segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Baciro Djá na cimeira do Brasil


Agora sim, a crise guineense já está no seu pico mais alto, perante a falta de comunicação oficial por parte da presidência da República e do Governo da Guiné-Bissau  sobre a participação do país na cimeira da CPLP que arrancou  hoje, 31-10-2016 em Brasil.

Ou seja, já se especulava a ausência das duas figuras do país,  a do Presidente da República e a do primeiro-ministro na cimeira do Brasil. Dos quais tanto um como outro não se dignou divulgar ao menos alguma informações sobre a sua participação. Salvo a quebra do silencio verificado pela parte da assessoria de imprensa do ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau a falar de presença de Soares Sambú na cimeira.

Em circunstancias difusas e fricções continuas, há quem diga que pouco se sabia em Bissau,  os motivos que levava a não participação do José Mário Vaz e do Baciro Djá . 
Momentos depois as fotos de CPLP mostraram o Baciro Dja entre os participantes da cimeira. Daí, caiu o pano quando se verificou a presença do Djá mesmo sendo de forma descoordenada e oficialmente conhecida na imprensa guineense.

Seja como for, o factor do agravamento da crise não deve estar ausente nos motivos principais que levaram a falta de uma coordenação atempada e de conhecimento publico, ainda que CEDEAO já está outra vez a caminho de Bissau para pressionar os signatários do acordo de Conacri.
Rispito.com, 31-10-2016

domingo, 30 de outubro de 2016

Jurista admite reintegração de Bubo Na Tchuto nas Forças Armadas

José Américo Bubo Na TchutoO regresso do antigo chefe da Armada da Guiné-Bissau José Américo Bubu Na Tchuto às estruturas das Forças Armadas, depois de ter condenado nos Estados Unidos por tráfico de droga, está nas mãos do Presidente da República.

Num encontro com José Mário Vaz, Na Tchuto manifestou a sua disponibilidade para regressar ao exército e ajudar o país.

Na opinião do jurista guineense, Luís Peti, a interpretação que se pode fazer das declarações de José Américo Bubu Na Tchuto, em como a sua reintegração nas Forças Armadas dependerá da decisão do Presidente da Republica, vai no sentido de que o antigo chefe militar pode, sim, voltar às estruturas das Forças Armadas, mas não às funções que desempenhava antes de ser preso .

“Enquanto Chefe de Estado-maior da Armada, foi exonerado e o lugar ficou vago, tendo para estas funções sido nomeada uma nova figura. Agora, por ser um condenado, pode sim voltar às estruturas militares, porque na altura em foi preso estava em activo, mas noutras funções”, explicou Peti, admitindo que poderá esperar pela reforma.
Rispito.com/VOA, 28-10-2016

sábado, 29 de outubro de 2016

2ª Sessão Extraordinária do Comité Central  do PAIGC
28 de Outubro de 2016
RESOLUÇÕES FINAIS
O Comité Central do PAIGC reuniu em Sessão Extraordinária no dia 28 do mês de outubro de dois mil e dezasseis, no Salão Nobre “Amílcar Cabral”, Sede Nacional do Partido, em Bissau, sob a presidência do Camarada Eng.º Domingos Simões Pereira, Presidente do Partido.
O Comité Central adotou por maioria a seguinte Ordem do dia: 

