quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Partidos da oposição convocam comícios para denunciar "ditadura"
Um grupo de 17 partidos políticos da Guiné-Bissau opostos ao presidente José Mário Vaz anunciou hoje (25-10-17) a organização de acções de protesto e comícios populares, a partir de sexta-feira, para denunciar "a ditadura" do chefe do Estado.

Em conferência de imprensa, em Bissau, vários líderes deste denominado Colectivo dos Partidos Políticos Democráticos (CPPD) responsabilizam José Mário Vaz pelas "graves rupturas e a descredibilização das instituições" do Estado.

Os partidos engrossados nesse coletivo são: PAIGC, APU-PDG, PCD, UM, PUN, PST, MP - Movimento Patriótico, PND, MDG, ASG, MP - Manifesto do Povo, PDSSG - Partido Jovem, PRP, UDS, PPD, PALOP e PT.
O grupo acusa também o presidente de estar a liderar "uma saga destrutiva", ao promover desentendimentos nos partidos e a impedir a construção de consensos, mesmo no seio da comunidade internacional, parceira da Guiné-Bissau.

O CPPD afirma a atitude do presidente Mário Vaz "tem votado o país ao impasse, ao caos e à ameaça da absoluta anarquia".

Com a finalidade de proteger as liberdades fundamentais dos cidadãos, restaurar a democracia e a construção do Estado de direito democrático, o colectivo de partidos prometem juntar os seus militantes e simpatizantes, na sexta-feira, em bairros situados junto ao centro de Bissau, para um comício popular.
A mesma acção será organizada nos dias seguintes em outros locais de Bissau.
A Guiné-Bissau vive um impasse político há cerca de três anos, depois de o PR ter demitido o Governo de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, partido que venceu as eleições legislativas de 2014.

O actual Governo, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do PAIGC e o impasse político originou a paralisação do Parlamento, há já cerca de dois anos.
O Acordo de Conacri, mediado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual, integrado por todos os partidos representados no Parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos.
Rispito.com/Angop, 25-10-2017

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