quarta-feira, 15 de outubro de 2014

DSP apanhado de surpresa com a decisão da TAP

O primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, mostrou-se hoje surpreendido com a decisão da TAP em adiar o reinício dos voos entre Lisboa e Bissau e disse que se vai informar sobre o sucedido.


Domingos Simões Pereira reiterou que, do ponto de vista do governo guineense, nada indiciava que a companhia pudesse adiar o regresso dos voos, que iam recomeçar a 28 deste mês.

"Não havia qualquer tipo de indicações que pudesse levar a pensar que a TAP tomaria este tipo de posição. Mas, mais uma vez, se é a posição de uma empresa, eu não queria estar a comentar", disse Simões Pereira.

Falando a imprensa à margem das comemorações do Dia Mundial de Lavagem das mãos, que hoje se assinala, o primeiro-ministro realçou que o Governo vai acautelar os interesses do país.

Domingos Simões Pereira disse não ter sido informado oficialmente da decisão da transportadora aérea pelo que se vai reunir ainda hoje com o secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, João Bernardo Vieira, de quem espera obter todas as informações sobre a situação.

"Vou estar reunido com o secretário de Estado dos Transportes e vamos avaliar o posicionamento que o Governo deve tomar quanto a isso muito proximamente", frisou.

Na capital guineense, a notícia motivou queixas e apanhou de surpresa quem já tinha voo reservado e também as agências de viagens, segundo referiram alguns dos seus responsáveis enquanto tentavam obter mais informações.

Numa cidade europeia, uma passageira relatou à Lusa que tentou ligar para o centro de atendimento recomendado pela TAP para alterar uma reserva de Bissau para Lisboa.

A solução que depois lhe foi dada foi esperar pelo menos 45 dias em Bissau "até que a rota fosse retomada. É inadmissível", referiu.

O bilhete foi adquirido pela Star Alliance, de que a TAP faz parte, que por sua vez referiu "nada poder fazer pois a TAP continua com a rota aberta no sistema [hoje de manhã] e não informou ninguém sobre esta decisão".

A TAP anunciou hoje que não estão reunidas as condições operacionais necessárias para retomar os voos para a Guiné-Bissau, após o ministro guineense da Administração Interna, Botche Candé, ter garantido "total segurança" à companhia.

Em comunicado, a transportadora aérea afirma que a ligação se encontra adiada por um período "não inferior a 45 dias".

A retoma da operação para a Guiné-Bissau estava prevista para o dia 28 de Outubro, com a realização de três voos por semana, com partida de Lisboa, às terças-feiras e sábados, segundo a companhia.
Radio Jovem, 15 de Outubro de 2014


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