sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Conselho de Segurança da ONU preocupado com preparativos de eleições na Guiné-Bissau

Image result for onuO Conselho de Segurança da ONU manifestou preocupação com os preparativos das eleições legislativas na Guiné-Bissau, marcadas para 10 de março, e avisou que devem acontecer antes das presidenciais, previstas também para 2019.
Num comunicado à imprensa, divulgado na quinta-feira ao final do dia, os 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas salientam que realizar eleições "genuinamente livres e justas" é "vital para preservar os ganhos" para a estabilidade do país.
"As eleições legislativas são um passo fundamental para as reformas nacionais serem retomadas e devem ocorrer antes das eleições presidenciais, previstas para 2019", sublinham.
O Conselho de Segurança destacou também o papel da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no apoio à estabilização da Guiné-Bissau e elogiou a organização por estar determinada a responsabilizar quem criar obstáculos ao processo eleitoral.
As Forças Armadas da Guiné-Bissau voltaram a ser elogiadas pelo Conselho de Segurança da ONU por continuarem a não interferir na política.
Os membros recomendam também que a força de interposição Ecomib, da CEDEAO, permaneça no país até ao final do ciclo eleitoral para manter a estabilidade.
O comunicado do Conselho de Segurança foi emitido depois de ter estado reunido a 21 de dezembro para debater o relatório especial do secretário-geral da ONU sobre a avaliação ao Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), que recomenda o fim daquela missão em 2020.
A próxima resolução do Conselho de Segurança sobre a UNIOGBIS vai ocorrer em fevereiro de 2019.
A Guiné-Bissau vive uma crise política desde a demissão, por José Mário Vaz, do Governo liderado pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, vencedor das legislativas de 2014), em agosto de 2015.
Em abril, os vários atores políticos chegaram a um consenso e o Presidente guineense nomeou Aristides Gomes primeiro-ministro com o objetivo de organizar eleições legislativas a 18 de novembro.
A data das legislativas teve de ser adiada para 10 de março de 2019, devido a dificuldades financeiras e técnicas, que atrasaram o início do recenseamento eleitoral.
Rispito.com/RTP Noticias, 28-12-2018

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