domingo, 16 de março de 2014

Radio Rispito Oline e Rispito.com entrevista Afonso Gomes candidato a Deputado para circulo Europeu Clica para ouvir

Uma entrevista que começou fortes com agradecimentos aos guineenses de todos os quadrantes, eleitores e não eleitores, apoiantes e não apoiantes, aos ouvintes da Radio Rispito Online e muito especialmente pela oportunidade e ao bom serviço público prestado pela Radio Rispito Online.
Seguidamente ripostado mesmos agradecimentos pela direção da radio na voz do entrevistador Samba Bari, o curso da entrevista seguiu respeitando as normas que sempre foram e são a definição do "Rispito"

Radio Rispito Online e Rispito.com (RRO/Rispito.com) - Como empresário mas sempre ligado a comunidade dirigindo associações... Como é que nasceu, amadureceu e agora é evidente a sua entrada na política como candidato ao cargo de deputado para o circulo da Europa?

Afonso Gomes (AG) - Muito obrigado por esta pergunta, tal como descreveste e bem... Eu sou ligado a comunidade durante vários anos também representante da Comunidade Guineense no Conselho para Migrações (CM) - órgão de consulta do Governo Português sobre a Matéria da Migração, que visa assegurar a participação e colaboração das Associações representativas dos Imigrantes, dos Parceiros Sociais e das Instituições de Solidariedade Social, na definição das Políticas de Integração Social e de Combate a Exclusão)... E há quem diga porque só agora e nesta altura que entro nessa luta. Mas como deve calcular, eu sou um homem solidário e que sofre muito com os problemas que tocam com os outros. Tendo a experiência que tenho e o marasmo que o país continua mergulhando ano pós ano, fez-me decidir que desta vez, se o povo me der oportunidade, entregar-me-ei de corpo e alma executando o apoio possível ao meu povo que tanto precisa e merece, nesse caso em particular a comunidade da Diáspora do qual tenho possibilidades de encontrar solução de muitos entraves.

(RRO/Rispito.com) - Sabe-se que Guiné-Bissau é dos países onde não existe círculos uninominais o que não habilita ninguém concorrer de forma independente.
Porquê é que a sua escolha partidaria foi RGB e não outro?

(AG) - É verdade... Não só Guiné-Bissau, Portugal também não tem círculos uninominais pelo que é obrigatório candidata-se mediante um partido.
Mas a minha candidatura mediante RGB surge em facto da proximidade ideológica. E podes-me perguntar se RGB não passasse a minha candidatura caia. Também é verdade... Daí que é compreensível de a matéria de migração é supra-partidária, transversal aos partidos, ou seja tem um peso que ultrapassa todos os partidos porque exige um bom conhecedor da matéria e que vive dentro da situação.
Por isso, em caso for eleito, vou-me empenhar na revisão da lei para que os Deputados dos círculos da Diáspora sejam dispensadas a obrigatoriedade de conotações partidárias.

(RRO/Rispito.com) - Em caso de vitória eleitoral onde será a sua residência?

(AG) - A minha residência será obviamente na Guiné-Bissau.
Porque temos quatro sessões parlamentares em que cada sessão é de trinta dias o que significa quatro meses. Mas seja como for tenho que estar sempre próximo do meu círculo mediante a grande sorte que hoje o mundo vive da evolução tecnológica.
Um exemplo prático é essa entrevista que está a decorrer entre mim aqui em Lisboa e você em Manchester (residência da Radio Rispito Online) numa conversa como se fosse sentados na mesma mesa.
Portanto através desse meio tecnológico podemos aproximar para colocar e discutir os problemas porque felizmente tenho um pouco de domínio tecnológico para esse efeito. Mas a minha residência será mesmo em Bissau.

(RRO/Rispito.com) - Sendo que Europa não se trata só de Lisboa, Madrid, Paris, Copenhaga e etc... ou seja nas capitais onde se verifica maior numero de emigrantes.
Qual será o método de conhecer os problemas dos concidadãos até nas mais pequenas cidades?

