quarta-feira, 17 de março de 2021

Marciano Indi revela pormenores sobre “nova tentativa” de sequestro

O deputado e líder da bancada parlamentar da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Marciano Indi, disse esta quarta-feira (17.03), que está em curso um plano para raptar e espancá-lo.

O parlamentar, vítima de rapto e espancamento no ano passado, pede, em entrevista ao Capital News, a intervenção da comunidade internacional, para garantir a sua segurança e integridade física.

Para Marciano Indi, as atuais autoridades guineenses não estão interessadas em garantir-lhe segurança, e pede a intervenção da comunidade interacional, em particular da CEDEAO, para lhe “socorrer”, enquanto deputado do parlamento daquela organização da Africa Ocidental.

O deputado acusa ainda o Ministério do Interior e o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, de serem responsáveis pelos sucessivos raptos e espancamentos dos cidadãos no país:
“Não acredito que as autuais autoridades vão me garantir a segurança, a não ser a comunidade internacional, em particular a CEDEAO, porque também sou deputado dessa organização sub-regional. Não é normal a forma como eles dirigiram para minha casa”, começou por contar, antes de prosseguir:
“Por volta das meia noite, uma viatura da Presidência (da Republica) e da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), com doze homens, pararam em frente da minha casa (em Safim – a 16 quilômetros de Bissau), e a minha salvação foi a comunidade local, que me assegurar desde a denúncia da tentativa do meu sequestro sequestrar.”

Marciano Indi denuncia que, aquando do seu espancamento em 22 de Maio do ano passado, o Chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló teria-lhe deixado uma advertência:
“Depois do meu espancamento, as autoridades do país sabem muito bem o que aconteceu, desde o Ministério do Interior, a Assembleia Nacional Popular (ANP), até a Presidência da República. O próprio Umaro Sissoco Embaló tinha-me telefonado na altura, depois do meu espancamento. Advertiu que se eu continuasse a desafiar a autoridade do estado, seria espancado”, explicou.

O deputado, que não esconde a sua oposição ao atual regime na Guiné-Bissau, avança com a eventual razão para ser alvo de perseguição:
“Como sabem, mantenho-me fiel ao acordo parlamentar assinado entre APU-PDGB e o partido vencedor das últimas eleições legislativas, neste caso o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde). Pressuponho que é uma das razões do meu sequestro e espancamento e isso pode estar por detrás do que está acontecer de novo comigo”, finalizou.
Rispito.com/CNEWS, 17-03-2021

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