quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Georges Chicoty disse que "Angola está aberta para continuar a trabalhar com a Guiné-Bissau" 

Terminou segunda-feira a cimeira anual da União Africana, dois dias em que os líderes de África se debruçaram sobre as principais crises do continente, designadamente o Mali, a República Democrática do Congo bem como a Guiné-Bissau. 
Georges Chicoty, Ministro das Relações Exteriores de Angola que participou nesta cimeira de Addis Abeba, fez com a RFI o balanço desta reunião respectivamente à questão Guineense bem como à RDC e ao contexto dessa região.
“Aprovou-se vários diplomas e estamos abertos a cooperar no sentido ajudarmos a resolver os problemas que afligem o Continente”, disse o chefe da diplomacia angolana.

Sobre a situação na Guiné – Bissau, Chicoty fez saber que Angola continua aberta para trabalhar com aquele país lusófono. “Estamos abertos para trabalharmos juntos sem qualquer problema”. Mas defende um reforço de contingente militar maior que consiga conter a intervenção constante dos militares do país nos assuntos políticos. Onde o governo tem sempre fraqueza considerável de funcionar perante os militares que bem precisam de serem reformados com urgência.
No que respeita a questão judicial Chicoty adianta que é preciso ajudar Guiné-Bissau construir um sistema judicial eficaz que consiga funcionar de forma coerente para fazer inquéritos mais nítidos e claros.
Ao referir-se na eventual pretensão de levantar sanções ao governo de transição, Chicoty disse embora se verifica alguns avanços no percurso transitório, mas não é altura pois os que refugiaram estarão automaticamente excluídos pela simples razão de ainda não estar criada condições para retorno ao país dos cidadãos refugiados.
RFI e Angonotícias - 31/01/2013
Cerca de trinta despachantes suspensos das suas funções
Com efeito de execução imediata, 29 despachantes nacionais, de entre os quais despachantes oficias, ajudantes despachantes e caixeiros despachantes, foram suspensos do exercício das suas funções e viram barrado o acessos ao Sistema Aduaneiro Automatizado em todas instituições aduaneiras da Guiné-Bissau.
De acordo com o despacho do Ministro das Finanças de Governo de transição, Abubacar Demba Dahaba, datado de 29 de Janeiro, os despachantes em causa já vinham sendo alvo de denúncias de fraude fiscal junto do Ministério Público guineense, no período entre 2007 e 2008, na sequência de procedimentos criminais contra alguns funcionários da Direcção-geral das Alfandegas.
Tendo igualmente o Ministério Público feito a acusação definitiva dos processos de que são incriminados, o ministro das Finanças disse ter agido em conformidade com o estipulado no artigo 6.º do Estatuto disciplinar de funcionários da administração central, local e regional, aprovado pela Lei número 9/97, de 2 de Dezembro.
Assim, o referido grupo fica suspenso das suas atividades laborais em todo território nacional, até a decisão de absolvição ou condenação pela justiça guineense.
A medida já é do conhecimento da Direção-geral das Alfândegas, do Ministério do Comércio, das próprias Associação de despachantes e da Câmara de Comercio, Industria, Agricultura, Comércios e Serviços
PNN - .30/01/2013
Guiné-Bissau retoma, 36 anos depois, a exportação de amendoim (mancara)
Botche Candé
Um grupo de empresários chineses está a trabalhar com uma empresa guineense para voltar a comprar toda produção de amendoim da Guiné-Bissau, disse na terça-feira Botche Candé, administrador da empresa Cuba Limitada.
De acordo com Botché Candé, ministro do Comércio no governo deposto em Abril passado, a intenção da sua empresa é retomar a exportação de amendoim interrompida há 36 anos.
Tendo como compradores empresários chineses que já se encontram no país, a empresa do antigo ministro pretende comprar de imediato quatro mil toneladas de amendoim, quantidade que o próprio Botché Candé reconhece ser difícil de atingir.
No ano passado, Guiné-Bissau foi grande exportador de amendoim, tendo inclusive, em 1980, exportado para vários países do mundo, 25 mil toneladas do produto. Nos últimos anos, com o cultivo acentuado do cajú, o país deixou de produzir outras culturas.
A partir dos anos 90 do século passado, o cajú passou a ser o principal produto de exportação da Guiné-Bissau. Em 2010, o país exportou cerca de 180 mil toneladas, tendo rendido 156 milhões de dólares aos cofres do Estado, indicam dados do Governo.
A última colheita de cajú foi substancialmente mais fraca e houve dificuldades de exportação, devido ao golpe de Estado e à baixa de preço do produto no mercado internacional.
O grupo chinês que agora pretende comprar o amendoim guineense e visa, no futuro, abrir uma unidade de processamento do produto no país com o qual vai empregar 200 pessoas, disse Botché Candé.
Angop - 30/01/2013
Luta contra derrube das árvores continua acesa no sul da Guiné-Bissau
Ainda no sul da Guiné-Bissau, Contabilizado 425 árvores abatidas, uma denuncia que veio desta vez no sector de Quebo, aldeia de Cobuia na voz de Bocar Seidi.