(AG) - Isso constitui um problema, porque mesmo que tivemos capacidade de chegarmos em todos as mais pequenas aldeias dos países, isso vai acarretar grandes custos ao estado e como deve calcular que o estado da Guiné-Bissau é empobrecido.
Por isso repiso na pergunta e resposta anterior para dizer que vamos usar os meios tecnológicos a disposição cujo os encargos não vão contrabalançar de maneira péssima as condições económicas e sociais do país.
Porque para mim a dimensão e peso da Diáspora exige um mínimo de quatro Deputados para poder responder aos problemas dos concidadãos. Com um só Deputado e com as condições económicas do país, isso limita muito a capacidade operacional de poder estar em todos os lados e ainda pior quando o Deputado não for um dominador de meios tecnológicos para poder Alencar os problemas.
Exemplo disso é o recenseamento eleitoral que ficou limitado a um numero ínfimo, sem capacidade de atingir Inglaterra, Alemanha, Luxemburgo, Bélgica e etc... grande maioria de países onde reside elevado numero de guineenses com mesmos direitos.
Por isso repito, círculo de Europa precisa um mínimo de quatro Deputados.

(RRO/Rispito.com) - No programa está "colocar a Diáspora como o motor de desenvolvimento económico e social da Guiné-Bissau". Mas como?

AG) -  É para ver que de uma forma Ad-doc aproveitamos o potencial da nossa emigração. Mas, de uma forma desorganizada sempre é um desperdício uma vez que um dinheiro enviado a mão não entra no circuito normal de economia. Sedo assim, o meio mais rentável é a Bancanização do sistema.
E ainda temos emigrantes com conhecimentos e o país varias vezes recorre aos estrangeiros em vez de utilizar o sistema de captação dos intelectuais nacionais no estrangeiro que de certeza trás menos custo e com rentabilidade igual.
Sei que isso não está na competência de um Deputado, mas estando lá serei capaz de pôr a minha capacidade e a minha experiência a disposição do governo para que juntos possamos analisar como é possível captar o intelecto e a remeça dos emigrantes para o desenvolvimento económico da Guiné-Bissau. Porque emigração é uma reserva estratégica de um país.

(RRO/Rispito.com) - Falou-se na estruturação de Embaixadas e redes Consulares... Como?

(AG) - Na minha apresentação usei o termo de que "não podemos ter organização do Século XV e responder os problemas de Século XXI". Ou seja, a forma como temos as nossas Embaixadas e forma como temos as nossas redes Consulares a funcionar não podemos responder os problemas e muito menos os desafios atuais.
Mas na minha modesta parte, e outra vez sendo a matéria do governo mas ofereço a minha experiência administrativa para ajudar compatibilizar essa situação que toca e muito com os emigrantes.
Porque se conseguirmos definir o perfil de um Diplomata de século XXI, quais as atribuições de uma embaixada, qual é a capacidade notarial de Consulado de um país, apartir daí será mais fácil reestruturar a nossas Embaixadas caso contrario a restauração passa sempre para um plano a seguir.
Os que estão atualmente nas Embaixadas também são formados e competentes mas o sistema que está organizado e as funções que estão definidos não lhes permitem a demonstração de um bom conhecimento e executar um trabalho de qualidade. Daí a necessidade de estruturação para poder responder os problemas do século XXI.
Numa pequena entrevista a radio não posso explicar tudo. Mas tenho tudo escrito e preparado para trabalhar com qualquer governo do meu país no melhoramento de todas as Embaixadas e serviços Consulares.

(RRO/Rispito.com) - Grande luta e muito trabalho lhe espera em caso de vitoria eleitoral. Seja como for, gostava de saber qual será o seu primeiro ângulo de ataque?

