terça-feira, 12 de setembro de 2017

Cipriano Cassamá insiste com José Mário Vaz à cumprir Acordo de Conacri

O presidente do parlamento da Guiné-Bissau, Cipriano Cassamá, voltou hoje a insistir no cumprimento do Acordo de Conacri e pediu ao chefe de Estado, José Mário Vaz, para nomear Augusto Olivais como primeiro-ministro.
Cipriano Cassamá fez estas declarações em comunidade, depois de na segunda-feira o Presidente do país, José Mário Vaz, ter afirmado que tentou reunir-se com as partes signatárias do Acordo em agosto, mas que todos estavam fora do país.

"Estavam todos no estrangeiro. Às pessoas que estão diretamente ligadas ao Acordo de Conacri, que são subscritoras do Acordo de Conacri, eu pergunto sobre o que fizeram para a implementação do Acordo", questionou o Presidente, em declarações aos jornalistas, no aeroporto de Bissau, antes de viajar para a República do Congo.
No comunicado, Cipriano Cassamá recorda a José Mário Vaz que "desde a assinatura, em outubro de 2016, foi o Presidente da República que pediu sucessivamente a prorrogação do prazo para aplicar o Acordo de Conacri".
"Só resta ao Presidente da República sair das amarras dos 15 (grupo de dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) e do PRS (Partido de Renovação Social) e nomear o primeiro-ministro de consenso na pessoa de Augusto Olivais e poupar os guineenses que já sofrem o quanto baste deste deprimente e pouco dignificante espetáculo para as funções que exerce", refere no comunicado.
O atual Governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta, o PAIGC, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.
O Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos.
Rispito.com/Lusa, 12-09-2017

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