Com uma voz amarga e  de desespero, Bocar lamenta a tristeza de ver árvores de grande porte, com centenas de anos de existência a serem arejadas de forma ilegal com certeza de estar a assistir o fim de geração de uma boa reserva natural sem dor nem piedade.
Contudo prometem dar luta face a essa contra-maré, tendo já apreendidos algumas ferramentas, tais como as moto-serras dos trabalhadores envolvidos, mas também têm consciência da ineficácia das suas ações se não tiverem uma colaboração e apoio do governo central. 
RDP África - 30/01/2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Bissau acolhe conferência que vai estudar possibilidades da economia da Guiné-Bissau

Vai realizar-se em Bissau no próximo mês de Fevereiro uma conferências económica sobre a Guiné Bissau que deverá atrair aquela cidade importantes figuras do mundo económico e político.
A conferência é iniciativa do recém-criado instituto BENTEN, fundado e liderado pelo guineense Paulo Gomes, ex-quadro sénior do Banco Mundial, cujas funções mais recentes se assentam no cargo do Director Executivo do Banco de Desenvolvimento Oeste Africana para 24 países africanos.
O Fórum Economico Bissau 2013 vai realizar nos próximos dias 1 e 2 de Fevereiro.
Espera-se a presença de proeminentes personalidades africanas ou ligadas ao mundo da economia, entre as quais, o ex-presidente Nigeriano Olesegum Obasanjo, Eric Guichard, Director Geral de Gravitas Capital, em Washington, e Joe Trippi, Ex Conselheiro de Obama e Howard Dean.
Presentes estarão também dirigentes do banco da CEDAO e de outras instituições financeiras.
Paulo Gomes disse que o objectivo da conferência é “criar as bases de uma reflexão sobre a evolução da economia da Guiné Bissau e de uma forma consensual delinear as vias possíveis” para transformar a economia guineense.
“Penso que devemos pensar numa estratégia (económica) sem complexos e sem tabus para podermos maximizar as oportunidades da Guiné,” disse o economista que acrescentou que o objectivo é trazer economistas e financeiros para “verem a realidade, os nossos desafios, aquilo que faz a nossa má reputação verem as nossas oportunidades”.
Para isso, disse, é preciso também ter “uma discussão franca sobre os desafios de natureza política e de segurança a que o país face”.
Voz de América - 29/01/2013

Chefe das Forças Armadas do Senegal terminou sua visita à Guiné-Bissau

O Chefe do Estado Maior-general das Forças Armadas do Senegal terminou, esta terça-feira, 29 de Janeiro, a sua visita de dois dias à Guiné-Bissau. Convidado pelo homólogo guineense, António Indjai, o Chefe do Estado Maior-general das Forças Armadas do Senegal, Mamadu Sow, visitou unidades militares no país e o contingente militar do Senegal em Bissau, que integra um total de 200 homens, no âmbito da ECOMIB (Força de alerta da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental– CEDEAO).Nesta sequência da ECOMIB, os médicos militares senegaleses estão a efectuar consultas no Hospital Militar de Bissau, enquanto os engenheiros aguardam pelo início das obras de reparação de quartéis, que se encontram num estado avançado degradação. Durante a sua estadia em Bissau, espera-se um esclarecimento sobre a participação do país na Missão Internacional de Apoio ao Mali (MISMA) onde cerca de 120 militares guineenses se encontram acantonados na Base Área de Bissau, nos arredores da capital.
O assunto tem gerado controvérsia entre as autoridades militares, que afirmavam que os soldados guineenses iriam participar na guerra do Mali mas sob o comando senegalês, enquanto recentemente Serifo Nhamadjo, de regresso da cimeira extraordinária da CEDEAO em Abidjan, afirmou que a Guiné-Bissau não iria enviar soldados para o Mali, por falta de meios financeiros.
PNN - 29/01/2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cônsules Honorários da Guiné-Bissau reunidos em Buba


A primeira Conferência de Cônsules da Guiné-Bissau realiza-se na cidade de Buba, região de Quinara, sul do país, entre 28 e 30 de Janeiro.
O «encontro de Buba» é promovido pelo Governo de transição, que pretende informar-se da situação de representação do país no exterior, bem como ouvir as dificuldades com que se têm deparado os cônsules guineenses.
Durante três dias vão estar em dissuasão, de entre outros temas, a diplomacia guineense no mundo globalizado, a Guiné-Bissau presente e perspetiva do futuro, a tutela do estrangeiro na ordem jurídica guineense e as oportunidades de investimento na Guiné-Bissau.
Os trabalhos terminarão com visitas a algumas localidades do interior do país, nomeadamente à cidade de Buba, cidade de Cachéu e Quinhamel, os dois últimos na zona norte do país. 
O Ministro dos Negócios Estrangeiro do Governo de transição, Faustino Fudut Imbali, vai presidir à cerimónia de abertura do encontro.
PNN - 28/01/2013
Voo da TAP com destino à Guiné-Bissau teve que regressar a Lisboa

Um voo da TAP que partiu no domingo (27 Jan.) à noite de Lisboa rumo à Guiné-Bissau teve que regressar ao aeroporto da Portela, devido um problema no sistema hidráulico, disse à Lusa fonte da companhia aérea.


De acordo com a mesma fonte, já durante o voo foi detectado um problema no sistema hidráulico, que teria que ser reparado em Lisboa e o avião teve de regressar ao aeroporto da Portela.
Um novo voo está marcado para o final do dia de hoje 28 de Janeiro.
Lusa - 28/01/2013
Chefe de Estado Maior das Forças Armadas do Senegal visita Guiné-Bissau
Mamadou Sow - CEMGFA do Senegal
O chefe de Estado Maior General das Forças Armadas da república do Senegal, Mamadou Sow, viaja hoje dia 28 de Janeiro à Bissau para uma visita oficial de 48 horas.

Mamadou sow, que vai ser recebido pelo seu homologo guineense António Indjai, os dois vão ter uma audiência especial e  uma agenda de visitar alguns aquartelamentos, com objetivo de  inteirar "in loco" do estado do efetivo militar senegalês com missão de CEDEAO em Bissau.
Faz-se saber que esta visita insere-se num cumprimento de convite formulado pelo Chefe de estado Maior guineense, General António Indjai
RDP África 28/01/2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

Nas oportunidades infiltram oportunistas
Grandes empreendedores também se resultam daqueles que conseguem entender  a existência de diferenças entre oportunidades e oportunistas... E que ainda são capazes de  fazerem manobras para transformar ambos em vantagem... 