1. Informações: 
  • a) Teor e espírito do Acordo de Conakry;
  • b) Carta Aberta do Espaço de Concertação Política
2.     Implementação dos Acordos de Bissau e Conakry
  • a)     Escolha do Primeiro-Ministro;
  • b)    Formação do Governo de Inclusão;
  • c)     Reintegração dos 15;
  • d)    Reformas estruturais;
  • e)     Estabilidade governativa até ao final da presente legislatura.
Na abertura dos trabalhos, o camarada Presidente Eng.º Domingos Simões Pereira teceu algumas considerações sobre o momento político que o país enfrenta, o posicionamento político e estratégico do PAIGC perante ela à luz dos Acordos de Bissau e Conakry.
O Comité Central foi informado dos detalhes relacionados com a reunião de concertação promovida sob os auspícios da CEDEAO e sob a presidência de Sua Excelência Senhor Presidente da República da Guiné-Conakry, Professor Alpha Condé, acompanhado pelo Senhor Presidente da Comissão da CEDEAO, Marcel de Souza e pelos Representantes do Secretario Geral das Nações Unidas, da União Africana, do Senegal, de Angola, da Serra Leoa, que redundaram na aprovação e assinatura de todos os participantes dos Acordos de Conakry.
De seguida, o Comité Central foi informado sobre o teor de uma Carta Aberta a propósito dos Acordos de Conakry e da observância e aplicação da Constituição da República, elaborada pelos partidos políticos que integram o Espaço de Concertação Democrática, nomeadamente, o PAIGC, PCD, UM, PUN, PST e MP e dirigida ao povo guineense e de todas as forças vivas da nação, ou seja, a sociedade civil, partidos políticos, sindicatos, autoridades locais e religiosas.
O Comité Central do PAIGC deliberou: 
Congratular-se com os resultados da Mesa Redonda de Conacri e felicitar a Delegação do PAIGC, chefiada pelo seu Presidente, Eng. Domingos Simões Pereira, pelo excelente trabalho levado a cabo no decorrer das negociações;
Felicitar e agradecer à CEDEAO, na pessoa do seu Mediador, Sua Excelência Professor Alpha Condé, Presidente da República da Guiné, assim como a sua equipa internacional que o acompanhou e assistiu, pelos esforços e dedicação que vêm consentindo na procura de saída da profunda crise política e institucional em que a Guiné-Bissau foi forçada a mergulhar;
Ratificar a posição e a decisão assumidas pela Delegação do Partido e pela Comissão Permanente do Bureau Político, relativamente aos pontos constantes do Acordo de Conacry;
Exigir a implementação rápida e integral dos Acordos de Bissau e de Conacri, apelando a todos os seus subscritores, em particular aos Órgãos de Soberania, pelo seu escrupuloso cumprimento;
Exortar o Senhor Presidente da República a aceitar e respeitar os compromissos assumidos em Conakry e permitir a nomeação do Primeiro-Ministro e o Governo, em conformidade com o Acordo de Conacry, o que a não acontecer configuraria uma flagrante violação da letra e espírito do acordo e um desperdício de uma oportunidade soberana de reaproximação e reconciliação;
Reafirmar a firme determinação no respeito escrupuloso e incondicional aos princípios, orientações e valores do partido, fazendo aplicar sem reticências os seus estatutos e normas internas;
Felicitar e encorajar o Presidente do Partido, a Comissão Permanente do Bureau Político e o Grupo Parlamentar do PAIGC a prosseguirem com os esforços de reconciliação interna, à luz das recomendações emanadas das comemorações do 60º aniversário do nosso Partido e do princípio plasmado no Acordo de Conacry. 
Encorajar os 15 militantes sancionados a alinharem-se com o espírito da reconciliação lançado no âmbito das comemorações do 60º aniversário, bem como do Acordo de Conacry, manifestando a sua sujeição aos ditames dos Estatutos do nosso Partido e não se deixarem instrumentalizar pelas estratégias individuais alheias ou de outras formações políticas adversárias;
Remeter ao Conselho Nacional de Jurisdição o assunto relacionado com a reintegração dos 15 militantes sancionados, visando conformar o processo aos Estatutos do PAIGC, nomeadamente o seu artigo 46º, nºs 1 e 3, exortando-o a acompanhar e traduzir a materialização dos novos factos que configurem o novo ambiente de unidade e coesão interna no partido;
Aprovar uma Moção de Louvor para com a delegação do PAIGC que se deslocou a Conacri chefiada pelo camarada Presidente Eng. Domingos Simões Pereira, e que nesse fórum de concertação defendeu os valores da democracia, da liberdade e da legalidade, bem como aos Presidentes e 1º Vice-Presidente da Assembleia Nacional Popular e extensiva à CEDEAO na pessoa do seu Mediador, Sua Excelência Presidente da República da Guiné, Professor Alpha Condé.
O Comité Central se congratula pela forma como os trabalhos foram conduzidos e pelos resultados alcançados, num ambiente de grande e responsável militantismo.
O Comité Central do PAIGC registou com muito apreço o apelo à responsabilização e a pacificação do Partido em nome da verdade e da legalidade e exortou a todas as entidades e estruturas do partido a transformarem o espírito de Conacri numa oportunidade de pacificação e união do PAIGC.

Feito em Bissau aos vinte e nove dias do mês de Outubro de 2016. 
O Comité Central.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Para quando um novo primeiro-ministro?

