quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

José Mário Vaz considera insuportável massa salarial da Função Pública

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, considerou hoje insuportável a massa salarial dos funcionários públicos e pediu ao primeiro-ministro "reformas urgentes".

Num discurso perante o Governo, que apresentou hoje cumprimentos de novo ano ao chefe de Estado, José Mário Vaz pediu ao primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, que avance com reformas e que ponha os guineenses a trabalhar mais.

O Presidente guineense recorreu à sua experiência pessoal enquanto antigo ministro das Finanças para sustentar a convicção de que será difícil ao Estado continuar a suportar a atual massa salarial da função pública.

A massa salarial que pagou em 2012, enquanto ministro das Finanças, rondava "2,1 mil milhões de francos CFA, dois anos depois, a massa salarial situa-se na ordem de quatro mil milhões de francos CFA", afirmou José Mário Vaz, defendendo ainda que o país "não tem condições de continuar a suportar" tais valores.

O Presidente guineense disse, dirigindo-se ao primeiro-ministro, que aceitaria o aumento da massa salarial se os serviços públicos e as condições de trabalho dos funcionários fossem melhoradas. Pelo que, apenas a reforma e o trabalho podem levar o Estado a ter melhor desempenho e a atender às necessidades da população.

Para José Mário Vaz, na atual situação, todo o dinheiro arrecadado pelo Governo serve apenas para o pagamento de salários dos funcionários públicos.
"É chapa ganha, chapa gasta", defendeu o Presidente guineense, que quer ver o Governo a promover reformas na Função Pública em 2017.
Rispito.com/Lusa, 19-01-2017

Sem comentários:

Publicar um comentário

ATENÇÃO!
Considerando o respeito pala diversidade, e a liberdade individual de opinião, agradeço que os comentários sejam seguidores da ética deontológica de respeito. Em que todas as pronuncias expressas por escrita não sejam viciadas de insultos, de difamações,de injúrias ou de calunias.
Paute num comentário moderado e educado, sob pena de nao sair em público