Porque afinal, as nossas vivências também são definidas de oportunidades e oportunistas. De obstáculos e de escolhas... Por onde varias vezes, a diferença pode estar na maneira como as oportunidades têm sido acolhidas, interpretadas e administradas.

Eu não me canso de avisar e repetir mediante formas diferentes de aconselhar, de que o optimismo é a melhor maneira de relacionarmo-nos na base de uma convivência saudável e fácil... Porque um pessimista sempre vê dificuldade em cada oportunidade alcançada, enquanto que um otimista consegue achar oportunidade, dentro de cada dificuldade encontrada.
E como nós sempre estamos em dificuldades, só devemos empenhar-se agarrando nas oportunidades que nos aparecem, sem oportunismo nem desperdício, de sabermos aproveita-las de maneiras a que elas possam servir o bem do país e para todos.

Porque se repararmos bem, nem sempre as pessoas felizes são mais felizardas de terem melhores oportunidades, muita das vezes, o segredo está em saberem fazer de melhor aproveito das oportunidades que lhes aparecem.

Nesta altura de governação em que a Guiné-Bissau se encontra, não é segredo para ninguém de que o marasmo do país é bem visível e tão preocupante. Numa conjuntura política nacional outrora bastante difícil de encontrar consensos, para tacitamente levar com que a vontade internacional aceite essa nova realidade irreversível.

Certo é que, os últimos entendimentos políticos, as assinaturas do pacto e o  acordo de transição, assim como o gesto do trio internacional que condecorou a cúpula de transição com o prémio Hon-Noris Causa, designado de "transição sem sangue".  Não deixam de ser neste momento, das grandes oportunidades a não desperdiçar. Por serem focos de luz ao fundo de túnel, sinalizando umas claridades que devem ser estimadas com mimo e consideração. Sob penas de estarmos a desprezar ocasiões oportunas que podem levar  na dura penalidade nos esforços diários para alcançar algumas facilidades no inevitável processo de transição em curso.

É importante entender que a oportunidade quando aparece nunca se perde. Ela pode é, ser desperdiçada ou mal aproveitada, pelo destino da qual ela for destinada. Mas ao ser assim, há sempre quem aparece no meio desse dividendo para aproveitar desse desperdício ou mal aproveitamento e, beneficiar dessa mesma oportunidade para o seu proveito próprio. - O chamado oportunista.

Um aproveitamento oportunista, que não só pode ser em ter no total ou parte dessa oportunidade na mão, mas já lhe basta ficar bem, se não ver ensombrado nos seus benefícios pessoais que a eventualidade de aproveitamento e uso devido dessa referida oportunidade aparecida lhe podia tirar.

É bom que estejamos atentos e de aprender com o nosso passado histórico... De não perdermos a memória para lembrar de tantas interferências oportunistas que nos fez desperdiçar de muitas oportunidades ou que nos fez aproveitar mal inúmeras oportunidades.

A vida é como quem anda de bicicleta, para ter equilíbrio tem que se movimentar sempre... Há uma força motriz que pode encaixar bem, tanto na razão individual como na razão de toda uma nação. Ou seja de ninguém ter obrigatoriedade de compreender tudo o que existe neste mundo, porque é impossível. Mas sim é, importante compreender o que se pode fazer e o que se deve realizar. 

Estimados irmãos, amigos leitores e caros compatriotas!
Gostava de terminar o nosso querido e interessante espaço de analise "Ponto di Mira" semanal, repetindo por outras palavras ao que sempre chamei atenção:
A estrada para o sucesso, nem sempre nos oferece uma linha recta... Nela, existem curvas chamadas fracasso...  Umas retas  confusas com quebra molas chamadas de amigos... E  faróis de advertência constante, difíceis de entender chamado povo.
Mas... Sempre ao deslocarmos com cuidado e determinação... Garantidos de um motor com perseverança... Com um seguro chamado verdade... Com respeito das regras de transito chamado constituição... E um bom motorista a dirigir essa viagem... Com o poder divino, chegaremos sempre ao destino sã e salvos... Ainda felizes e amigos.

Samba Bari - Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Lisboa
Nota: Leia mais analises do PONTO DI MIRA, a partir do domingo de manhã da próxima semana. Até lá

sábado, 26 de janeiro de 2013


Morreu fundador do partido Resistência da Guiné-Bissau (RGB Movimento Bâ-fata)

Domingos Fernandes Gomes
O fundador do partido Resistência da Guiné-Bissau (RGB, Movimento Bâ Fatá), Domingos Fernandes, morreu este sábado 26/01/2013 em Lisboa, vítima de doença, disse à agência Lusa fonte partidária em Bissau.
De acordo com a fonte, Domingos Fernandes, que se encontrava em tratamento médico num hospital na capital portuguesa, esteve em coma induzida nos últimos três dias, "mas hoje acabou por falecer".
Médico de profissão formado em Itália, Domingos Fernandes fundou em 1986, em Portugal, a RGB - Movimento Bâ-fata, aquele que é considerado o primeiro partido da oposição democrática ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Após a abertura política do país ao sistema multipartidário, Domingos Fernandes encabeçou as listas da RGB nas primeiras eleições gerais, tendo ficado na terceira posição, com 17,4% dos votos, e alcançado 18 deputados no Parlamento.
A RGB tornou-se assim na terceira força mais representativa atrás do PAIGC e do Partido da Renovação Social (PRS).
Nos últimos anos, a RGB tem vivido crises internas, facto criticado por Domingos Fernandes, que insistia em apelar à reconciliação daquilo a que chamava de "grande família Bâ Fatá".
Nos últimos tempos residia praticamente em permanência em Portugal, o que fez com que a sua atividade política no país fosse invisível.
Homem ligado à Igreja Católica, Domingos Fernandes era um orador eloquente e, nas palavras de um antigo colega de partido, "um profundo democrata".
Correio da Manhã - 26/01/2013
Medicamentos de origem duvidosa vendidos na Guiné-Bissau
Cerca de 80 por cento das farmácias da Guiné-Bissau vendem medicamentos de origem duvidosa, a maioria vindos de países vizinhos como a Nigéria, a Gâmbia ou a Guiné-Conacri, denunciou um responsável do sector nesta sexta-feira.
Tudo porque na Guiné-Bissau não existe um laboratório de controlo dos medicamentos que são vendidos ao público, disse o secretário nacional da Associação dos Farmacêuticos da Guiné-Bissau, Ahmed Akdhar.
"O problema maior reside na origem dos remédios. A título de exemplo, no Senegal existem mais de dez depósitos de distribuição oficial de medicamentos e na Guiné-Bissau não há nenhum", revelou Akdhar, citado pela Agência de Notícias da Guiné-Bissau (ANG).
O país adiantou que dispõe de um Depósito Central de Compras de Medicamentos Essenciais (CECOMES) mas o recheio é produto de donativos e não é destinado à venda.
De acordo com Ahmed Akdhar outro dos problemas do setor é a falta de formação de pessoal farmacêutico, já que a maioria dos profissionais nem sequer sabe interpretar as receitas médicas
Ainda citado pela ANG, o responsável mostrou-se contra a propagação de postos de venda de medicamentos (sem qualquer controlo e fora das farmácias), um fenómeno que no vizinho Senegal foi extinto "há 30 anos".