José Mário Vaz parece estar longe de escolher o novo primeiro-ministro. Forças políticas do país dizem que Presidente da República está de mãos atadas. Parlamentares já falam em “eleições antecipadas”.
José Mário Vaz, terminou nesta quinta-feira (27.10) as auscultações às forças políticas sem anunciar o que irá fazer sobre o futuro do país. Os partidos com assento parlamentar e outras entidades continuam a fazer interpretações diferentes sobre o acordo assinado em Conacri a 14 de Outubro para ultrapassar a crise política no país. Mas não há consenso quanto à figura que o Presidente deve nomear como novo primeiro-ministro.
O general Umaro Sissoko, o diretor do Banco Central, João Fadia, e um quadro do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Augusto Olivais, são os três nomes na mesa - sendo este último defendido pelo partido de Simões Pereira, que venceu as eleições de 2014.
A atual situação política vigente no país é caraterizada pela incerteza e divergências quanto à fórmula ideal para desbloquear o impasse que perdura há mais de um ano. Tudo está literalmente parado no que concerne às negociações. Depois de os principais atores políticos envolvidos na crise rubricarem o Acordo de Conacri, na primeira quinzena de Outubro, os guineenses ficaram ainda mais confusos quanto à verdadeira vontade política em solucionar o impasse.

Os principais parceiros internacionais do país, preocupados com a situação de radicalismo e extremar de posições, pediram esta semana uma rápida implementação do Acordo de Conacri que prevê a nomeação de um novo primeiro-ministro de consenso e de confiança política do Presidente, José Mário Vaz.
O representante da União Africana em Bissau, Ovídio Pequeno, nota que ainda há muito trabalho por fazer para retirar a Guiné-Bissau desta crise política. "Reafirmamos toda a nossa disponibilidade para ajudar o país a sair desta situação de momento o mais rapidamente possível. De momento nós reservamos porque temos algum trabalho por fazer”.

O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, classificou esta quinta-feira de "desapropriada" a auscultação do Presidente da República às forças políticas realizadas ao longo desta semana. Simões Pereira exigiu o fim da crise, com base no respeito pela Constituição guineense.
"O Presidente só é Presidente se respeitar a Constituição. Se não, veremos o que lhe vai acontecer", disse. "O Presidente da República deve garantir o normal funcionamento das instituições. Elas não funcionam. Esperávamos uma atitude diferente do Presidente, o que não encontramos", declarou.

Por seu turno, Braima Camará, ouvido em representação do "grupo dos 15" ( dissidentes do PAIGC), destacou que o acordo prevê que seja José Mário Vaz a escolher um nome e afirma que a crise só será resolvida se o grupo dos quinze deputados expulsos do PAIGC forem readmitidos no partido.
"Em primeiro lugar, devia-se pautar pela resolução de problemas no partido e depois dar passos seguintes. Levantamento de todas e quaisquer restrições impostas pela direção do partido aos dirigentes sancionados. Sem isso, estamos a brincar com o país”, disse Camará.

Segundo o primeiro-ministro Baciro Djá, o Acordo de Conacri não prevê três nomes para chefiar o Governo e não houve consenso sobre uma figura. Baciro Djá entende que devem ser criadas condições para fazer funcionar o Parlamento, permitindo-lhe apresentar e aprovar os dois principais instrumentos de governação por ser um Governo legalmente constituído.

Diante do impasse, que persiste mesmo depois do Acordo de Conacri, lideranças políticas já falam em "eleições antecipadas" 
"Somos um Governo legalmente constituído e temos uma maioria no Parlamento. Estamos disponíveis a abrir o Executivo para a entrada da oposição. É preciso que se faça uma interpretação correta do acordo".

O PAIGC domina os órgãos parlamentares, recordou o vice-presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Inácio Correia, que depois do encontro com o Presidente admitiu que a crise possa prolongar-se. 
Já para o presidente da União para a Mudança, Agnelo Regalla, se não houver nenhuma solução, talvez seja melhor que o país decida avançar para um processo de eleições antecipadas.

Das outras duas forças no Parlamento, Vicente Fernandes, do Partido da Convergência Democrática (PCD), defendeu que "a crise não pode continuar", enquanto Iaia Djaló, do Partido da Nova Democracia (PND), defende como necessárias as reformas legislativas previstas no Acordo de Conacri.

Enquanto isso, a maioria dos partidos políticos sem representação parlamentar pediu ao Chefe de Estado para dissolver a ANP, convocar novas eleições e formar um Governo de Unidade Nacional. Marciano Indi, do partido Assembleia do Povo Unido, disse que o Presidente lhes informou que não sabe o que fazer. 
"O Presidente disse-nos que se nomear um elemento do PAIGC para o cargo do primeiro-ministro, os quinze e o PRS vão bloquear o país; e se nomear um representante dos 15 o PAIGC continuará a bloquear o normal funcionamento das instituições do Estado".

Carmelita Pires, ex-ministra da Justiça e líder de PUSD, considera o Acordo de Conacri um atentado à soberania da Guiné-Bissau e que as atuais dinâmicas não têm pernas para andar.
"Consenso não é isto. Precisa-se de alguém que utilize esta guerra para definir um plano de emergência que tire o povo deste sofrimento. Este não é caminho certo para o país. O Acordo de Concri não vai resolver o problema".

