segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Carlos Lopes: Guiné-Bissau deve escolher entre oportunismo político e transformação a favor de populações

Image result for Carlos LopesOs guineenses foram domingo às urnas para eleger o seu novo Presidente da República.Afectado pelo clima de crise política dos últimos anos,o país da África ocidental, busca um novo rumo que vise a melhoria das condições de vida da população, como prometeram os dois candidatos em liça, na segunda volta da eleição presidencial, Umaro Sissoco e Domingos Simões Pereira. Segundo o economista Carlos Lopes, a Guiné Bissau terá que escolher entre o oportunismo político e a transformação do país.

Depois de uma crise política quase endémica, que afectou a Guiné-Bissau nos últimos anos, os dois finalistas candidatos à eleição presidencial, Umaro Sissoco e Domingos Simões Pereira, prometeram melhores dias aos guineenses.

Embora a mudança seja a tónica dominante do discurso de Sissoco e Pereira, o que está em causa, segundo o economista Carlos Lopes, é o funcionamento estrutural da sociedade bissau-guineense dominada pelo oportunismo político e pelo rentismo.

De acordo com Lopes, para que o país da África Ocidental possa encetar uma nova Era, terá que escolher entre o oportunismo da sua elite política e o rumo da transformação.

O economista bissau-guineense considera, que o estabelecimento de um regime novo implica o fim da sociedade do rentismo e a criação de condições para transformar a Guiné-Bissau num país que atende às necessidades das suas populações, designadamente no capítulo económico.

Carlos Lopes destacou, como um dos males da Guiné-Bissau, o recurso ao Estado como meio para a constituição do património individual.Lopes sublinhou igualmente que a dependência externa da Guiné-Bissau, representa um entrave ao desenvolvimento do país africano,que desde a sua independência em 1974 tem passado por vários períodos de instabilidade política.

O que está em jogo na Guiné-Bissau, segundo o economista, é uma escolha clara entre um regime novo e o rentismo predominante na ex-colónia africana de Portugal.

Segundo a nossa enviada especial às eleições presidenciais, Neidy Ribeiro,as mesas de voto na Guiné-Bissau encerraram às 17h00 locais (18 GMT), ainda assim quem esteve nas filas de voto pode exercer o seu direito cívico.

Em declarações à imprensa, os observadores internacionais presentes no país garantiram que o processo eleitoral decorreu com normalidade .

A abstenção na primeira volta ultrapassou os 20%.Na segunda volta os votos das pessoas que não foram às urnas podem fazer toda a diferença. Há um receio que esta época de festas possa contribuir para a taxa de abstenção.

A eleição presidencial de domingo tornou-se fonte de muita expectativa pelos guineenses que anseiam por outros rumos, para o país.

Esperançados num novo futuro,os guineenses acordaram muito cedo para votar no domingo.As três da manhã já havia pessoas com cadeiras para assegurar os lugares nas filas de voto.

Eleitores expressaram ao microfone da RFI mensagens de esperança e sublinharam ainda que o desafio, do próximo presidente, é unir os guineenses e retirar o país do marasmo económico.

Reportagem da nossa enviada especial a Bissau, Neidy Ribeiro
Se considerarmos o economista Carlos Lopes, a escolha dos guineenses deverá ser efectuada entre oportunismo político, rentismo e novos rumos para uma transformação da Guiné-Bissau. 
Rispito.com/RFI, 30/12/2019

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