Também em declarações à ANG o inspetor-geral de Saúde disse que a instituição tem falta de meios materiais e humanos para combater a venda ambulatória de medicamentos.

Benjamim Lourenço Dias disse que, como farmacêutico de profissão, tem consciência de que os medicamentos vendidos nas farmácias do país se encontram em mau estado de conservação, devido à falta da luz elétrica.+

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Os jovens no sul da Guiné-Bissau denunciam abate indiscriminado de árvores pelos madeireiros chineses


O presidente da Associação de Jovens de Fulacunda, no sul da Guiné-Bissau, denunciou hoje (25/01/13) o "abate indiscriminado" de árvores de grande porte nas matas da zona por madeireiros chineses que dizem ter autorização do governo central.

Contactado por telefone pela agência Lusa, Lamine Mané, presidente da Ajaudes (Associação de Jovens, Amigos Unidos para o Desenvolvimento do Setor de Fulacunda), afirmou que "grupos de chineses estão a derrubar árvores" numa mata de cerca de 15 quilómetros quadrados.
"Cortam as árvores de forma indiscriminada, sobretudo o pau de carvão, mas também arrancam as raízes das árvores. É um desastre o que os chineses estão a fazer nesta zona. É um crime", disse, Mané, emocionado e irritado.
"É mesmo para chorar. Dói o que se vê por aqui. Os chineses estão a dar cabo da nossa floresta. O problema é que até têm documentos passados pelo governo central e contra isso não se pode fazer nada", sublinhou o jovem.
O presidente da Ajaudes diz que o representante do governo no setor, o administrador, até está do lado dos jovens que estão contra os madeireiros chineses, mas diz que não pode fazer nada para parar o abate das árvores "porque a ordem vem de Bissau".
"A floresta, que queríamos que fosse considerada floresta comunitária e protegida, da zona de Mbasso já está completamente destruída. Há dois anos que os chineses estão a cortar árvores naquela floresta, hoje aqui está com uma clareira enorme", notou Lamine Mané.
No passado mês de dezembro os jovens de Fulacunda passaram das ameaças aos atos, parando, à força, os madeireiros, mas estes, dias depois voltaram a cortar árvores mediante uma nova autorização passada pelo governo central, contou o jovem Mané.
"Qualquer dia, se isto continuar assim, com os chineses a cortarem as nossas árvores, com o consentimento do governo, pode haver aqui um conflito perigoso com a população", avisou o responsável da associação dos jovens de Fulacunda.
Lamine Mané lembra que a floresta de Mbasso fica situada numa zona considerada área protegida mas mesmo assim, diz, são as próprias autoridades que concedem autorização para ser desmatada.
"Os chineses além de cortarem as arvores e arrancarem as raízes, não estão a reflorestar como manda a lei, cortam e metem as troncos nos contentores e vão-se embora, sem dar nenhuma contrapartida para o nosso setor e ainda por cima recusam-se a empregar os jovens", afirmou Lamine Mané.
Os jovens prometem viajar para Bissau para falar com o Presidente interino do país, Serifo Nhamadjo para tentar parar o abate das árvores de Mbasso.
A Lusa tentou contactar a empresa chinesa responsável pelo corte de árvores mas tal não foi possível.
O responsável de outra empresa madeireira chinesa que opera na região, que pediu para não ser citado, disse à Lusa que a sua empresa não teve até agora problemas com a população local mas que soube do caso envolvendo jovens de Fulacunda.
"Há bom relacionamento com a comunidade, estamos a dar apoio social nas escolas", disse, acrescentando que as empresas madeireiras operam legalmente e que cada carga é inspecionada pelas autoridades competentes.
"As comunidades entendem que a exploração da madeira na sua região tem de dar contrapartidas, reclamam que são eles quem tem de proteger a floresta. É preciso negociar e dar contrapartidas, embora isso não esteja na lei, para não gerar problemas", disse.
Agência Lusa - 25/01/13

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Região de Bafatá foi a vez de presidência aberta esta semana

Com o objetivo de dissipar alguns mal entendidos e de apelar de forma séria e empenhada a reconciliação nacional entre os guineense, Manuel Serifo Nhamadjo não desarma na sua presidência aberta.

Esta semana, entre os dias 21 e 22 de Janeiro foi a vez da região de Bafatá, onde o presidente da república de transição percorreu alguns sectores e secções, com a mensagem única de pedir a participação de todos, com empenho, com interesse e com vontade de cada um contribuir para que haja uma verdadeira reconciliação na república da Guiné-Bissau.
Preocupado com a situação em que está o país, a linguagem do Nhamadjo se resumiu em fazer a população ver e entender das consequências do desentendimento e regozijou  que todos são importantes nesse processo.