Observadores notam que este impasse político que se arrasta há mais de um ano está nomeadamente a asfixiar a economia da Guiné-Bissau, para além  descredibilizar o país junto da comunidade internacional.
Rispito.com/DW, 27-10-2016

Equipa técnica da Selecção com todos os salários em atraso

A equipa técnica da Guiné-Bissau, que conseguiu um apuramento inédito para o Campeonato Africano das Nações (CAN), nunca recebeu qualquer salário apesar de ter assinado contrato há sete meses com a Federação de Futebol da Guiné-Bissau.
A situação foi denunciada pelo treinador adjunto, Romão dos Santos, em entrevista ao programa Quatro Linhas, da Rádio Sol Mansi, citado pelo site de A Bola.
“Desde que assinámos contrato ainda não recebemos e já lá vão sete meses”, criticou Romão dos Santos, considerando a situação “inadmissível para uma equipa técnica que conseguiu o apuramento inédito para o Campeonato Africano das Nações”.
Romão dos Santos e o treinador principal Baciro Candé foram os responsáveis pelo apuramento histórico da Guiné-Bissau para o CAN 2017 do Gabão, terminando no primeiro lugar do Grupo E de apuramento.
Rispito.com/A Bola, 26-10-2016

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Auscultação do PR aos partidos é "desapropriada"

O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, classificou hoje como "desapropriada" a auscultação do Presidente da República da Guiné-Bissau às forças políticas realizada esta semana.

"Voltar agora a convocar as forças políticas" é uma "tentativa de descredibilizar o Acordo de Conacri" de "forma desapropriada", referiu Simões Pereira aos jornalistas, depois de ter sido recebido pelo chefe de Estado, José Mário Vaz.

Os partidos com assento parlamentar e outras entidades assinaram um acordo a 14 de Outubro passado para ultrapassar a crise política no país, mas não há consenso quanto à figura que o Presidente deve nomear como novo primeiro-ministro.

O general Umaro Sissoko, o diretor do banco central, João Fadia, e um quadro do PAIGC, Augusto Olivais, são os três nomes em cima da mesa - sendo este último defendido pelo partido de Simões Pereira, que venceu as eleições de 2014.

No entanto, a maioria que está no Governo, formada pelo Partido da Renovação Social (PRS) e por um grupo de 15 deputados que se afastaram do PAIGC, nega haver entendimento em redor de Augusto Olivais, como hoje frisou Florentino Pereira, secretário-geral do PRS, ao deixar a presidência.

Braima Camará, ouvido em representação do "grupo dos 15", frisou que o acordo prevê que seja José Mário Vaz a escolher um nome.

"O que falta é a Assembleia Nacional Popular funcionar", referiu o primeiro-ministro Baciro Djá, um dos 15, escudado na aliança maioritária com o PRS.
O PAIGC domina os órgãos parlamentares, recordou Inácio Correia, vice-presidente da assembleia, que depois do encontro com o Presidente admitiu que a crise possa prolongar-se.

Se não houver nenhuma solução, Agnelo Regalla, presidente da União para a Mudança, admitiu hoje que talvez seja melhor avançar para eleições antecipadas.

Das outras duas forças no parlamento, Vicente Fernandes, do Partido da Convergência Democrática (PCD), defendeu que "a crise não pode continuar", enquanto Iaia Djaló, do Partido da Nova Democracia (PND, defendeu como necessárias as reformas legislativas previstas no Acordo de Conacri.
Rispito.com/Lusa, 26-10-2016

CRISE CONTINUA E O PR SEM SOLUÇÃO

No âmbito de continua busca da saída para a crise e o impasse, os cinco principais parceiros internacionais da Guiné-Bissau reuniram hoje, 26 de Outubro, com o Presidente da República, José Mário Vaz.
Mas ao que saiu desse encontro, os parceiros na voz do porta-voz,  Ovídio Pequeno, resumiram o encontro aos microfones da comunicação social de que ainda há muito trabalho por fazer antes da implementação do acordo de Conacri. Disse repetidas vezes o representante da União Africana, sem avançar com nenhuma explicação do muito trabalho em referencia.
Rispito.com, 26-10-2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

PR com grandes incertezas para a resolução da crise

No âmbito das auscultações com vista a implementação do acordo assinado em Conacri, José Mário Vaz ouviu hoje 41 partidos políticos sem assento parlamentar, onde a maioria dos mesmos recomendaram a dissolução do Parlamento e a respetiva convocação de eleições legislativas antecipadas

José Mário Vaz já deve estar completamente perdido com o controlo do país. Ou seja, segundo Marciano Índi, representante da APU PGB do ex candidato presidencial, Nuno Gomes Nabian, disse que o Presidente da republica parece quem está perante um cenário em que não sabe o que fazer. Conforme explicações do Indi, "O Presidente disse está perante um dilema em que se nomear um elemento do PAIGC para o cargo do primeiro-ministro, os quinze e o PRS vão bloquear o país; e se nomear um representante dos 15 o PAIGC continuará a bloquear o normal funcionamento das instituições do Estado".
O político entende que, perante as grandes incertezas do Mário Vaz, a solução preferencial  seria a do “mal menor”: dissolver o Parlamento e convocar novas eleições legislativas.

