quarta-feira, 8 de julho de 2020

Bem-vindo ao futuro da Guiné-Bissau, um país vigiado pelos serviços secretos

The projects that await you, Mr. President of the Republic, Umaro ...
Presidente anunciou em conferência de imprensa de balanço dos 100 dias da sua presidência que o Estado vai vigiar as comunicações de toda a gente, porque não quer críticas nas rede
s sociais. Tudo em prol da segurança e tranquilidade.
Umaro Sissoco Embaló quer transformar a Guiné-Bissau num país vigiado pelos serviços de segurança do Estado e não é só desejo: garantiu nesta terça-feira que os equipamentos já foram adquiridos e estão a ser instalados.
“O Estado terá a capacidade para monitorizar os insultos sob a capa de anonimato nos órgãos de comunicação social ou nas redes sociais. Quem prevaricar será chamado à Justiça para responder pelos seus actos”, afirmou o chefe de Estado, citado pela agência Lusa.

Sissoco Embaló, considerou  que o país está em estado de coma e que precisa ser reabilitado, sublinhando que vai tomar medidas para alterar esse quadro nos próximos tempos.

Sissoco Embaló deu estas indicações, em conferência de imprensa, quando procedia um balanço dos seus primeiros 100 dias na Presidência guineense.

O chefe de Estado afirmou que se não fosse a situação criada pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou ao encerramento de fronteiras entre os países, a Guiné-Bissau já estaria com várias obras sociais em andamento, disse, apontando a criação de infraestruturas como o legado que pretende deixar quando sair do cargo.
"Esperem para ver no dia em que for anunciado o fim da covid-19 para verem a poeira a levantar-se e a quantidade de chefes de Estado que virão visitar a Guiné-Bissau", declarou Sissoco Embaló.

A referência à poeira a levantar-se é uma alegoria guineense quando se fala de obras de construção civil.

Ainda sobre as iniciativas em curso no âmbito da "recuperação da imagem e credibilidade" da Guiné-Bissau, Sissoco Embaló anunciou que, a partir de 2021, o país passará a organizar cimeiras de chefes de Estado e de Governo no quadro das organizações sub-regionais africanas.

O Presidente guineense afirmou igualmente que enquanto for líder do país nenhum cidadão será alvo de sanção internacional e se isso acontecer será sempre sob a sua indicação "para castigar os perturbadores da paz", disse.

Sissoco Embaló voltou a frisar que, com a sua presidência, acabou a ideia de que a Guiné-Bissau é um Estado pequeno.

Também sublinhou que acabaram os golpes militares e que quem o tentar será apanhado por forças internacionais.

Sobre as sanções impostas a um grupo de oficiais militares pelas Nações Unidas, autores do golpe de Estado de abril de 2012, Sissoco Embaló anunciou que se não fosse pela situação criada pela covid-19 o castigo já teria sido levantado.

O Presidente guineense prolongou, pela sexta-feira, até 25 de julho o estado de emergência no país devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, que na Guiné-Bissau já infetou mais de 1.700 pessoas e provocou 25 vítimas mortais.

O Conselho de Segurança da ONU expressou a semana passada preocupação com os recentes incidentes na Guiné-Bissau e admitiu a possibilidade de adotar "medidas apropriadas" em resposta à evolução da situação no país.

A Guiné-Bissau está a viver um período de especial tensão política desde o início do ano, depois de a Comissão Nacional de Eleições ter declarado Umaro Sissoco Embaló vencedor da segunda volta das eleições presidenciais.
Rispito.com/Publico/Lusa, 08/07/2020

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