Em termos gerais, a população respondeu a presença do presidente da transição com concentrações massivas  onde não pude faltar as solicitações de apoio, nomeadamente em melhoramento das vias de acesso, decadência do ensino e problemas de saúde. 

A resposta do presidente foi peremptório em demonstrar a população de que a durabilidade deste governo não permite resolver os gigantescos problemas do país, contudo promete deixar um arranque para a futura governação dar continuidade.

Nesta saída, a presidência aberta estava composta por todas as sensibilidades do país, tais como, os partidos políticos, elementos da sociedade civil, governo, força armadas, deputados, embaixadores de alguns países amigos, representantes de organismos internacionais, conselheiros do Presidente da República.
O périplo continua com nova agenda para a semana, no sentido de dar cobro a todo o território nacional.
Correspondência do Rispito - 24/01/2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Ovídio Pequeno destacada evolução positiva da situação na Guiné Bissau 
A evolução positiva da situação na Guiné Bissau foi destacada hoje, quarta-feira, em Addis Abeba, Etiópia, pelo representante da presidente da Comissão Africana (CUA), Ovideo Pequeno.  
Em declarações à imprensa angolana, no âmbito da 20ª Cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), o diplomata baseou a sua afirmação no facto de na semana passada o PAIGC ter assinado a “Carta de Transição” e o “Acordo Político”, dois dos documentos que regulam o processo de transição em curso no país.  
Além desse passo, acrescentou o representante de Nkosazana Dlamini-Zuma para a  Guiné Bissau, foi criada a nível da Assembleia Nacional uma comissão cujo objectivo é debater possíveis caminhos e posições futuras para a implementação efectiva do processo em curso.  
“Creio que há sinais totalmente bons e há uma vontade política de todos os actores políticos guineenses para a saída da crise”, realçou o diplomata de nacionalidade santomense.  
Saudou a nomeação do antigo presidente de Timor-Leste, Ramos Horta, para representante do secretário-geral da ONU, Ban Kimoon, para àquele país, e considera salutar o envolvimento e concertação de todas instituições internacionais para a resolução da situação na Guiné Bissau.
Para já, realçou a colaboração entre a ONU, UA, CEDEAO, CPLP e a União Europeia, organizações que recentemente participaram numa reunião de avaliação, coordenada pela 
União Africana, com o objectivo essencial de colher elementos, analisar, estudar “in loco” os problemas e apresentar sugestões e recomendações concretas.  
“Neste momento em que vos falo, a União Africana já concluiu o seu relatório a ser entregue a essas organizações e penso que a margem dessa sessão vamos fazer consultas e adoptar posições que vão ser entregues ao Conselho de Segurança da ONU para se ter uma posição comum sobre a situação na Guiné-Bissau”, sublinhou.
AngolaPress - 23 de Janeiro de 2013
Aristides Ocante da Silva é mais um candidato a liderança do PAIGC
Aristides Ocante da Silva
As candidaturas para a liderança do PAIGC estão a ser conhecidas conforme passa o tempo e o arrastar da realização do congresso

Desta vez é a vez do antigo Ministro da Função pública Trabalho e Modernização do Estado, Aristides Ocante da Silva, do governo deposto de Carlos Gomes Júnior, é que aparece ao público anunciando a sua candidatura.

O acto de lançamento oficial dessa candidatura aconteceu na manha desta quarta (23/01/2013), na sede do partido PAIGC, no Salão Nobre Amílcar Cabral em Bissau .

Lembra-se que Braima Camará, Luís Oliveira Sanca, Francisco Benante e Domingos Simões Pereira, são entre outros que se perfilam nessa corrida, ao lado do presidente cessante e candidato "natural", Carlos Gomes Júnior.
Correspondência do Rispito - 23 de Janeiro de 2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Carlos Gomes Júnior reage a nomeação de Ramos-Horta

Carlos Gomes Júnior reaparece a comunicação social para reagir sobre a nomeação do antigo presidente timorense José Ramos-Horta, como representante do Secretário Geral da ONU para a Guiné-Bissau. 

Falando aos microfones da Agência Lusa e noticiada pelas antenas RDP África, Carlos Gomes Júnior considera a nomeação de Ramos-Horta nesse cargo para a Guiné-Bissau, como sendo uma ultima resta de esperanças para o país conseguir chegar numa consolidação de paz e estabilidade.
Referindo-se as próximas eleições gerais do país, Carlos Gomes Júnior ainda se considera de candidato natural, pelo que estás sempre disposto a voltar e enfrentar os embates eleitorais.
Agência Lusa e RDP África - 21 de janeiro
Presidente da Nigéria visita Guiné-Bissau

Goodluck Jonathan Pres. - Nigéria
O Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, é esperado para uma visita de trabalho na Guiné-Bissau, segundo disse à PNN uma fonte das autoridades de transição guineenses.
De acordo com a referida fonte, a deslocação do Presidente em Exercício da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO), tem como a finalidade acompanhar de perto o período de transição em curso na Guiné-Bissau, onde se prevê um encontro com os responsáveis das forças da CEDEAO (ECOMIB) movida para o país na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

Contactado pela PNN, a fonte da Embaixada da Nigéria na Guiné-Bissau confirmou a deslocação de Chefe de Estado nigeriano ao país, indicando que esta visita está agendada para Fevereiro.

Lembra-se que a Nigéria detém maior número de efetivos das forças da ECOMIB na Guiné-Bissau, onde a Ministra da Defesa deste país esteve de visita a 25 de Dezembro, aos efetivos da Nigéria na Guiné-Bissau.