Na opinião da líder do PUSD, Carmelita Pires, entende que o acordo de Conacri foi um atentado à soberania do país, na medida em que “serão os atores a controlar a governação do país” e – afirma – isso não seria um cenário realista. Visivelmente revoltada com a situação de impasse político, afirma que o encontro com o Presidente não trouxe nada de novo e lança fortes repudio ao "dito" o acordo prevê reformas estruturais impossíveis de fazer em um ano e meio, ainda com um provedor externo que irá supervisionar um país livre e soberano, a moda de uma (neo)colonização.
Assim, na opinião da Pires, a saída poderá ser encontrada na escolha de uma figura independente, idónea e que tenha a noção dos reais problemas do Estado,  já que, segundo ela, a solução está na coesão para proceder a reestruturação do Estado guineense.

Lider de UPG, Fernando Vaz, disse que a situação não está fácil, mas acredita numa saída possível.

Silvestre Alves, Líder de Movimento Democrático Guineense, em representação de cinco partidos sem assento parlamentar, disse que enquanto os 15 deputados não regressarem a casa não haverá governo na Guiné-Bissau, porque o que está em jogo é o interesse particular de cada um dos  atores dessa crise e não o intresse do povo.
Por isso aconselha o PR, PAIGC, PRS e o grupo dos "15" para criarem um espírito profundo de chegarem ao entendimento para desatar o cordão do enforque ao povo.

Nesta quarta-feira, o Presidente da República deverá reunir-se com os partidos políticos com assento parlamentar e na quinta feira será a vez do Governo e da mesa da Assembleia Nacional Popular.
Rispito.com, 25-10-2016



Debate do jornalismo na Internet em Bissau

O exercício do jornalismo na Internet é o tema que estará em debate durante esta semana, em Bissau, no quinto encontro da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social de países e territórios de língua portuguesa.
O objetivo passa por trocar experiências e suscitar debates à volta do jornalismo na net.
A organização conta juntar mais de 100 pessoas, na maioria jornalistas da Guiné-Bissau. Mas não só.
Entre outros, participam no encontro José Rodrigues dos Santos, jornalista da RTP, e Nuno Severiano Teixeira, diretor do Instituto Português de Relações Internacionais.
Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social em Portugal, lidera o secretariado permanente da Plataforma das Entidades Reguladoras da Comunicação Social de países e territórios de língua portuguesa.
Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe também estarão representados por elementos das respetivas entidades reguladoras.
Rispito.com/A Bola, 24-10-2016

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

José Mário Vaz outra vez na ronda de audições

José Mário Vaz ouviu hoje, em audiências separadas, os representantes da sociedade civil, das confissões religiosas e da Liga Guineense dos Direitos Humanos.

O chefe de Estado vai ouvir os partidos sem assento parlamentar na terça-feira e as forças eleitas na quarta, para decidir até final da semana, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Os responsáveis hoje auscultados, Augusto da Silva, da Liga dos Direitos Humanos, Vença Mendes e Jorge Gomes, da plataforma das organizações da sociedade civil, e o pastor Caetano Indami, foram unânimes em recomendar "a escolha urgente de uma figura que possa merecer a confiança de todos".

Os responsáveis da sociedade civil exortaram o Presidente guineense a "ser firme" em relação aos líderes políticos do país que assinaram os acordos de Conacri, mas que, "parecem não o querer respeitar", notaram.

Líderes políticos guineenses desavindos estiveram reunidos no início do mês na capital da Guiné-Conacri, sob a mediação do Presidente daquele país, Alpha Condé, visando encontrar um entendimento sobre a crise na Guiné-Bissau.

Rubricaram um acordo que determinava que o primeiro-ministro a ser escolhido seria uma figura que merecesse a confiança do chefe do Estado e que seja indicado de forma consensual entre todos.

Nos últimos dias, a classe política guineense tem vindo ao público com interpretações díspares sobre o teor e o espírito dos acordos rubricados na Guiné-Conacri.

