continente africano.
É provável que a pandemia de covid-19 mate pelo menos 300 mil africanos e ameace empurrar 29 milhões para a pobreza extrema, disse esta sexta-feira a Comissão Económica das Nações Unidas para África (ECA), apelando para que se avance com uma ajuda de 100 mil milhões de dólares para o continente. 

Os 54 países africanos relataram até ao momento menos de 20 mil casos confirmados da doença, uma pequena fracção dos mais de dois milhões anunciados por todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde avisou esta quinta-feira que África pode ter até dez milhões de casos nos próximos três a seis meses. 
“Para proteger e construir uma prosperidade partilhada, pelo menos 100 mil milhões de dólares são necessários de imediato para uma resposta de saúde e social”, disse a ECA. 

 A ECA também está a apoiar um apelo dos ministros das Finanças africanos para que haja um estímulo económico adicional na ordem dos 100 mil milhões de dólares, o que incluiria o adiamento do pagamento das dívidas externas. 

A organização internacional delineou quatro cenários com base no nível das medidas de prevenção introduzidas pelos governos africanos. Na ausência total de medidas, o seu estudo calcula que mais de 1,2 mil milhões de africanos vão ficar infectados e que 3,3 milhões vão morrer ainda este ano. O continente africano tem uma população de cerca de 1,3 mil milhões de pessoas. 

No entanto, a maioria dos governos em África já ordenou medidas de distanciamento social, desde recolheres obrigatórios a orientações de viagens para alguns países em completo confinamento. Mas, no seu melhor cenário, onde os governos introduziram duras medidas de distanciamento social e há por semana 0,2 mortes por 100 mil habitantes, África terá 112,8 milhões de infectados, dos quais 2,3 milhões terão de ser hospitalizados e 300 mil morrerão. 

Combater a doença será complicado por 36% dos africanos não terem acesso a instalações de lavagem doméstica e por o continente apenas ter 1,8 camas de hospital por cada mil habitantes. Em França, em comparação, há 5,98 camas por cada mil habitantes.

Há, no entanto, um factor a favor do continente: tem uma demografia jovem, uma vez que 60% da população tem menos de 25 anos, o que deverá ajudar no combate à doença. Mas, por outro lado, 56% da população urbana está concentrada em bairros de barracas e grande parte é vulnerável por ter VIH/sida, tuberculose e sofrer de malnutrição. 

Além disso, África importa 94% dos fármacos que consome, diz o estudo da ECA, referindo que pelo menos outros 71 países proibiram ou limitaram as exportações de certos produtos considerados essenciais para se combater a doença. 
“No melhor cenário, 44 mil milhões de dólares seriam necessários para testar, para equipamento de protecção individual e para tratar todos aqueles que requeiram hospitalização”, lê-se no relatório. 
Rispito.com/P, 18/04/2020

Sem comentários:

Publicar um comentário

ATENÇÃO!
Considerando o respeito pala diversidade, e a liberdade individual de opinião, agradeço que os comentários sejam seguidores da ética deontológica de respeito. Em que todas as pronuncias expressas por escrita não sejam viciadas de insultos, de difamações,de injúrias ou de calunias.
Paute num comentário moderado e educado, sob pena de nao sair em público