Com a finalidade de proteger as autoridades de transição e reformas nos sectores de Defesa e Segurança, inicialmente estava previsto que a força da CEDEAO terminasse a sua missão após um período de 12 meses no país.
PNN Portuguese News Network - 22/01/2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Governo de transição da Guiné-Bissau apoia intervenção militar no Mali
O governo de transição da Guiné Bissau acompanhou os países vizinhos membros da CEDEAO e manifestou apoio à intervenção militar no Mali, para desalojar rebeldes islamitas que ocupam o norte do país.
O apoio Bissau guineense foi expresso oficialmente no sábado (19), por ocasião da cimeira da CEDEAO em Abidjan. "O problema do Mali não é um problema só maliano, mas de toda a África, pelo que pela primeira vez houve um consenso e aplausos dos países da CEDEAO, apoiando a intervenção francesa no norte do Mali", disse o ministro guineense dos Negócios Estrangeiros, Faustino Imbali, em declarações à rádio francesa RFI.
O chefe da diplomacia da Guiné Bissau, sublinhou ainda que todos os estados membros da CEDEAO e outros países africanos pediram também à ONU para enviar apoio logístico e financeiro para apoiar a MISMA, a Missão Internacional de apoio ao Mali, na guerra contra os islamitas e terroristas de Al Qaeda, noticiou a RFI.
Ramos-Horta admite dificuldades em mobilizar apoio internacional para eleições na Guiné-Bissau
O representante das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, admitiu hoje que será difícil mobilizar a comunidade internacional para apoiar o processo eleitoral no país e mostrou-se favorável a um adiamento das eleições.
"Não é fácil (...) devido à crise financeira e económica que prevalece no mundo, em particular nos países ricos amigos e apoiantes tradicionais da Guiné-Bissau. [Será] Difícil devido aos constantes recuos no processo na Guiné-Bissau, alguma desilusão, desencanto", disse o timorense José Ramos-Horta.
O representante das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, que falava aos jornalistas em Lisboa, após uma reunião com o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Isaac Murade Murargy, adiantou contudo ser possível inverter este cenário.
Lusa - 21/01/2013

domingo, 20 de janeiro de 2013

Amílcar Cabral, um herói africano eternamente querido

Morto ou vivo, com saudade ou com angustia, há homens que deixam trabalhos inesquecíveis neste mundo. Uns com uma atribuição e outros que nascem com o ser herói no sangue, cujo a distinção ultrapassa tão de pressa as rédeas das suas fronteiras nacionais e continentais.

Amílcar Cabral foi um destes homens valentes, inspirado na vontade de ver unificado duas repúblicas e dois povos para lutarem numa frente única, a busca de se tornarem livres de tortura e de submissão colonial.

Muito rapidamente, o nome de Amílcar Cabral se destacou numa personalidade com excelência, num gigante homem guineense, caboverdiano, africano e que acabou de se contornar ao mundo, graças a sua atenção pela causa de liberdade de dois povos em simultâneo.

Com célebre frase de que "as crianças de hoje são os homens de amanhã e isso é a razão do nosso combate".
Amílcar Cabral foi um homem que considerava a civilização humana como uma base fundamental para o desanuviamento pessoal e liberal. Mas negava as injurias e humilhações sociais como únicas vias para chegar a meta civilizacional.

Um homem que valorizava a aprendizagem, educação e conhecimento como fontes básicos para atingir a evolução social. Mas negava os ensinamentos com chicotadas e  de pancadas para o seu povo.

Pelo desejo de consenso, muitos depoimento da época mostram que o homem não era intransigentemente um guerrilheiro, porque sempre se disponibilizou para negociações com o governo português, o que nunca foi aceite pelo regime ditatorial do momento.

Quando a luta deixou de ser na secretaria passando para a farda e o gatilho, Amílcar  Cabral repetia uma frase com frequência "De não estar contra o povo Português. Mas sim o seu combate era, em exclusivo, contra o sistema colonial Português."

Por isso e não só... É que viveu toda a sua juventude e adolescência com sustos e espantos, assim como sempre preocupado perante uma vulnerabilidade que não acabou de escapar.
Assustado e preocupado para não falhar com o projeto traçado, de libertar as duas nações perante o jugo colonial.
De outro lado, preocupado com a organização dos companheiros em frentes de combate e de salvaguardar rebeldia interna de alguns camaradas de partido, mas que não conseguiu conter... Acabando por ser vitima mortal de uma sabotagem e cumplicidade, dento do movimento que ele mesmo criou e engrandeceu.

O homem que nasceu na Guiné-Bissau, cresceu e concluiu o liceu em Cabo-Verde, formou-se em Portugal, voltou para trabalhar na Guiné e depois recambiou-se para Angola com mesmo objetivo (trabalhar)... De onde ganhou oportunidade de se Aproximar do MPLA para fundar o PAIGC. Acabou por ultimar a sua morada em Conakry, onde enfrentou a luta, onde foi assassinado e onde foi sepultado.

Hoje, podemos sublinhar parte de muitas crónicas e aceitar de que, Amílcar Cabral depois de ser sepultado em Conakry, desapareceu fisicamente na cena politica o mais esclarecido dirigente africano da sua geração. O principal teórico da luta armada africana para a libertação de dois povos oprimidos pela dominação colonial.

Que viveu sempre seguro e coerente com os seus ideais, que almejava com a sua liderança de movimento guerrilheiro para se avincar com duas nacionalidades, guineense e caboverdeana, numa comunidade fraterna e florescida.

Mas sempre consciente do perigo que lhe andava em volta... Eis o que ele em várias ocasiões escreveu e disse — quando os dois povos levados à guerra se libertarem do opressor comum, eu serei morto varias vezes

E a realidade se confirmou após ser vitima de assassinato, Amílcar Cabral começou morrer logo que os camaradas começaram com a ostentação e a sanha sanguinária na resolução dos diferendos políticos, onde se atolaram muitos dos dirigentes guineenses...