Vença Mendes da plataforma da sociedade civil disse ter feito notar ao Presidente guineense que os signatários dos acordos de Conacri "não têm outra saída que não seja respeitarem o que assinaram".

"Ninguém foi coagido a assinar", disse Vença Mendes, antigo presidente do sindicato dos professores.
Rispito.com/Lusa, 24-10-2016

Guiné-Bissau vai emitir 19,8 ME em títulos do tesouro

Image result for ministerio das financas da guine bissauA Guiné-Bissau vai emitir 13 mil milhões de francos CFA (19,8 milhões de euros) em títulos do tesouro, na terça-feira, anunciou a agência de emissão e gestão da União Monetária de África Ocidental (UMOA, sigla francesa).

A UMOA dirige a operação de financiamento do Estado guineense que dá aos investidores diferentes taxas de juro a dois anos, prazo para o qual a última emissão (em abril de 2015) garantiu um rendimento médio de 6,17%.
Esta é a terceira vez e última vez que a Guiné-Bissau recorre aos mercados financeiros em 2016, depois de já ter emitido 24 mil milhões de francos CFA (36,5 milhões de euros) em dívida pública, segundo dados da agência da UMOA.

Fazem parte da união monetária o Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Togo e Guiné-Bissau.
Rispito.com/Lusa, 24-10-2016

AUSCULTAÇÃO PARA FOTOGRAFIA 

O nosso presidente jurou solenemente cumprir e defender a constituição da República talvez por isso enveredou pela obsessão de cumprir regras elementares baseada em defesa intransigente da própria  constituição, chamando todas as forças vivas para auscultação que visa nomear um novo primeiro ministro (cujo assumiu publicamente que acordo lhe reserva  esse direito ) tudo bem,  talvez ilustre presidente esqueceu que o acordo de CONAKRY esfaqueado todo o princípio básico constitucional, isto é : é um pacto a margem da nossa lei magna , porém, dispensa formalidades nela exigido .

Esta tática de sair bem na fotografia que corrói a boa maneira dos políticos, tem que acabar,  procurando apresentar bom pinta e se sair de messiânico, todavia, está bem claro que acordo de CONAKRY é só para fotografia e esta auscultação idem 

Para não irmos mais longe  , apesar de toda damogogia e alarme que se faz em torno desse acordo , que no começo erra reservado para sua materialização em bissau dentro das normas estabelecidas , mais que o PAIGC consegue fazer com que todos entrassem no meio disso tudo ,até sociedade de treta resolveu dar a sua explicação turvo, como se fosse/fez representar no solo vizinho, a declaração do seu candido presidente  é mais um golpe deferido no peito desse pacto 

Lemos algures,  de A a Z , tudo que assenta elementares pontos do acordo, mais talvez assinantes botaram tapa-rostos no lugar de óculos na hora de assinar  e depois reclamam mais do que foi debatido e rubricado, ora,senhor presidente escolhe um dos três nomes e nos poupe de auscultação rançoso. porque o acordo em si é vicioso no seu tudo. Entretanto,  os que assinaram o ponto um de pacto que assumem as suas responsabilidades perante membros dos respectivos partidos. 
Carlos Sambu
OBS: Todas as opiniões aqui editadas são da inteira responsabilidade do seu titular (autor)

sábado, 22 de outubro de 2016

Bissau recebe Bubo Na Tchuto com euforia e festa

O contra-almirante, ex-Chefe do Estado-Maior da Armada guineense, 67 anos, chegou a Bissau às 01:30 (02:30 em Lisboa) num voo comercial oriundo de Marrocos e antes que alguém o visse, preferiu receber o filho sem sair do carro que o pegou à porta do avião.

Só depois do encontro de família a que se juntou a mulher é que Bubo enrolou uma bandeira da Guiné-Bissau ao pescoço e saiu da viatura, gerando-se uma comoção que arrastou centenas de pessoas durante duas horas, até o antigo líder militar conseguir chegar a um hotel na baixa da cidade.

"Bubo, Bubo", foi o grito da multidão, com muitos jovens e vários atropelos: valeu de tudo para tentar chegar perto dele - enquanto o próprio assistia a momentos de tensão entre os militares que o protegiam por não se entenderem sobre como sair do aeroporto.
A custo, conseguiu entrar num carro que em poucos segundos ficou coberto de gente aos pulos e a bater palmas.
"Estou muito emocionado", gritou Samuel Enfada, ao tentar abraçar o "tio Bubo".
Ao lado, Elson Enfada recordou o passado do antigo líder militar na luta pela independência da Guiné-Bissau para o classificar como "um verdadeiro combatente da liberdade da pátria".

