quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Cipriano Cassamá nega ter pedido processo-crime contra José Mário Vaz

O líder do parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, nega em comunicado ter pedido a instauração de um processo-crime contra o Presidente da República, contrariando um anúncio recente da Procuradoria-Geral da República.

"Em nenhum momento foi pedida a instauração de um processo-crime contra o Presidente da República", José Mário Vaz, escreve-se numa nota do gabinete do chefe da mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP), divulgada na noite de terça-feira.

A Procuradoria-Geral da República guineense tinha anunciado na segunda-feira ter negado o pedido de Cipriano Cassamá por não ter sido votado no hemiciclo.

O líder da ANP refere agora que a procuradoria "interpretou abusivamente e de má-fé" um ofício que acompanhou o envio de registos sonoros para conhecimento do Ministério Público.

Em causa estão as declarações em crioulo do Presidente da Republica que, numa cerimónia pública em que celebrou o seu aniversário, a 10 de Dezembro, em Bissau, disse que ninguém será assassinado ou espancado durante o seu mandato, apesar de ter poderes para tal.

Outro registo inclui declarações de Nuno Gomes Nabian, dirigente político, que também em Dezembro acusou o chefe de Estado de planear uma operação para a detenção ilegítima do presidente do parlamento.

No comunicado de cinco páginas de terça-feira, o gabinete de Cipriano Cassamá diz estar sob ataque da Procuradoria-Geral da República.

O líder do parlamento considera ainda terem sido invocados de forma despropositada outros processos que envolvem a audição como testemunha do deputado e ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira - demitido pelo Presidente, José Mário Vaz - e diz que sempre colaborou com as diligências pedidas, desde que respeitem a lei.
Rispito.com/Angop, 18-01-2017


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