Morreu outra vez com o golpe de Estado do Nino Vieira - 14 de Novembro de 1980 que arrasou com o seu grande sonho de fazer da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, uma união de Estados capaz de se impor aos desígnios hegemónicos dos governos de Dakar e Conakry, resultando num desmembramento do verdadeiro PAIGC que ele  tinha fundado... 

Morreu outra vez, quando os velhos camaradas de armas (os seus antigos camaradas) se degladiaram em 1998 numa guerra politico-militar em Bissau provocando uma destruição terrivelmente superior (de imoralidade, de incompreensão e de intolerância), por se alienar até hoje a soberania nacional, de um país sem poder de estado numa patética tentativa de conservar a bebedeira do poder... 

Morreu Amílcar Cabral desta vez, por essa profunda pobreza, miséria, doença até fome que dizima o seu povo numa longa distancia de 40 anos depois de ser assassinado e sepultado.

Depois ser assassinato e sepultado o herói, o homem forte da Guiné, de Cabo-Verde, da África e do mundo... E depois de agora ser bem consolidada a morte do melhor filho da Guiné-Bissau e de Cabo-Verde ao longo desses 40 anos... Cá estamos tristes e muito consternados para mais um aniversário do seu desaparecimento físico, a rezar para que a sua alma bastante fustigada, traída e desrespeitada, se descanse em paz.

Para não se importar mais com as ambições e interesses mundanos que fazer da vida humana de uma complicação e de conflitos constantes.
Gloria eterna para o verdadeiro herói, o pai das nacionalidades Guineense e Caboverdiana, com certeza de que é, e será um homem eternamente querido e bastante admirado neste mundo.

 Samba Bari - Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada de Lisboa
Nota: Leia mais analises do PONTO DI MIRA, a partir do domingo de manhã da próxima semana. Até lá

sábado, 19 de janeiro de 2013

Serifo Nhamadjo admite que tecnicamente as eleições não serão em Abril

O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, admitiu hoje 18 de Janeiro, que "infelizmente" não será possível fazer eleições em Abril, como estava previsto no acordo de transição assinado em Maio de 2012.
O acordo previa a realização de eleições no prazo máximo de um ano e Serifo Nhamadjo já tinha dito que queria eleições gerais em Abril deste ano. Nos últimos meses, no entanto, a data tem sido posta em causa por diversos responsáveis e o próprio PAIGC, maior partido, marcou o congresso para Maio.
Além de o Governo dizer que não tem dinheiro para fazer eleições também estão por concluir aspetos técnicos, como a feitura de mapas e o recenseamento da população.
A feitura de eleições exige outros preparativos, técnicos e financeiros, e "o aspeto financeiro requer convergência de todas as instituições internacionais. Estando neste momento a redefinição da estratégia para o apoio à Guiné-Bissau no quadro das instituições internacionais", disse.
"Estamos impotentes para poder dar avanço à nossa intenção", disse Serifo Nhamadjo.
E acrescentou: "por isso aguardo que a missão que esteve na Guiné-Bissau produza o seu relatório e que as organizações parceiras da Guiné-Bissau se possam pronunciar. Porque a Guiné-Bissau sozinha não tem capacidade económica, por isso estamos infelizmente nessa expetativa", sendo que também "tecnicamente vai ser muito difícil cumprir o calendário".

Serifo Nhamadjo falava aos jornalistas no aeroporto de Bissau, à partida para Abidjan, na Costa do Marfim, para participar numa cimeira da Comunidade Económica dos Estados da 

África Ocidental (CEDEAO), que vai debater a guerra no Mali e passar em revista o processo de transição na Guiné-Bissau, na sequência de um golpe de Estado em abril do ano passado.
Aos responsáveis da CEDEAO, o Presidente de transição vai dizer que o país "está a marchar lentamente, mas com o objetivo de inclusão, para que todos os atores políticos e sociais se juntem para a elaboração de uma agenda de transição, inclusiva", e para que o país possa dizer à comunidade internacional a via que quer seguir e "os elementos que quer concretizar antes das eleições", explicou Nhamadjo.
Na quinta-feira, quatro partidos assinaram o acordo de transição, entre eles o maior partido. São "passos significativos" para que "num espaço curto possamos convocar todos os atores e redefinir a agenda de transição", disse.
Questionado sobre se a adesão ao acordo (Pacto de Transição) do maior partido, o PAIGC, levaria a mudanças no Governo de transição, Serifo Nhamadjo remeteu para os partidos subscritores do Pacto.
"O que eles entenderem, a proposta que me apresentarem, será a proposta, consensual, que eu tentarei materializar", salientou.
Sobre o envio de tropas guineenses para o Mali, Serifo Nhamadjo disse que o país está disponível para integrar uma força da CEDEAO e explicou que o envio de militares dos países da região será por etapas.
Em Bissau está já um grupo de militares a ser treinado para ir para o Mali, mas até agora não foi divulgada qualquer data para a partida.
Lusa - 19/01/2013

Governa de transição da Guiné-Bissau beneficiou do prémio hon-noris causa

Esta manha a mesa de Assembleia Nacional Popular, na pessoa do seu presidente, Ibarima Sory Djaló, em representação do Presidente da República de transição ausente do país para a cimeira extraordinaria em Abidjan, e o Primeiro-ministro Rui Duarte de Barros, receberam o prémio Hon-noris Causa, pelos seus empenhos na busca de paz e estabilidade durante o processo de transição. O que por outras palavras se designaram de transição "Sem Sangue".
International Human Raights Comission, Parlamento Mundial para a Paz e Segurança e a International Diplomatic Cooperation (INTERDIPCO), que se encontram em Bissau desde passado dia 14 de Janeiro, são os responsaveis desta iniciativa.