Quanto à condenação por tráfico de droga, "foi um problema particular" e "político", que foi "resolvido na América, que decidiu libertá-lo", referiu.
Já no quarto de hotel, Bubo na Tchuto abriu a porta aos jornalistas para dizer apenas que "a viagem foi longa" e agora era tempo de descansar.
De etnia balanta, José Américo Bubo Na Tchuto, conhecido como general do povo, entrou nas fileiras das Forças Armadas Revolucionarias do Povo (FARP, designação oficial das forças armadas guineenses) a 02 de maio de 1963, com 14 anos.
Em Abril de 2013, foi capturado pelos Estados Unidos ao largo de Cabo Verde numa operação da agência de combate ao tráfico de droga norte-americana e confessou os crimes no ano seguinte, bem como outros três homens que foram detidos com o guineense.
Segundo a acusação, Na Tchuto cobrava um milhão de dólares norte-americanos por cada tonelada de cocaína da América do Sul recebida na Guiné-Bissau.
Acabaria condenado a 04 de Outubro por um tribunal de Nova Iorque a quatro anos de prisão por tráfico de droga, sendo libertado poucos dias depois.
Rispito.com/Lusa, 22-10-2016

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Conselho de Segurança da ONU pede rápida nomeação de novo primeiro-ministro

Image result for Modibo Ibrahim TouréO Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu esta quinta-feira ao presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, que "proceda à nomeação do primeiro-ministro consensual o mais cedo possível".

O Conselho de Segurança reuniu-se à porta fechada para ouvir o representante especial do secretário-geral e líder do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Modibo Ibrahim Touré, descrever os mais recentes desenvolvimentos no país.

"Os membros acolheram o acordo e a implementação do plano da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e convida todos os envolvidos a não pouparem esforços para a sua total e atempada implementação", revelou a organização num comunicado.
Rispito.com/Destak,21-10-2016

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Povo da Guiné-Bissau merece «outra elite política»

Image result for guinea bissau?O presidente do Banco da África Ocidental, o maior banco na Guiné-Bissau, considerou que o povo guineense "merecia outra elite política", lamentando a frequente instabilidade política, mas elogiando a "absoluta estabilidade social".

"O país tem um enorme potencial, tem uma incerteza continuada no contexto político, mas tem uma absoluta estabilidade social", disse Diogo Lacerda, numa intervenção durante a Conferência 'Guiné-Bissau: A Porta de Entrada da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental', que decorre esta tarde em Lisboa.
"O povo da Guiné-Bissau merecia outra elite política; tem uma capacidade extraordinária de conviver entre si; quem olha para o presente percebe que a instabilidade é estrutural, há um grande risco, mas também há um grande prémio para os empresários que queiram arriscar e explorar um espantoso mundo de oportunidades", acrescentou o antigo secretário de Estado da Justiça português durante o Governo de António Guterres.
"Em circunstância nenhuma o confronto das elites políticas levou a confrontos entre o povo guineense, é um povo que pelo exemplo que dá merecia outra elite política", vincou o banqueiro.
O BAO, criado em 2000, é o maior banco a operar no país, com uma rede de nove balcões.
A conferência que esta tarde decorre em Lisboa pretende analisar as potencialidades do país estar inserido na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, um mercado de 15 países, com 380 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto a rondar os 675 mil milhões de dólares.
Rispito.com/Lusa, 20-10-2016

Guiné-Bissau CAN2017

A selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau faz parte do grupo A e tem como adversários o anfitrião Gabão, Cameron e Burkina Faso. Djurtus fará o jogo inaugural contra Gabão a 14 de Janeiro em Libreville.
Realizou-se o sorteio nesta quarta feira dia 19, em Libreville capital do Gabão, A Guiné-Bissau que sempre demonstrou forte espirito, agora espera encarar os trabalhos em frente sem receios e com muita determinação, todos os três adversários no grupo A do CAN2017, disse o selecionador nacional. Baciro Cande e mostrou-se também confiante "na força do potencial coletivo jovem".

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Liga Guineense dos Direitos Humanos exige fecho de prisão de Bandim