(AG) - Primeiro é de completar os processos que as associações iniciaram.
Completar o processo de troca da Carta de Condução. Porque não se deve esquecer de que, embora com a minha coordenação mas foi graças a associação é que foi possível conseguir a troca de carta de condução da Guiné-Bissau em Portugal. Mas falta a segunda e ultima fase.
Porque agora para trocar a carta não é preciso fazer código, não pagas, não alugas o carro e o exame é simples. Muita gente beneficiou disso.
E depois é o caso dos nossos compatriotas que cumprem penas de prisão e quando sair não podem renovar os seus títulos de residência significando isso uma dupla penalização o que não tem razão de ser.

Então tudo isso pode ter resolução em simultâneo. Sabe que a maior parte dos nossos compatriotas muitos têm grandes conhecimentos intelectuais e académicos mas trabalham na Construção Civil pela impossibilidade de arranjar trabalho compatível, sendo que essa área é de difícil reconversão, pior ainda quando se atinge 50 anos já ninguém lhe dá trabalho, e, em caso de alguma sorte de subsídio o sujeito é obrigado a ficar na Europa sob pena de perder esse direito. Então vamos lutar para obtenção de um acordo que faculta o guineense voltar para Guiné-Bissau bastando por isso só indicar onde queira receber o seu subsidio, por mais pequeno que seja em Bissau é um saldo rentável para educar os filhos e os netos.
Ainda vamos lutar para ter a solução da situação que leva muitos guineenses perderem direitos dos seus subsídios quando forem para Guiné e não poderem voltar a tempo por falta de meios. É uma matéria de Segurança Social que também compete ao governo, mas a minha influencia vai no sentido de ajudar mostrar as vias possíveis para conseguirmos um acordo nesse sentido em todos os países de maior concentração da nossa comunidade.

(RRO/Rispito.com) - Microfone ao seu dispor para considerações finais?

(AG) - O que tenho a falar é questão de esclarecimento, porque eleição para o circulo de Europa é uma eleição local. Digo isso porque muitos compatriotas dizem que vão me apoiar aqui mas lá  vão apoiar outro fulano...
Mas se eu for eleito Deputado no partido RGB passo a ser Deputado de toda a nação e não só de RGB, significando isso que eu vou trabalhar com qualquer governante do país, seja quem for.
Daí que, se os guineenses de facto querem colocar as pedras no devido lugar, atribuir responsabilidades a quem tem esse mérito, e no caso concreto dos cidadãos na diáspora se quiserem alguém empenhado, conhecedor da matéria, experiente na área e que vive diretamente dos problemas dos emigrantes ou então se quiserem ver o Afonso Gomes em frente na defesa dos problemas da comunidade na diáspora é só votar na RGB com símbolo de galo branco. É bem que fique claro que a minha cara não estará no boletim de voto. Por isso, votar no galo branco significa estar a votar no Afonso Gomes, ou então dar um aval para que o Afonso Gomes seja o defensor dos problemas de todos no estrangeiro mais concretamente na Europa.
Para dizer que essas eleições terão uma surpresa, certo é que se eu for votado e ganhar como Deputado serei Deputado de toda a nação, empenhado em colaborar com qualquer governo mas muito interessado em trazer muitas novidades boas para a comunidade e aos concidadãos nesta grande diáspora.
Para terminar agradeço a todos que dispensaram o seu tempo e ouvir essa entrevista no fundo de coração. Mas também agradecer de uma forma muito especial a Radio Rispito Online e Rispito.Com, sobretudo na pessoa do seu administrado e editor pelo bom serviço publico que tem prestado.



(RRO/Rispito.com) - Rispito.com e Radio Rispito Online deseja que a Guiné-Bissau e a Diáspora ganhe nas próximas eleições, contudo, se esse ganho passa pela eleição de Afonso Gomes para Deputado do país e da diáspora, desde já o espaço deseja a RGB e Dr Afonso Gomes toda a sorte nas próximas eleições e da mesma forma desejar um bom mandato se for o caso disso.

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