E por alem deste prémio, foram também assinado três acordos de cooperação entre as três organizações internacionais e o governo de transição.
Correspondência do Rispito - 19/01/2013

"Rispito" para todos e aos que mecerem

Iaia Turé
Um leitor assíduo do Rispito na China, que vê de um prestígio e muito interessante ser-lhe publicado a sua conquista neste espaço. Devido a confiança e ao redobrado pedido, aqui vem.

Iaia Ture, Estudante Guineense na China, mais um orgulho nacional a semelhança de muitos, com Certificado de Honra atribuído pela Southwest University como Excelente Estudante Estrangeiro do ano lectivo transato (2011/2012), denominado "Excellent Foreign Students Scholarship" of Southwest University.

Eis a prova e o motivo de alegria à partilhar com todos  

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Entendimento na Câmara de Comercio (CCIAS), seus membros e associados
Braima Camará - Presidente da CCIAS
O governo de transição encontrou hoje (18/01/13) uma formula consensual para resolver o impasse em torno dos vinte milhões de Dolares resultantes das taxas da castanha de caju  Fundo de Promoção Industrial (FUNPI).
É que depois de dois anos consecutivos de costas viradas entre os empresários e associados da Câmara de Comércio Industria e Agricultura e Serviços (CCIAS),Sob a mediação direta do Presidente da Republica e o Primeiro-ministro, as partes voltaram-se a reunificar, por onde os que tinham boicotado a direção de CCIAS foram hoje empossados para os seus respetivos cargos que outrora ocupavam.
Um ato que mobilizou em massa centenas de homens ligados ao tecido comercial guineense num ambiente de festa e de alegria, com animação musical de Sambala Canute.
No decurso de ato, Mamadu Saliu Lamba que encabeçou muitos ré integrantes, discursou de forma brilhante, pedindo união no seio da classe, como forma de promover melhor a actividade comercial do país, e consequente construção de uma linha de ação para o bem da Guiné-Bissau.
Para Braima Camará, presidente de CCIAS sublinha não haver motivos de guerra na classe empresarial, admitindo desta forma uma total abertura da sua parte, independentemente do lugar onde esteja.

Para terminar Rui de Barros, o Primeiro-ministro, garantiu que a partir da semana que vem, o governo apresentará a sua proposta a CCIAS sobre o futuro do valor em causa. Clarificando a intenção do executivo em usar o valor para os fins do estado, parte deste dinheiro que se encontra sem solução ha dois anos parado no Banco, em consequência do desentendimento que se reinava no seio dessa classe.
Correspondência o Rispito - 18/01/2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

PAIGC já ASSINou O PACTO E O ACORDO DE TRANSIÇÃO POLITICA da guiné-bissau

Tanto o pacto da transição politica (o memorando que regulamenta a transição politica) assim como o acordo politico já está assinado pelo PAIGC. Um ato que não só dará aval ao processo transitório em curso, como também rompe com as barreiras de entrave e consequentemente facilita a governação transitória em curso.
O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, em uso de palavras no referido acto, avisou que a partir de hoje só promulgará leis que sejam resultado de consenso partidário e defendeu que, neste momento, «não há um partido sozinho que possa governar» o país.
Um longo discurso num dia «muito importante» e que marcou o final da cerimónia de assinatura do Pacto de Transição por parte do PAIGC, PND, PUSD, AD e CD.

Lembra-se que, o pacto fora assinado por vários partidos na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril mas o PAIGC, o maior partido e que estava no poder até essa altura, sempre se recusara a assinar o documento, mantendo-se à margem do período de transição.

Seja como for, espera-se que essa viragem do PAIGC visa limar a vontade politica inclusiva, mobilizando dessa forma a participação de todos num processo que exige de todos, para libertar a república da Guiné-Bissau do grande marasmo em que se encontra embrulhada, já a um pouco menos de um ano.
Diário Digital / Lusa e Rispito - 17/01/2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mais um ciclo de conferencias na Diáspora com preocupação central sobre a Guiné-Bissau
Dr. Luís Vicente                CIUL, Picoas Plaza - Lisboa
Um grupo de quadros guineenses na Diáspora (Portugal) unidos em esforços de verem Guiné-Bissau a respirar-se de ar  tranquilo, empenharam na ideia de organizar um ciclo de conferências sobre a Guiné-Bissau, intitulado “da multidimensional encruzilhada ao bem comum guineense”.

Dr Luis Vicente, um dos homens forte dessa iniciativa, disse ao Rispito que, a ideia nasceu na sequência de que a Guiné-Bissau tem sido, desde a declaração da independência, palco de crises multidimensionais, colocando em causa a paz, a estabilidade, o desenvolvimento sustentável e, consequentemente, a existência da Guiné-Bissau como um Estado soberano.
Preocupados com o devir guineense, cujo progresso tem sido frequentemente impedido e adiado por interesses geo-estratégicos e pela encruzilhada de interesses particulares e regionais que o permeiam e o rodeiam tornando persistente as múltiplas crises multidimensionais.

Daí que esse grupo de quadros vêm nessa iniciativa, um esforço tendente a ajudar com que a Guiné-Bissau se encontre o rumo que lhe possa levar a ser reconhecido como um estado moderno alicerçado no progresso económico e social, respeito pelos valores, da democracia, dos direitos humanos e pela ordem constitucional.
Vicente afirmou ainda que eles reconhecem bem de que A renovação será árdua e exigirá coragem e empenho pois está em causa não só a existência dos guineenses como um povo bem como a entidade da Guiné-Bissau como um Estado soberano.
E que futuro queremos?
Então... Conhecendo bem a realidade do nosso país, entendemos que possuímos os requisitos necessários para superar as adversidades. E por tudo isto, lançam apelo à mudança de paradigma! Não esperemos mais pelas mudanças de que necessitamos! Elas não se farão sozinhas e muito dificilmente alguém as fará por nós, disse.

Este primeiro ciclo de conferências, está a ter lugar no Auditório CIUL, Picoas Plaza, em Lisboa, nos dias 16, 23 e 30 de Janeiro de 2013.