defaultO centro de detenção da Polícia Judiciária, em Bissau, "não tem condições para continuar a acolher detidos", alerta o presidente da Liga dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva. Daqui fugiram 24 presos no domingo.
O centro de detenção da Polícia Judiciária (PJ), junto ao Mercado do Bandim, no centro da capital guineense, só tem capacidade para receber 25 pessoas, mas atualmente acolhe 90.
O sistema de esgoto está danificado e os reclusos são obrigados a suportar o mau cheiro e a humidade, num espaço pequeno e sem as mínimas condições, onde a casa de banho não funciona, denuncia a Liga Guineense dos Direitos Humanos, que classifica o centro como "desumano".
defaultIsto é um anexo. A altura do centro é menos de três metros, o que torna o interior do centro muito quente. Mesmo pela janela do lado de fora sente-se a temperatura que sai do interior da sala", critica o presidente da organização, Augusto Mário da Silva, que esta terça-feira (18.10) visitou o centro de detenção.
O centro de detenção de Bandim é um espaço profundamente degradado, cujas obras de requalificação têm sido sucessivamente adiadas. A DW África esteve no local e constatou a deterioração do espaço. Nenhum dos reclusos vestia sequer uma camisa, por causa da elevada humidade que se faz sentir no interior da cela. Durante a deslocação, um dos detidos chegou a urinar dentro da cela.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos exige o encerramento imediato do centro de detenção de reclusos do Bandim e exorta as autoridades judiciais do país a encontrar uma solução  que garanta o mínimo de dignidade aos reclusos.
Guinea-Bissau Haftzentrum in Bissau (DW/B. Darame)"Compreendemos as fragilidades do nosso Estado, mas também faz parte da politica criminal criar condições de detenção para as pessoas", sublinha. "Não podemos pensar em ter justiça eficaz se não temos espaços para albergar os reclusos. As pessoas detidas têm de ser tratadas com dignidade na base das leis".
O diretor geral dos serviços prisionais, Mussá Baldé, diz que existe "vontade política" para melhorar as condições, de forma a respeitar as convenções dos direitos humanos. E justifica a situação desumana nas celas com a falta de instalações prisionais no país.
"Já temos um terreno cedido pela Câmara Municipal de Bissau para a futura instalação do centro de detenção para melhor responder às regras mínimas das convenções dos direitos humanos que assinamos", disse Mussá Baldé. Segundo o diretor dos serviços prisionais , já existe uma maquete do centro, "que será construído numa zona estratégica de Bissau".
Fugitivos continuam a monte
No último domingo, um grupo de 24 detidos fugiu deste centro de detenção. Nove deles foram condenados por crimes de sangue. Para escapar das celas, usaram escovas de dentes afiadas para ferir os guardas. 
"São pessoas acusadas da prática de crimes de sangue, crimes hediondos, que podem poder em causa a paz social que se vive em Bissau", sublinha Augusto Mário da Silva.
"Só o facto de saber que essas pessoas se evadiram da prisão e estão a monte perturba as pessoas em casa", lembra o presidente da Guineense dos Direitos Humanos, que diz ser "urgente recapturar esses suspeitos para fazer o cidadão comum acreditar na ordem jurídica".
Rispito.com/DW, 18-10-2016

PRS nega acordo sobre Augusto Olivais ao cargo do Primeiro-Ministro

A cada dia que a esperança aparenta renascer com vista ao fim da crise, ou pelo menos seu abrandamento, reacende o desentendimento de outra forma inédita e nova.
Após o encontro na vizinha republica e o acordo que saiu em Conacri, PAIGC avançou com a escolha e aceitação do nome de Augusto Olivais para o cargo do Primeiro-Ministro de acordo com um dos nomes propostos pelo José Mário Vaz
Um dia depois, PRS, a segunda força politica no parlamento, diz que Augusto Olivais NÃO foi nome de Consenso em Conacri. Partido da Renovação Social garante que durante o encontro de Conacri em nenhum momento terá sido confrontado com o nome de Augusto Olivais como o nome escolhido pelas partes, e muito menos de que terá reunido o consenso entre as partes para ser nomeado primeiro-ministro,
Uma noticia conhecido hoje, 18 de Outubro através um comunicado divulgado em Bissau, No documento, o PRS esclarece que em “nenhum momento” concordou com as demais forças vivas da Guiné-Bissau, durante a mediação promovida pelo Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, para a escolha de Augusto Olivais ao cargo do primeiro-ministro
Para o PRS “é no mínimo estranha” a forma como o PAIGC tem vindo a veicular o nome de Augusto Olivais, uma vez que o mesmo partido terá apresentado vários nomes para liderar o Governo, sem que os mesmos tenham merecido o consenso, diz ainda o comunicado.
No entender dos “renovadores” o acordo de Conacri têm sido “objeto de deturpações e interpretações abusivas” pelo que o partido teve a necessidade de prestar um esclarecimento público por ser parte do mesmo.
O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, apresentou ao mediador da CEDEAO, três nomes (Umaro Cissoko Embalo, João Aladje Fadiá e Augusto Olivais) para do grupo ser escolhida a figura para liderar o novo Governo.
José Mário Vaz disse, na segunda-feira, que brevemente irá anunciar o nome do primeiro-ministro e garantiu que será uma figura da sua confiança.
Rispito.com/Lusa, 18-10-2016